quarta-feira, 29 de julho de 2009

FEDERAÇÃO IBÉRICA? DEIXEM-SE DE MERDAS, PORRA!

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OS SARAMAGOS QUE VÃO PRÓ CARAÇAS COM AS SUAS DOIDEIRAS!

Perguntei-me se estava a sentir um nacionalismo bacoco quando há tempos me insurgi contra a ideia de Saramago sobre uma Federação Ibérica e considerei a ideia completamente maluca, estapafúrdia, aviltante das entidades dos povos. Não, obrigado, já basta a ETA, não quero que os meus netos andem a pôr bombas por terem aderido ao MOPORTIN – Movimento Português pela Independência. Mas porque complicam as coisas?

O notícia vem pelos jornais de hoje e vai ficar acessível em link já a seguir mas confesso que não a li toda, só as gordas e depois olhei para aquilo em diagonal, perguntei-me se querem acabar com a nacionalidade portuguesa fundada pelo casmurro do Afonso Henriques. Porque é que os querem ser espanhois não vão todos para Espanha e deixam por aqui os que se sentem bem sendo portugueses?

Parece que em sondagens apuraram que 40 por cento dos portugueses estão de acordo com uma Federação Ibérica, a Ibéria, mas ela já existe! Não precisam de inventar nada que já existe! Façam mais alianças de comércio indústria, façam como quiserem mas não nos tirem o que já quase só nos resta: a nacionalidade portuguesa!

Se 40 por cento dos portugueses está de acordo só têm de ir para Espanha, se é o caso de estar a morrer de amores por “nuestros hermanos”, mas que nos deixem em paz, aqui, com a sacanagem de políticos que temos mas cuja linguagem entendemos na perfeição. Não os queiram substituir por outros sacanas, espanhóis, que nos vimos arrasca para entender quando falam muito depressa e que sempre demonstraram um enorme desprezo pelos portugueses e por Portugal. Basta de sacanas políticos neste país, importar mais uns quantos para daqui por uns tempos termos de voltar a andar à porrada para os expulsar já não dá. Deixem-se de merdas, porra! O Saramago que vá pró caraças com as suas doideiras!
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Então, oh seus doidos, e a Lusofonia? Porque não vão lamber sabão? Com esta idade não estou nada interessado em ter de andar a lutar pela nossa independência, a pouca que nos resta. Menos ainda se tivermos de recorrer à violência. Vejam lá o que estão a arranjar!
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sábado, 25 de julho de 2009

A SALAMALANDRA

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Rija, enquanto durou.

Agora q'amolengou e antes q'a morda a cobra,

Vou atá-la c'uma corda

Pra ela nã me fugiri.

Preciso da sacudiri,

Leva tempo pá'cordari

Já nem se sabe esticari.

Más lenta q'um caracoli,

Enrola-se-me no lençoli.

Ninguém a tira dali,

Já só dá em preguiçari.

Nada a faz alevantari

E já nã dá com o monti,

Nem água bebe na fonti.

Que bich'é que lhe mordeu?

Parece defunta, morreu.

Deu-lhe p'ra enjoari,

Nem lh'apetece cheirari.

Jovem, metia inveja.

Com más gás q'uma cerveja,

Sempre pronta p'ra brincari.

Cu diga a minha Maria,

Era de nôte e de dia.

Até as mulheres da vila,

Marcavam lugar na fila,

P'ra eu lha poder mostrari!

Uma moura a trabalhari,

Motivo do mê orgulho.

Fazia cá um barulho!

Entrava pelos quintais,

Inté espantava os animais.

Eram duas, três e quatro,

Da cozinha até ao quarto

E até debaixo da cama.

Esta bicha tinha fama.

Punha tudo em alvoroço,

Desde o mê tempo de moço.

A idade nã perdoa,

Acabô-se a vida boa!

Depois de tanto caçari,

Já merece descansari.

Contava já mê avô:

"Niuma rata lhe escapou!"

É o sangui das gerações.

Mas nada de confusões,

Pois esta estória aqui escrita,

É da minha gata, a Pilita!

*Autor desconhecido… mas tem ares de ser do Zé da Lábia
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quem não sabe? PORTUGAL É PIONEIRO NOS CÉREBROS ARTIFICIAIS

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OH ZÉ DA LÁBIA, MAS ISSO JÁ HÁ CÁ!

O meu amigo Zé da Lábia tem por vezes comportamentos que mais parecem de um extra-terrestre. Até parece que não é deste mundo, francamente. Hoje, logo de manhã, teve o cuidado de me enviar uma notícia publicada no Correio da Manhã, que nos anunciava que “Nos próximos dez anos, poderá ser possível construir-se um cérebro humano artificial, afirmou o director do Blue Brain Project, (BPP), Henry Makram.”

Porque quero partilhar convosco esta minha sabedoria, cá vai: - Oh Zé, mas isso já há cá em Portugal vai para um monte de anos!

Deve ter sido só para ele que tudo passou despercebido. Há cérebros artificiais e inteligentíssimos, pelo menos alguns. Mas como seria possível assassinarem o Sá Carneiro sem isso? E ter um PR que já há quase duas dezenas de anos, quando era PM dizia que nunca se engana e mais não sei o quê, que era infalível? Fará agora, que aperfeiçoou o cérebro artificial.

O cérebro do Sócrates é outro que tal, por isso aquela sua tendência para os Simplexes e para os Magalhães, os Freeportes, os diplomas da Tangex. Aquelas coisas todas avançadas, que só cérebros artificiais, devidamente programados conseguem operar borrifando-se para tudo e para todos.

Olhem, outro exemplo: o dr. Álvaro Cunhal, que já lá está no Lenicéu. Também era. Sim, um cérebro artificial, inteligentíssimo, com a capacidade de repetir, repetir e repetir. Por isso lhe chamavam cassete, os ignorantes. Aquilo era do melhor, artificial e com decoração capilar branca. Diferente.

Temos outros. Um cérebro artificial com decoração pró seráfico é o da dra. Manuela. Mas quem vê caras não vê cérebros. Bem, aquele não parece estar devidamente afinado. A mim até me disseram que clonaram do de Cavaco e que a operação não saiu perfeita. A memória falha e ela diz coisas que já dizia quando era ministra do cérebro do Cavaco PM, de há 12 anos ou coisa assim, e outras são do tempo do Barroso, não é o da sopa… Aquele Barroso do tacho na UE, da presidência. Contaram-me que é um cérebro que não vale nada mas que levou uns componentes extras do Cavaco, do Bush, do Blair e até alguns do Sadam, mas, parece, principalmente, que lhe instalaram uns componentes muito bons dos magnatas com quem ele se passeia nos iates e nos aviões privados, e tal.

Mas há mais, muitos mais. Olha, o Paulo portas. Aquilo é que é um cérebro, ocupa tanto espaço que tiveram de lhe por um capachinho de adorno, parece que a estrutura capilar interior já não cabia. Ou por outra, cabia mas depois ele habilitava-se a que lhe chamassem cabeçudo. Isso na direita é mau, dá direito a extermínio em campo de concentração. Já o cérebro do irmão dele é normal, quero dizer: está um pedação afogado nos passados de líquidos alcoólicos e drogas. Há quem diga que quando emperra é por causa da ferrugem etílica. Talvez.

Pois meu caro Zé da Lábia. Essa notícia vem atrasada relativamente a Portugal. Nem sei como o Correio da Manhã a aproveitou. Esse jornal, que até tem lá imensos cérebros dos bons para as notícias de faca e alguidar… mas não só. Isso vende. Vende porque existem cérebros atrofiados, que não são artificiais, ou, se são, devem ter sido comprados em segunda-mão ou de origens pirateadas.

Mesmo assim, agradeço ao meu amigo Zé da Lábia a notícia. Sempre tive a possibilidade de o esclarecer e até, eventualmente, também os outros dois que ainda têm a pachorra de ler este meu blogue. Haja paciência.

Oh, Zé da Lábia, estava a esquecer-me de referir que lá por Timor-Leste também existem uns quantos cérebros artificiais… Limitaditos, mas são… Depois explico, talvez e a pedido. Fiquem com a notícia.

Investigação dos distúrbios mentais
Cérebro artificial nos próximos dez anos

Correio da Manhã - 23 Julho 2009 - 10h54

Nos próximos dez anos, poderá ser possível construir-se um cérebro humano artificial, afirmou o director do Blue Brain Project, (BPP), Henry Makram.

O BPP é um projecto científico internacional cujo objectivo consiste em construir uma simulação computadorizada do cérebro de mamíferos, em particular, da coluna neocortical, conhecida como neocortex, tendo já obtido sucesso na construção de elementos do cérebro de um rato.

No projecto, a equipa utiliza um supercomputador com 10 mil processadores, cada um deles com algoritmos diferentes, simulando neurónios.

“É preciso um computador para fazer os cálculos de um neurónio, portanto, são precisos 10 mil computadores” para simular um cérebro humano inteiro, afirmou Henry Markram.

O projecto de construção de um cérebro humano artificial seria muito importante na investigação das doenças mentais, uma vez que se estima que mais de dois biliões de pessoas sofrem de distúrbios mentais.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

UM MUNDO EM PAZ E COR-DE-ROSA

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OBAMA E BIN LADEN CONFRATERNIZAM

O mundo mudou de cor, informaram os astronautas que por esta hora viajam rumo a Marte e que daquela distância estavam habituados a ver o nosso planeta azul, agora é cor-de-rosa.

O jornal Washington Post dá notícias sobre os encontros de entendimento entre Obama e Bin Laden. Numa foto podemos ver todos os líderes mundiais a celebrarem a nova ordem mundial que acordaram, subordinada ao tema “Importantes são as pessoas, a natureza, a paz”.

Noutra reportagem da Ski News podemos ver as centrais de destruição de armamento existente no nosso planeta em laboração. Estima-se que dentro de quatro anos não exista uma única arma letal no nosso planeta. “Esse será o prazo previsto se laborarmos durante 24 horas diárias, ininterruptamente”, declararam os directores do complexo de centrais, um israelita e um árabe.

Os corruptos e os corruptores de todo o mundo concentraram-se no deserto saariano após terem entregue os seus haveres aos povos dos países mais carenciados.

Ban Kimoon anunciou há momentos que já não há seres humanos a padecer de fome e que equipas médicas se encontram a viajar com destino aos países mais carentes de cuidados de saúde. Os professores mobilizaram-se e estão por todo o lado a alfabetizar os milhões de analfabetos existentes. Neste momento já todas as crianças do planeta frequentam escolas, onde brincam, alimentam-se e aprendem…

Pai, acorda… Estavas a sorrir e a chorar de felicidade.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

CORRUPÇÃO NA ONU? MAS QUE IDEIA! EM PORTUGAL? NEM PENSAR!

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Hoje é manchete que o ex-ministro de Cavaco Silva, agora Presidente da República, foi constituído arguido no caso BPN, é o segundo ex-ministro de Cavaco Silva que é constituído arguido neste processo, o outro é Dias Loureiro, que Cavaco levou para Conselheiro do Estado quando chegou à Presidência da República.

Evidentemente que o facto de estes dois indivíduos terem sido constituídos arguidos não significa que sejam criminosos, até porque são ex-ministros de Cavaco Silva. No final de contas desculpas lhes serão apresentadas e, não nos admiremos, até uma indemnização. Dura Lex Sed Lex. Claro. Se fossem uns malandros que se “distraíssem” com umas moeditas de euro ou umas notas de carteira surripiada no Metro, isso sim, era um caso bicudo, os criminosos.

Tramado estará quem do Ministério Público se anda a atrever tanto e a incomodar os senhores ex-ministros e outros amigos não alheios para eles. Eles, os que tomam para si as cadeiras do Poder à custa de tantas promessas, falsas, que fazem durante os períodos eleitorais e sempre que isso lhes possibilite subir nas sondagens, ou até por simples alimentação dos seus egos.

Sosseguemos, daqui por uns tempos o caso BPN já não é caso. O BPN? Mas qual BPN? Tal como muitos outros casos já esquecidos.

Mas não é só em Portugal que estes atrevimentos de incomodar indivíduos e grandes estruturas ocorrem. Ainda agora ficamos a saber de um caso caricato e representativo da malandragem que existe na ONU e organismos correlativos.

Há uns tempos foi uma portuguesa, funcionária da ONU, que, valendo-se do correcto e apelando à justiça que todos devemos observar e exigir que se cumpra, denunciou caso de corrupção que se lhe deparou na Organização Meteorológica Mundial, tendo tentado “averiguar desvio de verbas”, o resultado foi ser despedida.

Mas qual corrupção? Mas qual desvio de verbas? O que pretende vossemecê insinuar? Disse-lhe o engravatado de colarinhos alvos alapado na sua cadeira da pele dos “camelos” que morrem de fome na África subsaariana e um pouco aos milhares por esse mundo fora.

O resultado foi a zelosa funcionária ter sido despedida.

Porque não se ficou, porque recorreu ao Tribunal de Trabalho, é notícia que a ONU vai ter de indemnizá-la com 142 mil euros, o que não é nada. Tem de indemnizá-la por despedimento sem justa causa. Quem paga são os países que contribuem para a organização, o que significa uma ridicularia para quem a despediu. Facto é que a corrupção não é julgada, certamente que até é abafada, senão não a teriam despedido. Afinal até sabemos que também nesse aspecto a ONU é um coio de malandros, eles estão por toda a parte.

E pronto, aqui temos. Os bandidos de colarinho branco são imensos e praticamente nada lhes acontece. Antes pelo contrário, vão sistematicamente sendo promovidos ou passando de umas cadeiras ministeriais para outras, ou de altos cargos de umas empresas para outras… e depois regressam a governos ou a organizações internacionais, como a ONU. Ora, se isto não é uma enorme Máfia, o que será? Mas nisto há honestos, dirão. Pois, não sabemos é quais e quem são. Até porque, segundo se sabe e vê, os honestos são despedidos.

Fiquemos com a pequena notícia do Público de hoje, 20, dia em que se comemoram os 40 anos da chegada do homem à Lua. Desde então, os habitantes da Lua ainda não apareceram para cumprimentar os emissários. Pudera, certamente que lá já chegou a versão correcta de que este planeta é governado, gerido e dirigido, por uma enorme percentagem de bandidos. Isso, eles, os lunáticos, não querem lá. Esconderam-se. É o que nos apetece fazer, não temos é onde fazê-lo, nem para onde fugir desta cambada de parasitas.

ONU INDEMNIZA PORTUGUESA
QUE INVESTIGAVA CORRUPÇÃO E FOI AFASTADA

Público - 20.07.2009

A Organização Meteorológica Mundial vai pagar 142 mil euros a Maria Veiga, que foi despedida depois de tentar averiguar o desvio de verbas

O tribunal de trabalho das Nações Unidas deu razão a uma funcionária portuguesa que foi despedida em 2006, depois de ter sido contratada para investigar um caso de alegada corrupção na Organização Meteorológica Mundial.

O painel de juízes atribuiu a Maria Veiga indemnizações no valor de cerca de 150 mil euros por "danos morais e materiais".

"Terá Maria Veiga sido despedida por ter feito o seu trabalho demasiado bem?", chegou a escrever o jornal suíço Le Matin sobre o caso.

O escândalo financeiro na OMM, que tem sede em Genebra, já fez correr rios de tinta em jornais como o New York Times e o International Herald Tribune e arrasta-se, pelo menos, desde 2003.
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sábado, 18 de julho de 2009

MANIFESTO PARA POLÍTICOS “LAVAREM A CARA”, MAS CONTINUAM OS MESMOS

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Raios que os partam!
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É MELHOR NÃO!

A referência vem em vários jornais, é falada nas rádios e até nas televisões, também na Web, contudo prefiro recorrer ao jornal “Público”, que leio diariamente a par com o Diário de Notícias ou o Jornal de Notícias, no Correio da Manhã vejo as “gordas” e um ou outro texto. O Público, também a par do DN e do JN anda em dificuldades financeiras, os “grandes e sábios” das administrações e gestões dizem-no e nós acreditamos se quisermos. Lembremo-nos de que os de “colarinho branco” parecem que têm um fraquinho por nunca se prejudicarem, por isso o melhor será não acreditar enquanto eles, os “gestores” não deixarem de “mamar” aqueles chorudos ordenados e mordomias habituais e que só mais tarde vimos a saber. Digamos que aproveitam a crise para nos lixarem, ainda mais. Para esse pressentimento vou. Adiante.

Alegando pretenderem “credibilizar debate de ideias nas campanhas eleitorais” saltou de uma caixa de cidadania um grupo de cidadãos, claro, “insatisfeitos com os conteúdos e a qualidade do debate político-partidário”. Diz o Público de ontem, 17, que o tal grupo pretende “lançar para a discussão partidária que antecede as eleições legislativas e autárquicas uma “agenda de prioridades” que vão desde o processo de integração europeia às Forças Armadas, passando pelas políticas sociais, justiça, educação, cultura e ambiente.”

Evidentemente que estamos todos de acordo nesse debate, eu estou, praticamente todos estarão, mas de certeza absoluta que existem os que dizem que estão e não estão. Até porque pensam para com os seus botões que será uma inutilidade porque o povo é bronco e até já tem liberdade a mais e que os intelectuais devem de tratar de coisas do intelecto e deixarem-se de politiquices. Até porque a política é para os políticos e poucos mais.

Porreiro! Vamos lá então ao debate! Quando é e onde? Como vão fazer? Quem vai debater? Não me digam que até vão despachar-se mais rápido com as obras na Praça do Comércio para assentarmos lá arraiais e debatermos o que há para debater com Sócrates, com Cavaco, com Manuela Ferreira Leite, com Paulo Portas, com Pacheco Pereira, com António Vitorino, com Santana Lopes, com Jaime Gama, com Almeida Santos… Com esses gajos todos que estão na política há “séculos” e que até já criaram teias de aranha por há tanto tempo estarem agarrados aquela ocupação que “até lhes traz “prejuízos” e que desempenham sacrificando-se nas carreiras e nas contas bancárias, como vão dizendo. É a vontade do “serviço público” e o apego ao povo e ao país. Serem úteis à comunidade e à Europa, pois, à Europa, também essa. Sim, porque somos um país europeu!

Pois então, se o debate vai ser com os mesmos, se vai ser com os donos, padrinhos e capos daqueles partidos que já nem sabemos bem se fazem parte do espectro político-partidário ou de seitas, é melhor não. Se é para serrar presunto e “lavar a cara” dos mesmos, as únicas caras que vejo sujas, é melhor não. Se é para continuarmos a ter esses e só esses a botar faladura de que passados cinco minutos da intervenção até já nem se lembram do que disseram, é melhor não, se não for para mudar caras, conceitos, práticas e proceder à recuperação do respeito que os portugueses merecem, é melhor não. É mesmo melhor não se não for para dar lugar aos novos, em tudo, e esses penduras se afastarem. Já é mais que tempo. Ou será que ainda não estão satisfeitos com aquilo que têm “mamado”. Irra, é melhor não. Fartos de mentiras andamos nós e de certeza que aproveitarão a boa proposta de um grupo de cidadãos para “lavarem as caras” e não mais que isso. O que virem na proposta será mais uma oportunidade para nos enganarem e falsamente se mostrarem a rejuvenescer na perpetuação dos saltos que dão de uns lugares para outros, dança de cadeiras de que já estamos fartíssimos. É melhor não!

A proposta seria boa, se partíssemos para gente nova sobre quem não tivessem ascendência pessoal e partidária… Fiquemos com a notícia do “Público”.

Intelectuais lançam manifesto
com “questões prementes” destinadas aos partidos políticos

17.07.2009 - 23h13 Maria José Oliveira

Um grupo de 25 cidadãos, “insatisfeitos com os conteúdos e a qualidade do debate político-partidário”, pretende lançar para a discussão partidária que antecede as eleições legislativas e autárquicas uma “agenda de prioridades” que vão desde o processo de integração europeia às Forças Armadas, passando pelas políticas sociais, justiça, educação, cultura e ambiente.

As propostas estão reunidas no manifesto “O nosso presente e o nosso futuro: algumas questões prementes”, um documento de 27 páginas em que é feito um diagnóstico da situação actual de cada área, acompanhado por propostas e perguntas dirigidas aos partidos com assento parlamentar.

Durante esta semana esta “agenda de prioridades para a política pública” será entregue a todos os partidos políticos, avançou ao PÚBLICO Viriato Soromenho Marques, conselheiro de Durão Barroso para a Energia e alterações climáticas, e um dos autores do documento.

Um dos propósitos do manifesto reside precisamente na tentativa de ampliar a temática em discussão nas campanhas, procurando ultrapassar as “receitas já conhecidas” e permitindo uma abertura ampla à participação da sociedade civil. Soromenho Marques afirma ainda que “seria muito positivo” que as propostas elencadas no manifesto contribuíssem para a elaboração dos programas eleitorais de cada partido.

Contra a “excessiva fulanização” da política

Os 25 redactores do documento provêem de diversas áreas (economia, universidade e cultura) e assumem-se como independentes. São eles: Ana Luísa Amaral, Ana Maria Pereirinha, António Pinto Ribeiro, Clara Macedo Cabral, Isabel Allegro de Magalhães, Isabel Hub Faria, Jean Barrocas, Joana Rigatto, João Ferreira do Amaral, João Sedas Nunes, Laura Ferreira dos Santos, Luís Filipe Rocha, Luís Moita, Luís Mourão, Margarida Gil, Maria do Céu Tostão, Maria Eduarda Gonçalves, Maria Helena Mira Mateus, Maria Manuela Silva, Mário Murteira, Mário Ruivo, Miguel Caetano, Philipp Barnstorf, Teresa Pizarro Beleza e Soromenho Marques.

A ideia do manifesto (acessível no site cidadaosdebatempolitica.net) partiu de duas constatações: a cidadania não se esgota nos partidos; e a “excessiva fulanização” da política nacional. Que, explica Soromenho Marques, é já verificável neste período de pré-campanha, em que “não parecem estar em causa as eleições para o Parlamento, mas a escolha de um primeiro-ministro a partir de duas figuras [José Sócrates e Manuela Ferreira Leite]”.

O debate (ou a falta dele) na campanha para as eleições europeias foi determinante para a elaboração do documento, afirma o professor universitário, notando ainda que “nos últimos anos assistiu-se a um esbatimento ideológico”. Esta “corrida para o centro” do PS e do PSD foi tanto mais grave, sustenta, porquanto subsiste no “discurso oficial dos dois principais partidos a ideia falsa de que o esbatimento ideológico dispensa o debate de ideias”.

Um dos propósitos do texto consiste, por isso, na tentativa de interpelar os partidos com quatro dezenas de questões concretas que pressupõem escolhas “distintas e até antagónicas”. “Esta não é uma iniciativa que pretenda subestimar o papel e a relevância dos partidos políticos na vida democrática”, pode ler-se no manifesto.

A menos de dois meses para o arranque da campanha para as legislativas os promotores acreditam que a receptividade dos partidos poderá ser “sistémica”: “Se um ou dois [partidos] adoptarem uma atitude construtiva e suscitarem o debate com alguns dos autores do manifesto isso já vai ser positivo e provocar alguma reacção”, diz Soromenho Marques.
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domingo, 12 de julho de 2009

AUTORES MORAIS, UNS SÃO ACUSADOS E OUTROS VÃO PARA PRIMEIRO-MINISTRO?

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Ao inteirarmo-nos do “cambalacho” que as altas individualidades timorenses prepararam contra um bode expiatório chamado Angelita Pires, podemos, legitimamente, bradar aos céus e perguntar à comunidade internacional, aos governos dessa comunidade, como pode continuar a fazer de conta que nada de errado se está a passar em Timor-Leste.

Sabemos que é preceito usar de diplomacia e ir esperando que os maus regimes caiam de podre. Em Timor-Leste isto não pode acontecer. A comunidade internacional empenhou-se em demasia para agora fazer de conta que não se apercebe do banditismo institucional que se vai descobrindo em Timor. A ONU, Portugal, obrigatoriamente, também têm uma palavra a dizer aos responsáveis timorenses, o governo australiano também não pode ficar de fora. Os atropelos aos mais elementares direitos humanos e democráticos são por demais evidentes. O que ocorre em Timor-Leste desde o ano de 2006 é política baixa, reles, desprezível. Há violações que ocorreram e ocorrem em Timor e isso é evidente na culpabilização de autoria moral que convenientemente encaminharam para Angelita Pires, deixando de se apurar a execução de Alfredo Reinado, por exemplo, ou o mais que provável teatralizado atentado a Xanana Gusmão, etc.

Não pode continuar a acontecer em Timor-Leste acusarem convenientemente e de modo forçado Angelita Pires de autora moral de algo que outros tramaram e se ocultam por detrás de eventuais nomes históricos e sonantes. Se Angelita é autora moral daquilo que a acusam o que será Xanana Gusmão ao incendiar e dividir os timorenses com artes de divisões de séculos atrás entre lorosaes e loromonus?

A técnica usada pelos políticos reles é sempre a mesma, na revolução portuguesa também pretenderam dividir norte e sul, em África fazem o mesmo, aproveitam-se de diferentes etnias, etc.

Ao despoletar a triste e célebre frase lorosae-loromono nos seus discursos inflamados e viperinos, em 2006, ladeado da sua humaníssima esposa, actriz, professora, diplomata, etc., não terá sido Xanana Gusmão autor moral, pelo menos, das mortes, feridos, e destruições que daí advieram? Que patriota faz o que ele fez? Porque não lhe serve a acusação de autor moral, pelo menos, de dezenas de mortes?

A somar a tudo isso há uma parcela silenciada no espaço contíguo à casa de Ramos Horta, Alfredo Reinado. Comprovadamente executado, como reza no relatório de autópsia. Ainda a parcela em que declara, em vídeo, sobre as responsabilidades de Xanana Gusmão em tudo que diz respeito à violência de 2006-2007. Terá sido à toa que ele afirmou que se fosse preso Xanana também seria? Como podem alegar autorias morais a uns e nomear primeiro-ministro outros?

O julgamento de Angelita Pires, alegada autora moral de inúmeros crimes, está prestes a começar, dia 13, em Timor-Leste, dentro de cerca 14 horas. Estaremos atentos à esperada palhaçada mas desejamos que o tribunal não continue a alimentá-la. Uma vez declarada Angelita Pires inocente por falta de provas o que acontecerá? Acabará tudo ali ou vão realmente em busca dos verdadeiros responsáveis do 11 de Fevereiro? Certamente que estão perto e na comodidade dos ares condicionados pagos pelas privações em que vivem os timorenses.

Veremos o que faz a PGR, esta, Ana Pessoa, porque o anterior, Longuinhos Monteiro, pactuou com as maiores irregularidades e causas de feridas na Justiça, na Democracia, nos Direitos do Povo Timorense. Haja esperança, já que é a última a morrer. Neste caso, de Timor, se assassinarem a esperança, já sabem quem são os autores morais. Que se faça justiça!
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sábado, 11 de julho de 2009

TALVEZ UM DIA NOS ENCONTREMOS NUMA NUVEM

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foto Dita Alangkara/AP

Quando pessoas que estimamos nos deixam parece que há um “filme” que nos passa bem cá dentro, no nosso sentir e memória, e recordamos imagens, sons e conversas que nos rodeiam em determinado momento em que estivemos juntos e em que partilhámos algo, mesmo uma opinião contrária, não importa quantos anos passaram.

Manuel Carrascalão deixou-nos, faleceu hoje no Hospital Guido Valadares, em Díli, tinha 75 anos. Era uma morte física esperada. Há tempos que estava bastante mal. Quando soube, menos de duas horas depois de ele ter falecido, tornou-se indiferente a distância que vai de Lisboa a Díli para sentir mágoa pelo sucedido.

E o tal “filme” apareceu, inusitado. Em mais de três décadas nunca mais nos vimos, nem conversámos, mas ele esteve tão presente. Aliás, fui eu que estive presente em Timor, em Díli, no “filme”, junto a ele, numa esquina onde um homem numa carripana vendia “sassati”, era costume, e falávamos da Primavera Marcelista. Ele, quase quarentão, estava seguro de que aquela primavera ia dar bons frutos, que vinha lá a democracia e a prosperidade de Portugal e também de Timor.

Falava-me como um professor que acredita muito na lição que estava a dar-me. Pudera, então eu era um miúdo de vinte e poucos anos. Quase imberbe. Mas rebatia e não aceitava aquela lição que me estava a ser dada de modo tão cordato e esperançoso, teimei que Portugal de então estava a rebentar pelas costuras e que o pior estava para vir até que a liberdade e a democracia se consolidassem, que em breve “isto estoura”, acho que disse. Recordo certo é que sorrindo me considerou inexperiente e pessimista.

Afinal acertei. Infelizmente, aquele meu amigo mais velho de muitos fins de tarde de conversa, depois do “estouro” perdeu imenso, até filhos, e depois voltou a perder. Mas nunca perdeu a esperança e a sua força de homem resistente, lutador, até hoje, em Díli, cerca das 14 horas. Agora ganhou o céu. Um dia, provavelmente, voltaremos a trocar outras opiniões numa bela nuvem.

A estima e a saudade ficam. Muitas vezes não precisamos de conviver para continuar a gostar de alguém. Obrigado. Paz.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

RAMOS HORTA PROIBE ENTRADA DE NOVO CORRESPONDENTE DA LUSA

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PORTUGAL E OS PORTUGUESES
ESTÃO A SER DESRESPEITADOS POR RAMOS HORTA

Sabemos do “desaguisado” que está a acontecer entre a Lusa, agência de notícias de Portugal, e o presidente da República de Timor-Leste, Ramos Horta. Um “desaguisado” preferencialmente oculto, estranho e aparentemente cozinhado a dois, por José Meireles, que foi há cerca de dois meses destacado para Timor-Leste com as funções de Delegado da Lusa, e José Ramos Horta, que por razões obscuras vem desde há tempos desrespeitando todo o trabalho de décadas dos profissionais daquela agência de notícias em todo o processo de Timor-Leste. Aliado a ele está um mau profissional que, uma vez chegado a Timor, é suposto ter oferecido ao PR timorense uma falsa razão para entrar em litigio com a Lusa e assim pretender proibir a entrada de um delegado ou correspondente substituto que cumpra as funções normais e habituais dos jornalistas portugueses que têm sido para lá destacados.

Corre a versão de que foi o próprio presidente timorense que conduziu as conversações que levariam José Meireles a enveredar por supostas megalomanias de perseguições e deslealdades da agência portuguesa. As versões correm apesar de o silêncio estar a ser de ouro. Obviamente que se José Manuel Ramos Horta tivesse razões palpáveis de inculpabilidades da Lusa para tomar a posição que está a tomar não o faria em surdina. Provavelmente enveredaria por uma conferência de imprensa ou uma entrevista convenientemente concedida. Porque certamente tudo não passa de aproveitamento de um psicótico que se encaixa quase na perfeição com a vontade do PR timorense em dominar os profissionais de informação, Ramos Horta não perdeu a oportunidade e optou por querer incinerar a agência a que Timor-Leste tanto deve pela sua dedicação à causa timorense. Agência a que ele próprio tanto deve na sua promoção pessoal para que daí melhor o vislumbrassem e consequentemente a justa causa timorense. No mínimo isto padece de ingratidão e arrogância desmedida.

Como será que Ramos Horta vai explicar a cedência de um gabinete, viatura e mordomias ao ex-delegado da Lusa? A Lusa tem o seu próprio edifício em Díli, construído logo que chegou, quando todos montavam “barracas” provisórias por não acreditarem em Timor e nos timorenses. Se José Meireles não o ocupa é porque não representa a empresa que para lá o destacou. Que serviços está então a prestar ao presidente para ocupar instalações do novíssimo Palácio Presidencial? Estranho. Não seria estranho no reino de Bokassa.

Ramos Horta em várias ocasiões afirmou-se jornalista, será parcialmente verdade, mas creio que exageradamente pomposo, como é seu apanágio. Até foi correspondente da RTP no tempo de Marcelo Caetano, está certo, justifica-se a pomposidade.

Sendo mais ou menos experiente naquela profissão devia de saber que os profissionais da informação estão exactamente em Timor para isso, para informar, para ver e reportar com o máximo de profissionalismo e responsabilidade possível. É aquilo que têm feito. Aliás, não recordo que tenham embarcado em inexactidões ou em algo que não tenha sido a responsabilidade do cumprimento da sua profissão. Talvez, em minha opinião, até tenham sido excessivamente perdulários relativamente ao jornalismo investigativo que optaram por nunca fazer a contento de alguns leitores. Essa não será a sua função por lá, por tal capricharam em cumprir os requisitos profissionais. Bem. Até que apareceu um José Meireles que “suja” o trabalho de tantos e bons profissionais. Trabalho desenvolvido ao longo de tanto tempo.

Não faço ideia se Ramos Horta e todos os responsáveis de Timor-Leste já tomaram consciência do descrédito em que já caíram. Creio mesmo que raros timorenses se aperceberam disso. Se é verdade que a causa timorense galvanizou o mundo e principalmente Portugal, também é agora verdade que a desmobilização já aconteceu e pouco mais resta que uns quantos portugueses e alguns dos outros povos amigos, lusofonia incluída, dispostos a ainda ajudarem naquilo que for necessário. Isso, até a desilusão e o descrédito, nos actuais e tão limitados líderes, os vencer.

O que se diz é que é tempo de meditar e não de fazer como antes, “bluff”, às vezes por ser necessário esconder fragilidades ao inimigo. Mas nem Portugal, nem a Lusa ou os seus profissionais, são inimigos de Timor-Leste, nunca foram, antes pelo contrário.

O que é certo é que os portugueses precisam de um correspondente da Lusa em Timor-Leste. Legitimamente precisamos de ser informados pela agência portuguesa, por muitas razões e também porque, como contribuintes, somos nós com os nossos impostos que juntamente com outros países estamos a suportar as devidas contribuições para a reconstrução do país dos nossos irmãos timorenses. Ramos Horta não está somente a ser ingrato e a desrespeitar a Lusa e os seus profissionais mas também Portugal e os portugueses. Creio que os timorenses também precisam da Lusa no país, será mais um garante da liberdade de imprensa que parecem querer aniquilar. O Nobel da Paz deve repensar e reformular a sua lamentável atitude. Tudo indica.
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sábado, 4 de julho de 2009

Maus feitios - HOMEM SEM CORNOS É COMO JARDIM SEM FLORES!

. Fornecedor - Luís Baptista

CORNO DE PINHO NÃO PRESTA, CLARO! É FALSO!

O ministro Pinho demitiu-se. O meu pai sempre me disse que os palitos na testa eram desagradáveis e perigosos e que mesmo que os tivesse, por dádiva, que nunca os usasse. E não, guardei sempre todos dentro de uma arca velha lá no Monte da Francisca. Uma arca que era da minha avó mas que lhe fora oferecida pela avó dela. Arca grande onde o meus tios avôs se escondiam quando andavam fugidos da GNR, que os procurava por serem da Carbonária. Olhem, agora estão lá os cornos todos e ninguém os procura. Ao menos que os usassem para fazerem pentes, travessões para o cabelo e outras utilidades em que a frase “é duro que nem cornos” fosse uma vantagem, uma garantia de mais valia. Em bifes é que não, em bifes não valia nada.

Caso foi que o ministro Manuel Pinho - da Economia, não era? - não se poupou a fazer cornos. Mas há tempos que os más-línguas diziam que o senhor não fazia a ponta de um corno. Ah, pois não! Provas do contrário até ele mostrou na Assembleia desta República Maçónica. O Almeida Santos é que não deve ter gostado da brincadeira, já não tem idade para aqueles humores. O PR Cavaco também não gostou. O Sócrates gostou… mas não se riu porque quando não estragava tudo, perdia votos! Já viram os cornudos que há por aí, nenhum votava nele. Não será por isso que eu não voto. Já estou retirado dessas faenas.

Olhem que o Manuel Pinho teve jeitinho. Sim, senhor ministro. Provavelmente confundiu o redondo da AR com uma praça de touros e por isso se aplicou tanto. Ele lá sabe o que queria dizer com aquilo. Cá por mim ouvi falar nisso mas como não vejo TV de Portugal fiquei na mesma. Vi uma foto que um amigo incluiu no Facebook e desmoralizei ao ver a figura. Desmoralizei.

Pensei que o ministro tivesse feito aquilo como eu sabia, com a mão e os dois dedos espetados. Só, mais nada. Até para curtir uma maior vivência do acto experimentei a fazer com a minha mão direita… Mas qual quê, a artrite não deixou. Nem com a esquerda, os pés não dão. Pensei: bem, tenho de treinar. Por acaso até ia ao encontro daquilo que o médico me diz, que devo ginasticar as mãos e apertar bolas e coisas. Fazer bolas de papel e manuseá-las. Por chalaça já lhe disse: Oh, se fossem umas maminhas ainda vá, agora andar a apertar bolas de borracha e de papel! Ele riu-se e disse que não me pusesse com conversas porque não me receitava Viagra, porque não. Ele lá sabe as razões. Lembrei-me agora que deve andar por aí muito corno há conta do Viagra.

Conversa de chifres, hem, já viram isto! Mas de que se queixam? Corno fui eu e não me queixo. Também dizem que quem não os tem parece um jardim sem flores. Jardim feio, é o que é.

Pois mesmo considerando que o Pinho se excedeu não vejo lá muito bem onde está o grande escândalo. Ao menos o homem puxou dos cornos, mas naquela casa já vi cornos a puxar dos galões e a fazerem grandes touradas! Por isso é que ultimamente estão quase a zero na nossa consideração.

Sei que corno de Pinho (madeira) não presta, que é falso. O bom é corno de corno, mesmo, mas podiam aceitar as desculpas do ministro depois de acalmar e não acontecia mais nada. Aquilo não prejudicou em nada o povo, os contribuintes, etc. Não foi assertivo, poderá ter melindrado susceptibilidades de alguns, mas acabou por ser sui generis e mostrou um pouco da badalheira que é aquela AR maçónicopusdei e de outras seitas. Corrunuptas e não corrunuptas. Olé!

Esta conversa está a ficar parva de tão dura que é. É melhor pôr tudo de molho, para amolecer. Com uns cubos de gelo. Olé!