quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ONDE ESTÁ XANANA GUSMÃO?

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Alexandre Gusmão, Sua Excelência, PM de Timor-Leste, em Lisboa, e Xanana?

O primeiro-ministro timorense, Alexandre Gusmão, nem doutor nem engenheiro – com pouco mais que a quarta classe salazarista – veio a Lisboa para acertos de cooperação de Portugal e da CPLP com Timor-Leste, tendo também procurado muito à pressa financiamentos privados portugueses, privados ou mistos, em várias áreas.

Sua Excelência Alexandre Gusmão veio a Lisboa, Xanana não veio. Impossível o seu regresso a esta cidade, a este país, que o idolatrou, que aos milhões saiu às ruas para o saudar, para o receber com escancarados sorrisos, com milhões de vivas, Xanana morreu.

Disse Sua Excelência Alexandre Gusmão pouco sobre muito que Pedro Rosa Mendes escreveu e publicou no Público na passada terça-feira, disse que “Eu respeito todos os relatos, inclusive o que veio no PÚBLICO, de um jornalista português que está lá há dois anos. Fico admirado como ele pode considerar Timor-Leste como um país insustentável. Mas, como timorense, apesar de respeitar todos os relatos, estou convicto de que chegou a hora da verdade, de nos afirmarmos como um povo que sabe gerir os seus destinos”.

Sua Excelência Alexandre Gusmão disse exactamente o que lemos e ouvimos, disse que respeita “todos os relatos”, incluindo o de Pedro Rosa Mendes, da Lusa, em Timor há dois anos, e que vê o fosso para onde aquele país caminha. Também diz Sua Excelência que fica admirado como ele (o jornalista) “pode considerar Timor-Leste um país insustentável”, não concordando e até considerando ter chegado “a hora da verdade, como um povo que sabe gerir os seus destinos”.

Sua Excelência Alexandre Gusmão é um trapaceiro, um Excelência que esgrime as palavras como Mugabe ao ser questionado sobre o seu país quando veio a Lisboa à Cimeira UE – África, ou como Kadafi, ou como outros ditadores que o mundo minimamente democrático e civilizado devia não reconhecer e muito menos permitir que oficialmente pisassem seus territórios pátrios.

Sua Excelência Alexandre Gusmão não disse que assassinou Xanana, nada disse sobre o golpe de Estado de 2006, não disse que ameaçou e pôs em “sentido” os jornalistas timorenses que não escrevam e reportem como lhe agrada, como convém às suas políticas, e que não, não é verdade que respeite “todos os relatos”, assim como não respeita as mais elementares regras da democracia, nem respeita a independência dos juízes, nem os direitos da oposição, nem a Constituição, nem quase nada ou mesmo nada que não dite. Por isso, Sua Excelência Alexandre Gusmão já é um ditador no seu país e um “democrata” quando visita países democráticos – só porque não dispõe do poder como em Timor-Leste.

Também não é verdade que Timor desfrute da estabilidade que Sua Excelência apregoa, como tanbém é dito por sua Excelência Horta. País onde prevalece a pobreza, a fome, a injustiça, o desemprego, a ignominia, a corrupção, o fomento da insustentabilidade democrática não desfruta de real estabilidade mas sim de aparente estabilidade, imposta por métodos ditatoriais, que é aquilo que cada vez mais acontece em Timor-Leste. Se era disso que ele se queixava durante o governo da Fretilin, agora, sendo ele, Alexandre, Sua Excelência o primeiro-ministro, ainda acontece mais. Sua Excelência não é mais que um grande ilusionista no seu país e um traste político fora dele.

As causas da frieza com que Portugal e os portugueses receberam este Sua Excelência Alexandre Gusmão comprovaram aquilo que esta personalidade representa, ainda mais porque ele próprio assassinou o nosso amado e muito querido Xanana Gusmão, que gostaríamos de ver ressuscitado.
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Disse Sua Excelência Alexandre Gusmão à comunicação social portuguesa: “Sou como sou, continuo o mesmo”, querendo com isto assenhorar-se e dar a entender que era Xanana Gusmão. Tentativa vã, ignóbil, para enganar os portugueses. Claro que não acreditámos. Era o que faltava!
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TERRORISMOS – QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO

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Acordamos e adormecemos com eles, os terrorismos, que também nos assolam nos pesadelos, que mais ou menos nunca nos deixam. Somos reféns dos terrorismos, os de Estado, os da Alcaeda, os dos seres desumanos que com maldade procuram lucros exorbitantes muito rapidamente sem se importarem quanto aterrorizam os outros, os mais fragilizados.

É a droga, o petróleo, os produtos financeiros, bancários, o crédito “fácil” que se torna o pesadelo do endividamento, as bolsas, os legisladores, os políticos, os governos, as polícias, os exércitos, os patrões, os senhorios, os juízes, os reis e presidentes de repúblicas e todos os outros que com patas pesadas nos subjugam, enganando-nos no mundo ocidental e noutros afirmando que vivemos em democracia ou, noutros mundos, falando da liberdade em nome de deuses, de bíblias e alcorões que interpretam para suas conveniências, como outros os fazem com as constituições que fabricam e onde deixam sempre forma de interpretar e fazer vingar as suas conveniências, as conveniências dos do colarinho branco. Todos eles são terroristas. Uns mais violentos que outros. Uns com maior desprezo pelas nossas vidas que outros, mas todos são terroristas, apesar de nem nisso pensarem. Muitas vezes sem o saberem.

Acordámos hoje a saber que na Índia assaltaram hotéis e aterrorizam ainda a esta hora turistas, muitos que economizaram durante tempos e tempos para fazerem uma viagem memorável até à Índia, até Bombaim. Estes terroristas são daqueles que também eles têm sido aterrorizados pelos que vêem conveniência nisso, são paus mandados, manipulados, drogados pelas Alcaedas, Bin Ladens ou outros bandidos que querem única e simplesmente defender credos bárbaros e cobardes, repulsivos impingidos por biblias, alcorões e constituições de redacções sempre adaptáveis aos seus fanatismos, aos cumprimentos dos seus interesses e em prejuízo dos mais frágeis, as maiorias de todo o mundo. É sempre assim, quem se lixa é o mexilhão.

Índia: Polícia começa a tomar o controlo de hotel de Bombaim atacado

MV – Lusa - 27 de Novembro de 2008, 09:13

Bombaim, Índia, 27 Nov (Lusa) - A polícia indiana começou tomar o controlo de um dos hotéis de luxo de Bombaim, Índia, atacado quarta-feira à noite por homens armados, afirmou hoje um responsável da polícia.

Elementos da polícia e comandos do exército avançam "quarto a quarto", no hotel de cinco estrelas Taj Mahal, adiantou o comissário da polícia A.N. Roy, segundo o qual não há reféns nesse hotel.

"Foram encontrados cadáveres no interior, levámo-los para o exterior. Esta operação prossegue", segundo o responsável, citado pela estação de televisão NDTV.

"Há clientes nos quartos, mas não podemos dar um número. Não há uma situação de reféns no Taj", disse.

Mas - adiantou - "há uma probabilidade de haver reféns no hotel Oberoi", outro estabelecimento de luxo atacado quarta-feira à noite e na Nariman House, um complexo residencial e de negócios.

Mais de 100 pessoas foram mortas e várias centenas ficaram feridas em Bombaim, capital económica da Índia, nos ataques de quarta-feira à noite cometidos por homens munidos de armas automáticas e granadas, que tinham essencialmente como alvo hotéis de luxo da cidade.

Os ataques foram reivindicados por um grupo islamita que se apresenta como os Mujaedines do Deccan.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

BASTA DE SANGRARMOS POR TIMOR!

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A manhã de hoje para mim foi terrivel. Logo pelas oito horas tive por companhia na mesa do pequeno almoço, no café do meu bairro, vários rolos de arame farpado que me arremessaram e que me puseram a sangrar… Ainda agora não pára.

Ler as matinais notícias, ouvi-las e vê-las, já é uma prática que considero masoquista. Com a globalização já nem importa situar que neste país está bem e naquele vai mal. Globalmente estamos na fossa. Uns povos mais que outros, mas estamos todos a chafurdar na mesma fossa, criada por políticos tóxicos que insistem em gerar o caos para todos nós, reservando a opulência, o direito a esbanjar, a estragar, a assassinar, a explorar selváticamente, para eles. Veremos onde isto vai parar, mas creio que a uma enorme e devastadora guerra mundial. Se continuar a procurar ler todas estas desventuras matinalmente não é ser masoquista, então não sei o que é ser masoquista.

Facto é que a maioria dos que apostam em se informar e assim se manter nas 16 ou 17 horas em que estão acordados já quase nem se admiram com o rumo que o mundo e os povos estão a levar, não será por isso que ficam a sangrar. Sangrar mesmo, creio que só acontece quando nos ferem naquilo que de nós faz parte, nosso corpo ou alma, espirito, sentimentos, o que quiserem. Foi o que me aconteceu esta manhã, ao ver-me cercado de rolos de arame farpado com as respectivas proeminências a rasgarem-me a carne, a alma, o espírito, os sentimentos, aquilo que quiserem chamar.

Feri-me logo de manhã, no Público, em prosa espectacularmente feérica de Pedro Rosa Mendes, jornalista da Lusa. Uma prosa que apesar de tanto ferir os timorenses e os seus amigos, o mundo, começo por agradecer ao autor, por nos transmitir a verdade timorense na sua óptica, com a sua sabedoria e sensibilidade, até com a sua mágoa por deixar perceber quanto gosta de Timor e dos timorenses. As tristes realidades timorenses são mais dolorosas que aquilo que muitos de nós julgávamos.

Não irei aqui fazer conversas do contra este ou aquele, direi simplesmente: a merda que está a acontecer é responsabilidade da ONU em sete de dez pontos, o resto sobra para os políticos e outros agentes timorenses por razões naturais (inexperiência) e intencionais. Tirem de lá o senhor Khare e todos aqueles parasitas que o rodeiam! Os políticos timorenses que se unam e que se deixem de merdas! Juntem-se numa Frente Nacional por Timor, corram com esses chulos internacionais, seleccionem os que realmente são por Timor. Senhores políticos timorenses, vão à luta, tão bem quanto foram à luta de libertação. Deixem-se de merdas, de manipular, de roubar, de mentir, de assassinar, de promiscuidades com os abutres que pairam nos céus e na terra timorense! Senhores bispos, rezem, só isso! Deixem-se também das vossas merdas!

Timor e os timorenses merecem o melhor.

Basta de sangrarmos por Timor!
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O CAGÃO MOSTRA A SUA MÁ RAÇA

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“XANANA TEM MEDO DE QUÊ?” POIS… ESTÁ NA CARA, NÉ?!

Tirei o fim do dia para cumprir os meus “deveres” para com a Fábrica e também para com o meu próprio blogue, acho que me devo esforçar para isso. Hoje estou a cumprir.

No processo de actualização tenho – devo – dar uma voltinha por jornais online, por rádios, por tvs, por blogues, etc. Tudo que me possibilite ficar a saber algo mais. Foi o que aconteceu também hoje.

Entrei há pouco no Tatoli para roubar uma noticia em tetum e qual não é o meu espanto quando encontro algo que tem tetum e português à mistura, assim como uma transcrição do Timor Online. Percebi então que o assunto é sobre a estada de Xanana em Lisboa e que ele se vai reunir com timorenses na reitoria da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária. Diz o Timor Online que “só com convite”.

Ainda pergunta o TO: “Xanana tem medo de quê?...”, acabando por deixar “convite a todos os timorenses, já que nem todos, ou melhor, só muito poucos, foram convidados.”

Sim, realmente os timorenses com disponibilidade para aceitar o convite não são tantos quanto isso, uma vez que estão ocupados na hora dos seus afazeres, suponho. Além do mais compreenderia que as presenças fossem por convite se Xanana Gusmão fosse um emproado como certos que sabemos, um cagão. Assim, não dá para entender. A não ser que Xanana tenha mudado tanto que agora também virou cagão e se sente VIP o suficiente para seleeccionar os timorenses com que quer falar.

Assim sendo, ele próprio nos vai fornecendo as provas de como já não é quem julgávamos e que se justifica plenamente que todos nos sintamos desiludidos com as suas opções. Evidentemente que um dos factores preponderantes para a selecção dos convidados será o critério “se não és por mim és contra mim”. Critério primário, que nem os próprio primatas usam nas leis da selva.

Em suma: Xanana vem a Portugal descriminar timorenses que cá estão tal como o faz aos que estão em Timor-Leste. Mas quem se julga este cagão? E depois dêem-me uma boa razão para não sentirmos repulsa por este tipo de procedimentos.

Até eu, apesar de não ser timorense dos costados mas só do coração, queria lá dar um pulinho para ouvir aquilo que ele tem para dizer e talvez ter a oportunidade de verificar se existiriam justificações para certos comportamentos seus que tenho reprovado e isso mesmo explicitado. Tudo bem, fico na minha, compreendendo que os ditadores têm sempre medo de se confrontar com certas verdades.
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NO POUPAR É QUE ESTÁ O GANHO

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A Presidência da República emitiu um comunicado sobre “insinuações” que alguns jornalistas fizeram ao relacionar de algum modo o PR com a desdita em que o BPN caiu, diz esse comunicado que o PR Cavaco nada tem que ver com o BPN, exceptuando ter sido um dos bancos onde tem lá umas poupanças, nada mais. Claro, no poupar é que está o ganho.

Não dá lá muito bem para perceber como há quem possa estar de má-fé com o PR ao ponto de querer lançar-lhe a rede da suspeição, da dúvida, nem que fosse numa “coisita” muito insignificante. Todos sabemos que nessas o senhor professor Cavaco Silva não brinca em serviço. Ele é um homem ascético e rigoroso. Indubitavelmente honesto.

Poderá ter muitos “defeitos” – se ser conservador é defeito – mas certamente que é preciso ter mentes doentias para admitir o que quer que seja menos claro da parte de Aníbal Cavaco Silva. Se aconteceu algo intencional por parte de jornalistas, se aconteceu, então estamos perante os tais “profissionais” que aceitam encomendas para aniquilar politicamente um individuo em favor de objectivos desonestos. É a trica política grave que nada tem a ver com jornalismo. Acho eu. Uma coisa é “estendermo-nos” num blogue que é algo muito pessoal, amador e efervescente, outra é exercer a profissão com o rigor devido. Quero acreditar que tudo não passa de uma enorme confusão.

Poupado como é, o PR de Portugal, desculpe lá mas não é de todos os portugueses, também poupa nas palavras e refugia-se nas “questões de Estado que não são para ser faladas em público”. Esta é que eu não percebo.

Independentemente do assunto que é e da personalidade abordada, de volta e meia ouvimos esta desculpa. Assuntos de Estado não são para ser falados em público. Mas qual público? Os portugueses? Então mas não é aos portugueses que interessa os assuntos de Estado? Não somos nós a Nação? E ficamos sem saber opiniões sobre assuntos específicos ou sobre o que pensa o PR sobre este ou aquele elemento do Estado porque não fala publicamente sobre assuntos de Estado? Então como é que podemos vir a saber e a perceber o que se passa? Irá o PR convidar os portugueses um por um para ter uma conversa em privado?

Ser poupado sim, mas tanto não. A não ser que na poupança de palavras esteja o ganho de alguém, que não saberemos quem, por ser uma questão de Estado. Com estas e com os “segredos de Estado” é que muitas vezes nos tramamos e nem vimos a saber de certas sacanices, ou então só vimos a ter conhecimento depois de umas boas décadas. É como o corno que foi corno toda a vida mas só o sabe na hora da morte da mulher porque ela o diz… para entrar no céu.

Mais não escrevo. É segredo de blogue. Fiquem com a notícia da Lusa e façam o favor de ler.

BPN: Cavaco Silva não comenta "em público" questões de Estado, questionado sobre Dias Loureiro

RE – Lusa - 24 de Novembro de 2008, 14:25

Sines, Setúbal, 24 Nov (Lusa) - O Presidente da República afirmou hoje que "não deve comentar em público" questões de Estado, quando interrogado sobre o lugar do conselheiro Dias Loureiro, ex-administrador do "holding" que controla o BPN, remetendo para a legislação que rege este órgão.

"Um Presidente da República desde logo não deve comentar em público questões de Estado e eu não faço comentários em público sobre membros do Governo, não faço comentários em público sobre chefes militares, sobre deputados ou sobre embaixadores", respondeu Cavaco Silva aos jornalistas.

Depois de ter emitido, domingo, uma nota oficial demarcando-se de qualquer ligação ou envolvimento em negócios, prestação de serviço ou mesmo empréstimos relacionados com o Banco Português de Negócios (BPN), o Chefe de Estado escusou-se hoje a tecer quaisquer comentários relativos à confiança em Manuel Dias Loureiro, conselheiro de Estado por escolha do Presidente.

"Neste momento difícil que Portugal atravessa, exige-se que um Presidente da República tenha o máximo de bom senso e ponderação e que saiba muito bem aquilo que deve fazer e aquilo que não deve fazer, tendo em conta as suas competências constitucionais, aquilo que deve dizer em público e aquilo que só deve dizer em privado", prosseguiu Cavaco Silva.

O Chefe de Estado mantém "conversas em privado com muita gente", referiu ainda: "com o primeiro-ministro, até com alguns ministros, com chefes militares".

O PR falava aos jornalistas à margem da inauguração da Casa de Vasco da Gama e do novo Museu de Sines, instalados no Castelo da cidade alentejana, recentemente recuperado.

Cavaco Silva, que há dez dias afirmara não ver razões para se questionar a continuação no Conselho de Estado de Manuel Dias Loureiro, remeteu hoje os jornalistas para a legislação que rege o Conselho de Estado.

"É bom estudar a legislação que rege os membros do Conselho de Estado", recomendou.
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domingo, 23 de novembro de 2008

DIGA-SE DE PASSAGEM, XANANA VEM A LISBOA COMPLETAR O RAMALHETE

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Não era meu desejo abrir esta minha crónica dominical referindo-me a Timor-Leste mas já vi que a isso não devo fugir devido a razões que a razão compreenderá e os que têm a paciência de ler estes garatujos certamente também. Reparem só: Xanana Gusmão vem a Portugal, está quase a chegar. A recebê-lo terá um primeiro-ministro português à altura e um presidente da República que não lhe fica atrás, somente lhe falta o Nobel da economia, por ai. Vamos lá aos nomes dos bois.

Palavra que não percebo a razão de tanta inquietude pela visita de Xanana Gusmão a Portugal. Que venha e regresse com saúde. Se em Portugal existe quem não concorde com as suas políticas que melhor oportunidade querem para isso mesmo manifestarem-lhe no aeroporto da Portela ou à sua passagem foguete na caravana vip pelas ruas de Lisboa, ou em outra qualquer boa oportunidade?

Como lisboeta, nado e criado, poderei lamentar que mais um ditador se alape na minha amada cidade mas não posso ignorar que ele só aqui estará por uns dias e a tratar de assuntos de Estado, em representação dos interesses dos seus capangas de governo e de presidência da República. Até porque, bem pensado, Lisboa já alojou um ditador de Santa Comba por quase cinquenta anos e está mais que habituada a esses seres repelentes e prejudiciais a qualquer sociedade verdadeiramente democrática. Acresce que Xanana ainda não se pode considerar um verdadeiro ditador mas sim que revela preocupantes tiques disso. Contudo o mesmo é revelado por Sócrates, salvo erro um beirão, que veio para Lisboa fazer engenheirisses, tantas que até passou a engenheiro. Tiques de ditadores não faltam a inúmeros políticos portugueses nesta Lisboa e nos arredores próximos ou mais longínquos. Temos o recente caso de uma iluminada dama chefe do PSD português que atirou o barro à parede para uma suspensão da democracia por seis meses em Portugal. Evidentemente que nada lhe aconteceu. Os lisboetas, os portugueses, estão habituadíssimos à presença de ditadores. O próprio inquilino do Palácio de Belém, Cavaco Silva, teve inúmeros casos de tiques de ditador, ele até era um caso preocupante porque se auto intitulava perfeito ao dizer a célebre frase de elevada auto-estima que mais ao menos era assim: nunca me engano e raramente erro. Vejam lá… E agora – há tempos - os portugueses escolheram-no para presidente da República. Um espanto.

Diga-se de passagem que este PR está muitíssimo bem em Belém, sempre temos que ter por lá alguma figura para decorar. Até condiz com José Sócrates. Melhor irá condizer com a dama da democracia suspensa, Manuela Ferreira Leite, do PSD, provável primeira-ministra dos portugueses que não emigrarem.

Quanto à vinda de Xanana, como se perceberá pelo já descrito, considero normalíssimo que o faça. Até pode acontecer que saia de cá mais sofisticado, a fazer as suas golpadas sem dar tanto nas vistas, também sem fazer correr sangue nem queimarem casas, nem encenarem atentados, nem desacreditarem médicos legistas, nem juízes, nem todos que com brio reportam e agem com verdade e independência, mas porque não lhes agradam são caluniados e até irradiados, desmentidos, desvalorizados, atropelados, às vezes até executados, como dizem que já aconteceu.

Em Lisboa, em Portugal, tudo é muito mais civilizado. Tiques de ditadores é o que não falta, corrupção também, coisas muito mázinhas sim… mas ainda se preza a vida dos oponentes e ainda há liberdade de expressão, etc. É uma democracia made in Portugal que, do mal o menos, pode ensinar coisas boas a Xanana Gusmão, pelo que não se justifica tanto frenesim pela sua visita a partir de depois de amanhã, 25. Xanana Gusmão vem bem. Ladeando Sócrates e Cavaco até vem completar o ramalhete. Já repararam?
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Trafulhas da Alta Finança: A JUSTIÇA PORTUGUESA APARENTA FUNCIONAR

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PODEMOS ESPERAR SENTADOS?

A notícia não caiu como uma bomba porque os portugueses estavam à espera de que algo acontecesse para expurgar o que vem acontecendo na alta roda da banca e dos grandes negócios, foi sem surpresa, portanto, que ficámos a saber que José Oliveira e Costa, fundador do grupo Sociedade Lusa de Negócios, que integra o BPN, foi ontem detido na sequência de duas buscas domiciliárias feitas a uma quinta que possui na zona do Cartaxo e a uma residência em Lisboa, por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais numa das investigações pendentes no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

A facilidade e rapidez como o caso evoluiu vem provar presumivelmente que tudo, ou quase tudo, era conhecido das autoridades mas que andavam num “deixa andar que pode ser que passe” – somos sempre levados a desconfiar.

Não passou, foi preciso fazer alguma coisa para calar as vozes dos “zés” que passam a vida a desabafar que são todos farinha do mesmo saco, que são cães grandes e que a Justiça está feita por eles e para eles, etc.

Um está a ser ouvido. Foi prestar ainda ontem declarações, regressou a casa e hoje irá continuar. Nada tem de criticável o facto de Oliveira e Costa ter ido passar a noite a casa, em respeito à sua condição humana, mas sabemos que fosse um perrepado suspeito de ter cometido um crimezito… ficaria logo na pildra “que era para não fugir” – estas diferenças é que são criticáveis e denotam que os “zés” até percebem a quem pertence a Justiça.

Já ontem à tarde se comentava por ruas e praças que este senhor Oliveira e Costa pode ter muitas culpas no cartório mas – perguntavam os “zés” – será só ele o único responsável? Os seus pares nas falcatruas não?

É aqui que chegamos a Dias Loureiro, que até esquecemos que é Conselheiro de Estado, para além das suas promiscuidades – como outros políticos – com a altíssima finança. Melhor será transcrever uma coluna de hoje, despachada pela Lusa, para depois desenvolver uma opinião que parece ser de muitos dos que nestas horas comentam o caso, os “zés pagantes”.

BPN: Dias Loureiro vai contar de "A a Z" o que fez na SLN

RBV – Lusa - 21 de Novembro de 2008

Lisboa, 21 Nov (Lusa) - O ex-ministro e Conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro disse à agência Lusa que vai contar hoje na RTP todos os seus actos enquanto administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), porque não o pôde fazer no parlamento.

"Uma vez que não o pude fazer na Assembleia da República, vou à RTP contar todas as minhas actividades durante todo o tempo em que desempenhei funções no grupo SLN", que detinha o Banco Português de Negócios (BPN), disse Dias Loureiro.

"Vou contar tudo de A a Z", garantiu.

Manuel Dias Loureiro disse no entanto à Lusa que não vai falar na RTP dos casos relacionados com o BPN, que causaram na quinta-feira a detenção para interrogações de José Oliveira e Costa, arguido por suspeita de crimes de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Manuel Dias Loureiro, administrador-executivo da SLN entre Dezembro de 2001 e Setembro 2002 e administrador não-executivo até 2005, vai hoje ao programa "Grande Entrevista", da RTP.

O Partido Socialista votou contra o pedido de Dias Loureiro para ser ouvido na Assembleia da República no âmbito do caso BPN, considerando que é um assunto do domínio da investigação criminal. RBV - Lusa/fim

DIAS LOUREIRO CONSELHEIRO DE ESTADO E ADMNISTRADOR DA SLN?

Muito poucos dão importância aos Conselheiros de Estado. Por isso nem saber quase nunca quem eles são e o que fazem de tão importante para o país que não se possa acabar com mais esta mordomia que nos deve custar mais uns quantos euros. Mas está bem, Dias Loureiro é isso, conselheiro. Coisas a que os portugueses chamam “tachos”, “adornos para nos sacar a massa”, “grandes amendoins diamantinos para os macacos que já foram ministros, generais e coisas que tais”… Os portugueses são muito más línguas.

Se Dias Loureiro se considera inocente em todo este imbróglio é lá com ele, nem somos nós que poderemos discordar. Dessas coisas nem sabemos nada! Mas para muitos faz muita confusão um administrador não saber das falcatruas cometidas pela empresa que também administra. Não é óbvio?

O Partido Socialista não deixa o senhor Loureiro ir explicar-se à AR – caso para desconfiar – e então ele vai à RTP, já se disponibilizou. Mas porque não vai ele também explicar-se à tal justiça, porque não o ouvem as autoridades judiciárias? Estas coisas realmente “ultrapassam-nos”.

O senhor Dias Loureiro, ex-ministro e mais uns quantos “tachos”, até parece ser um individuo certinho… Lá está, parece. É que nos dias que correm quem vê caras não vê corações e a reacção natural dos portugueses é começar por desconfiar para só depois se atrever a confiar minimamente… e mesmo assim…

Fiquemos por aqui, esperando mais modas e folclore. Também esperando que não seja só um o bode expiatório das responsabilidades na trapaça. Será possível que em tanta trafulhice só uma pessoa tenha responsabilidades e por tal seja punida?

Vamos ver, até pode ser que com o tempo fique tudo em águas de bacalhau. Nicles. O costume. Cá por mim presumo sempre à partida que estes sôres dótoures são todos inocentes e que as irregularidades são obra e graça do Espírito Santo… Não, não pode ser… o Espírito Santo também é um banco… Obras do acaso, quero fazer perceber.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A SALAZAR DE SAIAS, AMIGA DE CAVACO

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Se dúvidas restassem sobre os tiques da dona Manuela Ferreira Leite parece que foram dissipadas com a sua declaração de sugerir a suspensão da democracia por seis meses neste Portugal farfalhudo para os que andam a querer tramar-nos.

Os dótoures andam a sentir-se mais à vontade e a deixarem mais claros os seus tiques salazarentos. É o PR Cavaco com o Dia da Raça, por exemplo, é o PM Sócrates com todos os tiques que Alegre lhe aponta e todos os outros que nós lhe apontamos, é o fartar vilanagem que no dia-a-dia nos visita em nossas casas em notícias e declarações fascistoites. Os dótoures apossaram-se do país assumindo o seu intermediarismo entre nós e os detentores dos capitais nacionais e globais. Os dótoures mascaram-se de democratas e enganam os mais incautos portugueses cantando-lhes loas de democracias que nas suas mentes até já nem existem.

Dizem que tudo está mal quando estão na oposição e logo de seguida dizem que tudo vai bem uma vez conquistadas as cadeiras do Poder, fazendo igual ou pior que os antecedentes.

Como deverá ser não sei, mas sei que esta é a democracia deles, dos dótoures. Certamente que não é essa a democracia que a dona Manuela quer suspender mas sim a nossa, aquela democracia que já nem o é há imenso tempo. Na opinião de muitos, eles estão a preparar o “assalto final”. E os portugueses não reagem?
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

AI, AI, AI, AI, AI… PUERTO RICO

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A notícia já é conhecida por tão velha ser, mas olhem que vem com data de ontem e actualização do Público de hoje, 19.11.08, os actores é que são outros, de nomes diferentes. Neste caso é Dias Loureiro, entre outros “grandes” nomes que são referenciados em ilegalidades.

A notícia está mais em baixo, todinha, e só vem provar uma vez mais quanto estas altas personalidades são cúmplices de patifarias que melhor não se pode chamar senão crimes de lesa economia nacional e muito mais.

Dias Loureiro, antes ministro de Cavaco, por exemplo, mas também de outros – parece que por duas ou três vezes em governos PSD – está na tramóia do crime. Dias Loureiro ex-ministro, Dias Loureiro ex-director, Dias Loureiro, ex-administrador de milhentas “coisas”, Dias Loureiro em lugares vips e de destaque… até agora, desta feita, em que se lhe descobre minimamente a careca e se conclui que o sujeitinho também é adepto da trapaça, de ilegalidades. Ilegalidades que serão minimizadas e o farão ser beneficiário de impunidades, como de costume.

Costuma-se dizer que uma mão lava a outra, ou seja, a cambada que desfruta ciclicamente do Poder protege-se uma à outra, é o caso do PS e do PSD, dos seus “ilustres” e “super” militantes. Quais são eles? Pois, segundo a vox populi são todos ou quase todos. Mais um caso para “abafar” e ficar em “águas de bacalhau”. Eles são mais que as mães, por isso assobiem para o lado e cantem: ai, ai, ai… Puerto Rico…
E a Justiça onde é que anda? Também a assobiar para o lado e a cantar... ou também de mãos dadas com tudo isto? Quem não sabe a resposta?

Dias Loureiro participou pelo Grupo BPN
na compra de empresas que foi ocultada das autoridades

Cristina Ferreira – Público – Luís Ramos, foto

A operação de aquisição de duas sociedades com sede em Porto Rico pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em 2001 e 2002, numa transacção ocultada das autoridades e não reflectida nas contas do grupo, foi liderada por José Oliveira e Costa, antigo líder do Grupo SLN/Banco Português de Negócios (BPN), e por Manuel Dias Loureiro – na altura administrador executivo do mesmo grupo. A operação envolveu duas empresas tecnológicas, contas em offshore e um investimento de mais de 56 milhões de euros por parte da SLN.

Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram os gestores que se deslocarem a Porto Rico para tratar do negócio de compra de 75 por cento da NewTechnologies, em Dezembro de 2001, e de uma posição 25 por cento na Biometrics Imagineerin, um mês depois.

As duas empresas estão registadas naquele paraíso fiscal, que é território norte-americano. A SLN adquiriu a Biometrics, empresa que se encontrava falida, e a NewTechnologies, esta sem qualquer actividade. As duas tinham ainda ligações à Tracy Beatle, gerente da sociedade inglesa Dual Commerce & Servisses, e a Neelai Patel, secretária desta sociedade.

A Dual Commerce controla a sociedade brasileira Fuentes Participações, para onde foram enviadas por sociedades do universo SLN, designadamente, o Banco Insular e o BPN Cayman (ver PÚBLICO do passado sábado), verbas superiores a 30 milhões de euros. A Dual Commerce é, por sua vez, detida por sociedades trust (gestão de fortunas) com sede no paraíso fiscal de Gibraltar.

Contactado pelo PÚBLICO, Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento, assim como a sua presença na SLN e no BPN. Mas garantiu que “está disponível para prestar todos os esclarecimentos que as autoridades entenderem necessários sobre a sua actividade no grupo SLN/BPN.”

Dias depois da nacionalização do BPN, o ex-ministro da Administração Interna e ex-deputado do PSD garantiu à Lusa desconhecer quaisquer irregularidades cometidas pela gestão de Oliveira e Costa: "Nunca tive conhecimento de problemas relacionados com o BPN."

A ligação do ex-ministro de Cavaco Silva à SLN remonta a 2000. Foi nesse ano que vendeu a Pleiade (que possuía com José Roquette) à SLN, tendo, por contrapartida, ficado com uma posição accionista. A alienação arrastou consigo uma empresa em Marrocos, da área das energias, e levou ao afastamento de José Roquette deste grupo.

A 30 de Novembro de 2001, Dias Loureiro foi nomeado administrador executivo no Banco Português de Negócios. Dias depois deslocou-se com Oliveira e Costa a Porto Rico onde trataram da aquisição das duas tecnológicas (que fabricavam máquinas alternativas às usadas pela rede multibanco), um dos cinco dossiers a que Dias Loureiro esteve ligado enquanto gestor da SLN. A Biometrics encerraria as portas três meses depois de ser adquirida pela SLN, tendo a NewTech decretado falência por falta de actividade.

No passado sábado, o semanário Expresso mencionou estas transacções, chamando a atenção para o facto de o investimento realizado pela SLN na Biometrics e da Newtech "ter ficado muito acima daquilo" que as participações realmente valiam.

A discussão à volta dos termos comerciais associados às operações porto-riquenhas, e o destino a dar à marroquina, levaria ao afastamento entre Dias Loureiro e Oliveira e Costa.

Nove meses depois de ser indigitado administrador do BPN SGPS, Dias Loureiro deixaria o lugar, tendo em 2003 vendido as suas acções da SLN e renunciado a desempenhar funções executivas na holding. No entanto, manter-se-ia como administrador não executivo até 2005, com o pelouro de uma empresa de componentes de automóveis, detida em 50 por cento pela SLN (e a que estava ligado desde sempre).

Na área das novas tecnologias a SLN detinha uma outra empresa, a Datacom, que tinha acções numa fábrica italiana, a Seac Banch, especializada em leitura óptica de cheques. A Datacom ganhou o concurso para a implantação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal, no tempo em que Santana Lopes era primeiro-ministro.
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A adjudicação da infra-estrutura, que visava permitir a interligação entre as várias forças de segurança, a emergência médica e a protecção civil, tinha sido assinada três dias depois de o PS ganhar as eleições e quando era ministro da Administração Interna Daniel Sanches, que tinha sido administrador da SLN, por convite de Dias Loureiro.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

SEM VERGONHA É FAVOR, A SACANAGEM ANDA À SOLTA!

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Eles continuam por cá, voltem a pendurar o quadro
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Estive a ler o Página Um. Em postagem de hoje tem lá um título que fala de “OS SEM VERGONHA”. Depois de ler e reler cheguei à conclusão de que chamar “Sem Vergonha” aos intervenientes nas “histórias” é iludir a realidade, é fazer-lhes um favor. A realidade é que anda a sacanagem à solta!

SÓCRATES, O TAL…

Referem-se os artigos citados pelo autor do Portugal Direto a uma coluna de opinião do Diário de Notícias e também a uma notícia publicada pelo Jornal de Notícias, nelas são protagonistas trafulhas do governo com misturas de banqueiros ou para lá virados e ainda mais uma surra dada por agentes de PSP que cada vez mais batem que se fartam, ao ponto de já lhes chamarem carrascos – termo que já não ouvia desde Salazar e Caetano.

Pelos vistos a “coisa está preta”. Compreende-se que trafulhas como os citados no artigo de opinião do DN, de autoria de João Miguel Tavares, sejam mimados como ele ali faz – aconselho que leiam – e cá para mim já nem é novidade que as opiniões dos meus caros concidadãos enveredem por este caminho. É que este é o caminho da verdade. É que nós, portugueses, já há muito sabemos que estamos a ser governados, legislados e dominados por umas elites de sacanagem, despudorada e, finalmente, sem vergonha.

Para mais, agora, ainda temos o complemento de assistir quase diariamente aos empresários a quem os do governo prometem e oferecem apoios indiscriminados para evitar a falência dos “pobrezinhos”. Pobrezinhos esses que têm casas que a contá-las não chegam, às vezes, os dedos de uma mão e outras vezes nem os das duas mãos. Mas para esses há tudo. Vai saber-se das “escritas contabilísticas” das empresas dos “pobrezinhos” - sem se contabilizar o que eles de lá roubam, que nem declaram. Sem avaliar os chamados seus (deles) bens pessoais, nem se os seus filhos andam à boa-vida e a gastar por noite aos 400 e mais euros enquanto o diabo esfrega um cornicho, e as amantes que gastam que se fartam? De onde vem o dinheiro? Então, considerando o citado e o não citado, considerando as casas com piscinas, as viaturas, a ostentação que continua, vai o contribuinte que trabalha de lua a lua e de sol a sol ajudá-los para não irem à falência? Porquê, se eles têm tanto ou mais dinheiro que antes? Evidentemente que se não o tivessem não teriam as grandes e boas vidas de que desfrutam. Se estivessem “à rasca” desfaziam-se de umas casitas, de umas piscinas, de uns carritos, de umas grandes borgas para os filhinhos parasitas, etc. Mas não, os governantes vão dar-lhes mais e mais facilidades que é para eles ficarem ainda mais ricos à custa dos que na realidade geram riqueza para o país, quero dizer: geram riqueza para essa sacanagem.

Em contrapartida, os pequenos e médios empresários recebem cornos ou pouco mais que isso e andam à míngua, principalmente os pequenos. Evidentemente. Quanto mais pequeno menos recebe de benesses ou até nem recebe coisa alguma. Democracia.

PSP, OU SERÁ PSP?

Pressupõe-se que PSP signifique Polícia de Segurança Pública, mas parece que não ou não só. PSP pode também significar Polícia de Segurança de Patrões. De alguns patrões. Por tal facto importa que os que são empregados tenham muito respeitinho e que deixem os patrões vadios, sacanas, fechar os locais de trabalho sem avisar e até levarem os equipamentos com a cobertura da tal PSP que devia ser de Segurança Pública e não de Segurança dos Patrões. E ai dos empregados que queiram evitar que os equipamentos não saiam das instalações, a tal PSP desata à chinfalhada. Claro. Viva o Salazar!

Eles que não se admirem por já lhes chamarem carrascos, é que andam a bater demais, já há casos demais que vieram a público e outros que são conhecidos em esferas familiares e de amigos. E querem eles mais regalias, ainda mais? Até já podem bater à vontade!
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Hércules: MAIS UM CASO PARA AS GAVETAS DE LONGUINHOS MONTEIRO

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Hércules Rosário Marçal, o gangster timorense radicado na Indonésia, foi detido pela polícia indonésia, juntamente com outros sete criminosos, na capital, Jacarta. A notícia foi veiculada pela comunicação social e também pelo The Jakarta Post, peça jornalística que poderá ver no TLN versão em inglês.

Até aqui tudo normal. Criminalidade existe em todo o lugar, em todos os países, em todo o mundo. O que não será normal é recordarmos que o actual governo timorense tem mantido relações especiais e agradecidas com este gangster, já há muito referenciado e agora detido pela polícia indonésia.

Em 6 de Agosto passado podíamos ler no jornal Timor Post, de Díli que o governo agradecia a Hércules pela contribuição prestada ao progresso do país, completando: “O Governo timorense expressou o seu agradecimento e apreciação ao gangster indonésio Rosário Marçal conhecido como "Hércules" que contribuiu com dinheiro para arranjar os jardins da capital, ocupados pelos deslocados internos (Timor Post, 06.08.08)”.

Entretanto, também é de conhecimento geral, por ter sido noticiado, que Hércules iria investir em Timor-Leste em negócios e que por isso, alegadamente, teve reuniões com elementos do governo. Acresce que já anteriormente, antes de 11 de Fevereiro, Hércules esteve reunido com governantes ou até mesmo com Xanana Gusmão, como consta.

Sobre tais factos podemos considerar tudo anormal. Governantes e um governo que tão bem se relacionam com um gangster? Que fazem negócios com um gangster? Que tecem agradecimentos e elogios a um gangster? Que se reúnem com um gangster em gabinetes de edifícios oficiais?

Então, mas o governo AMP quer fazer de Timor-Leste uma plataforma de crime e lavagem de dinheiros conseguidos ilicitamente? Temos aqui mais um governo como o da Guiné-Bissau, onde imperam os barões e os lacaios da droga?

Como se pode constatar facilmente o governo da AMP não pode dizer que desconhecia quem era o senhor Hércules no mundo do crime e que por isso lhe deu trato de honrado investidor. Assim, partindo do princípio de estarem a par de tudo como puderam aceitar os “serviços” de um criminoso da pior estirpe? Que “negócios” é que o governo AMP ou elementos do governo da AMP tiveram e têm com este gangster paralelamente aos que são conhecidos publicamente?

Certo é que a partir daqui podemos entrar em eventuais especulações perfeitamente legítimas e a culpa será dos que estão a confirmar as afirmações de Mário Carrascalão antes da formação da AMP, em que deixava entender que o CNRT era um aglomerado de bandidos. Não será?

Xanana Gusmão, tão autoritário que demonstra ser para umas coisas porque razão nunca reagiu a este estado de coisas, a este descalabro de promiscuidades governamentais com um gangster conhecidíssimo?

As perguntas ficam - enquanto não surgirem respostas devidamente fundamentadas, o que, parece, como de costume, não irá acontecer. Mais um caso para as gavetas de Longuinhos Monteiro, as tais que até já estão cheias de teias de aranha, onde até mora o “caso 11 de Fevereiro”, entre outros.
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domingo, 16 de novembro de 2008

VIVÓS GAJOS!

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Há dias de manhã em que o melhor à tarde é nem acordar à noite. Hoje é um desses dias de manhã. Vamos ver como será a tarde e a noite. Neste momento o humor está ainda a dormir em casa do Mal Disposto. Apesar de assim ser, quero deixar aqui uma prosa dominical pela positiva. Desta vez vou apoiar o governo do PS, Sócrates, e também o governo da AMP em Timor, Xanana.

VIVÓ SÓCRATES

Pela parte de Portugal pouco há para dizer. Sócrates, o primeiro-ministro - que é mesmo engenheiro de obras feitas em Castelo Branco,que se mantêm em pé porque estão congeladas – o primeiro-ministro, dizia, é exemplar. Um maravilhoso primeiro-ministro que certamente já tem um bom emprego assegurado para quando o deixar de ser. Por certo que será um emprego ainda melhor que o de Jorge Coelho na Mota Engil, e outros, etc e tal. Sócrates merece ir para Presidente de uma das maiores empresas do mundo, uma de informática, daquelas que dê para andar a vender computadores por tudo que é terceiro mundo. Mas que rico vendedor é este primeiro-ministro. O maior.

Chega de dizer tanto e tão bem do sujeitinho. Claro que isto é para compensar as palavras que Manuel Alegre usa para dizer tanto mal do governo. Do PS, do Sócrates…
Oh meu querido Alegre, deixe lá o sujeitinho dar uma de meio-ditador e controleiro, e de aldrabão também. Como queria o Manuel que ele fosse bom vendedor se não fosse aldrabão? Assim é que é. Adoro este Sócrates e o seu governo de “jaquinzinhos”. A seguir vamos ter um governo da Múmia Paralítica, abraçada a Cavaco… Então é que iremos lembra-nos muito do belo aldrabão Sócrates. Olaré!

VIVÓ XANANA

Lá por Timor também governa um grande homem, o Xanana, e uma grande aliança, a AMP. É mesmo do que precisam os timorenses. Já se estavam todos a afiambrar para guardarem o dinheirinho do petróleo não era? Pois isso não era o que interessava, nem interessa. O que interessa é gastar e desenvolver… as contas bancárias que alguns já têm no estrangeiro. Desenvolver será o melhor que poderá acontecer a Timor e aos timorenses.

Deixem de dizer tanto mal de Xanana Gusmão, um herói. Foi herói da Resistência, herói de Cipinang, herói do Golpe, herói na batalha no quintal de Horta, herói do teatro de Atentado com a sua partenair Dancing Days. Oh, meu herói!

Presentemente estão a querer prejudicar o governo. É o costume. Desta vez são novamente os tribunais. Até o de Recurso anda a fazer malvadezas ao bom e competente Xanana, declarando inconstitucional o que Horta não achou constitucional e assinou. Horta só queria facilitar a vida a Xanana e à AMP para deitarem a mão aos dólares do petróleo rapidamente e afinal, passados poucos meses, dizem-lhes para tirarem as mãozinhas dali. Assim vai ser quase impossível governarem-se como perspectivaram. Fica a perder Timor, pois claro.

Apesar de tudo, de todas as más-línguas, este é o governo que melhor se tem governado. Há quem diga que foi o da Fretilin, de Mari Alkatiri… Mas qual carapuça, Xanana e a AMP sabem governar-se e bem, muitíssimo bem!

Ora tomem! Muito bem feito. É um castigo para esses Mausputos de que Xanana não gosta nada, nadinha. Até os quer substituir por um merceeiro que deixou em Moçambique carradas de dívidas. Assim é que é, a Fretilin fica muito melhor nas mãos de caloteiros e de vigaristas internacionais. Pois claro, Xanana é quem sabe! Vivós Gajos!
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sábado, 15 de novembro de 2008

A ARTE RECONHECIDA DE SEM ABRIGO

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Era uma vez um fotografo, Zé dos Anzóis, que passava a vida a percorrer campos e vales à procura do elemento que lhe permitisse exercer o seu hobie de predilecção, fotografar os cocós dos que no campo usavam a liberdade e o espaço para fazer as suas intimas necessidades e limpavam as sobras a uma pedra.

Ele tirava fotografias de cagalhotos assim, de cagalhotos assado, de pedras borradas e até de cagalhoto rebentado, tendo descoberto mais tarde que os que estavam quase todos espalmados eram pertença de um pastor que tinha a mania de fazer as necessidades empoleirado nos ramos de árvores, lá do alto. Evidentemente que a caca se espalmava ao embater no solo e esborratava-se. Dizia o fotógrafo que eram as fotos mais belas, pelos contornos que ficavam impressos na terra, com salpicos pelas ervas limítrofes e tudo.

Farto de fotografar no campo, um dia ele decidiu-se a vir para a cidade fotografar a sua especialidade, cocós. Preferiu os subúrbios e as zonas degradadas da cidade, porque era onde encontrava mais variedade de bosta no chão. E lá se iniciou o artista na sua nova modalidade citadina, fazendo até uma exposição no pavilhão das Belas Artes Amadoras.

Um dia, um visitante da exposição, por sinal um Sem Abrigo, desatou aos berros frente a uma das fotografias expostas, reivindicando para ele a autoria da caca retorcida sobre o empedrado de um canto de contentores de lixo do Beco dos Alarves.

- Esta caca é minha! Mas que abuso, faço a caca com tanta arte e quem a fotografou expõe-na sem minha autorização! Quero que tirem daqui esta fotografia!
Sem Abrigo não se calava, tendo o diretor da exposição de intervir.
- Mas que provas tem você de que a caca é sua? Como podemos ter a certeza disso e não pensar que somente quer criar caso por motivos que nos ultrapassam?

Sem Abrigo sorriu. Aliviado com a questão esclareceu:
- Pois veja lá se a caca não é minha, repare bem na assinatura.
-Qual assinatura?
Perguntou o diretor.
- Repare bem o que esses retorcidos representam e diga-me lá se não lê Zé Cacão Sem Abrigo…

O diretor dispôs a atender o pedido, reparando melhor foi soletrando Manuel Cacão Sem Abrigo…
Olhou admirado para Sem Abrigo, dizendo:
- Pois, tem razão. Mas olhe que para assinar isto foi preciso fazer muita merda!
- Claro, sou um verdadeiro artista. Esta é a minha especialidade.
Respondeu com garbo Sem Abrigo.
- Assim sendo, pedimos-lhe autorização para manter a fotografia, garantindo-lhe que acrescentaremos a autoria do cocó.
Solicitou-lhe o diretor.

Sem Abrigo sorriu radiante, satisfeito por também ele participar com obra sua na exposição.
- É preciso é provar e saber lidar com pessoas de bem com boa-fé.
Disse.
Assim aconteceu. No outro dia lá estava a fotografia do Zé dos Anzóis com o respectivo acrescento autoral: Cagada de Manuel Cacão Sem Abrigo, obrado em 11 de Fevereiro de 2008.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

QUE TRAMPA DE DEMOCRACIA!

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PAGA ZÉ, QUE OS SENHORES SÃO DÓTOURES

A Lusa e muitos outros órgãos de comunicação social de Portugal dão hoje relevo à ida de Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, à Assembleia da República. Vai este socialista (ex-socialista? Socialista?) explicar-se sobre o assunto falência do BPN e respetiva nacionalização.

Apesar de serem assuntos de todos nós acabam por serem assuntos deles, dos “mais sabedores”, os que comem todos da mesma panela e por mais idas que façam à assembleia e às comissões… ficamos a saber o mesmo e tudo continua em “águas de bacalhau”. Toc, toc, democracia onde estás? Toc, toc, justiça onde estás? Toc, toc, paga Zé, que os senhores são dótoures!

São estes os representantes dos eleitores e não eleitores que entre paredes com câmeras e som falam de um modo e que só entre eles falam de outro modo, explicitos. Os “segredos” são deles e disso são ciosos. Aliás, nem valeria o esforço explicar-nos tudo tim-tim por tim-tim pois não iríamos perceber 40 por cento daquilo que dissessem. Economia é com eles, finanças é com eles, tudo que diga respeito à governança é com eles e nós estamos aqui para pagar as suas governações. Que trampa de democracia!

CONSTÂNCIO EXPLICA IRREGULARIDADES NO BPN HOJE NA AR

Diário Digital - Lusa

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, vai esta terça-feira à Assembleia da República (AR), pelas 21:00 horas, falar sobre as irregularidades no Banco Português de Negócios (BPN), debaixo de um coro de críticas vindas dos partidos à direita, mas defendido pelo primeiro-ministro.

A 2 de Novembro, o Governo anunciou a nacionalização do BPN depois de terem sido detectadas práticas irregulares e perdas estimadas em 700 milhões de euros. O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu de imediato a demissão de Vítor Constâncio, por considerar que o governador já falhou nas suas funções por duas vezes, numa alusão ao caso BCP, onde também foram detectadas práticas irregulares anos depois de terem acontecido.

«Nada nos garante que [o Governador do Banco de Portugal] não volte a falhar porque não reconhece os seus erros, não faz supervisão e do nosso ponto de vista devia sair do seu cargo», defendeu Paulo Portas. «O Banco de Portugal deve ter uma actividade inspectiva preventiva e não meramente reactiva», disse ainda o líder popular, acrescentando que «não foi isso que sucedeu no BPN e já não tinha acontecido com o BCP».

Também do PSD surgiram críticas. O líder do grupo parlamentar, Paulo Rangel, afirmou que os sociais-democratas não têm dúvidas de que «houve aqui falhas de supervisão claríssimas».

«Se o próprio governador disse que já as conhecia [irregularidades] não se percebe porque é que não interveio», concluiu Paulo Rangel.

Já o primeiro-ministro, José Sócrates, mostrou apoio ao governador do Banco de Portugal. «Há momentos em que temos de escolher entre o infractor e o regulador. Este é o momento para apoiarmos o regulador, em particular numa situação em que há fortes suspeitas de comportamentos menos responsáveis, para não dizer fraudulentos, em relação a um banco», disse o chefe do Governo.

Sócrates defendeu ainda que alegadas práticas irregulares, como as que foram encontradas no BPN, são difíceis de detectar «porque implicavam uma contabilidade paralela, um balcão virtual».

A 2 de Novembro, o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal deram uma conferência de imprensa onde explicaram as operações irregulares detectadas no BPN. Constâncio disse que com a descoberta de «operações clandestinas» no BPN, e que passaram pelo Banco Insular, de Cabo Verde, o banco deixou de cumprir «os rácios mínimos legais de solvabilidade».
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sábado, 8 de novembro de 2008

A VERDADE É QUE NEM TUDO VAI BEM NO REINO DO BANANA SHOW

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Aparentemente a calma reina em Timor-Leste e as notícias que as agências fazem chegar até nós quase permitem pensar que tudo vai bem no Reino do Banana Show. Evidentemente que não é exatamente isso que se passa.

Na realidade há paz social por via de alguma repressão e pressão contra aqueles que contestam o governo da AMP. Os indícios são péssimos e levam os mais experientes nos vários exemplos da história universal a concluírem que em Timor-Leste estão a trabalhar para uma ditadura aparentemente “democrática”, ditadura “branda” que manieta os seus adversários políticos reprimindo-os e fazendo com que abandonem o país ou a oposição declarada ao não lhes possibilitar empregos se praticarem contestação pública. Quem não conhece o método?

Tudo indica que é esta paz social que Xanana Gusmão quer. Como ele, também Horta assim quererá, e Lasama Araújo, e Mário Carrascalão, e “tutti quanti” acabou por em 2006 contribuir para o derrube inconstitucional do governo eleito pelos timorenses, incluindo e Igreja bispal de Roma - que beneficia quase eternamente da presença de papas retrógrados. Tal “pai” tal “filhos”.

Apesar de tudo, ainda bem que em Timor-Leste não se andam a assassinar uns aos outros como na crise anterior, 2006 – 2007, ou no 11 de Fevereiro. Na verdade, parece que Xanana, Lasama e a AMP, não têm mais ninguém capaz de os comprometer sobre o golpe de 2006. A execução de Alfredo Reinado veio mesmo a calhar, servindo de exemplo aos que chegaram a pensar falar as verdades. “Cala-te que ainda morres”, é frase intima que habita o consciente e o subconsciente de muitos.

Sem dúvida que há timorenses que aprenderam da pior maneira a temer esta “democracia banana show”, afinal é uma democracia com odores de durian, terrível, nefasta para um país que julgámos poder vir a ser exemplar. Para mais com um “democrata” Xanana que diz que não se importa nada que lhe chamem ditador… porque o é. Isso de certeza que não o faz por querer poupar vidas de timorenses, como diz. Se assim fosse não teria feito tudo aquilo que já fez desde de 2006, tão pouco teria agora as mãos manchadas de sangue de irmãos que se assassinaram uns aos outros para que ele tomasse o poder.

Só temos de esperar que de futuro não volte a fazer o mesmo quando algo lhe desagradar. Chega de destruições e de mortes de timorenses. Chega de ver um PGR convenientemente esquecido do 11 de Fevereiro e de muito mais acontecimentos que aparentam demonstrar a sua cumplicidade em muito do que de ilegal se tem passado em Timor. Chega de ver um presidente da Republica a tiritar de medo e a encarnar uma figura decorativa. Chega de ampliar a corrupção. Chega de roubar Timor aos timorenses.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PALHAÇOS!

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Num dos dias desta semana apanhei a voz de alguns deputados a falarem diretamente do hemiciclo em transmissão direta da TSF. Também lá se podia ouvir a voz de José Sócrates, o primeiro-ministro do PS.

Falavam eles, os deputados e os do governo, sobre aumentarem o salário mínimo nacional. O ardor das palavras proferidas era tanto que me despertou o interesse, por pensar que finalmente o salário mínimo nacional ia ser beneficiário de um aumento substancial. Pus-me a ouvir.

Havia os que eram contra por causa da crise em que estão os pequenos e médios empresários, se bem entendi, e o governo a favor porque também iria ajudar os pequenos e médios empresários a suportar os custos do salário mínimo e de muito mais dificuldades resultantes da crise.

E eles lá iam falando, principalmente naquele repetitivo e formalíssimo “senhor presidente, senhores deputados”, ridículo… mas enfim. Em determinado momento Sócrates disse tudo como se fosse o melhor amigo dos trabalhadores e defendia o aumento do salário mínimo nacional com unhas e dentes – de repente admiti que o homem teria enlouquecido.

Percebi que não. Sócrates está no seu perfeito juízo. Parvo estava eu a ser por me admirar daquela conversa para enganar português. O aumento nem chega a um euro diário. Exatamente são 24 euros mensais para aumento do salário mínimo. Mas que vergonha. Aumentam o dinheiro de um café diário, pouco mais, a quem chulam, mas para os bancos, banqueiros e empresários já podem voar milhões e milhões. Palhaços!
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domingo, 2 de novembro de 2008

OS CRIMES DOS COLARINHOS “BANCOS”

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Está visto que voltámos à fase das nacionalizações, desta vez para ajudar os do capital a terem mais capital… porque isto está muito mal.

É um fartote de ver estes governantes, empregados dos do capital, a escudarem os interesses dos seus patrões com os orçamentos de todos nós, os fartos e refartos de sermos explorados, oprimidos e prejudicados, para não dizer uma palavra muito feia.

Estou danado, pois claro que estou danado. Estamos danados, pois claro que estamos danados. O caso tem a ver com a nacionalização do BPN – Banco Português de Negócios. Disse Constâncio, maioral do Banco de Portugal, ex-socialista (será que alguma vez o foi?), que o Banco de Portugal “identificou operações de centenas de milhões de euros [no Banco Português de Negócios] que eram clandestinas, que não estavam contabilizadas nas contas do banco”. Disse-o em conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças deste governo dito socialista.

Porque lhe perguntaram sobre responsabilidades pelo descalabro a que o BPN chegou “Constâncio recusou-se a nomear responsáveis por essas operações, que levaram à situação de pré-falência da instituição, mas excluiu qualquer responsabilidade da actual e anterior administrações, lideradas por Miguel Cadilhe e Karim Vakil, respectivamente”, anunciou o Público.

Constâncio anunciou ou deixou perceber a prática de crimes em barda, crimes de colarinho branco, nesta conferência de imprensa… mas não apontou dedinho nenhum. Nem um nomezinho. Disse apenas que “à nova administração foi exigida a realização de uma auditoria externa, cujas primeiras conclusões já foram enviadas à Procuradoria-Geral da República, disse. No total, estão abertos seis processos de contra-ordenação ao BPN e aqueles que evidenciam potenciais ilicitudes já foram denunciados à PGR, confirmou o governador” , podemos ler no Público de há poucas horas.

Claro, a PGR, os colarinhos alvos dos banqueiros. Os crimes por entender e por resolver, enquanto lhes andamos a pagar fortunas para fazerem justiça mas eles fazem que fazem mas nada fazem… como no caso Casa Pia – que parece estar a parir um grande “nada”, como no futebol do Da Costa e de outros que tais. Majores ou não majores. Maiores são aquilo que eles são, tão maiores que são intocáveis, donos da justiça e do país. Nossos donos sem que pensemos bem nisso, por nossa burrice. Menores, ou menos ainda que menores, talvez ínfimos, é aquilo que somos.

Nem colarinhos brancos, nem colarinhos dos bancos são presos. Eles não podem ir para a prisão nem serem maltratados por estes pederastas da política, das finanças, dos futebóis, das taras que violam crianças ingénuas e inocentes de uma Casa Pia que é isso mesmo: o lugar da merda. O lugar onde os filhos dos plebeus, dos tesos, dos explorados são encafuados e violados… Os colarinhos brancos safam-se impunemente.

Cá para mim este país está a ser uma grande Casa Pia, não é por acaso que já uso cuecas de lata há uns tempos. Já me bastou ser tramado pelo Salazar e ver agora a porcaria de um portas armado em bom para os veteranos mas com o olho no voto, na política fácil, de saldos. Verdade que os outros merdas por isso nunca mexeram uma palha, os tais antifascistas.

Colarinhos brancos mas todos cagádos, isso é certinho. Olhem p’ra eles. Querem uma aposta que este caso de tantos milhões, do BPN, vai dar em nada e que se preciso for vamos ter de trabalhar mais para pagar uma indemnização aos ladrões dos colarinhos brancos?
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sábado, 1 de novembro de 2008

AI PORTUGAL, PORTUGAL, QUANDO APRENDES?

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É SÓ SACAR VILANAGEM!

A notícia está publicada mais em baixo e fala sobre o mal-estar nos quartéis, que o mesmo é dizer: há mal-estar numa das classes privilegiadas da Nação Portuguesa, os militares. Cortaram-lhes algumas regalias e está a ser um ver-se-te-avias de contestações, a procurar acagaçar o teso erário público, como quem diz: os senhores das armas estão a ficar zangados e ainda podem fazer algum disparate. Chantagistas.

É terrível apercebermo-nos que num país paupérrimo existem os que gastam à toa, recebem à toa e que assim que lhes tocam um pouco nas verbas com que alimentam a fleuma de grandes vidas e maiores contas bancárias desatam a ganir e a ameaçar. Chulos.

Dizem que não têm isto e não têm aqueloutro. Mentira. Aquilo que estão a deixar de ter são as mordomisses que têm tido durante imensas décadas, talvez séculos. Os militares de carreira têm de alinhar pelo nível de vida de todos os portugueses e se nós estamos na miséria considero nojento que exista quem proteste por ainda querer conservar mordomias incomportáveis. Adaptem-se à realidade do país, sejam homenzinhos.

A exemplo dos militares, temos os seus co-familiares das polícias que passam também a vida a contestar alguns cortes nas mordomias a que têm tido direito à custa do erário de todos nós. Querem subsídios de risco, disto e daquilo… Pergunto: quantos polícias morrem ou têm acidentes de trabalho graves durante um ano? Quantos operários da construção civil morrem ou têm acidentes de trabalho graves durante um ano? E os outros trabalhadores, de fábricas, etc? Esses recebem subsídios de risco? O que será mais arriscado, ser polícia ou operário da construção civil? Se uns não recebem subsídio de risco porque têm os outros, as polícias, de receber? Maricas! Não lhes basta as mordomias que recebem por fora? Pelo menos alguns certamente as recebem, já que as polícias são um mundo aparte, tal qual os militares, certos militares.

Certo é que os exemplos deviam vir de cima. Os bons exemplos. Dos governantes, dos deputados, dos políticos… Mas qual quê. Esses é só sacar, antes que seja tarde. Vai daí, os que lhes guardam as costas, as casas e tudo que surripiam - até com legalidades por eles inventadas – revoltam-se e à margem dos cidadãos comuns, que os sustentam, desatam a dizer que também querem “algum”. É assim que, por isso, temos de trabalhar mais e a receber menos. Pagar mais impostos para benefício desta corja de chulos.

Já agora deixem-me meter neste saco uns quantos do aparelho da justiça. Também por lá existem “boas prendas”. Temos uma justiça injusta, complicada e despesista que sustentamos sem ver disso benefícios, antes pelo contrário. Ai Portugal, Portugal, quando é que aprendes?
É só sacar, vilanagem!

MAL-ESTAR GERAL NOS QUARTÉIS

CARLOS VARELA – Jornal de Notícias

Nos quartéis o ambiente está quente, com cortes na saúde, nas carreiras e ainda o espartilho do orçamento. A resposta dos militares limita-se para já a reuniões e debates, mas já se fala em acções de rua. E há generais a criticar o CEMGFA.

O mal-estar vivido nos quartéis e que veio a público na sequência das declarações do general Loureiro dos Santos teve ontem reflexo no jantar-debate de oficiais que decorreu em Lisboa. O encontro foi organizado pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e o presidente daquela estrutura, coronel de artilharia Alpedrinha Pires, não limitou as preocupações a uma questão de classe e de direitos profissionais: "A vida nas unidades é desastrosa e dramática", estendendo, assim, o mal-estar à falta de verba até para o funcionamento regular das unidades.

Alpedrinha Pires conhece o anunciado reforço do orçamento por parte do Ministério da Defesa (MDN), mas diz que não chega, uma vez que "há unidades onde falta verba para a luz, para a água e para a gestão corrente. As coisas só estão bem em algumas forças ou naquelas que vão ser destacadas para o exterior". E quanto a um maior investimento no reequipamento, "vamos a ver, porque o mais habitual é o desvio de verbas da Lei de Programação Militar".
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O mote foi dado pelo general Loureiro dos Santos quando na quarta-feira, no lançamento do seu livro "Como Evitar Golpes de Estado", criticou a passividade do Governo perante a falta de soluções para os principais problemas dos militares do Quadro Permanente das Forças Armadas, as questões da remuneração, da saúde e das pensões. No jantar, no entanto, adiantou acreditar que o MDN tenha vontade política para resolver os problemas, se bem que tenha reafirmado o receio relativamente a atitudes individuais mais preocupantes.

Ontem, o chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), citado pela agência Lusa, veio reconhecer que "há, como certamente em todas as diferentes instâncias do país, problemas e dificuldades e coisas que têm que ser resolvidas", lembrando que vêm de "há dez anos". Mas Valença Pinto também lembrou que é um processo que tem que ser "vivido com absoluta compreensão do quadro geral de dificuldades do país".

As explicações de Valença Pinto não foram bem aceites no jantar de oficiais, mesmo entre os generais. O general Eduardo Silvestre, antigo inspector-geral da Força Aérea, foi categórico: "Se há problemas que se arrastam há 10 anos e se é o próprio CEMGFA que o diz e o reconhece, então o CEMGFA é incapaz de resolver a crise". Também o tenente-coronel Vasco Lourenço mostrava preocupação: "os militares não cortam estradas, mas o Governo não pode continuar a ignorar-nos. Pode haver pessoas que queiram fazer coisas feias".

Entre os sargentos, o ambiente também não é o melhor. "Há problemas de toda a ordem. Têm-nos chegado alguns casos em que chega a não haver verba nem para comprar papel higiénico. São casos pontuais, mas existem", apontou Lima Coelho, presidente da ANS. E quanto aos cortes na saúde e nas carreiras Lima Coelho adiantou que a ANS vai começar a realizar reuniões por todo o país: "A primeira é Viseu, na próxima semana, depois em Braga". E a opção de mais acções de rua é uma das soluções, "claro que vamos estudar essa opção, vamos reunir e decidir o que fazer".
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