domingo, 27 de abril de 2008

OS "BONS" ESCLAVAGISTAS E COLONIALISTAS PORTUGUESES


AS SECULARES MENTIRAS DOS COBARDES REGIMES PORTUGUESES

O comércio de escravos em que muitos portugueses fizeram fortuna com os navios negreiros a atravessar o Atlântico incessantemente é para Portugal um assunto tabu que vergonhosamente procuram escamotear e arrogantemente recusam-se a reconhecer e apresentar as mais que devidas desculpas aos descendentes dos que foram vítimas desse desumano negócio, assim como aos países que actualmente representam esses escravizados seres humanos africanos e, ou, índios do Brasil, entre outros.

Este facto é indelevelmente referido no texto em baixo, mas porque é um tema que urge não calar importa fazer as pesquisas possíveis e solicitar as colaborações dos que quiserem participar na denúncia dos factos passados que pretendem branquear a todo o transe.
A mentira tem perna curta, costuma-se dizer, mas esta mentira portuguesa já vem de há séculos e tem de acabar.
Tem-se feito crer aos portugueses e aos povos colonizados, principalmente, que o colonialismo português foi o mais brando do mundo. Esta é a tal mentira de há séculos que importa desmascarar. Portugal que assuma as suas responsabilidades pelos erros do passado, é esse o objetivo. Importa reconhecer com o máximo de pormenores possível qual o desempenho deste país na chacina dos povos que colonizou.

Deste modo, recorrendo à Wikipédia, passam a ser transcritos os resumos que se seguem, à laia de convite para os que se interessarem pelo tema visitarem aquela página mas também outras que certamente surgirão após aturadas pesquisas. O convite, aos que se dispuserem a partilhar os seus conhecimentos connosco, sobre o tema, fica aqui feito.
Impõe-se que Portugal apresente as desculpas que deve aos povos africanos e brasileiros, principalmente.



CASTELO DE SÃO JORGE DA MINA (GANA)
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O Castelo de São Jorge da Mina, também designado por Castelo da Mina, Feitoria da Mina, e posteriormente por Fortaleza de São Jorge da Mina, Fortaleza da Mina, ou simplesmente "Mina", localiza-se na atual cidade de Elmina, no Gana, no litoral da África Ocidental. Após a sua ocupação pelos holandeses em 1637, parece ter sido castelhanizado o seu nome para Elmina.
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A Feitoria da Mina sucedeu, em importância militar e económica, à Feitoria de Arguim, de que se tem notícia já a funcionar em 1461 quando a sua capitania-mor foi concedida. Se a ilha de Arguim marcava geograficamente a extrema da África arabizada, a Feitoria de São Jorge da Mina é considerada a mais antiga fortificações européia ao Sul do deserto do Saara (a mais antiga ainda existente). Como tal, foi declarada Património da Humanidade pela Unesco e tem sido objecto de sucessivos trabalhos de restauro pelo Governo do Gana. A Mina teve primitivamente a função de assegurar a soberania e o comércio de Portugal no Golfo da Guiné, constituindo-se no principal estabelecimento luso na costa africana, fonte da riqueza que alimentou a economia portuguesa até se iniciar o ciclo da Índia, após 1498.
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Posteriormente, com o aumento do tráfico Atlântico de escravos, o forte readquiriu importância como um entreposto, onde os cativos eram mantidos à espera de transporte para o Novo Mundo.



TRÁFICO DE ESCRAVOS DE E PARA O BRASIL
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O tráfico de escravos para o Brasil refere-se ao período da história em que houve uma migração forçada de Africanos para o Brasil. Portugueses, brasileiros e mais tarde holandeses dominaram um comércio que envolveu a movimentação de milhares de pessoas.
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O comércio de escravos estava sólidamente implantado no continente Africano e existiu durante milhares de anos. Nações Africanas como os Ashanti do Ghana e os Yoruba da Nigeria tinham as suas economias assentes no comércio de escravos. O tráfico e comercio de escravos era intercontinental, registando-se um grande comércio de escravos europeus nos mercados Africanos já durante o Império Romano. Mais tarde com o tráfico de eslavos, os saqaliba, que eram levados para o Al-Andaluz o comércio passou da Europa para África, e continuou com os raids dos Piratas da Barbária que duraram até ao fim do século XIX.
O tráfico de Africanos para o Brasil deu-se paralelamente ao tráfico de Europeus para África. Os portugueses começaram o seu contacto com os mercados de escravos Africanos para resgatar cativos civis e militares. Quando Catarina de Áustria autoriza o tráfico de escravos para o Brasil o comercio de escravos oriundos da África, que antes era dominado pelos Africanos, passa a ser também dominado por Europeus.
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As listas dos resgates de cativos escravizados e libertados durante o reinado de D. João V revelam que até brasileiros chegaram a ser capturados e vendidos no mercado Africano.[1]
Os escravos Africanos que os portugueses comerciavam, no começo passavam por Portugal, onde uma parte menor era levada principalmente por via marítima, para outros países europeus e outra parte destinava-se ao Brasil e ilhas.
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Teatro: OS FPMs* REPRESENTAM SOBRETUDO EM ABRIL


Em 25 de Abril os FPM* comemoraram aparentemente a data. E falaram, e falaram, e falaram…
Para a maioria entrou a cem e saiu a duzentos. De palavras e discursos de conveniência estamos mais que fartos.

Não ouvi e quase nada li sobre o que os FPM* disseram e fizeram nesta data. Consegui perceber numas letras gordas que o presidente da República, Cavaco Silva, estava qualquer coisa como chocado pelo facto dos jovens nada saberem sobre o 25 de Abril de 1974…
Também li numas letras gordas que Otelo Saraiva de Carvalho dava razão a Cavaco Silva…
Possivelmente em mais letras gordas teria tido a oportunidade de me aperceber sobre o descaramento destes FPM* relativamente a esta questão e a outras também bastante importantes. Não estive para ler mais gordas nem magras. Já dei para o peditório de dar importância demasiada ao que os FPM* pronunciam. Interessa-me muito mais aquilo que fazem, ou não fazem quando devem fazer.

Sobre a razão que Otelo dá a Cavaco… Nem sei porque é que este paspalho ainda fala nestas coisas quando também foi um dos que traiu os ideais de Abril, arregimentando-se com bandidagem e ideólogos tarados que destruíram imensos jovens e não jovens com as suas organizações bem desorganizadas que preconizavam uma sociedade de bagunça!
Cala-te Otelo! Entretém-te a ler os antigos Página Um da Braamcamp e a contar os lucros dos teus negócios!

Sobre o choque e espanto do PR Cavaco Silva, relativamente à referida ignorância da juventude… dá-me vontade de rir ou de ficar preocupado com a saúde mental do PR.
Rir, porque Cavaco foi um dos responsáveis governamentais, o primeiro-ministro, durante quase uma década, que no ensino oficial - mas não só - contribuiu para o branqueamento do Salazarismo, da PIDE/DGS, dos horrores porque os portugueses passaram. Tendo contribuído também para a limpeza das memórias do 25 de Abril…
Exactamente por isto, a preocupação deve ser manifestada se admitirmos que o PR Cavaco não se lembra de nada de quando era primeiro-ministro.
Será preocupante concluirmos que temos um PR que padece de “brancas”, de esquecimentos precoces. Senilidade, quem sabe. Oxalá que não e que a saúde do PR Cavaco seja das boas e das melhores.

Pois a juventude que de nada se lembra, nem sabe, é a juventude dos ensinos xuxalistas e xuxiais-democratas. Até parece que o passado do PR não tem nada a ver com isso.
Não só com o ensino, onde tudo que é história de Portugal está, estúpida mas intencionalmente, resumido e incompleto. Também a RTP tem culpas no cartório pela não divulgação adequada. Até pelo branqueamento do regime salazarista e da guerra colonial, do exercício esclavagista português, e das chacinas feitas em África e em Timor, nas ex-colónias. Tudo está apagado das memórias dos portugueses.

Este seria assunto com pano para mangas, mas basta deixar aqui só umas quantas perguntas dirigidas aos esquecidos, invadidos pelo esquecimento hipócrita e conveniente, para eles, de que têm responsabilidades acrescidas pela ignorância da juventude e dos portugueses relativamente ao fascista Salazar e ao seu tenebroso regime, mas também sobre como lidámos com o colonialismo, o esclavagismo, etc. Portugal foi uma potência colonialista atroz, como as outras, mas historicamente reza que fomos uns santos. Para quando a verdade e trabalhos televisivos que o demonstrem e nos esclareçam? Portugal usou e abusou do esclavagismo. Para quando mostrarem essa história nas escolas e nos média? Para quando apresentar desculpas solenes e muito formais e sentidas aos povos que vitimámos?
Portugal e os portugueses padeceram de todos os modos com a vigência do consulado salazarista. Para quando a verdade nos manuais escolares e nos média? Porque decapitaram um programa da RTP chamado Anos 60, no consulado de Cavaco Silva? Porque decapitaram muitos outros, propostos àquela casa – a única televisão de então – e que iam para a gaveta ou para o lixo?
Chega de FPMs quererem fazer-se passar por não FPMs*.. assim, pretensiosamente cândidos, como se só agora tivessem chegado à política e ao rumo que este país tem tomado. Ao esforço que politicamente têm feito para branquear o salazarismo e camuflar o 25 de Abril, esvaziando da importância que teve e tem para Portugal, para as ex-colónias e para o mundo. Deixem de fazer teatro!

*FPMs – FEIOS, PORCOS E MAUS

sábado, 26 de abril de 2008

25 de Abril: É ASSIM MESMO!


Apesar de estar quase a terminar o dia 26 de Abril, não posso deixar de fazer uma ligeira referência aos passados 34 anos da Revolução dos Cravos, agora chamada revolução dos cravas, dos chulos e dos vigaristas. É assim mesmo!
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Mais três décadas passadas e tudo se esfumou no sagaz apetite dos mais fortes, dos filhos da mãe cuja pátria é o cifrão.
Claro que eles nada conseguiriam se não existissem políticos sempre dispostos a trabalhar para eles e também se tornarem membros da equipa dos cravas, dos chulos e dos vigaristas. Temos bastantes lá para os lados de S. Bento.
Comemorar o 25 de Abril assim não tem cabimento. Comemorar as vitórias de Abril que já não existem só se formos todos malucos, andarmos drogados ou bêbedos.
Em consciência, dias depois de uma vez mais o governo socretino ter feito o trabalho dos ricaços patrões, alterando o Código de Trabalho e tramando-nos como de costume - logo irão para a Mota Engil ou outra grande empresa - em plena véspera do ainda chamado Dia da Liberdade.
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Dia da Liberdade? Mas, liberdade de quem? Liberdade de mentir para conseguir muitos votos? Liberdade para nos tramar?
Vão catar ovelhas para a Patagónia!
É assim mesmo!
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O meu amigo Martinho Júnior, de Luanda, teve o cuidado, ao escrever-me, de referir que o dia 25 de Abril para ele é uma data muito importante, com um enorme significado...
Ainda não tive oportunidade de lhe responder com a devida atenção e amizade, mas posso já aqui dizer que para muitos de nós e também para mim, o 25 de Abril já foi. É mentira que actualmente exista uma única partícula da Revolução dos Cravos. Os porcos deram cabo de tudo! Ou de quase tudo!
A pocilga de S. Bento poderá denominar-se socretina mas cheira tão mal que só assim cheirou nos tempos de Salazar ou de Caetano.
Esses eram filhos da mãe e estes são filhos de quem?
É assim mesmo!

O TIMORENSE CONTINUA NO PÂNTANO

Por J.P. ESPERANÇA

*Esta foto foi publicada há cerca de dois anos no blogue Abrupto, de Pacheco Pereira, tal como o texto que então enviei:
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Metido no pântano até aos sovacos, este homem todos os dias apanha “canco” (uma planta que vive na água estagnada com a qual se faz salada) aqui em Caicóli, Díli. Depois vai vendê-lo no mercado aos molhinhos a cinco centavos (5 cêntimos de dólar) cada um. Se aparecer um comprador malai (estrangeiro) o homem poderá tentar vender o mesmo molhinho por 25 centavos (uma moeda de ¼ de dólar), o que motivará protestos indignados do malai. Mais tarde, sentado no ar condicionado do bar do Hotel Timor, enquanto bebe um chá que custa 2 dólares, o mesmo malai comentará com os colegas como os timorenses são “uns trafulhas que querem é enganar os malais”.
Entretanto, o timorense continua no pântano.
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J.P.Esperança/HANOIN OIN-OIN
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*Considerei que este apontamento de JP Esperança, escrito há cerca de dois anos atrás, seria apropriado para a inauguração da publicação de textos de outros autores neste novíssimo blogue.
Mais próprio ainda porque volvidos dois anos os timorenses continuam no pântano, como o timorense da fotografia tomada da original e que certamente também é de autoria de JP Esperança.
A foto está ligeiramente alterada para fazer sobressair o timorense que matinalmente se atola no seu pântano para depois "fazer pela vida" no pantanal chamado Timor.

Futebol: VAMOS NESSA... VIVÓ BENFICA!


Apercebi-me que nos comentários do TLN houve quem tivesse encontrado no futebol e no próximo confronto Sporting-Benfica pretexto para comer uma mariscada e sugar umas cervejolas.
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Que bom, diversificarmos a conversa e partirmos para o desporto-rei-do-capital, que move montanhas de pessoas, as entusiasma e que até pode uni-las desportivamente em algo comum, que permite que partamos à descoberta que os nossos iguais, rivais ou não, são ainda mais iguais do que aquilo que imaginávamos, apesar de serem diferentes. E assim acontecem sãos convívios e se fazem amizades.
Que raio de coisa escrevi aqui atrás. Entenderam? Bem, deixa ficar assim porque eu entendo.
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Toda esta conversa "fiada" para expressar o meu contentamento por me aperceber que aqui, no TLN, também nos entendemos em muita coisa, apesar de termos opiniões diferentes em outras tantas muitas coisas. Faz parte do género humano, meus grandes companheiros destas "internéticas" horas em que nos juntamos, separamos, discordamos, concordamos e até desatinamos. Mas, importante são as opiniões serem respeitadas e, principalmente, o género humano a que nos referimos.
Mas vamos lá ao futebol.
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Sem querer arranjar polémica desagradável, se for agradável tudo bem, desculpem-me mas não resisti a alojar no título um bom "Vivó Benfica". Se sou do Benfica como quereriam que escrevesse, para mais no título, Vivó Sporting? Essa parte deixo para um sportinguista que queira aqui escrever!
Considero que no futebol não é como na política, muito menos na partidária.
No futebol não há cedências, nem pode haver. O nosso clube é o maior, o melhor, o mais formoso e bem organizado. Disso não se pode nem deve sair.
Nas opiniões clubisticas devemos respeitar todos mas nós próprios jamais poderemos reconhecer, dizendo-o, que o nosso clube jogou pior que o adversário. Não. A culpa foi do árbitro, ou do campo, do vento, etc. Nossa culpa é que nunca e fomos os que melhor jogámos. E foi uma enorme injustiça termos perdido, etc.
Em política é diferente. O nosso partido (de quem tem) pode errar e temos de o reconhecer. Podemos levar um pouco a dizê-lo mas só não o reconheceremos perante a razão se formos malucos. É que a política de um país diz respeito a todos nós, ao nosso presente, ao nosso futuro e dos nosso filhos e dos nossos netos, dos nossos amigos, de todos nós.
Gosto do futebol porque até permite que os burros sejam teimosos, a política não - a não ser aos casmurros.
Isso não significa que também no futebol não possamos ser "democráticos". Exactamente por isso deixo aqui poucas mas sábias palavras de Xanana - oh, enganei-me - de Chalana e... muita "palha" do Paulo Bento.
Deliciem-se.
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BENFICA
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Chalana: "VAMOS A ALVALADE PARA GANHAR"
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O treinador do Benfica, Fernando Chalana, diz que os jogadores «estão com garra e vontade de consolar os benfiquistas» e garante que a equipa vai a Alvalade para «ganhar» e garantir um lugar na final da Taça de Portugal no Jamor.
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«Não há muito para falar, há muito para fazer, isso é que é importante. Ninguém gosta de perder, muito menos da maneira que perdemos», confessou Chalana, recordando a pesada derrota na Luz com a Académica.
«Estamos concentrados para este jogo, eles (jogadores) sabem o que têm a fazer.
Querem jogar no Estádio Nacional, estão com garra e vontade de consolar os benfiquistas que sofreram com a derrota com Académica.
Vão fazer o possível e o impossível para estar no Jamor», garantiu o técnico dos «encarnados».
Apesar de jogar fora em casa de um rival, Chalana garante que o Benfica vai «a Alvalade para ganhar». «Não tenham dúvidas nenhumas. Não vamos para defender, vamos para ganhar», concluiu.
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SPORTING
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Paulo Bento: "COMPETENTES, INTELIGENTES E SOLIDÁRIOS"
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Paulo Bento está convicto na presença do Sporting na final da Taça de Portugal. O treinador leonino diz que a sua equipa terá de ser «competente, inteligente e solidária» no derby com o Benfica, para o qual, defende, o rival da Luz partirá com «enorme pressão».
«Todos os momentos são bons para defrontar bons adversários, para ter mais um momento de decisão e jogar mais um acesso a uma final. O Sporting pode disputar a segunda final consecutiva na Taça de Portugal, o que não acontece há vários anos. Queremos defender o troféu que conquistámos», afiançou Paulo Bento, defendendo que o actual momento de águias e leões terá pouca influência no embate de Alvalade: «Um jogo destes não tem muito a ver com o momento das equipas, ambas estão preparadas para encará-lo. A rivalidade e o mediatismo do jogo levam a que seja muito mais fácil focalizar os jogadores».
No entanto, o técnico leonino não deixou de alertar para o maior tempo de descanso do Benfica [jogou com a Académica na sexta-feira, enquanto o Sporting defrontou o Leixões no domingo], bem como para o facto de a equipa que orienta ter tido um calendário mais preenchido.
«Há questões que podem ser importantes, como o descanso das duas equipas, agregado ao número de jogos que cada uma disputou nos últimos tempos. Por isso, o Sporting terá de ser competente, inteligente e solidário. Com estes três argumentos teremos todas as possibilidades de chegar à final da Taça», vaticinou.
Paulo Bento considera que a formação orientada por Fernando Chalana «tem qualidade, grandes jogadores, fez um grande investimento para conquistar o título e está na luta por outro objectivo na Liga [segundo lugar] e numa posição mais difícil que a nossa». Assim sendo, nota, os encarnados têm uma «pressão enorme neste jogo, maior que a do Sporting».
Convidado a comentar as declarações de Filipe Soares Franco, em alusão ao «derby» com o Benfica, nas quais esclareceu que nenhum resultado pode salvar uma época no Sporting, Paulo Bento respondeu: «O presidente tem o segundo lugar como objectivo a alcançar na Liga. Nunca o ouvi dizer, porque não o sente, que queria deixar de chegar o mais longe possível na Taça UEFA ou deixar de estar presente na final do Jamor, e conquistá-la. O que o presidente tem dito é que, na Liga, o nosso objectivo mínimo é o segundo lugar, porque dá acesso à Liga dos Campeões. Sabemos que o segundo lugar é o primeiro dos últimos e permite ao clube ter um encaixe financeiro».
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Apontamentos desportivos retirados de A BOLA ON-LINE

“HORTA ESTÁ A OITENTA POR CENTO, NÃO TARDA ESTÁ A CEM!”


VERDADE E JUSTIÇA PARA DEPOIS DA FESTA

A festa não é na Mouraria mas sim em Timor-Leste e principalmente em Díli. Podem crer que vai haver festa de arromba e Horta irá ficar estupefacto com aquilo que lhe preparam para o receber. O morto-vivo merece-o. O milagre aconteceu. Isto a acreditar na conversa que tive com Díli, ainda hoje cá e já amanhã por lá.

Impressiona-me como os povos e também os timorenses dão a volta às vicissitudes tornando-as efémeras. Combatendo-as com antídotos de alegria, de agarrar no positivo e seguir para a frente, não querendo olhar para trás.
“Tenham cuidado”, disse eu. “Não podem esquecer que é importante descobrir a verdade, saber quem são os principais responsáveis pelo que aconteceu em 11 de Fevereiro”.
Dizer disse, mas qual quê, quem me ouviu?!
“Horta está a oitenta por cento, não tarda está a cem!”, foi a resposta esfusiante que recebi.

Pronto, está bem. Onde é que existe um povo melhor que este? Igual pode haver… mas melhor nem pensar!
Todas as patifarias que lhes têm feito têm passado para trás. Superam os traumas procurando esquecer o que de muito mau aconteceu, perdoando, oferecendo-se com uma humildade e uma satisfação inimagináveis.
Se a partir de agora todos, mas todos, fossem honestos e justos, este povo esquecia tudo e caminhava a passos de Gulliver para a democracia, para o progresso e para um país onde não caberia o orgulho e o bem-estar construídos com tanto sacrifício.

O meu temor é sempre o mesmo e a pergunta que sempre faço, depois de algo de muito mau parecer estar a desvanecer-se, também é sempre a mesma: o que é que de terrível irá acontecer a seguir? Quando é que este povo terá a paz e tudo aquilo que de bom merece?
Era excelente que desta vez tudo encarrilasse e a construção do país não sofresse mais “dores de crescimento” tão dolorosas e injustas – como Lere Anan disse.
É que para isso, a justiça tem de ser feita e os verdadeiros culpados de muitas das “dores de crescimento” têm de ir para Becora, não para o Parlamento, não para os Palácios, não para as Embaixadas e similares. Só com justiça poderá haver liberdade a sério - a paz, o pão, saúde e educação – tal qual canta Sérgio Godinho.
Depois da festa, façam o que têm a fazer: exijam VERDADE E JUSTIÇA!

REGRESSA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA OU UM “PAU MANDADO”?


RAMOS HORTA TERÁ APRENDIDO A “LIÇÃO”?

A chegada do presidente Ramos Horta a Timor-Leste, na próxima quinta-feira, 17, irá ditar um novo ciclo do depauperado sistema político imposto desde 2006 por Xanana Gusmão e pelo próprio Horta. Será um ciclo que pretenderão, mais vez, que seja de paz podre, de hipócritas discursos de perdão, mas que poderá levar aqueles que se empenharam no assassinato do presidente a denunciarem-se. Talvez deixe de haver espaço para a manutenção do silêncio de Xanana sobre o caso, que tem sido bastante misterioso se pensarmos que sempre optou por falar demais e nunca por falar de menos. Fala sempre que lhe convém e neste caso tem parecido que o que lhe convém é estar calado.

Em artigo transcrito no TLN, mais em baixo, Mário Motta, do blogue Portugal Directo, refere que os governos indonésio e australiano poderão ser cúmplices por omissão, pelo menos, em toda a trama que conduziu à conveniente morte de Alfredo Reinado e ao conveniente assassinato de Ramos Horta. Aquele autor faz notar que para Xanana esteve reservado um “atentado de susto” enquanto que para Horta reservaram um verdadeiro atentado e o seu assassinato. Viu-se.
Realmente é inútil Ramos Horta continuar a ilibar aqueles que “pagaram as balas que os médicos australianos lhe extraíram”, como é dito no Portugal Directo.
Ramos Horta tem o dever de pedir a tudo e a todos explicações e exigir uma investigação por entidades internacionais impolutas que também incluam o actual primeiro-ministro nas investigações. As contradições registadas pelas declarações dos que o rodeavam na altura do “atentado” a isso obrigam. O encontro de Hércules, em Janeiro, com Xanana e alguns ministro também, a excepcional e cimentada relação de Xanana com Longuinhos Monteiro também se adicionarmos a coincidência de Angelita Pires ter sido assessora de Longuinhos Monteiro e estar ligada à AUSAID também, mais ainda se considerarmos que era a “amante” de Alfredo Reinado e provavelmente terá sido quem o conduziu à morte por cilada. Uma morte que poderia convir a Xanana Gusmão, se o vídeo divulgado pelo ex-major contiver alguma verdade.

Ramos Horta não pode ignorar estes factos. Para mais porque esteve reunido com Alfredo Reinado ainda em Janeiro passado e certamente que ficou a saber pormenores sobre as declarações insertas no vídeo. Talvez por isso também ele devesse ser cadáver.
Esta é uma mera suspeição de muitas a que podemos chegar, mas um cenário perfeitamente possível, que uma investigação competente e objectiva não poderá ignorar.
O facto de Ramos Horta querer “empurrar” para Angelita Pires um importante desempenho em toda a trama poderá querer dizer que se a investigarem convenientemente poderão chegar a conclusões incriminatórias de quem afinal se senta ao seu lado e certamente senta-se à sua mesa.

Tanto quanto podemos presumir, a recepção ao presidente está em plena produção organizativa. O aparato será enorme e alguns dos que o cumprimentarão poderão ser os “judas” que (à boa moda da Camorra) aparentemente rejubilarão com o regresso de Ramos Horta, são e salvo – não sabemos é até quando.
Parece certo que se Ramos Horta não sair dos parâmetros preconizados por quem o tentou assassinar irá safar-se e poderá cumprir o mandato. Caso contrário… que Deus o acuda.
Saberemos aquilo que irá acontecer nos tempos mais próximos, quando Horta voltar atrás – ou não - com o seu propósito de novas eleições em 2009.
Neste caso, o recuo no propósito corresponderá a salvar a sua vida e terminar “em beleza” o mandato. Caso contrário… Horta que se cuide!
Muitos esperam que tenha aprendido a “lição” e saiba ser um “pau mandado”, à luz das perspectivas atrás citadas.
Vamos ver qual será a sua opção, desejando que a verdade seja exposta e que o presidente recupere totalmente a sua saúde, por ele e por Timor.

A ILUSÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS


ESPÍRITO OLÍMPICO SEM DIREITOS HUMANOS?
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A novela à volta dos Jogos Olímpicos, a realizar este ano na China, vai de vento em popa, e a chama ora se apaga ora se acende no longo percurso até àquele país. Na Europa, as vaias à sua passagem são o que melhor se ouve e ontem em Paris tiveram de apagar o “facho” para que fosse transportado num autocarro. Nem os atletas que o transportam, o “facho”, a chama olímpica, têm paz e sossego.
A tradição já não é o que era.



Tudo se fica a dever ao facto de a China ser uma potência ocupante do Tibete, dizem uns, ou então que é por causa da inexistência de democracia no país. Ou, provavelmente, os elementos do Comité Central do Partido Comunista Chinês têm os olhos mais oblíquos que os restantes cidadãos chineses, ou ainda por qualquer outra desculpa mais esfarrapada. Qualquer serve.



O que se deve perguntar é onde estava a cabeça do Comité Olímpico internacional quando aprovou a realização dos jogos naquele país? Não sabia que isto ia acontecer e que ainda vai acontecer muito mais?
Então, foi uma decisão de índole política. Apesar de ter sempre a prosápia de alegar que não se devem politizar os Jogos Olímpicos.
Que inocentes!
Verifica-se, e não é de agora, que o Comité Olímpico toma decisões de índole política mas não quer que os outros assim considerem. Verifica-se que o Comité Olímpico é desonesto e que é o principal desrespeitador do Espírito Olímpico.


Na China não é só a questão do Tibete que deve ser encarada de modo a condenar aquela grande potência mundial que emergiu há pouco. O regime político chinês está repleto de “não presta”. As violações dos direitos humanos são gritantes e alguns conhecidos de todos nós.
As mortes por fuzilamento são “espectáculo” quotidiano, assim como as mortes de mineiros condenados a trabalhos forçados. Esses morrem às centenas, aos milhares. A China continua a ter um regime atroz!
As polícias chinesas são imensamente inumanas, fruto do regime. O Comité Central do Partido Comunista da China é corrupto e protector de uma elite que o suporta. A dita classe média emergente é parte integrante do Partido ou não terá acesso aos melhores empregos, etc.
Realizar os Jogos Olímpicos nestas circunstâncias foi uma decisão política que coube a um politizado Comité Olímpico Internacional, que agora não quer que se condene a decisão através de um melhor olhar para o país onde decidiram realizar o evento. Se essa era a intenção, conseguiram-no. Só não vale é armarem em santos e virem-nos com trinta e um de boca alegar que os Jogos Olímpicos não têm nada a ver com a política. Claro que têm e por isso devemos fazer toda a chinfrineira possível e impossível. A China é a maior violadora dos Direitos Humanos, a seguir aos Estados Unidos da América com as suas políticas no Iraque, no Afeganistão e um pouco por todo o mundo, ou à Rússia.
Os aliados desta super potência americana também não estão isentos. Um pouco também toca a Portugal, pelas mãos de Durão Barroso, de Santana Lopes e dos actuais governantes sócretinos.
E a Rússia? Será a Rússia respeitadora dos Direitos Humanos? Sabemos que não. E a Inglaterra? Será a Inglaterra respeitadora dos Direitos Humanos? E a Alemanha? E a França? E na América Latina? E em África? No Pacífico? Na Ásia? Na Oceânia? Não estão no Iraque, nos “iraques”?


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Sabemos que todos os países têm os seus “rabos de palha”, as suas “culpas no cartório”, e que essa reprovação deveria ser a principal arma do Comité Olímpico Internacional, se não quer que sintamos que o Comité e o Espírito Olímpico é uma grande treta!
Os Jogos Olímpicos só se deveriam realizar nos países cumpridores dos Direitos Humanos. Não basta as fingidas “aberturas”. Sejam elas chinesas, cubanas, zimbabueanas, venezuelanas…
Onde houver verdadeira democracia e nação que respeite os Direitos Humanos interna e externamente será onde se devem realizar os Jogos Olímpicos, por mais pequeno e insignificante que possam considerar esse país. Este deveria ser o requisito inalienável do verdadeiro Espírito Olímpico.
Mas qual o quê, o próprio Comité Olímpico está podre e é movido por interesses obscuros. Para muitos é só uma ilusão.

Cuba: ABAIXO A TIRANIA!


A ABERTURA CASTRISTA É UMA FACHADA “MARCELISTA”

A “primavera marcelista” serviu para mascarar o radicalismo salazarista em Portugal mas no essencial tudo continuou na mesma. A liberdade e a democracia só dariam as mãos aos portugueses a partir de 25 de Abril de 1974, o regime teve de ser derrubado. É aquilo que tem de acontecer em Cuba.

A minha desilusão relativamente à Revolução Cubana vai em crescendo por via das notícias que nos vão chegando e que nos mostram que a mesquinhez de dois irmãos Castros continua a prevalecer e a expor-se na montra da cretinice de indivíduos que continuam a considerar que vivem na idade da pedra lascada.
Esta Revolução foi bem-vinda no tempo em que chegou. Disso não há dúvidas. Foi o melhor modo de exterminar o regime de Baptista de triste memória. Regime suportado pela máfia americana e pelo próprio governo estadunidense.
Mas se nessa época se justificou, a verdade é que nada justificaria que hoje, após a anunciada abertura castrista, se continue a testemunhar que a abertura continua a ser uma grande mentira e que só o é aparentemente.

Um pormenor deixa isso transparecer e podemos confirmá-lo na notícia já em baixo.
Os cubanos podem entrar finalmente nos hotéis de Cuba mas – aqui é que está o busílis e a queda da mascarada – têm de pagar os preços máximos!
Que calhaus! Que maus! Que elite putrefacta e leprosa que se está a finar!
Então, cabe na cabeça de alguém de boa índole que nos diga “agora já ali podes entrar” mas depois acrescente que “mas para ti, que és meu concidadão, que és cubano, os preços serão os máximos”.

Muitas seriam as considerações a reportar e esta prosa seria bem longa mas agora fiquemos por aqui. Somente me apeteceu expressar novamente a minha indignação perante aqueles que mais não fazem do que ser carrascos até em muito pequenas coisas.
São uns trastes que iludiram muitos (como eu) até hoje, só porque não tiveram a possibilidade de viajar para Cuba e não quiseram acreditar na “imprensa imperialista”, que até em muitos aspectos, pelos vistos, se reportava à verdade. Pelas pequenas coisas podemos imaginar as grandes cavalgaduras que os componentes do regime castrista podem ter sido ao longo de décadas.
Abaixo a tirania!

MAIORIA PARLAMENTAR E MINISTROS ESQUIVAM-SE AO PARLAMENTO?


CONSELHO DE “NABOS MUITO SABIDOS”

“O Conselho de Ministros "deliberou consultar os órgãos judiciais competentes sobre a necessidade imediata de criar uma Comissão Internacional de Inquérito relativamente aos acontecimentos de 11 de Fevereiro", informa também o comunicado oficial.
O Projecto de Resolução no. 9/II, sobre a "Constituição de Comissão Internacional de Investigação aos Factos Violentos Ocorridos em 11 de Fevereiro de 2008", foi aprovado no Parlamento a 03 de Março, com 33 votos a favor, 17 contra e quatro abstenções.”

A propósito de resoluções tomadas ontem pelo Conselho de Ministros do Governo de Timor-Leste deu para perceber que finalmente o uso e circulação de armas vai ser regulamentado por forma a conter a “selva” que até agora o país tem sido nesse aspecto e que lamentavelmente já devia há muito existir em letra de forma legal. Mais vale tarde que nunca.

Curiosamente, emanado desse mesmo Conselho de Ministros também deu para perceber que aquilo que o Parlamento aprova pouco ou nenhum significado tem para os governantes.
A dedução é lógica e está expressa pelo que é afirmado mais acima sobre a deliberação de “consultar os órgãos judiciais competentes sobre a necessidade imediata de criar uma Comissão Internacional de Inquérito relativamente aos acontecimentos de 11 de Fevereiro".
Homessa, mas o Parlamento aprova por um número bastante representativo de deputados e os governantes ainda têm dúvidas da urgência da constituição da referida Comissão de Investigação?
O que teme o Governo? O que teme Xanana, PM, alegada vítima de atentado à sua integridade física? Será que não tem por objectivo esclarecer todas as dúvidas existentes? Então qual é o problema de andarem enrolados como pescadinha de rabo na boca, protelando a constituição da Comissão Internacional Independente? Ou será que a seguir, aprovando-a, vão “manobrar” para que a sua constituição seja “pronto-a-vestir”?

Exactamente por estas e outras “resistências” e demoras na constituição da referida Comissão é que, cada vez mais e mais, as dúvidas crescem e dão lugar a suspeições que se viessem a confirmar-se talvez desmascarassem certos personagens de uma forma categórica, impensável, inqualificável.
Estranho é o facto de um indivíduo inocente – ou indivíduos - aparentemente resistir a uma investigação independente. Agora dependente da decisão de “órgãos judiciais competentes”. Quererá dizer PGR Longuinhos Monteiro?
Pois.
Isto será alguma anedota ou são só os ministros a esquivarem-se, fazendo-se de “nabos” quando afinal são uns “sabidos”?
Assim vai Timor-Leste.

CÚMPLICIDADE DE PORTUGAL EM GUANTANAMO


POLÍTICOS PORTUGUESES, NOJOS QUE OCUPAM ALTOS CARGOS

Fiquei a saber que a organização de direitos humanos britânica REPRIEVE vai amanhã apresentar um relatório sobre o envolvimento português na transferência de presos para Guantanamo. A apresentação será em Lisboa no Salão Nobre da Ordem dos Advogados portuguesa pelo director daquela organização não governamental (ONG), Clive Stafford Smith, noticia a Lusa.

Fiquei a saber e envergonhado por Portugal ter políticos tão torpes que ao longo de todo este tempo nos têm mentido, pior, têm refutado todas as afirmações que aparecem nesse sentido. Negando-as, alegando não possuírem registos dos alegados voos da CIA que usaram Portugal para cometer ilegalidades, inumanidades. São aldrabões e têm as mãos sujas de sangue, pelo que se adivinha.

De acordo com a REPRIEVE, mais de 700 presos foram ilegalmente transportados para a base norte-americana de Guantanamo, em Cuba, «com a ajuda de Portugal» e, pelo menos, 94 voos passaram por território português, entre 2002 e 2006.«A viagem da morte - mais de 700 presos transportados ilegalmente para Guantanamo com a ajuda de Portugal» é o título do relatório, divulgado em Janeiro Clive Smith, em Londres e amanhã em Lisboa, informa a Lusa.

Cerca de 100 voos e nem de um há registos. Cem mentiras, 100 trapaças de políticos e governantes desonestos e subservientes ao poder económico dos EUA, ao poder económico global.
Após estas demonstrações de fidelidade e de ausência de postura vertical e naturalmente humana quem se admira das “orgulhosas e prestigiantes” nomeações para altos cargos na UE e nos areópagos da política mundial, como na ONU, por exemplo.
Um nojo!

Fidel: REGIME RIDÍCULO QUE SÓ AGORA ME MOSTRA A MESQUINHEZ


MENTALIDADES TACANHAS ENSINAM-NOS A “DESACREDITAR”

Não conheço Cuba e de Cuba guardava, pelos vistos, aquelas ideias românticas das revoluções da minha juventude, que agora, desde há muito, se vão esboroando como castelo de cartas sob mesa pé de galo coxo e desengonçado. Nada fica de pé, tudo não passa de desilusões.
Para quem está a aproximar-se a todo-o-vapor do final da vida… esta é mais um madeiro para a fogueira onde ardem as ditas ilusões que já não são.
Tem sido assim que tenho conseguido reunir forças para saber que, no fim de tudo isto, é preciso desacreditar, desconfiar, o que me cansa.

Li e não queria crer. Em Cuba passou a ser permitido usar rádios portáteis, secadores de cabelo, aspiradores, máquinas de lavar roupa – possivelmente as de loiça ainda não – cotonetes, possivelmente papel higiénico…
Mas o que é que é isto???!!!
Como pode um indivíduo, dito revolucionário, proibir o uso de coisas tão elementares nos dias de hoje, de há décadas?
Revolucionário?
Reaccionário, quer-se dizer. Reaccionário ao progresso, à possibilidade de aproveitar a tecnologia para termos tempos livres para o ócio, para o descanso, para lermos, escrevermos, comunicarmos, passearmos, amar, namorar, estar uma hora sentado na sanita a ler… o Granma ou o Washington Post, por exemplo.
Que desilusão!

Sei que amigos terei, sem dúvida que são meus amigos, que me vão “dar na carola” por estar a escrever assim. Eles, como eu, acreditavam e possivelmente ainda acreditam na Revolução Cubana.
Pergunto: depois deste ridículo ainda acreditam? Eu não!
Lá se vai mais uma ilusão, transformada em “des”, para a fogueira.
El Comandante fez isto? Mas o que é que ele tinha na cabeça?
Coisas tão simples e que trazem prazer, comodidade, e vem ele e zás! Pior que Salazar! Porra!
C’um caraças, se eu vivesse em Cuba, se fosse cubano, estaria preso, seria um dissidente. Eu desatinava com tamanha estupidez e prepotência!
Nunca pensei que o Comandante me desiludisse com coisas tão mesquinhas.
Faço uma pequena ideia do resto porque agora dá para pensar tudo!

Lá virá o argumento. Pois, e o bloqueio? E a abolição da sociedade de consumo que é a base do capitalismo? E, e, e o caraças!
Assim, ainda estaríamos na idade da “pedra lascada”.
Desculpem lá mas eu não sabia desta e fiquei horrorizado com uma “carola” que inculca tamanha mesquinhez e a impõe a outros, ao povo, ao país.
Saberá Fidel e os tais como ele que são estes exageros que derrubam a possibilidade de se construir uma sociedade mais justa?
Duvido que saiba. Para pensar como pensa só já deve ter caca de galinha lá dentro.
Por mim fico bravo quando me desiludem. Sejam Xananas ou Fideis, ou Hortas, ou até a minha mãezinha que Deus tem – e que nunca me desiludiu.
São regimes destes que desacreditam as revoluções e fomentam o surgimento de sucessivas mentalidades tacanhas que nos ensinam a “desacreditar”.
Desacreditar, é preciso!

ATUL KHARE: TEMPO DE MUDAR E IR “BAHONA”


NOS CORREDORES DA ONU É CONSIDERADO INEFICAZ
MAS PÚBLICAMENTE ELOGIAM-NO, QUEM COMPREENDE?

Sobre o estado em que Timor está, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado teve alguma coragem em pôr o dedo na ferida, ainda que muito moderadamente e de forma diplomática – como deveria ser.
É sabido que Atul Kahre é comentado pelos corredores da ONU como sendo ineficaz, apesar de publicamente o elogiarem, sem se compreender porquê.
A ONU em Timor, e não só, tem de rever tudo. As missões, no caso a UNMIT, devem existir para assegurarem segurança e avanços na democracia e não o contrário.
O contrário é aquilo que está a acontecer em Timor-Leste mas não há quem ponha a sério o dedo na outra ferida: as ISF.
O exército australiano sempre foi e cada vez mais está a ser um corpo estranho ao processo de estabilização de Timor-Leste por várias razões e também porque está à margem da missão da ONU. Regula-se pelas suas normas mesmo ao arrepio daquilo que possa interessar ao país que diz estar a “ajudar”.

Em 2006, quem permitiu, assistindo impávido, ao incêndio de centenas de casas dos timorenses? As ISF.
Quem permitiu que Alfredo Reinado se evadisse da prisão de Becora acompanhado de meia centena de presidiários? As ISF.
Quem possibilitou a circulação de Alfredo Reinado e seu grupo em 11 de Fevereiro? As ISF.
Quem, segundo acusações de quem afirma sabê-lo, entravou uma ambulância que se dirigia para assistir o PR Ramos Horta? As ISF?
Quem tem morto timorenses ao usar forças desproporcionadas para a contenção de atritos? As ISF.
De quem é a responsabilidade? Da ONU, de Atul Kahre, de Ban Ki-moon, pelo menos.
Junte-se a isto o sentimento de muitos timorenses de que a Austrália e as ISF estão em Timor-Leste comportando-se como um exército de ocupação ao serviço de alguém que não dos timorenses.

Fazendo de conta que nada é assim e que todo o “reino” está nos “conformes” o senhor Kahre assina relatórios cor-de-rosa e omite um dos maiores problemas de Timor-Leste: a marginalidade das ISF.
Evidentemente que elas representam não se sabe bem o quê, mas imagina-se e especula-se.
Evidentemente que se estão nas tintas para a resolução dos problemas timorenses, antes pelo contrário: têm contribuído para a criação e manutenção de uns quantos.
Perante tudo isto o que faz o senhor Atul Kahre? Defende que as ISF passem a integrar uma força multinacional com comando da ONU? Não!
Satisfeito, vai dando palmadinhas nas costas de uns e outros, ineficiente e servil perante os interesses australianos e norte-americanos, como o senhor Moon e muitos mais Moon’s a quem a consciência pelo que se passa no mundo não pesa e que só por isso chegaram onde chegaram.

Está a ficar na hora de o senhor Kahre ir bahona – talvez dirigir a empresa de papel higiénico fornecedora da UNMIT – e vir outro com menos servilismo e “vícios profissionalmente deformativos”.
As ISF devem também acompanhá-lo ou integrarem um comando único da ONU, em que o comando seja de alguém oriundo de outro país. Um país insuspeito e com ausência de interesses em Timor-Leste.
A isso chama-se transparência, coisa de que Kahre e Moon parecem não ser adeptos.

E QUE TAL CATAREM PULGAS NUMA OVELHA?


ABAIXO OS TELEMÓVEIS E QUEM OS USAR!

Apesar de alguns desgovernados do governo mostrarem com os seus números que o ensino em Portugal está melhor as cenas do quotidiano desmentem-no e ainda esta semana caiu o Carmo e a Trindade porque uma aluna de uma escola do Porto se “passou” com a professora que lhe tirara o telemóvel que ela estava a usar em plena aula.
A jovem passou-se e vai de tentar chegar ao seu telemóvel quase agredindo a professora, para o reaver. Ora parece que não se pode considerar agressão tão grave quanto isso aquilo que a jovem fez, visando o telemóvel queria reavê-lo e ao tentar encostava-se à professora, de forma agressiva, é certo, mas não deu para perceber que fosse com intenção de agredir a professora. Não me apercebi disso.

Claro que é grave aquilo que aconteceu, mas muito mais grave foi a professora ter optado por tirar o telemóvel à aluna em vez de a expulsar da sala de aula. Sem lhe tocar, sem mexer na propriedade privada. Falta de sabedoria de certos professores.
Se o telemóvel é da aluna que direito tem a professora de lhe mexer sem sua autorização?
A professora, os professores, nestes casos, só têm de expulsar os alunos das salas de aula e nada mais.
Ou não será?
Evidentemente que se o procedimento tivesse sido esse nada disto teria acontecido.

De modo algum quero com isto dar razão à aluna prevaricadora. Reprovo veementemente a falta de respeito que muitos alunos têm para com os professores. Mais grave ainda quando se trata dos pai. Ainda mais grave quando se trata de governantes.
Ora aqui têm o bom trabalho que há anos andam a fazer. Descredibilizar e desrespeitar os professores!
Como querem que os alunos não assimilem – porque lhes traz “vantagem” - todas estas vossas políticas, senhores políticos governantes?

Aquilo que se passou na escola nortenha foi só uma amostra. Dêem graças ao aluno que gravou com telemóvel a cena, porque quando não ficavam a saber zero. Mas nada disso. As mentes policiais dos políticos e quejandos funciona ao contrário, acho eu.
“Vamos lá castigar a eito por causa dos telemóveis que é para estes tipos jovens aprenderem”. Foi esse o pensamento e a atitude. Ah valentes” Ah ceguetas que nem conseguem ver que são eles que contribuem grandemente para estas situações!
Não nos digam que agora vão proibir os menores de 18 anos de ter e usar telemóveis?! É que fazem isso com o tabaco e as bebidas e eles fumam e embebedam-se na mesma!
Então e que tal começarem a pensar seriamente no assunto? Que tal legislarem como devem, observando todas as vertentes e não esquecendo que todos somos pessoas e cada um é como cada qual? Era bom que fossem capazes de serem didácticos mas isso foi coisa que nunca conseguiram sê-lo. Estão mais próximos de ditadores do que de outra coisa.

Sabem porventura que se um filho ficar danado com o pai por isto ou aquilo ou ate por levar um tabefe – só um tabefe – esse pai pode meter-se numa carga de trabalhos com a justiça se o filho se queixar? E então, como é? Está certo?
Quer dizer: os legisladores, aparentando andarem à nora, arranjaram maneira de deseducar as criancinhas de toda a maneira e feitio – isto vem de há muito – e agora querem tratar esses jovens como se de criminoso fossem! E não satisfeitos também criminosos são os pais ao dar um tabefe no filho ou filha mal-educada.
Maus-tratos são uma coisa, um tabefe é outra!

Este tema tinha pano para mangas e daqui creio que ressalta a péssima legislação que temos na nossa sociedade. Proíbe-se em vez de se apostar muito antes na prevenção, formação e educação.
Até parece que fazem de propósito. Quem? Os políticos!
Sabemos que nas sociedades como os EUA e outros as juventudes descarrilaram e que ao alinharmos nesse tipo de sociedade também iria acontecer o mesmo com os nossos jovens mas nada se fez, que saiba, para evitar que eles, os jovens, se fossem assemelhando aos dos States e de outras sociedades de porcaria que esses mesmos políticos até elogiam porque só se dão com as elites e com aqueles que vivem no mundo da abastança.
Ora, vão mas é catar pulgas numa ovelha, meus caros – muito caros – senhores!
Portugal e os portugueses precisam de quem seja competente, visionário e que saiba governar, em vez do contrário. Disso já estamos fartos!

CARLOS LOBO, UM VELHO JOVEM DO ANTIGAMENTE


GOVERNO SÓCRATES FOMENTA A DELAÇÃO PIDESCA

Hoje foi notícia que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, deste governo socrático e salazarento teve por pretensão, ou ainda tem?, que os noivos, os recém-casados, delatem os custos da boda do casamento, e quanto pagaram, e quem pagou, e o quê, a quem…
Desta nem o Salazar se lembraria.
A medida tinha, ou tem?, por objectivo colmatar as fugas ao Fisco. Pasme-se que este governo quer mesmo esmiuçar os portugueses até à medula e como isso não basta recupera o estado policial do antigamente, convidando os portugueses à delação, sob pena de se não o fizerem serem multados – por enquanto, porque não falta muito para quem não servir de informador pidesco seja ameaçado com prisão!

Perante a notícia do Público, sobre esta medida, já implementada, podemos ler à posteriori:

Reacção à notícia do PÚBLICO
Finanças vão corrigir “excessos” na informação exigida a recém-casados

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, reconheceu hoje que os pedidos de informação a contribuintes recém-casados exigidos por algumas direcções distritais de Finanças são “excessivos” e que vão ser “corrigidos”.O governante declarou hoje, em reacção à notícia do PÚBLICO, que “não nega que houve algum abuso” nos pedidos de informação relativos aos custos de festas de casamento, acrescentando que nesses pedidos “faltou acrescentar” que a informação “era de ordem facultativa”.Carlos Lobo destacou a importância do cruzamento de dados da informação fiscal dos contribuintes, em particular do sector da restauração, e assegurou que os contribuintes que não prestarem essa informação não serão punidos com coimas pelos serviços que lidera. O PÚBLICO noticia, em particular, as cartas enviadas pela Direcção Distrital de Finanças de Viseu que pedem aos contribuintes a prestação de contas relativas ao número de convidados adultos e de crianças na festa de casamento, o valor cobrado por cada um deles, se o vestido da noiva foi oferecido, e por quem, e quanto pagou o oferente.

Parece que de tudo isto pouco ou nada se salva. A medida é para ir para a frente e tanto pode agora ter por alvo a fiscalização tributária como não tarda contemplará o nacional bufismo salazarento.
Talvez chamar salazarista ao governo Sócrates seja muito pouco daqui por uns tempos. Certamente que, se autorizarmos, seremos contemplados com um estado pidesco semelhante ao antigamente mas… simplex-neofascista.
Nada mau, para quem subiu na vida à conta de socialistas.
No melhor pano cai a nódoa.

A LEI, A ORDEM, OS MÉTODOS E A LIBERDADE


ONDE FOI QUE JÁ VIMOS ISTO?

Nos filmes, só pode ter sido visto em filmes. Um primeiro-ministro que diz ter sido vítima de atentado à sua vida, assim como a sua família, pelo mesmo grupo de autores que disparou com intenção selvática de matar o Presidente da República, passados dias, em tarde amena, toma café com elementos desse grupo em amistosa cavaqueira deixando-nos confusos e sem saber se ele está na paródia connosco e aqueles são seus apaniguados ou se pirou de vez e perdeu a noção da gravidade dos actos que têm cometido e os prejuízos, angústias e temores que têm causado a quase um milhão de timorenses.
Só nos filmes, em comédias ou nos antigos secundários sobre a máfia, ainda a preto e branco, seria possível conseguir obter planos e argumentos daquela qualidade.
A escandaleira corre mundo e acredita-se que aquilo que parece vai ter de vir a ser verdade: são todos farinha do mesmo saco.
Falta saber se as responsabilidades vão recair sobre os que realmente as têm ou se o descaramento vai ser premiado.

Por estes e outros motivos é que há alguns tempos que a lei e a ordem andam de rastos pelas ruas, campos e montanhas de Timor, os métodos vêm gizados dos gabinetes e a liberdade é coarctada em parte das vinte e quatro horas do dia a quase um milhão de timorenses por alegadas afirmações de se querer restabelecer a tranquilidade que permita governar (ou governarem-se?).
Por estes e outros motivos existem uns quantos que procuram, em computadores utilizados pelo funcionalismo público, por eventuais “desestabilizadores” que supostamente criticam certas atitudes governativas e participam desse modo na Web.
É a caça às bruxas através de métodos esconsos que vão em crescendo e que tudo ficam a dever à democracia e às liberdades afirmadas e garantidas na Constituição mas que parece não terem de ser respeitadas pelos descarados e desavergonhados cidadãos acima de qualquer suspeita.

Depois, afirmam os que não querem ver nem saber, que estas prosas fazem parte de conluios difamatórios que simplesmente visam destruir indivíduos em benefício de outros.
O argumento seria válido com umas ligeiras alterações. Estas prosas são opiniões formuladas a partir do conhecimento de factos e atitudes de determinados indivíduos que urge desmascarar para benefício de um milhão de timorenses que há cerca de dois anos não sabem o que é paz, sossego, evolução e decência.

“DEUS É GRANDE”


AO QUE ISTO CHEGOU… E O MEU AMIGO ROBERTO TAMBÉM

Ainda hoje parece que estou a ver a cara de espanto e receio que Roberto, um soldado timorense do Suai, teve por máscara quando um dia lhe perguntei porque é que em Timor não se revoltavam contra o regime colonialista português.
Ele tinha-me acompanhado para carregar umas resmas de documentos classificados que eram para destruir, incinerar, numa vala pluvial empedrada do QG, em Taibesse.
Nesses documentos rezavam umas quantas “coisas” sobre o assassinato de Amílcar Cabral, um grande líder, e a propósito de líderes e de ele dizer que especificamente em Timor não existiam, porque eram todos favoráveis à presença do colonialismo português, recomendei-lhe que não mentisse porque não há amo nenhum que satisfaça a liberdade dos escravos que subjuga.
Roberto não estava à espera que lhe fizesse aquela pergunta mas muitos anos depois recordou-se daquilo que eu lhe perguntara e, em sua casa, em Díli, apontou para a fotografia de Xanana pousada numa parede e disse-me que afinal aquele era o líder e que ele na altura, anos 60, não o sabia, porque nem o próprio líder sabia.

Roberto ficou sem a esposa, nas escaramuças de 75 levaram-na para o outro mundo só porque pensava diferente. Gente da UDT.
Em compensação, dois irmãos de Roberto foram levados para o outro mundo, em Tutuala, por gente da Fretilin.
Perguntei-lhe, quando ele me apontou o líder, Xanana, se estava de acordo e disposto a apoiar o líder, apesar de ele fazer parte da força política que lhe assassinara os irmãos.
“Se perdoámos tanta coisa a Portugal que nos colonizou porque não perdoar aos que são timorenses?”, respondeu-me.
Generoso, sempre este Roberto e todos os outros Robertos que conheço e que me ensinaram a ser muito mais humano e a perdoar coisas muito graves, como, por exemplo, tirarem a vida aos que amamos…

Numa das últimas vezes que falei com Roberto, há pouco mais de um ano, percebi que já não era o mesmo. Também ele ficou sem casa e um filho foi gravemente ferido nas escaramuças do loromonu versus lorosai…
Pelo telefone adivinhei-lhe um sorriso amargo quando me disse que para ele só tinha acontecido uma coisa positiva na “crise”: a fotografia do líder também foi transformada em cinzas, Deus é grande, António, Deus é grande.”
“Específica”, pedi-lhe, como lhe fazia na tropa e ele achava graça ao aceitar o desafio.
“Na maior parte dos casos os líderes são como as mulheres falsas, traem, magoam-nos e desiludem-nos.”
Ao que isto chegou… e o meu amigo Roberto também. E Timor, e Timor.

THE SHOW MUST GO ON!


THE SHOW MUST CONTINUE!

Fiquei a saber há pouco que já não há festa em Ermera nem em parte alguma, pelo menos nem hoje nem amanhã, nem domingo.
Estava convencido que seria hoje o dia dos Reisalsinhas se renderem com parada militar e tudo o mais nos conformes, mas chego aqui e o que vejo? Vejo uma enorme decepção. Disse para comigo, ora bolas, assim já não há festa!

Ainda ontem falei com amigos de Timor que me confirmaram que uma das pretensões de Salsinha era que houvesse uma cerimónia, um acto solene de dignificação do seu pessoal e de si próprio, onde fosse reconhecido que eles não são bandidos nenhuns mas sim uns patriotas que têm a dignidade de se renderem em prol do bem-estar do país e em defesa da democracia… E agora é isto? Agora desentenderam-se todos? Longuinhos Monteiro nem uma cerimónia solene e patriótica é capaz de organizar, produzir e realizar? Mas que incompetente!

Disse Longuinhos em conferência de armada, perdão, de imprensa, que Salsinha está a tentar o seu melhor para contactar ou convencer os últimos homens do seu grupo", e ainda que "Salsinha diz que tentaram um contacto com esses dois homens mas falhou. Outros dois elementos eu mesmo fui buscar a Suai (sudoeste) e Maliana (oeste)".
Então, e por causa desses dois é que não houve espectáculo, nem vai haver? Será que não arranjam uns substitutos? Bolas, paguem um pouco mais de “cachet” aos actores! Além de incompetente é sovina e somos todos nós que não assistimos à representação! Francamente.

Longuinhos Monteiro que não me venha com aquela história do cansaço. Manifestou o PGR na dita conferência de armada, perdão, de imprensa, algum cansaço físico por ter estado “quatro dias no mato” em contactos permanentes com Salsinha…
E só por isso ficou logo cansado?
Mas que grande maricas!
Tudo isto é desculpas esfarrapadas. Numa produção de um espectáculo do género não pode haver cansaço ou falhas de elenco que boicotem o espectáculo.
THE SHOW MUST GO ON!

Reparem bem no que Pedro Rosa Mendes escreveu ao transcrever as palavras de Longuinhos:
"Durante a conversa, tivemos discussões, nomeadamente numas condições que é exagerado (pedir) e não posso aceitar, por não ser da minha competência", explicou Longuinhos Monteiro.”
Mas, pergunto, desde quando é que um produtor de espectáculos destes usa argumentos de falta de poderes para negociar com os artistas? Onde é que já se viu isso? Os verdadeiros artistas são assim, birrentos, vedetas - é o caso de Salsinha.
Mesmo que os artistas pedissem mais tambores e cornetas para o espectáculo… sei lá, um elefante de duas trombas, mais “cachet”… Longuinhos só tinha de telefonar para o produtor principal, para o manda-chuva, negociar e ir com a produção para a frente. Realizá-la a todo o custo!
Falta saber de tudo isto, de toda esta confusão, se o espectáculo vai realizar-se dentro dos tais dois dias de adiamento ou se até lá já não haverá mesmo condições, é que há actores que nem precisam de dois dias para morrer, basta-lhes uns segundos e pum!
THE SHOW MUST CONTINUE, não esquecer.

O QUE FAZ O PGR MILONGUEIRO MENTINHOS?


Em entrevista à PNN, Mari Alkatiri realçou mistérios que envolvem o ataque ao primeiro-ministro, segundo fontes do secretário-geral da Fretilin, o veículo de Xanana Gusmão inicialmente apresentava impactos de duas balas, pouco depois foi apresentado com a marca de 16 tiros.
«Enviámos imediatamente uma pessoa ao local que tirou fotografias», contou Alkatiri, «dizia-se que o carro tinha ido pela ribanceira abaixo, e depois estava parado na estrada. Só mais tarde é que foi pela ribanceira.»

É exactamente assim que Mari Alkatiri se expressa em entrevista à PNN e que também foi publicada no TLN, sobre o presumível atentado a Xanana Gusmão sendo facto que desde o principio que muitos dizem que tudo não passa de uma patranha, que aqui há gato, foi montagem, etc.

Sendo público aquilo que Alkatiri afirmou à PNN o que faz o PGR ignorar tais afirmações? Para mais existindo provas fotográficas e testemunais de que de um momento para o outro a viatura saiu do local em que originalmente ficou para descer o declive e ainda que de dois impactos de bala passou a dezasseis.
Então como é? O que faz Longuinhos Monteiro ignorar tais declarações e tais provas testemunhais?
Não compete ao PGR, entre outros apurar a verdade dos factos? Como se pode continuar a falar de um atentado a Xanana Gusmão se não ocorreu mas sim uma encenação?
E porque houve uma encenação? Quem disparou dois tiros? Quem disparou, posteriormente mais catorze tiros? Quem foi que, posteriormente, empurrou o carro para a ribanceira? Porque? Para quê? Porque são as declarações de Xanana e de outros seus acompanhantes no “atentado” tão inconsistentes?

Longuinhos Monteiro, o PGR, que em nome da República de Timor-Leste deve apurar a verdade demonstra ignorar todas estas questões e prossegue nas investigações a dois atentados quando afinal parece que só houve um, a Ramos Horta, Presidente da República.
Ficamos sem saber – com muito boa vontade – se Longuinhos Monteiro ignora tudo isto ou se faz por ignorar. Certo seria ele chamar Mari Alkatiri para saber se confirma tais declarações e solicitar-lhe as provas fotográficas assim como a identidade dos que testemunharam a diferença de impactos de bala bem como as diferentes localizações da viatura “atentada” e recolher os seus depoimentos, dando seguimento a investigações nesse sentido.

Tomando por certas as declarações de Mari Alkatiri o que se nos depara é que Xanana Gusmão algo terá a ver com toda esta embrulhada e que é natural que algo tenha a ver com o real atentado a Ramos Horta. Ou não será legitimo admitirmos esta possibilidade?
Outros motivos não se vislumbram para que se procedesse a toda aquela encenação. Ou Alkatiri está a mentir? As referidas fotografias não existem? E os testemunhos?
Dificilmente qualquer individuo faria declarações tão bombásticas, e comprometedoras para o primeiro-ministro, sem fundamentos. Exactamente à luz desses princípios e dos seus deveres é que o PGR devia actuar, agindo para que tudo se esclareça e se faça justiça.
Aliás, um dos principais interessados seria Xanana Gusmão. Devia ser ele a requerer tais investigações se o PGR não manifesta iniciativa para as fazer.
Em vez disso, aquilo a que assistimos é um e outro assobiarem para o lado, criarem manobras evasivas… Oh, o costume!
E como podemos nós, humildes cidadãos, conseguir abstrair-nos de que Xanana Gusmão terá algo a ver com o atentado a Ramos Horta e a Alfredo Reinado?
Olhem que é uma séria hipótese a considerar.
Como? Não concordam que se pense assim?
Ah, é simples! Tornem tudo transparente! Esclareçam-nos! Longuinhos Monteiro que faça o trabalho como deve e deixe de ser Milongueiro Mentinhos!

ABENÇOADOS OS QUE AINDA TÊM ESPERANÇAS


ÀS VOLTAS DE ATUL KHARE E DA ONU EM TIMOR E NO MUNDO
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Como todos que viajam por este fabuloso cibermundo lá vou eu de volta e meia dar umas espreitadelas aos outros blogues, relacionados com Timor- Leste mas não só. Foi assim que desemboquei no Timor Online e deparei com a tal notícia da prorrogação do mandato da ONU. Até essa parte tudo normal.
Já não considerei normal as esperanças - com reservas, mas esperanças – de um habitual leitor e comentarista daquele blogue, H. Correia, que no final do seu comentário, depois de justamente sarrafar em Atul Kahre termina assim o comentário: “Vamos ver se este novo mandato da UNMIT vai ser aproveitado pelo Sr. Khare para se redimir ou se vai ser mais do mesmo.”
Palavrinha que não resisti a deixar por lá o meu comentário sarrafeiro, mas de louvor aos que ainda têm esperanças.
E então escrevi assim:
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Pensar positivo é óptimo e H. Correia como bom ser humano que devemos prezar não foge à regra. É assim que manifesta esperança no “acordar” de Atul Kare e de toda a orientação estratégica da ONU em Timor-Leste.
Estimo bastante que ainda exista quem sobre a ONU consegue manter pensamentos positivos nos seus procedimentos futuros e fico razoavelmente combalido por não saber analisar os actuais procedimentos ou acções futuras da ONU, em Timor ou fora dela, com tanta esperança nas correcções que imperiosamente devia fazer mas que de ano para ano é sempre mais do mesmo, restando somente aos mais optimistas ter esperanças de melhorias, esperanças que disso não passam.
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Tenho para mim que Atul mais não faz do que seguir as regras do SG daquela descredibilizada organização. Se temos no topo um SG, Ban Ki-moon, completamente dominado pelas políticas norte-americanas e pelos lobys que governam aquela nação, como será possível tudo melhorar e termos esperança de que tal aconteça?
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Em minha opinião, Atul Kahre é um fiel representante dos interesses norte-americanos e australianos em Timor-Leste, a par de Xanana Gusmão e de Ramos Horta, com a ténue diferença de que Ramos Horta é um individuo bem formado e que não esquece determinados ensinamentos da sua “primeira escola”, da juventude. Ramos Horta julga saber onde, como e quando poderá tirar algum partido do cerco imposto pelos interesses das duas potências e com isso beneficiar o país, os timorenses. É diplomata avisado e acima de tudo timorense.
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O mesmo já hoje não se pode afirmar de Xanana Gusmão. Vendeu a alma ao “diabo” quando começou a meter os pés pelas mãos e a comprometer-se com gente estranha e adversa à luta dos timorenses, por uma pátria, por independência e auto-suficiência.
Pessoalmente custa-me bastante analisar assim, sobre Xanana, e disto não sair, mas só o faço – assim como muitos outros – por verificar que ele mudou radicalmente e que o veio fazendo lenta e metodicamente – indiciando que sabe onde se meteu e que este é o caminho por que optou seguir, traindo os ideais que o levaram para a luta de que se tornou digno líder até determinado momento. O perigo reside todo nas suas qualidades determinantes: ele não vai olhar a meios para atingir os seus fins. Quem se irá tramar serão os seus adversários e os timorenses sem alternativa de abandonar o país e o regime que Xanana irá impor mesmo à revelia de Ramos Horta. O tempo o dirá.
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Assim, temos que a ONU e Atul Kahre irá continuar a privilegiar a Austrália em tudo. Esse “em tudo” também significa beneficiar-se a si próprio e à pandilha abútrica dos que com tachos eventuais e permanentes engordam as suas contas bancários e os seus currículos à custa da miséria para onde empurram os timorenses. Esses são alguns dos mais de dois milhares de funcionários que directamente dependem de Kahre. Ou seja: algumas centenas de abutres, os “chulos”, como João Severino, que os conhece, refere no seu “Pau Para Toda a Obra”.
Abençoados os que ainda têm esperanças e não andam “neuras”, como eu, ao pensar nestas “coisas”.
Gostaria de me enganar. Nem sabem quanto. Mas as experiências que tenho vivido ao longo destas largas dezenas de anos têm-me demonstrado que a história repete-se sempre e que “quem se lixa é o mexilhão”.
Bem, mas, apesar de tudo, vale sempre a pena dizermos que não é o que queremos, por não ser o que está certo. Aplica-se a Timor e ao resto do mundo.
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Não faço ideia se alguma coisa saiu alterada deste texto, comparativamente ao que lá ficou, no Timor Online, mas acho que houve coisa que não consta lá e que ficou fazendo falta, mas que aqui estou farto e refarto de escrever: ATUL KAHRE E O SEU STAFF FORA DE TIMOR-LESTE, JÁ!
Que se mude as moscas e a porcaria!

QUEM RESPIROU FUNDO APÓS A MORTE DE REINADO?


ALGUMA VEZ VIREMOS A SABÊ-LO?

Estive a reler a entrevista que Alfredo Reinado concedeu a Micael Pereira, do Expresso, em Julho do ano passado, e fiquei ainda mais convencido de que Xanana Gusmão tem sido muito obreiro das lástimas que têm acontecido em Timor-Leste e que acabou por eventualmente deixar convencer-nos ter algo a ver com este atentado a Ramos Horta. O que espanta é não se investigar o que aconteceu até ao fim e inculpar os verdadeiros autores da infindável “crise”, supostamente também Xanana Gusmão.

A ser assim, este homem é um contorcionista de alto gabarito, sinuoso, falso, deslealíssimo aos mais elementares requisitos comportamentais na convivência com os da sua espécie. Há que dizê-lo se disso suspeitamos ou estamos convencidos através de análises no tempo, no espaço, nos factos.

Não ignoro que irei melindrar os que ainda acreditam na nefasta figura; disso não me arrependo mas peço-lhes desculpa pela minha sinceridade. É que também eu apostei no ser humano errado e sabemos que muitos o fizeram, arrepiando agora caminho apesar da desagradável carga imposta pela enorme desilusão.

Alfredo Reinado ao ser instado por Micael Pereira a revelar as verdades que sabia afirmou-lhe que o faria mais tarde e na Justiça, que naquela altura não era tempo para isso, mais tarde…
Fê-lo realmente mais tarde no famoso vídeo em que desmascarou literalmente Xanana Gusmão, e onde afirmou que muito mais haveria para divulgar, porque havia mais. Porque há mais.

Com o maior desplante, o boçal contorcionista que agora é primeiro-ministro, ameaçou tudo e todos – os que pôde – e até os jornalistas, com prisão.
Assim, sumariamente, fora de qualquer quadro legal reconhecido pela sociedade das nações – ONU – denunciando-se como um ditador de meia-tijela, que não queria que se divulgasse o vídeo que supostamente espelha as diatribes que causaram mortes, destruição e instabilidade aos que há dezenas e dezenas de anos tanto sofrem.

Em 11 deste mês mais um negro capítulo, deste drama que é Timor, nos foi revelado.
Logo nos primeiros segundos tivemos a certeza de que a vida do presidente da República, Ramos Horta, fora posta em risco, fora atentada. Horta ficou às portas da morte. Disso ninguém duvidou nem duvida. Com toda a certeza que Horta não teve nada a ver com estas nefastas operações, nem dá para imaginar que seja pessoa para isso. Nunca ninguém o afirmou ou dissimuladamente o deu a atender.
Já o mesmo não se pode dizer sobre Xanana Gusmão. Isto, se relembrarmos aquilo que Alfredo Reinado afaga na entrevista ao jornalista do Expresso, relativamente ao ataque à casa de Taur Matan Ruak, onde a mulher e os filhos do brigadeiro-general passaram um mau bocado.
O que entender daquelas palavras de Reinado? De quem suspeitar? Somando factos, a quem devemos inculpar?
Quem respirou fundo após a morte de Alfredo Reinado e ficou frustrado com a sobrevivência de Ramos Horta?
Alguma vez viremos a sabê-lo?

Ainda no dia 11 deste mês, também o actual primeiro-ministro Xanana Gusmão alegou ter sido vítima de um atentado, cerca de uma hora depois de Ramos Horta. Estou certo que a maioria dos cidadãos do mundo não acreditam que tivesse sido mesmo um atentado. Nem eu.
Descredibilizando Xanana Gusmão estão as incongruências nas narrativas de muitos. Dele próprio, dos da sua escolta, de Salsinha, da sua esposa, do relatório da UNMIT, etc. E está o seu passado, um pouco nebuloso, em determinados aspectos.
Muitos de nós estamos certos de que estas suspeições são legítimas e que terrível será que sejam justas…
Alguma vez viremos a sabê-lo?

AS OPERAÇÕES DE MARKETING DE KIRSTY SWORD


TIMOR VAI SER A HOLLYWOOD DO SUDESTE ASIÁTICO?

Para muito de nós a fiabilidade das “narrações” de Kirsty Sword sobre aquilo que se passou segunda-feira é praticamente nula. Isso deve-se à sua propensão para se imiscuir, rodeada de folclore, em assuntos de Estado que só ao seu marido dizem respeito. Aliás, na posição em que se encontra actualmente e na que se encontrava – quando Xanana era PR – aquilo que devia observar era contenção e descrição. Nunca o fez, sabemo-lo, antes pelo contrário. Por essas e por outras denominam-na de agente australiana com um casamento por interesses pátrios cifralhados.
Pode muito bem ser, se recordarmos o comportamento da Austrália em todo este processo do Mar de Timor, da ocupação, etc. A Austrália é capaz disso e de muito mais e há pessoas que também.
Por via dos comportamentos da senhora temos de correr o risco de pecar por excesso, se é que assim se pode considerar.

Não deixa de ser curioso e lamentável que a nossa RTP – digo nossa porque também contribuo para a empresa como todos os outros portugueses – se preste a acção de marketing político sem nos anunciar, como manda a lei de publicidade ou de tempo de antena.
Vimos uns GNRs, para quem também contribuímos, a serem “enrolados” numa operação de sustento de ego e intenções promocionais da dona Kirsty. O que lhes fica mal por sempre deverem afastar-se destas acções de propaganda que só servem aos que a pretendem usar, ou usam – como foi o caso.

Se a dona Kirsty tinha por ambição moldar o coração dos portugueses que a viram, pode tirar o cavalinho da chuva porque por cá já não caímos nessas patranhas.
Se a dona Kirsty queria realmente agradecer aos “bravos” da GNR, sem dar motivos para que prosas e comentários destes existissem, só tinha de ser discreta e fazer o que fez sem publicidades. Aliás, a própria GNR devia ter solicitado a devida contenção e não se deixar enlevar nas operações de marketing de quem “a sabe toda”.
Outro aspecto demonstrativo de “non sense” prende-se com o facto de até as criancinhas terem servido para amolecer corações, neste marketing selvagem e forçado. Compreende-se, quando vem de alguém que não olha a meios para atingir os seus fins…

A ser verdade, o pavor por que a mulher e filhso do primeiro-ministro Xanana Gusmão passou na manhã de segunda-feira, deve ter sido terrível. Por isso até é muito compreensível que esteja bastante reconhecida e agradecida à GNR, mas… perguntou-se a dona Kirsty porque motivo os seus compatriotas não a protegeram? Aliás, nem ao PR, nem ao seu marido, – a ser verdade que não foi uma encenação.
Díli é pequeno, Balibar é perto, quinze a vinte minutos dá para chegar onde se quiser, e uma hora depois de o PR ter sido vítima de um atentado ainda a dona Kirsty e Xanana não tinham segurança reforçada? Compreende-se? Admite-se? Que pensar?
Não têm os seres humanos pensantes de admitir que aqui há “coisa”? Que toda esta história está muito mal contada?
Ao que parece, em Timor vamos ter o Hollywood do Sudeste Asiático, com esquina para a Oceânia.
Adivinham quem o vai dirigir?