quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ 2009, VIVAM-NO O MELHOR POSSÍVEL!

.

Não sei bem como mas temos de nos amanhar e fazer tudo para que tenhamos um 2009 o mais satisfeitos possível por estarmos vivos. Desde que haja saúde já não é mau. Isso é aquilo que peço que todos os amigos tenham no próximo ano.

Também será bom que comemorem a passagem de ano em perfeita harmonia com aqueles que mais amam e que mesmo aqueles nossos amados que estão à distância saibam que moram no nosso coração. É o que levamos melhor da vida, o amor que nutrimos pelos nossos filhos, filhas, netos e netas. Depois há os amigos, os verdadeiramente amigos. Esses também não devemos esquecer, principalmente aqueles que o têm sido ao longo da nossa vida e eu, nesse aspecto, sou um grande felizardo. São poucos mas muito bons.

Também estou convosco, oh trastes ricos, pobres e assim-assim. Preparem-se para mais um ano das minhas rezinguisses e contestações ao que considero injusto, socialmente injusto, humanamente injusto. Não reparem se não faço destrinças entre doutores e serventes, aproveitem as minhas almoçaradas em que vos junto e onde vos dou na carola, onde vos mostro, aos ricos e aos formados, que mesmo sem quererem estão quase sempre a contribuir para as desvantagens dos que nada têm a não ser a força de trabalho e que para esses a miséria ou a vida “mais ou menos” é a certa todos os anos, com a perspectiva de vir a ser cada vez pior. Obrigado pela vossa pachorra e amizade. Obrigado aos médicos por me darem as consultas e muitos tratamentos de borla. Obrigado aos advogados por me tratarem dos assuntos legais e me pouparem a confrontar-me com certos sacanas “lá de cima”, a não ter de chamar cara-a-cara aos juízes e juízas (caso da Bárbie) que por vezes apanho umas merdas secas e empertigadas. Umas bestas cagonas. Obrigado ao marceneiro que me repara os móveis e ao canalizador que me põe os canos como deve ser. Obrigado ao mecânico que me repara a rosca que há-de durar até eu não poder conduzir e que me cobra o trabalho ao preço de custo. Obrigado ao “Pernas” que está sempre disposto a fazer-me os “recados”. Obrigado ao meu “Sem Abrigo” erudito que me acorda para a realidade desta sociedade e ao miúdo “Drogas” que faz o mesmo e me mostra quanto esta sociedade é mentirosa e até quer que ele ande “agarrado” àquela “merda”. Obrigado a todos esses meus amigos. Bom ano, o melhor que conseguirem e que também eu possa contribuir.

E agora digam lá, meus queridos, que não escrevi isto aqui, publicamente, como prometi, respeitando o vosso anonimato. O prometido é devido e a prosa que aqui está sai-me do coração porque vocês moram no meu pensamento.

Aos que não me conhecem e que não conheço também lhes desejo tudo de bom neste 2009 que está a chegar. A todos cidadãos do mundo é sempre aquilo que desejo, tudo de bom. Aos políticos e outros aldrabões não lhes desejo mal mas sim discernimento suficiente para que não sejam tão sacanas, tão imorais, tão aldrabões, tão decididos a decidirem guerras e lutas em que são os mais frágeis que se tramam.

Em 2009 percam a cabeça e saibam ser minimamente decentes, deixem de ser vigaristas, chulos, insensíveis, representarem e enganarem os que afinal são a razão da existência das vossas elegibilidades e fortunas ou grandes vidas conseguidas à custa dos desgraçados. Parem, meditem, vejam se sabem mudar e se passam a ser mais cumpridores das vossas promessas. Sejam decentes!
.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OS BONS, OS MAUS E OS VILÕES

.

OLHEM PARA O ESPELHO MAGANÕES

Mesmo que não haja pachorra temos de a arranjar para aturar os bons, os maus e os vilões da política, da justiça e direito, da saúde, do ensino e educação, da segurança interna e externa, polícias, militares, funcionários públicos e administração na generalidade e os gestores – esses enormes mamões que apareceram e ficaram agarrados ao nosso bolo, os gulosos parasitas. Outros há que não estão aqui citados porque este interim já vai enorme. Eles que olhem para o espelho que se descobrem, maganões.

ESTATUTO DOS AÇORES À VISTA

Tem dado grande polémica em Portugal o Estatuto dos Açores, que afinal foi promulgado pelo PR Cavaco Silva. Perguntem lá aos portugueses e até aos açorianos, que é de quem se fala ali, se percebem aquela treta toda tim-por-tim. Ficamos autênticos bois a olhar para o palácio… de Belém, de S. Bento, do Santo Cristo e mais haja.

Afinal o que é que querem estes políticos? Boa não será, para andarem tão “agarrados” àquilo e tanta chinfrineira fazerem. Uns que é asssim, outros que é assado, outros que até é inconstitucional em certas partes… Mas que grande confusão!

Como estamos habituados a desconfiar destes trapaceiros da política já há quem diga que ali anda a mão dos Estados Unidos da América. Que querem ficar com os Açores para poderem voar à vontade para Guantanamo com os cidadãos raptados noutros países. Talvez, não me admirava nada. Sacanas como os políticos são não me admiraria. Para mais Sócrates é um excelente vendedor e até é plausível que consiga vender o que não há quanto mais os Açores. Admirem-se.

Certo é que o PS defendeu no Parlamento Legislativo aquele estatuto com unhas-de-fome, não cedendo um milésimo e confrontando a vontade e parecer de Cavaco e de mais uns quantos. Nunca dêem maiorias que aquela cambada ainda abusa mais quando assim acontece. Tiveram o exemplo do atual PR Cavaco quando foi PM de uma maioria. O sujeito pôs o país de pantanas e até deu direito a que polícias disparassem contra cidadãos que se manifestavam na cena da Ponte e do buzinão. Um dos manifestantes ainda anda hoje numa cadeira de rodas e Cavaco é PR. Boa! Somos o mexilhão e eles estão na maior. Abram os olhos.

Quanto ao estatuto dos Açores, que a maioria não percebe e até acha esquisito esta lenga-lenga toda, eles devem ter razão. São eles que aprovam aquelas confusões todas lá na AR. São eles que legislam e fazem as leis e outras papeladas como lhes convém. São eles, os deputedos, que maioritariamente são advogados e legislam… Claro que têm de fazer leis confusas em que num parágrafo diz assim e no outro diz o contrário ou contraria sinuosamente o anterior, ou não é explicito e dá direito a várias interpretações.

Se tudo fosse clarinho, fácil de entender e de interpretar para por em prática eles não eram precisos, não precisávamos de advogados, nem os juízes tinham tanto trabalho, nem os restantes funcionários judiciais, provavelmente nem a polícia, nem as cadeias teriam tanta gente lá dentro e não seriam precisos serviços prisionais tão vastos e dispendiosos… Resumindo, restamos feitos com estas cambadas de parasitas que ganham bem, saem quando querem, piram-se da AR de quinta para sexta-feira ou na sexta de manhã, têm direito a uma grande reforma ao fim de doze anos de “trabalho”. Não abram os olhos não!

A GRIPE

Os serviços de saúde são uma grande trampa, há que dizê-lo até à exaustão. Ficaram muito pior depois daquele funesto ministro de Sócrates ter posto tudo em pantanas. O PS de há anos caprichou por um Serviço Nacional de Saúde muito razoável, às vezes bom. O anti-PS Sócrates com um Correia dos Santos em ministro da saúde deu cabo de tudo. Arrasou o Serviço Nacional de Saúde… mas diz que não. Viu-se agora de uma vez por todas.

Houve gripe. Um surto razoável. Os doentes recorreram a tudo que era médico. Foram aos hospitais. No Amadora-Sintra, uma trampa de hospital, houve quem tivesse de esperar quinze (15) horas para ser atendido. Nos outros hospitais o tempo de espera também era muito grande mas nem metade do Amadora-Sintra, onde a média foi de doze (12) horas de espera durante muitas, mas muitas horas, dias.

Espanto: a ministra da saúde, de nome Jorge, veio dizer que tudo correu bem, normalmente! Não disse para quem é que correu normalmente. Deduz-se que estava a referir-se a outro assunto qualquer. É normal em 25 de Dezembro ser Natal, devia estar a falar sobre isso.

SISMO OU OUTRA CATÁSTROFE

Provou-se que os serviços de saúde nacionais entopem com uma simples gripe e agora perguntemos: como será se ocorrer em Portugal um sismo ou outra catástrofe natural? Também vai haver esta “normalidade” da senhora Jorge, ministra de Sócrates? Pois é, bem podemos morrer!

No tempo do salazarismo, em 1968, morreram dezenas e dezenas de pessoas em cheias causadas por chuvas extremamente fortes. Odivelas e Loures e Ribatejo foi um ver-se-te-avias. Os serviços de saúde eram uma trampa e muitos ficaram tramados por isso, até perderam a vida. Os ministros da altura também vieram dizer que os socorros funcionaram bem, que dentro da anormalidade e hecatombe tudo se passou com normalidade e que os serviços de saúde responderam muito bem. Tudo dentro da tal normalidade. O tanas é que foi. Mentiram. Mentiram-nos até no número de mortos e feridos!

De Salazar e do seu regime outra coisa não seria de esperar. Mentiras em barda e sacanice avulso, mas, senhores(as), olhem-se lá ao espelho e digam-nos aquilo que nele vêem refletido. Vejam bem se não é o reflexo do esqueleto de Santa Comba, mas vivinho e a saltar.

Por aqui se vê a força de você, senhor(a) politico, deputado, ministro e similares dótores e engenheiros (os que são e os que não são mas têm canudo). O que custa é não sabermos exatamente quais são os bons, os maus e os vilões, se é que ainda há bons. Haverá? Ou foram-se todos numa catástrofe?
.

domingo, 28 de dezembro de 2008

ACORDAR COM OS PÉS DE FORA

.

Quando acordamos com os pés de fora dizem que ficamos rabugentos, zangados, vimos tudo com maus olhos, só sabemos é chatear… Pois, pois. Então e quando não acordamos com os pés de fora e estamos bem dispostos, tomamos um bom pequeno almoço e uma boa banhoca, fazemos a barba e pomo-nos cheirosos e felizes, porque é que acabamos por dar connosco mal humorados, rezingões, a ver tudo numa lástima?

Cá para mim é por causa desta coisa que inventaram chamada jornais na internet e também pela outra coisa chamada televisão com notícias, rádio com notícias, notícias, más notícias é o que é. Claro que ficamos mal dispostos com tão más notícias a martelarem-nos as cabeçorras.

No médio-oriente já lá vão mais duzentos e muitas pessoas para a quinta dos anjinhos por causa de uns malucos que acharam por bem bombardearem-se uns aos outros na faixa de Gaza. Duzentos e muitos mortos e centenas de feridos, muitos deles também acabarão por morrer ou ficarem estropiados. Os do Hamas bombardeiam com fisgas os israelitas vão de avião e largam bombas por tudo que é sítio. É uma luta desproporcionada que acho que sempre tive muita dificuldade em entender, apesar de achar que Israel representa muito melhor o mau da fita, o sacana, o FP, que os palestinianos. Mas pelo que vejo também existem facções palestinianas que parecem ser tão boas em sacanice quanto Israel. Admiro-me é que uns e outros se acobardem a não combaterem no deserto, longe das pessoas, das vilas e cidades. Olhos nos olhos com baionetas e abram monas e barrigas à descrição. Matem-se uns aos outros e talvez se acabe com a raça de merda que só está bem a causar desgraças.

Em África é aquilo que já sabemos. Nem dá para aprofundar. Agora foi na Guiné-Conacri, mais um golpe de estado seguido da morte de Lansana Conté, um maioral de lá a quem Nino Vieira foi render homenagem no funeral. O Nino Vieira do paraíso das drogas, a Guiné-Bissau. A isso nunca mais põem cobro, vá droga que é aquilo que está a dar! Já nem me espanta que ONU, UE, EUA, ladrem mas deixem tudo andar como antes, ou seja, abençoam Vieira e estado de droga, pois então! Depois não digam que nos estados, nos governos ditos democráticos – português, p.ex. - não há os que fazem part-time no interesse dos cartéis da droga. Há e ainda fazem mais nos seus próprios países, cerceiam a possibilidade a muito toxicodependente de se tratar na hora atrasando-lhes os atendimentos, os apoios. Depois digam que não recebem nada por isso, por manterem os viciados. Quero dizer, ao que parece há manigâncias nos próprios serviços de “recuperação” e “apoio” aos toxicodependentes. Se assim não fosse atendiam-nos na hora e tratavam-nos, não era? Era, era… mas não é! Fala quem já viu e ficou atónito.

Das Américas nem vou falar. O Obama é o maior. Anda tudo cheio de muitas e boas esperanças. Desiludam-se. O homem já se está a rodear de bons merdosos na sua equipa. É o que dizem. Claro que os USA, os norte-americanos, são um grande país. A alguns anos distanciados da segregação racial que por lá se viveu no duro e agora elegem um presidente arraçado de negro, descendente de quenianos, salvo erro. Tiro o meu chapéu, por isto, ao povo americano! O pior é as outras coisas. A mania de polícia do mundo, as cowboiadas que ceifam vidas que se fartam, que lixam a vida a imensos povos do mundo… A porcaria toda que sabemos. Disso é que me admiro que o povo americano não se livre. Mandem os gajos da Wall Street e similares para a guerra, caraças! Eles que batam lá com os cornos e que morram!

No Canadá, mais a norte… Já repararam que é um país que sai sempre por cima apesar de andar sempre de mãos dadas com as políticas norte-americanas e irem a todas as guerras e mais algumas desde há mais de vinte anos? Sabem que têm lá cidadãos canadianos a sofrer de stress de guerra que é mato e que os tratavam à bruta? Cá para mim é um país governado por grandes cínicos, como quase todos. Mas este dá ideia que faz as coisas à sonsinho, como quem não quer a coisa parte a loiça toda mas sai de fininho e quase ninguém dá por ele. Esperteza saloia.

A América latina vai bem. Cuba está a democratizar-se… “devagarinho que tenho pressa”. Chavez lá continua e até é grande amigo do sacana portuga Sócrates, só por isso já me descaiu. Os outros países são sempre o mesmo, que eu dê por isso – caso contrário informem-me s.f.f. – continuam o quintal dos EUA, tirando o Evo Morales e… a sério não sei de mais.

O Brasil. O Brasil tem tido uma grande sorte em minha opinião, por aquilo de que me apercebo. Lula tem sido um presidente muito razoável, em certas coisas até tem sido muito bom. Claro que depois temos sempre as mesmas cenas. É o fosso social e económico que não se encurta, antes pelo contrário, é a saúde e educação que se complica demais para os de menos ou nenhumas posses. É a criminalidade normal dos perrapados, dos excluídos. A criminalidade ainda mais grave dos polícias e ex-polícias mas que afinal são uns grandes bandidos… É um sem número de padecimentos do povo singelo que não está a ser devidamente curado mas que melhorou em alguns aspectos. Fruto não só de Lula mas também de muitos municípios que estão muito mais atentos aos problemas sociais. Uns sim, outros não, mas a coisa está a andar para melhor. Disseram-me. Certo ou errado, quem pode avaliar são os brasileiros e de entre eles há opiniões divergentes. É sempre assim, menos na China – falas, levas!

Agora já estou farto de escrever. É uma boa terapia. Já não estou tão mal disposto. Desabafei um bocadinho, pouco, mas deu para alguma coisa. Quando me der na gana voltarei com esta lenga-lenga. Até lá, aos dois ou três que aqui vierem aturar estes disparates. Façam como eu, almocem bem. Hoje vou vingar-me nuns chocos com tinta, cheios de graxa, e lambuzar-me ao ponto de me confundirem com um negro. E eu ralado, desde que não me confundam com o Obama, com o Mugabe ou com o Eduardo dos Santos até gosto!
.

sábado, 27 de dezembro de 2008

VÍRUS SÓCRATES ESTÁ A DAR CABO DE NÓS E DO MUNDO

.

O PAÍS ESTÁ ENGRIPADO MAS NÃO É DE AGORA

Os portugueses estão tramados e borram-se todos ao tossir e espirrar. Invadem os hospitais não chegando aqueles para os doentes por excesso de afluência, segundo dizem. Estamos de rastos e parece que gripe de agora é só mais uma das que já nos ataca há tempos – há que tempos!

O vírus chama-se Sócrates e foi disseminado por todo o país através da televisão. Espanto!

Dizem os entendidos que o ataque viral tomou proporções enormes após a comunicação ao país do primeiro Sócrates na sua Mensagem de Natal de há dias, pelo que é provável que com as novas tecnologias simplex e magalhanas vastamente utilizadas pelo primeiro, no país e em todo o mundo, estamos em vias de uma virose quase global, principalmente na Europa, no Brasil e na Venezuela, países em que o portador do vírus magalhanou mais, para além de Portugal. A nível nacional existe o agravante da componente simplex do vírus.

Os primeiros sintomas são em tudo semelhantes a uma vulgar gripe. Febre, tosse, diarreia, dores de cabeça, dores de garganta, vias respiratórias obstruídas, mas o pior é o que se pode declarar depois.

Após a recuperação dos efeitos gripais e uma vez aqueles erradicados os contagiados passam a: ter tendência para venderem artigos de informática, mentirem muito, terem a mania de que são engenheiros, prometer tudo e mais alguma coisa com o objectivo de tirarem vantagens em posições de destaque que melhorem sobremaneira os seus currículos e mais coisas, não passando as promessas de grandes logros. Também a eloquência, a prosápia e o descaramento são sintomas a tomar em consideração.

Portanto, se já foi vítima do referido vírus peça a alguém de confiança para reparar bem se os seus sintomas não são nenhuns dos atrás citados porque regra geral os afectados não dão por nada. No caso de estar agora na fase de se borrar todo ao tossir e ao espirrar, ter febre e os outros sintomas já citados, vá de preferência a um especialista em viroses graves como esta.

No caso de ainda não estar afectado e ter a certeza que não vai contagiar outros o melhor é salvar-se, vá-se embora de Portugal, fuja para longe de Sócrates! Bom ano novo terá de certeza, se seguir este meu conselho. Pirem-se!
.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Austrália: O CÃO ESTÁ A CAGAR-VOS NO CAMINHO

.

O PSEUDO RELATÓRIO DA ONU E OS ESCRIBAS

Se bem que por vezes não queiramos aceitar determinadas declarações que põem determinados jornais e jornalistas ao serviço de outros interesses que não são os de informar, acabamos por ter de concordar que às vezes isso acontece que existem jornalistas que imerecidamente são assim considerados profissionalmente mas que não passam de escribas às ordens dos seus faraós a troco do benefício em posições elevadas na pirâmide social.

Fica claro, jornalistas não são mas escribas são de certeza, o que nos pode descansar desde que os consigamos identificar. É o caso do The Australian e dos escribas que inventaram um relatório da ONU à medida dos interesses australianos em Timor-Leste, sim, porque não se pode ilibar o governo de Rudd de todo este processo difamatório e constante de querer fazer passar a mensagem do caos e anarquia que se vive em Timor-Leste.

Ao que parece, os governos australianos não acertam uma. Não lhes agradava a continuidade de Mari Alkatiri e da Fretilin na governação de Timor-Leste e vai daí procuraram apoios internos e externos para derrubar esse governo. Serviram-se nesse tempo de muitos dos que agora integram o governo vigente, da AMP, incluindo Xanana Gusmão. Militante feroz dessa operação foi a patriota aussie Kirsty Sword, assim como alguns traidores timorenses. Reinado assumiu o que não devia até ter sido abandonado por já não servir a Austrália e pagou com a vida por ser uma ameaça à consolidação dos objectivos pretendidos. Quando o papagaio fala demais corta-se lhe o pescoço, no caso meteram-lhe uma bala nos miolos.

Parece que agora o governo AMP já não interessa aos interesses económicos e geoestratégicos do governo Rudd, principalmente por causa do gasoduto conduzido a Timor-Leste. Parece que agora Xanana Gusmão já não serve como garante da defesa dos interesses australianos em Timor-Leste. Parece que agora chegaram à conclusão de que apesar dos defeitos que tem é capaz de ser patrioticamente-sacana para roer a corda aos que tudo fizeram para ascendesse ao seu actual cargo. Parece que agora o feitiço se está a virar contra o feiticeiro e que aquele que julgavam estar a integrar um governo fantoche ( eu próprio o disse) ao serviço aussie e norte-americano das petrolíferas virou o “bico ao prego” e está a defender os intersses timorenses legais e óbvios, como quem diz: “meus senhores, vocês já mamaram petróleo e gás em demasia sem que os timorenses vissem disso os benefícios correspondentes, parem de enganar e de roubar”. Parece que se enganaram em muitas coisas, os governos australianos e os magnatas que usam agentes para semear o caos e a anarquia, que para isso continuam a trabalhar no terreno e se antecipam com pseudo-relatórios da ONU nesse sentido, no sentido que lhes convém, no sentido de repetirem a dose de 2005 e 2006.

Ficamos à espera de mais. Ficamos à espera que outros traidores vos sirvam de veículos para minarem os políticos e a sociedade timorense até onde vos convém. Mas também ficamos à espera que em Timor e no mundo os cidadãos interessados em rejeitar as vossas políticas do “deita-abaixo” não se calem e se saibam unir num interesse comum desmascarando-vos, denunciando-vos, abrandando as lutas internas partidárias em prol daquilo que mais interessa aos timorenses: a paz, a justiça, o desenvolvimento que permita terminar com o martírio de um povo que nunca o mereceu nem merece.

Em bom português se pode dizer das acções e intenções dos governos australianos e norte-americano e das suas petrolíferas: “o cão está a cagar-vos no caminho”. É um quadro que merecem, divertido, apesar de muito mal-cheiroso - estão a ficar todos cagádos!
.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PETIÇÃO ONLINE "JUSTIÇA PARA TIMOR-LESTE" - Já cá faltava!

.

JULGAR OS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE EM TIMOR-LESTE

Finalmente surgiu a petição que já há muito tempo devia ter sido elaborada pela comunidade internacional e, principalmente pelo mundo lusófono, uma petição dirigida ao Secretário-Geral da ONU para que sejam julgados os crimes contra a humanidade em Timor-Leste, crimes cometidos durante a invasão e ocupação indonésia em Timor-Leste, um período de 24 anos em que centenas de milhares de timorenses foram devastados pelos militares, para-militares e civis indonésios sem que até ao momento justiça tenha sido feita.

É triste que se tenha de pedir ao Secretário-Geral da ONU para que se faça justiça neste aspecto para que a impunidade não continue a contemplar os generais indonésios assassinos nem os executantes criminosos ao seu serviço. É triste que a ONU se mantenha espectadora destes crimes contra a humanidade sem nada fazer ou fazer de conta que faz – mas não faz ou pouco faz.

Como não podia deixar de ser, os cidadãos do mundo, organizações justas, por não se verem devidamente representados na ONU, por este ou anteriores SG, tomam a iniciativa de exigir que algo seja feito para punir os criminosos.

Ao menos que agora a ONU saiba respeitar esta vontade da população mundial e não se escude na hipocrisia habitual, característica dos políticos opacos e cobardes que nos têm representado, naquela e noutras organizações ditas de defesa dos Direitos Humanos. O descrédito é enorme e algo tem de ser feito de importante para reverter a situação. A ONU e Ban Ki-moon serão capazes disso?
.
.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O QUE IMPLICA RECEBER OS “PRISIONEIROS DE GUANTANAMO”?

.

OS CRIMINOSOS QUE SEJAM JULGADOS

O Natal é bom momento para abordar este assunto, mais ainda por se tratar de um caso de solidariedade, de direitos humanos, de deitarmos cá para fora o que nos resta de humanismo. Receber os prisioneiros de Guantanamo, muito bem, louvável. Mas o que é que isso implica?

Luís Amado espraia-se nos elogios do Tio Sam ao seu altruísmo quando declarou que Portugal está disposto a receber “prisioneiros de Guantanamo”. Foi ele que o declarou mas sem perguntar aos portugueses se estão na realidade dispostos a isso, a suportar o seu “altruísmo” à conta dos outros e demais consequências que daí possam advir. O sujeito é bom a oferecer o que não lhe pertence só para lavar as trombas e a alma suja de W. Bush, de Aznar, de Blair e de Diurão Barroso. Provavelmente as dele próprio e de elementos do governo Sócrates por nos andarem a ocultar a verdade sobre os voos da CIA em território português.

Estando fora de questão que os “prisioneiros de Guantanamo” têm de ser objecto de uma operação humanitária internacional não podemos esquecer as razões porque este triste quadro existe e quem contribuiu para existência do referido quadro. Temos assim que apurar de quem são as responsabilidades pela existência dos “prisioneiros de Guantanamo”, que ilegalidades e violações aos direitos humanos foram cometidas e quem são os responsáveis.

Sabemos que a administração norte-americana de George W. Bush é responsável, a principal responsável, porém, sabemos que existem outros estados e outras entidades responsáveis pelo descontrolo da situação, pelas ilegalidades e violações, pelas ocultações, pelos crimes cometidos, material e moralmente. Esses devem ser responsabilizados e devidamente criminalizados por um tribunal internacional, independentemente de o serem nos seus próprios países. Neste capítulo, a mais indelével colaboração com a administração Bush deve ser objecto de responsabilização e respectiva punição. Devem inclusive suportar todas as despesas feitas pela operação de índole humanitária.

Cá por nós e para nós: quem sabe quantos portugueses também devem pagar parte da factura? A começar por um senhor chamado Durão Burroso podemos vir a admitir que sejam muitos outros. E o nosso SIS, não? Tanto quanto se sabe andam muito de mão dada com a CIA. Coisas.

Considerando que Portugal e os portugueses são bons anfitriões, alguns “prisioneiros de Guantanamo” podem e devem vir para Portugal se essa for a alternativa que lhes convenha, mas essa operação não pode ser considerada como uma “lavagem” das responsabilidades a apurar nacional e internacionalmente. Não são os portugueses, nem os cidadãos de outros países acolhedores, que devem pagar a factura de um W. Bush assassino tresloucado, nem de um Blair inconsequente, muito menos de um Aznar recheado de sacanice ou de um Burroso subserviente e à babuja de um cargo proeminente por paga de “bons serviços prestados”. Deixemo-nos de hipocrisias. As merdas que fizeram devem ser eles a pagá-la. Que a justiça seja justa, coisa que raramente se vê.

Antes de tudo devemos saber muito bem aquilo que implica receber os “prisioneiros de Guantanamo” em Portugal. Sermos informados de tudo que este governo e o anterior ocultaram para que os responsáveis pela situação sejam responsabilizados até ao último, mesmo a um qualquer que nos Açores tenha limpo o rabo ao Bush. Talvez Burroso, não? Sócrates não esteve lá, pois não?
.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

PRENDAS DE NATAL DOS DEPUTADOS CHEGARAM, OS LORDES!

.

SUBALIMENTAÇÃO É A REALIDADE TIMORENSE

Perante um clima de corrupção, opressão e repressão, os timorenses vão atravessar mais um natal de míngua a todos os níveis. A subalimentação é uma realidade. Dizem do interior que em Timor quase não há nada, a não ser a “vontade de ainda virmos a ser um país democrático, saudável e justo”.

Quase sempre que se afirma que Timor-Leste está a viver à beira do caos surgem os profetas da ilusão discordando e oferecendo indicadores imaginários e esperanças para enganar. Reportam-se a indicadores inexistentes ou àquilo que de positivo se possa ver em Díli não referindo o Timor Mais Real, Timor do Interior. A miséria que se instala é vergonhosa e pode vir a redundar numa revolta muito difícil de controlar.



Bispos e políticos: BOA-VIDA À CUSTA DOS QUE SOBREVIVEM

A tudo isto o governo da AMP diz que não é assim, demonstrando estar indiferente às verdadeiras carências daqueles que diz governar, que diz representar, sem reconhecer que aquilo que fazem os que lideram o país é governarem-se e representarem somente os seus interesses, a todos os níveis, legal e ilegalmente.
.
Tudo com a bênção de um primeiro-ministro chamado Gusmão e bispados cúmplices nas causas da triste realidade timorense.



O PÓ DOS CAMINHOS ESTÁ RESERVADO AOS TIMORENSES

Enquanto para uns é o fel, para outros parece que todos os dias aparece um pote de mel trazido por um pajem… ou por um Pajero, certamente com “luvas” para os mentores da compra como se sabe por esse mundo fora - que agora faz muito frio (na vida e na barriga dos timorenses).

É assim que a “árvore de natal” dos deputados timorenses, os lordes, está exposta junto ao Parlamento e ao Palácio do Governo. Uma “árvore de natal” itinerante que diariamente se desloca para casa de cada um deles e até dá para ter utilidade familiar mais tarde ou mais cedo. O Pai Natal chegou com as “prendas” para os deputados eleitos pelo povo timorense, quais masoquistas que engolem o pó dos caminhos, levantado pelos largos rodados dessas “prendas”.

Pó, agora também dos Pagero, é aquilo que uma vez mais os timorenses vão cear este natal e novo ano. Se assim não acontecer será porque funciona a solidariedade entre os timorenses e o mundo, não por conveniente e correta governação, como querem fazer crer.

Nota: Mais pormenores sobre a “prenda do Pai Natal”, os Pajeros, AQUI.
.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Maddie: OS QUE ESTÃO NUM CANTINHO DO NOSSO CORAÇÃO

.

SERÁ PEDIR MUITO?

Passa de dois anos que o caso Maddie ocupou os cabeçalhos dos jornais de Portugal e depois de todo o mundo. Maddie, a menina inglesa que desapareceu de um estabelecimento hoteleiro no Algarve, filha de um casal inglês, continua desaparecida e sem sabermos minimamente aquilo que lhe possa ter acontecido. A mágoa, enorme, é dos pais.

Nas quadras de referência a tendência é para recordarmos os amados, principalmente os ausentes. Muitas vezes até podemos nem manifestar essas recordações mas o certo é que metemos a mão no cantinho do coração onde guardámos esses entes queridos e tocamos-lhes com o nosso amor, com a nossa enorme e dolorosa saudade, estejam vivos ou mortos. No Natal creio que ainda é mais sentido, ainda é mais doloroso, ainda é pior. Depois voltamos a guardá-los no coração, naquele cantinho, sem muitas vezes demonstrarmos que eles fazem parte de nós e que até nós somos um pouco eles.

Evidentemente que Maddie está no tal cantinho dos corações de seus pais. Um outro Natal, o segundo, que vão ter passar sem saber da Maddie. Só eles sabem o que sofrem, quanto lhes custa tudo aquilo por que têm passado. Move-os o amor pela filha e o ardor da peleja para a encontrar, sempre com as esperanças aparentemente em alta, reservando os seus momentos de derrota para a sua privacidade. Também neste Natal não podemos esquecer Maddie nem os pais, nem todas as outras crianças desaparecidas, nem os sofrimentos por que têm passado os que mais sofrem com as suas ausências.

Neste Natal meditemos também nisso, em todas as crianças desaparecidas e vítimas de toda a espécie de barbaridades. Façamos aquilo que há muito devemos fazer, construindo um mundo melhor para todas as crianças e, já agora, para todos nós. Será pedir muito?

O melhor Natal possível para os MaCann’s de todo o mundo e para as Maddie’s!

Maddie: Pais divulgam vídeo e lançam pedido de ajuda para encontrar a filha

CC - Lusa

Londres, 21 Dez (Lusa) - Os pais de Madeleine McCann, desaparecida em Maio de 2007 no Algarve, lançaram hoje mais um pedido de ajuda que acompanha um vídeo onde se vê a criança inglesa a brincar com os irmãos em Dezembro de 2006.

O vídeo hoje publicado mostra a pequena Maddie, que na altura do desaparecimento tinha três anos, em companhia dos seus irmãos mais novos na sua casa em Rothley, no centro de Inglaterra.

As cenas foram filmadas em Dezembro de 2006, cinco meses antes do seu desaparecimento.

"O Natal é uma época para as crianças. Por favor ajudem-nos a recuperar a nossa filha" apelam os pais Kate e Gerry McCann na mensagem que acompanha as imagens.

"Esta é a segunda noite de Natal sem a nossa filha. Ajudem-nos para que não passemos a terceira ", acrescentam os pais.

Segundo o porta-voz do casal, Clarence Mitchell, os pais não aparecem no vídeo para não influenciar o visionamento e porque este " fala por ele próprio ".

Madeleine McCann desapareceu a 03 de Maio de 2007 num aldeamento turístico na Praia da Luz, no Algarve, quando dormia com os seus irmãos e os seus pais jantavam com amigos no restaurante do complexo.
.

sábado, 20 de dezembro de 2008

A QUEM SAI LÚCIA LOBATO?

.

QUEM SAI AOS SEUS NÃO DEGENERA

Natal sem Timor das Poucas Vergonhas parece que não é possível. Sempre a mesma tristeza. Desta feita vai em crescendo a realíssima possibilidade de corrupção e favorecimento, de confusão, que envolve a ministra da Justiça, Lúcia Lobato, sobrinha de Rogério Lobato.

Lúcia Lobato diz que não e defende-se. Aparentemente processou o jornal timorense Tempo Semanal por difamação, pelo facto de aquele jornal ter dado a conhecer publicamente SMS pertencentes a telemóvel a seu serviço mas pertença do ministério que dirige.

A ministra diz que não, pois. Que a estão a difamar no Tempo Semanal. O bapa-pau-mandado-procurador Monteiro já anunciou àquele jornal que deve apresentar-se em tribunal em 19 de Janeiro, alegando que o que consta da acusação é “confidencial”… Como quem diz: olha o papãoooo!

A situação é caricata. Apreciar o processo ainda mais – para quem ler o Tempo Semanal de 12 de Dezembro, em inglês. Torna-se hilariante apercebermo-nos que os compadres da ministra acertam preços e negócios por SMS: Lúcia ministra ou gerente de um carrossel de feira, ou barraquinha das farturas? Que credibilidade merecem pessoas destas? Governam-se, governam ou andam a brincar?

Este facto, esta triste realidade, indesmentível, dos SMS e seus conteúdos, revelam só por isso a falta de dignidade daquela ministra, talvez esquecida da importância do cargo para que foi empossada ou então temporariamente refém de um estranho ataque de imbecilidade. Tudo isto, ou grande parte, se não for um caso de corrupção, favorecimento ou relações mafiosas. Como também já dizem: estará a ministra a ser vítima de alguma chantagem por parte dos mafiosos que já controlam o governo AMP?

Vamos dar tempo ao tempo, sem esquecer o ataque que o Tempo Semanal está a sofrer por usar regras perfeitamente legais, sendo, uma delas, o direito de informar as “coisas estranhas que se passam com a ministra Lúcia Lobato”.

O que não deve faltar é solidariedade com a liberdade de imprensa e com o Tempo Semanal, nesta fase em que também teremos de dar tempo ao TEMPO.

Para já, é TEMPO DE NATAL, tempo de combater as tristezas com um sorriso e algumas esperanças. Saúde e justiça!

Nota: Elementos da Fábrica estão a “debruçar-se” sobre este caso, revelado pelo jornal timorense, contando publicar o que houver de interesse no Timor Lorosae Nação com a brevidade possível.
.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

LÁ TERÁ DE SER… UMA VEZ MAIS É NATAL!

.

HAJA SAÚDE!

Natal porque nasceu Jesus há mais de dois milénios. Natal porque muitos de nós foi educado e assimilámos que esta quadra era para comemorar esse nascimento. Natal porque considerámos dever ser uma época de Paz, de Amizade, de Solidariedade… De todas essas coisas e palavras muito bonitas mas que mais parecem ser chavões, só chavões, batidos e rebatidos… em que já nem dá para acreditar.

É Natal e no Natal há mais Amor, Esperança, e tudo, e tudo, e tudo de melhor. Mentira!

Pois, é Natal, e o que vimos é cada vez mais miséria, mais fome, mais explorados, mais mentiras, mais injustiças…

É Natal, e mais uma vez penso e sinto que como cristão que sou fico muito mais triste e revoltado nesta quadra perante tanta injustiça, tanta maldade dos homens para com outros homens, para com outros seres da nossa espécie e até de outras espécies, contra a natureza. Tudo pelo sofisma do lucro.

É Natal. Ao contrário do que dizem, considero que o mundo está cada vez mais desumanizado. É Natal, lá terá de ser.

Que o passemos o melhor possível, sem perder a revolta pelos que já quase nem forças têm para se revoltarem.

Haja saúde!
.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

KALIN, É SÓ MAIS UM PRETEXTO PARA CHAMAR OS BOIS PELOS NOMES

.


Walter Kalin, representante-especial do secretário-geral da ONU para os Direitos Humanos dos Deslocados Internos esteve em Timor-Leste durante seis dias. Do que sabemos, sobre o que disse à imprensa, importa salientar o pouco mas claro das suas declarações, que pode ser confirmado na notícia da Lusa (publicada no Timor Lorosae Nação), assinada por Pedro Rosa Mendes.

Walter Kälin foi dizendo: "As causas da violência de 2006 não tiveram atenção suficiente", "muitos dos deslocados (que visitei) disseram que apenas se sentem seguros porque há uma esquadra de polícia nas proximidades e aqueles sem um posto de polícia indicaram este ponto no topo das suas prioridades", "tem que se enfrentar a impunidade pelos crimes cometidos em 2006", "a impunidade é um assunto abrangente neste país e não apenas em relação a 2006. Há pessoas a mais acima da lei em Timor-Leste", "questões de terra e propriedade por resolver podem ser um novo motivo para violência e deslocação de populações", "a vantagem desta estratégia é que a reconstrução das casas devia acontecer rapidamente. Ao mesmo tempo, porém, vejo o problema de esta abordagem não cobrir a assistência aos mais vulneráveis, como as mulheres com muitos filhos e sem casa".

Ora se as causas da violência não tiveram a atenção devida é porque não interessa aos que actualmente ocupam o poder, praticamente a todos os partidos e lideres que actualmente dividem entre eles o poder, como poderiam estar interessados se foram eles os causadores da violência?

Que os deslocados não se sentem seguros. Pois pudera, como poderão sentir-se seguros se estão a viver sob as patas daqueles que lhes queimaram as casas, mataram e puseram o país a ferro e fogo?

E vem este enviado especial de Ban Ki-moon armado em Lapalisse dizendo que se deve “enfrentar a impunidade pelos crimes cometidos em 2006”, porque “há pessoas a mais acima da lei em Timor-Leste”.

Pois há, mas isso é aquilo que todo o mundo diz há imenso tempo perante os ouvidos moucos da ONU, mais ainda: a impunidade tem sido apadrinhada pelo senhor Atul Kahre e seus colaboradores mais diretos. Quer dizer que a ONU tem vindo a dar cobertura a este estado governado por eventuais bandidos impunes, que começaram por um golpe de Estado em 2006 e têm-se consolidado no Poder através de inenarráveis tropelias. Concretamente sobre Xanana Gusmão existem suspeições de vários níveis, umas mais graves que outras, e aquilo que a ONU tem feito é andar a lamber-lhe o rabiosque, a ONU na pessoa do senhor Kahre, bem entendido.

Não foi sempre o senhor Gusmão que teve o controlo do PGR Longuinhos Monteiro, como ele próprio o declarou quando da prisão de Alfredo Reinado, ainda em 2006? Ora digam-me lá, por favor, o que pode acontecer se um presumível bandido mandar num PGR? Sim, o que é que pode acontecer? Impunidade, claro está!

Evidentemente que a impunidade tem de passar a ser alargada aos que andaram às ordens do presumível bandido-mor, digo eu e quem usa um pouquinho o cérebro. É assim que vimos grandes “baldas” sobre “doenças” e libertações amnistiadas de indivíduos que deviam estar a cumprir penas de prisão pelos crimes cometidos. Mas não. Claro, ou os libertam para que não ponham a boca no trombone, ou os executam (como aconteceu a Reinado).

Certamente que era aborrecido e demasiado descarado andar a executar todos que convém calar. Assim, por silêncio e conluio, se lhes dá uma vida melhor, libertando-os e premiando-os com impunidade pelos crimes cometidos.

Diz ainda Kalin que "a impunidade é um assunto abrangente neste país e não apenas em relação a 2006”. Evidentemente que sim. Só que uma mão está a lavar a outra. Quero dizer: os bandidos estão a proteger-se uns aos outros para se protegerem a eles próprios. Todos têm um inimigo comum, a verdade e a justiça. Contra isso se aliam. O resultado é um Estado dirigido e governado por bandidos, inimigos da sociedade e do mundo democrático, das leis e ordens universais que deviam ser melhor protegidas pelas ONU, como o caso das violações à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em Timor também acontecem e a isso Atul Kahre tem-se feito cego, surdo, mudo ou hipócrita.

Muito havia para por nesta escrita sobre as impunidades dos crimes cometidos em Timor-Leste, começando em 1975 e acabando 11 de Fevereiro deste ano, mas parece que aquilo que o senhor Kalin foi fazer a Timor-Leste foi uma simples viagem de cosmética, devido às vozes que se levantam criticando os procedimentos “bizarros” da ONU em Timor-Leste e em muitas outras partes do mundo. Assim, inventaram o senhor Kalin – que podia ser um Zé ou um Yornatingroongpak, ou até o Pato Donald. Encenações convenientes. Palhaçadas. São palhaçadas porque tudo aquilo que possa resultar da presença deste senhor em Timor-Leste é nada, nadinha. Aliás, têm lá em permanência o senhor Kahre, que não passa de um Estrunfe nas mãos dos poderosos que fizeram a “caldeirada” de 2006. Sabemos isso.

Para algo serviu esta visita de Kalin: uma vez mais surgiu um pretexto para se falar verdade e chamar os bois pelos nomes.
.

SÓCRATES TEME ATAQUE DE CUECAS CAGÁDAS

.

TERRORISTA DOS SAPATOS ATACA BUSH

O mentecapto do ainda PR dos EUA não resistiu a ir ver mais uma vez com os seus próprios olhos a porcaria que fez no Iraque (não esqueçamos os quatro dos Açores, Blair, Aznar e Durão, com Bush) e vai daí visitou Bagdad.

Dizem as notícias que um jornalista o atacou, tentando agredi-lo… com os sapatos. A notícia vai ficar publicada mais em baixo mas aquilo que pergunto é o que estará a acontecer ao tal jornalista. Coisa boa não será, certamente. Se não for enforcado já estará cheio de sorte.

Azar. Pelo menos que tivesse acertado no filho da mãe. Quem será que terá a coragem de fazer o mesmo a todos os outros políticos mundiais? E aos nacionais? Era giro ver Sócrates a levar uma sapatada. De preferência com muito chulé!

Segundo me confessou um amigo de confiança, que faz o serviço de limpeza no SIS, cá em Portugal já existem directrizes no sentido de mandar descalçar e despir os jornalistas antes das conferências de imprensa. Vão ter de ir todos nus… que é por causa das agressões.

Imaginem lá um jornalista “passar-se” e atirar umas cuecas todas cagádas à cara de Sócrates!

Disseram-me que é isso que ele teme, por causa da doença do nojo, de que padece. Tem nojo de todos e até de si próprio. Grave, muito grave!

Não é que não mereça, mas… atendendo a que é doente. Coitado!

Jornalista iraquiano atira sapatos contra Bush

SAPO – AFP - 14 de Dezembro de 2008

Um jornalista iraquiano atirou os sapatos contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sem conseguir atingi-lo e insultou-o no momento em que este apertava a mão do primeiro-ministro do Iraque, durante uma visita surpresa neste domingo a Bagdad.

Quando os dois governantes se encontravam no gabinete privado do premier Nuri al-Maliki, um jornalista iraquiano que estava sentado na terceira fila levantou-se e gritou "É o beijo de despedida", antes de atirar os sapatos em direcção de Bush.

Maliki fez um gesto de protecção em relação ao presidente americano, que não foi atingido.

De seguida, os oficiais de segurança iraquianos retiraram o jornalista da sala.
.

domingo, 14 de dezembro de 2008

AINDA COM OS OLHOS FECHADOS MAS COM A LÍNGUA DEVIDAMENTE AFIADA

.

AQUI TAILÂNDIA…

NÃO, AQUI PORTUGAL MISERÁVEL!

Depois de uma noite de borga, até às duas da matina, na Gala Prémios Precariedade, que aconteceu de ontem para hoje no velho mas sempre bom Ateneu Comercial de Lisboa, só podia acordar mais tarde e rejuvenescido pelos excessos da noite lisboeta que naquele cantinho das Portas de Santo Antão tão bem me acolheu, principalmente a juventude que lá estava para nos injectar a seiva que lhes sobra e que aos mais rodados já anda a fazer falta. É a vida.

Sobre a gala posso dizer que foi superior às minhas expectativas. Os merdosos da política nacional e o grande empresariado foi ali chamado pelos nomes que devemos chamar-lhes, mafiosos e chulos. Que é aquilo que são. Abençoada iniciativa. Principalmente por ficar a saber que quando tocar ao reviralho aqueles merdas vão borrar-se todos, como é costume em qualquer revolução. Nem duvidem que mais tarde ou mais cedo ela vai acontecer – que eu seja vivo – porque “não há machado que corte a raiz ao pensamento”, nem às vicissitudes por que estamos a passar enquanto a corja de chulos continua com a sua vida cor-de-rosa, de ostentação, de esbanjamento, a comerem tudo e não deixarem nada. Dizem-nos eles que partilhemos a miséria, a nós, os milhões que eles chulam sempre mais, agora com o pretexto da crise. Crise para nós, porque para eles não existe.

Até o Cavaco fala da crise práqui e prácolá, que vêm lá dias difíceis em 2009. Mas que PR com tanta falta de consciência da realidade do país. A crise para nós nunca acaba e está constantemente a ser agravada, exactamente porque os políticos estão do lado errado, não estão do lado da justiça social nem da democracia prometida e devida. PR de todos os portugueses é que ele não é. Meu não. De muitos outros também não e muito menos daqueles desgraçados e desgraçadas que ontem vi, na madrugada lisboeta. Que vi a mendigarem algo que comer e beber numa carrinha de beneméritos que lhes estavam a dar uma tijela de sopa quente. A seguir esperava-os um cantinho da esquina na rua da desgraça, uns papelões e um cobertor que faz que tapa o frio. E lá em Belém, em S. Bento, nos palácios e moradias opulentas… os causadores todos refastelados, alheios, indiferentes. Pró caraças!

INTERREGNO

Não tinha vindo aqui para isto. Até porque ainda nem lavei as trombas, nem abri bem os olhos – ver a realidade deste país só dá para ficar de trombas, mas não cego, nem mudo. Vinha sim para fazer uma referência ao blogue de um amigo destas andanças. Português longínquo mas talvez ainda mais português, José Martins, na Tailândia. A doce Tailândia que guardo na minha recordação e sentir, que já não vou ver por ter ganho um medo do caraças a voar. Claro, não tenho asas.

Pois foi. Num dos blogues deste emérito português – Aqui Tailândia - deparei com o seguinte:

Saturday, December 13, 2008

INTERREGNO

Dado que este blogue vai estar interrompido até 25 do corrente mês. Sairá no seguinte, 26, com a história, ainda, por contar sobre o trágico acontecimento "Tsunami", no sul da Tailândia. Peço o favor aos interessados na minha prosa de clicar http://maquiavelencias.blogspot.com/ relato o dia-a-dia, da viagem que efectuo, presentemente, no centro e norte da Tailândia. - José Martins

ACEITEM A SUGESTÃO

Pois então aceitem a sugestão, as viagens descritas pelo autor são sempre algo a não perder, principalmente para aqueles que gostam de olhar para onde passam com olhos de gente, como Martins o faz.

Afinal vim aqui só por isto e, principalmente, para desejar uma boa viagem ao José Martins e família nesta viagem pela Tailândia profunda. Aproveito para recomendar ao José para ter cuidado com as curvas, eu tenho, tenho de ter… pois.

E porque não, antes que se torne tarde, desejar a todos um natal o melhor possível.

Saúde para todos.
.

sábado, 13 de dezembro de 2008

CASA PIA OU CASA DA MERDA?

.

COMO QUEREM EVITAR A INDIGNAÇÃO?

A chamada Casa Pia, criada nos “bons” princípios da padralhada e de um ditador chamado Pina Manique mais parece uma Casa da Merda onde tudo de mal acontece. O hino à exclusão está ali, casa dos enrabamentos de crianças também, a fábrica das bichas e das trichas, o gueto ao lado da casa côr-de-rosa de um Presidente da República que antes foi por uma década primeiro-ministro deste país de sacanagem política que cada vez mais nos encosta às cordas e permite que casas pias existam como existem, sem nada fazerem para a extinguir e aos seus métodos de depósito de crianças excluídas, desesperadas, tratadas como lixo social, que acabam por ser o justificativo para ordenados e demais benesses de directores medíocres - às vezes de mentes taradas – de professores que ali vão fazendo o frete de estar para ganharem o seu ordenado, de assistentes sociais parasitas que com os seus métodos errados multiplicam as desgraças dos que lhes solicitam os seus serviços e a sua “sapiência”, sem saberem que afinal os canhenhos por que aprenderam lá na trampa da sua universidade foi o padre-nosso do ex-Movimento Nacional Feminino de Salazar e de Caetano, mas, essencialmente, de cariz putrefacto nas influências da podre madre igreja, agora ainda mais retrógrada com este papa estilo-nazi.

Foi assim, saiu-me tudo de um folgo. Tal é a revolta, a indignação. Este estado de espírito deve-se a ter alguns conhecimentos daquilo que é a Casa Pia (merda) e de como funciona. Por também saber um pouco daquilo que são as parasitas das denominadas Assistentes Sociais da nossa praça e respectivos serviços pseudo-sociais em que estão alapadas, principalmente num outro cancro de inspiração padreca que dá pelo nome de Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde uns quantos sacam bons ordenados e adendas chorudas à custa do negócio que é a miséria que vai por este país.

Uma vez mais a Casa Pia (casa da merda) foi notícia. Aqui está a notícia – que certamente os mais avisados já conhecem.

Casa Pia: Detido por suspeita de envolvimento
em assassínio está a ser ouvido pelas autoridades - Fonte policial

13 de Dezembro de 2008, 13:21

Lisboa, 13 Dez (Lusa) - Um jovem, maior de idade, detido hoje de madrugada em Lisboa por suspeita de envolvimento na morte por esfaqueamento de um aluno da Casa Pia na sexta-feira está a ser ouvido pelas autoridades, disse à Lusa fonte policial.

A mesma fonte disse à Lusa que o jovem foi detido pela Polícia Judiciária às 05:00, sem oferecer resistência.

A PJ tem mais uma dezena de jovens indiciados pela morte do jovem e pelos distúrbios provocados no interior do Colégio Pina Manique.

Um aluno da Casa Pia de Lisboa, natural de São Tomé e Príncipe, morreu sexta-feira após ter sido esfaqueado no tórax.

A presidente do conselho directivo, Joaquina Madeira, explicou sexta-feira que os incidentes aconteceram por volta das 13:00, com um grupo de cerca de 40 jovens a entrar de "forma abrupta" no Colégio, forçando os portões e dirigindo-se ao refeitório onde os alunos almoçavam.

A confusão gerou-se durante a fuga dos alunos, com o adolescente de 19 anos, a ser atacado num dos pátios exteriores por um elemento do grupo que provocou os desacatos.

A presidente do conselho directivo explicou ainda que existe segurança 24 horas por dia no colégio, "oito (seguranças) permanentemente" e que estes estavam presentes no colégio à hora do incidente.

Joaquina Madeira explicou ainda que o jovem morto frequentava o curso de restauração do colégio há dois anos, sendo natural de São Tomé e Príncipe e residia no bairro de Santa Filomena, na Amadora, juntamente com os pais e um irmão mais novo, sendo considerado um "excelente aluno, mediador de conflitos quando existiam, um aluno doce".

A Casa Pia desconhece a motivação do episódio, que demorou entre 30 a 45 minutos.

O colégio estará encerrado até à próxima quarta-feira. - CC/ER. - Lusa/fim

AFINAL QUANDO FECHAM OS GUETOS DE VEZ?
QUANDO ACABA O LÓBI DA PRODUÇÃO DE MISÉRIA E DA EXCLUSÃO?

As(os) senhoras(es) doutores, mui doutos dos seus canudos universitários passam a vida a falhar redondamente. Creio que não falham por não saber mas sim por serem ensinados com base em métodos falhados. Propositadamente falhados. A regra secreta é: a miséria é um negócio que dá emprego a milhares de “dótores”, recém-licenciados e seguintes, ainda permite aos mais “dedicados à nossa causa” produzir maus cidadãos que por sua vez vão alimentar a máquina da “justiça”, os juízes, os advogados, os guardas-prisionais, os serviços prisionais, as polícias, as “misericórdias”, as ONGs, etc, etc. “Miséria é Preciso” deve ser a sua divisa.

Nem sequer temo estar a ser inadequadamente sarcástico ou injusto. O que dá para perceber é que insistem em alimentar a existência de uma Casa Podre chamada Casa Pia (merda). Insistem em prosseguir com os métodos que levam a maioria das crianças, depois jovens, a não serem homens e mulheres íntegras e integradas num país saudável. Acabem com aquela merda, senhores “dótores”. Chega!

Será que o mau cheiro não chega à Casa Presidencial? E a S. Bento? Compreendo, é uma máquina mui poderosa – o lóbi da produção de miséria. Até porque também interessa aos políticos que sejamos o mais possivel alienados. Comprendo.
.

PRÉMIOS PRECARIEDADE 2008, EU VOU!

.

LISBOA ARRASA OS MERDOSOS
QUE – GOVERNANDO-SE - NOS DESGOVERNAM

Já antevejo uma noite supimpa, no meio dos merdosos da política, do empresariado, dos funcionários diligentes, de todos os mafiosos que pairam com as suas garras chulas sobre Lisboa e restante país à beira-mar tramado.

Vai ser uma noite de arrasar nos Prémios Precariedade. Vai ser ali que vou descarregar a minha bílis a favor das verdades, através do achacamento daqueles que mais merecem ser achacados, daqueles que em tantos anos de “democracia” só têm feito merda para nós e maravilhas para eles, para os seus familiares, amigos, e outros mais que nos tramam.

Esta noite vou estar entre a minha gente. Vou rir até encharcar as fraldas, pelo ridículo em que a ironia dos prémios, aos galardoados, me fará compreender ainda melhor a que extremo estes FPs (fora as mães) com gravatas caríssimas nos têm vindo a enforcar em cordas de sisal ordinário, roubando-nos até nisso a qualidade, para poupar para as suas jactâncias. Muita merda para eles, neste espectáculo que não perderei. Vai ser noite de arromba!

Dizem os dos Prémios Precariedade que “É já no dia 13 de Dezembro (Sábado), às 22 horas no Ateneu Comercial de Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão, 110, junto ao Coliseu). E atenção ao relógio: os Gasganetes são pontuais.”

Esclarecem ainda que “A ansiedade é grande, afinal a Gala é um acontecimento dourado mas precário, com comes e bebes e a presença dos Farra Fanfarra, Pedro e Diana, Primo Canto, DJ Varatojo e outras vozes para dar música à festa do ano, até às 3 da manhã!”

E para quem não sabe onde é o secular Ateneu lisboeta: “Vê aqui a localização do Ateneu Comercial de Lisboa!”

“Vem e Divulga!” – convidam e sugerem. E até dão um maravilhoso aperitivo com vídeos “>> continua... vê os vídeos dos Prémios Precariedade 2008”.

Claro que pode encontrar tudo AQUI, o que é muito mais simples. Eu é que gosto de complicar.

Até logo. Quem quiser encontra-me lá, todo mijado… mas feliz!
Zurzam neles!
.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Presos de Guantanamo: O MUNDO ÀS AVESSAS

.

GOVERNO SÓCRATES QUER “LAVAR” A CONSCIÊNCIA?

Os presos de Guantanamo não deviam existir. Eles existem porque um mentecapto criminoso de nome Bush decidiu violar todas as regras internacionais e os Direitos Humanos. Também existem porque governos europeus colaboraram nas violações, entre os quais Portugal. Começando no governo Durão Barroso (que na UE está a cobrar a factura), passando pelo de Santana Lopes e cimentando-se no de Sócrates (factura a cobrar?)

Portugal ofereceu a sua “generosidade humanística” com a hipocrisia peculiar do governo de José Sócrates, diz-se receptivo a acolher prisioneiros de Guantanamo, alguns dos mesmos que passaram por Portugal em voos da CIA. Cidadãos raptados noutros países e levados pela secreta americana com o apoio e as conivências de governos europeus, governos esses que desmentem que os voos da CIA tenham utilizado os seus espaços aéreos e os seus aeroportos. Sócrates e Amado, os mentirosos de serviço, sempre desmentiram esta realidade, afirmada por inúmeras personalidades, recusando mesmo o governo PS que as investigações fossem mais fundo que aquilo que lhes convinha.

Mudando a administração Bush, que os sem escrúpulos serviram, de Durão a Sócrates, no caso nacional, lá estão eles como camaleões e querer tirar mais dividendos do fogo que atearam, fazendo lembrar os bombeiros incendiários que depois de atearem fogos pela floresta são louvados e condecorados por os terem apagado com denodo. Nojo. Nojo, é aquilo que podemos sentir por indivíduos deste calibre.

Sobressaiu agora o humanitarismo de Sócrates e de outros políticos portugueses, julgando que nos esquecemos de que estas “jogadas” emporcalhadas têm raízes no apoio que Portugal, políticos portugueses, deram à “aventura” Iraque ou Afeganistão, com todos os seus excessos e violações pelos direitos dos povos, pelos direitos humanos.

Neste momento Sócrates está a ser elogiado desmedidamente, pelo seu “humanitarismo”. Até é provável que seja agraciado com o prémio “Vai Que na Volta Cá Te Espero” – certamente o que disse ao ver passar os “terroristas” nos voos da CIA, violando o nosso espaço aéreo, o nosso território, os direitos humanos. E cá está, agora, Sócrates e Amado e aliados, à espera deles, dos “terroristas”, oferecendo-lhes o que nos pertence por “razões humanitárias”.

O mundo exulta e elogia a atitude “portuguesa”. Sacanice, senhores desonestos. Primeiro provem que os vossos governos também não foram carrascos dos que estiveram e ainda estão em Guantanamo, não recolham louros indevidos, como quase sempre fazem. Deixem-se de hipocrisias neste mundo às avessas, governado por indivíduos politicamente repelentes, por trastes.
.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Arre que é demais - CEDAM, ENTENDAM-SE, CHEGA

.

A MINISTRA ESTÁ A SER CABEÇA-DURA? QUE SE VÁ!

Com toda a consideração e respeito que possa adquirir por uma pessoa íntegra e que não ceda a pressões políticas ou de outra espécie, por convicção de estar certa nas suas acções e ou decisões, tenho de confessar que já estou farto desta telenovela dos professores e da ministra da educação. Além do mais tudo indica que afinal os professores têm muitas razões pelo lado deles e que é a ministra a cabeça dura desta novela.

Já não me importa se é assim ou se é assado, frito ou cozido, porque para mim a verdade da qualidade é quando está cru. Assim é que sabemos se o petisco vai valer ou não, se não está deteriorado e vai ficar comestível pela via dos temperos.

Cruamente, perguntam os portugueses se as dezenas de milhar de professores que estão a contestar as avaliações inventadas e impostas por esta ministra não terão razão. Não podem ser tantos sem razão. Em democracia devemos respeitar tudo e todos mas, principalmente, as maiorias. A maioria é os professores. A ministra, o governo Sócrates, ao querer impor obstinadamente um modelo de avaliação com que a maioria está em desacordo, está a pretender ditar algo, impor algo que não é aceite pela maioria, e que até tem vindo a ser motivo de desestabilização das escolas. Isso é digno de ditadores, de adversários da educação. Cedam. Entendam-se. Chega. Arre que é demais.

Para completar deixo a notícia, acabada de chegar.

MINISTRA E PROFESSORES NÃO CHEGARAM A ACORDO

Lusa

O Governo e os sindicatos de professores continuam em "desacordo absoluto" relativamente ao modelo de avaliação dos docentes, disse o porta-voz da Plataforma Sindical, Mário Nogueira, no final da reunião desta quinta-feira com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

"Hoje o desacordo foi absoluto e evidente porque o ministério não aceitou um único dos itens propostos pelos sindicatos", afirmou Mário Nogueira aos jornalistas

"Saímos desta reunião exactamente como entrámos, com o ministério inflexível e sem abertura", sublinhou.

Considerando que a reunião como a ministra Maria de Lurdes Rodrigues não teve resultados, os sindicatos anunciaram que vão distribuir em todas as escolas uma tomada de posição que reivindica a suspensão imediata do processo de avaliação, esperando entregar ao Ministério da Educação no próximo dia 22 "o maior abaixo-assinado que alguma vez os professores portugueses fizeram".

A Plataforma Sindical, que reúne os 11 sindicatos do sector, decidiu ainda manter a greve nacional de professores prevista para 19 de Janeiro. Antes, no dia 13 do mesmo mês, os sindicatos promoverão reuniões de professores em todas as escolas para "reflectir sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente".
.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Manoel de Oliveira – UM AMOR DE PRODUÇÃO

.

O PIOR JÁ PASSOU, FOI NASCER

“As contaminações entre cinema e televisão constituem um tema nuclear da modernidade artística. No caso de Manoel de Oliveira, a relação com a televisão possui um singularíssimo episódio: foi em 1978 que ele pôde concluir "Amor de Perdição" graças à entrada da RTP como entidade produtora - na altura, o filme foi exibido por essa mesma RTP, tendo desencadeado muitas reacções negativas, para não dizer insultuosas. 30 anos depois, o que resta é um fulgurante objecto de cinema ou, se for caso disso, de televisão.” – in Cinemax, RTP

Passam mais de trinta anos da co-produção de “Amor de Perdição”. Envolvidas foram as principais produtoras de cinema de então, ainda estávamos no rescaldo do Verão Quente de 1975 – de redes bombistas, Galvão de Melo, cónego de Braga, etc. Até o inverno em Viseu e Coimbra, durante a produção do filme, foi muito mais benigno, sem tanto frio e sem neve, nem um floco, mas muita chuva… de dia. Muito frio para os habituados ao clima de Lisboa, a maioria.

Manoel de Oliveira, sócio do CPC – Centro Português de Cinema, estava desesperado para filmar. Era a tesão do mijo. Compreensível. Havia um orçamento reduzido, todos sabíamos que não ia chegar, cerca de 12 mil contos. A verba era um disparate, para os parâmetros cinematográficos daquele tempo. Era uma super-super-produção. Um regalo, achavam os que não souberam fazer contas. Que lhe pusessem o dobro em verba e cerca de vinte horas de filme em versão integral.

Junto com o CPC estava a Cinequipa, o IPC e a Tóbis . Também a RTP, para tapar as “faltas”. Uma equipa de luxo para uma “produção de lixo”, a começar, diziam os detractores, os cépticos.

Ainda hoje deve estar para apurar as razões porque foi um distinto desconhecido que assumiu o cargo de Director de Produção do “Amor de Perdição”, Marcílio Krieger. Um rapaz brasileiro com imensa conversa mas que deixou tudo a desejar e que caiu no erro de considerar Manoel o “patrão”, pugnando por lhe fazer todas as vontades. Filmar de inverno a primavera, em exteriores, em Viseu… Fez-se mas… gastou-se quase metade da verba do total destinado à produção. Com o agravante de uma equipa soberba, enorme, ficar hospedada no hotel mais caro de Viseu, o Grão Vasco. E lá se ia comer ao “Trave Negra”, comer bem, do bom e do melhor. Foi uma boa perdição e até deu para engordar, para uns quantos.

Inverno em Viseu, quase Natal, não com neve mas com muita chuva, e vento. “Meus senhores, estamos na primavera” – dizia Manuel Costa e Silva, director de fotografia. Só faltou andar todos os dias a pôr folhas nas árvores desnudadas para parecer que estávamos na primavera, não se fez isso todos os dias mas em alguns. Foi preciso. Foi preciso os actores e actrizes andarem vestidos de modo primaveril no pino do inverno, em Viseu, com a serra da Estrela logo ao lado.

Foi de loucos, e de úlceras no estômago. Que o diga António Casimiro, cenógrafo da RTP, que andava sempre acompanhado de um pacote de leite “para acalmar a úlcera”. E esgotamentos também houve, nos mais novos, nos que se iniciavam na loucura do cinema português e tiveram a sorte de cair na maior loucura até então produzida e realizada em Portugal. E o “velho” forte que nem um carvalho!

Manoel de Oliveira, obstinado, pintor na celulóide, nem se constipava, quanto mais ser ocupado por uma úlcera ou por um esgotamento. Os outros sim, da equipa, mas o homem de sessenta e muitos anos estava e esteve sempre rijo que nem um pêro. Abençoado.

E dizia mestre Manoel depois de uma boa feijoada à transmontana feita pela senhora Amélia do Trave Negra: “Não podemos desistir, o pior já passou – o pior foi começarmos. Imaginem que o meu primeiro filme apresentado ao público, em Lisboa, no Eden, foi pateado… E eu estou aqui!”. Manoel estava a falar do “Douro, faina fluvial”.

O “Amor de Perdição” passou por muito epítetos no anedotário que se cola sempre a estes marcos, para muitos aberrantes por não os entenderem. Ele era o “Amor de Produção”, a “Perdição de Produção”, o “Estupor de Produção”, etc. Mas lá se fez e é um marco histórico e de grande arte do mestre. Uma arte não entendida pela maior parte dos portugueses, mesmo depois de tantos anos passados. Mas, como dizia Manoel, “para o século que vem entenderão”.

Meu querido, o século que vinha já é este, já cá está, e ainda se ouve muitos a patearem, sem entenderem nem gostarem, sem perceberem o Rembrandt da celulóide. Claro, mestre, não será isso que abalará quem sabe que “não podemos desistir” por que o pior já passou – foi nascer.

Começou há cem anos, respira arte, cinema e preza a vida. Não lhe tirem o seu “oxigénio”. Até para o ano que vem, mestre, para comemorarmos a primeira capicua depois dos cem, 101. A seguir será uma plena, 111. Já falta pouco.
.

PONHAM-SE A PAU, OU AINDA VÃO PARAR AO MANICÓMIO

.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - 60 anos

Felizmente não temos de recear que o que acontece na China se possa passar em Timor-Leste. Como não há hospitais que cheguem por certo que não recorrerão a tais procedimentos.

Que procedimentos? Estou a ouvir pensar os que estão a acompanhar a prosa. Ora, os procedimentos que poderão ler na notícia publicada já a seguir e que nos chega via Lusa, agência de notícias portuguesa. Uma coisa sei, esta prosa vai-me custar os olhos da cara, até já estou a ouvir o Jaime Silva Pinto a pensar “este António não tem juízo, nem se poupa, julga que todos são como ele, que não guarda rancores”. Calma, que há uma forte razão para escrever isto!

Estamos na comemoração de uma importante efeméride: os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Logo, esta não é uma prosa extemporânea, muito menos se tomarmos em consideração que Timor-Leste está considerado um país emergente no desrespeito dos Direitos Humanos, como foi possível apercebermo-nos durante os quase dois meses (tanto!) de recolher obrigatório ainda não vai muito tempo passado. Acrescentando a isso as ameaças do PM Gusmão aos jornalistas por causa da grande boca de Reinado. Acrescentando os espancamentos da PNTL como houve queixas (ainda há?). Acrescentando a tareia que os aussies deram a um timorense cuja foto aqui publicámos – uma foto a cores que mais parecia a negro por essa ter sido a cor do homem depois do tareão. Acrescentando tudo aquilo que fica nos “segredos dos deuses” e que só vimos a saber muito mais tarde e muitas vezes nem isso. Acrescentando as dificuldades e resistências a que os estudantes se manifestem no seu “campus”. Acrescentando as ameaças de prisão – certamente no estádio – para quem participe em manifestações da oposição. Acrescentando…

Deste modo, expliquem, por favor, se não será legitimo considerar Timor-Leste com potencial para daqui por uns tempos fazer o mesmo que vem narrado na notícia em baixo? Claro que sim!

Não digo que as violações dos direitos humanos em Timor-Leste sejam tão graves quanto nos países como o de Mugabe. Nada disso. Agora que se não se fizer nada pode muito bem para lá caminhar, isso sim, isso preocupa-me e faz com que considere pertinente escrever esta prosa.

Imaginem se em Timor fazem mais hospitais. Se fazem até um que seja “psiquiátrico”. Ora, não se admirem que depois os gusmões comecem a internar os timorenses que não pensem uniformemente, segundo a lei e ordens estabelecidas e decretadas. Pode vir a acontecer, pelo andar da carruagem…

De qualquer modo, lembrem-se, hoje é dia de uma das mais importantes efemérides da ONU, dos povos, do mundo. Com base naquela declaração podemos barafustar e denunciar os países, os governantes, que violam os seus preceitos. Sempre é alguma coisa.

Agora, lá porque faço todas estas referências e deixo aqui postados os meus receios relativamente aos procedimentos Gusmão, vejam se não me guardam rancor. Sigam o meu conselho: ponham-se a pau… ou ainda vão parar ao manicómio.

CHINA INTERNA 18 PESSOAS QUE FIZERAM PETIÇÃO AO GOVERNO

Pequim, 9 dez (Lusa) - Pelo menos 18 pessoas foram internadas e submetidas a tratamento psiquiátrico na província de Shandong, costa norte da China, depois de terem apresentado petições ao governo central, revelou nesta terça-feira a imprensa oficial chinesa.

O caso mais grave, aparentemente inspirado nos métodos utilizados na antiga União Soviética, afetou um mineiro de 57 anos, Sun Fawu, que esteve internado durante mais de três meses no hospital de saúde mental de Yiyang, em Xintai, contou o jornal China Daily.

Fawu, internado à força em 2007, era medicado todos os dias: “Tinha a cabeça sempre tonta e não conseguia sequer levantar-me”, disse.

Antes da internação, ele passou vários anos escrevendo petições reclamando uma indenização pelos prejuízos que uma mina local causou à sua terra.

Segundo a imprensa, Fawu só teve “alta” depois assinar uma declaração comprometendo-se a não voltar a apresentar reclamações ao governo central.

“O governo deve estabelecer uma política orientada para ouvir as necessidades das pessoas e não para as fazer calar”, disse um advogado de Pequim sobre o caso.
.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

AS POLÍCIAS E OS TRIBUNAIS, ESSAS INSTITUIÇÕES TÃO “SANTINHAS”

.

Mais um caso, entre muitos, em que é perceptível ao serviço de quem estão as polícias e os tribunais quando lhes interessa protegerem-se por casos flagrantes de violações grosseiras dos Direitos Humanos.
.
As selvajarias institucionais, pagas pelos contribuintes mas ao serviço das suas próprias corporações e dos poderes políticos, absolvem-se mutuamente apesar de para os cidadãos comuns ficar claro que na maior parte dos casos estão a suportar os custos de aparelhos de justiça e policiais que os servem mal ou nem os servem de todo, atolando a democracia, as liberdades, os direitos humanos e de cidadãos em operações dúbias para suas conveniências e das classes dirigentes.

No exemplo relatado mais em baixo, em notícia da Lusa, vimos como prémio aos selvagens policiais a absolvição por juiz ou juízes seus iguais. Tudo sem que entendamos como é possível que um indivíduo morra na sua própria cela esturricado porque os polícias que o deviam retirar do incêndio se “confundiram” com o estado ébrio do prisioneiro. Polícias moucos e sem olfato? Polícias tão inteligentes que deduziram aquilo que não deviam, enganaram-se? Não, certamente que não. Prepotência, racismo e desumanidade?

Mas o tribunal que julgou o caso não foi melhor. Se isto não é digno de ser uma violação aos direitos de toda e qualquer pessoa o que será? O que pensar destes marmanjos encanudados que se sentam de toga negra como a morte e se acobardam por detrás da justiça cega, quer dizer, da justiça indiferente, ausente, que é a dos menos afortunados, da ralé. Criminosos, eles o são, aos olhos de muitos. O que fazer perante estes “santinhos”?

Alemanha: ABSOLVIÇÃO DE POLÍCIAS NO CASO DA MORTE
DE UM REFUGIADO DA SERRA LEOA GERA TUMULTOS NO TRIBUNAL

FA - LUSA

Berlim, 08 Dez (Lusa) - A absolvição de dois polícias acusados de negligência devido à morte na cela de uma esquadra de Dessau de um jovem exilado político de 23 anos da da Sierra Leone provocou hoje tumultos na sala de audiências do tribunal desta cidade leste-alemã.

Logo que o juiz anunciou a sua decisão, várias pessoas, indignadas, avançaram para o magistrado com ar ameaçador, chamando-lhe "mentiroso".

O juiz Manfred Steinhoff foi obrigado a pedir reforços policiais, para repôr a ordem, e pouco depois os manifestantes incendiaram um colchão à porta do edifício do tribunal, em sinal de protesto.

Oury Jalloh morreu queimado numa cela da esquadra de Dessau, em Janeiro de 2005, por ter alegadamente deitado fogo, com um isqueiro que tinha no bolso, ao colchão da esteira em que tinha sido algemado de pés e mãos.

Os polícias de serviço alegaram não ter ouvido o alarme de incêndio, e disseram ter atribuído os gritos de Jalloh a pedir socorro ao estado de embriaguês que levou à sua detenção, por ter alegadamente molestado duas mulheres.

O Tribunal não deu como provadas as acusações de negligência do Ministério Público, que tinha exigido o pagamento de uma coima de 4800 contra um dos polícias, e concordado com a absolvição do outro agente da lei, por falta de provas.

O promotor público afirmou ainda durante as alegações finais estar convencido de que a morte de Oury Jalloh, que deixou mulher e um filho de tenra idade, podia ter sido evitada, se o chefe de serviço da esquadra tivesse reagido em devido tempo.

Por seu turno, a defesa pediu a absolvição dos dois arguidos, invocando tratar-se de "um acidente trágico".

Os advogados dos polícias sublinharam também que o chefe da esquadra "ainda tentou salvar o recluso, mas sem sucesso".

Segundo o inquérito judicial ao caso, a polícia não detectou o isqueiro na posse de Jalloh, quando o revistou, antes de o prender na cela, algemado, por ter oferecido resistência às forças da ordem, que o tinham detido por ter alegadamente molestado duas mulheres.

A acusação particular, que representou os pais e irmãos de Jalloh no processo, repudiou a tese de que a única possibilidade foi a própria vítima ter ateado o fogo que a matou.

"Não é possível provar que foi assim, é apenas uma possibilidade teórica", disse o advogado da família, Felix Isensee, nas alegações finais.

O Irmão de Jalloh disse a repórteres em Dessau, por sua vez, que Oury "fugiu de uma guerra civil, não se suicidou, e não iria suicidar-se" numa cela na Alemanha.

"Queremos saber quem o matou, não está em causa se se tratava de um preto ou de um branco, trata-se de um ser humano que morreu", disse ainda.

O julgamento teve quase 60 audiências, ao longo das quais o tribunal tentou reconstituir a morte de Jalloh, nomeadamente através de várias peritagens solicitadas ao Instituto de Bombeiros de Sachsen-Anhalt, em Magdeburgo, que concluiram ser possível que o tenha sido o próprio recluso a incendiar o colchão, apesar de algemado.
.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

DIREITOS HUMANOS? QUE DIREITOS?

.

POTÊNCIAS E SUPER-POTÊNCIAS
PRINCIPAIS GERADORAS DOS ATROPELOS AOS DIREITOS HUMANOS


Avançamos no século 21 com cada vez mais, maiores e muito graves atropelos aos Direitos Humanos; o que está a acontecer no Zimbabué é prova flagrante do afirmado. Porém, não é só no Zimbabué que os atropelos aos Direitos Humanos acontecem. Comprovadamente, esses atropelos são em muitos casos gerados pelas políticas hipócritas dos Estados Unidos da América do Norte, de Inglaterra, da Rússia, da China e de outras potências e super-potências do mundo dito “desenvolvido”, “democrático” e “civilizado. Até quando assim será?

No Zimbabué continuamos a assistir a violações de toda espécie, num ex-país agora coutada de Mugabe. Curiosamente, Mugabe foi há pouco tempo recebido em Portugal na Cimeira EU – África com pompa e circunstância, apesar da contestação do governo inglês. Contudo, esse governo, o inglês, foi e é parte activa na invasão do Iraque sobre falsos pretextos, somando-se à obstinação e liderança de um presidente George W. Bush de mente criminosa, semelhante à de Mugabe – com a diferença de que os norte-americanos não se dispõem a permitir-lhe que chegue a “tão longe” dentro das fronteiras do seu país. Permitiram-lhe contudo que fosse o representante maior dos atropelos aos Direitos Humanos em vários aspectos. Exemplo: Guantánamo.

Foram e são as políticas de seres desumanos como Bush, Blair, Mugabe, Putin que dão azo, com os seus maus exemplos, com as suas “demências”, a que emerjam da insignificância das suas personalidades e cargos outras figuras, como Durão Barroso, Aznar e outros da mesma estirpe. São estes os agentes dos atropelos aos direitos humanos na cópia da outra face da moeda onde encontraremos Bin Laden e demais extremistas tarados e radicais, da Europa a Israel e à Palestina, do Afeganistão ao Iraque e demais Ásia, da América do Sul a África e daí à China-Tibete, da Birmânia às Filipinas, Indonésia ou a Timor-Leste. Muitos outros casos há para citar.

No mundo ocidental, dito cumpridor dos Direitos Humanos, na Europa, por exemplo, registam-se imensos casos de violações dos Direitos Humanos. O mais recente e constrangedor foi o acontecimento na Grécia, onde a polícia abateu um jovem de 15 anos, um adolescente… por nada, ou seja: por selvajaria institucional, por terrorismo de Estado na ponta do cano de uma arma policial.

Neste caso foi abatido um jovem europeu mas, na Europa, quantos casos de espancamentos policiais são registados por dia? E quantos é que ocorrem na realidade? Que culturas dão os governos, os países aos seus representantes na segurança? Maus representantes, pois quase sempre assumem a defesa dos poderosos, dos políticos, dos governos, dos governantes corruptos, etc. O mesmo se passa com inúmeros tribunais de inúmeros países. Na Europa, sim, na Europa.

Provas, encontramos no défice da justiça, do judiciário. Quantos casos de corrupção são levados a sério, julgados e condenados? Quantos são conhecidos? E dos conhecidos quais são os casos que são levados do principio ao fim, com todas as consequências e desmantelando todas as ramificações dessas redes internacionais corruptoras e corruptíveis? Quem têm sido os maiores corruptos? Os políticos? Responder para quê, todos sabemos.

Sabemos também que esses mesmos políticos acabam por se encontrar no aéropago das Nações Unidas a ocupar cargos prometidos à laia de “recompensas” por “serviços prestados”. Evidentemente que não são todos os políticos, mas são imensos. Convém fazerem-se rodear de uns quantos honestos, incorruptíveis, para tentar tapar o sol com a peneira e dar alguma credibilidade à classe. Com o objectivo de enganar os trouxas, que somos nós.

Vai comemorar-se mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é positivo que se comemore esse dia, mas é igualmente positivo que antes do dia da efeméride e depois falemos e escrevamos sobre as violações que acontecem de minuto a minuto. Estou a escrever esta prosa há cerca de dez minutos e provavelmente neste tempo já foram mortas umas quantas crianças-soldado, uns quantos militares e civis no Iraque, na Palestina, no Afeganistão, na República “Democrática” do Congo, na América Latina, com terrorismo de Estado, dos pseudo-libertadores, dos barões da droga, por todo o mundo. Para não falar dos escravos, mesmo em Espanha, dos que morrem de fome e de epidemias sem razão de existirem nos tempos actuais por existirem meios de as combater no “mundo moderno” e “desenvolvido”.

Na Europa também muitos a esta hora estão a ser espancados, vítimas de barbaridades policiais; também acontece na UE, por mais que os políticos e as suas polícias e tribunais o neguem. Entretanto, nos Estados Unidos da América, inúmeros casos de violações dos Direitos Humanos também já aconteceram neste curto espaço de tempo e não será o “novo” Presidente Obama que irá mudar o que está tão arreigado e convém aos violadores desses Direitos – os mesmos que hipocritamente criticam os outros países sem olhar para os seus, criticam os outros sem se olharem ao espelho e repararem que nele refletem pequenos hitleres, idi amins, maos, ferdinandos marcus, estalines, mugabes, bushs, etc.

Direitos humanos? Que direitos?
.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

OLHEM P’RA ELES! QUEM SE METER COM JORGE COELHO LEVA?

.


Na sequência do caso do conselheiro de (mau) estado Dias Loureiro, relativo ao escândalo SLN/BPN surgem mais revelações na comunicação social que em nada são abonatórias da credibilidade das declarações deste destacado membro da nossa praça política-económica-financeira – a promiscuidade do costume.

Mas, agora junta-se ao escândalo o senhor engenheiro Jorge Coelho, que diz nada ter a ver com esta trapalhada. Certamente mais uma coincidência, como coincidência foi o senhor engenheiro ir para "big boss" da Mota Engil depois de lhes ter “entregue” as scut quando ministro, um negócio das arábias. Coincidências, pois claro – mas a promiscuidade do costume.

Vejam com os vossos próprios olhos as “coincidências”, mas, cuidado ao falarem disto em público. É que "quem se mete com o PS leva”. E com o senhor engenheiro Jorge Coelho, também?

Até parece que o produto da caça se resume a uma frase conhecida e que significa que estão a ser apanhados vários coelhos com uma só cajadada. Cuidado, isto tem de parar “a bem da nação”, da “nação” deles. Será?



Bens deste fundo foram apreendidos

Dias Loureiro e Jorge Coelho
accionistas de gestora de um fundo financiado por fraude ao IVA

05.12.2008 - 20h43 António Arnaldo Mesquita, Cristina Ferreira, Vítor Costa

Manuel José Dias Loureiro e Jorge Coelho são accionistas da Valor Alternativo, uma sociedade anónima gestora que administra e representa o Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara, que foi constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros. A Valor Alternativo e o Fundo Valor Alcântara têm a mesma sede social, em Miraflores, Algés, e os bens deste último já foram apreendidos à ordem de um inquérito em que a Polícia Judiciária e a administração fiscal investigam uma fraude fiscal superior a cem milhões de euros.

O fundo de investimento foi constituído por três participantes, alegadamente envolvidos num esquema de fraude fiscal do sector das sucatas que tem como objectivo exigir do Estado a devolução indevida de montantes de IVA.

Dias Loureiro, actual Conselheiro de Estado e ex-administrador de empresas no grupo Banco Português de Negócios, possui 30,5 por cento do capital da sociedade, através da DL Gestão e Consultores e Jorge Coelho, ex-dirigente do PS e ex-ministro, detém 7,5 por cento através da Congetmark. O accionista maioritário da Valor Alternativo é Rui Vilas, com 62 por cento. Vilas trabalhou na Fincor, a corretora que criou o Banco Insular em cabo Verde e que foi comprada no início da década pelo Banco Português de Negócios.

Contactado pelo PÚBLICO, Jorge Coelho afirma que aquela é uma “mera participação financeira”, desconhecendo tudo o que acontece na empresa. O contacto com Dias Loureiro não foi possível, até ao momento. Entretanto, a sociedade gestora enviou ao Público um comunicado onde descreve os passos judiciais deste caso.

Leia mais na edição de amanhã do PÚBLICO
.