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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A TERNURA DOS MAIS DE 70 ANOS DE FERREIRA LEITE E AS CÂMARAS DE GÁS




Um dia tenho de atualizar este blogue com peças que tenho escrito e aqui não tenho publicado, algumas nem aqui nem em outra parte qualquer. Aos meia-dúzia de gatos que aqui vêm peço desculpa, se considerarem que vale a pena fazer isso. Estão pedidas.

Vamos à Vaca Fria numa rapidinha. A Vaca deve mesmo de ser fria porque é amarelada, tem uma careta feiosa e sorumbática, parecida com os esgares de Cavaco Silva, o tal que é PR de Portugal. A Vaca não ri e muge de modos impróprios para a nossa sanidade mental e de cidadania. A Vaca está fria… mas ainda não é cadáver. Um dia será… Mas aquela raça não vai acabar. Pronto, chega de divagações.

Filha da Puta que a Pariu. Quem? Tantos e tantas. Vêem porque razão me desleixo a não abordar certas questões. Puta de Vida, nem sei se a vida tem mãe, por tal é inútil dizer ou escrever assim. Retiro, ponho nesse lugar qualquer coisa fedorenta.

Agora por isso de fedorento: Manuela Ferreira Leite disse que “defende que doentes com mais de 70 anos paguem hemodiálise” e até parece que naquela conversa citada e que verá se clicar no link já andava em questão se quem precisa de hemodiálise deve ou não ter direito a viver…

Melhor não escrever mais nada. Filhos da Puta. Quem? Os que realmente o são. Nojento. Ternurenta é a Ferreira Leite para com os de mais de 70 anos. É pois… Porque não investem em câmaras de gás estilo Hitler - agora mais sofisticadas graças à evolução da tecnologia – e eliminam os cidadãos doentes que dão despesa ao Estado, os mais miseráveis, sejam novos ou velhos, os que precisam de hemodiálise, que têm cancro e saem caros no prolongamento da vida, etc., etc? Vá, lá, seus nazis disfarçados! Vá lá, filhos da Puta!

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012: VOTOS DE MUITA DISENTERIA PARA A SACANAGEM!




Ao longo de mais de seis décadas de vida, com os respetivos altos e baixos que tocam a todos, a uns mais que a outros, não tenho memória de em adulto estar a experimentar tantas dificuldades para equilibrar e gerir o orçamento doméstico – que me recorde só experimentei algumas dificuldades sérias em criança devido a perseguições da PIDE, do regime salazarista a meu pai, que decerto foram um enorme quebra-cabeças para os meus pais e se refletiu em toda a família. Tive consciência disso e não é por acaso que não pactuo com ditaduras de qualquer espécie, nem com esta democracia da treta em que atualmente mal sobrevivemos. Urge escoicear para bem longe estes malfadados Cavacos, Passos, Portas e quejandos. Há portugueses a passar fome, a perderem as suas casas depois de perderem os empregos. Há miséria envergonhada que só é visivel para os que estão realmente atentos ao que os rodeia... Este país virou uma merda. Retomou o justo epíteto de Pátria Madrasta devido a tanto roubo por parte de tão poucos ladrões.

As dificuldades que atualmente experimentamos são de causas profundas e de total responsabilidade da promiscuidade existente entre políticos e os donos do tétrico mercado. Estes políticos venderam-se à ditadura imposta, sempre à espera de recompensas. E elas são visíveis quando nos apercebemos de que depois de ministros, presidentes disto e daquilo, etc, etc., obtêm remunerações douradas e reformas douradas. Os escroques safam-se e tramam-nos, tramando a democracia sem contemplações. Porque sem justiça não existe democracia.

Termina dentro de horas 2011. Um ano aziago em que metade dele foi tramado por José Sócrates e a outra metade por Pedro Passos Coelho com seus pares Portas e Cavaco Silva, entre outros. “Atrás de mim virá quem pior fará”. Verdade, muito pior que Sócrates na imposição de “sacrifícios” – esclavagismo e fome – temos agora Passos Coelho. Pelo dito, ainda agora a procissão vai no adro. Adágio popular que indica que vem por aí mais desemprego, mais fome, mais miséria. Os governos neoliberais ao serviço dos interesses do mercado já avisaram que 2012 vai ser pior que 2011. Porque eles estão de mãos dadas com a súcia de ladrões e oportunistas que nos espoliam tudo, até a vida se necessário.

Atendendo ao panorama perspetivado sabemos que não vamos ter um ano de 2012 minimamente bom, nem paz social peculiar em democracia e numa sociedade minimamente justa. Os responsáveis acoitam-se no atual governo com sede em São Bento, nos oportunistas deputados que puxam para eles vantagens imensuráveis e imorais à custa de todos nós, em Belém, onde coabita com a confusão e oportunismo da hora, do momento, um PR que diz uma coisa mas que faz o que vai contra os interesses dos portugueses, favorecendo as injustiças decretadas pelo governo daquele Bando de Mentirosos… Enfim, uns protagonistas e um cenário muito danoso, penoso e triste.

Aos causadores desta verdadeira catástrofe, nacional e internacional, seria hipócrita da minha parte, louco até, se lhes desejasse um Bom Ano, nada disso. Desejo-lhes exatamente o contrário: muitos azares, a começar por uma disenteria que os incapacite de exercer os cargos que ocupam para nos tramarem. Disenteria incontida até por fraldas especiais, se possível. Borrem-se e desapareçam depois de devolverem todos os valores que nos roubaram ao longo destes imensos anos de mordomias imorais. Esta sacanagem é o que merece.

Depois disso acontecer decerto que todos nós respiraremos de alívio e tudo melhorará se soubermos defender a justiça, a democracia, os direitos constitucionais que agora estão a ser pisoteados e rasgados, destruídos.

PASSOS FALOU, ESTÁ FALADO – MAIS UMAS MENTIRAS PARA MAIS TARDE RECORDAR




Passos Coelho, o mentiroso que há seis meses foi empossado primeiro-ministro de Portugal, falou hoje ao país numa pretensa mensagem de Natal. Quem o escutar atentamente e se lembrar quanto já mentiu, para obter o cargo que ocupa, fica ciente de que este “parlapié” é mais do mesmo.

Na “conversa” ele diz que tem consciência disto e daquilo, das injustiças, dos problemas dos mais velhos e da juventude, etc, etc. E que assim, desse modo, graças a ter consciência, as reformas que vai implementar em 2012 terão por objetivo conseguir “grandes mudanças e transformações”. Isso já sabe a maioria dos portugueses: que nos vai tramar muito mais, com mais “mudanças e transformações”.

No estilo habitual, o PM falou e causou vómitos. Imensos portugueses que o escutaram só não vomitaram porque hoje ainda nada comeram, nem ontem, nem anteontem… Mas disso o Passos, o tal aldrabão agora PM, não fala. Dirá que é impossível existirem portugueses com fome porque a “caridadezinha” está a funcionar em pleno… Ele vive noutro país e noutro mundo. No mundo, em que prevalece o cor-de-rosa adornado com cifrões…

Não tem interesse fazer desta prosa algo alongado. Ele nem isso merece para o descompormos. O mentiroso falou e é caso para dizer que o que disse entrou nos nossos ouvidos a cem e saiu a mil, porque afinal aquilo que disse foi o que muitos já disseram e escreveram a criticá-lo e a apresentar como sendo necessário este governo fazer - uma vez que o mentiroso até disse que tem consciência da bodega que anda a fazer. Ele disse uma boa parte daquilo que considerou que os portugueses queriam ouvir, não disse o que vai fazer na realidade, que é tramar os do costume e privilegiar os de sua laia e aqueles da minoria que serve e onde se mistura e lucra.

Falou, está falado. Mais umas valentes mentiras para as notas de assentos daqueles que fazem coleção… para mais tarde recordar.

*Publicado em Página Global, blogue onde o autor colabora.

NATAL DOS VERTEBRADOS QUE NÃO PERDEM A VOZ




Bom Natal aos que sabem o que isso é!

Os inimigos colocam
pedras no meu caminho.
Os que se dizem amigos
estendem-me a mão
quando nelas tropeço.
Os verdadeiros amigos
retiram as pedras
antes de eu passar.
Tenho tropeçado em muitas.
Mas acredito que se não fossem
os verdadeiros amigos
(dois ou três)
tropeçaria muitas,
mas muitas, mais vezes.
Aos inimigos
(porque sem eles
eu não saberia
quem são os amigos),
aos que se dizem amigos
(porque lá vão
estendendo a mão,
às vezes com visível custo)
e aos verdadeiros amigos
(porque, apesar de poucos,
são preciosos)
desejo em bom Natal
(na proporção
que cada um deles merece).

--
Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
http://www.artoliterama.blogspot.com

DOBRADINHA DE NATAL

Atrevo-me a fazer uma dobradinha junto com este poema de Orlando Castro, que se não nasceu para jornalista, escritor e poeta, então devo concluir que não percebo nada da vida. A sua qualidade é conhecida e a sua noção de profissionalismo, humanismo e de justiça também. Por prémio tocou-lhe, como a tantos outros da mesma espécie, o desemprego. Quem o manda ser vertebrado e caminhar na vertical?

Não que me tenha dito mas imagino, com certeza na verdade, que com a sua idade está velho para arranjar emprego e muito novo para se reformar. E assim, neste país, estes implementadores de regras bacocas e demasiado idiotas, os políticos e empresários de um modernismo “déjá vu” rumo ao esclavagismo, também donos da verdade das notícias e dos escribas que as escrevem ou as dizem, tudo fazem por que a sociedade perca os seus maiores valores em jornalismo e em muitas outras profissões – na ciência, artitetura, etc. - preferindo mentecaptos domados, semelhantes a vermes, invertebrados, usando a viscosidade contagiante de políticos que os compram ou que os tornam temerosos…

Interrompo. Pondero… que provavelmente não devia escrever isto, assim, aqui, nem agora por esta quadra. Se calhar nem nunca. Mas a minha teimosia prevalece e faço questão de que seja encontrado nestas palavras os louvores para aqueles que os merecem e os sinos, as campainhas e os alarmes possíveis, para os que caminham na senda do obscurantismo anexo à censura “democrática”, à manipulação e alienação que percebemos campear cada vez mais na comunicação social de Portugal e do mundo.

Neste Natal, então, acabo por deixar aqui louvores e campainhas de alarme. Para os já há muito tempo invertebrados faço a doação de umas folhas de couve rascas, que é aquilo que merecem.

Que a força invada e ilumine os com valor, com razão, mas injustiçados.

Muito obrigado Orlandos deste mundo!

- António Veríssimo (também um Orlando deste mundo, menor e mais velho)

* Publicado em Página Global, blogue onde AV colabora. Singela homenagem a um grande homem, Orlando Castro - daqueles que o “sistema” deita fora para implementar a alienação, a incompetência e a mediocridade.

EMIGREM, MORRAM NOUTRA PRAIA, PORQUE O GOVERNO DE PASSOS...




... NÃO SABE NADAR, IÔ!

"Para Angola, rápidamente e em força”: o “slogan” proferido por Salazar, em Abril de 1961, que marcou o início da guerra colonial na ex-colónia portuguesa de Angola, assenta hoje que nem uma luva na estratégia do governo de Passos Coelho-Paulo Portas-Cavaco Silva. Atualmente a guerra é outra, são as dificuldades para que a elite política de que estas personagens são parte integrante nos têm vindo a conduzir, e cada vez mais. Isso, acrescido da Ditadura Global dos Banqueiros, do capital, dos famigerados “mercados” servidos por políticos à babugem de vantagens pessoais e de seus grupos corporativos.

“Para Angola, rápido e em força”, disse Salazar. Acrescente-se, nos dias que correm, o Brasil, Moçambique, outros países lusófonos, ex-colónias, e mesmo outros países que recebam os portugueses expatriados devido a uma evidente estratégia deste governo expressa na sua vontade de nos negar o direito de viver em Portugal, onde nascemos, e contribuir para a sua recuperação. Recuperação urgente por via das práticas sanguessugas dos políticos das últimas décadas, das máfias partidárias, da corrupção, dos compadrios com o grande empresariado que abriga posteriormente políticos que deixam o desempenho dos seus cargos governativos a outros da mesma espécie. Decerto que essas grandes empresas não os obsequiarão com elevados vencimentos e mordomias de toda a espécie pelos seus lindos olhos mas sim para obterem mais lucros, mais vantagens, ou até para por compensação de “favores” enquanto eles desempenhavam os seus cargos ministeriais e outros de igual similitude. É assim que diz o povo e sabemos que muito raramente há fumo sem a existência de fogo.

Esta política denunciada pelos tiques do governo de Passos Coelho, apelando à emigração dos portugueses, vem demonstrando a sua incapacidade em resolver os problemas nacionais, estando a agravá-los. Com alguns meses de desempenho no cargo de primeiro-ministro já é um desistente, derrotado que nos pede para irmos morrer longe. Faz lembrar um nadador salvador que na praia, ao ver náufragos, lhes sugere que apanhem a corrente e vão morrer noutra praia, naquela não. E não… Não convém porque não está apto a salvar seja quem for… A verdade é que ele não sabe nadar.

Perante este quadro e a miséria que já abunda pelo país inteiro vimos um governo ofegante por via da constatação das suas incapacidades e incompetências, mas também opcionalmente arrogante, convencido de que com essa postura encobre o défice de saber governar combatendo a corrupção, a recessão, os abusos daqueles seus pares que se alimentam desmesuradamente na malga político-partidária e amiguismo corporativo, etc., etc., etc.

Passos e alguns dos seus pares, desonesto desde a primeira hora da tomada de posse, começou por fazer o contrário do prometido com ares de honestidade. Decerto tendo consciência de que conseguiu a eleição e o cargo que hoje ocupa vigarizando os eleitores. E agora é a fuga para a frente: vão-se embora, emigrem, que eu governo. Ele e os algozes que o acompanham. Já pouco importa aos portugueses o que Passos lhes possa dizer porque o seu descrédito prevalece e continua em crescendo. Em tão pouco tempo de governante este primeiro-ministro bate o recorde do vitupério de que se socorrem os portugueses quando dele falam. Dele e dos seus pares. Pobres das mãezinhas que, sem culpas, também vão estando presentes. O mínimo que se ouve dizer daqueles é… Bando de Mentirosos, e dessa não se salvam, com toda a razão. Tudo graças a um vigarista chamado Passos Coelho. Quem promete e não cumpre com o fito de colher bons resultados é nada mais nada menos que um enorme vigarista. Não é de políticos desse jaez que Portugal precisa para resolver os problemas criados por gerações de políticos gananciosos e desonestos. Os náufragos portugueses precisam de acreditar que o nadador-salvador desta praia os vai salvar e não que os condena a procurar salvação noutras praias. É que salvando-os também se salva a praia, o país, Portugal. Aquilo de que precisamos é de um nadador-salvador que saiba nadar e não deste ou outros Passos Coelho que até têm medo da água. Nem sabem nadar... iô!

Passos, já é um desistente. A solução que encontrou para resolver o problema dos desempregados e outros que lhe são inerentes é sugerir que saiamos do país, que emigremos. Que espera Cavaco Silva – que diz uma coisa mas faz outra - para o demitir "rápido e em força"... e para se demitir?

É evidente que Seguro, atual líder do PS, é mais do mesmo. A degradação dos políticos portugueses é por demais evidente e não tardará muito que corramos o risco de ansiar por “um salvador”. Recordemo-nos do que aconteceu com Salazar, com o salazarismo, com o fascismo que ele apoiou numa política de sacana em que fazia estar bem com Deus e com o Diabo – com os Aliados e com Hitler - ganhando a medalha de “nos ter salvado da guerra”. Do que não nos salvou foi de 48 anos de miséria, nem da imposição de uma guerra colonial durante 13 anos. Guerra que devastou a juventude portuguesa, guerra que trouxe vantagens a várias estirpes e também à estirpe de Passos Coelho, o africano colonialista de Massamá. Pois ele que emigre e vá para Angola. Mais vigarista, menos vigarista… É o que também por lá não falta. O que falta é saber se há mais vigaristas em Portugal ou em Angola. Mas isso só saberemos quando num país e noutro existir realmente justiça, democracia. A democracia que tanto precisa de políticos realmente democratas e o mais possível honestos. Eles andam por aí, provavelmente fora do panorama político-partidário atual. Quem se chega à frente?


*Publicado em Página Global, blogue onde o autor colabora.

PASSOS COELHO ABRE A BOCA E SÓ SAI MERDA… CHEIRAS A COCÓ!




Foi hoje que Passos Coelho afirmou candidamente que uma das soluções para os professores desempregados é emigrarem para os países de expressão portuguesa. Já anteriormente um secretário de estado do governo Passos-Portas havia afirmado o mesmo relativamente à juventude portuguesa, declarando que deviam sair da sua “zona de conforto” e emigrarem.

Pelas intenções demonstradas por este governo anti-nacional e ao serviço dos mercados e dos kazarinos Merkosy, todos os portugueses devem começar a optar por procedimentos de abandono do país que só encontram paralelo nos anos do fascismo-salazarismo em que para fugirem à miséria em Portugal tiveram de se sujeitar a emigrar e a sobreviverem igualmente na miséria em Bidonville (em barracas feitas com chapas de bidons), nos arredores de Paris. Em França mais de um milhão de portugueses desses tempos experimentaram o pão que o diabo amassou até conseguirem (os que conseguiram) ter uma vida minimamente decente. Essa era a política de Salazar, esta é a política de Passos Coelho e de Paulo Portas com o aval de Cavaco Silva, um malfadado PR. Uns e outros fiéis servidores dos mercados, da ganância e do desprezo pelos mais elementares interesses que proporcionem bem-estar aos cidadãos de Portugal.

A indignação que as palavras de Passos estão a provocar, ao convidar os portugueses a emigrarem, vai em crescendo. Um dirigente da Fenprof (sindicato dos professores) já afirmou sem papas na língua que Passos Coelho é que deve emigrar. De outros setores da sociedade portuguesa as reações são igualmente de indignação, o que demonstra que cada vez que Passos Coelho abre a boca provoca reações de indignação sem paralelo. Daí podermos concluir que de cada vez que o primeiro-ministro Passos Coelho abre a boca só sai merda. Compreende-se porque razão a sensação é de cheiro a cocó. Este governo parece ser constituído por imensos e malcheirosos dejetos humanos. Solicita-se que vá cheirar assim tão mal para longe pois o pivete está a tornar-se insuportável. Que se ponha ao largo. Que emigre. Eles sim!

*OUVIR “CHEIRAS A COCÓ

*Publicado em Página Global, blogue onde o autor colabora.

Imagem Escolhida: “LADRÃO, GATUNO, PALHAÇO”





«Quer à chegada quer à saída do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos, cerca de três dezenas de populares manifestaram descontentamento, vaiaram o primeiro-ministro e gritaram insultos, tais como: “Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.»

O Sócrates teve de esperar 4 anos até lhe começarem a fazer esperas para o vaiarem, este nem precisou de esperar 6 meses. Com a crise que vai por uma Europa, sem soluções nem democracia para travar os Mercados e a politica de empobrecimento deste governo irresponsável, é bom que se habitue e as suas mães que perdoem quando lhes chamarem “Putas”, que é ao filho, e não a elas, que querem ofender. E eles, como elas sabem bem, merecem. (fim)

REPOR O RESPEITO, RECUPERAR O PAÍS, RETIRAR OS CRÁPULAS DOS PODERES

ANTÓNIO VERÍSSIMO

Mais um Imagem Escolhida, secção iniciada ontem no Página Global, desta vez uma fotomontagem do blogue de alta qualidade We Have Kaos in the Garden, de quem não queremos abusar apesar de reconhecermos que se torna irresistível. Tão importante quanto a imagem é o texto que o acompanha naquele blogue e que aqui em cima reproduzimos.

O atual primeiro-ministro e o seu governo são um dos símbolos mais evidentes de sintomatologia da enorme falta de respeito e completa desconfiança que inspira e impõe a um país e ao seu povo para suportar. Não há memória em Portugal de um governo com tão pouco tempo de exercício causar tanta repugnância quanto este governo de Passos Coelho e de Paulo Portas (PSD/CDS).

Neste caso devemos abstrairmo-nos das cores e bandeiras partidárias e focarmo-nos no comportamento dos que detêm os poderes. Para além de Passos Coelho ser o grande responsável pelo seu próprio descrédito ao ter mentido e continuar a mentir tanto aos portugueses, ele próprio vem arrastando por simpatia todos que o rodeiam, incluindo aqueles que provavelmente não mereceriam vir aos trambolhões naquela avalanche. A falta de respeito que Passos Coelho inspirou desde a primeira hora que assumiu o cargo de PM – por via de tanta mentira e contradições comprovadas entre promessas e a prática – não só o descredibilizou de imediato como levou e leva cada vez mais portugueses a não terem respeito por nenhum dos que operam nos ministérios que chefia. Paga o justo pelo pecador e agora todos deste governo, mesmo que honestos, são considerados como Passos: mentirosos, agentes com o objetivo de implementar políticas de terra queimada, destruindo o país e levando a população à miséria.

Devido a tudo isso e muito mais do descrito é tempo de repor o respeito pelos que assumem cargos que representam todos os portugueses. É tempo de recuperar efetivamente o país, sabendo todos nós que essa ação está dependente da moralização e força de trabalho de um povo, neste caso os portugueses. Isso já é impossível com as práticas de terra queimada de um efetivo bando de mentirosos – o presente governo de Passos Coelho. Com estes crápulas nos poderes Portugal vai afundar-se ainda mais. Estas são as políticas erradas no dizer de muitíssimos entendidos em economia. Caminhamos para tempos ainda piores sem a perspetiva de quando os ultrapassaremos, a não ser que se mude de políticas. Isso só é possível mudando de governo, porque a ilegitimidade moral e democrática deste já isso justifica.

Sabemos que Portugal tem na representação máxima da sua república um presidente sinuoso, sombrio, apagado, mesquinho, com tendências revanchistas, temeroso e conservador, que decerto inviabilizará a possibilidade de o país mudar de políticas, de ter uma governação direcionada para os portugueses, que inspire respeito e confiança, que nos saiba mostrar a luz ao fundo do túnel sem sofismas, sem as práticas mentirosas do atual governo. Pergunte-se a este presidente, apesar de todo o negativismo e “deixa andar” que carrega, se lhe importa mais os seus compadrios, o partido PSD de que faz parte, os seus amigos banqueiros, etc., ou Portugal e os portugueses. É provável que o PR Cavaco Silva não responda à pergunta, adepto fervoroso que é dos tabus, mas então que tenha a dignidade de se demitir, fazendo antes a sua obrigação: demita este governo, para que se recupere Portugal para os portugueses. Porque estará este governo tão interessado em nos fazer regredir em tudo, nos direitos, liberdades e garantias?

- Publicado em Página Global, blogue onde o autor colabora

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

GOVERNO COMPRA MERCEDES POR 140.876 EUROS? QUE GOVERNO?




ALDRABÃO, MENTIROSO, CRÁPULA OU PASSOS COELHO SIGNIFICA O MESMO?

Acabadinho de chegar, via email, um lindo e caríssimo Mercedes comprado por uma pequena fortuna, 140 mil euros e mais uns trocos. O corresponde a 20 anos de trabalho remunerado para quem ganha o salário mínimo nacional, correspondendo a milhões de portugueses nessas circunstâncias.

Junto ao Mercedes vem um texto que consta mais em baixo, contudo importa fazer aqui alguns reparos. Um deles é relacionado com a atualidade. Creio que este Mercedes agora chegado e o respetivo texto foram elaborados há tempos. Ainda no tempo do governo PS-José Sócrates. Importa que a compra foi criminosa, considerando as dificuldades que o país já atravessava naquela época. Digno do crápula que foi José Sócrates como PM - o tal que, p.ex., ia governar também para conseguir fomentar um número enorme de milhares de empregos, tendo acontecido o contrário, desempregos – e mais promessas, e mais promessas, e tudo ou quase tudo mentira…

Importa também fazer notar o tempo de Sócrates já lá vai mas o PM atual é mais do mesmo, talvez pior porque mentiu muito mais que Sócrates para ser eleito e parece demonstrar ser menos sensível e mais desumano quanto à falta de equidade nos sacrifícios. Passos Coelho, igualmente crápula, palavra que tem por significado mentiroso, ainda está há tão pouco tempo no governo e, que se saiba, já “embarcou” na compra de uma viatura (Audi?) para Mota Soares no valor de quase 80 mil euros. Um carrão. Deu-se ao luxo de perder o negócio da Nissan no valor de milhões, tem um ministro dos negócios (?) estrangeiros que perdoou aos do negócio (?) das Pandur investimentos no valor de quase 200 milhões de euros que, salvo erro, constavam no contrato… Falta saber se aquele perdão deu origem a contrapartidas e para quem reverteram… Legitimamente é de desconfiar que se perdoe tão avultado valor o que interessa ao país como de pão para a boca se trate…

Não tenho ideia de ver indignação semelhante via email ou por outra via sobre o tal Audi para o ministro, dito da Solidariedade, Mota Soares, mas é certo que aqueles cerca de 80 mil euros dariam para um pouco mais de 10 anos de trabalho remunerado para alguém que somente recebe o salário de fome que é o ordenado mínimo nacional, que nem sequer chega a 600 euros-mês.

Seja como for, este “carapuço” que se segue, que era para Sócrates, e nos convidava a indignarmo-nos também serve, e muito bem, a Passos Coelho e ao seu governo, mais conhecido por Bando de Mentirosos.

Agora por mentirosos: Título sugestivo dos jornais de hoje dizem: “Passos Coelho vaiado e insultado em Matosinhos”, e descrevem que "Quer à chegada quer à saída do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos, cerca de três dezenas de populares manifestaram descontentamento, vaiaram o primeiro-ministro e gritaram insultos, tais como: “Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.”

O jornal Correio da Manhã diz que “A segurança pessoal do Governo e a polícia ainda tiveram de intervir para travar a aproximação dos populares.” E que graças aos deuses “Outros populares presentes no local saíram em defesa de Passos Coelho, gritando o nome do primeiro-ministro.”

Ao que isto chegou! Um povo que já nem se contém e insulta o PM nas barbas do imberbe PM. Coisa horrível!  Logo 30 populares a insultar o PM. Francamente! Vão prendê-los? Será? Já estão chilindró? Cuidado, Passos Coelho avisou há muito sobre os tais tumultos e quem nos avisa nosso amigo é… Será que é?

E aquela ternura divulgada pelo Correio da Manhã (com til, sem til?), neste caso em que cito, sobre os outros presentes junto ao PM que se puseram a gritar pelo seu nome. Que lindo! Diz o jornal que “Outros populares presentes no local saíram em defesa de Passos Coelho, gritando o nome do primeiro-ministro.” Terá sido essa a intenção? É que para muitos portugueses dizer mentiroso ou Passos Coelho o significado é o mesmo. Afirmo-o porque ainda um dia destes vi uns miúdos a zangarem-se por causa de um deles não cumprido uma promessa que havia feito ao outro, mentindo-lhe, e o vigarizado chamou ao faltoso Passos Coelho. Primeiro não entendi, depois de muito pensar concluí que estava a chamar-lhe mentiroso. Se assim é, passou a ser, afinal os tais populares que gritavam Passos Coelho, Passos Coelho, eram mais do mesmo, mas temerosos, ou… espertos. Daquilo que esta gente é capaz. Que coisa! E quem ensina às criançinhas que Passos Coelho é o nome do senhor e não o significado daquilo que representa?

Desviem-se, vem aí o tal Mercedes, e o Audi, e os boys, e as girls, e as bunys do Play Boy… para alegrar a festa. Yes!

"O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares

QUE LINDO EXEMPLO!

Tanta gente a passar mal e estes gatunos, que nos vão ao bolso todos os dias, a gozarem-nos, exibindo os seus troféus comprados com o que nos roubam.

Temos que deixar de ser um povo resignado e lutar contra toda esta cambada de gatunos.

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí, os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacrifícios.

Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros. A explicação dada, foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.

Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.

É uma vergonha! Depois queixem-se, o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.
 
O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...

Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.

Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.

Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada

DIVULGUEM. E REVOLTEM-SE, JÁ QUE NÃO SABEIS FAZER MAIS NADA!"

Credo!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O CRÁPULA FALOU, ESTÁ FALADO!




ATÉ QUANDO? ATÉ QUANDO?

Foi no canal da SIC que o tempo de antena de quase 40 minutos permitiu que o aldrabão-mor, Passos Coelho, explanasse os seus ditames acerca da atual situação do país relativamente ao Orçamento de Estado que foi aprovado pela maioria parlamentar, vulgo Representantes do Bando de Mentirosos. Escutar o crápula por tanto tempo careceu de muito espírito de sacrifício por parte dos portugueses que tiveram a firmeza de sofrer ainda mais durante aqueles intermináveis minutos. O mentiroso-mor mostrou a sua raça neoliberal, insensível, servidora de uma casta super, para ele, que tudo faz por defender com denodo.

O entrevistador, de algum modo servil e acomodado, lá lhe fez umas quantas perguntas mais incómodas. Questionou-o sobre aquilo que ele disse e prometeu quando era líder da oposição ao governo de Sócrates e também quando protagonizou em campanha eleitoral, de onde saiu vitorioso. O que ele disse e prometeu é o contrário daquilo que ele está a fazer… Mas Passos não reconheceu que mentiu, afirma que o espírito de então é exatamente o mesmo de antes e que se preocupa muitíssimo com a classe média e com os famintos de Portugal, mas que esta austeridade, que recai quase exclusivamente sobre eles, é necessária. Com enorme prosápia afirmou que “os portugueses sabem”. O que os portugueses sabem é que ele é o mentiroso-mor deste governo. Um governo abjeto com a cumplicidade de Cavaco Silva.

Que portugueses sabem que é necessário ter um primeiro-ministro crápula? Não sabem, nem têm de saber tal facto, porque não é necessário, antes pelo contrário, andarmos às ordens que nos miserabilizam vindas de um crápula daquela dimensão, rodeado de outros que tais no seu pomposo governo. A austeridade tem sido para os que menos meios já tinham, para os que praticamente nada tinham e para a classe média. De resto, para a casta superior que Passos Coelho defende a austeridade é praticamente zero. Vendem-se mais iates, mais automóveis topo de gama, mais e melhores perfumes, mais de tudo que tem sido sempre consumo dos mais ricos. Os restaurantes mais caros não fecham portas, os hotéis mais caros idem. Nada que seja frequentado pelos mais ricos vai à falência. No entanto a perspetiva pertinente do fecho de restaurantes e cafés frequentados pela classe média e pelos pobres vão falir aos milhares e prevêem-se que cerca de 40 mil empregados destes estabelecimentos de restauração desemboquem no desemprego.

É aviltante a “lata” que este crápula, Passos Coelho, tem. É um nojo que urge depurar do cargo que lhe foi proporcionado por via de tantas mentiras que veio dizendo a partir do momento em que assumiu a liderança do PSD. É aviltante que os portugueses vejam no Parlamento e nas televisões aquele crápula a exibir a sua hipocrisia com o maior dos desdéns por aqueles que ele próprio já empurrou e vem empurrando outros para a miséria. Afinal a maioria dos portugueses. Há fome em Portugal, a aumentar exponencialmente. O mesmo acontece com pessoas que perdem casas, algumas dão em Sem-Abrigo porque as suas gritantes necessidades as levam para o desnorte. Famílias despedaçadas é o que aumenta mais, crianças com fome, que chegam às escolas com fome são em número que já representam milhares… A isso Passo diz nada ou mente com todos os dentes que tem. Insensível, inumano, máquina tecnocrata e neoliberal para quem o negócio dele são os números e nada a mais que isso. Números que têm que reverter sob a forma de cifrões a favor da sua casta.

Até quando? Até quando? Até quando? Até quando?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A PEDRA NO SAPATO




“Três foi a conta que deus fez”. Sempre ouvi dizer isto e nunca entendi. Tenho pelo entendimento que falavam do deus dos católicos apostólicos romanos porque ouvi a frase muitas vezes quando era convenientemente obrigado a frequentar a catequese. Onde apanhei a estúpida de uma freira que pela Páscoa metia nos sapatos da miudagem uma “pedrinha” para sofrermos um pouco “como Cristo e dar valor”. Por causa dessa “pedrinha” perguntou-me o meu avô porque coxeava… E eu disse-lhe que tinha uma pedra no sapato (era mesmo o caso). “Então tira-a”, disse ele. “Estás parvo ou o quê?”, ripostou eriçando o farto bigode. “Não posso porque a freira disse que se tirasse a “pedrinha” era excomungado, que é pecado”, expliquei.

 Claro que o corpulento ex-chefe do Batalhão de Sapadores Bombeiros largou uma daquelas que só posso descrever assim: “… e se ela metesse a pedra num sítio que eu cá sei era o melhor que fazia… Tira já a pedra do sapato… Aiii!” E pronto, tirei. Lá fui eu excomungado. A partir daí nunca mais tive sorte… e o meu avô morreu. Passaram muitos anos até que morreu. Mas morreu. Isso para mim foi como que um castigo porque adorava partilhar a vida com ele. Raios parta a excomungação, a “pedrinha” e a freira estúpida que queria ser mais deus que deus. Ela chamava-se Maria da Adoração, a irmã… De deus não sei o nome próprio nem outro, só do filho, Jesus. Perdi-me na prosa. Valha-me Jesus!

Os três, era por aí que eu vinha. Perdi os três... mas já os recuperei. Ora vamos então ser sucintos, coisa que em mim é quase impossivel:

Cavaco Silva, o presidente desta república afundada e ocupada por estrangeiros que nos levam a soberania que Passos oferece a troco daquilo que mais tarde veremos, falou hoje com gestores de topo, como refere a Lusa, agência de notícias. Quando li topo lembrei-me do Topo Giggio… Adiante.


E mais, já agora quase tudo da prosa:

“O Presidente da República reuniu-se hoje em Belém com um grupo de "gestores de topo" portugueses em grandes empresas multinacionais, a quem pediu para ajudarem o país neste "momento difícil" e falou sobre a internacionalização da economia nacional.

Segundo fonte da Presidência da República, o objectivo do encontro foi associar estes gestores à acção desenvolvida por Cavaco Silva "no sentido de melhorar a imagem de Portugal nos mercados internacionais".

"O Presidente Cavaco Silva convidou os gestores a não esquecerem o País em que nasceram e a ajudarem Portugal neste momento difícil", referiu a fonte.

Os gestores, que estão em Lisboa para participar no Fórum COTEC "Portugueses reencontram-se", que contará igualmente com a presença do chefe de Estado esta tarde, ouviram ainda Cavaco Silva falar sobre a necessidade de conferir um novo impulso à dinâmica de internacionalização da economia portuguesa e do papel que podem desempenhar nesse sentido a diáspora e as redes de "amigos de Portugal".

Com o encontro, que foi seguido de um almoço no Palácio de Belém, o Presidente da República pretendeu também "salientar publicamente o mérito daqueles que se têm destacado no mundo das grandes empresas, através de uma opção profissional de elevada exigência e sacrifício, envolvendo risco pessoal e, muitas vezes, familiar", acrescentou a fonte de Belém.”

Abordando o último parágrafo, vamos ao almoço pago por todos nós, portugueses. Até mesmo pelos portugueses que nem um euro têm para almoçar porque já lhes roubaram tudo e ainda lhes querem roubar mais (estamos para saber que mais).

Mas estas conversas têm sempre de ser seguidas de banquetes, jantares e almoços? E a austeridade é para quem? Quanto foi gasto no almoço? Para quantos almoços de portugueses famintos (que há cada vez mais) daria a verba gasta na opípara refeição destes topo giggios? Ou Cavaco Silva ofereceu o almoço dos seus cerca de 10 mil euros de reforma?

E estes gestores, que mamam que se fartam e que há muito foram assolados pela ganância, como Cavaco, vão ajudar Portugal em quê, a dizer bem de Portugal? Dizer bem para quê se eles são os primeiros a borrifarem-se para o país? Ah! Para captar investimentos, para conferirem “um novo impulso à dinâmica de internacionalização da economia portuguesa”. Talvez do estilo: invistam em Portugal porque as metas de esclavagismo impostas por Passos estão mais que asseguradas em pleno e os portugueses estão a adaptar-se na perfeição a trabalharem sem terem de comer, como o burro do cigano?

Diz a Lusa num dos parágrafos: "O Presidente Cavaco Silva convidou os gestores a não esquecerem o País em que nasceram e a ajudarem Portugal neste momento difícil". Cavaco esquece-se que eles nasceram em Portugal mas que a pátria deles é a do Cifrão? Foi um desperdício, no tempo. Nas palavras e, principalmente, no almoço supimpa que teria sido muito mais corretamente utilizado se Cavaco tivesse convidado umas quantas famílias carentes, uns sem-abrigo… Os que estão na miséria por causa desses tais da pátria do Cifrão.

Mas não. Cavaco dá-se bem é com os da sua laia. Os do Cifrão, os dos Números, os da Alta. Se assim não fosse deveríamos de ver Cavaco seguir um percurso de convidados para sensibilização que passaria por carenciados, por operários (que é praticamente o mesmo que carenciados), por quadros culturais, técnicos e científicos que estão no desemprego (que é praticamente o mesmo que carenciados) e… Pelos portugueses que são desta Pátria e a Pátria, porque não há Pátria sem povo. São esses nunca lhe viram costas.

Como diria o meu avô de bigode farto: “E se ele metesse os almoços para esses gajos do topo num sítio que eu cá sei?”

Porque estou com as mãos no Massa, digo, no Cavaco trago aqui uma notícia muito fresquinha: “«O diploma que sujeita os lanços e sublanços das auto-estradas SCUT do Algarve, da Beira Interior, do Interior Norte e da Beira Litoral/Beira Alta, ao regime de cobrança de taxas de portagem aos utilizadores, foi promulgado em 16 de Novembro, aguardando ainda publicação no Diário da República», lê-se numa nota divulgada no 'site' da Presidência da República.

Na sequência da notícia os utentes algarvios da comissão que contesta esta medida afirmaram que Cavaco mostrou “incoerência na decisão relativamente ao que disse anteriormente”. Desconheço o que Cavaco, algarvio de costados, disse aos seus conterrâneos mas espanta que aqueles não saibam que Cavaco diz uma coisa e faz outra. Quase sempre ele diz o que queremos ouvir mas depois faz o contrário. Já aqui referi isso mesmo por variadíssimas vezes. Não o faria se assim não constatasse.

Repare-se: Na edição de hoje, o semanário Sol afirma que «Cavaco 'bloqueia' diplomas em Belém», referindo que o Presidente da República está a atrasar «um conjunto de leis fundamentais para cumprir o calendário da 'troika', fazendo constantes perguntas e enervando o Governo». Até podemos ver isto como algo parecido com uma certa resistência ou preocupação de Cavaco em defesa dos interesses dos cidadãos… Podemos… Mas quem quer apostar que as tais “leis fundamentais” vão ser promulgadas? A notícia já saiu, não foi? Pois então isso contribui para Cavaco melhorar a imagem. E para eles isso conta. Para os portugueses é mais do mesmo, pagam e não bufam. Farsas como nunca antes imaginámos ver e sentir é o que mais vimos e levamos para a cova deste terrível período de mau presidente e governo ao serviço dos mercados da pátria dos Cifrões, para quem as pessoas não contam e só as citam em falas enganosas por demagogia.

Faltam duas rapidinhas. Cavaco nem sequer merece tanto palavreado. Mas, enfim…

A greve que ontem aconteceu foi algo de grave porque mostrou a este governo que não é desta Pátria que os portugueses estão fartos de serem mal tratados, desconsiderados, vilipendiados, escravizados, ignorados, etc. Foi grave porque a aderência foi enorme segundo várias expetativas e até as minhas, que não conto para nada mas ainda tenho o privilégio de partilhar estas linhas convosco. A gravidade está naquilo que representa abominar uma casta de Mais Sabedores que usam de todos os subterfúgios para esmiuçar os portugueses que ainda trabalham e até os que mesmo desempregados são sugados monstruosamente por impostos e alcavalas nuns parcos géneros alimentícios ou nos transportes públicos. Apesar de anémicos os portugueses têm de andar muito mais a pé, abdicar de quase tudo, das suas casas, até de penicos se acaso forem antigos, em bom estado e descobrirem um antiquário que se disponha a comprar. Dinheiro para papel higiénico também já não há. Diz-se que por esse motivo andam a faltar pedras nos passeios de Lisboa. Isso é lá com o António Costa, do PS e presidente da câmara.

Otelo do bom coração… Foi Mário Soares quem disse, sobre Otelo Saraiva de Carvalho: “Otelo tem "coração muito bom" mas "de vez em quando diz a sua asneira". O título foi retirado do Página Global mas compilado do Jornal de Notícias.

Ainda bem que Otelo tem um bom coração. Desse modo está afastada a possibilidade do Oscar de Abril falecer de ataque cardíaco quando menos se esperar. Otelo pode ter muitos defeitos, quem não os tem? Mas Otelo é uma figura incontornável de valioso contributo para o derrube da ditadura Salazar-caetanista e não vimos que lhe rendam o devido respeito e a devida homenagem. Quer a consciência de Soares proporcionar o seu a seu dono e vem daí enaltecer o valor de Oscar – nome de código de Otelo para o 25 de Abril de 1974 que “calça” com as iniciais e três letras primeiras de CARVALHO.

Ao assistirmos a atirarem-se como gato a bofe quando Otelo fala fica a sensação de que estamos mesmo a regressar a tempos idos e funestos da ditadura, agora mascarada de uma democracia de falácia que na prática vai desaparecendo. Tempos duros, tempos difíceis, tempos tomados é ante pé pelos que têm protagonizado o regresso ao passado, e Cavaco Silva é um deles. Digamos que até é um dos formadores de Passos Coelho e de outros que agora encabeçam o Bando de Mentirosos, como referiu outro homem de Abril, Vasco Lourenço.

Terminada e cumprida, mais ou menos, a proposta inicial. Três, foram a conta que deus fez. Três abordagens, para o longo porque se meteu por aqui a conversa da “pedrinha” ou da pedra no sapato para que saibamos o que são padecimentos. Não para sofrer como o mártir Jesus mas sim porque essa é vontade dos da pátria do Cifrão, dos Troikas, dos do Mercados, dos aviltantes gananciosos que vão fazendo golpe de estado sobre golpe de estado para se apoderarem dos países e dos povos, com o objetivo de escravizarem com a cumplicidade e controle de governos que induzem nos poderes que lhes servem como luvas feitas por medida. Não esperemos que apareça quem nos tire esta pedra do sapato porque somos nós próprios que temos de o fazer. Quanto mais depressa melhor. De que é que estamos à espera?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DEVIDO ÀS JAVARDICES A A.R. ENCERROU, ASAE ACAUTELA SAÚDE PÚBLICA




Perante o que a agência Giras.Net informa os queixos caem num oh exclamativo continuo. Já sabiamos que por aquela casa a javardagem era enorme, mas sempre pensámos que não atingisse as raias da promiscuidade deparada pela ASAE. Se hoje fosse Dia das Mentiras estava bem de ver que isto fazia parte do catálogo da Giras.Net alusivo ao respetivo dia, mas não é isso que acontece.

Sem-abrigos esfomeados confirmaram a sua repulsa pela porcaria com que depararam na tacharia e confeção de cozinhados dos javardos que quotidianamente se enchem à fartazana no mesmo tacho cheio de vírus e bactérias. Apontam essa razão para a doença terminal da democracia e cuja morte já chorámos.

"Assistir àquele repasto é de vómitos", disse o Malaqueco da Boavista que habitualmente adormece numa caixa de cartão bem no centro do Marquês de Pombal e que quando bebe mais uma pinga põe-se a chamar a figura do Marquês com o leão lá no topo para que venha exterminar os maus hábitos dos javardos da casa de São Bento. "Os de baixo e os de cima", diz ele. "E já agora o de Belém, que com aquele ar de sonso tem passado a vida a governar-se e a tramar-nos".

Por outro lado a velhota Quitéria, sem-abrigo da Madragoa, a quem baralharam a reforma e hoje recebe um enorme e significativo Nada, disse que uma vez entrou lá porque julgava que era a Casa da Democracia... "Foi o que me disseram que era mas o que vi até me fez urticaria porque aquele bando não era mais nem menos que uma cambada de sarnosos". Terminou, afastando-se, com um esgar de nojo e rabujando sobre "eles estão todos feitos uns com os outros e só estão ali para se governarem, chafurdar no tacho e ficar com tudo o que for de melhor, para eles e os de sua laia. Como querem que a democracia não tivesse morrido? Claro que até lá há exceções."

O que se sabe é que ela, a democracia, morreu de facto. Portanto nem a Giras.Net deve estar desfasada no calendário e a julgar que hoje é Dia das Mentiras, nem os miseráveis sem-abrigo deste país demonstram não saberem da morte da dita. Conclui-se que são fontes fidedignas. Já se sabe que se fossem políticos a falar, o PM, o PR e outros... Nesse caso é que seria de duvidar muito seriamente das suas palavras ou boas intenções declaradas. Enfim... Esperemos que a ASAE dê sumiço à javardice, aos javardos e à contaminação que vai alastrando por este país, a nível autárquico e.... e.... por aí a fora... À falta de melhor.

sábado, 15 de outubro de 2011

Desde 1974 salário mínimo aumentou apenas 88 euros e pensões 38 euros




COMENTÁRIOS? NEM MERECE QUE SE ACRESCENTE UMA LETRA À EVIDÊNCIA DA NOTÍCIA!

LUSA

Lisboa, 15 out (Lusa) -- O salário mínimo nacional teve um acréscimo de apenas 88 euros desde 1974, enquanto que as pensões mínimas de velhice e invalidez aumentaram apenas 38 euros nos últimos 36 anos, segundo dados da Pordata.

A propósito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala segunda-feira, a Pordata divulgou alguns dados estatísticos relativamente à situação económica e social do país.

Comparando a evolução do salário mínimo e das pensões mínimas de invalidez e velhice desde 1974 até 2010, e descontando o efeito da inflação, constata-se que hoje em dia os beneficiários desses apoios sociais auferem apenas mais 88 euros e 38 euros respetivamente.

domingo, 2 de outubro de 2011

TRÊS TEXTOS SOBRE TRÊS PAÍSES E TRÊS TRASTES




Não tem sido por falta de acontecimentos que me revelo faltoso nas habituais prosas de ocasião que aqui publico… Talvez preguiça… Talvez por estar tocado pela realidade que imbui indignação e desalento por tantos “casos” que nos revelam os sevandijas que são os políticos e líderes de países ou de organizações mundiais – como a ONU, p.ex.. Fiquemos por Portugal, Angola e Timor-Leste.

Portugal: UM REACIONÁRIO EM BELÉM – CAVACO SILVA, UMA REVISITAÇÃO DE OLIVEIRA SALAZAR

Estamos a assistir ao inimaginável pela maioria dos portugueses. Tão inimaginável que ainda hoje uma parte muito substancial dos portugueses se revela amorfa relativamente aos “sacrifícios para todos” que a classe política nos exige com o maior dos desplantes e a maior das injustiças. Os “sacrifícios para todos” são na realidade somente para a classe média e para aqueles que quase nada têm mas que estão a ser conduzidos para uma situação de quase esclavagismo ao perderem os direitos que confere ao patronato plenos poderes para sujeitar ou despedir os que neste país são a força produtiva.

Há cerca de duas décadas que assistimos à incompetência e ao depauperar de garantes constitucionais produzidos pela pessoa de Cavaco Silva desde que num nefasto dia foi fazer a rodagem do automóvel a um congresso do PSD em Aveiro e de lá saiu dono do burgo laranja, passando a dono do burgo nacional pouco depois, ao ser votado com maioria em eleições que lhe deram acesso ao cargo de primeiro-ministro. Com maior incidência foi exatamente a partir desse momento que os portugueses começaram a ver malbaratados os seus direitos, liberdades e garantias. Os milhões então provindos da CEE, atual União Europeia, transformaram-se em alcatrão e em betão, os latifúndios renasceram, os grandes da agricultura viram os seus cofres a abarrotar num processo que teve o macabro mérito de destruir a produção agrícola nacional. O mesmo se passou nas pescas. O mesmo se passou quase por toda a parte. Portugal transformou-se num razoável entreposto mercantilista em que o negócio imposto era não produzir. Por esse não produzir os cada vez mais ricos arrecadaram milhões. A decadência do país e dos portugueses começou com Cavaco Silva. Os que lhe seguiram, do PS, quase nada fizeram para contrariar as políticas erradas de Cavaco durante cerca de uma década como primeiro-ministro. O PS em muitos casos ainda agravou mais a situação.

Assistimos ao regresso de Cavaco há meia dúzia de anos… para concretizar ainda mais as políticas de descalabro que geram miséria e fome para os portugueses de menores recursos. Os homens de mão que o rodeiam e que representam o regresso ao passado quase salazarista estão espalhados por todos os poderes na atualidade. Não é por acaso que Cavaco Silva pouco diz e se revela presidente de uma república que não é a da maioria dos portugueses. Cavaco Silva está recheado de falsidades na perseguição de um objetivo: servir os portugueses mais ricos e os da alta finança internacional, que ficarão cada vez mais ricos. Cavaco Silva personifica a nossa destruição enquanto país. Felizmente é impossível destruir este povo, moldando-o à sua imagem e semelhança, por mais que procure fazê-lo. É evidente que ele representa aquilo que não queremos, que se traduz no provincianismo bacoco e na miséria para onde nos tem empurrado.

Hoje (01 de Outubro), os portugueses, alguns, vão sair à rua e manifestarem-se contra estas políticas semelhantes em muito ao salazarismo derrubado em Abril de 1974, a organização do protesto é da Intersindical Nacional – CGTP, que dizem afeta ao PCP. Que lhe é afeta… será. Mas isso que importa se a razão está daquele lado? Vamos ver a aderência ao protesto e só depois poderemos fazer a análise justa. Certo é que os trabalhadores portugueses que produzem a maior parte da mais-valia estão a ser roubados por este regime cavaquista e da ala laranja do PSD submetida a Cavaco Silva. Foi ele na qualidade de PR que afirmou que teríamos de fazer bastantes sacrifícios, todos os portugueses, “mas com justiça”, disse. Com aquele ar seráfico, tenebroso, afirmou-o. Afinal onde está a justiça dos sacrifícios que nos estão a impor? Cavaco já se insurgiu contra as injustiças? Não. Antes pelo contrário. Afinal para ele e os de sua eleição, que o rodeiam, a vida é fácil. Até têm beneméritos que lhes compram ações da bolsa com valores muito superiores à sua valia. Caso de Oliveira e Costa, do BPN, o benemérito que deu lucros inadmissíveis a Cavaco e à filha. Por nada, só porque o homem estava em dia de fazer ofertas de negócios a perder. Praticou a boa ação com Cavaco Silva e com a filha… Mas podia ter sido um pobretanas anónimo qualquer a beneficiar. Calhou a Cavaco, sorte… naquele dia. E, talvez ainda mais sorte nos dias que nem sabemos… Passos Coelho não passa de um instrumento dos sevandijas. Formado na juventude laranja, onde lhe extraíram a coluna vertebral, como a tantos outros.

Cavaco nem consegue ser eminência parda mas sim à vista; só não sabe quem não quer saber, que esta obra de avanço selvagem da direita e do capital também é dele. É ele um dos principais causadores dos que trabalham estarem a ser levados para uma situação esclavagista. Obra que começou há cerca de duas décadas e que agora quer finalizar pela parte que lhe cabe. A obra é dele, ao serviço do patronato e do capital reacionário.

Ele e o seu governo com Passos Coelho tiveram parte da resposta dos trabalhadores no protesto que ainda há pouco (01 de Outubro) terminou em Lisboa e no Porto, onde se manifestaram cerca de 180 mil portugueses, segundo a CGTP. Na semana de 20 a 27 de Outubro está prevista uma vaga de protestos e greves conforme o que foi aprovado nas manifestações. As ações de luta por certo que se vão radicalizando contra os sevandijas que na política servem interesses adversos aos mais elementares direitos dos que trabalham. Vamos ter tempos de muita luta por via do presente e as perspetivas futuras já serem de fome e miséria.

Angola: DITADURA EDUARDISTA NA PLENITUDE, NA FALTA DE MELHOR

Abordar Angola em termos políticos e humanistas é descoroçoante. Assistimos a uma versão moderna das práticas Politburo da ex-URSS naquele país, representada por Eduardo dos Santos e pelo MPLA. Eduardo dos Santos,  dono do MPLA, é também o dono de Angola. As injustiças, a fome, a miséria, a repressão, a corrupção, os roubos das riquezas angolanas também pertencem por “direitos próprios” ao dono do MPLA e de Angola. Testemunham os que o rodeia, os filhos, outros familiares e, principalmente, pelo sabemos, a filha – uma magnata angolana à custa do surripiado aos angolanos. Todos o sabem, quase todos o dizem, mas ninguém muda o curso do esvaimento das fortunas roubadas.

Ultimamente Angola tem sobressaído pela repressão aos grupos de jovens universitários e não universitários que assumiram a coragem de contestar a permanência do ditador Eduardo dos Santos na presidência da república há 32 anos sem que nunca se sujeitasse a sufrágio eleitoral. Mas há muito que Angola é palco de uma das maiores ocupações de outro país: Cabinda. Políticos portugueses em conluio com Eduardo dos Santos fizeram tábua rasa de documentado e comprovado acordo entre o reino de Cabinda e de Portugal há alguns séculos. Nesse documento está provado que Angola não vai territorialmente de Cabinda ao Cunene, como é dito por Eduardo dos Santos e por Cavaco Silva e outros das conivências ocupacionistas. Grosso modo, documentalmente, Cabinda ainda hoje poderia ser um protetorado de Portugal se os cabindenses assim desejassem, nunca fazer parte integrante de Angola como é pretendido e efetivado por Angola. Essa é a luta justa de Cabinda, pela autonomia, pela independência. Procuraram o diálogo para resolver a questão, optando pela luta armada quando constataram que o que de melhor podia acontecer era um monólogo, uma conversa de surdos. Também a repressão tem feito parte do quotidiano de Cabinda. Afinal não são só os jovens corajosos de agora os opositores ao regime ditatorial eduardista. A luta dos cabindenses existe desde que Angola decidiu ocupar o território e fazer ouvidos poucos das aspirações legítimas dos naturais e habitantes daquele território.

Historicamente, assistimos a uma repetição de um método sempre usado pelos mais fortes em detrimento dos mais pequenos e mais fragilizados. O gigante Angola passou de país oprimido e ocupado pelo colonialismo português a opressor e ocupante de uma pequena nação sua vizinha, Cabinda.

A história também nos em demonstrado que todas as ditaduras têm um fim e que todas as ocupações territoriais seguem igualmente esse destino. Temos por isso a garantia de que independentemente do tempo que possa passar Eduardo dos Santos e o seu regime vão cair e que Cabinda conseguirá a almejada independência.

Detentores dessa certeza, podemos agora e no futuro, questionar sobre as vantagens de que o justo seja o prémio dos que ontem, hoje e amanhã lutam em Angola contra o ditador Eduardo dos Santos e seu séquito partidário. Pergunte-se o que virá a seguir no futuro de Angola e dos angolanos depois do eduardismo. É uma grande incógnita. E é isso mesmo porque não parece que o maior partido da oposição ao MPLA de Eduardo dos Santos seja confiável e competente para governar os destinos do país e do povo. Esta ansiedade invade o espírito de todos aqueles que não sendo angolanos estão contra o sistema ditatorial, ladrão e criminoso, do atual regime. Será que tal ansiedade também ocupa a mente e os sentimentos da vasta maioria dos angolanos e que por essa razão não aderem massivamente aos protestos dos jovens? Ou será só por medo da repressão do regime e da dependência que muitos têm dele a nível de empregos e de tábua de salvação para sobreviverem?

Na realidade os líderes da UNITA não demonstram ser escrupulosos, honestos e indiscutivelmente capacitados para governar Angola com justiça e democracia para todos os angolanos até agora injustiçados. Entregarem de bandeja o país à homogeneidade dos EUA e dos da finança global não é a solução. Não foi para isso que os mais velhos lutaram no mato. Não foi para isso que morreram na luta milhares de combatentes angolanos. Esta nova geração de políticos da UNITA deixa muito a desejar. Intui-se isso mesmo através de comportamentos e de declarações. Sobre a FNLA é melhor nem dizer uma vaia, tão “estranho” tem sido o seu depauperante percurso.

Em Angola existem outros partidos políticos. O Bloco Democrático, há pouco tempo oficializado, poderá constituir uma esperança capacitada para governar Angola e garantir a justiça social para a população? Poderá garantir a democracia, um verdadeiro estado de direito eleito pelo povo e a governar no estrito interesse dos eleitores? Talvez, mas não para já. Ainda não se vislumbra no Bloco Democrático lideres devidamente capacitados para tarefa tão árdua e importante. Para já é uma questão de tempo. Tempo que os angolanos carenciados e injustiçados não têm. Também com o tempo a UNITA ou outros partidos poderão revelar-se alternativa pós derrube do eduardismo. Tempo. Repito: tempo é aquilo que o povo angolano não tem para que Angola seja um estado de direito e se liberte da ditadura eduardista que atualmente vive a sua plenitude mascarada de democrata.

É através deste dilema que Eduardo dos Santos joga e vai garantindo a sua perpetuação. Em maior parte o dilema foi criado pela repressão e assassinatos praticados pelo regime eduardista. Mas também pela gula, egoísmo e servilismo de alguns lideres dos partidos da oposição, que a troco de uma colher mal cheia de mel coado e de algumas mordomias alinharam – ao engano ou não - com o MPLA numa aparente democracia. Quem é que agora pode e deve confiar neles? Este “carapuço” serve principalmente à UNITA. Derrubar o ditador e o regime imposto de democracia podre para outros ocuparem os poderes e voltarem a fazer o mesmo com outros figurinos não é aquilo que interessa aos angolanos. Porque não têm tempo, devido a um manancial de injustiça os causticarem, é chegada a hora de melhores e bons líderes se revelarem, principalmente que sejam honestos, justos, democráticos, e devolvam ao povo angolano aquilo que lhes tem sido roubado pelo regime eduardista. Aliás, num mundo promissor de justiça não seria para admirar que Eduardo dos Santos e o seu séquito fossem justamente acusados de depauperarem o que legitimamente pertence aos angolanos. Daí a fome, as doenças e a falta de quase tudo, que agora está a surgir a conta-gotas para efeitos de o eduardismo continuar a ser dono de Angola e dos angolanos que vilipendia.

Sobre Cabinda é sabido que também não será o novo regime que venha a substituir o eduardismo em Angola que entregará de mão-beijada Cabinda aos cabindenses. Muita água correrá sob as pontes. Mas a independência é certa porque a luta é justa. É uma questão de tempo. Os cabindenses têm todo esse tempo, ao contrário dos angolanos – que não o têm, para resolver os seus problemas de fome e miséria completa a vários níveis.

Timor-Leste: XANANA GUSMÃO, O DITADOR MEIA-TIJELA

Timor-Leste também é um caso sério. Por lá se perfila um candidato a ditador que cegou e ensurdeceu com o poder. É com penosa desilusão que aponto Xanana Gusmão. Como um mal nunca vem só, segundo o adágio, a dupla Xanana-Kirsty Sword Gusmão continua na senda de procurar minar o país em conformidade com os seus apetites e de onde consigam tirar mais vantagens. A prosseguirem nos poderes parece que tudo descambaria à imagem e semelhança de um ditador Marcos e de uma Imelda adaptados às máscaras horrendas deste século.

Felizmente para Gusmão que poucos são os jornalistas com personalidade bastante para não sentirem a arreata do dono. Por certo que o efeito arreata lhes perturba o raciocínio e os impede de cumprir a sua função principal: informar, ser veículo de esclarecimento.

Não fosse existir a certeza absoluta de que Xanana Gusmão e o seu governo concordaram em aprovar um projeto que pretende excluir a língua portuguesa do ensino básico timorense e aqueles a que esse conhecimento chegou julgariam ter tido um pesadelo ou estarem a enlouquecer. É que em Portugal, quando da recente visita do PM timorense, finda há dias, nem um único jornalista questionou Gusmão sobre o assunto. Nem o jornalista da TSF, Manuel Acácio, que lhe fez uma entrevista de 13:13 minutos tocou no assunto. Fez, no entanto, um bom trabalho dentro das possibilidades, quer dizer: apesar do efeito arreata. Talvez tenha sido o único profissional de informação que destoou do nacional-carneirismo português a que consentiram ser votados os profissionais de informação em Portugal. Não só com Xanana Gusmão mas também com Eduardo dos Santos e com muitos outros. Todos os que convenham aos seus donos. Pena que esses profissionais não tenham um sindicato que adquira poderes bastantes para comprar umas facas com a finalidade de cortar as arreatas de uma vez por todas, para efeitos de aqueles que lhes compram o produto de seu trabalho (leitores, ouvintes e telespetadores) serem devidamente informados e esclarecidos.

Voltando à entrevista – parece que a única existente durante a visita a Portugal já que a entrevista a Maria Flor Pedroso, da Antena 1, não aparece na pesquisa, somente o seu anúncio – que o jornalista Manuel Acácio fez a Gusmão deve-se salientar que a pertinência das perguntas esbarrou num ritual do entrevistado já conhecido desde o golpe de estado de 2006 em Timor-Leste. Ritual que tem vindo a aperfeiçoar-se até aos dias de hoje: a culpa é sempre dos outros. Não importa que Gusmão saiba que sabemos dos envolvimentos da Austrália no golpe de estado tão em sintonia com o PR de então, que era ele. Nem importa que existam manuscritos em que ele dava ordens expressas ao “revoltoso” major Reinado – que acabaria por ser executado em 11 de Fevereiro em Díli depois de “romper relações” com o “comandante” Xanana e de o ter acusado de ser o mentor do golpe de estado. Também não importa que exista no seu governo quem ganhe 100 e gaste 10.000. Sim, porque corrupção no seu governo AMP é coisa que não existe. São manobras difamatórias da oposição Fretilin. Essa sim, extremamente corrupta quando governou com orçamentos irrisórios. Onde estão os então ministros da Fretilin que exibem fortunas e casamentos de milhão de dólares, como o de sua filha Zenilda Gusmão ainda há meses? E os palácios desses ex-ministros onde estão? E os grandes bólides? E as garbosas ostentações de riqueza?

Sobre a entrevista quase mais nada se oferece dizer porque o entrevistado foi igual a si próprio e mais igual ainda seria se acaso o jornalista tivesse a sorte ou o azar de apanhar o PM embriagado (cito Ramos Horta) porque ele nessa condição sabe mesmo ser deselegante e nada o impediria de virar costas e ir embora ou meter o jornalista fora porque nas circunstâncias parece que a montanha foi a Maomé Gusmão.

Nem a propósito, por virar costas, temos um caso deveras caricato e mostruário inconfundível da peça que é Gusmão. Este título desencadeou uma das maiores vagas de ânsia de conhecimento de que possa haver memória. A iniquidade demonstrada por Gusmão levou muitos a isso, a quererem conhecê-lo melhor, a quererem desenganar-se. Curiosamente, uma vez mais, a atitude de ditador é de Gusmão… mas a culpa é sempre dos outros. Neste caso… do outro, melhor dizendo. Exatamente de Gaspar Sobral. Um discursante que mal começou a fazer soar a voz em assembleia presidida pelo PM Gusmão na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Para não faltar à exatidão passo a transcrever o inicio da notícia da Lusa:

“Coimbra, 28 set (Lusa) -- O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, abandonou hoje à tarde um encontro com timorenses que estão a estudar em Portugal, poucos instantes depois do início da reunião, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC).

Xanana Gusmão saiu da sala quando um timorense que vive "em Portugal há 30 anos", mestrando em Ciências Jurídicas naquela Faculdade, Gaspar da Costa Sobral, afirmou, no início da sua intervenção, que "os discursos de ocasião são muito bonitos", mas "o que é preciso é uma política de educação".

O primeiro-ministro de Timor-Leste levantou-se da mesa em que presidia à sessão, com a presença de cerca de uma centena de timorenses, dirigiu-se a Gaspar da Costa Sobral e, depois de lhe dizer que não estava ali "para ouvir políticas", saiu da sala, em passo acelerado.” O restante poderá ser lido AQUI.

A reação de Gusmão é incompreensível por nem dar oportunidade de o orador prolongar um pouco mais a sua intervenção e a assembleia se aperceber minimamente do conteúdo. Aliás, facilmente se presume que ninguém conhece o conteúdo, para além do autor. Como é possível que um PM em visita a um país abandone uma assembleia com estudantes do seu país sem um mínimo de lógica tolerável. Representou efetiva falta de educação e de respeito pelos presentes. Demonstrou a propensão ditatorial do pseudo democrata Xanana Gusmão, do pseudo humanista hipersensível que lacrimeja por tudo e por nada mas que ali demonstrou que se está borrifando para os seus conterrâneos, que longe do país buscam conhecimentos para contribuir para o seu próprio desenvolvimento e progresso - e do seu país por inerência, Timor-Leste.

Não merece o tempo e espaço pôr mais na escrita. Lamentavelmente o ditador mostrou a sua raça. Lamentavelmente, a comunicação social portuguesa faz questão de mostrar o Timor-Leste cor-de-rosa que convém ao regime xananista em vez de ser imparcial e também falar da fome que assola certas regiões daquele país do sudeste asiático, da miséria onde não chega o desenvolvimento prometido, falado e refalado por Gusmão e pelos seus pares, nem dos milhões alegadamente gastos nesse desenvolvimento mas que não correspondem de forma alguma à obra feita. Que o sistema é altamente corrupto não restam dúvidas. Xanana Gusmão diz que não e dá a cambalhota para falar do governo que ele próprio derrubou num golpe de estado. Para ele é inútil dizerem-se verdades porque esbarram sempre no ritual já conhecido desde o golpe de estado de 2006 em Timor-Leste. Ritual que tem vindo a aperfeiçoar-se até aos dias de hoje: a culpa é sempre dos outros, ou os outros são sempre piores que ele. Ele, o ditador Meia-Tijela.