terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rumores de A a V

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Está historicamente provado que em Timor Leste os rumores de que alguns se queixam, tomam por exageros e desvalorizam, quase sempre contêm verdades, falhando por vezes no rigor de pormenores.

Mais tempo, menos tempo, mais coisa, menos coisa. Regra geral os rumores correspondem à verdade. Até numa dolorosa realidade acabou por se concretizar o rumor: a invasão de Timor pela Indonésia. Esse rumor predominava havia bastantes anos, muito antes do ano de 1975. Nos anos 60 vasos de guerra da marinha indonésia ancoraram ostensivamente na Baía de Díli e passearam-se à vista de quem os quis ver, de um lado para o outro, entre Díli e o Ataúro. Então era Sukarno o ditador de serviço na Indonésia. Os rumores da invasão já existiam muito antes e continuaram a existir, até que se confirmou a hedionda verdade.

A

PSD ESTÁ A CRESCER À CUSTA DO PD E DO CNRT

Já em Julho deste ano foi do conhecimento geral que mais de cem militantes abandonaram o Partido Democrático, de Fernando Lasama Araújo, assim como do partido de Xanana Gusmão, o CNRT. Os mais de cem que renegaram aqueles partidos foram filiar-se de seguida no PSD.

Desde então quase outros cem militantes voltaram a fazer o mesmo a “conta gotas”. Desta vez não o fizeram em bloco.

As razões que alegam é pela enorme desilusão que os partidos em que estavam filiados lhes vinham a causar - PD e CNRT.

Ex-militantes de ambos os partidos salientaram “a falsidade que tem vindo a ser demonstrada por Xanana e Lasama. O primeiro ministro tem-se revelado uma enorme fraude. Ele próprio tem tirado da boca do povo para dar à sua família e aos seus amigos de conveniência”, disseram sobre o CNRT de Gusmão. “Lasama está em absoluta sintonia com Gusmão, quer boa vida, boas mulheres, boas bebidas e viver no luxo à custa do povo. Tem sido um dos que em esbanjamentos de sua iniciativa muito tem tirado ao povo para dar aos que são de sua preferência. Também é um elemento com a mania das grandezas. Nunca eles pensaram vir a viver tão bem à custa do povo que quase nada tem.” Assim se referiram ao líder do Partido Democrático.

Sobre a decisão de quase duas centenas de ex-militantes daqueles partidos políticos terem preferido o PSD alegam que aquele partido tem-se esforçado e conseguido “denunciar os roubos e corrupções dos amigos de Xanana e de Lasama”, principalmente Mário Carrascalão "quando era vice primeiro ministro”.

Um dos envolvidos nesta “transfega” político-partidária salientou: “Sabemos que no próprio PSD há elementos que fazem parte do governo e que são pessoas envolvidas em KKN (corrupção, conluio e nepotismo), mas essas já nem deviam ser consideradas do PSD porque o que têm feito tem sido em beneficios para elas, para os aliados de Xanana e de Lasama. Contamos que o PSD tenha coragem de os expulsar quando for provado que são uns corruptos, uns ladrões.”

Outros, das quase duas centenas de novos militantes, referem que os seus objetivos ao aderirem ao PSD foi porque consideraram que o partido tem bons programas e planos para o desenvolvimento do país e demonstram ter honestidade bastante e vontade para fazer o que se propõem.

B

RUMOR CONFIRMADO… E MAIS

Há imenso tempo que se vinha falando da prática de KKN, abuso de poder, por parte de funcionários superiores e outros que pertencem ao gabinete do primeiro ministro Xanana Gusmão. Agora, a comunicação social veio dar conta de que foi decidido um processo de investigação àqueles funcionários e a certas práticas tidas por ilegais no gabinete do PM.

A “rusga” ficou com data marcada, pelo se veio a saber. Em 30 de Outubro os executores da acção de fiscalização e inquérito iniciam o seu trabalho no gabinete do PM. Em Díli diz-se que a farsa é mais que evidente porque os faltosos terão mais que tempo para “limpar” tudo que contenha irregularidades, até mesmo as praticadas pelo PM que pudessem ser constatadas através daquela acção de investigação, fiscalização e inquérito.

“Onde se viu dizerem a um ladrão que no dia tal às tantas horas vão a sua casa verificar se lá está o produto do roubo de que vem sendo acusado para assim o incriminar?” Perguntam.

C

CATÓLICOS “ATIÇADOS” FORAM AGRESSORES E INCENDIÁRIOS

Em meados deste mês, em localidade do distrito de Bobonaro, uma turba de católicos, avaliada em mais de mil pessoas, apedrejaram várias casas da população, pertencentes a timorenses de outra religião, e incendiaram um armazém na aldeia de Simata, do suco de Ritabou, subdistrito de Maliana, do distrito de Bobonaro.

A acção violenta e conflituosa resultou do facto de algumas famílias, timorenses da localidade, terem aderido à religião evangélica, oferecendo um lugar para construir uma igreja evangélica.

Instado pela comunicação social, o comandante da polícia local informou que continuam a investigar a situação, dizendo que já identificaram o suspeito, que irá ser submetido brevemente julgamento. Contudo, os rumores alastram em relação a quem instigou a acção e mobilizou a turba de católicos: um padre.

Pessoas próximas das vitimas afirmam que até hoje a igreja católica timorense se tem remetido ao silêncio em vez de chamar à responsabilidade o eclesiástico que instigou timorenses contra timorenses com o objetivo de evitar que uma outra religião se instalasse no local onde tem prevalecido o monopólio da igreja católica timorense.

Conscientes das regras democráticas e constitucionais, cidadãos timorenses da região, lamentam e criticam a igreja agressora pela violação das garantias constitucionais e pela impunidade de que elementos clericais gozam apesar de por imensas ocasiões serem o rastilho de actos de violência que causam mortes, ferimentos e destruição a muitas famílias.

Até à data não é conhecida reação de decência e responsabilidade por parte das autoridades eclesiásticas e a própria polícia parece querer culpabilizar somente um ou dois dos agressores e incendiários, ignorando o padre que, segundo na população é afirmado, tem todas as responsabilidades por ter “atiçado” a turba contra os timorenses que optaram por pertencer a outra religião.

D

QUEM QUER VAI, QUEM NÃO QUER IGNORA

A Procuradora Geral de Timor Leste, Ana Pessoa Pinto, tem agido e denunciado a sua vontade de pôr cobro à corrupção, conluio e nepotismo, de que o governo AMP e o próprio Xanana Gusmão vêm sendo acusados. Ressalve-se aqui que continua a não se ter conhecimento de que a PGR esteja realmente interessada em averiguar e proceder segundo as leis no que diz respeito às violações alegadamente cometidas e de domínio público. Juristas garantem que se o fizer tudo indica que encontraria provas bastantes para levar o primeiro ministro a tribunal.

Seja como for, pelo menos aparentemente, comprovadamente em casos de menor monta, a PGR demonstra estar agir numa tentativa de levar a legalidade e o Estado de Direito a melhor porto.

Rumores dão sugestões que não serão difíceis de comprovar e que poderiam levar dignidade e prova de dever cumprido à PGR. Para isso dizem que será bastante a PGR se decidir por começar a investigar quem do governo e ou pessoas amigas e familiares estão a comprar casas na Austrália, na Indonésia e em Singapura.

Este rumor já tem tempo de sobra para ser levado a sério. Até é dado adquirido para muitos que Xanana Gusmão ou família possui uma habitação de luxo, descrita como “apalaçada”, em Melbourne, onde a esposa e os filhos por vezes passam as suas férias. De certo que é do conhecimento da PGR. O que os timorenses perguntam é como é possível o PM ou alguém de sua família ter adquirido tal habitação de luxo em Melbourne, já que sabem que não poderá ser com o que aufere na qualidade de primeiro ministro e anteriormente não possuía bens que lhe permitissem ter agora valores que lhe dessem acesso à referida aquisição “palaciana” no sul da Austrália.

Fala-se igualmente em aquisições em Singapura, por outros protagonistas que usam inclusive nomes de familiares e pessoas de confiança.

Saliente-se que quem quiser comprar casa em Singapura e provenha do estrangeiro fica obrigado a depositar 200 mil dólares a fundo perdido que reverte para o estado singapurense e que só depois disso poderá proceder à aquisição da casa. Casa que, como se deve saber, terá por custo cerca do dobro dos 200 mil dólares. Isto para corresponder à dignidade de ministros ou alegados empresários timorenses sedentos de exuberar os seu novo riquismo.

Porque razão Ana Pessoa Pinto não toma em consideração este rumor? Devia. É que, como ela bem sabe, os rumores têm sempre alguma razão de verdade. Ou será que afinal a PGR continua a ser uma figura decorativa ao serviço dos que dominando a justiça cometem crimes na maior das impunidades?

Investigar não custa e é através dessa prática que sempre se concluiu que os rumores muitas vezes contêm verdades, ou seja: não há fumo sem fogo. Quem quer vai, quem não quer desculpa-se dizendo que são só “rumores” desvaloriza-os e ignora.
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*Continua e o abecedário não deve de chegar
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

FANTASMA DE SUHARTO CONTINUA A PAIRAR NA INDONÉSIA

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Suharto, a pose do assassino indonésio

COMO PODE UM ASSASSINO SER DECLARADO HERÓI?

Um dos maiores assassinos asiáticoS está a ser agente da polémica sobre se deve ser considerado herói nacional. Este descalabro está a acontecer na Indonésia à volta do nome do ditador Suharto.

Os povos têm tendência a esquecer facilmente os atos dos tiranos, fruto dos branqueamentos das máquinas infernais de doutos historiadores, jornalistas e outros novelistas a soldo de regimes repressores, decrépitos, desumanos e assassinos. Agora é na Indonésia sobre um enorme monstro comparável a Pol Poth, a Mao Tse Tung, a Ferdinando Marcus e tantos outros por aqueles lados do mundo.

Anis Matta, do partido PKS, um indonésio da elite, peça da máquina de branqueamento sobre o assassino Suharto, diz hoje no Jakarta Post que a julgar pela “contribuição de Suharto a este país durante o seu reinado de 32 anos, nós acreditamos que ele merece ser chamado como um herói nacional.” Salientando ainda o fato de que “A contribuição mais significativa de Suharto é o desenvolvimento do nosso país.”

Anis Matta disse muitas outras baboseiras sobre o ditador, como se ele não fosse a personificação do verdadeiro assassino de imensos milhares de indonésios, de cerca de duas centenas de milhares de timorenses e de mais que viessem sempre que tivessem oportunidade.

O que este branqueador do passado do ladrão e assassino indonésio Suharto omite é isso mesmo: que o monstro e o regime que impôs reprimiu milhões e assassinou milhares de indonésios e que em Timor Leste centenas de milhares perderam a vida por via da sanha assassina do tal “herói” nacional a quem agora somente apontam o desprimor de ter endividado o país no exterior. Não refere que a família Suharto é a mais poderosa da Indonésia por ter usufruído dos escandalosos roubos praticados à sombra de Suharto durante o seu “reinado de 32 anos”.

Que Suharto contribuiu significativamente para o desenvolvimento da Indonésia, disse aos jornalistas Anis Matta. Pois se não tivesse roubado tanto, para ele, para a família, para os amigos, para os generais, para todos que eram suporte do seu regime criminoso, decerto que os indonésios atualmente beneficiariam de muito mais desenvolvimento, e além disso existiriam mais umas largas dezenas ou centenas de milhares de cidadãos indonésios, perspetivando que os assassinados pelo regime se reproduziriam.

Vimos então que mais um regime que continua decrépito e periclitante quer guindar para o panteão nacional indonésio um severo praticante de crimes contra a humanidade, Suharto, de seu nojento e triste nome.

Como quase sempre, prevê-se que os cidadãos indonésios consintam a concretização desta aberração em país que, como imensos, só aparentemente é democrático. Pese a consciência da ONU e outras organizações ditas defensoras dos Direitos Humanos por nada fazerem para declarar postumamente o ditador Shuarto como um verdadeiro responsável e praticante de imensos crimes contra a humanidade nas pessoas de cidadãos indonésios e timorenses.
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domingo, 24 de outubro de 2010

À PROCURA DA VIRGINDADE

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VEJO-VOS A TRABALHAR O DIA INTEIRO

Camões, o Luíz Vaz de, era um pândego, um boémio, um bom garfo e melhor copo, um namoradeiro, um faz filhos a eito, aventureiro, esbanjador, critica severo da realeza, das elites saqueadoras, seus seguidores e políticos da época. Camões era português. Homem de letras que, como quase todos os portugueses, merecia o desprezo dos do poder e das elites. Afinal, descendentes dessas mesmas elites, os filhos, os netos, os bisnetos, souberam devolver a importância merecida ao escritor, poeta, ao homem dos Cantos.

Não se diga que Camões não tenha falecido virgem. Virgem foi-se. O que lhe negaram foi a dignidade, na vida e na morte. Morte que o surpreendeu na miséria. O que acontecia e acontece com a maioria dos portugueses desassossegados que escrevem ou falam sem peias, sem atender a donos. Grandes obras literárias recheiam a literatura antiga e actual de Portugal, fruto de autores desassossegados, críticos dos políticos e das elites de então e de agora. Quase todos encontraram a virgindade.

Neste caso a virgindade corresponde à honestidade e justeza com que escrevem. Sem atender a donos das suas prosas ou dos seus poemas. Olhando, capturando e transmitindo a realidade pura e dura sem se preocuparem com o Politicamente Correto, sempre tão conveniente para alguns. E se temos bons escritores a vender as suas prosas ao Diabo! Caramba! Considerando os jornalistas como oficiais da prosa e por isso escritores… De certeza que esses jamais encontrarão a virgindade. Substituem-na pela Voz do Dono.

As razões porque assim é devem-se às suas sobrevivências e de suas famílias. Encostaram-nos à parede e a auto-censura, até em pequenas coisas, é uma constante que os penetra e esburaca como violador desumano que sente prazer no ato de magoar, de tornar submissos os que pensam e sabem estar errados. Digamos que nada de especial acontece, afinal são violadores “democráticos” que possuem grupos de comunicação social que sempre que lhes convém fazem das mentiras verdades e das verdades mentiras. E os atores estão sempre submissos, atentos e venerandos, obrigados. Jamais se rebelam e partem para a miséria como Camões, como outros. Como contemporâneos do estilo de tantos bons escritores e poetas, bons jornalistas, que não passam de incógnitos, de “assunto arrumado”, por via de serem desassossegados. Virgens.

Não é difícil imaginar que são imensos os e as que nas áreas supra citadas gostariam de manter ou recuperar a virgindade. Mas qual o quê, logo de seguida a miséria espera-os (as)…

Como vos compreendo, apesar de não resistir a criticar-vos. Desculpem-me.

QUE FORÇA É ESSA? - ouvir
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COMEÇAR DE NOVO

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CHEGA DE MEDITAÇÃO, AO TRABALHO!

Está na hora de começar a fazer alguma coisa nesta máquina infernal que quase milagrosamente nos permite comunicarmos. Máquina diabólica que me surpreende e ultrapassa, que me deixa a falar com os ruídos que faz… Pudera, esta coisa aqui no Monte funciona a gasóleo!

Olha a admiração!

Ao trabalho!

Confesso sem rebuço que acho que aqui mais em baixo havia lixo demais. Optei por deitar fora alguns “bonecos” e espécie de prosas. Outros, deixei, apesar de conterem algumas indecências…

Não é falso pudor, não. Deu-me práki.

Desculpem-me.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

DEIXÓS POUSAR!

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CAVACO CHEGOU À PRAIA – QUEM TEM TERRA NO CU?

Diz-nos a Agência Lusa que Cavaco Silva chegou à Praia e inaugurou sala VIP. Fui ver. Ah! Cá está o homem! Ali, bem com o cu na areia… Não se vê o outro. O que na história está sentado na terra e lhe pergunta quem tem terra no cu. Cavaco não, de certeza. Está sentado na areia.

Pergunto aos meus botões se aquilo é uma sala VIP inovadora. Não respondem. Também, para que serve uma sala VIP? Diz o outro, que não está na fotografia: essa é a prova de que esses gajos precisam de tudo à parte que é para não se misturarem com o povinho, que é para não padecerem como nós padecemos quando viajamos, naquelas filas infindas. Esses gajos são uns finórios e depois de tão bons tratos e mordomias à conta do Zé Pagante tentam sempre voltar porque nunca ficam satisfeitos.

O outro, o que tem terra no cu, também não tem papas na língua e respondeu: Como posso ter papas na língua se ando a viver sob o espectro da miséria, do desabrigo, do desemprego e da fome?

Mas não se fala assim do presidente, disse-lhe.

Respondeu eriçado: Pois, o melhor é nem falar desse coiso. Afinal ele foi eleito à rasquinha e agora até nem seria eleito. Veio à mama. Sempre é mais uma reforma que vai pertencer-lhe, para a colecção. Ficará com quatro ou com cinco reformas acumuladas?

Patriotas… Deixós pousar!
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

FODA-SE!

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Milôr Fernandes (adaptado)

1

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.

Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?

O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.

Reorganiza as coisas. Liberta-me.

"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"

"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?

"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

2

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!

O Sol está quente comó caralho!

O universo é antigo comó caralho!

Eu gosto do meu clube comó caralho!

O gajo é parvo comó caralho!

Entendes?

No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".

Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.

O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.

Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.

Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.

Solta logo um definitivo:

"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".

O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.

Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.

Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?

Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:

"Chega! Vai levar no olho do cu!"?

3

Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.

Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".

Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"

Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”

Então:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:

Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”

Atente no que lhe digo!

**Remessa: LB
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sábado, 19 de junho de 2010

ADEUS SARAMAGO! ATÉ BREVE SARAMAGO!

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Dizem que morreste, jovem idoso provocador e rompe convenções, machado de razões que abres cabeças sem lhes retirar os escalpes, que lhes mostras para a eternidade e enquanto existirem letras outras visões e questões, também elas cheias de razões porque essas são tantas que nem as sabemos contar. Dizem por aí que morreste, claro que nos estão a querer enganar.

Tu vives, estás aqui mesmo à minha frente, em pessoa, na primeira pessoa que és de livros nas prateleiras que de tantos serem já só cabem no chão e ficam a meus pés. E lá estás tu, junto a tantos que prezo. São os meus melhores amigos, alguns já velhos e carcomidos. Não importa, as letras estão lá e tu também.

Vejo-te a sorrir à socapa, estendido e marmóreo, no disfarce perfeito, para que te deixem em paz e se atrevam a pensar dizer “Aqui Jaz”, se atrevam a elogiar-te quando por anos e anos a única coisa que souberam e fizeram foi criticar-te, reprovar-te, até odiar-te. E tu a vê-los passar… Sacanas, com cara de enterro, julgando que morreste. Mas que bem estás a enganá-los.

Dizem que são milhares, os que estão a passar por ti nesse salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa, a maioria sem pensar, sem ser por mal, sem hipocrisia. A maioria é povo, sem pensar, julgando que morreste, quando afinal podem encontrar-te nas letras que também tu és. E as letras nunca morrem, são eternas. E outros passam, engravatados, hipócritas, a pensar que talvez fiquem iluminados com um bafejo do teu Nobel da Literatura. Os sacanas, que em nome da democracia participam numa ditadura. E lá vai o Cavaco em espirito e cinzento, o José Sócrates… outros. Tantos. Agora são mais que antes, nos malvados tempos salazarentos.

Não vomites homem, deixa-te estar quieto, disfarça. Faz de conta que estás morto. Aproveita. Repara nos semblantes de fingimento. Ena! Tanta hipocrisia… O Cavaco, esse, se leu três páginas de algum livro teu foi demais; o Sócrates, esse, sempre foi um tumba, nem os livros de engenharia leu quanto mais estudá-los. Sabemos bem como conseguiu o diploma. Aguenta. Deixa-os desfilar e esfregarem-se na hipocrisia que até lhes sai pelos poros. Deixa-os aproveitar a tua aparente morte para serem vistos com ar de lamento com o intuito de ocultarem, cérebro por cérebro, o pensar e agir lamacento, fétido e filho de puta. Tão que nos lixa e nos obriga à incessante luta de pensar e agir qual o melhor modo de os fazer sumir.

Já vou ter contigo. Estás também ali na minha mesa-de-cabeceira. Levantado do Chão. Até já. Até breve Saramago!

Maior bandeira de Portugal na capital não está a meia-haste

Lisboa, 19 jun (Lusa) – A maior bandeira de Portugal hasteada em Lisboa, no alto do Parque Eduardo VII, não está a meia-haste, no dia em que chegou à capital o corpo de José Saramago, falecido na sexta feira.

José Saramago morreu aos 87 anos na casa onde residia em Lanzarote, Espanha. O corpo foi transportado num avião da Força Aérea Portuguesa para Lisboa e está em câmara ardente nos Paços do Concelho.

O funeral sairá no domingo, às 12:00, para o cemitério do Alto de S. João, onde será feita a cremação.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de Junho - DIA DO PORTUGAL CINZENTO

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ELES COMEMORAM O “DIA DA RAÇA”

O dia nacional de um país deve ter a participação do seu povo e a manifesta alegria por existir, deve ser colorido e comemorar justiça, paz, liberdade… Essas coisas que uns quantos estão sistematicamente a querer ter só para eles e para os seus acólitos, apoiantes com planos estratégicos para retirar disso vantagens, etc.

Actualmente o 10 de Junho é o dia de Portugal cinzento, como antes. É o dia dos discursos enfáticos e quase dislexos do actual presidente da república, Cavaco Silva, que ainda o ano passado mostrou o que vai dentro dele dos saudosistas dias salazarentos referindo-se ao dia da raça, tal qual os fascistas lhe chamavam e queriam que fosse. E era. E agora já é. Cinzento, triste, enfadonho. Sem a participação dos portugueses mas sim de uns quantos senhores cinzentões que se perdem em cerimónias oficiais, semi-oficiais, comeretes e beberetes, sem festa nem alegria, sem comemorações populares, sem manifestações de regozijo. Uma tristeza, cinzenta, como outrora.

Falta a tribuna engalanada na Praça do Comercio, em Lisboa e a chamada dos heróis de guerras sempre injustas destinadas a guardar as vantagens de uns quantos em prejuízo de maiorias, de povos. Falta só a tribuna porque os cinzentos estão aí e já contagiaram com a sua cor deslavada o país e a bandeira, já o afundaram e bradam ao patriotismo dos portugueses trouxas que como antes se deixem enganar por esses enfáticos, dislexos sujeitos. Manhosos que progressivamente nos coarctaram a alegria e nos levaram as cores de uma comemoração que pertence ao povo e não aos doutos enfatuados que comemoram dias de raça, a raça deles, que sempre tudo faz para nos enganar, explorar e subjugar. Hoje é o dia do Portugal cinzento, nada mais que isso. À espera que as cores regressem. Um dia hão-de voltar, sabemos isso. Também sabemos que é o que mais temem...
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COINCIDÊNCIAS ESPANTÁSTICAS À ESPERA QUE A VACA TUSSA

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Vaca a caminho do tussadouro

BURKINA FASO E PORTUGAL DE MÃOS DADAS

Fui alertado pela TSF para o facto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social ter deliberado hoje, quarta-feira, véspera de 10 de Junho - “Dia da Raça” dos Cavacos Silvas, Motas Amarais e outros – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que o director do Jornal de Notícias, Leite Pereira, “não exorbitou as suas competências, quando decidiu não publicar a crónica de Mário Crespo, destinada à edição de 1 de Fevereiro passado”, e estou a citar o constante no mesmo Jornal de Notícias de ontem, quarta-feira, 9, às 19:37 horas.

Segundo lá consta “A crónica aludia a uma conversa do primeiro-ministro, ocorrida num restaurante. Nessa medida, determinou o arquivamento da queixa apresentada pelo jornalista da SIC.

As reservas colocadas à publicação da crónica em questão não configuram uma utilização abusiva do poder genérico de orientação do jornal”, sustenta a ERC, considerando que assumem “contornos de razoabilidade e adequação”. Isto é, José Leite Pereira tinha o direito de questionar o jornalista sobre aspectos da crónica que lhe suscitavam “reservas do ponto de vista deontológico e de prática habitual do seu jornal”. A saber: a reprodução de uma conversa privada e a ausência de audição das partes atendíveis.”

E ainda, para terminar, no JN: “A ERC, que sublinha o facto de ter sido Mário Crespo quem tomou a iniciativa de cessar a sua colaboração com o JN, atribui “especial relevo” à posição do Conselho de Redacção do jornal, que por unanimidade exprimiu concordância com a posição da Direcção.”

Pois bem, a ERC, uma iluminada Entidade Reguladora para a Comunicação Social – provavelmente futura Comissão de Censura e de perseguição aos malandros dos jornalistas politicamente incorrectos, digo: partidariamente incorrectos – chegou a esta conclusão quase à mesma hora de uma conclusão idêntica de uma congénere no Burkina Faso. Espantástica coincidência!

Antes de abordar o ocorrido no Burkina Faso compreendo que deve ser aqui referido que pelo mesmo caso o Sindicato dos Jornalistas tornou público que considerava acto censório a decisão do director do JN ao se recusar a publicar a habitual crónica de Mário Crespo onde referia conversa passada num restaurante chiquérrimo de Lisboa entre o primeiro José Sócrates e outros sentados à sua mesa que dava a entender que Crespo era incomodo e que por tal seria bem que fosse “abatido” (no desempenho das suas funções profissionais”). Pelo menos foi assim que entendemos e, cá prá gente, nem será de admirar, nem seria o primeiro jornalista ou pessoa que mete a boca no trombone a ser “eliminado”, metido na prateleira.

Temos assim que os profissionais do jornalismo concluíram que Leite Pereira foi censor. Porque esses mesmos profissionais não percebem nada disso sobre censura lá veio a ERC corrigir e dizer que não senhor. “Censura? Nem pó!” Gostava de saber quanto ganham os da ERC para chegarem a conclusões deste tipo, mas isso é uma bisbilhotice e um aparte de um blogueiro por enquanto livre da Comissão de Censura, digo: ERC. Esta sigla parece um arroto sócio-profissional de mau agoiro. Muitos RIP para a ERC. Assunto quase arrumado.

Resta fazer notar que cá para a rapaziada, talvez mais ainda para os que já guardam uma certa idade e conhecimentos dos processos salazar-marcelistas, o que Leite Pereira fez foi claramente um acto censório e se acaso dorme de consciência tranquila, não se considerando um censor, naquele caso, está muito bem no lugar e até pode continuar a exercê-lo enquanto a vaca não tossir. Já o mesmo não direi depois. Olhem que ela um dia vai tossir. Acontece sempre que Leites e Pereiras e mais do antigamente desenterram o lápis azul da censura. Sim. Sim.

TU TAMBÉM, BURKINA FASO?

Por uma questão de sanidade mental gosto muito de terminar o dia, a noite, indo ler o Alto Hama, do jornalista Orlando Castro. Espanto dos espantos quando deparo com caso similar ao anteriormente referido e ocorrido nesta Porcalhota – parafraseando o Gaspar - mas o caso do Alto Hama é no Burkina Faso, com um jornalista que não era Crespo mas Zonzo, digo, Zongo. Jornalistas, Crespos e Zonzos, que querem meter nas prateleiras ou reeducá-los à moda do Burkina e, pelos vistos, de cá.

É na realidade espantástico encontrar tal coincidência. Por essa razão trago aqui a talhe de foice o que Orlando Castro publicou no Alto Hama, caso passado no Burkina, onde sabemos que os governantes são uns malandros da pior espécie, os dirigentes políticos idem, os jornais completamente controlados pelo poder económico e político-partidário dos que estão na mó de cima. Uma lástima de país. Um vómito. Salva-se o povinho, que tarda em se resolver a deixar de estar à espera que a vaca tussa…

Espantástica coincidência, só visto. Vede.

O QUE DIZ A ERC DO BURKINA FASO

Por ORLANDO CASTRO – Alto Hama

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social do Burkina Faso decidiu arquivar o processo referente à queixa do jornalista Blaise Zongo por não publicação de uma crónica sua no L’ Observateur Paalga.

“O Conselho Regulador deliberou, por unanimidade, determinar o arquivamento do processo referente à queixa do jornalista Blaise Zongo, relativa à recusa de publicação de uma crónica de sua autoria no L’ Observateur Paalga”, refere um comunicado divulgado hoje em Ouagadougou.

Blaise Zongo alegava que a não publicação da crónica é um acto de censura, mas a entidade do Burkina Faso assinala que “as dúvidas do director do L’ Observateur Paalga” são inquestionáveis.

Blaise Zongo já disse ter um entendimento diferente, frisando que não tem dúvidas de que “houve um acto de censura” e que “é alarmante que tenha ocorrido em 2010”.

“É manifesto que não concordo com a decisão de arquivamento”, disse Blaise Zongo explicando que apresentou igual queixa ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas do Burkina Faso e que este classificou o caso como um acto censório.

No seu parecer, recorde-se, o Conselho Deontológico considerou que, do ponto de vista “da liberdade de expressão constitucionalmente consagrada", o director do L’ Observateur Paalga optou "por uma atitude censória".

*Orlando Castro é jornalista angolano-português. Carteira Profissional nº 925. Mais pormenores em www.orlandopressroom.com

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altohama@clix.pt - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.
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domingo, 6 de junho de 2010

FERNANDO NOBRE, PORQUE NÃO?

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Fernando Nobre, candidato presidencial

NOBRE VEREMOS, ALEGRE TRISTE, CAVACO BAFIOSO

As Presidenciais já “mexem” e vêm ainda tão longe no tempo. Dois dos candidatos tiveram pressa em se anunciar e o actual presidente, Cavaco Silva, segue no seu passo a contar com o ovo no cu da galinha. Até hoje não tivemos PR que não fosse reeleito. Quem não acredita que isso vai voltar a acontecer? Os portugueses estão obtusos, alienados, masoquistas, conservadores, asnos, assimilados na aparente dualidade do sistema PS-PSD, sem pensar sequer que existem “mais mundos”, mais alternativas. Os do sistema sabem isso e dominam a comunicação social. Se um povo, os eleitores, não souberem decidir o que lhes convém só resta ver o próprio país a afundar-se. Um país é o seu povo, não é os políticos nem as suas javardas convenções e egoísmos, se o povo for de merda o país é igualmente de merda. Não posso acreditar que faço parte de um povo de merda. Resta demonstrar em eleições que também sabemos subverter o sistema implantado por esta democracia de faz-de-conta, dita de alternância entre dois partidos políticos mafiosos, malandros, sistematicamente prejudiciais aos portugueses. Obviamente que Alegre e Cavaco fazem parte dessa seita politicamente malévola. O que nos resta então por alternativa e fora do sistema até hoje vigente e que tem dado mais que provas de não prestar?

FERNANDO NOBRE, VEREMOS

Fernando Nobre, ou outros que se proponham a varar este atavismo e dislexia que está a atingir o seu nível máximo com os tatebitates de Cavaco Silva – um Salazar do século XXI - são bem aparecidos. Fernando Nobre já deu provas do seu rigor em coisa pequena que se fez grande, a AMI – Assistência Médica Internacional, uma ONG portuguesa. Se perguntarem a quem conhece a AMI e os da AMI, terão por resposta honesta que é ele, Nobre, o elemento mais rigoroso e justo da ONG. Salvo um ou outro desonesto que por lá existe, por ainda não terem sido descobertos, a AMI é uma grande obra. Acreditem que aos desonestos ser-lhes-à apontada a Porta Larga da Porta Amiga. Sei o que estou a fazer aqui constar. Os desonestos na AMI têm sempre os dias contados.

É exactamente isso que pretendemos para Portugal. Resta-nos perguntar se acaso Nobre seja eleito leva para a política da Presidência da República exactamente os mesmos critérios ou se irá aquiescer perante a podridão e pressões dos políticos que dominam este país. Não sabemos. Só podemos futurar com base nas suas práticas anteriores em outros locais. De quem se fará rodear em Belém se for eleito? Recorrerá aos vícios e viciados dos seus antecessores? É que se o fizer nem vale estar para aqui a postar palavras. Palhaços por palhaços que fiquem os do costume. Ao menos não temos a despesa suplementar das maquilhagens. É que estes de agora, e bem conhecidos, estão sempre maquilhados para as palhaçadas. Nem precisam de vestimenta nova. Sempre se poupa alguma coisa. Mais que não seja para eles terem mais para gastar com as suas mordomias.

Fernando Nobre deu hoje uma entrevista à TSF. Podem ouvi-la naquela Rádio Jornal. No site ressalta que “Fernando Nobre acredita na vitória das presidenciais”. Também eu, se os portugueses abandonarem o amorfismo, o transe em que se encontram.

Diz o site da TSF que “O candidato a Belém disse, em entrevista ao programa Discurso Directo, acreditar na vitória nas eleições presidenciais por considerar que é uma alternativa ao actual sistema.” Evidentemente que é essa alternativa. Mas só se não se fizer rodear dos calaceiros, egoístas e mais adjectivos de causar vómitos dos do costume, com vícios de há quase três dezenas de anos. Esta pode ser a incógnita que virá a prejudicar a eleição de Nobre. Terá de explicitar muito bem de quem se fará rodear e se não virá com o papão da instabilidade porque falará verdade, honestamente, se vier a ser eleito. É que precisamos de um presidente sem papas na língua, que desmascare sem dó nem piedade a bandidagem que se acoita nos partidos políticos, em seu redor, assim como em muitas outras corporações de nefastos exercícios. Exactamente os que nos têm levado para o prejuízo.

Nobre é nobre quando diz na entrevista que “Muitos dos descrentes, dos desmotivados, dos esquecidos do sistema, que possivelmente são maioritários no nosso país, acho que vão ter possibilidade de escolha. O meu discurso vai ser muito frontal: se quiserem continuar com o sistema tal qual vigorou até hoje, vão ter esses candidatos”, sublinhou Fernando Nobre.” Se vai ser frontal… talvez seja possível reunir as condições para não dar azo à prossecução que já se adivinha com a continuidade das práticas desonestas do PS e do PSD. Sabendo nós que Passos Coelho é o futuro primeiro-ministro do PSD, refém dos seus maiorais, dos mandantes pardos e baronados, que em bastidores se entendem com os seus iguais do PS, sempre na mira de tirarem vantagens para si e seus séquitos corporativos de Portugal e de além-fronteiras.

Na entrevista Nobre elogiou Passos Coelho dizendo “Sobre o momento político que o país atravessa, o candidato a Belém elogiou o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, por este ter pedido desculpa aos portugueses pelo apoio ao pacote de medidas de austeridade.” E depois: “Gostei que ele [Passos Coelho] tivesse pedido desculpas. Acho que um líder quanto tem que adoptar medidas que não tinha programadas, só lhe fica bem pedir desculpa”. Ver-ouvir na TSF.

Está a começar mal. Se o elogia por uma normalidade, se o faz por uma estratégia política, então pode nem sequer se candidatar. Desses há montes de aldrabões e de interesseiros em Portugal. Chega. Ademais, como é possível elogiar-se a atitude que deve ser obrigatória em mentes sãs, decentes? Temos de elogiar um carpinteiro por cumprir a sua função e pregar pregos? Então também não tem cabimento elogiar um político por ser honesto (se é que o pedido de desculpas foi honesto e não uma autêntica hipocrisia com vista a recolha de dividendos eleitorais). Os políticos devem de ser honestos, os cidadãos devem de ser honestos. Uma república ou uma monarquia honesta é que é um país. O resto é bagunça e o salve-se quem puder. Como actualmente. O resto é sacanagem.

Nobre merece o benefício da dúvida, mas se quer realmente ser e estar fora do sistema não deve de ambicionar apoios político partidários, pelo menos dos habituais sacanas (PS-PSD) e dos emergentes sacanas (BE). Se é para ser candidato fora do sistema e contra ele não deve comprometer-se com forças partidárias apoiantes. De contrário não vale. Ponto final.

MANUEL ALEGRE, TRISTE

Alegre? Que tristeza. Manuel tem tudo a perder e chega à velhice a impor-se na babuja a um partido com maioria de práticas de direita e desonestas, como a direita sabe ser e a esquerda exacerbada e oportunista também. Como os do sistema sabem ser. Alegre está a espezinhar o seu passado são. Só não é crime de lesa-Alegre porque também guarda alguns podres do passado logo ali ao lado, mas parece que tudo se está a misturar e o apodrecimento completo é eminente. Alegre está a suicidar-se, nada mais. Ou então está tantam. Alegre tem uma reforma da RDP e pouco ou nada fez parte da RDP (rádio oficial). O quê? Um ano? Hem? E a consciência Alegre? É sempre a somar. Sempre o egoísmo. Não? E recebe-a. E até aprovou legislação nesse sentido há uma caterva de anos. Que triste, Alegre. O sistema apanhou em definitivo este antifascista. Que triste, Alegre. Essa de dar uma no cravo e outra na ferradura já não resulta, traíste Alegre. Pára, homem de um digno passado e de cada vez mais um triste presente. Pára! Ou então avança… mas expurga-te completamente e fala disso de uma vez por todas, honestamente, sem meias palavras, sem dar uma no cravo e outra na ferradura, como é costume. Depois chamam a isso moderação. Sacanagem política, é o que é!

ANÍBAL CAVACO SILVA, BAFIOSO

Aníbal, e os elefantes que os que votaram nele já tiveram de engolir, está a contar com o ovo no cu da galinha. Na verdade, até agora, todos os presidentes que se propuseram a serem reeleitos têm sido reeleitos. Eanes, Soares, Sampaio, falta Cavaco. Quebre-se o enguiço.

Este tem sido o pior presidente da República que Portugal alguma vez teve no pós-25 de Abril. Titubeante, massarongo, histérico, alarmista por nada ou quase nada. O tipo de indivíduo que só vê números e fala com base em números, até mesmo quando quer referir pessoas. Cavaco é dislexo e deslocado na nossa sociedade e na nossa realidade quotidiana. Está a leste e nem dá uma para caixa. Para muitos é um daqueles mistérios nas razões porque votam nele. Aliás, só uma justificação tem cabimento: métodos salazaristas à moda do actual século que oferecem estabilidade e segurança com base nos números de mentira, em visões falsas e falsos alarmes, na falsa fama de super quando foi primeiro-ministro, quando daquele tipo de super seria qualquer um ao receber oceanos de milhões da CEE. Milhões gastos em alcatrão e betão que agora não podemos comer. Milhões que voaram para os grandes empresários em obras gigantes que pagavam à míngua aos trabalhadores que na realidade as construíram. E agora não podemos comer o alcatrão nem o betão. E a piscina que mandou construir na sua residência de São Bento quando primeiro-ministro? Que visão de justiça e de poupado ascético. Lorpas são os que acreditam nesta dislexia presidencial com o mesmo cheiro a bafio, intenso, da velha primeiro-ministridade. Como Alegre, Cavaco tem no seu currículo colecções de reformas. Mas, afinal, destes políticos desonestos da nossa praça qual será o que não tem currículo semelhante? Justiça e sobriedade, decência e honestidade, para quando? Não vos incomoda receberem injustamente pipas de massa? Pelos vistos não. E até querem sempre mais. É o sistema que criaram para eles próprios e para os que se lhes agregam. Bafio do pior.
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OH GASPAR, ESTÁS A ABUSAR!

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PASSE AS FÉRIAS CÁ DENTRO? ONDE?

O presidente da Porcalhota *, Cavaco Silva, apelou aos portugueses para fazerem férias “cá dentro”, para “ajudar a inverter e ultrapassar a difícil situação em que o país se encontra”, em baixo, segundo o jornal Público.

Já não se pode ir tomar o café a seguir ao jantar, pelo menos em estabelecimento onde estiver o velho Gaspar. É que o Gaspar ficou escandalizado quando ouviu Cavaco Silva, no Algarve, fazer estas declarações “patrióticas aos pares dele, uma minoria abastada que passa a vida em férias lá fora”, dizia e espumava o Gaspar, mostrando as ceroulas por debaixo das calças puídas e rotas no cú. “Até a merda dos bancos dos jardins são ásperos, como a puta da vida, o resultado é calças rotas”, explicou ele há muito tempo quando lhe disse que tinha as calças rotas.

“Mas este Cavaco é presidente da Porcalhota e não conhece a realidade?” Perguntava a espumar de danado. “O tipo é presidente de um país que não é este ou quê? Mas quem é que vai de férias para o estrangeiro? Só pode ser quem rouba e se orienta com o alheio! Ai, estás muito longe da realidade, seu dono de um porrada de reformas!” E olhava para o monitor da televisão do café da tia Ermelinda. Calar é que não se calava.

“Gaspar, estás a abusar. Deixa os clientes beberem a bica em paz, vai lá para fora.” Dizia-lhe a Ermelinda a olhar para os outros clientes que davam toda a razão ao Gaspar mas queriam lugar no balcão para tomar o café que arrefecia, ali, à espera e a levar com os gafanhotos saídos da boca do velhote. E ele falava. E as bicas até já estavam mais cheias com tanto gafanhoto a pousar.

“Vou lá para fora? Nada! Ainda agora aquele marmanjo, coleccionador de reformas e sabe-se lá de que mais, disse para fazer férias “cá dentro”. Ora se eu estou de férias prolongadas e compulsivas, com uma reforma de fome, não posso ir lá para fora. A ti Ermelinda não está a ver o que quero dizer? Não sabe que sou obediente? Ora eu vou obedecer ao presidente da Porcalhota, que é este país de heróis do mar que marcham contra os canhões para se suicidar.”

“Oh Gaspar, estás a abusar!” Dizia-lhe a Ermelinda.

“Nada disso, ti Ermelinda. O que digo é que aquele marmanjo está longe da realidade ou então está a falar para uma minoria muito minoria, os de que ele é presidente. Ora quem vai de férias lá para fora sem dinheiro? Tomáramos ter dinheiro para irmos às nossas terras e ficarmos nas casotas dos nossos familiares, só para mudar de ares. Montanhas de desempregados, de reformados miseráveis, de gente que ganha mal, sem cheta, fechados em casa ou a passear nos jardins e pouco mais… Vá lá uma praia, e calotes. Os suicídios estão a aumentar. Mas aquele marmanjo de Belém sabe o que diz?”

“Oh Gaspar estás a abusar, não vais para fora mas vai-te sentar. Dá o lugar aqui no balcão, não o estejas a ocupar. “ Pediu já bem séria a tia Ermelinda pouco antes de ter amaldiçoado a máquina do café com um “Porra escaldei o dedo.”

“Está bem, eu dou o lugar. Vou-me sentar é na sanita, a largar o ar que me alimentou hoje todo o dia, mais a sopinha que me deu.”

Afastou-se. Parou. “Mas o presidente da Porcalhota deve estar a viver e a falar de outro país que não este em que vivemos. Ele nem sabe o que é não precisar de limpar o cu porque não se come. Olha o marmanjo.” E foi, fechou-se na retrete… a largar gases de modo bem audível.

“É da sopa de couves que lhe dei. Hoje ainda não tinha comido nada. Coitado, tem uma reforma de miséria e vai quase tudo para a farmácia.” Disse Ermelinda, à laia de desculpar o Gaspar.

*Porcalhota, é o que o Gaspar chama a Portugal.

Cavaco Silva apela aos portugueses para que façam férias “cá dentro”

Público – 05 junho 2010 – 20:00, Lisboa

O Presidente da República manifestou-se hoje preocupado com a “grave” situação económica de Portugal, e apelou aos portugueses para que façam férias “cá dentro”, para ajudar a inverter e ultrapassar a difícil situação em que o país se encontra.

“Neste tempo difícil que atravessamos, os portugueses devem fazer turismo no seu próprio país, pois é uma ajuda preciosa para ultrapassar a situação difícil em que o país se encontra”, disse Cavaco Silva, em Albufeira, onde inaugurou o pavilhão desportivo local.

“Se não estivesse preocupado com a situação geral do país, não teria feito um apelo forte e veemente para que os portugueses passem férias no seu próprio país”, sublinhou o Presidente.

“Aqueles que podem passar férias, devem fazê-lo cá dentro para ajudar Portugal a vencer as dificuldades actuais, pois passar férias cá, é criar emprego, combater o desemprego e ajudar à melhoria das condições de vida dos portugueses”, destacou Cavaco Silva.

“Ajudar é reduzir o sofrimento daqueles que não conseguem entrar no mercado de trabalho ou que perderam o seu posto de emprego e encontram dificuldade em recuperar um outro”, sublinhou.

Segundo o chefe de Estado, o turismo é uma das actividades “mais importantes do nosso país, pelo emprego que cria, pela riqueza que permite acumular – mais de dez por cento da produção nacional – e também pelo seu baixo conteúdo de importações” .

Cavaco Silva recordou que fazer turismo no estrangeiro, significa importações de serviços e consequentemente o agravamento da divida externa de Portugal que “é um dos nossos maiores problemas”.

“Cada um de nós deve pensar no contributo que pode dar para inverter esta situação, e iniciar um movimento sustentável de recuperação económica e parar o agravamento do desemprego”, disse Cavaco Silva.

Segundo o Presidente da República, “passar férias cá dentro, nesta altura difícil, é também uma atitude patriótica”.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

JORNALISTAS, UMA PROFISSÃO EM EXTINÇÃO

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A FORÇA DA RAZÃO, SEMPRE ACIMA DA RAZÃO DA FORÇA

É sempre chocante saber que o desemprego invade centenas de milhares de lares portugueses, em números oficias. Mais chocante é sabermos que há imensos portugueses que nem se inscrevem nos Centros de Emprego e que por isso não contam para as estatísticas.

Há ainda centenas de milhares em regime de subemprego, a receber remunerações de miséria. Esta realidade significa que talvez existam mais de milhão e meio de portugueses em regime de desemprego - porque trabalhar 2 ou 3 horas por dia e receber uma miséria é nada, é desemprego.

Cada vez mais este flagelo do desemprego toca a todos, a todos menos aos políticos, aos deputados e/ou ex-deputados, ex-ministros e secretários (as) de estado, autarcas, etc. Seres “superiores” com filiações partidárias nos partidos do poder que saibam tomar posição, não tomando posição, mas tomando posição, favorável aos seus líderes e aos interesses de quem eles saibam ou pressintam que é ou vai ser ganhador em eleições ou no que quer que seja. O desemprego toca menos os que conseguem descartar-se da coluna vertebral e mais os que ainda a mantém e não rastejam, não se sujeitam a serem subhumanos de pensamento e atitudes. Os indivíduos que são diretos, apesar de assertivos, têm cada vez menos lugar nesta sociedade de lobbies, de partidos políticos, de corporações, de seitas, de máfias. Mais que outros, esses, estão no desemprego. Podem alegar que assim e que assado, que não senhor, por isto e por aquilo… Podem alegar, mas não corresponde à realidade. Aliás, os que podem alegar são sempre os mesmos. Os políticos que se governam e governam amigos e aliados, desgovernando-nos e arrasando países e povos. É aquilo que o PS e o PSD andam a fazer, e o CDS também, menos, mas também. Se chegasse a oportunidade, provavelmente, também seria o que fariam os outros partidos que se têm mantido afastados do Poder político maior.

A classe dos jornalistas, dos trabalhadores dos órgãos de comunicação social, também é uma das que vem sendo visada sistematicamente para ser a Voz dos Donos e produzir “produto branco” intoxicante mas de pleno interesse dos “senhores do país”, dos “senhores do mundo”. Porque isto é o que acontece globalmente. Em vez de trabalhos jornalísticos, estamos cada vez mais a assistir a trabalhos redactoriais de escribas enfeudados ao topo da pirâmide social, aos políticos desta ou daquela cor, aos que decidem, aos grupos económicos, a toda essa seita. Escribas, tal e qual como ocorriam na pirâmide social do milenar Egipto, por exemplo. Mesmo os profissionais (nem só no jornalismo) conscientes de quanto os estão a subjugar e a desvirtuar a sua profissão, concluem que têm de aquiescer para garantirem as suas sobrevivências e das suas famílias. Há os que não aquiescem, os sem preço. Há, esses, há muitos anos que já não são jornalistas. Redactores? Há também os que já não são jornalistas mas sim assessores. Oh, esses, os da mama!

Saber que há jornalistas, repetindo: JORNALISTAS, no desemprego e que são os escribas que ocupam os lugares destes profissionais, substituindo-os para produzirem produto domado, das conveniências de grupos financeiros e/ou seus executantes político-partidários, deixam siderado e indignado qualquer individuo consciente da realidade.

A prova? Eis aqui, já a seguir, uma. Muitas mais existem. Razão para acabarmos os dias indignados e tristes, mas sempre com a verdade afiada e a chama da luta acesa.

ORLANDO CASTRO – A FORÇA DA RAZÃO ACIMA DA RAZÃO DA FORÇA

Jornalista desempregado…

Depois de 36 anos de profissão, 18 dos quais ao serviço do Jornal de Notícias (Porto – Portugal), estou há mais de um ano a tentar aprender a viver sem comer (desemprego). Antes que se descubra que é uma missão impossível, preciso de trabalho.

Se alguém tiver por aí uma vaga, faça o favor de me avisar (orlando.s.castro@gmail.com).
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Obrigado!

Orlando Castro
Jornalista (CP 925)

A força da razão acima da razão da força

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terça-feira, 25 de maio de 2010

PAZES COELHO, MAIS UM MENTIROSO A QUERER “ENCARNAR SALVADOR”

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É HORA DE OS DEITAR ABAIXO, PENSEM NISSO

Ainda bem que os portugueses tiveram oportunidade de se aperceber daquilo que Passos Coelho é capaz de fazer. O mesmo que os seus antecessores: mentir e vir à posteriori fazer-se coitadinho e reconhecer que fez o contrário do prometido e do propalado enquanto não se viu eleito no seu partido, sabendo que é o futuro primeiro-ministro de Portugal. De certeza absoluta que fez acordos com Sócrates, acordos que disse e acordos que não disse. Os desonestos reuniram-se e entenderam-se. Farinha do mesmo saco. Todos são bons quando estão na oposição, mudam assim que vislumbram que vão alcançar o poder e ainda mais quando o alcançam. Este Passos Coelho é mais do mesmo. Com o agravante de ter por seu lado um presidente da República nhó nhó, eleito a representar pouco mais de metade dos eleitores portugueses. Um presidente da República nham nham, que sabemos estar, por cultura, do lado dos que nos exploram e nos ludibriam. Um presidente da República nha nha, que cheira mal.

Se estamos em crise a responsabilidade não pertence ao povo português mas sim aos maus políticos que temos tido e que se têm feito eleger com base em promessas falsas, que eles sabem serem falsas mas que são o isco que os levam ao poder. O exemplo mais recente e flagrante temo-lo na pessoa de José Sócrates, e agora de Passos Coelho. Este último, a mentir ainda antes das eleições legislativas que o guindará a primeiro-ministro. E após as eleições que venceu no seu partido, o PSD. Mais outro aldrabão.

O que os portugueses devem perguntar-se é aquilo que realmente querem para o país. Será que querem estar a sustentar esta corja de políticos despudorados, sem vergonha, que se alapam nos partidos políticos para se servirem, mentindo sistematicamente para ganharem tempo e sacarem o máximo possível de mordomias, de tráfego de influências, de enriquecimentos astronómicos e imerecidos?

Foram anunciadas medidas de contenção, de cortes e recortes, de aperto de cinto que nos sufoca. E eles, o que contribuem para estas medidas de austeridade? Nada! Anunciaram algo semelhante a cortes de cinco por cento nos seus vencimentos? Pois até o podem fazer. Essa percentagem é quase nada e nem por sombras se assemelha ao que nos obrigam a sujeitar. Depois, ainda têm a vantagem de cortar cinco por cento mas de ir buscar essa percentagem ou mais ainda em outras mordomias que institucionalizam à sucapa, ou até que já o fizeram. É o costume.

Porque não acabam com as reformas de poucos anos que estiveram no parlamento? Porque não nivelam as reformas com os demais cidadãos do regime geral? Porque têm uns de trabalhar a vida inteira para atingirem o direito a uma reforma de miséria e outros, eles, os deputados e políticos sacadores, se reformam com muito menos tempo a servirem-se. Sim, porque aquilo que a maioria dos deputados têm feito é servirem-se dos cargos para que têm sido eleitos em prol dos seus bem-estares. As excepções são minoria. Porque temos de sustentar tantos deputados, que até passam a vida a masturbarem-se em comissões de inquérito que nada resolvem, que são fachadas?

Os portugueses estão ou não decididos a mudar tudo isto? Decididos a dizerem BASTA!

Pensem nisso.

Repare-se nas vozes que estão contra uma eventual greve geral que possa surgir: CDS, PSD, PS… e Cavaco Silva, mesmo que não se manifeste contra. Os aldrabões Sócrates e Pazes Coelho. Pazes, sim. Foi o que ele foi fazer (pazes) a correr, logo que foi eleito no seu partido e entrou na calha para futuro primeiro-ministro. Pazes Coelho quer que o “encarnemos no Salvador", como outros antes dele, até Cavaco Silva. Eles temem uma greve geral, não pelo país, porque já mostraram que se estão nas tintas para o país (o país somos nós), mas sim porque não serve os seus objectivos, os objectivos da elite que representam e a que pertencem por via das suas práticas desonestas. Que horror, uma greve geral!

Estamos mal, Portugal está mal. Eles estão bem, assim querem continuar bem. Por isso nem querem reconhecer e acatar o nosso direito de lhes manifestar indignação e repúdio pelas políticas erradas que têm vindo a acumular em comum acordo. Pior do que aquilo que já estamos não podemos ficar, eles sim. Perder mais do que aquilo que perdemos não podemos perder, eles sim. É hora de os deitar abaixo! Basta!

Pensem nisso.
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sábado, 15 de maio de 2010

A ASNEIRA DE MIRANDELA OCUPA O LUGAR DA ALHEIRA

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Antes, Mirandela era conhecida por vila da alheira, agora é conhecida por via da asneira.

Mirandela tem sido falada e refalada pela mostra da sua propensão reaccionária falsamente encoberta no clamor social de uma sociedade que é benevolente com a pedofilia e outros crimes encobertos e clama hipocritamente por alguém do seu burgo usar da liberdade a que tem direito constitucional, para posar nua numa revista absolutamente legal, por isso isenta de crime ou de ofensa ao pudor público.

Da alheira para a asneira e violação dos direitos dos nossos pares e concidadãos vai uma grande distância. Isso não impediu a hipocrisia e a doentia estupidez natural dos de Mirandela de a percorrer. Foi-se a alheira ficou a asneira e a violação dos direitos de uma sua conterrânea bem capacitada para ser professora, nada consta em contrário. Olhem-se ao espelho e vejam as “vergonhas” que escondem. Talvez vos ajude a perceber e corrigir o que estão a fazer de errado com esses vossos falsos moralismos.

O Sindicato dos Professores já se pronunciou sobre o afastamento da jovem professora da escola de Mirandela em que dava aulas. É só ela querer e terá todo o apoio para repor a legalidade. Oxalá queira, em defesa da liberdade de todos nós. Até da carneirada que se cala ou faz coro em defesa da falsa e exacerbada moral pública. Isto, num país em que os malandros se encobrem e os puros se desnudam. Isto, num país de falsas moralidades em que a plebe hipócrita se guerreia para conseguir segundos de um aperto de mão a políticos corruptos, primeiros-ministros ou secretários, que recebem bênçãos de padres pedófilos, de bispos encobridores desses mesmos pedófilos, etc, etc. Tenham vergonha, seus falsos moralistas!

A professora não tem de ser transferida, coisa nenhuma. Sob pena de se estar uma vez mais a dar cobertura a inconstitucionalidades que já são por demais. O mal está nas mentes sujas e não naquilo que a professora fez ao posar sem roupas para uma revista legal, que paga impostos, reconhecida internacionalmente. Corrijam-se, tenham vergonha, em Mirandela e em todas as outras Mirandelas deste país em que tudo está a retroceder, excepto a quantidade de trafulhas e de falsos moralistas.

PROFESSORA POSA PARA PLAYBOY E CHOCA MIRANDELA

Expresso - 15 maio 2010

A Câmara de Mirandela vai analisar o caso da professora do 1º. Ciclo do Ensino Básico que posou nua para a Playboy e promete tomar uma decisão no prazo "máximo" de uma semana, disse à Agência Lusa o presidente José Silvano.

Uma professora de 25 anos do concelho de Mirandela é a protagonista de uma produção ousada para a revista Playboy, em que contracena nua com outra mulher, uma situação relevada hoje pela imprensa nacional e que está a gerar muita polémica no concelho transmontano.

Alertada para a situação por parte do Agrupamento de Escolas de Torre de Dona Chama, onde a docente é responsável pelas Actividades Extra Curriculares (AEC), a autarquia presidida por José Silvano vai averiguar o "alarme social" provocado pelo caso e promete uma tomada de decisão no "prazo máximo de uma semana".

Hipótese de transferência

A contratação dos professores das AEC é da responsabilidade do município. Hoje à tarde, segundo o autarca, reúnem responsáveis pelo Ministério da Educação, do Agrupamento de Escolas e os encarregados de educação.

José Silvano referiu que a funcionária em causa pode vir a ser transferida para um outro serviço onde não tenha contacto com os alunos, estando ainda em cima da mesa a possibilidade de vir a ser excluída das AEC, sendo que, segundo frisou, o seu contrato termina a 30 de junho.

Sem querer comentar o trabalho da docente, o autarca apenas acrescentou que as "as pessoas têm que ser responsáveis pelos atos que praticam e quando trabalham em determinados cargos".

Por causa da professora, a revista Playboy esgotou há três semanas em Mirandela, os alunos trocaram fotografias por telemóvel e até fotocópias e os pais ficaram preocupados.

**Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

O PAPAVÃO JÁ FOI - MILHÕES PARA DEIXAR “MENSAGEM DE ESPERANÇA”

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Foto em Diário de Notícias

ESTAMOS A ANDAR PARA TRÁS, NÃO ESTAMOS? E A TSF?

O café da Porcalhota estava cheio de clientes, era hora de almoço. Os trabalhadores das obras ali ao lado rematavam a parca comida almoçada com uma “bica escaldada”. A televisão dava a novela da semana, o Papa. Estava ele preso na montra móvel e uns quantos a acenarem, com lenços, xailes, fraldas descartáveis, fronhas de almofada, bandeirinhas e mais o que viesse à mão, a própria mão. O Papa estava em todos os canais de televisão. O Papa esteve em todos os canais de televisão. O Papa esteve em todas as estações de rádio, quase a toda a hora. E quando não estava… falavam do Papa. Foi uma semana Papal. Uma seca vergonhosa. Uma lavagem cerebral em que até a TSF alinhou. Uma operação de "limpeza" descarada. Uma saturação. Um impingir Papa e igreja conspurcada mas que querem lavar a qualquer preço. A até a TSF alinhou, um pouco diferente das outras estações de rádio… ainda. Mas alinhou. Saturou, mostrou estar diferente para pior. Preocupada no politicamente correcto em vez de seguir a linha a que nos tinha acostumado - fazer-nos pensar - e que lhe está no ADN, queiram ou não. Abandalhem-na ou não. E eu a julgar que se quizesse saber sobre subserviências à igreja, ao politicamente correcto, tinha de ir à Rádio Renascença, à Antena Um, RDP, enfim, aos montes de ondas hertezianas lambe-cus, sem coluna vertebral. Parece que também os profissionais da TSF estão a perdê-la. Estão a ficar paraplégicos. Que se passa na TSF? Tanto Papa?

E lá foi ele, depois de botar faladura no Porto e de estar cá por três ou quatro dias. Já nem sei. Por mim foi uma eternidade. Não por ele, mas sim pela operação, pelo lixo informativo que despejaram sobre nós, a maioria que se esteve borrifando para a vinda do Papa e que viu os milhões que se gastaram ou que não se produziram, graças à operação de limpapapa.

E lá andaram os Cavacos, ela e ele. Cavaco Silva com um ar de enfado de todo o tamanho, já nem disfarçava. E os ministros, e as bandas, e os militares, e os helicópteros, aviões e automóveis, e os profissionais de segurança, e os, e os, e as, e as… Milhões de euros, muitos milhões. Crise? Não pareceu nada!

E na televisão lá estava ele, o Papa, já dentro do avião, à espera na pista, porque caíra uma bandeira do Vaticano. Pois é, o Vaticano está a cair aos bocados. E o avião à espera… da bandeira, que um carro de apoio do aeroporto Sá Carneiro acabou por levar e entregar aos pilotos pela janela do avião. Avião não, Papavão. Isto, para usar um termo que ouvi no tal café, entre bicas escaldadas. Justificava a velhota Adelaide, que usara o termo: “Então, se o andarilho com rodas e vidros é Papamóvel este, que voa, é Papavão”, e apontava para o avião papal. Ora papem lá esta!

O avião subiu, no céu, rumo a Roma, e lá foi, vai, por umas horas, mais perto de Deus. Pode ser que Ele aproveite a oportunidade para puxar as orelhas ao Papa. Cá se fazem cá se pagam – paganismo.

“Ufa! Já lá vai!” Disse a Ti Adelaide. “Deste já nos livrámos!” Isso é o que ela pensa, mas não é verdade.

E os profissionais da RTP, Carlos Daniel e a outra? Estes, há pouco no Porto. No pouco que vi até me pareceu que estava a assistir à visita de Paulo VI, que eu remoçara, que até via o Seixas da PIDE por ali nas tribunas, a guardar o Papa. Calmeirão e ruivo, e sardento, e mau. O Seixas, conhecido por Carrasco do Tarrafal. Estamos a andar para trás, não estamos? Será esta a esperança que o Papa retrógrado deixou? Foi isso que veneraram e que custou tantos milhões a este país depauperado?
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PROFESSORA BOA COMO O MILHO EM SOCIEDADE MÁ COMO AS COBRAS...

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AGORA, PARA SEREM PROFESSORAS TÊM DE SER CAMAFEUS?

Estamos em sentido regressivo, várias notícias, factos e obra feita, vêm demonstrar que estamos a avançar claramente para a podridão do esconde-esconde. Se aparece alguém mais transparente, natural, que se orgulha de si próprio, do seu corpo, e que o partilha como obra de arte que somos, lá vêm os falsos moralistas, os esconde-esconde, lésbicas, paneleiroides e pedófilos, ladrões de governo que se governam com o alheio, políticos fresureiros que mentem sem pudor para serem eleitos ou nomeados nos tachos que perseguem, etc – um etc. enorme.

Eis que agora, logo pela manhã, se tropeça em notícia que abaixo podem ler e melhor ainda no Jornal de Notícias, de hoje, 14 de Maio, dia de São Papa que agora está no Porto – que tem paralisado Portugal - para o ululo das multidões fanáticas, estúpidas, sem matéria cerebral, que embarcam nas loas que manipulam multidões em cultos sem sentido mas que para esses o faz. Correm, gritam, aplaudem, rezam, cantam… ao Papa ou ao Tony Carreira, Mike Jager, José Sócrates e afins, seus congéneres na arte de brilhar frente a parolos que se preciso adulam uma lata de conservas vazia e ferrugenta caso lhes consigam dar a volta e meter naquelas cabecinhas que ela, a lata, é a maior, a mais que tudo, a peça singular e boa. Lá vão, famintos, adorar e ulular à lata. Como ao Papa, como ao Tony Carreira, como aos outros. Tudo isto sem que gostem deles próprios, da família ou dos vizinhos. Tudo isto sem usar a mioleira, que parece ausente mas está lá… Coitada, destreinada de ser usada. Querem ver?

Uma professora lá do norte – podia ser de outro sítio qualquer – posou para a revista Playboy. Jovem, com menos de um quarto de século. Gira, esbelta, boa como o milho, ali a saltitar como pipoca linda, professora, olhos com brilho de quem dá uso ao cérebro… Pois, mas posou para a Playboy. Nua! Uma professora, nua? E bela? Mas, que vergonha!

Desavergonhada, que não se tapa, antes pelo contrário. Não tapa as belezas que possui e quer até mostrá-las com garbo, por saber que é bela, a provar que há arte no corpo humano, a arte mais linda e natural que encontramos, de que nos devíamos orgulhar. E é professora. Assim, em fotografias. Toda nua! E lá vão os alunos masturbarem-se. Que indecência!

Professora, para estes falsos moralistas, deve ser um camafeu. Vejo imensos quando vou às reuniões de pais nas escolas. Mentalidades à Salazar-Cerejeira, que não aceitam o diferente, e prá frente, o às claras, o verdadeiro, o que se vê… Apesar de serem tarados sexuais, atrasados mentais, sacanas, prostitutos e prostitutas, se preciso… Hipócritas.

Posar nu não tem mal. Pior é taparem-se com uma armadura de hipocrisia. Mostrarem-se pessoas de “bem” e serem uns sujos e sujas. Uns tristes que afinal nem sequer são capazes de nos transmitir alegria na vida, coerência, honestidade. Falsos moralistas.

Se a professora ensina e é boa profissional, que têm que ver com o resto a não ser desfrutar a beleza que ela nos mostrar, que connosco partilha numa revista? Falsos moralistas, hipócritas. Fazem lembrar o professor que, há muitos anos, retirou uma estampa recortada do livro de leitura do pequeno aluno. Estampa que só representava uma obra de arte de um pintor famoso… E isso deu três dias de suspensão ao aluno… Mas o professor era paneleiro, tarado - porque assediava alunos… Mas tudo acontecia no esconde-esconde, por debaixo dos panos, hipocritamente. Era a era de Salazar, que se não era panasca disfarçava muito mal. Santa hipocrisia, ululam a uma igreja cheia de casos de pedófilos, por exemplo, e perseguem pessoas que se mostram, que se desnudam, belas, corajosas - capazes de estourar ou pretender estourar com as santas hipocrisias salazarentas.

Antes uma professora boa como o milho que saiba ensinar, do que camafeus que têm a mania que sabem ensinar, mas que afinal têm um défice de mioleira impressionante. Tenham vergonha, vestidinhos da silva!

ESCOLA NÃO QUER PROFESSORA QUE POSOU PARA A PLAYBOY

GLÓRIA LOPES E HELENA TEIXEIRA DA SILVA – Jornal de Notícias – 14 maio 2010

Em Mirandela a revista de Maio esgotou. Mas agora a docente pode perder o emprego

Ocupa oito páginas na Playboy de Maio. Bruna, professora do concelho de Mirandela, é a protagonista de uma produção ousada, em que contracena nua com outra mulher. A população comentou. Os alunos trocaram fotos. A escola não gostou e quer dispensá-la.

Os vizinhos da docente transmontana que posou nua para a Playboy descrevem-na "como uma mulher bonita", que "gosta de dar nas vistas", que "não sai de casa com qualquer trapinho", nem mesmo quando "está só a cortar a relva do jardim de casa dos pais", onde vive.

Garantem que "ela não dá confiança a ninguém", mas parecem saber o suficiente da vida dela: ainda não fez 25 anos; em 2006 participou no reality show da TVI "Pedro, o milionário", que consistia em seduzir um milionário para depois casar com ele; e, no ano passado, terá feito um implante mamário. Queixa-se, dizem, de que todos os homens a acham bonita, mas que nenhum aceita uma relação séria. Ela quererá ser famosa. Ou, pelo menos, conhecida. É o que dizem.

Revista esgotou

Por causa dela, professora do 1º. Ciclo do Ensino Básico, há três semanas, a Playboy esgotou em Mirandela, tanto em Golfeiras, onde vive, como em Torre de Dona Chama, onde é responsável pelas Actividades Extra-Curriculares (AEC). A avó, diz o povo, terá sofrido um grande desgosto. As "pessoas mais velhas disseram mal". Os alunos fotografaram a revista com o telemóvel e durante dois ou três dias entretiveram-se a trocar imagens. Também houve quem tivesse visto a produção em fotocópias. "Depois, o assunto morreu", desvalorizou - três semanas depois da publicação - um homem que frequenta o café mais próximo da escola.

O director do Agrupamento de Escolas da Torre de Dona Chama, José Pires Garcia, garantiu que já solicitou à Câmara que tome "uma atitude". "Mal tive conhecimento do assunto, há poucos dias, contactei a autarquia por correio electrónico", uma vez que a contratação dos professores das AEC é da responsabilidade do município e não da escola.

"É preciso tomar uma atitude depressa e nem preciso dizer qual será", sugeriu. "Estamos a fechar o ano lectivo, mas aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de professora e de educadora. Não é uma atitude correcta e em nada pode ajudar a relação com os alunos e muito menos com os pais, que têm ouvido muitos comentários", explicou. José Pires Garcia disse, ao JN, que a manutenção da docente no agrupamento "seria nociva" para a comunidade escolar.

O JN tentou contactar alguém da Câmara de Mirandela, mas em vão. Também tentou contactar a docente em causa. Nas duas primeiras vezes, adiou a conversa, alegando estar a dar explicações; à terceira tentativa, desligou o telefone.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

BENTINHOS

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OLHÓS BIRA BENTOS!

Por ANTÓNIO VERÍSSIMO

Bento XVI vem aí. O país pára. Porquê? Mas quem é este Bento para fazer parar um país? Tolerância de ponto que significa balda? Não há escolas? Cortes de ruas? De limitação de circulação de trânsito? Que adulação mais estúpida e exacerbada é esta? Será porque este Bento é o tal que está a ser acusado com legitimidade (pelo que se sabe), de ser um protector de eclesiásticos pedófilos? Mas, então, porque não parou o país quando soube dos que encobriam os pedófilos da Casa Pia? Ao menos esses eram de cá da “casa”. Eram e são. E, olhem para eles. Todos em paz e a gozar da santa impunidade. O demorado julgamento foi mesmo só para tapar olhos. Dá em nada ou quase nada. Quem foi abusado que se lixe! Como acontece com este Bento que vai chegar. Claro, as crianças abusadas que lixem!

Um Bento é um consagrado? Se Bento é isso, vamos ali e já voltamos. Consagrado, benzido. Só se for com esperma de pedófilos. Esta é pesada, que é para acordar. Pode ser que sim. Um milagre fazia jeito.

E não têm estes políticos vergonha de andar a voltar atrás? A comportarem-se como Salazar? Portugal, o país dos três efes. Fátima, futebol e fados… A alienação. Que nem é o F de fado. Fado é destino. É a nossa canção por dores de que padecemos. Por F de fome, F de fornicados que estamos, F de furiosos… e mal pagos. Tantos efes que aqui se aplicavam. F de fantoches, que é aquilo que vimos nos políticos que cedem às exigências dos grandes lobies, como a dita igreja de Bento. A igreja, em si, não terá grande maldição. As religiões são no que dão. Os Bentos, esses, têm com toda a certeza maldição com eles. Há Bentos terríveis. Sacrílegos. S. Bento, por exemplo. Catedral onde vimos alegados representantes dos eleitores protegerem outros interesses, que não os dos eleitores. Isso prova-se comparando o que prometem com aquilo que realizam.

E o país pára. E, apesar da crise gastam-se milhares, centenas de milhares de euros (1 milhão)para receber este Bento. E a crise? Já não há crise? Milagre? A crise segue dentro de momentos. Agora não, porque para os Bentos não há crise. Sem crise. Essa é para nós e só para nós, os pecadores. Eternos pecadores. Eles podem ser pedófilos, encobridores de pedófilos, corruptos passivos e activos, charlatães, trafulhas, incumpridores, etc. Mas os excomungados somos sempre nós. Que crise.

E, pategos, lá vão aos milhares ulular ao Bento, aos Bentos. Trouxas. Bentinhos. Que venham os Bira Bentos, do Bulhão e de todas as partes do país.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fome - SÓCRATES REÚNE COM IRMÃO GÉMEO E DECIDEM O ESPERADO

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Passos Coelho, recém eleito dirigente do PSD, reuniu com José Sócrates, primeiro-ministro e dirigente do PS. Partidos irmãos, sujeitos irmãos. Decidiram avançar antecipadamente com algumas medidas do PEC, as que englobam cortes no subsídio de desemprego (que certamente vai baixar) e noutras que têm mantido a ralé dos portugueses a sobreviver apesar do desemprego e das doenças.

São cortes e mais cortes que vêm aí. As igrejas e os Bancos Alimentares podem começar a preparar-se para mitigar a fome de mais uns imensos milhares. Um milhão ou mais.

Passos Coelho, aparentemente irmão gémeo de Sócrates, no pensar e decidir, não se fez rogado a também exigir o mais fácil: os pobres que paguem a crise. Nem poderia ter sido eleito no seu partido se acaso fosse de opinião que devem ser os ricos a pagar a crise. Mantém-se por certo dito: os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E lá temos mais um sujeito que vai “carregar” sobre os que trabalham com salários de miséria, ou estão no desemprego, ou completamente desamparados por vicissitudes muitas vezes criadas por estes políticos e empresários de pacotilha que unicamente olham para os seus umbigos. Lá vem mais um merdas! Como se não bastassem os que existem e que dizem que a política até lhes traz prejuízo mas que têm uma vocação para servir. Como se acreditássemos. Não é por acaso que eles vão e voltam sempre à política, que são profissionais em depauperar-nos no pouco que nos resta, para se encherem.

Já diz Portas que discorda se aumentarem os impostos. Pois, deviam de aumentar os impostos aos que recebem vencimentos e bónus escandalosos, de milhões. Aos que especulam. Pois deviam de aumentar os impostos aos que fogem a pagá-los como devem, ludibriando o sistema, pois deviam eles próprios, os políticos, prescindir das mordomias e de fazerem despesas enormes em viaturas, em carpetes (Jaime Gama gastou 5 mil euros numa para o seu gabinete), nas reformas chorudas e etc, à conta dos contribuintes. E contribuintes somos todos nós, que compramos batatas, arroz e esparguete…

Claro está que para uns terem vidas de nababos outros, a maioria, tem de “apertar o cinto” ou até a corda se decidirem enforcar-se em situação de desespero. Como Sócrates, o irmão gémeo, Passos Coelho, tudo fará para que isso acontece. Ele é o senhor que se segue… em S. Bento. Sabemos que sim. Os portugueses são suficientemente parvos para irem nas suas loas. Mais um.

Pelo que dizem, Portugal caminha para insolvência. Não se responsabiliza os que nos conduziram para esta insolvência? Temos de viver mal porque houve quem mentisse para ser eleito? Temos de viver mal porque os incompetentes se apossaram dos poderes? Temos de viver mal porque os políticos aumentam os seus patrimónios à conta dos portugueses e conduzem-nos para a insolvência?

Vergonhosa impunidade!

E agora lá temos, mais um “salvador”. Pedro Passos Coelho. “Salvadores” e “Vendilhões dos Templos” é aquilo que mais temos visto… Mais um. A culpa é da crise internacional, nunca é deles. Mais um. Pedro Passos Coelho. Mas alguém esperava que fosse diferente? Já está visto, vai ser lindo, vai!

Governo antecipa 'cortes' nas prestações sociais
CE: apoio à Grécia deve estar pronto "nos próximos dias"
Zona euro tem de ajudar Grécia "muito rapidamente", diz OCDE
António Guterres acusa Europa de falta de clareza
Governo alemão garante que parceiros europeus não deixarão cair Grécia
Espanha quer aumentar ajuda à Grécia para cobrir todo o ajuste orçamental
Risco de Portugal é o segundo mais alto da Europa
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domingo, 25 de abril de 2010

REGRESSO AO PASSADO

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E AGORA O QUE É DIFERENTE?

Ouvimos discursos nesta manhã de Abril que roçam o passado nas palavras enganadoras de Salazar, falta a voz esganiçada do tratante fascista que por mais de quatro décadas fez do país refém, um país de que se arrogava pai, mas era órfão de mãe – a Liberdade.

E era a PIDE-DGS, e era a guerra colonial, e era a Igreja fascista que de mãos dadas com Salazar segurava as rédeas do nosso querer e saber levando-nos por caminhos de penar. E era a fome e a miséria, era o que tínhamos para partilhar. Por uns míseros tostões tínhamos de trabalhar, enchendo a pança a patrões que só nos sabiam explorar. Melos, Espírito Santos, Quinas, Vinhas, Chapalimous… Puta que os pariu mais quem os pôs!

E agora o que é diferente? Digam-me lá, minha gente!

Temos liberdade? Alguma. Pouca. Sim, é verdade! Liberdade de ver e saber sobre os políticos corruptos, trapaceiros, doutores e engenheiros, que se governam dizendo que nos governam. Mentindo e sorrindo em permanente campanha eleitoral. De mãos dadas aos do grande capital.

Agora ministros, de seguida maiorais de empresas dos que servem enquanto estão nos governos em que se governam. Putas promíscuas que vimos sorrir no bordel do parlamento, dos governos, de Belém… Prometer ou vociferar para nos enganar e dar a parecer que nos querem aliviar o sofrimento. Mas isso já os outros faziam sem tanto descaramento.

E agora o que é diferente, digam lá minha gente?

Diferente é isto (por enquanto). Podemos aqui denunciar quase sem correr risco… de irmos parar ao Tarrafal.

É diferente? Melhor? E que tal?
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Todos e tudo está amansado, no caminho do regresso ao passado.

Até quando vamos suportar aquelas grandes putas deste Portugal?
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CRAVOS? SÃO CACTOS SENHORES!

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SÃO CACTOS SENHORES

Antes foram cravos, antes foi liberdade, antes foi o povo quem mais ordenou, antes vieram pé ante pé e foram segurando a revolução pacífica mas constante que se ia fazendo todos os dias, antes foi uma Assembleia Constituinte que pariu uma das Constituições mais justas do Mundo, das mais democráticas ao considerar os interesses da maioria da população. Antes eles vieram pé ante pé…

Antes foram cravos agora são espinhos piores que os das rosas. Antes vieram pé ante pé… Mas agora já estão confiantes e tolhem-nos a liberdade, e corroem-nos a democracia, a justiça… Eis que os corruptos e ladrões se pavoneiam por todo lado e até em Belém, e em São Bento e em Portugal inteiro. Apossaram-se dos tribunais, dos jornais e das televisões, do país inteiro…

Agora uns quantos exibem uns cravos da hipocrisia… Afinal são cactos senhores!
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VAMOS DEIXAR QUE SEJA SEMPRE ASSIM, EM CADA DIA QUE PASSA AINDA PIOR?
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cavaco Silva: FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO

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POUPEM, PORQUE PARA GASTAR ESTAMOS CÁ NÓS

Sempre tive simpatia pela monarquia, em determinados aspectos. Porque tomei adubos da cultura dita de esquerda acabo por ser um republicano atento que não deve ignorar evidências. Parece um contra censo. Parece mas, pensando bem, não é.

Na notícia mais em baixo é referido quanto custa aos portugueses o Palácio de Belém e a Presidência da República. Nem refiro os números porque terão oportunidade de se inteirarem. Refiro sim o abusado que é este PR e os anteriores ao esbanjarem em seu benefício e dos amigos (porque nem acredito que partilhem com opositores as mordomias) milhões inutilmente e com as doentias manias das grandezas, quando passam a vida a exigirem-nos sacrifícios, contenção, paciência, compreensão, etc. Se estes comportamentos não são reveladores de pulhas que nos usam e abusam, expliquem-me, por favor, como os devemos classificar e que respeito nos merecem.

Particularmente este senhor Cavaco Silva, aparentemente um ascético e poupadinho, alegadamente sabedor das engenharias económico-financeiras, um exemplo de correcção, etc., é frontalmente acusado de viver que nem um nababo – comparativamente à monarquia espanhola - à custa da miséria causada aos outros, aos que o elegeram, à maioria dos portugueses. Maioria que é pé rapado e que embarca nas loas destes grandessíssimos aldrabões da política nacional.

Evidentemente que acredito muito mais no senhor D. Duarte Pio do que em Cavaco Silva, sem sombra de dúvidas.

Aqui é referido quanto nos custa mais do que em Espanha o Palácio de Belém. É uma diferença abismal. E se compararmos quanto custa a Portugal e aos portugueses a Assembleia da República? E os ministros? E todos os outros penduras que vão de Secretários de Estado aos Assessores e por aí além? E os boys? E as vacas? E se os mandássemos catar piolhos em vez de nos estarem as esmiuçar o quase nada que resta?

São mesmo uns sem-vergonha.

Evidentemente que a Monarquia, como a República, tem os seus grandes “podres” e inconvenientes, contudo, o exemplo trazido pelo rei apeado, Duarte de nome, faz-nos meditar e indignar. Direi que nos abre os olhos para os comportamentos indignos destes políticos queirosianos, por ele descritos já há cem anos, que continuam a existir e a sugarem-nos indevidamente, alimentando o prazer da pequenez das suas estaturas morais. Quem pode olhar para Cavaco Silva com bons olhos? Nem para ele nem para a maioria dos que se governam alegando governar-nos. Políticos honestos, precisam-se! Existirão?

Presidência da República portuguesa
custa 5 vezes mais do que a casa Real espanhola

TSF – 16 Abril 2010

A Presidência da República portuguesa custa cinco vezes mais do que a Casa Real espanhola, em valores absolutos e 18 vezes mais por habitante, revelou quinta-feira à noite, na Figueira da Foz, D. Duarte Pio de Bragança.

Aludindo a diferenças entre os custos dos sistemas monárquico e republicano, o pretendente ao trono nacional frisou que o Presidente da República português, anualmente, «custa cerca de 2,9 euros por habitante» enquanto os encargos por habitante do Rei de Espanha representam «uns cêntimos por ano» aos cidadãos espanhóis.

«Em valores absolutos é cinco para um, por habitante é 18 vezes mais. O palácio de Belém sai muito mais caro do que o palácio real espanhol», disse D. Duarte.

Acrescentou que a monarquia inglesa, a mais cara do Mundo, é «a única» que é mais cara do que a República Portuguesa.

«Mas [os ingleses] são reis de uma dúzia de países, entre os quais o Canadá, Austrália e Nova Zelândia», argumentou.

Outra diferença entre o sistema monárquico e republicano espelha-se, segundo D. Duarte Pio, nas visitas de Estado.

«O Rei de Espanha, quando viaja, ou vai num aviãozinho militar pequenino ou vai num avião de carreira. Nunca ninguém viu o Rei de Espanha requisitar um avião inteiro de uma companhia aérea para fazer uma viagem de visita oficial», sustentou.
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