sábado, 31 de maio de 2008

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA DEVIA SER TODOS OS DIAS

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AMEN!

Hoje, já é Dia Mundial da Criança em Timor-Leste. Em Portugal ou no Brasil ainda não, faltam mais algumas horas, mas será que não podiam ser todos os dias Dia Mundial da Criança?

Mais uma data comemorativa que se cumpre como de panaceia se trate, sabendo todos nós que milhões e milhões de crianças por este mundo fora nem sequer sabem o significado do dia, em Timor-Leste também, alguns nem dão importância. Será um dia igual a tantos outros.
Assim não acontecerá ainda mais devido às intervenções da Igreja e a uma ou outra iniciativa oficial. Contudo, mais não será que um Faz de Conta para alimento do imaginário infantil.
Nestes dias a hipocrisia mistura-se ainda mais com os que sem nada terem querem dar o máximo às crianças, felizmente que ainda lhes podem dar amor. Porém, amor de barriga vazia… sabe a muito pouco
Haja Deus e que traga a espada da Justiça para a descarregar nos que usando batina O mancham, assim como nos que não a usando evocam-NO inapropriadamente, usando a Igreja e os Bispos para fins ilícitos, indignos, conspurcados por intenções dignas do mafarrico!
Amen!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Timor-Leste: FAÇAM HISTÓRIA, NÃO OS IDOLATREM!

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A AUSÊNCIA DEU PARA ME VINGAR… NA ESCRITA

Acabado de chegar, deparei com a Fábrica dos Blogs virada de pantanas, salutarmente, diria.
O espaço do Timor Lorosae Nação está quase integralmente entregue aos nossos prestimosos leitores e comentadores. Isso é aquilo que temos vindo a perseguir.
Vem um diz, vem outro contesta… e de contraditório em contraditório sempre poderemos apurar mais alguns novos elementos históricos e da actualidade dignos de constar para a posterioridade para o esclarecimento do passado, que tanto precisamos no presente e nos poderá ajudar a construir um futuro melhor… ou pior.

Não levem a mal por só agora ter chegado e meter logo o bedelho, mas é que também acho que para aqui sou chamado pelas ligações que tenho com Timor.
Acho muito bem que se avance FAZENDO HISTÓRIA – como diz o título – mas também considero que se é história assim deve ficar. Apurar as verdades, as realidades, os acontecimentos, é uma coisa, mas a pretexto disso fomentar mais ódios e desuniões acho que não será correcto.

Uns eram pró-Indonésia e outros não? Uns era comunistas e outros anti-isso? Uns estão vivos e outros estão mortos? Uns mataram e esfolaram e outros não?
Pois foi. É que, considero eu, todos tiveram muitas razões, as suas (deles) para agirem como agiram.
Considero que a culpa nem sequer foi dos timorenses mas sim da trampa de militares que estavam em Timor-Leste, nas chefias, bem entendido.
Obviamente que a reacção dos jovens que constituíram a Fretilin, essencialmente os inexperientes jovens, foi de querer a independência JÁ!
Fruto dessa inexperiência e Che Guevarismo da treta centenas de milhares de timorenses foram chacinados. A maioria pelos indonésios, mas uns quantos pelos seus próprios irmãos. Culpas têm os da Fretilin de então, da UDT de então, principalmente, mas também de outras organizações políticas que agiam mais pela sucapa, caso da Apodeti.
Isso é história, isso é passado. Afinal, todos têm razão, mais coisa menos coisa. Praticaram-se excessos imensuráveis e inadmissíveis.
Contudo, o que aconteceu foi um problema interno, fratricida. Por esse motivo a comunidade internacional poderia – deveria – ter intervindo – mas para apaziguar e permitir uma transição democrática e pacífica para a independência. Cabia a Portugal fazê-lo. Aos militares da treta.
Cabia à comunidade internacional fazê-lo, aos EUA a coberto das UN, assim como á Austrália… nunca à Indonésia pelas provas existentes contra o regime de Suharto.
A conjuntura da época era assim, quem se tramou foi o “mexilhão”, os timorenses. A actual conjuntura ainda é assim mas com outras roupagens, quem se está a lixar continua a ser o “mexilhão”, os timorenses.

Aprendendo com a história o que será que podemos fazer para que os prejuízos do “mexilhão” diminuam?
Ora, pois, aqui é que está o busílis. Este é o mal de todos os povos: o que fazer?
Está mais do que provado que os regimes comunistas são todos uma grande trampa. Mas também está mais do que provado que os regimes capitalistas não são muito melhores. Podemos respirar um pouco mais à-vontade… mas isso ocorre na Europa, nos USA, na Austrália, Nova Zelândia, etc. Em Timor já não. Em África nem pensar, na Ásia também é uma miséria para a maioria dos povos, na América Latina é aquilo que se sabe, etc.
A maioria da população mundial vive mal! Vive? Sobrevive, quando sobrevive!
Na maior parte dos casos isto deve-se às divisões que são fomentadas pelas elites. As elites estão quase sempre ao serviço de uma espécie de governo mundial liderado pelos que têm aquilo chamado cifrão, consequentemente o Poder de preservar a “estabilidade planetária”. Preservando isto. dizem eles, salvam-se vidas… principalmente as deles, as suas grandes e faustosas vidas!

Não me venham cá com conversas de que estou a divagar, que me deu uma “louca”, porque estou cada vez mais convencido de que esta é a verdade.
Para combater este estado planetário de umas quantas centenas de indivíduos e corporações não sei como fazê-lo, mas sei que ao apercebermo-nos disso devemos andar sempre atentos com aquilo que nos rodeia e com as nossas próprias atitudes. A todos os níveis. Devemos pensar que se nós próprios não somos senhores de toda a verdade com aquilo que connosco se passa no quotidiano porque será que em alturas de eleições consideramos que este ou aquele, com aquela ou aqueloutra bandeira, é senhor da verdade? Devemos dar-lhe crédito (voto) só porque disse aquilo que gostaríamos de ouvir?
Quase sempre, quando se vota assim ou assado, isso acontece. Passados uns tempos estamos a chamar-lhes aldrabões. Ora, pois, ele disse aquilo que queríamos ouvir… mas com a experiência de vida nós sabemos que assim é e que depois ele, aquele ou aqueles em quem votámos, vão fazer o contrário das “promessas” e inventar as desculpas mais esfarrapadas para justificar porque não fazem o que prometeram.
Bolas. É sempre assim!
Evidentemente que trouxas são os que “embarcam” nas palavras dos “espertos” políticos, nós.
Este método de democracia não serve para nós mas serve para eles.
Que outro método se deve aplicar? Não sei! Quem saberá?
O problema não está nos métodos mas sim nas pessoas.
Exactamente por isso não as podemos defender cegamente, como muitos fazem.
No caso de Timor-Leste, como no resto do mundo, de nada adianta defender Xanana, Alkatiri, ou outros. Aquilo que se tem de exigir-lhes é patriotismo e para prová-lo só há uma maneira: não causar divisão entre os timorenses.
Teve razão Ramos Horta quando falou de um Governo de Unidade Nacional!

Tenho eu razão, assim sinto, quando passei a considerar Xanana Gusmão pernicioso para a evolução de Timor-Leste – que ele diz pretender.
Aquilo de que nos apercebemos, fora do país, foi a ocorrência de políticas baixas da parte dos sectores xananistas e da igreja católica relativamente a Alkatiri e à Fretilin. Se praticaram políticas baixas, hediondas, creio que isso foi bastante para provar que não tinham a razão com eles. Exactamente por isso não podiam esperar pelas eleições para derrubar o governo.
Alkatiri e a Fretilin estavam a governar mal? Provavelmente, muito provavelmente sim! De certeza que não estavam a fazer tudo bem.
Havia indivíduos que se aproveitavam das suas posições na elite para cometer ilegalidades? Pois que se acusassem esses indivíduos com provas!
Teriam de ser julgados em tribunal.

Infelizmente aquilo que deu para perceber foi que tudo estava a acontecer como quase em 1975: armarem-se para eliminar os adversários. Xanana por um lado – estou convencido que foi quem começou – Rogério Lobato por outro. E Alkatiri? Sim, não, talvez? Nada prova que sim. Já o mesmo não acontece com Xanana. Vimos indícios mais que claros das suas sucessivas “trapalhices”, para não lhe chamar outra coisa.

Toda esta lenga-lenga a propósito da história. Era bom que em Timor a história não se repetisse e que todos puxassem para o mesmo lado: para o bem-estar do povo. Isso é aquilo que não se vê. Nem anteriormente se viu!
No caso da Fretilin… herdou um país completamente destruído e até fez coisas razoavelmente boas, e bem, mas muitas foram declaradamente más.
Mais importante que regular a intromissão da igreja no ensino oficial, ou os efectivos militares, seria desenvolver as pescas, a agricultura, a indústria, o comércio e cativar investimento… Isso não foi feito com a paixão devida.
Mas lá por não ter sido, o senhor Xanana Gusmão não tinha o direito constitucional ou outro de aproveitar-se para jogar sujo! Isso foi aquilo que fez!

O senhor Xanana Gusmão, se fosse patriota como diz, o mais patriota dos timorenses, acabava com os seus ódios de estimação relativamente a Mari Alkatiri e á Fretilin… e vice-versa.
Porque estou convencido que o principal veneno vem de Xanana, pelas mentiras, pelas tangas, pelos golpes, pelo seu borrifar-se para os deslocados, pela sua escondida noção de incapacidade para governar um país… pela sua falta de honestidade para lidar com os crimes indonésios durante a ocupação, e… Chi, tanta coisa!
Já chega, fiquem bem e não alinhem no jogo deles. Não apostem cegamente nem num, nem noutro, nem noutros. Não os idolatrem. Sejam exigentes!

Parece que a minha ausência deu para me vingar na escrita. Reparo agora que está aqui em cima uma enorme prosa.
Não vou cortar nem uma cedilha ao texto, nem vou deixar que o façam. Aqui, neste blogue, sou eu que mando, na Fábrica o colectivo que se dê ao trabalho de aprovar a prosa ou não, publicar ou não publicar eis a questão. Quem quiser que a venha buscar. Eu hoje estou assim.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A MARGARIDA E EU, ANTÓNIO, AMIGOS DE LONGA DATA!

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BURROS É O QUE NÃO FALTA
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Desde muito novo que sempre gostei de burros, confesso. As minhas preferências até iam (e vão) para burras, sempre são mais meigas e maternais.
Claro está que quando desatam aos coices são muito piores que os burros, mas isso foi uma observação “muito bem observada” que desde gaiato fiz. Para além disso qual é novidade? Quem não sabe que os coices das burras são muito mais potentes que os dos burros?!
Machista! Já estou a ouvir pensarem e dizerem. Não se trata disso mas sim de em seis décadas a observar os animais. Pronto.

Como ainda não estou tão xexé quanto isso não me esqueci daquilo que é a razão desta prosa. Tem a ver com a revelação de um segredo… pelo menos de uma intimidade que não sei se não a violarei ao desrespeitar a minha grande amiga Margarida.
Pois é verdade, eu sou amicíssimo da Margarida. Já era da avó e da mãe, que também se chamavam Margaridas, e agora sou desta Margarida. Novinha, mas bem bonita. Digam lá que não.
Olhem bem para a fotografia em cima e apreciem com deleite esta linda burra!
Não é um espanto? Não é linda? Evidentemente que é!

Provavelmente desconhecem o Timor Lorosae Nação, blogue da Fábrica dos Blogs, equipa de que faço parte prazenteiramente mas, mesmo assim, vos digo que só pelo que nele encontrei hoje logo de manhãzinha nos comentários fartei-me de rir…
É que diziam por lá que eu era a Margarida. Ora pensei: mas como é possível que eles saibam que tenho uma amiga chamada Margarida e por isso me confundam com ela?
Afinal não era nada disso. Sei que tenho as orelhas grandes e sou bastante peludo mas… já não tenho a juventude da Margarida. Quem me dera!

Relendo os comentários, lá no TLN, conclui que afinal diziam que eu, António, era a Margarida leitora do TLN, que participa bastante no referido blogue.
Que alívio, afinal não estavam a falar da minha Margarida!
Fiquei sem saber se lhes devia contar ou não, sobre a minha amiga Margarida, e achei por bem não o fazer sem a aprovação da Margarida.
Claro que sobre a Margarida leitora do TLN e amiga dos timorenses tive de dizer que não era eu. Eu sou António, pá!
A Margarida, a senhora dona Margarida participante do TLN é uma outra pessoa, que até merece muito mais respeito e consideração do que aquele que por lá lhe dão certos comentaristas…
Mas ela também não se atrapalha e vira-se bem para eles… e chega-lhes com a reciprocidade que merecem.
Mulher valente!

Valente, é igualmente a minha Margarida. Sai à mãe, toda modernaça.
Uma vez foi para a praia do Meco – quando ainda o nudismo era proibido - e lá andou em pêlo até aparecer o Cabo do Mar a repreendê-la, querendo que se vestisse, multando-a. Claro que levou um par de coices e foi queixar-se ao Almirante do Mar Américo Thomaz.
Isso deu direito à PIDE cá em casa e tudo. Coisas burras da Margarida! As manias de fazer nudismo!
Mas a filha já não é tanto assim. Os tempos também são outros e há muito mais burros. É tudo à farta com esta juventude.
Tenho dito. Sobre a Margarida e eu, António, acabou a prosa. Nunca mais volto ao assunto.
Agora já sabem sobre a minha afinidade com a Margarida.
Pelo sim pelo não opto por publicar a prosa a propósito e que hoje de manhã publiquei no TLN.

A TARTARUGA INDISCRETA

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ANTÓNIO MARGARIDA VERÍSSIMO? QUEM, EU?

Preferia nesta manhã ter acordado com disponibilidade e sabedoria para abordar o mais possível as notícias relacionadas com as desgraças e injustiças que acontecem pelo mundo e que me incomodam, que me revoltam, que me fazem perceber que sou somente um minúsculo grão de areia no imenso mundo de imensos milhões de indivíduos que sendo meus iguais não têm tido a minha sorte, não sabendo o que é viver em paz, com dinheiro, comida, família… Mas nada disso vai acontecer.
Não esquecendo essa minha vontade, nem as limitações para o fazer, decidi dar uma grande gargalhada quando deparei neste TLN com um comentário deveras divertido. Eis o dito:

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Maria: "NOVOS HORIZONTES DE CONHECIMENTO"":
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Senhores leitores deste blog
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Leio este blogue há cerca de dois meses e bastou. Tenho a certeza garantida que a Margarida é um tal ANTONIO VERISSIMO
Penso que é pessoa com alguma formação académica da linha de esquerda, um defensor de Alkatiri e companhia.
A Margarida versus A. Veríssimo, escreve artigos, constrói blogues, e a linhagem da escrita é sempre a mesma. Posta com um nome qualquer ou anónimo.
Tem tempo e vagar para estar no computador. Adeus a todos até á volta do correio.

DEIXEMO-NOS DE INVENÇÕES

Como seria possível para mim, pessoa bem disposta, não gargalhar após ler isto?
Mas que imaginação tão fértil!
Já aqui me acusaram de imensas coisas que não correspondem à realidade, mas esta rebenta com a escala.
Então, agora sou Margarida? Sim senhor. Depois de katuas chamam-me fan kidu? Ora, ora… deixemo-nos de invenções e de perder tempo com estas “conjecturas” e concentremo-nos naquilo que de muito mal se perspectiva para Timor-Leste!
Ou será que não estão a perceber aquilo que pode vir lá?!
Com tempo irei abordar um pouco mais em pormenor o que considero que já está em marcha há muito e que neste momento já está a tomar forma…
O perigo vem quase todo dos braços da Austrália/USA… mas nem duvidem!
Lá iremos em nova oportunidade.

Sobre os comentários e ainda sobre o assunto do “Margarido”, deixou a Margarida, leitora participativa e que admiro, uma nota:

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "NOVAMENTE MARIA... DESTA VEZ COM "GUARDANAPO"":
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Ó António eu não tenho culpa dos delírios destes pequenos.

CULPA?

Claro que não! E classificou muito bem os “delírios”… mas isto até me ajuda a ficar mais bem disposto, diverte-me. Amigos destes, tão imaginativos, estão aqui a perder-se. Podem muito bem usar as suas capacidades imaginativas e hilariantes procurando ser argumentistas de comédias televisivas. Isso dá uma “nota preta”!

Evidentemente que não fico minimamente aborrecido com “conversas” destas, mas lamento que exista quem seja tão mau observador.
Tenho amigos timorenses há décadas, refiro aqui coisa “antigas” sobre Timor. Refiro “coisas” da actualidade mas que de certo modo são pessoais e características de homem e avô. Há ainda – mais uma – mauns timorenses que estão, como eu, desesperados por fazermos uma patuscada na Areia Branca – espero viver até lá.
Ora, ora, meu estimado anónimo “detective”, deixe lá a Margarida em paz, que nem conhece Timor e só está solidária.
É certo que ela, a estimada Margarida, irrita muita gente, mas importa reconhecer a sua combatividade na defesa das suas convicções e, muito importante, é de enaltecer o modo como abraçou e abraça a causa timorense.
É de esquerda? Pois, ainda bem que não somos todos iguais.
Desculpem, mas acho que a Margarida já merecia um pouco mais de tolerância da parte daqueles que a procuram desvalorizar.
Há que elogiá-la por ser como é, concorde-se ou não.
Nem sempre estou de acordo com ela, com a Margarida, mas admiro-a.
Outra coisa vos digo: É mesmo mulher. Dá para perceber pela prosa e certos pormenores que não escapam a uma sexagenário.

Já agora, desculpem o “testamento”, mas digo-vos que também aprecio Maria e fiquei satisfeito de finalmente haver mais alguém a pensar e escrever bem e diferente.
Agradeçamos às musas inspiradoras de Maria e a Maria, por se disponibilizar a partilhar connosco as suas convicções e seus conhecimentos.
Mas, digo-vos: É um homem. Sabedoria de avô, meus amigos.
Evidentemente que não tem importância se é homem ou mulher. Até gostaríamos muito que fizesse parte da equipa da Fábrica. Já comentei isso com JSPinto e outros da nossa equipa. Se Maria quiser aderir… bestial!
Contra informação? Oh, não acho que seja isso… Fidelidade a alguém amigo, que admira e considera estar a ser injustiçado, isso sim.
Mas seja o que for. Aqui todos têm direito a opinar, civilizadamente, claro está.

Bem, vou dar por finda esta já enfadonha prosa, apesar de muito mais ter para me alongar. Talvez que qualquer dia o faça no meu blogue – sabe bem dizer isto! – no Página Lusófona.
Uma sugestão: não estejam sempre a ver “coisas” do tipo 007 aqui nestes blogues. Somos pessoas interessadas e que amamos muito Timor, que por vezes julgamos saber o que será melhor para o “país e povo dos nossos olhos”, e até podemos pontualmente não estar certos, mas não mais que isso.
Sabem, esta prosa matinal fez-me lembrar uma coisa que tem a ver com Timor-Leste de há muitos anos: “A TARTARUGA INDISCRETA”
Quem descobrir o que era… dou-lhe um doce.

domingo, 18 de maio de 2008

OS “BANHA-DA-COBRA” MUDARAM DE POISO… MAS ANDAM AÍ!

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ASSIM, POBRES CIGARROS!

José Sócrates esteve na Venezuela e andou fazendo charme pela América Latina. Tal qual como o faz em todo o lado.
Olhar para ele faz-me lembrar aqueles vendedores de outrora, que sem levarem banha da cobra na mala, sem fazerem o aparato que amiúde víamos nas ruas e que juntavam imensas pessoas curiosas com aquilo que da mala sairia, mais não faziam que enganar-nos.
Bem postos, engravatados, eles falavam, falavam, iludiam-nos, iludiam-nos… e no final tiravam da mala uma insignificante pomada-mistela que prometia aliviar-nos dos calos mas nada fazia e até cheirava mal. Mas havia quem comprasse!
São recordações de infância que guardo na memória e que este “engenheiro” veio reavivar.

Nesse tempo, miúdo que era, ouvia as loas do vendedor à espera da cobra ou de algo fantástico que viesse a sair da mala… Mas dali nada saia de especial e que alimentasse as minhas expectativas. Era sempre uma enorme frustração.
Felizmente que se acabaram esses vendedores de banha da cobra, que nos assaltavam a cada esquina, enfeitiçando-nos, usando a nossa inocência, manipulando-nos.
Ao olhar e ao ouvir José Sócrates até parece que recuo seis décadas e deparo com o “mágico” vendedor de banha da cobra da minha infância.
Em Portugal, desses havia uns quantos, que em ruas, praças e jardins nos enganavam.
Com o passar dos tempos, com as ditas evoluções, os “banha da cobra” sofisticaram-se. Podemos encontrá-los em ditos lugares de destaque, já nem carregam as malas – deixando-as para os assessores – viajam leves e céleres aproveitando-se de ingenuidades e manipulações desenvolvidas em técnicas superiores, universitárias, mas em muito semelhantes aos primários antecessores.
Que asco!

Nesta visita de Sócrates à América Latina ressaltou a sessão de fumo no avião.
“Eu nem sabia que não se podia fumar”. Foi o que disse o experimentado charlatão.
“Por causa deste incidente decidi deixar de fumar”. Aproximadamente foi o que disse.
Claro que o “banha da cobra” vai passar a fumar às escondidas. Dizem que é tão sacana que isso será capaz de fazer, dizem… e acredito.
Fumar ou não fumar nem considero relevante… tenho pena é dos cigarros caírem na boca em que caem, melhor seria que, intactos, virgens, viajassem pelos esgotos até ao Tejo e se espraiassem na baía de Cascais maravilhados com a paisagem.
Assim, pobres cigarros!

sábado, 17 de maio de 2008

O HALO ESTÁ A ESCORREGAR AO SANTO XANANA

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QUE TAL UM ZÉ POVINHO DO MALHOA?

Segundo The Australian de hoje, 17 de Maio, a família de Xanana Gusmão não regressou à sua residência de Balibar desde 11 de Fevereiro, quando alegadamente a viatura do primeiro-ministro sofreu um ataque inesperado do grupo chefiado por Gastão Salsinha.
A família Xanana, segundo o jornal australiano, está a morar perto do aeroporto numa casa de estilo ocidental com paredes duplas reforçadas a aço, uma autêntica fortaleza.

Refere o jornal que as liberdades de Xanana se movimentar entre o seu povo mudaram bastante desde há dois anos a esta data.
“As coisas mudaram muito para Kay Rala Xanana Gusmão, antes considerado um Deus para a Resistência” e actualmente a ser “apedrejado por jovens emboscados que o acusam de ser pró-indonésio” e de chefiar um elenco de corruptos e incompetentes no governo.

O halo (de santo) está a escorregar a Gusmão, diz The Australian, e ele “está lutando – mas não o suficiente na opinião de muitos dos seus apoiantes – para manter a sua autoridade como legítimo líder do seu país”.
Xanana está a ser olhado como um governante ordinário, como qualquer outro líder, sendo “rotineiramente acusado de arrogância e indecisão”.
Os seus tempos de “simbolismo, de defensor das liberdades e de combate no dia-a-dia nas montanhas ou dos tempos da visita de Nelson Mandela à sua cela estão desbotados”.

Gusmão é acusado de ter cooperado “com os militares indonésios para neutralizar os elementos mais radicais da resistência”.
Pelos vistos, por essas e por outras, “justificadas ou não” tais acusações, segundo The Australian, existe uma forte campanha para deitar abaixo o Santo Xanana que está a perder o halo.

Alonga-se o trabalho jornalístico do The Australian em considerações que demonstram não virem a ser nada abonatórias dos direitos que Xanana considerou legítimos para servir-se do tal halo santíssimo e que lhe tem ocultado as barbichas e os chifres do mafarrico. Verdade que também é o The Australian a afirmar que o santificado halo está a cair.
Se assim é, segundo a sabedoria dos experts australianos que têm vindo a dominar a situação de instabilidade em Timor, será conveniente perguntar-lhes quando acham que lhe vai cair o halo de vez e se quem vai arrancar-lhe o dito utensílio dos santinhos serão os agentes aussies já em Timor ou que ainda estão para chegar.
O The Australian sabe muito… e tem muitos bons jornalistas que devem acumular a profissão com mais uns quantos biscates…
Em vez do halo, que eles usam como metáfora, eu ofereço-lhes gentilmente o meu Zé Povinho do Malhoa.
Ora, tomem!

terça-feira, 13 de maio de 2008

LOUVEMOS O DIA!

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Hoje é dia da Nossa Senhora de Fátima. Em Timor já foi. Dia de Boa-Vontade. Dia de Verdades. Dia da Administração do Santuário e do comércio em Fátima facturar, facturar, facturar, bom para o negócio. Dia de Crentes e Descrentes. Dia do Respeito por Todos Eles. Dia em que queremos muito que Nossa Senhora nos abençoe, a todos nós, que é o que costuma fazer com a sua grandiosa e eterna bondade.

Neste dia tão importante para a comunidade católica em Portugal, na Lusofonia, nas Comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, também em Timor-Leste foi um dia muito especial para a Igreja local e para todos aqueles que crêem no Milagre de Fátima. As comemorações de 13 de Maio também tiveram um lugar muito especial em Timor-Leste, principalmente em Díli, como de costume. Disseram-me e prometeram enviar um trabalho sobre o tema, a fim de ser publicado no Timor Lorosae Nação. Aguardo.

Também para os timorenses foi um dia especial por outras razões. Uma delas tem a ver com o reconhecimento do Estado para com os seus libertadores que no anonimato têm passado as “passas-do-Algarve”, quase ignorados.
Curiosamente, vivem melhor, mas muito melhor, os colaboracionistas dos ocupantes do país por quase três décadas, que a maioria daqueles que entregaram a sua juventude, bravura, generosidade, corpos e almas à libertação do país.

Com este reconhecimento-pensão de sobrevivência não há dúvida de que alguma justiça se está a fazer. Não a justiça adequada… mas talvez a que agora é possível.
O PM Xanana Gusmão e o seu governo estão de parabéns neste aspecto. Pena é que tenham maculado a decisão com uma decisão menos justa, decidindo destacar “quinze figuras proeminentes” das tantas centenas (milhares) de combatentes pela liberdade do país, fazendo dessa quinzena privilegiadas figuras nas honrarias e nos valores pecuniários que receberão.
Afinal, não foram todos guerrilheiros e defensores da Liberdade e Independência?
Se foram, porquê a diferença?
Foi pena, esta nódoa ter caído em tão bom pano. Pena que quem menos precisa receba mais… de tudo, apesar de ter feito o mesmo que os outros.
Mesmo assim, louvemos o dia, porque tal não invalida que voltemos ao assunto e até possamos divergir para outras leituras menos nobres. Mas, hoje não!

sábado, 10 de maio de 2008

TEMPO DE ÓCIO E DE CONSELHOS PARA ABRIR O APETITE

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TEMOS UM MAJOR PARA OFERECER A XANANA

Pelos vistos vou poder dedicar quase todo o fim-de-semana às blogadas. A minha disponibilidade é quase total por via das sanções impostas a Pinto da Costa e durante dois anos assim vai acontecer. Vai ser tempo de ócio.
Imaginem que puniram o papa do FCP com inibição de afastamento das coisas desportivas por dois anos.
Pronto, lá se vão os nossos campeonatos de matraquilhos e as bilharadas que fazíamos aos fins-de-semana na tasca ao lado da Mamuda, antes e depois de devorar aquelas maravilhosas Tripas!
Francamente!

Entretanto, o Loureiro também comeu pela medida grossa – até nem por isso – mas parece que se enganaram e deram as porradas ao filho em vez de as darem ao Loureiro-pai-major.
O João deixou as cantorias, armou-se em sabedor e enveredou pelo dirigismo desportivo no Boavista…
Que bronca! Foi para limpar as cagádas do pai-major e atolou-se. Era de esperar.
O Valentim, pai-major, Loureiro de último nome, também conhecido por Loureiro dos electrodomésticos das campanhas eleitorais, lá vai andando. Limpo como as fraldas dos putos de um ano que comeram feijoada!
“Votem em mim para Presidente da Câmara de Gondomar que ofereço-vos ferros de Engomar!”
Ferros de engomar, ventoinhas, máquinas de tira-calos eléctricos, tampax-sugadores-eléctricos como os usados pelas astronautas da NASA, etc.
Foi um ver-se-te-avias e uma eleição-e-pêras. Um exemplo de caciquismo e de grande lábia!
Empolgante democracia!
E para o major não sobra nada? Nem uma punição mais séria? Será que tudo que lhe diz respeito tem ser assim, tão pardo?

Este major tem de ser oferecido a Xanana no quadro da mais ampla cooperação do PSD e do PS com os actuais detentores do regime timorense. Por certo que daria um jeitão em Timor-Leste. Hei-de propor ao Xanana isto mesmo. Que o nomeie Cônsul Honorário, a exemplo do vígaro do Nino Vieira, da Guiné-Bissau.
Não há nada melhor para golpadas e para falcatruas. Xanana junto dele só tinha a ganhar. Se Xanana consegue fazer o que faz sem que lhe toquem, podem crer que com Loureiro-pai-major não lhe tocavam e… quase não o sentiam, nem o viam. Loureiro é mais rápido que a sua própria sombra!
A registar a vantagem de ser major… É que falta um major em Timor-Leste desde 11 de Fevereiro. Esse, o tal que até deu jeito estar morto porque por enquanto os mortos ainda não falam.
Não sei, mas com estas novas tecnologias ainda veremos conseguir-se isso: os mortos também falarem.
E depois, como vai ser, Xanana?
Uma sugestão: o pai-major-Loureiro tem umas máquinas eléctricas (com ele é tudo eléctrico) que servem para tirar o leite às vacas e também para tirar palavras aos mortos… Mas se puserem a máquina a trabalhar ao contrário, invertendo a acção, a máquina impele o leite para dentro e as vacas até rebentam, explodem!
O mesmo acontece com as palavras dos mortos. O aparelhómetro empurra as palavras, o morto incha e… explode, faz-se em picadinho, desaparece!
É só uma sugestão… mórbida, é certo, mas não deixa de ser uma solução. Melhor isto do que o diabo ainda tecê-las e o major Reinado começar a falar apesar de morto.
Espero que com isto seja útil e contribua para a continuidade do maioral Xanana naquela república dele, com a sua guarda expressa – com elmos semelhantes às tais abóboras, mas diferentes na cor - que não é pretoriana mas sim xananiana. Com os seus funcionários, a quem dá o arroz. Com a sua embaixadora Guterres do Arroz e das tais contas nos USA. Com o seu PGR… Enfim, com tudo, e tudo, e tudo, do bom e do melhor. E ainda tudo digno de um proprietário duma RX – República do Xanana!

Pronto! Como não posso jogar uma matraquilhada com o Pinto da Costa já me ocupei e distraí aqui um pouquinho. Agora são horas de almoço e as tripas não vão faltar, com grão, chouriço, cenoura…
Conhecem coisa melhor que uma dobrada com grão? Só se for mãos-de-vaca com grão! Feijoada à transmontana! Rancho!
Já me estou a babar… até logo.

Nota: Esta coisa de dispor de um blogue próprio é uma maravilha para quando não temos mais nada para fazer e queremos aliviar o “saco”. Vejam se agora não me começam a chamar nomes feios, tá bem?
Não vos ofendi… nem aos outros. Como é isso possível se eles são uns desavergonhados!

Timor-Leste: TODOS PARA O ATAÚRO E DESNUDEM-SE

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Bispo de Baucau
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Para quem acompanha Timor-Leste desde os bancos da escola certamente que lhe apraz aperceber-se de que há jovens timorenses muito válidos que na diáspora se vão formando para possivelmente um dia prestarem o seu contributo ao país e levarem-lhe mais valia pelos conhecimentos adquiridos noutros países mais evoluídos na modernidade e na democracia.

Está neste caso Loro Horta, filho de José Ramos Horta e de Ana Pessoa. Dá gosto saber como se está a construir este jovem e apercebermo-nos da sua independência, razoabilidade e honestidade ao comentar a actual realidade do jovem país.
Como não podia deixar de ser, ele vai directo aos assuntos e procedimentos de figuras e entidades predominantes em Timor opinando sobre o que pensa, criticando, alertando, denunciando e apelando ao diálogo e à utilidade de se aproveitar este momento de alguma acalmia social para construir comprometimentos, evoluções e esclarecer situações do passado que venham a contribuir para a pacificação e decência do acto de fazer política na oposição e no governo.

Em tempos, quando se queria reprovar alguém dizia-se que seria desterrado para o Ataúro – pelo seu isolamento – mas agora, felizmente, a coisa mudou.
Actualmente o Ataúro é sinónimo de paz, de pequena porção de terra implantada no mar que permite retemperar ânimos na pacificação, no entendimento, na reflexão e nos compromissos úteis ao país. O Ataúro é o exemplo das Termas do Humanismo e Democracia de que Timor tanto necessita.
Exactamente por isso Loro Horta recomendou a todos os “poderosos” que detêm os destinos de Timor-Leste para que lá se reúnam e se entendam, se desnudem dos seus traumas, dos seus enganos, dos seus ódios, das suas convicções prepotentes, das suas inacessibilidades aos diálogos imprescindíveis para a implementação da sociedade democrática, evolutiva, pacífica e justa que antevimos e desejamos para Timor-Leste.

Para o Ataúro e em força! Digo-o também. Entendam-se de uma vez por todas!
Zelem pelos reais interesses dos timorenses e deixem-se de andar constantemente a armazenar vantagens, manipular almas penadas e a contar espingardas!
Os recados foram dados a quem mais tem prevaricado e prejudicado a Nação com os seus procedimentos. Neste rol, segundo Loro Horta, estão Xanana Gusmão, Mari Alkatiri e a Igreja Timorense.
Mais que qualquer outro, esta instituição tem abusado do seu poder de manipular os que nela acreditam, tal qual como antes – quando deu as mãos ao colonialismo, ao fascismo salazarista, ao nepotismo de Suharto.
Loro Horta refere, com muitíssima razão, que tem sido vergonhosa a intromissão da Igreja na política timorense. Localiza a intromissão de modo desbravado, descaradamente, durante a campanha eleitoral última.
Que os bispos atentem nestas palavras, afinal ditas por todo mundo que se interessa, observa e quer ajudar os timorenses na evolução que se esperava, na pacificação que julgávamos também a Igreja colaborar.
Em vez disso temos visto e sentido que a Igreja Timorense, os seus bispos principalmente, usam a hipocrisia, a divisão e a intromissão nas coisas políticas e do Estado como se o país fosse só deles. Eminências que nem pardas conseguem ser.
Pode ser verdade que foi um representante da Igreja portuguesa o primeiro a pisar terras de Timor mas não será, nem é, isso que lhes dá o privilégio de serem proprietários do país e das almas que também por sua eclesiástica responsabilidade andam penadas, sofrendo as consequências das suas inusitadas intromissões na coisa política, na coisa do Estado, na coisa do interesse dos timorenses e de mais ninguém.

Pode a Igreja alegar certas verdades nas lutas contra a ocupação indonésia, mas se o fizer, a título de “cobrança” e do seu querer legitimar privilégios terrenos, também deve falar das suas assertividades com o regime indonésio que ocupou Timor por décadas, da sua cumplicidade com o regime que por um lado assassinava e torturava timorenses e por outro foi um saco sem fundo nos bens que ofereceu a essa mesma Igreja.
A Igreja de Timor-Leste é riquíssima. Não precisa de andar sempre na pedincha e a esmiuçar para, afinal, dar um dizimo daquilo que tem recebido aos timorenses que nela tanto confiam.
A Igreja tem de saber colocar-se no seu lugar e ajudar de facto os timorenses. O dízimo deve ser para a Igreja e o restante para os timorenses. Assim é dito por Deus!
Que também a Igreja se desnude no Ataúro e regresse à Ilha Mãe purificada. Tanto ou mais quanto se deseja aos políticos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

CONTRA ESTE ACORDO ORTOGRÁFICO

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A FAVOR DE UM ACORDO ORTOGRÁFICO

Considero que não sei nem terei capacidades para exortar “cientificamente” sobre este novo Acordo Ortográfico e até admito que não estejamos devidamente esclarecidos sobre o mesmo, em Portugal, no Brasil e em todos os países lusófonos, mas não será por isso que, como usuário da língua portuguesa, à semelhança de tantos milhões, que estou cheiinho de pressa para que haja um Acordo tonto que descaracterizará a nossa língua e ortografia Pátria.
Parece que é aquilo que está a acontecer e este Acordo não torna tudo mais simples mas, pelo contrário, complica e desrespeita a origem das coisas: o português idioma. O português falado e escrito.
Sou contra o abandalhamento. Sou contra as negociatas de todos que podem contabilizar vantagens financeiras com este Acordo, que, pelo que se percebe, não é um bom Acordo e tiraniza a ortografia portuguesa.

Se é verdade que o português falado e escrito no Brasil é diferente e que esse é o país de mais usuários do idioma também é verdade que aquilo que se pretende é uniformizar o português, simplificando-o mas não o abandalhando e que seja repasto dos negociadores do por tudo e por nada – neste caso editores e livreiros do Brasil.
Deixem os lucros para lá e contentem-se em não ter prejuízos, em prol de um bom acordo para todos e principalmente para a herança e a ainda actual riqueza do nosso idioma. Esta é a língua Pátria de muitas Pátrias espalhadas pelo mundo e com culturas riquíssimas.
Foi conseguida, esta uniformidade e aproximação comunicacional, por métodos colonialistas, é certo, mas tenho por opinião que o melhor modo de enterrarmos esse estigma será entendendo-nos uniformemente na comunicação, independentemente de cada povo e cada região ter as suas próprias características – que não deve perder.

No português do Brasil fato de ocorrência pode também ser fato para vestir. No português de Portugal já a ocorrência é facto (factual) e o fato é mesmo e só para vestir. Será assim tão complicado aderir a este princípio? Então porque não?
Verdade que no Brasil ao fato de vestir também é dado o nome de terno, mas como, se os fatos podem ou não ser compostos de três peças – calça, casaco e colete?
Então o que se passa… só com esta pequena nuance?
Não será caso para desconfiar por tanta teimosia perante evidências?

Se os homens dos cifrões deste Acordo consideram que têm o direito de até com as palavras capitalizarem com o que lhes pode proporcionar mais casas, mais piscinas, mais aviões, mais automóveis, mais filhos agarrados à droga… é lá com eles. Aos usuários do português o que interessa é que todos aprendamos sem diferenças na escrita, sem nenhuma diferença, independentemente de utilizarmos as nossas pronúncias regionais-nacionais. Isso não implica que tenhamos de alterar tanto a matriz só porque os “espertos” do mercado brasileiro, que é gigantesco, queira e consiga puxar a brasa à sua sardinha por mor dos cifrões e avacalhando a ortografia Pátria, a Matriz.
Contra os cifronistas e a favor de um Acordo Ortográfico que nos sirva a todos de igual modo, SIM.
A favor deste acordo, confuso e avacalhador da ortografia portuguesa, NÃO!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

OS PROSTITUTOS SÃO OS PAIS DA CRISE

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Para além do tempo que não sobra, antes pelo contrário, e por isso não poder dispensar a atenção que gostaria às blogadas, também confesso que ando a sentir-me um pouco sorumbático por influência das informações que nos caem em cima através das agências noticiosas e milhentos órgãos de comunicação social, online ou não.

Nestes últimos tempos a pandemia noticiosa incide com maior frequência na fome e miséria que vai pelo mundo devido à crise internacional institucionalizada mas que alguns parecem esquecer e tomam-na como se fosse de agora.
A crise sempre existiu em todo o mundo para aqueles que não nasceram bafejados pela sorte, para aqueles que nasceram para ser carne para canhão, para serem explorados de toda a maneira e feitio, a qualquer hora e em qualquer lugar – até parece um slogan publicitário.
Afinal ao que se deve a crise? Às políticas de W. Bush? Ao terrorismo exacerbado de Bin Laden? Aos apoios incondicionais dos governantes europeus pelos crimes praticados no Iraque, no Afeganistão e mais umas quantas partes do mundo ocupadas por ordem e conveniências do grande sindicato dos grupos económicos?
Bah… a crise sempre existiu, não é de agora. Estamos em crise global porque globalmente os donos do mundo querem explorar-nos sempre mais e muito mais. Os prostitutos são os pais da crise!
A crise serve para fazer com que apertemos ainda mais o cinto, fiquemos ainda mais pobres e famintos enquanto por todo o mundo menos de uma centena de grupos económicos e de interesses ficam mais ricos e distribuem algumas migalhas por grupos económicos menores e por políticos que lhes servem de cães de fila no terreno, globalmente é assim e nem Maquiavel faria melhor.
É a vida! É a espantosa globalização que antes era outra coisa qualquer - capitalismo ou “comunismo”. É a tão antiga prostituição das almas perversas de uns quantos poderosos magnatas que nem sabemos exactamente quem são. Complicado.


Os blogues da Fábrica dos Blogs – principalmente o Página Um - têm de algum modo aflorado o problema que nos últimos dias tem ocupado algumas redacções informativas por todo o mundo e também por Portugal.
Quem será capaz de não se sentir sorumbático perante a actual situação dos portugueses e dos povos dos países mais pobres do mundo?
Serão capazes, em Portugal, talvez alguns militantes do PS, surdos e cegos, apesar de famintos. Talvez a população enferma do Júlio de Matos, do Miguel Bombarda, do Conde Ferreira e similares. Talvez até Belém, Cavaco Silva – pois que anda excessivamente calado e sem abordar escancaradamente a realidade portuguesa, sem procurar justificar-se com a política global e a tal crise referida mais atrás.
É que se realmente há alguma crise não sabemos que Cavaco a sinta. Nem Sócrates, nem os milhentos deputados, ministros, secretários, gestores, gerentes, directores que exercem comissariados políticos à conta do orçamento e da permanente espoliação dos portugueses que até ao descarregarem um simples autoclismo estão sempre a contribuir para o bem estar desta corja imensa, difusa e sempre disposta a sugar-nos.
A crise é só para as plebes… porque os políticos e empresários penduras beneficiam sempre com esta institucionalizada crise nacional e mundial.
A técnica é muito antiga mas resulta sempre e sabemos que não podemos dizer que só resultará até um dia porque isso não é verdade. Nascemos para ser instrumentos de exploração destes imensuráveis sujeitos sem escrúpulos ou que mesmo tendo disso consciência não têm coragem de dizer basta!
O corporativismo está emaranhado nele próprio e de forma impossível de se libertar em prol do humanismo, da razoabilidade, da honestidade.
Cada peça do corporativismo está em guerra pelo Poder e é assim que vemos a classe médica, os juízes, os advogados, os engenheiros, os gestores, os economistas, o clero, os militares, os políticos “iluminados” provenientes de todas esses corporativismos a pisarem-nos e repisarem-nos. Alegando quererem o bem da sociedade mas mais não fazendo que defender os seus interesses.

Em Portugal, em Abril de 74, ilusoriamente, muitos julgaram que as corjas tinham terminado… Vê-se.
Se anteriormente a corja era constituída por uma centena, agora são alguns milhares. Será isto a distribuição da riqueza?
Se é verdade que há uns quantos milhares a viverem bem, à custa da especulação, do engano e exploração dos outros, também é verdade que actualmente somos muitos mais milhões que em 1974. Talvez que proporcionalmente estejamos muito pior que antes. Quero dizer: que estejamos a sustentar muitos mais chulos que anteriormente.
Não é talvez. Está na “cara” que sim!

Apesar de sabermos e vermos que os todo-poderosos passam uma vida anafada, cada vez mais e melhor, também é visto que cerca de seis milhões de portugueses estão pobres ou em vias disso. Mais de metade da população nacional!
Quase três milhões estão a rebentar pelas costuras, estão tesos, famintos e a esconderem a miséria por que estão a passar. Acordam e adormecem com ela. Já não fazem contas ao dia de amanhã porque não têm como o fazer. Vão sobrevivendo e lidando com a miséria como se fosse um rim, um fígado ou coração que têm dentro do corpo. É assim, a miséria já faz parte de muitos portugueses.
O que se passa em Portugal é um pequeno exemplo daquilo que se passa no resto do mundo.
Continuemos sorumbáticos. Porquê e para quê pôr mais na escrita?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Timor-Leste: O CIRCO CONTINUA

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A PAZ PODE SER INTERROMPIDA DENTRO DE MOMENTOS

O filho do Presidente José Ramos Horta fez declarações à Lusa que punham em causa o défice disciplinar e de balbúrdia de competências entre patentes, polícias, militares e as várias “armas” militares. Deu para entender que a hierarquia em Timor-Leste, assim como os seus desempenhos, são um enorme “circo”.

Alfredo Ximenes já aqui “descascou” um pouco daquilo que se passa em Timor-Leste relativamente a este tema*. Convido-vos a depois o lerem, pois por mim não me dispus a vir ao blogue para proceder a “descasques” das anarquizadas forças de segurança timorenses por formas técnicas e disciplinares que nunca gostei quando andei na tropa, no exército colonial português. Só não furava os esquemas se não fosse de todo possível. Era um dos milhares de pauzinhos na engrenagem do regime salazarista. Julgo que fomos minimamente úteis.

Pois, mas aqui, sobre Timor não se trata disso, trata-se de construir e não de deitar a baixo. A não ser que essa seja a oculta intenção dos polícias e dos militares timorenses, deitar a baixo e impossibilitar a construção da Nação timorense. Essa parte não me agrada nada, assim como a todos que vivem com mais ou menos intensidade as evoluções e involuções de Timor-Leste. Muito menos agradará aos timorenses conscientes.

Ainda há dias escrevi sobre o modo de agir dos timorenses garanto-vos que me senti orgulhoso pela forma como a “halibur” decorreu na generalidade. Isto pela parte dos elementos da PNTL e FDTL, evidentemente.
Pelos políticos, por Longuinhos e Xanana, continuo na mesma: eles estão enterrados até ao pescoço em algo que não é para saber nem para contar – o que ira dar origem a que a história de Timor passe a ser mal contada para as gerações vindouras.

Mas também não vim ao blogue por isto. Avancemos.
Estive a ler a prosa de Orlando Castro, do ALTO HAMA, que aqui também está publicada mais em baixo.
Pois é, estou como ele: deslumbrado com tantas e boas receções (vou passar a abolir as letras que não se pronunciam, se me lembrar) aos criminosos que só por milagre não assassinaram Ramos Horta. Mas que espetáculo!
Em Timor ser fora da lei é o que está a dar. Depois da prática de várias peripécias ilegais espera-nos um primeiro-ministro com uma enorme comitiva, muitos chazinhos, cafés e bolinhos. Abraços e palmadinhas afetuosas também são em grande profusão. Uma verdadeira maravilha!

Evidentemente que para o líder Salsinha tudo devia ser muito mais importante. Chá e bolinhos seriam muito pouco.
O “circo”, o tal “circo” de que Loro Horta fala, foi montado no Palácio do Governo e a cerimónia da “rendição” dos “rebeldes” teve a solenidade que qualquer fora da lei deste mundo e dos outros gostaria mas que só em Timor é possível. Estranhamente, Ramos Horta alinhou nas artes circenses propostas e levadas à prática por imensos palhaços e contorcionistas.
Compreende-se ou não se compreende que nos deslumbremos?

Mas - há sempre um “mas” nestas coisas únicas - a festa de expressões comemorativos aconteceu nas instalações do Comando Conjunto, com altas patentes e tudo. Foi a festa da rendição dos Salsinhas, com jantar comemorativo, muita cerveja e karaoke.
Aquilo que se pergunta é: como querem todos estes senhores merecer credibilidade com tão estranhas e muitíssimo incompreensíveis atitudes?
Comemorar com criminosos?
Exige-se que não os hostilizem, não os brutalizem… Mas comemorar com eles? Porquê?
Porque tentaram assassinar o PR e só por milagre não conseguiram? Por terem sido uma ameaça à estabilidade durante dois anos?
Então e agora quem nos livra de pensarmos que são todos cúmplices de qualquer trama? Qua a “operação halibur” foi somente teatro? Mais uma das habituais encenações?
Não poderá Salsinha e mais uns quantos ter traído Reinado, contribuindo para a emboscada que originou a sua morte?
Sabemos que para Xanana, o atentado foi uma “atentona-da-tanga”, segundo disse Salsinha logo nas primeiras horas após o acontecimento - “Se o quisesse matar matava-o.”
Que nos falta saber mais?
Cá para mim falta-nos saber tudo… Mas cheira-me que vamos sabê-lo… nunca, jamais…
O circo continua, para mal dos timorenses. A paz que agora se vive pode ser interrompida em qualquer momento. Triste.
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* Refiro-me ao TIMOR LOROSAE NAÇÃO, onde este texto também é publicado