quarta-feira, 17 de junho de 2009

KIRSTY SWORD, EM NOME DAS SUAS CONVENIÊNCIAS

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VEIO PARA SE SERVIR E NÃO PARA SERVIR AS TIMORENSES?

A visita de Kirsty Sword a Portugal tem dado origem a comentários favoráveis pela sua presença e desempenho naquilo em que tem participado mas, obviamente, a muitas reacções desfavoráveis, considero no entanto que o mais importante não foi dito e quase nem palavra se tem dedicado à pessoa que a puxou para esta oportunidade de tentar vender a sua “marca” aos portugueses. Refiro-me à sua amiga Ana Gomes, deputada do PS e pessoa sobejamente conhecida pelo seu cíclico fala-fala que nunca dá em nada mais do que promover a sua imagem de “inconsolável cidadã pela justiça e democracia”, porém, pelo visto, com essa senhora temos de “levar”. Outros há bem piores que ela e já estão no “poleiro do faz-de-conta” há muitos mais anos.

Seria louvável que os propósitos e práticas da visitante Kirsty Sword tivessem única e exclusivamente que ver com a defesa dos interesses dos timorenses na generalidade e, por ser sua função, principalmente promover a mulher timorense, sensibilizar mecenas de Portugal para que contribuam para a evolução das timorenses abandonadas à sua má sorte até por uma igreja timorense reaccionária, machista, discriminatória, egocêntrica e, muitas vezes, desumana sobre as condições e carências da mulher timorense. A não ser que ela também considere que em nome da “estabilidade” do governo para que concorreu e concorre as verdades não devem ser ditas, nem combatidas se for o caso, e é!

Inicialmente não pareceu que à sua chegada fosse esse o seu espírito. Em entrevista divulgada pela Lusa julguei perceber que Kirsty seria alguém que estaria a pugnar pelas mulheres timorenses relativamente ao planeamento familiar, ao direito à interrupção da gravidez e do combate a determinadas culturas ancestrais que só prejudicam as timorenses. Se assim fosse Kirsty estaria contra determinadas imposições desumanas e que violam os direitos humanos, implementadas e defendidas pelo clérigo timorense. Infelizmente constatei que me enganei.

Quanto mais dias passam a tentar acompanhar a estadia de Kirsty Sword mais parece claro que aquilo que veio fazer a Portugal foi, de facto, auto-promover-se, reabilitar a figura do seu marido perante os portugueses, fazer política em prol do regime corrupto da AMP… Nada me admiraria que nesta visita não ficasse alinhado para futuro relativamente próximo um doutoramento “honoris causa”, daqueles que certas universidades dão quase como os prémios da Farinha Amparo.

Mesmo que a distracção e boa vontade não me permitissem observar e concluir o que menciono, a atitude de Kirsty e respectiva notícia do Correio da Manha – aqui publicado mais em baixo – abrir-me-iam os olhos. A senhora contrariou a lei dos impossíveis ao voltar a reacender o teatro de 11 de Fevereiro em sua casa, indo novamente agradecer, desta vez ao Comando da GNR em Portugal, pelo desempenho dos para-militares portugueses no fatídico dia “em que a salvaram”.

Concretamente foi dito e está escrito no CM: “Kirsty Sword-Gusmão recordou como a GNR a salvou, ao marido e aos três filhos da morte certa a 11 de Fevereiro de 2008”.

Possivelmente esta senhora está convencida que está a falar para analfabetos e/ou para pessoas que não pensam pela sua própria cabeça, que não sabem apanhar mais depressa um mentiroso do que um coxo. Assim, acabou por borrar a pintura toda, quero dizer, a visita e os seus verdadeiros objectivos, indiciados egoístas, de mau gosto e reveladores de má formação – por se aproveitar das carências dos desamparados para promover os seus interesses, da família e afins.

Em primeiro lugar, sabemos que a GNR quando chegou ao local do alegado “ataque” já Xanana Gusmão não estava na estrada em que, também alegadamente, fora “atacado”, mas sim em Díli. Então, como é que a GNR o salvou? Está a agradecer por nada? Exagerando?

Em segundo lugar, se efectivamente a família de Xanana Gusmão estivesse a correr riscos ele não voltaria atrás para os defender? Não estava ele pertíssimo de casa? Terá deixado a família a ser atacada para rumar a Díli? É um mau chefe-de-família? Cada um por si?

Em terceiro lugar, seria bom que mais não dissesse sobre toda esta fantochada em que não há vivalma com os cinco alqueires bem medidos que possa acreditar. Aliás, as dúvidas são devidas às contradições declaradas por Kirsty e Xanana quase logo na primeira hora. Primeiro não havia telemóveis, depois já havia, a segurança tinha fugido, depois já não tinha, etc. Certamente que não é por acaso que quase um ano e meio depois tudo está no limbo das gavetas da “justiça” timorense. Não tem sido por acaso que temos assistido às confrontações e saneamentos com determinados juízes. Nada está a acontecer por acaso relativamente ao teatro de 11 de Fevereiro de 2008. As visitas a Salsinha também não serão por acaso, nem a morte de Alfredo Reinado, nem a considerada figura bode-expiatório Angelita Pires, etc., etc., etc.

Sim, senhores, e senhoras, a Embaixadora da Boa Vontade, Kirsty Sword, veio uma vez mais demonstrar que nela não podemos acreditar, pese nisto a sua falta de bom-senso ao prestar-se a desenterrar os “cadáveres” do 11 de Fevereiro… que têm sempre jogado contra si e seu marido, e assim será até que a verdade venha a público e prove o contrário, se um dia vier. Seja como for, o evidente é evidente. Também Ana Gomes devia saber isso e não inventar mais despesas para os pategos dos portugueses terem de pagar, se é o caso.

Quando quisermos ir ao teatro pagamos o bilhete e vamos. Na nossa praça há bons actores e até nem nos desiludem, como Kirsty ou como Xanana Gusmão o têm feito, já nos bastam os políticos portugueses.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

“ESPELHOS” E MAGALHÃES CHEGARAM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

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Foto José Sérgio - SOL

Só um breve apontamento. Nem mais de que aquilo que merece esta “inovação” da Assembleia da República de Portugal.

Pelo que se percebe na fotografia, os deputados passam a usufruir de “Magalhães” para o seu “trabalho” de fazerem de conta que deputam e nos representam, defendendo os nossos interesses, os da maioria dos portugueses, respeitando ao máximo as minorias. Na realidade existe uma minoria que têm sempre respeitado: os da sua laia!

Também receberam dois “espelhos” caríssimos onde poderão ver na hora os seus tristes espectáculos, a sua inércia, o seu faz-de-conta e a sua gula… se os ecrãs conseguirem reproduzir tais particularidades.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

SÓCRATES, OS POLÍTICOS, SÃO VIGARISTAS? NÃO! MAS QUE IDEIA TÃO INCONCEBÍBEL!

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Aparentemente os portugueses estão a ficar deprimidos com as perseguições que os jornalistas de investigação e outros agentes estão a fazer a alguns políticos, vindo para os jornais, rádios e televisões, levantar suspeitas sobre desonestidades da classe política em Portugal. Está a chegar a altura de dizer basta!

Hoje, no Sol Online, descobri esta notícia assinada por Felícia Cabrita – uma chatérrima da informação – e que nos diz que uns papeis desaparecidos, relacionados com o primeiro-ministro Sócrates, a sua mãe, blá, blá, blá, foram recuperados. A notícia está mais em baixo para que vejam e não duvidem desta minha prosa de cidadão preocupado.

Lá porque uns papeizitos desapareceram do cartório notarial e que por azar são relativos à senhora mãe de José Sócrates lá vem esta jornalista escrever sobre isto. Mas qual é o interesse?

Agora recuperaram-nos, aos papéis. Até descobriram que a mãe de Sócrates comprou uma casinha junto à que o seu filho também comprou. Tudo por umas centenas de milhares de contos. Que ridicularia. Até um sem abrigo perde esse valor nos forros dos bolsos. Francamente!

Estes jornalistas são inconcebíveis. Vêem mal em tudo. Ou porque são as coincidências da mãe de Sócrates, do tio, do primo, etc… Aqui del-rei que há gato. Outras vezes não é com Sócrates mas sim com outros honestos e laboriosos nossos concidadãos que se sacrificam pelo nosso bem-estar. Ainda falam do caso do Nobre Guedes do CDS e que quando foi ministro deu umas abébias para o abate de uns milhares de sobreiros – espécie protegida – numa herdade do Ribatejo. E falam de que a justiça nunca mais resolve o assunto… Há até os que insinuam que a justiça está comprada e que Nobre Guedes usou e abusou da sua qualidade de ministro em favorecimentos… Que provavelmente receberam algum por fora, e tal. Mas que ideia! Aquele pacato e honesto cidadão?

É isto. Este país é isto. Falam por Cavaco Silva ter interesses de milhares nestes bancos das falcatruas, Dias Loureiro, Sócrates, Nobre Guedes e tantos outros que acusam de cambalhachos e suspeições. Mas onde é que isto vai parar?

Não vêem estes jornalistas e o povo má-língua que estamos perantes honestos cidadãos que se sacrificam a ocupar cargos que só lhes trazem prejuízos pessoais e que se não fosse por isso estavam riquíssimos, em vez de estarem pobres por receberem tão pouco pelo seu desempenho?

Mas que vergonha de país! Quer uma mãe ir morar para junto filho e é isto. Desaparecem uns papeis e é isto, este alarde. O PR tem umas poupançazitas nuns bancos de falcatruas e é isto. O Conselheiro de Estado Dias Loureiro coiso e é isto. Dias Loureiro, por coincidência dirigiu sociedades onde o PR tem interesses e onde há falcatruas… e é isto.

Bolas que é demais! Deixem lá de querer envolver estes grandes portugueses nestas irregularidades. Nem se atrevam a afirmar ou dizer que se diz que há juízes e outros da Justiça que também são uns mafiosos e que é tudo farinha do mesmo saco, porque não é!

Coitados, que se fartam de trabalhar para terem tão pouco e se verem envolvidos em coincidências, em obras do acaso que acabam por nunca os envolver de modo a se provar o que quer que seja porque na realidade as polícias e os tribunais funcionam neste país tão democrático e justo.

Deixem-se de usar os maus fígados contra aqueles para quem estamos em dívida perpétua, os PRs, os PMs, os Ministros, os Deputados, os Juízes, os PGRs… Esses incansáveis trabalhadores, paupérrimos, que se sacrificam por Portugal e por todos nós!

José Sócrates é um vigarista? E os outros? Jamais!

Aleluia Portugal! Votemos sempre nestes para que continuemos a viver cada vez melhor!

Há meses desaparecidos do notário
Documentos do Heron foram recuperados

Por Felícia Cabrita – Sol - 12 Junho 2009

O SOL recuperou os documentos de identificação da sociedade offshore que em 1998 vendeu um apartamento no Edifício Heron Castilho a Maria Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro, e que desapareceram do 21.º Cartório Notarial de Lisboa, onde foi feita a escritura de compra e venda

Os documentos da Stoldberg Investiments Limited mostram que esta offshore, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, tem como procuradora uma portuguesa que vive com o líder de um grupo imobiliário perseguido em França por ligações à Camorra e que reside agora no Algarve.

O desaparecimento dos documentos tinha sido participado pela Ordem dos Notários, tendo o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa instaurado já um inquérito. O SOL encontrou cópias autenticadas desses documentos no 2.º Cartório Notarial de Lisboa – onde, quatro anos antes, a Stoldberg comprara o apartamento em causa à Heron Internacional (outra sociedade offshore, proprietária da maioria deste edifício situado na rua Castilho, em Lisboa, onde o primeiro-ministro também comprou um apartamento dois meses antes da mãe, por 47 mil contos).

Continue a ler esta notícia na edição impressa disponível nas bancas espalhadas por Portugal e Angola
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

TENHA VERGONHA! AO MENOS TRATE ESSE CORPO!

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O QUE ELES FAZEM À DESGRAÇADINHA

Um dos inconvenientes de cair em desgraça está bem exemplificado na fotografia de cima. Reparem bem naquilo que fazem à desgraçadinha da ministra da educação do governo socretino. Mas que indecência.

Já não pode uma ministra esforçar-se por melhorar o ensino e complicar a vida aos estudantes, aos pais e aos professores, que despem-na de imediato e pespegam-na na capa da Play Boy. Muitas partidas indecorosas já lhe fizeram mas nesta excederam-se. Para mais com um corpo daqueles, horrível, parecendo que sofre de elefantíase… Francamente!

Espero que a decência seja reposta e que os malandros que fizeram esta foto circular na internet sejam devidamente admoestados. Também não compreendo como é que a ministra se deixou assim fotografar em trajes menores. A mostrar as intimidades à populaça deste mundo velhaco, povoado por internautas que só estão bem a invadir a privacidade de cada um.

Pensando melhor, considerando as “manias” provadas pela fotografia e na revista que é, tenho cá para mim que a partir de hoje não deixo os meus filhos em idade escolar, muito menos os meus netos, frequentarem escolas ministeriadas por alguém que não sabe recatar-se na privacidade do lar e se expõe publicamente no ridículo de tamanhas banhas e pneus abdominais, para além de coxas carregadas de celulose, celulite... ou lá o que é essa coisa. Se ao menos fosse uma “brasa”… sempre poderia ser educativo, para além de agradável de ver.

Até o bom senso obriga a dizer: Tenha vergonha! Ao menos trate esse corpo!

Foto cedida por José Martins - 22/237 Soi Phrom Wat 1/11 – 10150 - Bangkok – Thailand - http://maquiavelices.blogspot.com - http://portugalnatailandia.blogspot.com
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Dia de Portugal - QUASE TUDO COMO ANTES CONDUZIDO POR UM CAVACO MARCELISTA

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PARA QUANDO O PEDIDO DE DESCULPAS
PELO ESCLAVAGISMO E PELO PASSADO COLONIAL INDIGNO?

Raramente os portugueses se recordam do passado-próximo, preferem o passado longínquo disfarçado de cor-de-rosa velho. Por essas e por outras estamos como estamos, na fossa. Não é caso para menos com governos saudosistas da autoridade salazar-marcelista e até de um PR que por essas bandas anda. Pelo menos tomar posturas marcelistas fazendo que faz mas não faz é aquilo que temos visto. Um reformador “ma non tropo”. Um reformador para o antigamente, parece.

Foi o ano passado em 10 de Junho que Cavaco largou uma bacorada qualquer a propósito do Dia da Raça – um termo e práticas salazar-marcelistas – e este ano voltou a tomar a postura do costume nas cerimónias do costume e até discursou. Tanto que só tive pachorra de ler na diagonal. As baboseiras foram as mesmas mas por palavras escolhidas, nada de novo. O saudosismo está ali bem patenteado. O bolor ocupou Belém. Outra coisa não seria de esperar. Falta agora o PSD vencer as eleições legislativas, talvez com uma maioria, e então sim, com Cavaco e Manuela Ferreira Leite vai ser o regresso ao passado, declaradamente. Ainda vamos ouvir chamar a José Sócrates “um santo”.

Afinal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, não passa de mais uma treta dos que vivem com todas as comodidades e mordomias… e lá vão botando umas faladuras à antigamente para português ouvir e se ir habituando ao bacoco palavreado que nos mostra o rumo que Portugal está a tomar. A direita está em força na Europa e em Portugal assentou arraiais já faz uns tempos largos. Eles avançam e tolhem-nos como as cadeias de correntes dos escravos que Portugal usou e comercializou em seu proveito.

Neste Dia dito de Portugal – mas por certo de um Portugal de uns quantos “antigamentes” – seria o ideal para que o PR, associado aos que se encontram no governo, tivessem a coragem de apresentar desculpas aos africanos pelo esclavagismo que praticaram e que encheram as bolsas de imensos esclavagistas desta então Real Nação. Mas não, nem Cavaco, nem Soares, nem Sampaio, alguma vez tiveram a coragem e a decência disso fazer. Com este PR de direita, mais conservador que as conservas do Tenório, nem será de esperar outra coisa e o futuro ainda é mais negro, mas fico sempre à espera de alguma decência da parte destes chamados “altos responsáveis da Nação” e o que acontece é “Moita Carrasco”, nada. Palavras do passado adaptado minimamente ao presente escalavrado de um Portugal sempre a virar à direita, ao mafiosismo dos partidos políticos, dos actuais políticos, em beneficio dos que andam a encher os “alforges” bancários à custa dos do costume, os plebeus, os explorados e cada vez mais oprimidos, com um SIS e sucursais que nem sequer sabemos o que anda a fazer apesar de suspeitarmos.

Vão-se catar e lamber sabão da Nacional porque “o que é nacional é bom” em vez de virem apregoar nacionalismo bacocos do passado não assim tão longínquo… e que milhares combateram, alguns perdendo a sua própria vida às garras da PIDE e da GNR, nefastas organizações repressivas e fascistas de então.
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domingo, 7 de junho de 2009

Eleições PE - NÃO HÁ MORAL NEM COMEM TODOS, A PALHAÇADA CONTINUA

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EM PORTUGAL DEPUTADOS ELEITOS REPRESENTAM UM TERÇO DOS ELEITORES

NO PE OS DEPUTADOS REPRESENTAM MENOS DE METADE DOS ELEITORES EUROPEUS


Os resultados do PS foram os que eram esperados, caiu redondo. Vital Moreira foi eleito, está aviado. Vamos ver se continua a lamber as botas aos que lhe possibilitaram regressar às actividades político partidárias como “independente” ou se continua a contribuir para a queda do PS a todos os níveis, até na credibilidade dos discursos, ainda piores que os de Sócrates. Nesta campanha fez lembrar uma rameira, o que, para nefasto regresso, foi terrível.

O PSD considera-se vitorioso. Será, pelas suas contas, comparativamente a resultados anteriores e, principalmente, porque o PS foi “punido”. Na generalidade todos se continuarão a “governar” bem.

O desencanto e desconfiança dos eleitores nos actuais políticos europeus foi mais uma vez comprovado, mais de metade dos europeus demonstrou com a abstenção a sua reprovação à generalidade dos políticos que compõem a fantochada daquele Parlamento Europeu e dos partidos políticos que a que pertencem.

Em Portugal ainda foi pior. Quase dois terços dos portugueses optaram pela abstenção. Se forem somadas as expressões nulas dos votos manifestados é provável que um pouco mais de dois terços dos portugueses tenha explicitado a sua repugnância nos actuais políticos e partidos em que se acoitam.

Os resultados foram redundantes na expressa reprovação de quase todos os concorrentes a estas eleições, a nível nacional e nos restantes países que compõem a Europa, contudo se ouvirmos e virmos os políticos falarem ficamos com a sensação de que todos saíram vencedores e que todos tiveram resultados espectacularmente positivos, o que não corresponde à verdade porque não se viu que os eleitores nacionais ou os seus parceiros europeus tivessem participado em número representativo e democrático nas eleições. Se uma minoria votou como podem os partidos considerar-se representantes dos europeus. E em Portugal? Como podem os partidos e os políticos que os integram considerar-se satisfeitos com os resultados, sabendo que na totalidade estão a representar somente dois terços dos eleitores?

Só se compreende que celebrem vitórias porque são as vitórias deles próprios, das suas vidas e bem-estar, das suas impunidades, das continuidades, dos compadrios e promiscuidades - que nos fazem supor estarmos perante gigantescas associações mafiosas onde se lhes convier fazem pactos entre elas por forma a perpetuarem-se no Poder sob o modelo de alternância ou outros.

Estes resultados eleitorais vêm novamente recordar que para estes políticos não há vergonha, não há moral, nem comem todos. Só comem eles e as corporações a quem servem. Os desavergonhados por lá continuarão no PE, no seu reino de hipocrisias e enganos. Alguma decência não lhes faria mal nenhum. Talvez assim não fosse tão flagrante a certeza de que a palhaçada vai continuar. Até quando?

Europeias
Portugal volta a registar taxa de abstenção superior à média da UE

Bruxelas, 07 Jun (Lusa) -- Portugal voltou a registar nas eleições europeias de hoje uma taxa de participação (cerca de 36,5 por cento) inferior à média comunitária (43,4 por cento), mesmo perante um novo recorde de abstenção na União Europeia, segundo dados provisórios.

Nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu realizadas a 27, os dados avançados pelos serviços da assembleia apontam para a mais elevada taxa de abstenção de sempre em eleições europeias (cerca de 56,6 por cento), já que, num universo de aproximadamente 375 milhões de eleitores, apenas 161 milhões terão participado nas eleições de hoje.

Mesmo neste cenário, Portugal volta a registar uma taxa de participação ainda menor que a média da UE, "confirmando" uma tendência que se verifica desde 1989, data das primeiras eleições europeias realizadas em Portugal em simultâneo com os restantes Estados-membros.
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DEIXEM A KIRSTY FALAR, CONFERENCIAR E APRENDER, GAITA!

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Constata-se alguma polémica relacionada com uma visita que Kirsty Sword fará a Portugal ainda este mês. Como se sabe ela é casada com Xanana Gusmão, ex-presidente da República e actual primeiro-ministro, de fato ou de cuecas – se as usar – porque pouco importa o que veste e como veste mas sim o que faz ao país, no país, pelo país.

Não será propriamente a visita de Kirsty a Portugal que deu origem à polémica mas sim a sua participação numa conferência sobre “O PAPEL DAS MULHERES NA RESISTÊNCIA E NA RECONSTRUÇÃO DE TIMOR-LESTE”. A conferência realiza-se em Portugal por iniciativa do Grupo Parlamentar das Mulheres Socialistas, de Ana Gomes, amiga de Kirsty Sword, e vai acontecer em 26 deste mês no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República. O tal edifício que custou uma pipa de massa, que era perfeitamente dispensável, que vem provar uma outra vez que as dificuldades são só para os governados porque os governantes governam-se bem com o que deveria ser de todos os portugueses. Assim é neste país e em Timor-Leste também. Em todo o mundo… mais país, menos país. Paguemos e não bufemos porque os parasitas precisam de ser bem tratados e ter instalações de acordo com a sua estatura imoral. Fim do aparte.

No TLN têm aparecido comentários para todos os gostos e também Ana Loro Metan e Gonçalo Tilman Gusmão dedicaram algumas letras sobre o evento. Não consigo estar de acordo com nenhum na totalidade do que argumentam mas parcialmente concordo com algumas das opiniões. (Para saberem o que dizem nos seus textos cliquem nas respectivas hiperligações ou procurem mais em baixo)

Precisamos de entender que a liberdade de expressão é, não só no nosso país, um bem adquirido de que não devemos abdicar. Liberdade de expressão para todos, obviamente. É por isso que não faz sentido, quanto a mim, considerarem abusivo a australiana Kirsty vir conferenciar com as amigas de um dos partidos alegados das práticas de corrupção, ou algo semelhante - na pessoa do seu chefe maior, Sócrates.

Também o PM timorense Xanana Gusmão anda enleado no mesmo drama. Até têm coisas em comum e isso deve solidificar amizades. Se eles ou elementos dos seus governos estiverem inocentes ainda mais em comum terão de proximidades e comunhões: o trato e desconsiderações injustas. Pobrezitos, até nutro dó por eles.

Se bem percebi, não é reconhecido a Kirsty o direito de falar em nome das mulheres da Resistência timorense. Mas porquê? Será que se esquecem de que ela foi uma resistente no tempo, ao fazer sistemáticas visitas a Xanana Gusmão na prisão de Cipinang? Pouco importa se ela era espia australiana ou não, o que importa é que a senhora resistiu ao longo de anos à espera que Gusmão saísse e cumprisse o seu compromisso em Timor-Leste livre e independente, para alguns. Olhem que não é brincadeira nenhuma esperar por um noivo durante décadas. Muitos que eu conheci levaram com uns chavelhos enormes ao fim de uns meses de terem embarcado para o então ultramar. Há ainda os que nem precisam de embarcar… Vão embarcando! Claro que a senhora é uma resistente. Têm de compreender que o amor até serra grades de prisões. É algo muito forte!

Por isso, não considero inapropriado que seja ela a “embaixadora” das mulheres timorenses da Resistência, cada uma com a sua experiência. Claro que dou de barato que a experiência de Kirty foi e é bem melhor que a das mulheres timorenses da Resistência; muitas sofreram torturas, morreram assassinadas, morreram por dentro com as desilusões dos actuais tempos… e ela foi fazendo umas visitinhas e uns recaditos provavelmente aprovados pelo governo australiano – que tinha um pé nos ocupantes indonésios e outro na Resistência, com os bolsos bem abertos nos poços de petróleo explorados ilegalmente, assim considerado pela ONU e pela comunidade internacional. A vida é assim, ao vigarista e ao borracho põe deus a mão por baixo. Não é?

Pois que venha a dona Kirsty, ex-dama de topo, agora dama de tudo, conferenciar com as mulheres autoproclamadas socialistas. Que fale da Resistência valorosa das mulheres de Timor e também da Recuperação do país Timor. Que exerça a sua liberdade de expressão sem que com isso venha a sofrer represálias futuras de energúmenos como uns quantos da AMP que saneiam e coarctam as possibilidades a algumas mulheres da Resistência de exercerem as suas válidas capacidades e assim garantirem a sua subsistência só porque são da oposição.

Já agora, incluído na conferência, a dona Kirsty podia abranger estas particularidades antidemocráticas de gente das suas proximidades e lamentar-se de que Timor está a desperdiçar valores humanos, intelectuais e de competências profissionais só porque não têm a mesma cor partidária ou, ainda, porque se opõem ao Estado Corrupto chefiado pelo seu querido prisioneiro voluntário, que acordou a sua entrega com as chefias indonésias, conforme propalam os mais desbocados. Eu cá não acredito, mas um dia ainda hei-de perguntar de caras a Abílio Araújo.

Bem vinda a Portugal do Magalhães e à Conferência, Kirsty Soward!

Apesar de em Portugal o exercício da democracia ser cada vez mais deficitário, valha-nos que a liberdade de expressão e de opinião ainda está a ser razoavelmente respeitada, o que poderá ser uma lição a levar para Timor-Leste. Nada tema, nem pense que será muita fruta para levar. É boa fruta e não provoca diarreia mental como o Banana Show.
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Europa - HOJE AINDA HÁ ELEIÇÕES, AMANHÃ NÃO SABEMOS!

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ELEJAMOS OS BANDIDOS PARA O CIRCO E SEJAMOS NÓS OS PALHAÇOS

Hoje, em Portugal e na Europa, é o dia europeu de eleger os senhores “superiores” e escolhidos a dedo pelos partidos ou “associações” que nos dominam. Não se sabe muito bem quem são… mas isso também não é preciso. Precisamos somente de alinhar na fantochada, ou não, e votar, ou não, nos que alegadamente vão representar os nossos interesses num circo chamado Parlamento Europeu. Curiosamente, os ditos parlamentares europeus é que vão lá estar, na arena do circo, mas nós é que somos os eternos palhaços. Vicissitudes da vida e da pseudo-democracia que esta corja de políticos aldrabões conseguiu instalar, desvirtuando a Democracia que em tempos começou a desenhar-se na Europa, pelo menos na Europa.

Mas se em Portugal e na UE é dia de eleições para garantir a continuidade da fantochada desta “democracia”, noutros locais do mundo não é dia de eleições – em alguns nem nunca é dia de eleições – o que não significa que os ditadores não se arroguem também de democratas e encontrem as mais estapafúrdias razões para alegarem que ainda não estão reunidas as condições para convocarem eleições. Conversas da treta, sabemos isso, mas ao menos também sabemos que são categóricos e afamados ditadores e que não estão escondidos atrás de biombos de pseudo-democracias.

O que será melhor não sei, mas sei que perante um ditador e um regime ditatorial é mais fácil mobilizar as populações para darem a volta ao texto e o derrubarem, enquanto que nestas pseudo-democracias, em que se vota estupidamente no menos mau, mais parece que a populaça anda anestesiada.

Não restam dúvidas de que esta democracia de fachada não nos serve, nem nos servem as cliques destes partidos miscigenados com corporações estranhas aos interesses e bem-estar dos que geram riqueza produzindo. Produzindo mais valia que vai direitinha e em exclusivo para usufruto de uns quantos, em prejuízo da maioria dos cidadãos. Obviamente que a classe política da actualidade também beneficia dessa mais valia sob máscaras variadas e que até são legais porque são esses mesmos políticos que acabam por legalizar os crimes que eles próprios cometem, a par dos que lhes pagam em reconhecimento dos seus bons serviços às corporações. Não é à toa que vimos constantemente indícios inequívocos da promiscuidade existente entre a alta finança e os políticos, europeus e do mundo.

Mas hoje é dia de eleições, na Europa, afinal estou a escrever sobre isto porquê? Em dia de eleições devíamos andar felizes? Talvez, se estivéssemos a concorrer para uma verdadeira democracia e não para eleger bandidos, nem participar em algo em que não acreditamos, que usamos por “descargo de consciência”, o voto, que usamos “porque a esperança é a última a morrer”.

Já se sabe, a abstenção vai vencer e os “eleitos” vão rejubilar com o “civismo” dos eleitores. Civismo? Não será antes “servilismo” dos zumbis eleitores ou da carneirada eleitora? Que dia triste, acordarmos para a realidade desta Europa nas mãos de meia-dúzia!
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

TERRORISTAS, SÃO TODOS FARINHA DO MESMO SACO

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ABRAM OS OLHOS, MULAS!

Sabemos através dos jornais que mais um refém foi assassinado pela Al Kaeda, Al-Qaida… ou chamem-lhe lá como quiserem. Na realidade não passam de terroristas. Tão bons terroristas ou piores que certos governos e Estados – estou a lembrar-me do norte-americano com os seus cowboys assassinos na presidência, ladeados pelos seus generais, pares semelhantes a Bin Ladens mas sem turbantes nem barbichas e com umas quantas estrelas de metal ou serigrafadas.

Na Agência Lusa podemos ler:

Terrorismo: Assassinado refém britânico da Al-Qaida do Magrebe Islâmico

Dubai, 03 Jun (Lusa) - Um turista britânico sequestrado no Mali pela Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI) foi assassinado, segundo um comunicado colocado num "site" islâmico e hoje divulgado por um centro norte-americano de vigilância de "sites" (SITE).

O comunicado não dá pormenores sobre o modo como o refém, Edwen Dyer, foi morto, referindo apenas que os seus sequestradores o assassinaram a 31 de Maio porque o Governo britânico não respondeu às suas exigências.

O braço magrebino da rede Al-Qaida exigia que Londres libertasse Abu Qatada "Al-Filistini" (o Palestiniano), um homem apresentado pelas autoridades britânicas como um dos mais perigosos membros do "Londonistan", a corrente islâmica radical implantada em Londres.
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SATISFEITOS? QUE JUSTIÇA FIZERAM? ANORMAIS!
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A cambada de assassinos e imbecis que decide e pratica estas nefastas acções de rapto, tortura e assassinatos de pacatos turistas, sejam eles de que nacionalidade forem, não pode na realidade esperar que alguém de bom senso e humano aprove as suas atitudes inumanas em nome de uma paranóia levada a extremos que retiram todas as razões de luta de uma causa, seja ela qual for. Não estamos propriamente no tempo da pedra lascada nem podem existir religiões que advoguem tais acções cobardes, hediondas, fanáticas, estúpidas, dignas de irracionais em nome de um qualquer assassino que esses tarados consideram que encontraram no Alcorão. Não está lá nenhum Deus desses – porque se estivesse era um grandessíssimo assassino, não era um deus – nem Alá o aprovaria.

Assim, recomendo a essa cambada de bestas assassinas para aprenderem a ler e saberem interpretar o que consta no Alcorão. Não queiram continuar a ser considerados, e bem, uns sem valores humanos, uns escórias da humanidade, tal como muitos daqueles que alegam combater - os governantes, militares, políticos, polícias secretas norte-americanas e europeias. Afinal acabam por ser todos farinha do mesmo saco, com a diferença de que uns fazem-nas às escondidas e outros às claras. O resultado acaba por ser o mesmo e redunda na desumana arte de assassinar os nossos semelhantes.

Porque não vão direitinhos a Bush e lhe mijam em cima? Ou nos generais malucos e inumanos, ou em Blair, ou em Aznar, ou em Barroso, ou em Bin Laden e seus seguidores de topo. A sacanagem é toda igual, uns mais hipócritas que outros… mas são esses os assassinos, inimigos da humanidade e das culturas, e do aniquilamento dos fracos, explorados e oprimidos. Não há culpas nos pacatos turistas… Nem nos que estavam nos aviões ou no WTC em 11 de Setembro.

Como querem que se dê validade absoluta à vossa luta e razões? Estúpidos!

Com ou sem turbantes, abram os olhos, mulas!
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

DIA INTERNACIONAL DE…

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Convencionou-se que este seria o Dia Internacional da Criança, ontem foi o Dia Internacional Antitabágico, amanhã será o Dia Internacional Contra os Gastos Milionários dos Profissionais da ONU e das suas Agências, dos governos, que muito pouco ou nada fazem mas que querem aparentar muito fazer, enganando-nos? Não, todos os dias são Dia Internacional da Hipocrisia!

É muito bom sermos crianças, ingénuos e inocentes, ignorantes da existência destas pandilhas e destes esquemas maquiavélicos com potencialidades desperdiçadas porque a miséria e o mal-estar dos povos é um negócio para uns quantos e também para as emergentes ONGs.

Depois de alguma vivência chegamos ao conhecimento destas tristes realidades. É então que o mal-estar se instala nas crianças que somos sempre. É esse o momento em que muitos consideram ter de escolher entre “atropelar” ou serem “atropelados”, esquecendo-se ou ignorando que ainda têm a opção de combater os que atropelam. Mas não, em vez disso, de optarem pela opção correcta e que traria bem-estar a todas as crianças, acabam por também irem engrossar as fileiras dos que “atropelam” e dão ainda maior dimensão ao “salve-se quem puder”. Ao fazerem essas opções é quando deixam de ser crianças, pelo menos saudáveis, não porque a idade lhes tire essa faculdade mas sim pela sua opção.

Quem quer ir brincar comigo? Quem quer cantar a Loja do Mestre André? Quem quer jogar ao peão e ao berlinde, jogar à carica, ao Rei Coxo, correr com arco e gancheta, fazer púrrias, brincar à apanhada, à cabra-cega, ao picócu, à Linda Falua, ao lenço, à Roda aos Cinco Cantinhos… Aos polícias e ladrões não brinco, não quero perder a criança que há em mim com coisas chatas e inúteis, repressoras e desrespeitosas das crianças de todo o mundo. Muito menos quererei brincar àqueles senhores que vivem da política, quase sempre desonestos, que tramam as nossas crianças, a todos nós.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sócrates ao pé-coxinho - ADEUS, OH VAI TIMBORA!

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TABU EVITA MENTIRA NO AR?

A notícia quase não teria importância se o gabinete de Sócrates não fizesse tabu para dar contas de como foi que ele regressou a Portugal depois de ter participado no comício do PSOE com Zapatero em Espanha, claro está que para os portugueses isso já não interessa nada, a não ser que Sócrates tivesse regressado ao pé-coxinho, a saltitar. Isso teria sido em tempo recorde e então seria digno de constar no Guinness, a par com o recorde de mentiras em tempo eleitoral e de governação. Mentiras não, inverdades, inexactidões, assim é mais à hipócrita do Parlamento.

Evidentemente que o tabu feito pelo gabinete do PM nesta tão pequena informação, que não quer dar, significa para os portugueses o mesmo que uma grande manchete dizendo: SÓCRATES USA FALCON PORTUGUÊS EM COMÍCIOS ELEITORAIS DO PS NO PAÍS E NA EUROPA!

Esquece-se o gabinete que isto já nem redunda em bronca, que já nos estamos nas tintas para notícias dessas, já não nos importamos se ele voa em Falcon ou com pares de asas compradas no AKI com verbas do OGE; nós já estamos quase por tudo e destes parasitas já esperamos mais que tudo e mais alguma coisa. Importa lá se ele fez tudo direitinho na sua licenciatura de engenheiro, importa lá que esteja envolvido no caso do Freeport e que a imprensa internacional lhe aponte o dedo, importa lá que ele fale ou não fale…

Para muitos de nós já é indiferente o que de Sócrates e deste PS possa vir a público. Aplica-se a história do lobo: já não acreditamos em nada!

Por isso, senhores do gabinete, façam o tabu que quiserem sobre o regresso do PM a Portugal quando participou no comício em Espanha, porque para muitos dos portugueses já nos é indiferente. Na realidade o que nos interessava era que o sujeito não tivesse regressado. Essa é que era uma boa notícia, a verificar-se. Se fosse alargada a muitos mais destes políticos desonestos que se misturam com os honestos, confundindo-nos, ainda melhor notícia seria!

Adeus, oh vai timbora!

FALCON EMBARAÇA SÓCRATES E ZAPATERO

Por Helena Pereira – SOL – 29 Maio 2009

O gabinete de José Sócrates recusa esclarecer como regressou o líder do PS a Portugal depois de ter participado num congresso do PSOE em Valência, no último sábado

José Luís Zapatero, que retribuiu a presença de Sócrates ao participar ao fim da tarde no comício do PS em Coimbra, viajou até Portugal num Falcon das Forças Armadas espanholas.

Contactado pelo SOL, o gabinete de José Sócrates não quis esclarecer se o primeiro-ministro e líder do PS viajou no Falcon de Zapatero, nem de que forma regressou a Portugal nesse dia, repetindo apenas que Sócrates «não usou nenhum meio do Estado português nas suas deslocações» entre Portugal e Espanha. Quanto ao gabinete de imprensa do PS, também nada acrescentou.

A única informação prestada ao SOL foi a de que o secretário-geral socialista viajou para Madrid em voo da TAP, no final do dia de sexta-feira, para, no sábado de manhã, comparecer ao lado de Zapatero no comício de Valência.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

ESTAMOS TRAMADOS!

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Podemos ler e ouvir na TSF que “Portugal é dos países europeus com pior qualidade de emprego”. Para isso são avançadas explicações: “A explicação para Portugal ser dos países europeus com pior qualidade de emprego pode estar na ausência de diálogo entre os trabalhadores e as respectivas chefias, assim como, na má organização das empresas”.

Lá voltamos nós sempre à mesma vaca fria. Portugal é praticamente o pior em tudo nos índices europeus. Pior nas condições que oferece aos seus cidadãos, à maioria dos seus cidadãos, aos que em conjunto mais contribuem em impostos, os que trabalham. Isso deve-se ao facto de existirem elites que não olham a meios para atingirem as suas metas egoístas e até usarem práticas de autênticos Al Capones. Os empresários olham para os de cima, os governantes, os políticos, os para-políticos, e seguem-lhes o exemplo. O mau exemplo. Atropelar tudo e todos é a prática. Estamos tramados!

Começando pelo topo ouvimos Cavaco Silva falar sobre os altos ordenados dos gestores nacionais… Contudo não se sabe que Cavaco dê o exemplo e deixe de receber aquilo que recebe por reformas avultadas e mordomias que a todos nós saiu e sai do bolso e das entranhas. Vamos aos do Governo e a situação é a mesma. Vamos à Assembleia da República e é um fartote, vamos às empresas estatais e estatizadas, ou semi-estatizadas e é igualmente um ver-se-te-avias, olhamos para o Banco de Portugal e lá estão uns nababos a fazerem-nos sangrar. Se isto não é uma súcia de malfeitores o que é? Se isto não representa um magote muito bem seleccionado de parasitas, de desavergonhados, que guardam, para si e para as suas classes, avultadas quantias em ordenados, em despesas, em reformas acumuladas, em mordomias, o que representa?

Parece que os portugueses já consideram inútil combater esta ausência de vergonha e de acelerado estado de descaramento dos nossos políticos, gestores e famílias agregadas. É o deixa andar submisso, do “deixa lá ver se me safo em alguma coisita”.

Para os detentores dos poderes já é tão normal sustentarem-se do Estado e darem oportunidades das mil e uma noites a amigos e comparsas de negociatas e de outros interesses político-partidários, que já nem se apercebem de que o correcto não é assim como é sua prática…

As esperanças são nulas. Após o 25 de Abril, instalaram-se nos Poderes autênticas seitas que estão a passar o testemunho à tal geração rasca de que Pulido Valente falou há dezenas de anos. Por isso vamos de mal a pior. Não temos nos Poderes as gerações que tiveram de tragar o pão que o diabo amassou. Os que por lá restam desse tempo, caquécticos, são os que logo no primeiro minuto começaram a trair os ideais de Abril, e que afinal, até no governo fascista de Salazar se safaram muito bem na vida. Estou a lembrar-me de Almeida Santos, mas há mais uns quantos.

Múmias do passado, bem passado por eles, que fazem recordar o nosso mal passado, que nem se envergonham, ao fim de tantos anos de viverem debaixo da teta do Poder, de vivermos nesta ausência de democracia e de justiças… E assim continuam. Que passem bem, para que todos nós, a maioria, cada vez passemos pior.

Como um militar de Abril disse há cerca de um mês, ele, agora General, que na rua do Arsenal, em 25 de Abril de 1974, foi agredido por um oficial salazarista e fascista… “Já não se pode fazer um segundo 25 de Abril…”.

Pois não, Homem, estamos tramados! Até estamos a assistir ao descrédito dos honestos por via dos políticos, para-políticos e empresários vigaristas que se apossaram do país!
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os intocáveis - JUSTIÇA À BABUJA DA POLÍTICA E DOS TACHOS

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DESTA “CORJA” NEM O INSPECTOR VARATOJO NOS SALVAVA

O cidadão comum está cada vez mais baralhado e já nem sabe em quem acreditar. Uma coisa parece evidente “a corja está instalada nos Poderes e não há meio de arredar pé, cada vez vamos para pior”.

A “corja”, segundo as vozes de rua, são os que se instalaram na política, são os que se instalaram nos vários Poderes que dominam a economia e as finanças, a política, as polícias, os tribunais, a justiça que devia ser igual para todos se de facto vivessemos numa sociedade democrática.

A “corja”, uma parte dela, considerou seu interesse voltar a ouvir José Oliveira e Costa, do BPN. Ficámos então a saber o que já se falava à boca cheia, que Dias Loureiro está metido numa grande embrulhada e tem culpas no cartório. A plebe é assim, estúpida e bruta como as barracas onde habita, incrimina até mesmo sem provas. Dizem que têm um dedo que adivinha. Provavelmente.

Verdade foi que Oliveira e Costa, que já chegou a ser secretário de estado de um governo qualquer, foi novamente ouvido numa Comissão Parlamentar e desta vez pôs a boca no trombone, “descascando” em Dias Loureiro, PSD, ex-ministro de vários governos, homem de confiança do presidente Cavaco Silva e, imagine-se, Conselheiro de Estado!

Oliveira e Costa disse que Loureiro mentiu e que é uma nódoa negra que tem culpas no cartório em vários aspectos de todo este malfadado processo do BPN. Quer queiramos quer não existiram autênticos roubos ou falcatruas e se Loureiro já antes era apontado pela plebe à boca cheia, neste momento já devia estar a caminhar para o patíbulo, preparando-se para ser pendurado numa corda. Mas não, ele já desmentiu. Afirmou que não retira uma única palavra àquilo que declarou anteriormente. Ele lá sabe. Presume-se inocente, de direito, mas a plebe não vai nessa e quer ver tudo em pratos limpos. Quer, mas não vai ver tal.

Em toda esta embrulhada vimos o PR a não se demarcar de Dias Loureiro, fazendo tabu sobre a questão. Foi o PM dos tabus, é o PR dos mesmos. Cavaco, no lugar de ser peremptório e de se pronunciar com transparência, continua a preferir o silêncio e a possibilitar que Dias Loureiro continue em Conselheiro de Estado protegido por imunidade, sem ao menos lhe sugerir que se demita.

Culpado ou inocente, no caso BPN, no mínimo ele é culpado por não se demitir nem abdicar da conselheira imunidade. O PR também é culpado por não se declarar avesso à sua continuidade no cargo para que o nomeou mas de que não pode demiti-lo, só por isso um contra-senso. Mas eles lá sabem o que fazem… para nos lixar.

Dos tribunais, da Justiça com letra maiúscula, os portugueses já sabem o que esperar. Existem vários exemplos que envolvem “colarinhos brancos” e que são recebidos com enormes furores pela plebe mas que depois são travados pela morosidade de uma justiça, de tribunais, de juízes, à babuja da política e das corporações… Sabemos lá nós por quem são travados, ou se são realmente travados. Certo é que ao fim de uma série de anos ainda andam as “coisas” empancadas nos tribunais – caso Casa Pia – e até já nem há quem ligue ao assunto, preferindo dizer que “eles são todos farinha do mesmo saco” ou “são cães que não se mordem uns aos outros, só nos mordem a nós”… ou ditos semelhantes que espelham bem quanto é o descrédito com que “eles” são brindados.

Haja pachorra, já que não há transparência nem honestidade naqueles que deviam dar o exemplo mas que não dão e até são intocáveis. Desta “corja” nem Varatojo nos salvava.
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ZÉ TANGAS CAPTURADO NO BAIRRO DO CRIME DE COLARINHOS BRANCOS

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Momento fulcral da captura do Zé Tangas

MIJO TEME QUE JUSTIÇA CÚMPLICE LIBERTE ZÉ TANGAS

Sua Excelência o Senhor Ministro do Interior, Jardins e Ortas - MIJO - do governo que se vai governando, dá conhecimento, em comunicado dirigido à população, que o tão procurado Zé Tangas, também conhecido por Trinta e Um de Boca, aliás Zé Alçapão Vigarista, aliás Matraca Falsária, foi capturado pelos gendarmes e agentes da CIATICA – Comandos de Intervenção Anti-Terrorista de Indecentes Corruptos e Aldrabões – numa espectacular operação levada a cabo no Bairro do Crime de Colarinhos Brancos.

O ZAV, Zé Alçapão Vigarista, foi vítima de denúncia, por vingança, de um dos seus amantes e proxeneta, que fugiu de casa indignado com as mentiras do faltoso parceiro para justificar porque chegara a casa a horas tardias, quando o proxeneta até sabia muito bem que o Matraca Falsária tinha um caso no Freeportas – um bar de alterne nas imediações da Ponte Asco da Dama, no Monte Ijo.

Segundo esclarece o comunicado do MIJO, a operação de captura desenrolou-se sem o disparo de tiros e a única violência está patente na fotografia em que se vê que os agentes tiraram a camisa ao Zé por causa dos colarinhos brancos e que lhe pressionaram as bochechas com muita determinação, "mas sem o magoar".

Segundo o MIJO faz constar, a acção de comprimir as bochechas teve por intuito impedir o criminoso de falar, não fosse ainda assim conseguir ludibriar os agentes, mentindo-lhes com a sua conhecida arte ou até querendo fazer-se passar por Primeiro-Ministro ou coisa do género organizado e prejudicial aos Zés Pagantes Otários e Zumbis do Voto.

O comunicado do MIJO termina prometendo mais e maiores revelações em posterior acção de esclarecimento.

“A seu tempo e em torrente final o MIJO esclarecerá em pormenor todos os passos da operação levada a cabo no Bairro do Crime de Colarinhos Brancos, sendo agora nossa principal prioridade encontrar um agente da Justiça que não esteja sob controlo do Tangas, para que não o ponha em liberdade sob a desculpa de que ele tem as unhas encravadas”, afirma o MIJO no comunicado, terminando.

Constatamos para já que a população começa a respirar de alívio por se imaginar livre do Matraca Falsária e das suas operações de colarinhos brancos. Tão brancos que até encadeavam.

Em Sete-Rios, os animais do Jardim Zoológico também confraternizaram quando souberam sobre a captura do Zé Tangas, tendo afirmado que finalmente se viam livres de um tipo doentiamente persistente e chatamente vigarista que lhes andava a querer impingir uns bichos chamados Mangalhães apesar de em reunião geral toda a bicharada residente no Jardim ter expressado à Direcção do espaço que não estavam dispostos a ter de disputar ainda mais a comida por via de novas admissões animalescas. “Fome já todos nós passamos, quanto mais…”, disseram, com trombas e focinhos de aliviados.
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domingo, 24 de maio de 2009

ELES ANDAM POR AÍ NA CACA, EM PORTUGUÊS E EM ESPANHOL

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LOS HABLANTES PSIBÉRIKUS HABLAM DE MIERDA QUE SE FARTAM

Abriu a caça aos patos. Perdão. Abriu a campanha eleitoral para as eleições ao parlamento europeu. Sócrates habla espanhiol e foi a Valência participar num comício de Zapatero, ontem, de manhã. Zapatero hai venido a Portugalo, a Coimbra, participar num comício do maior aldrabão de sempre em Portugal, Sócrates, foi ontem, à noche.

El-Rei D. Afonso Henriques não participou, preferiu ficar no túmulo, ali bem perto, em Coimbra. O rei falido português, D. Duarte, também não. Saberá ele, o rei Duarte, que se aderisse ao PS de Sócrates já não estaria falido mas talvez com umas lojitas no Freeport? Francamente, Majestade!

A caca aos patos cheira mal. Eles andam aí. Dizendo isto e aquilo. Mas turbando-se através das palavras. Até parecem mouros de tão depressa que falam e por tanto que gritam, nos ditos comícios. Num frenesim enorme. Indigno de se lhes chamar vendedores de banha da cobra porque lhes falta em cena a mala de onde sairia a “cobra”.

É o PS num lado e noutro, o PSD por todo o lado, o CDS só lhe faltando o bigodinho à la Hitler, e o Bloco bloqueado e esperando ser ainda mais votado para mais um mandato digno de um partido dito de esquerda mas que não se sabe bem o que é, a não ser uma barraca de tachos como as que existiam na Feira Popular de Lisboa – a tal que os gajos Santanas Lopes fecharam porque não era “chique”.

A caca dos patos cheira mal. A do Rangel a ranger, com a tétrica senhora acabada de sair do museu da cera da Lapa, onde dizem que é a sede do PSD, a caca do Rato com enormes caganitas mal cheirosas, a caca do Caldas com suástica escondida na direita baixa, e a caca do PCP que não ata nem desata e lá fica estático apesar de dezenas de milhares terem participado na sua manifestação-concentração, também ontem em Lisboa. Sucesso, o ajuntamento… Mas depois parece que tudo engarrafa na Soeiro Pereira Gomes e não se inova, não se muda o discurso, não se cativa, não se avança, não se é capaz de mostrar que vale a pena votar em quem possa livrar-nos um pouco mais desta miséria franciscana – excepto para o padre Malícias que tem um jakepote do camando numa reforma que só Deus sabe porquê… Caca para o PCP!

Mas se é caca para o PCP, para os outros serão sacos e sacos de mierda. Vão cacar para outro lado porque emierdados à farta estamos todos nós, os plebeus!
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Contradisoens - O “LADRÃO” COMOVEU-SE E FEZ QUESTÃO DE “ROUBAR”

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Timor-Leste comemorou ontem, 20 de Maio, o sétimo aniversário da sua independência. Mais um ano se passou do seu caminho ligeiramente atribulado e próprio de um país que está a dar os primeiros passos a procurar governar-se a si próprio o mais possível com a “prata da casa” – com os seus quadros e os seus filhos.

Não cabe agora aqui tomar considerações de índole situacional mas antes referir o facto positivo que foi o povo timorense atingir a sua primordial meta, a independência, depois de séculos de colonialismo português e 25 anos de ocupação pelo regime indonésio, liderado pelo ditador Suharto. Almejar o desenvolvimento, a justiça e a democracia de facto para os timorenses é o que agora importa.

Numa breve viagem pela imprensa e pela blogosfera, procurámos indícios de notas que fizessem ressaltar o momento importante que Timor-Leste viveu ontem e concluímos que aquilo que existia era muito semelhante de publicação para publicação, dificultando a possibilidade de “roubar” um texto diferente do que fizéramos e que sinalizasse o acontecimento.

Perante o deserto de originalidade em prosa, o “ladrão” estava prestes a desistir quando desembocou numa prosa pequena, simples, que fazia todo o sentido e que injustamente se considerava “lamechas”, pedindo por isso desculpa. Ao ler aquele texto o “ladrão” comoveu-se e “roubou-o”, trazendo para aqui o produto da sua ânsia blogo-cleptómana, sentindo-se confortado ao ver-se compensado pelo tempo de busca com aquele texto e imaginando que nas circunstâncias ele próprio poderia ser a pessoa “louca” que choraria por Timor a muitas dezenas de milhar de quilómetros de distância sobre um pedaço de terra esparramada numas desactualizadas páginas de jornal, recordando-se ele próprio de quantas lágrimas de alegria lhe correram pela face em 20 de Maio de 2002 ao ver em directo na televisão portuguesa o evento – lágrimas de alegria e de tristeza por não estar in loco a assistir e a dar as mãos aos seus irmãos timorenses, ali, em Taci-Tolo. Também por isso, volvidos estes sete anos, o “ladrão” fez questão de “roubar” o pequeno texto que se segue e que encontrou em “O Livro das Contradisoens”. Lamechas uma ova! Quem sente é gente!

Vivam os timorenses! Viva Timor-Leste!

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

7 aninhos!...

Parabéns, Timor Leste!...

Ainda parece que foi ontem!... Sim! Parece que foi ontem que estendi um jornal no chão da minha sala, sobre ele derramei um frasco com terra que tinha trazido de Dili uns meses antes e... em pé sobre terra de Timor chorei, chorei, chorei ao ver a bandeira nacional de Timor Leste (linda, não é?!...) subir no mastro em Taci Tolu!...

Que o sonho se cumpra!

PS - desculpem o tom deste testemunho mais pessoal e lamechas que o habitual...

Publicada por Malais em 17:58
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sábado, 16 de maio de 2009

LETRAS DE VERGONHA APONTAM DEDO AOS DEJECTOS DO NOSSO KARMA

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Raramente aqui venho e raramente escrevo a enaltecer e elogiar algo. Exactamente por isso me aborrece vir para aqui postar postas de linguado letrado.

Não é que não possa ou não consiga agarrar em algo bonito, agradável, positivo, e escrever sobre isso, mas é facto que acabo sempre por ficar possesso ao deparar com notícias escabrosas que regra geral vêm destes mastuços que os portugueses e outros povos escolhem para os representar e supostamente governarem, quando sabem que o que eles querem é “mamar”, querem apanhar os ascensores que os fazem subir na vida à custa de nos pisotearem e muitas vezes até de nos esmagarem.

Pergunto a mim próprio porque carga de água os povos embicam a votar em favor dos que melhor os enganam e assim os elegerem, muitas vezes com maiorias absolutas. Não encontro resposta satisfatória e recuso-me a aceitar a óbvia e que tantas vezes me é dada por sabedores: “porque são estúpidos”!

Continuo a preferir pensar que as pessoas são enganadas e que são os políticos que sabem mentir muito bem. Que são os políticos que são subgente, subespécie dos seres humanos e que por isso são preferidos por corporações que lhes pagam, a eles e aos partidos, para que sejam eleitos e assim sirvam os seus interesses, apertando a corda à matula, aos plebeus. Alargando-a um pouco de vez em quando para os trazer na ilusão de que esta coisa de “democracia” a seu modo é que é o melhor que existe. Claro que é e sempre foi a democracia o melhor, a verdadeira, não a “democracia” vigente, a deles. Interessa à mole imensa, à populaça, a democracia que defende os direitos e interesses da maioria e não das minorias instaladas nos poderes através de artes mágicas da família do charlatanismo, engendrada por vígaros, exercida por paspalhos vendidos por dez reis de um pote de merda, uns colarinhos brancos e umas gravatas.

Trago-vos hoje mais um malabarismo dos “Anjos do Zé Sócrates” e de outros Sócrates que anteriormente já primeiro-ministraram os governos da lusa pátria borrada por estas gerações de jagunços.

A retórica nem merece mais palavras desta besta - que sou eu - por, como vós, contribuir - ainda que minimamente – para “deixar andar” Portugal nas mãos erradas. Há tempos que precisamos de um segundo 25 de Abril…

Antes de terminar este arrazoado exposto à vossa consideração e paciência só quero deixar aqui ilibados, dos meus corteses adjectivos, os políticos honestos e que continuam a remar contra a maré, recordando-lhes que devem afastar-se da merda que os rodeia para que não se salpiquem e sejam confundidos com os dignos do esgoto, que um dia hão-de ir numa descarga dos nossos autoclismos. Considero que não é por acaso que o Terreiro do Paço está todo esburacado e se preparam para canalizar os esgotos para uma estação de tratamento… Certamente que será para desse modo ver se se salvam com o tratamento, reciclagem, o que for.

Esquecem os dejectáveis maganos que nem com tratamento se livrarão do nauseabundo cheiro que já lhes pertence do ego às pontas das unhas.

Olhai e calcorreai as letras de vergonha que se seguem.

ONG denunciam
Portugal usa verbas de ajuda ao desenvolvimento para promover economia

Por ROMANA BORJA SANTOS – Público - 14.05.2009

Promoção da economia nacional, perdão de dívidas, acolhimento de estudantes estrangeiros e repatriação de refugiados. Estas são quatro das despesas que Portugal está a incluir nas verbas que disponibiliza para a ajuda pública ao desenvolvimento (APD) e que estão a inflacionar a sua contribuição. Dos 425 milhões de euros que Portugal deu em 2008, só 386 foram reais, o que corresponde a 0,24 por cento do Rendimento Nacional Bruto (RNB) do país, denunciam as ONG num relatório hoje apresentado.

Os autores do documento da Concord – Confederação Europeia das Plataformas Nacionais de ONGD (organizações não governamentais de desenvolvimento) não colocam Portugal na lista dos países com objectivos mais ambiciosos (Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido), mas também reconhecem que não está no grupo que reduziu os seus compromissos (Estónia, Grécia e Letónia).

Quanto aos dados apresentados pelos portugueses, os autores deixam uma crítica: “A informação sobre a ajuda não está centralizada e a informação detalhada só pode ser obtida através de cada um dos gabinetes ou ministérios”.

Por outro lado, a confederação que integra as plataformas nacionais representantes de cerca de 1600 organizações não-governamentais de desenvolvimento da Europa considera que, “com a presente falta de entendimento sobre cooperação para o desenvolvimento dentro do Governo, a situação não irá melhorar e poderá ter tendência para piorar” — isto numa altura em que a União Europeia, que traçou como objectivo atingir uma média de 0,56 por cento do RNB já em 2010, também se ficou pelos 0,34 por cento, já que 0,06 por cento dos valores apresentados também estavam inflacionados. Isto é, as verbas são direccionadas para sectores não prioritários para as ONG, deixando por resolver problemas como a fome.

Depois, muitos dos empréstimos e exportações de créditos a países como Angola, Marrocos, Tunísia ou Cabo Verde “estão ligados à obtenção de bens e serviços por parte de empresas portuguesas, e foram aprovados com o objectivo de aumentar as exportações nacionais, promover os interesses das empresas portuguesas e aumentar os valores de APD”, acusam as ONG, no relatório intitulado “Aliviar a carga: numa altura de crise, a ajuda europeia nunca foi tão importante”.

No que diz respeito aos temas em que Portugal está a falhar a aposta, o relatório refere a questão da igualdade de género e acrescenta que o país “não tem uma política de elaboração de avaliações regulares e independentes das suas políticas públicas”.

Como factor positivo, sublinham “o facto de o Governo ter demonstrado um compromisso significativo quando solicitado pelos Estados parceiros e ter sido envolvido na iniciativa Odamoz — uma base de dados alargada que contém todos os projectos de ajuda em Moçambique” e de, apesar de tudo, as verbas de 2008 representarem um aumento de 21 por cento face ao ano anterior. Mesmo assim, para cumprir as metas seriam necessários 84 por cento.

Pedidos das ONG

Perante este cenário, as ONG pedem que Portugal “evite misturar iniciativas económicas que pretendem atingir a internacionalização e o fortalecimento da economia nacional com os objectivos subjacentes à APD” e que reforce a transparência, independência dos programas bem como dê mais autonomia às organizações não governamentais.

Mas se olharmos para a ajuda total fornecida pelos governos europeus, também há discrepâncias. Foi reportada oficialmente este ano uma verba de 50 mil milhões de euros de APD, mais quatro que no ano passado, o que corresponde a um aumento de oito por cento. Contudo, segundo o relatório, apenas 42 dos 50 mil milhões são ajuda genuína (menos 16 por cento), contra os 38 do ano passado (que correspondiam a menos 17 por cento).

O relatório é demolidor: a Europa está a falhar no compromisso de minorar a pobreza utilizando o argumento da crise económica e está 40 mil milhões de euros aquém das promessas para 2010. Pior do que isso, ainda faz uma camuflagem da ajuda real, ao integrar, nesse capítulo, outros itens, como o perdão de dívidas ou a assistência a refugiados, que não constituem apoios directos às populações desfavorecidas, numa altura em que há 100 milhões de pessoas com fome.

Ajudas à banca

Isto ao mesmo tempo que disponibiliza avultadas verbas para salvar a banca e que reduz drasticamente o investimento nos países em desenvolvimento, denuncia o relatório. O objectivo traçado pela UE não vai ser atingido, a não ser que haja uma rápida e expressiva inversão das prioridades dos governos, recorda-se. Se o ritmo se mantiver, na melhor das hipóteses a percentagem pretendida será obtida em 2012.

Olhando para os 27 Estados-membros, Portugal fica em 12.º lugar nas contribuições, numa lista que é encabeçada pelo Luxemburgo, seguido pela Suécia, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Bélgica, Finlândia, Espanha, Reino Unido, França e Alemanha.

Em 13.º lugar, depois de Portugal, surge a Áustria, Grécia, Itália, Lituânia, Eslovénia, Eslováquia, Letónia e Roménia. Os autores separam Chipre, Malta, Estónia, Hungria, Polónia e Bulgária por as informações disponíveis limitarem a análise das verbas inflacionadas.

Quanto ao cumprimento de metas, a Concord só diz “sim” à Holanda e Finlândia, acrescentando que é “provável” que Luxemburgo, Espanha, Reino Unido, Lituânia e Chipre também consigam. O “não” é dado à Bélgica, França, Alemanha, Áustria, Grécia, Itália, Eslovénia, Eslováquia, Letónia, Roménia, Polónia e Bulgária. Os restantes países, tal como Portugal, ficam com “improvável”.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

BOM FIM-DE-SEMANA, APESAR DOS AL CAPONES DA POLÍTICA

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Faz tempo que aqui não venho. Quase imperdoável. A meia-dúzia de amigos que aqui vinha já nem se lembra que este blogue existe, digo eu. Pela minha parte confesso que na maior parte dos dias me esqueço da sua existência, o que não é nada por aí além neste meu estado decrépito em que me esqueço de tudo e baralho-me ao ponto de ferver de raiva.

Um dia destes fui dar com a caixa da graxa no congelador e um frango podre dentro da máquina de lavar loiça, pior ainda aconteceu quando dei por mim a lavar a cara no bidé e só disso me apercebi porque estava a ficar com umas dores na coluna que davam para ver estrelas. Pois claro, estava quase de gatas. Outras vezes esqueço-me de lavar a cara. Pensando bem, hoje é um dia desses. Confirmei agora mesmo pelas ramelas que tenho nos olhos. É muito triste decrepitar. Até parece que tenho cem anos. Olhem, desculpem lá estes meus esquecimentos de vir aqui prosar. Desculpem lá, oh meia-dúzia.

Como o tempo está mais para chover do que para ser solarengo não vou ao Monte da Francisca. Chateia-me este cinzentão, sem sol e mais para o inverno que outra coisa. Aproveitarei para pôr a escrita em dia, postar umas quantas alarvidades no Facebook e nos blogues, assim como responder a uns imensos mails que para aqui estão em atraso. Também haverá mais tempo para a família. Ver um filme… Vai ser um bom fim-de-semana. Olaré!

Se estavam à espera de que aqui postasse sobre as misérias de Timor-Leste, de Portugal ou do mundo podem tirar o cavalinho da chuva. Hoje não me apetece falar de associações criminosas que dominam os países, o mundo e os povos. É de facto uma tristeza existir indivíduos que se prestam para fazer o trabalho sujo segundo as conveniências das grandes corporações que dominam o globo mas é aquilo que temos. Se há os que duvidam de que o “esquema” está bem montado é problema deles. Pena que também seja problema nosso por existirem palermas que votam à toa levados por loas e máquinas eleitorais e de promoção de imagens de autênticos Al Capones na política. É assim que os vejo, caso de Durão Barroso, caso de Sócrates, caso de Horta, de Xanana, de Eduardo dos Santos, de Blair, de Bush, talvez de Obama, e de tantos mais. Deprimente.

Apesar de tudo sorriam e passem um bom fim-de-semana com a família e com os amigos. Não há nada melhor do que isso.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

AJUDAR A MARTA, OS HUMANOS E A GENTE LINDA QUE AINDA EXISTE

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Cá para mim, para com os meus botões, hoje estou sorumbático. Razões não faltam mas uma delas sobrepõe-se a todas as outras, chama-se Marta, chamam-se Martas, chamam-se principalmente crianças. Lindas e frágeis criancinhas doentes, com doenças que nem devemos desejar ao nosso pior inimigo.

Há dias, guiado por amigos no Facebook, deparei com um movimento solidário chamado AJUDAR A MARTA. Inteirei-me sobre o que tratava e fiquei retido a olhar para os olhos de uma menina que parecia vender saúde, paz, lealdade e uma enorme inocência. De certeza que possui tudo isso e ainda mais de bom, excepto saúde.

A Marta foi inaudita e abusivamente invadida por leucemia. Quis o destino, a vida, o diabo ou os deuses zangados, atacá-la com tremenda injustiça e abalar-nos com esta realidade. E os pais, família e amigos quotidianos de Marta, o que não sofrerão? Como era bom que tudo não passasse de um pesadelo e que acordássemos todos transpirados, mal dispostos até, mas que sorríssemos quando abríssemos os olhos e que nos apercebêssemos de que tinha sido um terrível pesadelo. Mas, não é. Ou por outra, é um pesadelo nesta realidade que é a vida.

Nas mesmas circunstâncias da Marta quantas crianças não estarão a viver este drama? Quantos pais estão permanentemente a levar com estes “murros” no estômago e no âmago do seu amor pelos seus filhos? Força, pais! Força, Martas deste mundo! Força às crianças anónimas e sofredoras do terceiro mundo, que nem de condições desfrutam para saberem que têm esta terrível doença.

Mas no mundo ainda há gente boa, solidária, linda. Até eu, carcaça velha, a caminhar para o fim da linha, talvez na penúltima estação do comboio da vida, sinto regozijo e calor humano ao saber que ainda há muita gente linda. São a minha, a nossa, esperança de que esta vida e este mundo ainda poderão vir a ser melhores e que os nossos filhos, netos e bisnetos disso poderão vir a usufruir. Essa, era uma muito boa onda. Ya!

Percebe-se no Facebook uma enorme vontade de AJUDAR A MARTA. Dou por mim a pensar o que poderemos fazer ainda mais para terminar este pesadelo em que a Marta e os pais estão permanentemente. Sinto-me impotente para ajudar, e frustrado. Contacto os Conselhos Directivos das escolas dos meus filhos e deparo-me com a burocracia.

Pois muito bem, irei ser burocrata, seus chatos, palermas, com falta de capacidades de iniciativa para mandar ministros às urtigas para não perdermos tempo e andar, e resolver, e lutar… para AJUDAR A MARTA.

Vamos lá então, seus atrasados mentais. Seus humanos robotizados que me fazem ferver o sangue e me rejuvenescem por tanta indignação me emprestarem. Educados e assertivos… Hipócritas, alguns, pelo menos.

Certo, vou inundar-vos de papéis e mandar-vos à merda quando tudo estiver resolvido, com pais e alunos das escolas a ficarem sensibilizados para este caso, da Marta, dos pais da Marta, das Martas, dos Martos, dos Mártires desta sociedade, dependentes dos que passam o tempo a olhar para o umbigo das folhas A4; uma simples folha de papel desumanizada e arrancada a uma árvore qualquer que até nascera algures para nos dar oxigénio, sombra e belas vistas… mas que a deitaram ao chão, derrubaram-na e trituraram-na, como parece que querem fazer à nossa humanidade.

Ao ataque, aos papéis! Vão levar comigo. Para tentar ajudar a Marta e também a nós próprios, humanos que restam, nesta arena dos cifrões e do supérfluo.

Tenho muita fé que tudo acabe em bem.

Nota: Antes que perguntem se já me constitui dador e/ou mobilizei a minha família para esse efeito, esclareço que temos uma “coisa” chamada talassemia, que é hereditária – pouco ou nada nos afecta – e que nos exclui da possibilidade de sermos dadores em casos destes…

SAIBA O MAIS POSSÍVEL SOBRE A MARTA – Pesquise também em AJUDAR A MARTA… e ajude.
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domingo, 26 de abril de 2009

ALENTEJO DA MINHA ALMA

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Se tu és o meu amori
Dá-me cá os braços teus
Se não és o meu amori
Vai t’imbora, adeus, adeus

Um dos meus amores também é o vinho e as comezainas. Tudo do bom que a terra nos dá, a terra, a natureza, o mar… Mas o vinho verdadeiro merece odes e o da Vidigueira também.

Melhor que eu, sei de quem vos pode explicar o que se está passando na Vidigueira, ora vejam lá o que nos conta Ana Elias de Freitas, da Voz da Planície:

VIDIGUEIRA

Uma mostra para apreciar em Vidigueira

Vidigueira é o destino que deixamos hoje nas ideias para o seu fora de casa. Este é também o último dia que tem para ver a exposição “Alma do Vinho”, no Posto de Turismo desta vila alentejana.

Neste domingo propomos que faça uma visita a Vidigueira. Nesta vila alentejana ainda pode ver hoje a exposição de cerâmica a “Alma do Vinho”. Esta mostra de António Duro e Manuel Carvalho pode ser apreciada no Posto de Turismo de Vidigueira no dia de hoje.

Esta é também a sugestão que deixamos nas ideias para o seu fora de casa...

Ana Elias de Freitas

E UMA BUCHA, NÃO VAI?

Mas, estar preso ao vinho e sem mastigar como se deve nã interessa. Mel, queijo e pão podemos encontrar por muito lado do Alentejo mas agora, desde a passada sexta-feira, em Mértola é que é, ora assuma-se neste janela que lhe abro e corra também para Mértola, levando o vinhinho da Vidigueira para empurrar o pão e o queijo deliciosos daquela região. Claro que quem quiser pode empanturrar-se em mel, do bom. Mas, eu cá, prefiro, o que vocês sabem: bom panito e um vinhito do melhor. É ouro da terra e das tetas da bicheza. Encha ti Maria, basta cheio!

Olhem que hoje acaba tudo, é o último dia. Vão lá, que eu não posso. Que raiva!


MÉRTOLA

A Câmara de Mértola promove a partir de hoje (sexta-feira, 23 de Abril) e até domingo, a XI Feira do Mel, Queijo e Pão.

Os produtos tradicionais de Mértola vão estar em destaque na XI Feira do Mel, Queijo e Pão que começa hoje e que se prolonga até domingo. Para além do mel, queijo, pão, enchidos, ervas aromáticas e vinho produzidos no concelho, a organização preparou um programa com a actuação de vários grupos de música popular portuguesa.

Em exposição vão estar 31 produtores de várias áreas, a apresentar iguarias de excelência, que conjugam a qualidade da matéria-prima com os saberes e as técnicas ancestrais.

João Serrão Martins, vereador da autarquia da “Vila Museu”, refere que é um evento para “mostrar e vender os produtos da região”, acrescentando que os vizinhos espanhóis “são um novo mercado de consumidores a ter em conta” neste certame.

Teixeira Correia

E tem cantorias, pois então! (baile à margem, para desmoer)

26 de Abril
10.00 > Abertura da Feira
15.00 > Grupo Coral “Os Caldeireiros
16.00 > Grupo Coral e Musical “Diversos
19.00 > Encerramento da Feira
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

TIMORENSE DOS QUATRO COSTADOS… E DA FRETILIN!

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Meus primos

MAS QUE GRANDE ALEGRIA! E QUE COMEMORAÇÕES!

Tenho estado ausente, pois claro que tenho estado ausente, ando a comemorar. Imaginem que sou cem por cento timorense e não sabia. Mas que alegria me deram!

Provavelmente ainda sou descendente directo do Rei de Atsabe, que uma vez não se estatelou no pó da estrada de Taibessi porque o aparei, amparei, apanhei, e levei com a cabeça do rei mesmo nos lábios que até se puseram logo como os do Gungunhana. Isso porque ele escorregou de cima do kuda, que é um cavalo subalimentado e minorca, porque já tinha bebido tuaka a mais, não podendo por isso participar no desfile de cavalaria comemorativo do 1º de Dezembro – data em que, em 1640, os portugueses expulsaram os espanhóis que tinham ocupado Portugal. Mas o que é que os timorenses tinham que ver com aquela data! Tão longe e a comemorarem a expulsão dos espanhóis, a restauração do reino de Portugal, em mil novecentos e troca o passo. Irra que é demais! Fez muito bem o meu rei em se empielar com tuaka da fortíssima. Uma bomba! Tau!

Pior foi cair do kuda. Pior para mim, já se vê. Tenho a impressão que o kuda também estava meio com os copos, ou púcaros – sim, porque eles bebiam nuns púcaros de alumínio reforçado, não fosse pôr-se às dentadas àquilo e adeus púcaros.

Pois, mas todo este verborreio porque descobri que sou timorense! E mais nada! Só estou para saber é porque razão fui dar a Portugal e disseram-me que nasci em Lisboa num bairro todo snob – porque era fino nascer em casa, com médico e parteira… e o pai a fumar que nem uma besta. Ainda hei-de de descobrir este mistério. Como terá sido tudo isto?

Quem me afirmou peremptoriamente que sou timorense foi uma alma caridosa, um irmão, que escreveu nos comentários do TLN a meu propósito, disse ele que eu era timorense e que era da Fretilin, sou da Fretilin, pelos vistos e sem saber, e que dei uma lista… Para o quê é que já não me lembro, mas era coisa má…

E depois veio outro, também nos comentários que escreveu: “Veríssimo é da Fretilin? É timorense? O Veríssimo deu uma lista de timorenses? Mas o Veríssimo é português! Como é que você faz isso? Pelo escrito, aldrabão é você!” E foi nesta parte que a conversa azedou lá nos comentários.

Mas, afinal, quem tem razão é o da primeira intervenção. Eu sou, de facto, timorense. O irmão que afirmou isso não é aldrabão, coisa nenhuma!

Aquela gente deprecia-se e dá-me um trabalho dos diabos a corrigir o que escrevem. Os tipos são tão poupadinhos que não escrevem com assentos! É tudo à balda e nós que adivinhemos. Que coisa!

Usam até a auto depreciação na escrita, pelo menos. Por exemplo, quando escrevem “Eu fui à caça.” Não. Em vez disso dizem que foram à merda! “Eu fui a caca.” É como escrevem. Bolas! Mas que falta de auto estima!

De auto estima e de higiene. Imaginem que escrevem que têm cagado em casa, quando deviam de escrever que têm cágado em casa. Um animal de estimação, bem giro, principalmente quando está escondido, a hibernar.

Por causa dessas hibernações é que descobri que sopa de cágado é muito boa. Tive um cágado que hibernou na panela da sopa e olhem… cozeu… Bem, deu um sabor tão bom à sopa! Passei a fazer sopa de cágado de vez em quando. Um pitéu!

Agora reparei que este corrector automático, dicionário, ou lá o que é, também é educado demais, o tipo não reconhece a palavra merda. Quero dar-lha e ele recusa. Que pudico. Deve ser beato da sacristia. Falso moralista.

Voltemos ao timorense. Ora quando o tal leitor e comentador do TLN afirmou que eu era timorense e até da Fretilin corri à Torre do Tombo para ver a documentação existente que me conduzisse ao que ele afirmava. E lá estava. Era de facto timorense. De facto!

Claro que quando acabei a pesquisa estava exultante, felicíssimo. Pronto, fui comemorar. Comemorei tanto que só agora é que comecei a atinar com o computador, com as teclas e todas estas coisas informáticas…

Ops! Reparei agora que tenho o monitor ao contrário. De facto as letras e tudo o mais estava a parecer-me estranho… Deixem-me cá endireitar isto.

Olhem, não escrevo mais. Já expliquei. Sou timorense… e da Fretilin, a charneira e o miolo da resistência aos invasores indonésios, pronto. Para mim tudo isso é uma honra!

Tanta conversa para dizer isto. Também, do que é que estavam à espera?!
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segunda-feira, 13 de abril de 2009

A FRANCISCA ESTÁ EM GREVE DE FOME, A CONTESTATÁRIA!

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NÃO SE ADMIREM SE ESTIVER UNS DIAS SEM AQUI CUMPRIR

Últimamente não tenho viajado para o Alentejo como é habitual. A gripe não tem deixado que a minha velha forma regresse e que com ela possa estar com defesas alerta para as maleitas que por esse mundo andam à solta. Por tudo isso não tenho ido ao Monte da Francisca e estava a contar fazê-lo no próximo domingo, regressando a Lisboa só lá para meio da semana. Pois é, estava a contar fazer assim, mas já vi que a minha querida burra Francisca não está pelos ajustes. Vou ter de viajar antes que deva – contrariando o médico - e antes do que tinha planeado.

Vou viajar e não irei directamente para o Monte. Vou procurar a Francisca pelos lados do Almograve, Zambujeira e Odeceixe. A Francisca, com este tempo, foi para a praia. Mandaram-me uma fotografia dela numa dessas praias. Coitada, toda escanzelada. Disseram-me que está assim por desgosto de já não me ver vai para um mês. Saiu de casa, abandonou o marido Francisco e os Francisquinhos seus filhos e foi andando, andando…

Sorte que o meu vizinho Marosquitas, do Monte da Tempestade, que é logo ao nosso lado para sudeste, a viu lá pelas praias da Costa Vicentina ou coisa perto. Dirigiu-se-lhe e foi à fala com ela, mas a burrica fez-se rogada, acabando por só lhe dizer que está em greve de fome e sem abrigo por forma de contestar as minhas ausências. O Marosquitas tirou-lhe umas fotografias e de facto ela está numa lástima, escanzelada. Vejam a fotografia, aquilo nem parece a minha Francisca.

Conto-vos isto para que não se admirem se estiver uns dias sem cumprir com as minhas saturantes prosas, tão apreciadas pelos mazoquistas que cá vêm. Além disso o meu amigo e poeta Zé da Lábia até já me perguntou pela Francisca e tudo. Ora aqui está a narração do desastre. Depois logo contarei como tudo se passou. Até que possa, e que o Deus dos Burros olhe pela minha Francisca enquanto não lhe puser a arreata. Inté.
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FOME! ORA AQUI ESTÁ UM POUCO DA REALIDADE QUE SÓCRATES OMITE

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FOME EM PORTUGAL? NÃOOOOOO, QUE IDEIA!

Provavelmente os aldrabões que se estão a governar vão dizer que a fome existente em Portugal se deve à crise internacional, fazendo como sempre o que lhes é peculiar, sacudir a água do capote e aligeirar as responsabilidades pelo triste e gravíssimo estado da Nação.

Já satura estar sempre a deparar com notícias tão tristes e evidentes dos estragos que a velhacaria da maioria dos políticos portugueses que nos têm governado nos causam. Cansa ver e ouvir estes enormes descarados e os seus humunculos apoiantes nas trapaças. Chega! Basta! Fiquemos com a notícia, que nos fala de várias fomes e de cidãos portugueses, crianças portuguesas esfomeados a vários níveis e também no aspecto alimentar. Vergonha, senhor charlatão amagalhanado e pouco mais.

Crise:
Crianças com fome e mal alimentadas dão entrada no Hospital Amadora-Sintra

HN – Lusa - 12.04.09

Lisboa, 12 Abr (Lusa) - Uns chegam ao hospital com fome e falta de higiene, outros entram com ténis de marca, mas mal alimentados. São meninos com carências alimentares originadas pela crise que o Amadora-Sintra começou a identificar há um ano e meio.

A situação foi relatada à Lusa pela assistente social do Serviço de Pediatria do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), Madalena Barros, que associa o problema à debilitada situação económica de muitas famílias.

Também o director-geral da Saúde, Francisco George, admite que já existem "casos pontuais" de crianças com fome devido à crise, mas "ainda não constituem um problema de dimensão preocupante".

Para a assistente social do Amadora-Sintra, os casos até agora registados podem dividir-se em dois tipos diferentes: "Existem meninos que dão entrada no Hospital Fernando Fonseca com fome e em más condições de higiene e de vestuário e outros que chegam bem arranjados, mas mal alimentados".

Traçando o perfil destas últimas famílias, Madalena Barros disse que são sobretudo famílias monoparentais que "gerem um bocadinho mal o orçamento que têm" e não querem ser "diferentes dos outros".

São mães com "a escolaridade obrigatória ou nem isso" que se preocupam mais com "a imagem do que com os cuidados básicos".

"Andar com uns ténis rotos ou umas calças usadas estigmatiza-os como pessoas carenciadas", elucidou Madalena Barros, acrescentando que muitos destes casos são de crianças entre os quatro e os seis anos.

Estas famílias "valorizam muito o aspecto, mas deixam cair as coisas importantes e fundamentais", como a alimentação, a saúde e a educação, o que "compromete o bem-estar das crianças", sublinhou.

A abordagem do hospital nestas situações é "sempre estratégica no sentido de capacitar a família e nunca de a confrontar com estas fragilidades".

"É fundamental estabelecer uma relação de confiança com estas famílias para as cativar a vir ao hospital", justificou Madalena Barros, acrescentando que, normalmente, estes casos são referenciados ao centro de saúde ou a associações que fazem apoio domiciliário para assegurar que não falhem as consultas.

Para Manuel Coutinho, psicólogo do Instituto de Apoio à Criança (IAC), trata-se de uma situação de "negligência".

"Há muitas famílias que vivem num teatro de aparências e compram o que não precisam com o dinheiro que não têm". Uma situação que se agrava com a crise e que "compromete bastante" as pessoas que têm rendimentos mais baixos, sustentou à Lusa.

Manuel Coutinho considera que, "podendo haver escolha na forma como se distribui o salário pelas prioridades da família, a última coisa que deve ser afectada são os bens essenciais".

"Acredito que muitas crianças estejam mal nutridas, o que significa que isso pode vir a tornar-se, mais tarde, num problema na saúde", sublinhou, acrescentando que há também casos de pais que alimentam os filhos com comida bastante calórica para lhes saciar a fome, em vez de lhes dar uma alimentação equilibrada.

A socióloga Vanessa Cunha, que desde 1997 se dedica à investigação do lugar dos filhos nas famílias portuguesas, disse desconhecer esta realidade, mas afirmou que poderão ser casos de "pobreza mascarada".

Lembrou que as crianças pressionam os pais para lhes comprarem objectos e roupas de marca para não serem postos de lado pelos colegas e, como os "pais estão pouco disponíveis para os filhos no dia-a-dia, tendem a compensá-los materialmente".

"Se calhar essas crianças não estão a ser devidamente alimentadas pelas mesmas razões. Ou seja, os pais também cedem na alimentação que eles querem", sublinhou, lembrando que esta situação dá origem a erros alimentares que conduzem a situações de obesidade, mas também podem conduzir a situações de carências.
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domingo, 12 de abril de 2009

José Sócrates: A VÍTIMA DE SUA PRÓPRIA GULA E DE SUAS MENTIRAS

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Diz-se vítima de campanhas negras que o tem assolado quase sem descanso e de modo injusto, injustificado, imerecido. Campanhas Negras, quero acreditar que sim… Mas não consigo. Esforço-me, esforço-me e… nada. Esta incapacidade não sai de dentro de mim. Tenho de me livrar dela e dele, de Sócrates, tenho de tomar um laxante.

Procuro recordar de onde saiu este cromo Sócrates e que percurso fez até chegar a primeiro-ministro. Meu Deus, que ressuscitas-te! Este homem é opaco e apagado. Mas como foi possível ocupar a cadeira de primeiro-ministro?

Ser eleito SG do PS ainda sim. Que sim porque é do PS e não do Partido Socialista que conhecíamos. O PS da rosa, da direita, dos compadres, dos amigos, das grandes empresas de construção e obras públicas, dos banqueiros, enfim das negociatas ou supostas e de que tanto se fala, por casas, ruas das cidades e aldeias recônditas. Mas este apagão-cidadão ter conseguido a cadeira de primeiro-ministro?!!

Dizei-me: quem de nós acredita que efectivamente este senhor concluiu o seu curso de engenharia sem trapaças? Haverá português que acredite? Eu ainda não encontrei nenhum. E agora, no Caso Freeport, não está já o sujeito condenado? Os portugueses acreditam na sua inocência? Eu ainda não encontrei nenhum.

Será coincidência e azar meu ou quererá dizer que tudo isto é bastante preocupante? E que até temos um primeiro-ministro-apagão que nem percebemos lá muito bem como foi promovido ao ponto de estar a ocupar a cadeira de primeiro-ministro? Quem foi que lhe conseguiu tais promoções e em nome de que interesses?

Duvidar de tudo isto será uma Campanha Negra ou somente querer entender porque razão uns surgem em lugares de destaque e poderosos sem percebermos lá muito bem porquê, enquanto outros, que julgamos capazes de nos governar e… melhor, nunca chegam lá, ou se chegam criam-lhes tantas dificuldades que eles têm de sair e entregar o ouro aos bandidos?
A quem serve Sócrates com as suas mentiras desde a primeira hora de uma campanha eleitoral de há anos (essa mesmo, negra de tanta promessa mentirosa) e que ludibriou completamente os portugueses?

Campanha Negra contra si, diz Sócrates, não estará ele a ser vítima da sua própria gula e de suas mentiras?

E agora vão voltar a votar nele e pô-lo lá novamente? Naquela cadeira que nunca mereceu e continua a não merecer?

Quem a merece? Pois é, não se vislumbra nenhum merecedor. O problema é esse e a Campanha Negra é exactamente essa, não a outra. É isto que traz o nosso país tão negro. Uma negritude causada por políticos medíocres que não passam de instrumentos de corporações que os conseguem catapultar para a ribalta, os protegem e promovem enquanto isso lhes trouxer benefícios. Os consequentes prejuízos são nossos. Sempre o vimos, soubemos e sentimos. Campanha Negra? Claro. É evidente. Tão negra quantos estas “miraculosas” ascensões negras.
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