domingo, 27 de março de 2011

DITADURA DOS MERCADOS – A FOSSA GLOBAL FEDE!

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Sobre os acontecimentos nacionais, europeus e até mundiais, quase que não precisamos de nos actualizar e darmo-nos à tarefa de consumirmos aquilo que vem nos jornais, revistas, ouvirmos os noticiários na rádio ou na televisão, para sabermos sobre a lástima em que os povos do mundo estão a sobreviver. Valha-nos para consolo a Revolta Árabe ou, se quisermos, a Revolta Muçulmana.

Na Síria as elites tiveram agora o desplante de dar por findo o Estado de Emergência declarado e em vigor havia quase 50 anos. Bolas que é demais! Decerto que ao decidirem tão “afoita medida” se sentiram uns “mãos largas”, uns “deuses”, quando afinal não passam de dejetos humanos que oprimem milhões. Este é o grande problema das elites. São merda, fazem merda, dizem merda e acham-se “deuses”, alegando com mentiras que é tudo a bem dos povos e das nações. Na verdade não são menos que uns grandessíssimos vigaristas, intrujões, egoístas, fascistas ou comunistas – porque entre uns e outros venha o Diabo e escolha, não existem grandes diferenças práticas, só na teoria!

A evidência da realidade Síria, daquele exagero, decerto que a maioria dos povos ignorava. 50 anos a sobreviver em Estado de Emergência é inadmissível, intolerável, mostra quanto os das elites são capazes para subjugar os povos. Através de pretextos e contextos que dramatizam procuram encontrar as justificações para se servirem e conterem os povos, dominá-los e explorá-los. É assim na Síria e um pouco ou muito por toda a parte.

Vimos em Portugal a caminhada regressiva que as elites nos têm imposto a partir da noite de 25 de Abril de 1974, ainda mal refeitas das benesses exclusivas que haviam perdido. Vimos os que então contestavam o regime fascistóide Salazar-Marcelista e que até haviam sido perseguidos por esse regime, tomarem os seus lugares, estabelecerem-se como elites e de imediato, sob a falsa defesa da democracia, da liberdade, da paz, e etc., laborarem na construção de uma sociedade subjugada, progressivamente subjugada e condenada à exploração desmedida em beneficio desses “democratas”, refugiados em confederações, em partidos políticos que não são menos que associações criminosas por via dos bandidos de topo que as constituem e que formam sociedades secretas que pugnam pelos seus benefícios e mordomias exclusivas em prejuízo dos portugueses. Quanto maiores os partidos políticos são em termos de representatividade - conseguidas através de repugnantes mentiras eleitorais e/ou sistemáticas – mais afoitos se tornam na roubalheira e na tomada de medidas “inteligentemente” impostas sob o falso pretexto da defesa da democracia e do país. Quando sabemos, pelo menos há uns quantos que sabem e denunciam, que tudo que engendram se destina a implementar medidas de proveito próprio para as elites a que pertencem. É uma minoria que progressivamente vem subjugando a maioria, o povo, os portugueses, os povos do mundo. Uns quantos fazem-no conscientemente e outros nem por isso, alinhando por razões de egoísmo e de proporcionar bem-estar às suas famílias e amigos, seres fúteis – o que vai dar no mesmo.

A tudo isto a ONU chama democracia e considera que nesta Europa os Direitos Humanos estão preservados e são respeitados, isso mesmo assim é considerado pela ONU, na Europa, nos EUA… A ONU, desde que se façam umas eleições mal-amanhadas – como no caso de Angola e de muitos outros países do mundo – já considera que os povos vivem em democracia e que os Direitos Humanos estão a ser respeitados. Se Eduardo dos Santos está no poder presidencial há 32 anos isso não interessa nada (ele até diz que em breve vão haver eleições, que se prevêem mal-amanhadas). Pois então o maior “cancro” mundial está exatamente na ONU. Somos levados a considerar assim. A ONU aprova o que os EUA deixa aprovar. Vimos isso sobre todas as medidas que são goradas contra a nação assassina israelita. Vimos isso sempre que serve ou não serve aos interesses políticos e económicos dos EUA.

A Ditadura dos Mercados de que somos vítimas e em que nos estão a obrigar a sobreviver por todo o mundo, subjugando-nos, tem o conluio dos políticos. Podemos até tomar em consideração que os políticos não chegam ao topo da pirâmide da elite se aqueles que controlam os mercados assim decidirem. Em Portugal tivemos e temos Sócrates, como antes Durão Barroso – depois ainda mais compensado com lugar de topo na UE. Que lugar de topo europeu ou mundial está reservado para José Sócrates? Sabemos que em Portugal já se perfila Passos Coelho, pela mão de Cavaco Silva, para representar os interesses dos Mercados e a sua repelente ditadura. Sorte, coincidência… Nada disso. Não por acaso, ditam os Mercados, agora até vai dar muito jeito “Um Presidente, Uma Maioria, Um Governo”. “Democraticamente”, através de grandes lavagens ao cérebro pelos meios de comunicação social e declarações de “sapientes” analistas, chupistas, comodistas, pseudo-jornalistas e outros istas, os portugueses vão ficar com a cabeça feita para cumprir o resultado desejado. Aliás, não é por acaso que a tão apregoada “alternância” nos poderes mundiais se resume a dois partidos políticos na maior parte dos paíse ditos democraticos. Ai de quando os povos tomam outras decisões. Claro que o Mercado tem vários antídotos para resolver essas “crises” pontuais em países que não passam de “salpicos desobedientes” nesta ou naquela outra parte do globo. Pena é que depois tudo acabe por redundar em ditaduras – caso de Cuba. Cuba é um caso triste e perdido por responsabilidade de Fidel e das elites que o rodearam e rodeiam. Ele, Fidel, é tão responsável da “nódoa” de Cuba, agora, como meritório do louvor e da responsabilidade de ter libertado o país do Baptistismo Norte- Americano, ou imperialista, como ele prefere dizer. Agora é tarde para fazer melhor o que devia de ter sido feito há muito tempo. Por isso Cuba, os cubanos, vão passar pela “liberdade” de serem subjugados pelo Mercado depois de terem sido subjugados por dois irmãos estúpidos chamados Castro. Mais cedo que tarde Cuba dará muito que falar e o cor-de-rosa que nos mostrarem será negro. Tão negro como a “liberdade” e o “poder do povo” do comunismo da ex-União Soviética e satélites – Cuba incluído. Comunismo? Fascismo? Na prática qual tem sido a diferença? Nem Estaline nem Fidel saberão explicar cabalmente. E nós, no “mundo livre” vivemos em democracia?

Povos de todo o mundo. Se continuarmos a “deixar andar” estamos fodidos!

Muito se pode escrever sobre tudo isto. O meu saber e registo fica pela rama mas creio que importa mais este alerta para os menos avisados. A fossa nacional fede, a europeia tresanda, a global fede tanto que em circunstância alguma devemos esquecer!

quinta-feira, 24 de março de 2011

ADEUS SÓCRATES, CAVACO JÁ TIROU O COELHO DA CARTOLA

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SÓ VÃO MUDAR AS MOSCAS, O CHEIRO NAUSEABUNDO É O MESMO

Estamos no fosso, na fossa. Os portugueses, Portugal, deparam-se com a maior crise económica de que há memória. Analistas consideram que nem no século 19, em crise de elevado grau, se chegou a este descalabro. Estamos na fossa mas ainda vamos mergulhar mais com o despoletar desta crise política. Sócrates devia de ter sido demitido há muito mais tempo ou, quando da formação do governo, após as últimas eleições, Cavaco Silva devia de ter procurado a formação de um governo de aliança, ou entendimento, entre o PS e o PSD, já que é tão conservador. A ele, PR ainda em primeiro mandato, cabem imensas responsabilidades por toda esta crise política do momento, fruto dos seus interesses partidários, do seu egoísmo e displicência relativamente ao interesse nacional. Igualmente a Cavaco cabem agora responsabilidades acrescidas pelo despoletar da inconveniente crise política com a demissão de Sócrtaes. Na tomada de posse para o segundo mandato teve um discurso incendiário que mostrou as suas intenções quanto ao seu timing, convencido que está de que o PSD vai arrancar uma maioria absoluta nas eleições que estão para breve, agora que Sócrates se demitiu do cargo de primeiro-ministro e vai haver eleições. Cavaco mostrou a sua personalidade obtusa, mesquinha, doentia e oportunista – no mínimo – marimbando-se na verdade para o interesse nacional. É isso que, sem dó nem piedade, se lhe deve apontar. Quis, e conseguiu, malbaratar o PS lentamente, para dar tempo a que o PSD se organizasse como achava que devia e assim usar a sua enorme ascendência sobre Passos Coelho, previsível primeiro-ministro após as eleições que se seguem. Razão porque só agora Cavaco tirou o Coelho da cartola. Esta é a atitude de um PR que usa métodos sinuosos na política que lhe convém e aos seus próximos e não na política que convém a todos nós, ao país. Não foi por acaso que nestas eleições presidenciais mereceu o desprezo de quatro quintos do total dos eleitores portugueses. Não é por acaso que é o presidente da república em exercício que foi menos votado nos últimos 35 anos. Não é por acaso que sentimos que não nos representa. Provavelmente ele também o sente, acomodando-se na oportunidade que a legalidade construída na Assembleia da República lhe proporciona, apesar de imoral e inadmissível. Talvez também por isso Portugal tenha um PRzinho de uma republicazinha. Melhor que ninguém ele o saberá, nunca o confessando por ser um denodado adepto dos tabus.

Provavelmente até os animais de estimação e os seus parentes pobres, os vadios, sabiam que este governo de José Sócrates, do partido dito socialista, devia ter terminado a governação obtusa no final do mandato e que apesar de ter sido o mais votado nas eleições legislativas não reunia as condições para governar sozinho, pelo péssimo passado e pela crise mundial que já existia. Quis Cavaco, PR ainda com alguma representatividade eleitoral do primeiro mandato, fazer os seus “joguinhos”, indigitando José Sócrates em PM de governo minoritário. Se Sócrates antes já governara mal, Cavaco proporcionou-lhe que mostrasse o seu pior. Eis o resultado.

E agora? Agora demitiu-o. Depois de um jogo cobarde e cinico de toca-e-foge. E agora, espera-se pelos prejuizos e inconvenientes de não ter tomado a decisão devida atempadamente e ter escolhido causar a demissão do governo no pior momento. É por demais evidente que Coelho e Cavaco estão em sintonia. Enquanto isso os portugueses, estão encostados à parede, com o estômago encostado às costas, e vão novamente a eleições legislativas para cumprir o planeamento do PR (de um quinto dos portugueses) e levar ao colo o desconhecido Pedro Passos Coelho com a auréola de salvador. Coelho, ilustre esconhecido nestas coisas de governação. Bem conhecido do PSD, quando menino da JSD, de que não saiu há tantos anos quanto isso.

Pedro Passos Coelho, da política suja que é praticada em Portugal, deverá conhecer tudo e o que desconhece, por ter andado eclipsado por uns quantos anos, facilmente adquirirá em formação acelerada, ou até tudo lhe é inato. A um porco não é preciso ensinar a grunhir, nem a um cão a ladrar ou a um bode a marrar…

Tirando as eventuais acções de cambalacho de Sócrates, nunca provadas, Passos Coelho parece ter tido sempre um comportamento quase exemplar a vários níveis. Porém, não devemos colocar as mãos no lume por ele. Cavaco também sempre nos inspirou confiança mas vimos o que aconteceu com a casa da Coelha, em Albufeira, sendo referido como provas que o Fisco saiu ludibriado relativamente ao pagamento da sisa – porque pagou sobre uma casa em projecto que não corresponde à casa que adquiriu e onde habita. Pois é, naquele que julgamos ser o melhor pano cai a nódoa. E quem faz um cesto… Sobre Passos Coelho vamos esperar para ver, partindo do princípio que vamos descansar das tricas e laricas referentes a Sócrates. Nada mais desconfortável que saber que somos reféns de políticos apontados em práticas de maiores ou menores barbaridades, como o Caso Freeport, o diploma passado a um domingo e sabemos lá que mais, sobre Sócrates. Agora descansemos disso, ao menos por uns tempos. Se é para continuar... o tempo o dirá.

Passos Coelho poderá parecer e até ser honesto em determinadas vertentes mas sabemos como são os políticos e como esgrimem as palavras. Como dão o dito por não dito “porque o que queriam dizer não era exactamente como interpretámos”. Desonestidades comuns naquela terrível espécie. E já temos uma sobre Coelho. Sobre o aumento de impostos em que dizia há pouco tempo atrás não concordar mas que agora, perspectivando vir a ser primeiro-ministro, foi invadido por amnésia e já admite que aumentará o IVA. Ora se o IVA não é um imposto o que será? E vai “emagrecer” o Estado? Quer dizer aquilo que é evidente: vai fazer despedimentos e passar serviços públicos para as mãos de privados - uma pretensão antiga - sabendo-se que quase sempre que fazem isso os prejuízos dos cidadãos mais carenciados saem muitíssimo prejudicados. O que não disse foi que vai implementar e aumentar impostos aos banqueiros (porque não vai) e ademais mega empresários com que se reuniu mal se sentou na cadeira da Lapa, na cadeira de maioral do PSD. Reuniu com esses mas nunca com trabalhadores, com os sindicatos, por exemplo. Nunca com os que produzem riqueza para o país ou que já produziram, os reformados – não os reformados de três e mais reformas, seus pares e mentores, com quem convive e bem conhece desde rapazola. Logo naquele momento, nos primeiros dias, demonstrou as suas preferências no diálogo e convivência. Um mimo de democrata que ambiciona ser um napoleónico “filho querido da vitória” de Cavaco. E será. E será… se conseguir maioria absoluta nas eleições a realizar em breve.

Que português algum se iluda sobre os sacrifícios que a partir de muito em breve nos vão ser exigidos. Refira-se que os portugueses aqui mencionados são os que pagam sempre as crises, não aqueles que nunca o fazem; aqueles que são os amestradores de muitíssimos políticos, a que também dão a definição de mega-empresários, banqueiros e eteceteras…

Vêm aí dias muito difíceis. Dias? Não. Anos. A sofreguidão dos da alta-finança é insaciável. Vivemos numa ditadura dos mercados. Passos, como Cavaco, como outros do PSD, são muito mais emparelhados com esses do que aquilo que possamos imaginar. Até por isso a nossa vida não vai ser nada fácil, antes pelo contrário. Não esqueçamos também que por detrás de Passos Coelho está um barão do PSD de muitíssimo peso: Ângelo Correia. Uma eminência parda que é eivado de conservadorismo, “mexe” na política e na alta-finança como boleiro nas massas. Amigo do peito de reis árabes e de muitas outras figuras internacionais de alto-relevo. Tudo da “Alta”. Tudo daqueles que já perderam a capacidade de olhar para baixo, para os explorados-governados de mais baixo estrato social devido a responsabilidades dos que até agora têm vindo a depauperar este país com reformas aos oito anos de deputados na AR – depois passou para 12 anos (três mandatos) quando o regime geral é de vinte anos. Quantas reformas aufere Ângelo Correia? Passos Coelho, enquanto deputado, que serviu em fase em que se podia reformar aos oito anos de exercício de deputado (dois mandatos) não o fez. Também, seria escandaloso, era então um quase-ainda-menino. Não aufere reforma alguma, como já disse. Decente. Positivo. Não podemos dizer o mesmo de muitos outros, nem Cavaco Silva. Com 67 anos aufere duas ou três reformas (a saber). É daquela espécie humana que quando ainda está na barriga da mãe já trabalha e desconta para a reforma. Negativo. E vá-se lá entender o “milagre”. Pior ainda, porque há imensos políticos e afins naquelas circunstâncias. Também por isso o sistema vem falindo. Para quando acabar com estas imoralidades? No tempo de Passos e de Cavaco não será, com toda a certeza.

Não foi aqui abordada a clientela do PSD porque é igual à do PS. Praticamente tudo como antes. Antes eram boys e girls. Agora passam a ser bois e vacas. Sem ofensa e sem diferença.
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quarta-feira, 23 de março de 2011

ESTES MACACOS VÃO CAIR...

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OUTROS VIRÃO
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A SEGUIR PONHAM LÁ OS MESMOS E OUTROS AINDA PIORES, COMO COSTUMAM FAZER.
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UM PALPITE: A CARNEIRADA AINDA VAI VOTAR MAIS NA DIREITA ALIADA DA BANCA, DEPOIS NÃO SE QUEIXEM.
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VEM AÍ MAIS IMPOSIÇÕES DE SACRIFICIOS PARA OS QUE MENOS TÊM, VEM AÍ AINDA MUITO MAIS FOME PARA IMENSOS PORTUGUESES... DEPOIS BENZAM-SE E MURMUREM HIPOCRITAMENTE "COITADINHOS".
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PERANTE A DESGRAÇA PROCUREM FINTAR A REALIDADE, USANDO DE EXPEDIENTES E OPORTUNISMOS, PERDENDO A VERTICALIDADE, SENDO DESUMANOS E ADVERSÁRIOS DA SOLIDARIEDADE DOS MAIS CARENCIADOS - COLABORANDO PARA A DESGRAÇA DE MILHARES OU MILHÕES.
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A CRISE VAI AGRAVAR-SE. AGORA É QUE VAMOS VER AS RESPONSABILIDADES DE CAVACO NESTAS POLÍTICAS PORCAS DE SÓCRATES E PASSOS COELHO, DE APOIO A UM PSD QUE QUER NO GOVERNO A TODO UM TRANSE.
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AFINAL, CAVACO É UM PRESIDENTE DE MINORIA. LEGAL MAS IMORAL. PORTUGAL ESTÁ DE RASTOS COM ESTES POLÍTICOS PARASITAS E DESONESTOS, IMORAIS. A COMEÇAR PELO MAU EXEMPLO DE UM PR QUE JULGÁVAMOS HONESTO MAS QUE PROVOU O CONTRÁRIO, AO QUE SE SABE, AO FINTAR O FISCO COM A SISA DE UMA CASA NO ALGARVE EM QUE PAGOU MENOS QUE O DEVIDO. HONESTO?
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SERÁ QUE ESTAMOS A PASSAR POR AQUILO QUE MERECEMOS? SERÁ QUE ESTAMOS A TER OS POLÍTICOS QUE MERECEMOS? POR VOTAREM NELES... PARECE QUE SIM. ENTÃO DE QUE SE QUEIXAM? E AGORA, APÓS AS ELEIÇÕES - EM QUE VÃO DAR MAIORIA ABSOLUTA AO PSD - DE QUE SE VÃO QUEIXAR QUANDO TIVEREM DE APERTAR MUITO MAIS O CINTO ÀS ORDENS DA AUSTERIDADE PARA OS QUE MENOS TÊM?
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sexta-feira, 18 de março de 2011

ASSIM SE FAZ PORTUGAL – POUCOS BEM, MUITOS MAL

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UM COELHO PORCO, FENÓMENO À PORTUGUESA

O debate quinzenal que está neste momento a acontecer na Assembleia da República de Portugal, em que o governo de Sócrates, primeiro-ministro e líder do partido dito socialista, está a apresentar o PEC, mais conhecido por Programa de Enriquecimento dos Capitalistas, teve à priori o anúncio de que não vai ser aprovado por Coelho, líder do dito partido social-democrata. Assim sendo será aberta uma crise política imensurável em Portugal. Maior que a que já está a dar origem à fome em Portugal.

É disso mesmo que José Sócrates se está a queixar. Que vai ser aberta uma crise política porque o PSD quer. Sócrates não se queixa por causa da fome que os portugueses já estão a passar. Isso não. O traste não se preocupa com coisas “menores”.

Saliente-se que Sócrates está mesmo a encostar à parede o lider do PSD, Coelho. Ele mostra por A mais B que Coelho é porco, isto em palavras caras, cheias de rodriguinhos e merdas que vincam bem a hipocrisia que os sustenta naquela malfadada casa onde os parasitas, a que chamam deputados, se divertem com oratórias hipócritas e de conveniência à custa do povo esfomeado, desempregado, acarneirado, enganado, e pagante daquele circo (no mau sentido) que nos sai por milhões de euros anuais para que mais de 200 mamões vivam cheios de mordomias e a esbanjar à fartazana.

Em acerto implícito entre os PSDs Cavaco – presidente eleito por um quinto dos portugueses eleitores – e Coelho, está chegada a hora de a direita mais ressabiada tomar de vez o poder, para assim ainda melhor servir os grandes das finanças a quem servem. Ontem Coelho encontrou-se com Cavaco e anunciou que não mais apoiará PECs ou o que quer que seja vindo do governo Sócrates. Pois ficou claro que Coelho não tem sido mais que um arguto porco à espera do momento para avançar na tomada do poder, não o tendo feito antes, causando uma crise política, por obediência ao objectivo de permitir que Cavaco não fosse prejudicado com a sua reprovação ao PEC anterior que Sócrates pôs em prática e nos tem tramado. Um partido, um governo, uma maioria, é o objectivo perseguido e sonhado pela direita cavaquista. Parece que será desta vez que o vão conseguir. Vem a crise política com a reprovação do PEC hoje em discussão, vai acontecer a demissão do governo Sócrates por vontade própria ou por decisão de Cavaco, e os portugueses vão respirar de alívio julgando que Coelho irá fazer melhor. Vão dar-lhe o beneficio da dúvida ou até confiar cegamente e eleger com maioria o PSD. Coelho em primeiro-ministro e Cavaco presidente da república, apesar de minoritário… Ai de nós. De nós, os “perrapados”. O “mexilhão” vai tramar-se ainda mais e quando disso se aperceber já será tarde. Ocorre que o “mexilhão” é a maioria de votantes e estupidamente arranja sempre “lenha para se queimar” ao votar na cambada de parasitas que enxameiam os partidos da alternância, PS e PSD. Alternativas? Haverá. Pensem, reajam, destituam os que nos têm enganado por largas décadas. Saibam dar uma lição aos donos dos boys cavaquistas, psdista, socialistas e aos oportunistas que se lhes vão colando e engordando à nossa custa. Pensem, deixem de ser o magote de carneirada a que se acomodaram. Ajam.

Não é de espantar que um Coelho se mostre porco. Em Portugal tudo é possível com estes políticos vigaristas e sem respeito algum pelos eleitores, por todos os portugueses em geral. Sócrates está cheio de não-presta, é um traste do piorio, mas esta atitude de Coelho e de Cavaco – claro que o cobardolas tabuzeiro fica-se sempre pelas sombras e não se mostra – demonstra que estavam apenas à espera de uma oportunidade para correrem para a gamela do poder e assim satisfazerem as suas clientelas. Os boys do PS vão ser substituídos pelos boys do PSD e de Cavaco. Favores com favores se pagam. Pior é que eles pagam os favores que lhes fazem com aquilo que pertence a todos os portugueses! Como o PS ou o CDS. A propósito: Cavaco já pagou o favor ao tal amigo de infância que lhe “vendeu” a casa na Coelha, em Albufeira, a tal casa por que pagou uma SISAzinha mas que não é aquela que comprou nem onde mora e chama sua? Honesto? Pensava que sim, mas…

Sem alternativa melhor, o governo Sócrates deve continuar a espoliar-nos e a mal governar. Coelho virá fazer o mesmo ou ainda pior. Não é a solução para um Portugal melhor. Estamos fartos de ver as moscas mudarem mas a merda ser sempre a mesma!

E assim se faz Portugal, uns poucos bem, muitos mal.
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quarta-feira, 16 de março de 2011

REGIME DE GUSMÃO RECORRE À MÁSCARA DA “TRANSPARÊNCIA”

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Sobre o lançamento do Portal da Transparência o primeiro-ministro de Timor Leste disse que são "Medidas que visam a boa governação, ao serviço do povo. Boa governação não é só cumprir com os padrões de eficiência e responsabilização, nos nossos serviços. Por isso, nestes últimos cincos anos, começámos com uma reforma para criar um bom sistema, no futuro, de maneira a evitar esquemas ou favoritismos, por parte de quem tem por obrigação servir o povo e não os interesses individuais".

As palavras acima não são de uma pura donzela que tenha percorrido ao longo da sua existência o caminho da honestidade. Nem são do Papa vaticanal, para quem acredita nele e o acha um purinho. Nem são de um qualquer puritano que nem sequer teve a aleivosia de acender a luz enquanto fazia sexo, nem de cuspir para o chão - muito menos ser individuo desonesto. As palavras acima pertencem a Xanana Gusmão, primeiro-ministro de Timor Leste. Pronunciou-as na apresentação do portal do governo para a “Transparência das Contas Públicas”, que finalmente vão ser mostradas ao público conforme melhor convier ao governo corrupto da AMP.

Na cerimónia de apresentação, que decorreu no Centro de Convenções de Díli, esteve a par de Xanana Gusmão a ministra das Finanças, Emília Pires. Desconhece-se o grau de transparência que comportará o Portal Transparência mas devemos presumir que esta ministra mantenha opaco o destino de três milhões de dólares que “desapareceram” do seu ministério, como foi anteriormente anunciado, citado e recitado. Disso, até hoje, que se saiba, nunca foram mostradas contas públicas. Foi “soprado” que um macaense fugiu com o elevado montante pertencente aos cofres timorenses, depois, também, que afinal não tinha desaparecido nem um cêntimo, mas mais nada… Neste caso a falta de transparência é evidente. Será que o “mistério” vai ser esclarecido nesta anunciada vaga de transparência? Tudo e todos se reservam o direito de duvidar depois de tanto tempo já passado e o assunto nunca mais ter sido devidamente esclarecido.

Xanana Gusmão ao escolher para par na cerimónia de apresentação Emília Pires devia de não ter ponderado na opacidade daquela ministra. Neste caso, citado, como noutros que já vieram a público, a desculpa esfarrapada alojou-se nos peculiares rumores à timorense. Que são as desculpas com costas largas dos desonestos. Saberá Gusmão que nunca há fumo sem fogo? Deveria saber e não esquecer.

A existência de um portal de transparência é imprescindível. Muitos outros governos usam esse método. Também muitos outros governos, que dão o nome de Portal da Transparência ao que apresentam, não devem ter noção do que significa transparência. Em Angola, que roubam que se fartam, ainda não existe esse portal mas não será por o lançarem que vão deixar de roubar e encaixar na “transparência” isto, aquilo, aqueloutro, baralham e voltam a dar cartas… viciadas. Tudo como antes mas “transparente”.

A palavra transparente tem por significado definições que vão desde uma folha chamada de “mica”, vidro ou plástico, através do qual se vê, até outras definições, como caráter do que não é fraudulento e pode vir a público, termo usado também em matéria económica. É este o caso, pelo menos é o que empresta o nome e a suposição ao Portal agora anunciado por Gusmão a par de Emília Pires. Ela, a transparência, tem por forte significado honestidade. Será que Gusmão considera que o governo de que é primeiro-ministro tem sido honesto? Se considera, se faz esse julgamento, então devemos nós considerar que ele está a ser desonesto com ele próprio. As práticas de Xanana Gusmão, na qualidade de chefe do governo AMP, têm demonstrado a sua desonestidade. Dele e de outros que o ladeiam. As acusações começaram a surgir logo pouco tempo depois do seu governo tomar posse e presentemente temos visto os resultados da desonestidade que tem imperado. Inclusive, actualmente, dois dos seus ministros estão indiciados em crimes de corrupção e abuso de poder. Também é actual que o consórcio AMP, que detém a maioria no Parlamento Nacional, se prepara para não retirar a imunidade a esses dois ministros, dificultando - impossibilitando - que a justiça cumpra o seu dever. Apurar se de facto são criminosos ou não. Esta situação, de transparente nada tem.

Também a falta de transparência nos “favores” de milhares e milhares de dólares que Gusmão, na qualidade de PM, facilitou a negócios de sua filha e amigos nada tiveram de transparente. Esse e outros casos tudo ficaram a dever à transparência. Outros ministros estão a ser averiguados pela PGR…

A ilegalidade cometida por Xanana Gusmão e Ramos Horta ao libertarem por sua iniciativa Martenus Bere, e as trafulhices posteriores que têm sido geradas neste caso, por exemplo, nada devem à transparência. A comunidade nacional e internacional tem a consciência de que quer o PM timorense, Gusmão, quer o PR, Horta, cometeram um crime que só não tem por resultado o devido trato e obediência às leis do país porque também o sector da justiça timorense deve imenso à transparência. Por mais que Gusmão pretenda mascarar as situações é facto que Timor Leste é um país em que ele e mais uns quantos das elites põem e dispõem, manipulam a justiça como manipulam os milhões de dólares. Manipulam o povo com operações de propaganda primária que só engana quem não estiver a par da realidade timorense. Que transparência existiu no Caso do 11 de Fevereiro de 2008, dia em que dois dos oponentes de Xanana Gusmão foram executados e o PR Horta esteve entre a vida e a morte? Que transparência existiu na inventona do atentado em Balibar nesse mesmo dia? Que transparência vimos existir na sala de audiência e em todo o processo sobre o 11 de Fevereiro? Pelo contrário, vimos a opacidade que Xanana Gusmão e o próprio Ramos Horta, apesar de vítima, sempre se esforçaram por manter acerca dos acontecimentos daquele dia. Políticos que se comportam assim não passam de gente desonesta e de mentalidade opaca, cínica, desavergonhada quando querem fazer acreditar que é honesta. Gente desta, de modo algum, alguma vez, pode voltar a ser transparente. Pelo menos a falta de credibilidade assim o dita. Podemos é admitir que em determinada fase de suas vidas já foram honestos, transparentes. Foi assim que os conhecemos, antes de enveredarem pelo lado errado da política.

A comunidade internacional, sabe, com toda a certeza, que Timor Leste tem por líderes governamentais uns quantos, demais, desonestos. Muito dessa prova já veio à tona e é do domínio da opinião pública internacional. Não importa que os governos e outras entidades da liderança de outros países façam tábua rasa da desonestidade que envolve determinadas etapas e práticas do governo e da presidência timorense. Importa que os cidadãos timorenses e os de todo o mundo tenham essa consciência. Muitos já a têm. Até porque outros governantes, aliados dos de Timor Leste, devem imenso à transparência, à honestidade. São imensos. Cabe aos povos julgá-los e condená-los. Quando? Não sabemos. Não foi por acaso que estalou a revolta árabe, que ainda não parou. O que é lamentável no caso de Timor Leste é a desilusão causada por Horta, mas principalmente por Xanana Gusmão. Imensos o viam impoluto e um verdadeiro defensor dos interesses do povo. Devido às suas práticas de passado próximo e recentes é impossível que agora pensem e sintam do mesmo modo. Pelo menos aqueles que acompanham a actualidade timorense.

As carências do povo timorense são enormes em quase todos os níveis. Em contrapartida vimos, sabemos, dos enriquecimentos inexplicáveis de certas figuras da elite timorense. É aí, a esses, regra geral próximos de Xanana Gusmão ou de membros do seu governo, das suas famílias, das suas amizades ou dos seus partidos políticos, que apontam serem os beneficiários da governação que distribui a riqueza pela minoria que lhe agrada e serve. Os casos existem, têm sido denunciados, tem sido exigido à PGR que investigue e cumpra o seu dever. PGR morosa por se sentir condicionada, ao que se sabe e imaginamos. Mas tudo acaba por ser “abafado”, com interferências no sector da Justiça, com pressões inadmissíveis sobre a PGR,sobre o Tribunal de Recurso, os Tribunais, os Juízes, os agentes que devem fazer cumprir as leis. Há uns quantos casos em que se pode apontar com toda a segurança, com toda a garantia, que isso é verdade. É transparente. Não por vontade dos criminosos mas sim porque existem verdades que tarde ou cedo vão surgindo…

Sabemos que o “reino” de Xanana Gusmão está podre e que em 2012 vão haver eleições legislativas e presidenciais. Xanana Gusmão tem toda a necessidade de mascarar o seu tenebroso passado próximo como primeiro-ministro deste governo aviltante da AMP. O facto é que se este governo tem sido tão mau e tão desonesto a responsabilidade é dele, porque tem sido ele à viva força que tem negado as desonestidades de muitos que o ladeiam. Por modo próprio ou por conluios, ou por estar refém de determinados indivíduos e circunstâncias. Com certeza que por uma destas razões ou por todas elas. Até por algumas outras razões que aqui possam estar a escapar.

Assim sendo, o Portal da Transparência não passa de mais uma máscara de Gusmão e dos que o ladeiam neste tão desonesto governo AMP - que nem tem sido capaz de conter a fome num país tão pequeno e com tão pouca população, mas que se tem permitido “distribuir” milhões e até os conseguirem fazer desaparecer. Transparência? Que transparência se pode esperar de quem tem sido um eminente defensor de actos confusos e só por isso desonestos, quer a nível económico-financeiro, quer a nível de opacidade em casos que no vulgo são conhecidos por crimes de sangue.

Transparência? Impossível. A não ser que o governo de Gusmão recue e apresente todas as explicações, honestas, para o que se mantém opaco, mantido nas sombras. Isso seria Gusmão apresentar “mea culpa”. Um dia próximo terá coragem? Não se vêem indícios disso. Os caminhos por onde enveredou enredaram-no. Portal da Transparência? Impossível, sem retroatividade esvai-se a transparência e ergue-se a máscara da dita, porque depois de tantas “anormalidades” o que vigora é a presença, o sentimento e a prática descrita no texto Pedro e o Lobo. Jamais confiar depois de tantos enganos. Transparente é o facto de que estão para breve as eleições 2012. É tempo de enganar ainda mais, de alargar um pouco os cordões à bolsa para engodar os timorenses eleitores. Prometer e não cumprir, como quase sempre acontece.
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sábado, 12 de março de 2011

OS RASCAS, ALDRABÕES E CORRUPTOS “MEXERAM” COM OS À RASCA

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É POSSÍVEL “LIMPAR” PORTUGAL
DOS POLÍTICOS PARASITAS, BASTA QUERERMOS

O Facebook, uma vez mais, proporcionou que um povo em uníssono dissesse basta!

Inédito em Portugal mas já experimentado por outros povos de países do mundo que é possível as populações agregarem-se para exercerem os seus direitos de cidadania e se insurgirem democrática e pacificamente contra a classe política que os subjuga e esbanja recursos que são de todos em proveito próprio e das cliques mafiosas em que se apoiam, regra geral partidos políticos e corporações de várias índoles com que estão em conluio.

Os portugueses, na ordem de talvez mais de 300 mil, manifestaram-se por várias cidades do país contra os políticos que nos têm vindo a pôr à rasca. Não só à juventude, não só aos licenciados desempregados ou com empregos precários mas a todos, que são a vasta maioria deste país, o povo.

Nas manifestações em Portugal, hoje, vimos portugueses de todas a faixas etárias dizer basta aos abusos de uma classe política que mais não tem feito que desbaratar desde há décadas os nossos esforços quotidianos por uma vida melhor, por mais e melhor democracia, por justiça, por reconhecimento dos seus esforços e da mais-valia que produz para regalo de uns quantos. De empresários, agiotas e políticos sem escrúpulos.

A manifestação de hoje não deveria ser denominada Geração à Rasca mas sim Gerações à Rasca. Tal foi a adesão das faixas etárias mais idosas à manifestação de protesto.

Não há partidos políticos nem os que os integram que não tenham responsabilidades na devastação que ao longo de mais de duas décadas temos assistido em Portugal. Não está isento Cavaco Silva nem José Sócrates, não está isento Coelho nem Portas, não está isento Jerónimo nem Louçã. Uns com mais responsabilidades que outros, muitas mais, mas a verdade é que as oposições têm estado acomodadas aos governos do PS-PSD-CDS, que nos roubam à tripa-forra as possibilidades de vivermos com dignidade e de acordo com os preceitos constitucionais. Com direito ao emprego, à saúde, à habitação, à educação, à alimentação e satisfação de todas as necessidades básicas que devíamos de usufruir e não usufruímos, cada vez mais temos vindo a ser privados desses direitos. A razão também tem causas diretas nos autênticos roubos ao erário público que os partidos políticos vão efetuando ao engrossarem a função pública e similares com militantes e simpatizantes seus, sem tomar em consideração que por uso e abuso desses políticos e desses partidos é o país que está a ser depauperado com as clientelas partidárias que vão alternando e cada vez mais criando mais despesa, mais encargos. Encargos desnecessários. Basta!

Como se não bastasse, os encargos com os ordenados dos políticos, as alcavalas, as mordomias, a falta de rigor, a falta de escrúpulos, o recrutamento partidário de multidões de assessores, etc., ainda mais depauperam os cofres do Estado. E Estado somos nós, pois que somos quem paga impostos que não são convenientemente geridos e administrados. Esta é uma prática de ladrões, de conluios, de corrupção, de parasitarismo. Impossível manter o respeito por esta escumalha oportunista e desprovida de honestidade ou vergonha.

A Assembleia da República tem de “emagrecer” no número de deputados. Os ordenados têm de ser visivelmente reduzidos. As alcavalas, os subsídios relevantes e indecorosos têm de ser eliminados. As despesas de milhões com viaturas e demais alegados equipamentos “imprescindíveis”, viagens, etc., não podem continuar a ocorrer deste modo, muito menos sem uma fiscalização rigorosa independente e fiável. O orçamento da AR deve ser reduzido em mais de 40 por cento nessas rubricas. Seria possível, se existisse uma réstia de dignidade dentro destes políticos. Como não há só temos de exigir que saiam e colocar lá outros que se disponham a mudar as regras e a ser honestos para com o país. É que naquela “casa” parece haver um cofre sem fundo. Todos os milhões que lá caem desaparecem e aquilo que produz é uma lástima. Como diz o povo: “Vão mamar nas tetas de outra vaca que a esta já lhe secaram o leite.” Estamos fartos!

Dos ministros, do governo… Está tudo dito. Especialmente os da atualidade são uma cambada de aldrabões, no topo Sócrates. Os maus exemplos de cima refletem-se por toda a parte. Nada mais a adiantar. Todos sabemos o que aquela “casa de Sócrates” representa. Desgraça, desgraça, desgraça.

O órgão Presidência da República não está completamente isento na desbunda. O senhor Cavaco pode fazer muito mais e melhores economias. Ele que não dê beberetes, comes e bebes a tantos à nossa conta. Cerca de um milhar foi comer à nossa conta na posse ainda há dias. É que enquanto ele faz isso no Palácio de Belém, há portugueses a passar fome. Façam as cerimónias pomposas mas baratas e depois os convidados que vão comer à sua própria conta à tasca de Belém, ao Gambrinos ou a casa deles. Ou que experimentem não comer para verem o que custa a tantos do povo. De penduras e papa-banquetes estamos fartos. O PR, mesmo apesar de eleito minoritário, já que é PR, deve de refazer também os gastarios daquela instituição, a Presidência da República.

As autarquias idem, tudo e todos que têm estado mal habituados deve levar uma grande e inequívoca volta. Uma revolução no parasitarismo que representam as despesas e os “golpes” de milhares de oportunistas, incluindo funcionários públicos, regra geral em chefias e direções. Desemprego não, mas contenção nas despesas sim. E eficiência. Sem eficiência na função pública e em tudo que é correlacionado com os serviços públicos suportados por todos nós este país vai para a fossa. Isso significa que quem se lixa é o mexilhão. Primeiro. Depois aqueles que são a classe média. Aliás, essa já está a sentir muito os efeitos de toda a rebaldaria que os Cavacos, os Guterres, os Barrosos e os Sócrates implantaram por conveniências próprias, de classe e partidárias.

Assim não, Portugal precisa de uma revolução. Fazer revoluções pacíficas e floridas é connosco. Hoje, na manifestação das “Gerações à Rasca “ foi demonstrado que é possível “limpar” Portugal dos políticos parasitas. Mãos-à-obra!

A juventude não tem idade. Viva a juventude!
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terça-feira, 8 de março de 2011

CONTACTOS NA RTP INTERNACIONAL VÃO FICAR INCONTACTÁVEIS?

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VEM AÍ MAIS MIXÓRDIA?

A ressaca carnavalesca dá por resultado falta de memória a quem já sem carnaval usa e abusa disso. O resultado ficou à vista e vai agora ser aqui reproduzido. Desculpem as bacoradas que possam seguir-se, decerto que não serão piores que as decisões bácoras de uns quantos e certos que dirigem a RTP, seja ela i ou de a a z. Se antes de existir televisões concorrentes à estatal já aconteciam uns quantos atropelos ao bom senso e à boa prática profissional que era frequente existir na RTP, agora instalou-se a balbúrdia e o descalabro inflacionário de contratar “vedetas” para direcções que de tanto quererem fazer mais e melhor que a concorrência acabam por fazer daquela casa um caneiro de dejectos televisivos a que falta o odor. Mais grave: somos compulsivamente obrigados a pagar os excessos das incompetências de algumas dessas vedetas, incluindo ordenados imorais, abusivos, autênticos roubos ao erário público. Verdade que os abusadores não dizem truz nem mus e vão sacando as imoralidades dos milhares de euros mensais sem o merecerem, a exemplo de muitos dos outros parasitas nacionais, os políticos e toda a choldra que trazem por apego e conveniência ou amiguismo.

Mas a razão desta prosa não se prende com esse parasitarismo-vigarismo nacional que mais cedo que tarde deverá tender a definhar. A razão prende-se com uma série de programas produzidos e realizados em vários pólos ou países onde emigrantes e a lusofonia deve e merece ser defendida e divulgada, trazida até ao mundo televisivo por aquela que recebe dos contribuintes portugueses todos os milhões e mais alguns para desbundar. Os programas chamam-se Contacto. São produzidos desde o Canadá a Timor-Leste. Há nos EUA, no Brasil, na África do Sul, etc, etc. São uns dez ou mais programas com características própria e que nos trazem os odores dos países e comunidades onde são produzidos. Odores muito melhores que os da Marechal Carmona (ai que agora ia escrever da 5 de Outubro).

E não é que há tempos decidiram acabar com os Contactos? Isso significa que os Contacto, tão vistos na RTPi, vão deixar de existir no figurino que agrada a todos – como se percebe pelas opiniões recolhidas. E quem decidiu? A Direcção de Programas? A administração? Os que dirigem a RTPi? O governo? O Departamento Financeiro? Ah! Foi porque decretaram contenção de despesas? Nos Contactos?

Se acaso a razão é por contenção de despesas… Oh meus queridos esbanjadores, inimigos do erário público, comecem pelo topo. A chularia está em muitas das vedetas que abundam nesses gabinetes, com direito a tudo. Só por vergonha não mandam fazer WCs com torneiras de ouro como o Ramiro Valadrão (dono da RTP Salazar-Caetano). Mas em vez disso são capazes de as ter lá nas casas onde habitam, às escondidas dos que lhes andam a pagar demais. Demais? Indecentemente demais. Imoralmente demais. Pela falta de vergonha e menosprezo pela falta de consciência, decência e honestidade o que mereciam era um mês a pão e água… e mais.

Mas… Estou a perder-me no arrazoado devido à indignação causada por alguns certos e incertos feios, porcos e maus. Desculpem. Nem vou adiantar muito mais de minha consideração. Vou, isso sim, dar conhecimento de que há dias que tenho um texto sobre os programas Contacto da RTPi e nem me lembro como é que esta prosa me apareceu aqui, nem sei porque tem por título A PAU COM A ESCRITA, nem sei se o compilei de algum lado, se me enviaram… Nada!

Saibam que é uma enorme aflição não saber como apareceu este texto aqui em arquivo. Sei que está com registo de dia 4… Mais nada. Presumo que a autora é Fernanda Leitão, que não sei quem é (peço desculpa). Mas sei que gosto do texto e que ele diz muito da mixórdia e das negociatas que vão pela Marechal Carmona - que é agora onde mora a sede da RTP, da RDP, da Lusa (?). Carago! Até parece que estamos nos tempos áureos da União Soviética! Ya Camaradas Capitalistas, Chupistas, Gananciosos, Incompetentes, etecetera!

Siga a rusga. Não sem antes usar uma frase dirigida a quem me entenderá, que ainda hoje prezo mas que não vejo há uns largos tempos, por me ter “recolhido” e já não trabalharmos juntos: Oh Isabel, os Contacto acabam porquê? Bate-lhes o pé! AI QUE COISA!

O texto cuja proveniência se me varreu:

A PAU COM A ESCRITA

Fernanda Leitão

São de todos nós conhecidos, sobejamente, os desencontros e incompreensões dos sucessivos governos de Portugal em relação aos emigrantes. Tais e tantos que algumas vezes desejamos não ter ligação nenhuma com o Portugal político para podermos viver em paz. E chegamos sempre à mesma conclusão: os desencontros, por vezes ofensivos, devem-se à completa ignorância dos senhores do poder quanto ao que é ser emigrante e o que é a emigração. É verdade que, para saber desse fenómeno, é preciso vivê-lo. Mas também é verdade que os governos de Lisboa não chamam os emigrantes que sabem e podem ajudar, preferindo mandar para as comunidades pessoas que, vivendo a leste da nossa vida e dos nossos problemas, tratam de nos impor soluções, já de si disparatadas, e ainda por cima sem nos consultarem. Dir-se-ia que essa gente tem o colonialismo na massa do sangue e encara as comunidades de emigrantes como colónias.

Vem este introito a propósito de uma golpada que a RTP está a preparar de conluio, no caso do Canadá, com um funcionário do consulado que se julga ao abrigo de tudo por ter padrinhos em Lisboa. O que se prepara é o seguinte: o programa televisivo CONTACTO deixa de ser feito localmente e passa a ser feito por uma equipa vinda de Portugal. Equipa essa que dará a volta ao mundo várias vezes por ano. Financeiramente, isso significa, por exemplo, que a produção do Canadá-Contacto passa a custar 45 mil dólares por unidade, enquanto actualmente custa 4 mil dólares. Para um país aflito, à beira da bancarrota, a lançar impostos violentíssimos sobre os trabalhadores e os reformados, este acto de gestão diz bem de como a austeridade é entendida pelos aproveitadores e oportunistas do regime. Adiante. Em termos de informação, é evidente que quem vem de fora e nada sabe de como é a nossa vida por cá vai ser manipulado por um ou dois maraus que farão a propaganda de compadres e amigos, segundo as negociatas e conveniências de bastidores. Como aconteceu com as visitas de empresários e emigrantes ao Douro vinhateiro: o marau encaminhou as coisas segundo as suas fantasias e a coisa deu em nada para quem esperava investimentos naquela região. Já por lá dizem dele o que o Maomé nunca disse do toucinho.

Se isto se consumar, será mais uma ofensa feita aos emigrantes e um roubo ao erário público, no mais puro estilo colonialista. Dir-me-ão que há Contactos de fraca qualidade e eu concordo. Mas é mais decente e mais barato dar formação às equipas locais do que fazer delas moços de fretes duns snobs que vêm de Lisboa pendurados na mesa no orçamento. A não ser assim, podemos, e devemos, perguntar aos governos de Portugal onde está a coerência de quem se diz defensor da língua, da cultura e da unidade dos portugueses. Ou será que os emigrantes não são portugueses?

Resumindo: vamos bater o pé a estes colonialistas de pataco.
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sábado, 5 de março de 2011

MPLA RECORRE A MÉTODOS COLONIAL-SALAZARISTAS PARA MOSTRAR APOIO

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Para quem teve o azar de nascer e sobreviver em Portugal e nas colónias do regime salazarista não é novidade que esse regime sempre que precisava de demonstrar que era apoiado pelas populações recrutava todos os transportes possíveis para levar milhares aos locais das manifestações de apoio. Acontece em todas as ditaduras. Até nas ditas “democracias”. Vejam-se atualmente certas concentrações de quase todos os partidos políticos em Portugal.

Na capital do então “império”, Lisboa, as manifestações de apoio a Salazar e ao seu regime fascista, quando aconteciam, tinham por recrutadores os caciques e as chamadas Casas do Povo dos mais recônditos lugares do país. Ali se concentravam camionetas de passageiros ou de transporte de gado para trazer a Lisboa muitos dos cidadãos que vinham pelo aliciante do passeio à capital do país – que antes não tinham visitado e provavelmente nunca mais a veriam. Era o “passeio” e não Salazar que os fazia mover, mas para o caso servia às mil maravilhas. Os caciques controlavam. Ai daqueles que não estivessem presentes nas manifestações de apoio com as bandeiras, cartazes e faixas elaboradas nas organizações salazaristas (Movimento Nacional Feminino, Mocidade Portuguesa, Legião e outros) e que já no local da manifestação lhes eram distribuídas.

Nas então colónias, como em Angola, Moçambique e outras, sempre que um ministro ou qualquer “alto representante” do regime salazarista ali se deslocava acontecia o mesmo, para a manifestação de boas-vindas… Era a organização do regime colonial-fascista.

Neste momento, em Luanda, está a acontecer o mesmo, numa manifestação de apoio ao ditador Eduardo dos Santos. A organização da manifestação de apoio é do MPLA, temente da manifestação anunciada com intenção de repudiar Dos Santos, que se encontra há 32 anos no poder sem que para isso tenha sido eleito pelos angolanos.

O MPLA, partido da resistência histórica ao colonialismo, que nas suas fileiras contém inúmeros patriotas heróis, recolhe e pratica os ensinamentos do regime que oprimiu os angolanos durante séculos, contra o qual combateu. O MPLA recorre aos métodos colonial-salazaristas na pretensão de demonstrar que o ditador José Eduardo dos Santos tem o apoio dos angolanos. Uma falácia. Em Luanda está a acontecer aquilo que acontecia em Lisboa durante os negros anos do fascismo salazarista.

Talvez de modo mais discreto mas a fazer recordar a cópia do nefasto regime colonialista, as forças da repressão fiéis a Eduardo dos Santos controlam, intimidam e encarceram opositores. Já há notícias de que isso está a acontecer em Luanda e um pouco por todas as principais cidades angolanas onde existam opositores ao regime mais destacados. Estão a acontecer raptos no mesmo modo dos da PIDE colonialista. Opositores que serão libertados (ou não) quando este regime opressor e ditatorial angolano considerar que “a vaga de terrorismo passou”. “Terrorismo” que mais não é que a contestação à manutenção de um ditador e de um regime que subjuga os angolanos há 32 anos e que os traz na miséria, na fome, na ilusão de dias melhores com promessas que levam décadas a serem minimamente concretizadas, as que são. Fartos de guerra, fartos de opressão, fartos de padecer, fartos de acreditar em autênticos traidores dos propósitos que fundaram o MPLA, os angolanos estão a dizer NÃO! É esse o propósito da manifestação convocada para 7 de Março. Só esse propósito. Propósito mais que suficiente para ser temido pelos que fizeram do MPLA um movimento hibrido angolano-colonial-salazarista, ou deve dizer-se angolano-traidores de um povo farto de ser roubado e massacrado?

Quantos milhares de pessoas já foram e estão a ser transportadas para o local da manifestação de apoio ao ditador, em Luanda, no figurino salazarista? Quase todas. Santos e os que o ladeiam, os alunos de Salazar, assimilaram-no, aprenderam e usam os seus métodos. Que não sendo uma novidade… não deixa de ser uma enorme vergonha para todos que amam a Pátria Angolana e que quase até agora foram crentes e fiéis a este regime por demais caduco!
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quinta-feira, 3 de março de 2011

OS USURPADORES NAS ELITES SÃO LADRÕES DA PIOR ESPÉCIE

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DÊEM-LHES AINDA MAIS TEMPO!

Sobre Angola e o regime do ditador José Eduardo dos Santos – MPLA anda tudo em efervescência. Há ainda os que estão convencidos de que o MPLA é o histórico partido político e movimento de esquerda, ofendendo-se quando se aponta que as elites angolanas pertencentes ao MPLA ou próximas daquele mais não são que uma corja de usurpadores dos bens naturais e materiais que pertencem a todo o povo angolano. Por conta desses roubos mais de 70 por cento de Angolanos vivem no limbo da miséria e da fome, das carências injustificáveis num país extremamente rico por dádivas da natureza.

Assim, culturalmente e na prática humanista de esquerda (?), que considero a real democracia, onde o que conta são as pessoas e não os materialismos desmedidos, apesar de desde tenra idade ter sido um instruendo de anarco-sindicalistas por via paterna e de maçons por via materna, não duvido que corro o sério risco de me considerarem um reaccionário destemperado ou um comunista ou fascista diabólico por ser portador deste tipo de opinião que se desenha antes e segue. O que me causa sorrisos e risos ou até gargalhadas. A tristeza surge depois quando meditar nas críticas – quase sempre comuns e vindas daqueles espectros políticos – e me aperceber de que existem pessoas demais a assimilarem doutrinas sem que as procurem aquilatar das práticas a que dão acesso, reais práticas desumanas. Neste caso, sobre Angola, como em outros países, as práticas são de roubos descarados mas legitimados pelas tais elites usurpadoras e criminosas (de esquerda?) que põem os povos a sobreviverem a pão e água enquanto delapidam os seus bens, até as suas vidas, com a maior das “canduras” sob “legitimidades” que criam para eles próprios, ofendendo-se porque lhes chamam ladrões.

Sobre Angola ou sobre outro país qualquer naquelas circunstâncias – de roubos enormes – o que devemos perguntar é, há 30 anos, que fortunas possuíam ladrões como José Eduardo dos Santos, ou Isabel dos Santos, ou generais angolanos, ou quejandos e próximos do regime? Quem for ver, investigar, concluirá que fortunas não possuíam e que só através do roubo rechearam as suas contas bancárias em instituições norte-americanas ou de outras partes do mundo.

É comum constatarmos que assim acontece quase sempre. Olhemos Timor Leste e temos um quadro relativamente recente de como se adquirem bens pertencentes ao povo em beneficio de elites usurpadoras. Podemos saber que os bens de Ramos Horta ou de Xanana Gusmão se multiplicaram de modo inexplicável em cerca de 10 anos? Mas não só esses dois personagens. Quase sempre os familiares e amigos fazem lembrar potentes foguetões que ascendem da quase miséria para grandes vidas de nababos meteoricamente, recheando suas contas bancárias e mostrando que adquirem bens que quase sempre carecem de explicações plausíveis. No caso de Timor Leste ainda podemos e devemos considerar que comparativamente a Angola, às elites angolanas, é uma formiga junto de um elefante. Dêem-lhes tempo e daqui por 15 anos vejam as fortunas acumuladas à socapa ou descaradamente. Não será de admirar que a filha de Xanana Gusmão, Zenilde, ou outros familiares ou amigos, daqui por uma dezena de anos andem nas bocas do mundo por via das ostentações que praticam, à semelhança de Isabel dos Santos, filha do ditador Santos, que decerto está colado ao poder e é uma “vítima a servir” o país. Na atualidade, agora, em Timor Leste, estão por explicar (assim irão ficar) determinadas exibições de riqueza injustificáveis já denunciadas que abrangem políticos timorenses, militares, familiares e amigos dessas elites. E agora é só o princípio. Não desestabilizem, “Timor Leste precisa de tempo!”

Obviamente que não são só estes dois países que enfermam das atividades dos usurpadores. Quase todos os países e povos são vítimas desta espécie sub-humana, que nos obriga a esforços sobre-humanos para sobrevivermos com alguma dignidade. Em África, como em Timor Leste, como em Moçambique e noutros países lusófonos – o Brasil é um reino de usurpadores – chega-se a morrer de fome ou, mais moderadamente, por via da subalimentação.

Mas a razão da prosa é Angola e o regime imposto pelo ditador Eduardo dos Santos - MPLA e reconhecido pela geração de “democratas” Bush, Obama, Blair, Barroso, Merkel, Sarkosy, Sócrates… e tantos outros da espécie. Eles mesmo igualmente usurpadores. Mais seletivos, mais pelintras… mas usurpadores.

Foram encontrados no porto do Lobito contentores com armamento sofisticado. O governo angolano dos usurpadores quer estabelecer uma conexão com a manifestação de reprovação das políticas de Eduardo dos Santos. Manifestação anunciada para o próximo dia 7 de Março. O governo angolano dos usurpadores está todo borradinho com a perspectiva de as insurgências registadas no Norte de África e no mundo árabe influenciarem o comportamento do povo angolano. E está borradinho de cagaço porque sabe que quem domina o país é uma elite constituída por usurpadores como naqueles países em que os povos se fartaram de serem roubados e passarem fome, serem privados de liberdade de verdadeira democracia. Elites que roubam desmedidamente, sem contemplações nem remorsos pela miséria que causam aos povos. Se isto são comportamentos de esquerda ou de direita não importam. Não são é comportamentos de pessoas honestas, antes pelo contrário. Muitos destes personagens das elites são verdadeiros criminosos que gravemente violam os direitos da humanidade. É isso que importa. É isso que deve ser tomado em consideração numa nova ordem mundial que venha por cobro aos detentores de fortunas roubadas aos povos!

A camarilha de Eduardo dos Santos, provavelmente ainda hoje a considerar-se de esquerda e pelo povo, dominam tudo em Angola. Sabemos que se há quem não lhes agrade corre o risco de ser “repreendido” com prisão, com espancamentos… Com a usurpação de vidas. Misteriosamente até acontece a jornalistas…

Em comunicados, ou espécie disso, elaborados por jornalistas ao serviço do regime, tem circulado “inteligentes” insinuações de que Angola está a ver a sua estabilidade ameaçada. E logo agora que está no caminho da democracia… Estranha democracia, devemos dizê-lo. Uma “democracia” que tem por principal ordenador um PR que já está no poder presidencial há 32 anos. Se isto não é de provocar vómitos em quem anda lúcido, o que é?

Bento Bento, um ministro do MPLA dos usurpadores, referiu há dois dias em declarações insistentes sobre a violência declarada no propósito da referida manifestação do próximo dia 7. Garantidamente nada disso se vislumbra nos comunicados e convocatórias dos promotores da manifestação. Interpretemos como manipulação esquizofrénica e de argumentos primários as referências de Bento Bento. Discurso ultrapassado. Balelas.

Na Gazeta de Luanda podemos ver a prosa intitulada "Manifestação em Angola: Dirigentes do MPLA e da UNITA contrários a iniciativa”, e em rodapé na fotografia exposta a legenda “Angola precisa de tempo!”. Mas quem não ri com estes descaramentos? Com estas manipulações primárias que nos causam náuseas?

Angola precisa de tempo para o quê? Para os usurpadores roubarem mais? Mas então não é Angola que precisa de tempo e sim os usurpadores! Em Angola e em todos os outros países. Os usurpadores precisam de tempo!
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