terça-feira, 20 de setembro de 2011

TABU DA SILVA, BARRADO E RECHEADO DE METE NOJO, FEZ BLÁ-BLÁ




Tabu da Silva, inquilino à nossa conta em Belém, não nos deu cavaco por quase uma semana sobre o escândalo protagonizado por um acólito de sua estimação e apreço que na ilha da Madeira levou anos e anos a cavar buracos, de que ele sabia – ele, o Tabu da Silva – há imenso tempo mas optando por não nos dar cavaco.

Tabu da Silva parece que hoje finalmente disse alguma coisa muito indelével sobre o escândalo da Madeira nos Açores, onde está em visita… para nada. Só se for para passear.

Ele disse mas nem merece escutar ou ler o que disse. É que Tabu da Silva acabou por praticamente não dizer nada que fizesse sentido. Ele não disse que O Jardim dos buracos da Madeira é um intrujão de enorme dimensão e que por via disso todos os portugueses vão ter de se sujeitar a contribuir com mais uns dois milhares de milhões de euros para tapar os buracos que o seu correligionário conseguiu ocultar durante imensos anos. Ocultar de todos nós, mas não do Tabu da Silva nem do Procurador Geral da República, outro hipócrita. É público que o PR Tabu da Silva sabia dos buracos, assim como o PGR. Certamente que muitos outros da seita saberiam. Os que de nada sabiam eram e são aqueles que vão pagar estes crimes de lesa-pátria.

Mas daquilo que Tabu da Silva disse nos Açores, hoje, ressalta principalmente o título e o percebido assobio para o lado. A fazer de conta que nada é com ele. Impossível reproduzir aqui o assobio, mas imaginem um fulano com cara de parvo a querer fazer de conta que é esperto. Com cara de desonesto a querer fazer de conta que é honesto. Com cara de presidente de alguns a querer fazer de conta que é presidente de todos os portugueses.

Felizmente é possível fazer constar aqui o que disse hoje em dado passo e suscitou o título “Cavaco admite que omissão do 'buraco' financeiro afeta credibilidade internacional de Portugal” no Público e noutros órgão de comunicação social. Do imenso blá-blá de Tabu da Silva salta aos olhos da indignação, que não é cega, este trecho: “Questionado sobre as declarações do presidente do Governo Regional dos Açores, que considerou que os principais responsáveis políticos tinham de ter conhecimento do que se passava na Madeira, o Presidente da República escusou-se a fazer qualquer comentário, argumentando que um chefe de Estado não fala sobre afirmações de outras entidades. Além disso, acrescentou, o Presidente da República "deve medir muito bem as palavras, porque ele é fator de coesão nacional, factor de unidade nacional e de solidariedade entre os portugueses".

Politicamente este Tabu da Silva está barrado e recheado de Mete Nojo. Argumenta desta vez com a “coesão nacional” para se refundir no cala e segue. Não fala, ou fala mas não diz nada, porque é preciso “medir muito bem as palavras, porque ele é fator de coesão nacional, factor de unidade nacional e de solidariedade entre os portugueses”. Mas que coesão, que coesão é que ele demonstra ter connosco, os plebeus? Mas que unidade nacional se aquilo que vimos é ele procurar esquivar-se às suas responsabilidades de honestidade e transparência com todos os portugueses? Mas que solidariedade? Solidariedade com Jardim, o seu amigo dos buracos? Solidariedade com aqueles que têm afundado este país com as mordomias escandalosas e imorais que egoistamente usufruem? Isso não é solidariedade com os portugueses. Isso é solidariedade com o grupelho de que Tabu da Silva faz parte. O grupelho que aproveitou a alvorada em Abril para saltarem para os poleiros e cantarem de galo em nome de clientelismos que seria fastidioso aqui rememorar e referir.

Tabu da Silva tem de compreender que só está no cargo que ocupa porque assim dita este defeituoso e não democrático sistema eleitoral. Deve recordar-se todos os dias que não foi eleito pela maioria dos portugueses mas sim por cerca de um quarto dos eleitores e que se realmente quisesse vir a ser presidente de todos os portugueses teria de deixar de conluiar-se com silêncios e palavras bacocas os que mentem, omitem e vigarizam a maioria dos portugueses. Que muito provavelmente os roubam e atiram com o país para o fundo. Só isso… Isso, que seria coisa demais para Tabu da Silva, comprometido como está com a corja laranja e todo as as outras de elites da “economia e finança”.

*Foto retirada da Lusa

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FOUR CORNERS DA ABC, UM ALIADO DO GOLPE DE ESTADO DE GUSMÃO




FILME-DOCUMENTÁRIO REVELA A NOVIDADE QUE NÃO É

Tanto quanto anda a ser divulgado a ABC australiana está a ser mostrada como veículo do golpe de estado de 2006 em Timor-Leste. A ABC, com o programa Four Corners é agora mostrada como agente aliado de Xanana Gusmão como se fosse uma novidade, que não é.

Dêem as voltas que quiserem sobre o assunto e o ocorrido, pesquisem em vários sites da internet, que logo encontrarão estas revelações e quanto os condimentos para o golpe de estado foram de responsabilidade de um trabalho aparentemente jornalístico mas que tudo teve a ver com encomenda da secreta australiana em sintonia com a CIA. Agentes no terreno foram bastantes, como os operacionais Railos e Alfredo Reinado*, entre outros, mas devemos nunca esquecer a missão preponderante da “embaixadora” Kirsty Sword Gusmão nas declarações de um guião de complot que se apressava a prestar aos órgãos de comunicação australianos, bem como, junto a seu marido, Xanana Gusmão, então presidente de TL, em comícios incendiários imprescindíveis para pôr Timor-Leste a ferro e fogo. O resultado ficou à vista com as dezenas de timorenses assassinados, um brasileiro igualmente assassinado, outros estrangeiros gravemente feridos, centenas de timorenses feridos com maior ou menor gravidade. Milhares de habitações foram incendiadas e completamente destruídas, assim como edifícios de atividades e interesse público. Daí resultaram quase 200 mil refugiados-deslocados.

Os bispos e padres da igreja timorense não estão isentos da cumplicidade no golpe de estado, antes pelo contrário. As mentalidades tacanhas de padres e bispos, a gula que sempre demonstraram e que visa fazerem da sua igreja uma igreja rica e impune, a vários níveis de responsabilidades condenáveis, também pesam nas dezenas de timorenses assassinados nesse período e em muita da destruição. Padre houve que sequestrou portugueses, torturou e ainda hoje continua impune, como muitos outros criminosos da sociedade civil.

Desse golpe de estado emergiu um Gusmão sem máscara, egoísta, aguerrido e insensível – um criminoso de patente autoria moral - que em conluio com elementos de sua confiança teceu a trama que levaria Mari Alkatiri, então primeiro-ministro, a retirar-se da governação dizendo que preferia demitir-se a continuar a assistir a um banho de sangue, como foi profusamente citado na comunicação social.

Em contrapartida, após a demissão do PM Mari Alkatiri, após a consumação mais que evidente do golpe de estado Gusmão dizia num comício: "Falhámos em garantir a vossa estabilidade, mas com a vossa esperteza ganhámos esta guerra", afirmou Xanana Gusmão, perante o entusiasmo dos manifestantes, que exigem a demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri. A Agência Lusa assim reportou.

Se esta é a novidade, a revelação, que este filme trás, vem tarde. O que não significa que não seja útil para que os mais distraídos adquiram conhecimento e sabedoria que olhem Alexandre Gusmão com os olhos com que deve ser visto: um timorense guerrilheiro que por isso mereceu toda a consideração mas um verdadeiro traidor da luta dele próprio, dos seus ideais e dos ideais e esperanças do povo timorense. Tal patriota, pelos anos imensos de luta e de cárcere, que culminaram com a independência-relativa do país, merece-nos toda a consideração – assim como na mesma proporção nos merece toda a condenação e desprezo pelos prejuízos e mortandade que trouxe ao país a partir da arquitetura e concretização do golpe de estado de 2006.

Mas eis que surge na atualidade um filme-documentário que relembra a história e nos mostra entre-linhas, ou entre frames, parte da verdade que nem é novidade. Não é e muito mais virá a ser novamente revelado em consonância com a verdade histórica daquele péssimo período de Timor-Leste que abriu as portas a vários golpismos, assassinatos, roubos e corrupções como não havia memória. Tudo isso tem uma cara e um nome por responsável-mor: Xanana Gusmão.

*O major Alfredo Reinado passou mais tarde a dissidente das diretrizes de Xanana Gusmão e publicamente, em vídeo, ameaçou revelar toda a verdade sobre o golpe de estado e as responsabilidades inerentes a Gusmão. "Se eu fôr condenado e preso, Xanana Gusmão será muito mais". Alfredo Reinado foi executado em casa do PR Ramos Horta em 11 de Fevereiro de 2008, local para onde foi atraído numa cilada que a Justiça timorense teve o cuidado de não apurar devidamente, nem o Tribunal de Díli se interessou por apurar sobre os flagrantes indicios de execução que constava nas autopsias, do major e do seu fiel acompanhante, Leopoldino Exposto. 

Programa Four Corners da ABC australiana
acusado de apressar a queda de Mari Alkatiri, em Timor-Leste, em 2006

BEATRIZ WAGNER - SBS - tem audio no original

Um novo documentário australiano, Breaking the News, que vai estrear em Sydney nas próximas semanas, acusa o programa Four Corners, da TV ABC, de ter produzido uma reportagem em 2006 que levou à renúncia do então primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri.

O cineasta Nicholas Hansen, de Melbourne, levou quatro anos investigando e montando o documentário, que levanta questões sobre a reportagem da ABC "Stoking the Fires" que recebeu o prêmio Walkley de Ouro, o prêmio mais importante de jornalismo na Austrália., em 2007.

O recente documentário examina as relações entre jornalistas locais, no caso os jornalistas José Belo e Rosa Garcia, e jornalistas estrangeiros, e examina a reportagem do Four Courners.

Segundo o jornal Sydney Morning Herald. o cineasta disse que o programa da ABC aceitou a palavra de uma testemunha não-confiável, o então comandante de uma milícia, Rai Los. 

Para Nicholas Hansen, o programa apresentou um quadro equivocado do alegado envolvimento do governo da Fretilin em armar milícias civis, um tema que nunca foi totalmente esclarecido.

*Original em PÁGINA GLOBAL

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ONZES DE SETEMBRO NÃO, OBRIGADO!




Ontem passou mais um dia de memória pelas vítimas de várias nacionalidades, mas maioritariamente norte-americanas, que inocentemente pereceram no ataque hediondo e cobarde de terroristas da Alcaeda. Foi o décimo ano depois daquele terrível e inesquecível dia. Quase três mil mortes foi o número avançado e ainda hoje chorado por familiares e amigos que num ápice se viram na necessidade de continuar o caminho da sobrevivência sem desfrutar da companhia dos seus entes amados. Decerto que nenhum merecia morte tão terrível e vil às mãos de seres desprezíveis que erradamente vitimam inocentes em vez de enfrentarem os seus verdadeiros inimigos, às vezes eles próprios e as suas mentes doentias e fanáticas. Caso de Osama Bin Laden e George Bush, entre outros.

Não escapa a esta senda de vingança e de princípios erráticos e desumanos o atual presidente Obama. As suas práticas assim o demonstram. Está ali mais um “gerreiro do mal”, contrariamente ao que pretendeu fazer crer quando da sua campanha eleitoral e nos dias imediatamente a seguir a tomar posse depois de eleito. Pouco importa se ele tem mais ou menos pigmentação de pele, o que importa é que as suas decisões e atitudes não são muito diferentes do louco e fanático que anteriormente ocupava a Casa Branca. Em nome da segurança mundial e, principalmente dos EUA, como afirma Obama e os seus séquito de rastejantes líderes ocidentais, o mundo está cada vez a viver em maior insegurança, cada vez mais em guerras, cada vez mais a violar os direitos humanos, as liberdades e garantias indissociáveis da democracia. Vivemos cada vez mais em guerra mas Obama, sem se saber porquê, foi agraciado com um Nobel da Paz mal tomou posse da presidência norte-americana e ainda só estava na fase de promessas de retiradas militares de países que os EUA ocupam e de respeito pelos direitos dos prisioneiros. A diferença entre ele e George W. Bush é que W. Bush diz e faz, mostra que é um sacana fanático, Obama não diz mas faz, pretende ocultar que é sacana, sob a capa de cordeiro atacado pelos lobos o mundo tem ali um “guerreiro” às ordens das corporações que decidem sobre a guerra e os saques aos países e povos que rendam melhores dividendos que se traduzam em milhões de dólares.

Osama Bin Laden, com o seu fanatismo, desprezava a vida de todos que não pertencessem aos seus ideais, assim o faz com muitos milhares de inocentes que assassinou indiscriminadamente, doentiamente em nome de Alá. Barak Obama, depois de Bush, com o seu fanatismo, despreza a vida de todos que não pertencem à elite a que ascendeu e que até têm outros credos, assassinando milhares de inocentes nos países que ocupa com bombardeamentos a civis – dezenas de milhares já pereceram assim. Somem-se ainda mais uns milhares de soldados dos EUA mortos e estropiados, regra geral jovens, muito jovens, do povo, que vão para a guerra para melhorarem as suas más situações financeiras… Regressam em sacos de plástico, raramente inteiros e reconhecíveis. Doentiamente em nome do deus cifrão.

Nestas situações, porque a guerra é impiedosa e sempre decidida por monstros, são os plebeus de toda e qualquer parte do mundo que mais sofrem. São sempre eles as vítimas. É aquilo que vimos pelo mundo fora. Se em vez disso pudéssemos desfrutar de líderes que em vez de servirem as grandes máfias capitalistas, máfias racistas, máfias religiosamente fanáticas, etc., optassem por valorizar a vida, a cidadania, a honestidade, a justiça, a tolerância, a diversidade de culturas, a natureza, o ambiente na generalidade, a paz, não teríamos estas guerras, este desperdício de vidas e de causar mágoas permanentes aos que perdem quem amam. Se as políticas gananciosas e fanáticas dos EUA não existissem – nem outras semelhantes - o mais natural seria que não existissem Bin Ladens. O mais natural seria que os EUA não fossem tão odiados pelo mundo fora de modo cego, pelos que já nem querem separar os assassinos e culpados dos inocentes, as elites e o povo.

Se assim acontecesse, ontem não teríamos de homenagear e recordar as quase três mil vítimas assassinadas no WTC a 11 de Setembro de 2001, nem as dezenas ou centenas de milhar pelo mundo inteiro, que são de responsabilidade dos EUA, dos presidentes e elites politica-economico-financeira norte americana e, na generalidade, do mundo ocidental com os seus exércitos agrupados na NATO, uma sigla reavivada para todo o serviço de ocupação, de assassínio de civis, de defesa do dominio da perniciosa homogeneidade dos EUA sobre este globo terrestre. A repressão dos povos inocentes no seu melhor.

Se se souberem fazer respeitar e amar nunca serão odiados nem atacados, uns e outros. Assim queira a espécie humana que toma as decisões. Uma idiotice: Que resolvam as divergências a escrever, a falar, a saber ser tolerantes, justos, sobretudo respeitarem a vida de todos nós, habitantes deste planeta em auto-destruição. Utópico? Porque querem que assim seja, nós sabemos.

Mais onzes de Setembro não, obrigado!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CALDEIRADA À MODA DE TIMOR-LESTE COM FARTURA




Como se fosse uma ementa que nos possibilitasse conhecer as especialidades da casa podemos fazer o mesmo, relativamente a Timor-Leste, no menu dos acontecimentos da semana que vai passando e que foram objeto de notícia na comunicação social tradicional e, ou, nas alternativas online.

Neste menu não haverá lugar a perguntar se querem assim ou com mais molho porque devemos ser frugais por razões da doentia obesidade. Isto para aqueles que realmente comem, porque, é bom não esquecer, existem imensos timorenses, das mais variadas faixas etárias, que passam dias sem comer. Mesmo aquilo que possam vir a comer num dia ou noutro é mais que frugal, são refeições de fome em que a predominância é oxigénio e água…

Sirva-se a caldeirada e não se delongue os rodriguinhos porque há os que já estão com água na boca.

UNPOL PAQUISTANÊS MORRE AFOGADO EM LIQUIÇÁ

Um prato curto de servir mas que encerra tristeza tem que ver com mais um UNPOL que faleceu em Timor-Leste durante o seu tempo de comissão. Era um polícia paquistanês que por obra do diabo e falta de precaução se afogou quando o barco em que seguia com outros companheiros de lazer se afundou, alegadamente devido ao estado bravio do mar. É a tendência para facilitar nos tempos livres. Ao pedirem o barco emprestado a timorenses decerto não equacionaram sobre os perigos que existiam ao sobrelotar a frágil embarcação. Uma nota de infelicidade e de tristeza, principalmente para colegas, amigos e familiares.

TAUR DEMITE-SE… SERÁ QUE A DEMISSÃO É ACEITE PELO PR?

Entretanto, no aspeto politico-militar, o prato forte foi o anúncio de Taur Matan Ruak, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, de que apresentou a sua demissão do cargo. Considerou que era chegada a hora de o guerrilheiro-general arrumar a farda, depois de mais de 30 anos daquela vida. Merecidamente chegou ao apogeu da carreira porque, espera-se, seja aceite a sua demissão e também que lhe ponham nos ombros as estrelas que possam faltar. Isto porque ele é o expoente máximo de como se deve comportar um militar responsável, como também o foi nos tempos da luta contra o invasor indonésio. E vá-se lá saber porque razão em 2006, quando do golpe de estado de Xanana Gusmão, procuraram eliminar este general. Contas de outro rosário.

Não é segredo que há cerca de dois anos Taur já dizia em off querer disputar em pleito eleitoral o cargo de presidente da República. Muitos não o levaram a sério e consideraram que aquilo era ideia estapafúrdia. Eu pensei assim. Talvez que os assim pensantes tenham alergia a militares ou ex-militares deveras influentes no poder político. É que uma coisa não liga bem com a outra. Se virmos na história universal constatamos que aconteceu vezes demais a “coisa” dar para o torto e os povos serem subjugados devido à promiscuidade entre poderes militares ou ex-militares. É que por mais que um militar deseje nunca mais consegue ser civil e vez demais não consegue deixar de ser rígido. A “escola”, as práticas militares, o seu enraizamento, são muito úteis às sociedades, mas só se os militares se submeterem ao poder político e constitucional. E isso nem sempre é garantido. Olhemos na Ásia, na América Latina, em África, na Europa… Praticamente por todo o mundo.

Podemos imaginar, ter até a certeza, de que haverá aqueles que dizem prontamente que “não, Taur é de confiança e acima de tudo é timorense de muito boa cepa, um herói.” Pois, mas gato escaldado foge de água fria. Também as perspetivas acerca de Xanana Gusmão eram aquilo que eram, de muito positivo, e afinal temos visto o golpista que ele é e o madraço que igualmente é para os carentes e anónimos timorenses que pelo país passam fome e têm um grande NADA quotidiano e por horizonte - se acaso o rumo do país e dos “saques” ao que pertence ao povo não mudar.

Atualmente Taur Matan Ruak não se parece nada com o estilo Xanana Gusmão, até nem é ator, não chora para conquistar simpatias, nem ri contrariado porque convém. Chama-se a isso caráter equilibrado e honesto. A antítese de Gusmão e de muitos outros políticos e personalidades de topo que vagabundeiam pelos gabinetes ministeriais e anexos. Mas, e se Taur muda? Porque não um civil na Presidência da República? Para que é que Taur meteu na cabeça disputar eleições para PR de Timor-Leste?

Tanta pergunta. E há aqueles que afirmam a pés-juntos que o melhor para Timor-Leste é ter um PR como Taur, de preferência o próprio Taur. Todo devemos guardar admiração e muito respeito pelo guerrilheiro-general Taur, é justo. Mas não seria ainda tempo de ele continuar a segurar as F-FDTL, no seu atual cargo, e deixar a política para os políticos? É que porque uma pessoa é muito boa no desempenho daquilo que está a fazer isso não significa que seja igualmente boa noutro cargo de responsabilidade.

Pois. Mas ele, o guerrilheiro-general, e o povo timorense é que vão decidir. É desejável e aquilo que é constitucionalmente ditado. Que aconteça tudo pelo melhor para os timorenses enganados, abandonados e roubados, é o que podemos desejar. Que não haja caldeiradas.

Mudemos de prato, porque este foi copiosamente servido e ainda apanhamos uma indigestão. Quem quiser que arrote. Que se alivie.

XANANA BOSOK… ISSO, E MUITO MAIS! LÚCIA!

Podemos ler no Tatoli, blogue timorense sem papas na língua, sobre o intrujão que é Xanana Gusmão. Bossok significa isso mesmo: intrujão, falso, enganador, mentiroso…

Explica o Tatoli, com referências a reportagem do CJITL, que Gusmão, o PM de fato Alexandre, mas Xanana, prometeu no Oecussi uma estrada que disso continua só com o espaço para ser, assim como a muito grande vontade dos habitantes daquele enclave timorense rodeado por quase todos os lados pela Indonésia.

Pensando bem este é um prato e condimentos repetidos sobre estradas. O negócio das estradas já deu, está a dar e continuará a ser muito generoso para uns quantos “empreiteiros” das relações do PM, antes era assim e agora deverá continuar a ser. Foi assim com os do famigerado MUNJ… O PR Horta é capaz de saber “umas coisas” sobre isto. Então não era que o MUNJ até era “mediador” de levados e trazidos com o assassinado major Reinado?

Bosok não será só Xanana Gusmão. Pela certa. Sem mais pimenta, nem veneno, resta fazer - à laia do que o Rei dos Vinhos do Poço do Bispo, em Lisboa, o velho Abel Pereira da Fonseca – o que o velho disse aos filhos na hora de morrer: “Lembrem-se que de uvas também se faz vinho”. Pois então, ao bosok das estradas, aos bosoks todos, será bem lembrado informar que do alcatrão também se fazem estradas… É que parece que não sabem isso, nem que antes de as “pintarem de preto” as estradas devem ser devidamente consolidadas, não basta borrar as ditas com aquela cor e pronto, já está. Onde andam as verbas que sobram por empregarem menos mão-de-obra, menos e maus materiais, isso já faz parte de outra caldeirada…

Cozinhado estragado é, de certeza absoluta, o que fui publico sobre a ministra da Justiça, Lúcia Lobato. Até a deram como reclusa domiciliária e tudo. Afinal não é nada disso e ela lá anda, cantando e rindo.

Servido ao natural: acontece que Lúcia Lobato está simplesmente referenciada em ações de corrupção e que a CAC - Comissão Anti-Corrupção, decidiu pô-la com Termo de Identidade e Residência. É aquilo que se percebe. Aliás, não é a primeira vez que a ministra está sob esta medida de coação. Não se percebe lá muito bem porque razão a tal CAC tem esses poderes mas… E agora o processo transita para o Ministério Público e então é que a senhora vai ser “tratada” em tribunal… Os condimentos devem ser estes, à falta de melhor.

O que foi referido pelo elemento da CAC que fez declarações à comunicação social, finalmente servido pela Lusa já requentado, é que há qualquer coisa como fardamentos para presidiários no valor de 97 mil dólares norte-americanos que não “batem” certo… Pois, devem ter sido fardamentos de luxo criados por algum estilista caríssimo. Não se lembrou a ministra de comprar os fardiotas made in China. Por aquele valor, quase cem mil dólares, até dava para fardar os timorenses todos! Todos não, porque a elite apodera-se do suficiente para adquirir do bom e do melhor. Claro. Se dá para Humeres… Grande caldeirada. Cuidado com eles e com elas!

Supondo que este é um prato de peixe - poderia ser porque há peixe lúcio e a peixa de certeza que é Lúcia – já está estragado e sabe a fénico, para além de lagartas que lhe andam nas tripas. Peixe por peixe, o costume é tudo ficar em águas de bacalhau e a Lúcia até vai brilhar mais que o sol, não em Becora, na prisão, mas sim a substituir os tais geradores e centrais a óleo pesado. Vai ser lá um brilho incandescente que até dará para perceber que continua a não ser energia limpa mas sim suja que se farta. Chega de sal.

CALDEIRADA DE EMPRÉSTIMOS, SAQUES, OMELETES E DIGESTIVOS

Andam a querer contrair empréstimos para o Estado de Timor-Leste. Quem? O governo de Xanana Gusmão, claro. Argumentam os mentores governativos que “a medida permite ao Governo solicitar fundos a outros países, com vista ao desenvolvimento”. Ao desenvolvimento de quem? Do país não deve ser porque há milhões que se somem e depois dizem que quem os leva são de Macau… Se calhar até de Carregal do Sal ou do Samouco. Para desculpas qualquer coisa serve. Grande caldeirada. Sopa?

Mesmo que não seja sopa pode ser um caldo de mais desenvolvimento para aqueles que já estão super desenvolvidos e que qualquer dia nem têm no mundo mais nada para comprar porque já não cabe em TL. A não ser que comprem casas na Austrália, que é país enorme. Palacetes, por exemplo. Humeres, mais humeres. O Sabino, ministro da Educação, tem um ou dois… Ainda agora o Timor Hau Nian Doben esclareceu essa “novidade”. Como os esconde – os humeres - se calhar até tem meia-dúzia e nós não sabemos. Humeres sim, mas de preferência que tenham um banco utilitário para os minorcas subirem e entrarem no veículo. Assim como a ministra Lurdes Pires tem. Até tem o secretário do banco, que anda com o dito debaixo do braço e que o poisa no chão para a ministra subir. Depois levanta-o logo que ela entra... Este secretário, ao que dizem as más-línguas de bacalhau, recebe à volta de 9 mil dólares norte-americanos (que vontade de rir se acaso não causar engasgos), pagos pelo Banco Mundial, mas que quase metade disso vai para a conta da ministra porque essa é a prática em TL desde o chefe mais simplório até ao ministro mais importante. Quer dizer: contratam por determinado valor assessores, secretários e o que mais der, inflacionam as cabeças e os números… mas depois uma quota parte vai para os “chefões” - e os basbaques contratados alinham nisso porque nem que recebam três ou quatro mil dólares ou assim por aí… já é dinheiro e é bem-bom. Grande caldeirada.

Só mais um digestivo: Essa prática não é punível por lei? É que há tantos casos e o que se sabe é que fazem que não sabem disto!

A patuscada vai grande e ainda nem cheguei a metade da paparoca. Mas isto vai ter de acabar aqui. É impossível servir em tão pouco tempo e espaço tanta comezaina. Nem que fosse regada a bons litros de vinhaça. Ou de champanhe, para os amigos do alheio que sabemos.

Imaginem o que seria servir ainda, aqui e agora, a erradicação da língua portuguesa no ensino básico, obra de Kirsty Gusmão e de mais uns insuspeitos e veneráveis de sua ilharga. Ou de Mari Alkatiri e Lu Olo continuarem a ser os lideres da FRETILIN, eleitos por voto secretos e com boa afluência às urnas. Sim, porque já não fazem como a senhora Kirsty Gusmão – que nas votações vai tudo de dedo, mão ou braço no ar. Assim: “Quem é que não quer o português no ensino?” Ou ao contrário mas que vai dar no mesmo e no resultado compelido que interessa. Mais ou menos isso, tipo omelete, como descrevem essas “votações democráticas” dessas “assembleias” sobre o “ensino”.

E tanto que há para servir deste menu Timor-Leste… Mas não. Vai acabar aqui, por agora. Esta espécie de peça despretenciosa, este solilóquio, está a ficar um monstro – pelo menos em tamanho. É um pouco castigo para aqueles que andaram a escrever-me e a dizer que “nunca mais escreve” e daqui e dali. Oh, senhores (as), nunca leram o Direito à Preguiça? Pois leiam. Façam isso mas só depois de lerem O Triunfo dos Porcos. Sorrio, ao imaginar aquele porco-mor lá do sítio, no livro do Orwel, com barbas, a beber uns valentes copos e a sonhar em plantações de abóboras. Depois volto, se quiserem. Se acaso não gostaram escusam de fazer cerimónias, vomitem à vossa vontade. Era o que os romanos faziam nos vomitoriuns, vocês, os senhores e senhoras que conseguirem chegar a ler isto, usem o penico que é o mais parecido com os aparatos cesarianos. Já estão fartos? Yes!