segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ESCROQUE MAL PASSADO À HORTA

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PRATO ESPECIAL NO PALÁCIO DO CAGATIVO

Na política há "pratos" para todo o gosto. Desde Saladas à Trafulha até Caras de Honestos Fingidas, é quase o que se queira. Só não há de todo para todos os gostos porque realmente Honestos à Séria é coisa rara e estão quase sempre esgotados. O que há mais é Filhos da Puta à Moda da Globalização. O enjoo desse prato é por demais conhecido. Todos já o provaram e a maioria come disso obrigatoriamente todos os dias.

Mas neste caleidoscópio da culinária política a nível global eis que aparece um prato dito diferente, apesar de conter paladares já muito conhecidos. Um prato de vómitos. "De rosca, batidos e rebatidos", como dizia um freguês do Restaurante Mundial. O prato é a não novidade do Escroque Mal Passado à Horta.

Nesta obra não prima mas sim denunciada enteada da culinária timorense, deparamos com os sabores salazarentos a mofo adocicado à Moda de Américo Thomás que se esbatem nas pitadas de engano da Salada de Primavera Marcelista, salientada pelo sabor pendura dos nacos à Moda do Cardeal Cerejeira. Ainda a adornar servem umas fatias estalinizadas e um cubo de Arroz Cru à Mao. A bebida para acompanhar deve ser a que recomenda o "chefe": um canjirão de translúcida Pia da Água Benta. Um beberete de céus revoltos, como dizem. Tudo moido e misturado. Disposto em rosca arquitetada a gosto. O mais usual é a disposição tipo Poia.

A delicia desta obtusa culinária é acusada de subir à cabeça dos que a experimentam no consumo mínimo - pior no máximo. Os sintomas de intoxicação estão já enunciados em nota de ementa do Restaurante Telhados Vermelhos, em Dili. Restaurante mais conhecido pela alcunha que lhe foi dada: Palácio do Cagativo. Definição surgida na sequência de um dos seus habitantes fazer grandes algazarras por coisas de nada, que acabavam por nem sequer acontecer, ou que, descontando o "empolamento", eram quase insignificantes. Cagativas.

Considerando as contra indicações daquele prato, o melhor é não recomendar. Não queremos que ao consumir o dito ande por aí desatinado com a mania das grandezas, armado em Cagativo. Se for a Dili, já sabe. Não toque neste maná - o Escroque Mal Passado à Horta. Como dizia um entendido neste tipo de culinária: "blufe por blufe o melhor é passar fome e seguir o exemplo de uma grande parte dos timorenses. Até porque o prato não adquiriu este nome por acaso mas sim devido a terem provado ser um maná sem escrúpulos, vigarista, sensaborão e propenso a provocar vómitos sistemáticos".
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domingo, 14 de novembro de 2010

BOSTAS DA LUSOFONIA PRESENTES NUM FÓRUM EM MACAU

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Em liberdade e democracia não pode nem deve haver contenção nas palavras quando nos deparamos com tratantes que conseguiram chegar ao poder por ardis eleitorais ou à força de armas, de golpes e de violência contra os povos - esses são alguns dos que neste momento se encontram em Macau num denominado Fórum Macau entre a China e os países lusófonos que constituem a CPLP.

Por lá se encontram representantes que são primeiros ministros e até um presidente da república. Todos à mama das potencialidades da China, mais de sete cães a um osso. Marimbando-se para que se a China é na realidade um país que respeita os Direitos Humanos ou não. Marimbando-se para tudo e para todos porque aquele será o melhor modo de lamber botas à enorme potência que é a China, com o seu enorme défice de democracia. Infelizmente não são só os países lusófonos a agir assim mas não fica mal que devemos de primeiro falar pelos da nossa pátria, a nossa língua, os da lusofonia.

Assim, em Macau, no dito Fórum, temos a presença de Angola e da Guiné Bissau, emergentes países da criminalidade, secundados por Timor Leste, representado pelo seu PR, Ramos Horta. De Portugal está presente o engenheiro (?) Sócrates, malfadado primeiro ministro. O vendedor da divida portuguesa. O causador (não único) da mesma divida. Desconhece-se a comissão ou mordomias de que beneficiará pela venda da dívida... Caricato, mas é como os portugueses sentem e pensam. Qual cangalheiros, beneficiam até do negócio que fizeram com o cadáver que Portugal já é. Exagero ou não, vale o sentimento e a "vox populi". Vale o saber que Sócrates nada vale e que foi um cancro que subiu as escadas do poder sem que se percebesse por que qualidades possuísse para o cargo. Tirando as que bem conhecemos sobre os políticos desonestos, aldrabões. Políticos que ora por pequenos lapsos de tempo estão a dar o biberão ao bebé, para o enganar, ora na maior parte do tempo estão a retira-lo e a mamarem para além dos arrotos. Até à exaustão. Sem quererem saber que são os causadores de o bebé morrer à fome.

A FRAUDE RAMOS HORTA

Igualmente caricato foram declarações de Ramos Horta, outro oportunista do panorama político internacional e, no caso, PR de um país mais ou menos lusófono (enquanto lhes convier). Disse alto e bom som, o atual imerecido Nobel da Paz, que Timor Leste vai investir na divida de Portugal (!). Pasme-se. Um PR que sabe que tem cidadãos seus eleitores a passarem fome, crianças comprovadamente subnutridas, tem o desplante de afirmar que é sua intenção que o país que representa "auxilie" Portugal na compra da dívida - que é mais que muita. A notícia é da Lusa mas possível de ler aqui: Timor-Leste disponível para comprar dívida portuguesa - PR Ramos Horta.

Aquelas declarações de Ramos Horta fariam sentido se acaso não andasse sistematicamente a mendigar auxílios de toda a maneira e feitio na comunidade internacional, com o agravante de se saber que nem todos os benefícios conseguidos em doações se repercutem no povo timorense e que há descarado enriquecimento ilegal por parte de governantes e seus próximos. Como é demonstrado publicamente por aquisições materiais e fausto com que muitos publicamente se pavoneiam. Sendo impossível que com os onerários correspondentes aos cargos que desempenham conseguissem tais aquisições e luxos. Ramos Horta é presidente de uma república de emergentes mafiosos e disso nem sequer fala, nem tal combate, dando a parecer que faz exatamente o contrário com os seus silêncios e o faz-de-conta de que tudo está às mil maravilhas no país. Afinal faz aquilo que não há muito tempo José Sócrates fazia em Portugal. Mentia. Ocultava. Manipulava. Usava a competente desonestidade em argumentos que se têm vindo a provar serem enormes cabalas. A hora da verdade também chegará para Ramos Horta?

Não menos caricato, se não nojentas, foram declarações daquele político timorense, também em Macau, sobre o laureado Liu Xiao Bo. Igualmente segundo nos informa a Lusa: "Sobre o dissidente chinês Liu Xiaobo, Ramos-Horta confessou a sua "ignorância" por nunca ter ouvido falar do Nobel da Paz e "não conhecendo, não teço comentários sobre um laureado". Toda esta sua "conversa" veio na sequência de querer manifestar a sua satisfação pela libertação de Suu Kyi, a Nobel birmanesa que foi finalmente libertada pela junta ditatorial que domina o país, a Birmânia (Myanmar). Mais pormenores poderão também ser adquiridos em título da Lusa, aqui: RAMOS HORTA CONGRATULOU-SE PELA LIBERTAÇÃO DE AUNG SUU KYI MAS DESCONHECE LIU XIAOBO.

A desfaçatez de Ramos Horta, sobre o agora laureado Nobel da Paz chinês, dissidente que se encontra encarcerado, veio uma vez mais denunciar o seu conteúdo oportunista e a sobreposição que faz das suas conveniências, desvalorizando, até desprezando os mais elementares Direitos Humanos por que tanto apelava quando ainda não estava a abarrotar da importância que agora julga ter. Um homúnculo, como alguns lhe chamam.

Na verdade é quase inqualificável a baixaria das palavras e pensar veiculado por Ramos Horta sobre a China e sobre o dissidente Liu Xiao Bo. A ausência de uma referência mínima e até compreensivelmente diplomática sobre os desrespeitos da China relativamente aos Direitos Humanos em nada beliscavam a sua priviligiada "amizade" com os "democratas" de Pequim. Assim ele tivesse talento e tento. O que é inadmissível é a displicência com que se refere ao Nobel deste ano, um encarcerado nas masmorras chinesas - como tantos outros.

Podemos compreender a atitude de Horta por aquilo que como político e como pessoa, pelo demonstrado desde há muito, não vale. Como José Sócrates. Afinal, ele que agora se pavoneia por todo o mundo à custa de um Nobel que nem lhe custou a liberdade mas sim que lhe proporcionou só vantagens pessoais, menospreza um seu par que se encontra nas masmorras em luta dolorosa mas continuada em prol da liberdade e da democracia, algo que acredita ser melhor para o seu povo e para o seu país. Assim, outra vez, Ramos Horta veio provar ser uma grande fraude que se junta a outros Nobeis que provaram o mesmo. Pena que não exista a possibilidade e a coragem de lhes retirarem o galardão.

Diga-se o que se disser sobre este Fórum Macau, o que ali esteve em causa é negócio. Desses negócios, como acontece amiúde, os maiores beneficiários não serão os países mas sim uma corja de sicranos das elites, que comem, dormem e viajam à custa dos povos muitas vezes subnutridos. Como em Moçambique, Angola e em Timor Leste, na Guiné Bissau... e em Portugal para lá se caminha. Salvo as devidas excepções, o Fórum Macau não foi mais que uma reunião de bostas com os escaravelhos que delas se alimentam à volta.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ESTE TEXTO AINDA NÃO FOI VISADO PELA COMISSÃO DE CENSURA

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A notícia está já aqui em baixo para que possam vê-la, no caso de vos ter passado despercebida. Recordo que as manhas do regime Salazar eram uma brincadeira em comparação com o que se está a preparar. Rima e é verdade. Uma outra notícia também se segue… Um dia os bispos ainda vão ser considerados terroristas. Ai, ai.

Os manhosos dos dótores e engenhêros deste desgoverno dito socialista devem ter ido às arcas de São Bento que o Salazar por lá deixou e vá de vasculhar nas resmas de papéis amarelecidos.

A tal proposta a que a notícia se refere seria insuspeita se não viesse com tantos “rodriguinhos” como vim a saber que vem. Ela tem manhas por todo o lado e não tarda que por se dizer que o xuxalista Sócrates merece levar umas bengaladas deste povo massacrado (o que deve ser considerado em sentido figurativo e demonstrativo do desagrado e indignação do manhoso e dos manhosos que o rodeiam), só por isso se afirmar logo o idoso da bengala pode ser considerado terrorista e réu em causa de incitamento à violência, ao terrorismo. É que a definição de terrorismo é muito ampla naquela proposta-diploma e então por dá cá aquela palha o pessoal não deve de usar a liberdade de expressão naquele sentido de desabafar. Vai ser assim que vamos voltar ao Tribunal Plenário? É que se for o melhor é começar por mandar à merda estes políticos e ministros sacanas e parasitas que temos tido e que devagarinho nos vão limitando as liberdades.

É evidente que podemos ser pacifistas e largar pela boca fora umas palavras de indignação que “eles” possam considerar que caibam dentro do “colete de forças” que é esta proposta que encontrarão aqui em baixo. A intenção é calar-nos e privar-nos de comunicar sobre a indignação que os mamões nos causam. São um nojo de geração que teve tudo facilitado, que passaram uma infância e adolescência num Portugal Livre e Democrático (o mais possível), ou que já nasceram num país em liberdade… E agora saem com estas atitudes repressivas que devagarinho vão ampliando até que a nossa liberdade não seja nenhuma, a não ser para produzir para eles nos chularem. São uns nojos de geração livre mas manhosa e tendencialmente ditatorial. Os Hitleres perfilam-se e virá o dia em que darão razão a estas letras de um português usado e abusado pelo salazarismo, pelos sacanas destes democratas de meia-tijela, manhosos que ludibriam milhões pelo país e por todo o mundo. Uma geração com muita merda à mistura. E porque a merda vem sempre a cima eles ocupam os lugares cimeiros. Estão no topo, são os mandantes, os ditos lideres. Que nojo e que manifestação coletiva de indignação mereciam. Lamentavelmente os portugueses andam tão frustrados, tão preocupados com as suas vidas e de suas famílias que nem se dão conta das manhas destes ditos do Partido dito Socialista. Mas, verdade que estes saindo de lá… só mudam as moscas.

Os bispos, hoje reunidos em Fátima, também fizeram a sua apreciação sobre a vilanagem que se locupleta com reformas acumuladas e avultadíssimas, com “prémios” escandalosamente hipoinflacionados, etc., mas dali, dos bispos, apesar de ter saído o evidente e a razão, a decência a que apelaram, vai cair em “saco roto” – os parasitas farão ouvidos de mercador e continuarão no saque imoral até que possam. Quem se lhes opuser poderá vir a ser considerado terrorista. Olhem, mais umas palavras e umas virgulas, e os bispos ainda serão abrangidos pelas leis repressoras que estes chulos andam a preparar. Ai, ai.

Cá por mim, em vez de ir comer à Sopa do Sidónio, vou ao refeitório da Penitenciária de Lisboa. Até gasto menos solas.

Deixo um conselho: Façam festinhas aos políticos que nos andam a tramar, dirijam-lhes palavras de incentivo a que nos roubem mais. Do género: muito bem, senhores ministros, cortem mais nos ordenados, nas regalias que conseguimos com língua de palmo e meio, dêem-nos porrada através das vossas polícias e desenterrem a PIDE. Vão buscar o Silva Pais, o Torcionário do Tarrafal (Seixas Ruivo), requisitem ao Governo de Cabo Verde que vos ceda as instalações novamente. Curtam lixar-nos que nós merecemos. Sejam maus à brava. O que precisamos é de fome e porrada!

Bem, ao menos neste parágrafo anterior até nem estou a ser terrorista. Terrorista ou subversivo? E, agora me lembro: Quando forem a Angola (por exemplo) não podem cumprimentar aqueles corruptos todos do MPLA, os mais velhos. É que lá nos papéis amarelados da arca do Salazar consta que são terroristas. Cuidado, senhores. Dir-me-ão que já não são terroristas. Pois. Roubam que se fartam… Fazem parte do grupo, não é? Pois.

***Este texto ainda não foi visado pela Comissão de Censura***

(Tás lixado pá!)

Governo criminaliza incitamento ou apoio ao terrorismo

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – LUSA – 11 de Novembro 2010

O Governo aprovou hoje uma proposta que criminaliza de forma autónoma com uma pena de dois a cinco anos de prisão actos de incitamento público à prática de infracções, treino ou recrutamento para fenómenos de terrorismo.

Este diploma foi apresentado no final do Conselho de Ministros pelo secretário de Estado da Presidência, João Tiago Silveira.

"A proposta de lei, que será submetida à Assembleia da República, altera a lei de combate ao terrorismo e pretende punir três condutas, em primeiro lugar a difusão de mensagens destinadas a um grupo para incitar à prática de actos terroristas", afirmou.

João Tiago Silveira afirmou que também será punido "quem recrute outras pessoas para a prática de actos terroristas".

"Em terceiro lugar, será punido quem treine para o fabrico de explosivos, de armas de fogo ou outros meios que possam levar à prática de actos terroristas".

Crise
Bispos exigem fim de "pensões e recompensas exorbitantes

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – LUSA 11 novembro 2010

Os bispos consideram que as medidas de austeridade devem ser acompanhadas pela correcção de "desequilíbrios inaceitáveis e provocantes atentados à justiça social".

"É hora para pôr cobro à atribuição de remunerações, pensões e recompensas exorbitantes, ao lado de pessoas a viver sem condições mínimas de dignidade", refere o comunicado final da 176.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que hoje terminou em Fátima.

Lido parcialmente pelo porta voz da CEP, padre Manuel Morujão, o documento sustenta que "as medidas de austeridade, para merecerem acolhimento benévolo dos cidadãos, têm de ser acompanhadas de forte intervenção na correcção de desequilíbrios inaceitáveis e de provocantes atentados à justiça social". "Lucros indevidos, meros proveitos eleitorais e resultados oportunistas não servem a recuperação nacional", acrescenta o comunicado.

Os bispos católicos, que se afirmam conscientes da grave situação, "inevitavelmente prolongada", que o país atravessa, exortam ainda os portugueses a enfrentá-la "com espírito patriótico de coesão responsável entre forças políticas, agentes económicos, organismos sociais, movimentos culturais, comunicação social e cada cidadão como participante activo".

"O bem comum da nação assume prioridade nos critérios da construção do nosso futuro", consideram, lembrando que "todos devem sentir-se responsáveis pelas causas motivadoras da actual situação, uma vez embarcados no consumismo do supérfluo e seduzidos pelos bens materiais como centro de uma vida feliz".
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Presidenciais em Portugal – ALEGRE… ANDA EM CAMPANHA ELEITORAL?

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O QUE ELES QUEREM É MAIS TACHO

Ainda faltam uns quantos meses para as eleições presidenciais mas Manuel Alegre já é candidato desde as eleições passadas, que perdeu para o presidente do tabu e do ultra conservadorismo, Cavaco Silva.

Alegre fala, diz que assim, que assado, cozido e frito, vai aqui e ali, usa a conversa de sempre e que nem sequer já é escutada pelos que lhe conhecem a cartilha de cor e salteado.

Dá ideia de que está em campanha… ou talvez não. Talvez seja um relativamente idoso que anda por aí a brincar aos candidatos. Assim não fosse e não andaria a mendigar ao partido dito socialista para que os maiorais o acompanhem na campanha por ser suposto que o apoiam na sua candidatura à presidência da república.

Na verdade Alegre está a ser apoiado por lideres de um partido que se o acompanharem na dita campanha só lhe podem retirar votos e assim ter uma influência negativa para a sua eleição. Quem, do partido dito socialista poderá acompanha-lo? Sócrates? Esse aldrabão? Mas Alegre não sabe que os portugueses só de verem o homem sentem náuseas e revolta? Almeida Santos? Esse? O tal que dizia - e deve dizer ainda - que os deputados estavam mal pagos e que se estendessem a mão para chamar um táxi corriam o risco de algum português que fosse a passar lhes desse uma esmola? Esse, para além de estar com uma idade em que tudo se deve perdoar também significa que agora ao que diz já nem se deve ligar.

Afinal, Alegre, quem quer por companhia, pertencente ao PS, nesta pré-campanha em que até já sabemos aquilo que vai dizer? É que eles, novos ou velhos, são todos múmias paralíticas e só podem prejudicar a campanha de Alegre! Imagine-se que Alegre imagina que os portugueses são todos parvos (claro que não é isso que diz) e que ao verem-no acompanhado por uns quantos da direção do partido dito socialista vão votar em Alegre. Não. Ao contrário, fogem a sete pés!

Do mal, o menos: Alegre que peça a companhia de Louça e dos do Bloco dito de esquerda. Haverá os que fogem mas esses até nem nunca pensariam em escutar Alegre. E sempre poderia cativar aqueles que são anti-Cavaco. Coisa que vai ser difícil porque os portugueses estão sempre à procura de um salvador e os que mais servem para parecerem salvadores, sabemos por experiência, são os indivíduos do estilo do Cavaco, do Passos, e até do Portas.

Faz bem para Alegre andar em pré-campanha. Sempre anda e viaja por aqui e ali. Sempre ocupa o tempo e tem mais oportunidades para dar uso às várias reformas que aufere, como o Cavaco e outros de sua laia, mas… por favor, já nem precisa de falar: sabemos perfeitamente o que vai dizer. Mesmo que diga algo aparentemente novo também não interessa porque nem vai ser eleito, nem se fosse eleito cumpriria. É sempre o mesmo. Os mentirosos compulsivos estão na política como a banana e os amendoins estão para os macacos.

Vá-se entretendo, senhor Alegre. Faça-o, mesmo assim, neste Portugal triste – por responsabilidade do partido dito socialista, dos Cavacos e dos cacos em que Portugal está feito pelos tais da laia de Alegre, os deputados e muitos outros políticos portugueses.

A passear também se faz campanha eleitoral – afinal não é nada de sério para nenhum dos candidatos. Diz o povo e com razão: “o que eles querem é mais tacho”. Mais, sim, porque já têm vários e não largam o osso. Que vício!

Senhores, deixem-me tratá-los bem apesar de não merecerem, temos uma dúzia de razões para vos dizer porra. E mais uma: porra!
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CÃOVIÃO PARA VOAR E INTERNETE VELOZ A 200 MEGAS

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Digam o que disserem e como disserem que aposto que correm o risco de errar. Uma frase é certa: no monte é que se está bem.

É no monte que se está bem. Com montes de absolutamente. É no monte que podemos ignorar os políticos e as políticas desses “iluminados” que nos têm vindo a fazer a vida negra, com montes de carências, com montes de impostos, com montes de roubalheira, com montes de descaramento. Com montes de eteceteras. Daqui, do monte, falamos para a natureza e para os animalejos que fazem parte da família. Galos, galinhas, burros, cabras, ovelhas, aranhas, ratos e ratas, formigas, lacraus, osgas e lagartixas, coelhos, corvos, popas, pardais, melros, corujas, mochos, vacas e bois… Eu sei lá o que para aqui vai. Ainda agora a lista vai no adro. Há montes de bicharada amiga. E cães e cadelas. Cadelas, essas, por vezes até as apanhamos à mesa, na cavaqueira com um bom grupo de compadres e comadres. Minha rica Nossa Senhora do Monte da Francisca!

Aproveito para escrever mais um pouco porque o gasóleo do gerador da eletricidade cá do monte ainda vai dar. Para pouco mais mas vai dar. É que sem eletricidade aqui a internete não funcemina. É como lá em Timor e noutros lugarejos. Vale-me a prosápia de ter uma burra santa que me fornece o combustível. Na sua maior parte é mijo de burra. Com um litro de gasóleo misturado com as liquidezes daquela santa burra encho o depósito de vinte e cinco litros e mais o espaço para respirar. E se funciona. Até a internete fica cá com uma velocidade de mais de 200 megas. Um sabedor destas coisas de eletronica disse-me que é a internete a fugir na brasa do cheirete do mijo da burra. Pode lá ser. Aquela alminha é uma burra santa. Minha perfeitosa e maviosa Francisca. Mas agora não a vou acordar para urinar e encher o depósito. Nada disso.

Uma outra invenção que tive este principio de fim de semana foi o cãovião. Ele está ali em cima na fotografia. Imaginem a segurança que oferece. Só vendo e voando. Estou a pensar em comercializar este modo de voar. A partir de agora, sempre que queira ir a Lisboa nem preciso de ir pela estrada. Vou cortando caminho pelos ares, abrigado no meu cãovião. Este chama-se Doc, para os amigos. E que tal. Sou ou não um grande compadre inventor? Pois. Sei que sou.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

VALE A PENA “LADRAR E UIVAR” ÀS ORELHAS DOS MASTINS DO PODER?

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MANÁ PARA “APLICAÇÕES” DE CAVACO TAMBÉM ACABAM

Diga-se como se quiser e o que se disser que a verdade e o certo é que o governo “socialista” de Sócrates está cheio de não presta, de vadios que deambulam no saque há imenso tempo. Mamíferos que se governam e nos desgovernam.

Talvez que pelos “podres” destes governantes e deputados “socialistas”, pelos “boys”, pela imensa trampa que têm vindo a acumular ao longo de décadas, sempre se percepcionou o seu temer e evitar “mexer” nas imorais acumulações de reformas e demais mordomias da classe parasita de doutores, engenheiros e demais sacanagem que sem escrúpulos sugam o coiro e o cabelo aos desgraçados dos portugueses que sustentam os seus vícios e das suas famílias. Salvem-se devidamente as excepções.

Nessas excepções não se inclui Cavaco Silva nem Manuel Alegre, um a renovar o mandato presidencial e o outro a tentar uma vez mais ir para Belém. E são gente assim os maus exemplos da Nação Lusa. Sem escrúpulos, porque os de sua laia aprovam leis que os favorecem e lhes permitem auferir verbas imorais, eles refugiam-se nisso e lá vai de sacar enquanto é tempo.

Cavaco Silva tem acumulação de duas reformas pelo menos e ainda o vencimento de PR. Um fartote que vai direitinho para as suas “aplicações”, como ele gosta de dizer. Nem equaciona se é imoral ou não. Está na lei que se lixe se é imoral. Se na lei estiver algo que permita regressarmos ao tempo de matar impunemente… que se lixe. Está na lei… Nem pesa a consciência. A lei é tudo e o resto é conversa. Ela vale mesmo que seja feita por uma igualha imoral que legisla em seu favor. É imoral, obsceno, mas que se lixe.

E Manuel Alegre está na mesma. Até tem reforma da RDP, sem quase nunca lá ter trabalhado. Foi um tacho que lhe arranjaram logo que regressou após o 25 de Abril de 1974, depois foi para deputado quase vitalício, como a maioria, e pronto, recebe dali, dacolá e de além. Neste caso ainda é muito mais lamentável por olharmos para o poeta e o lermos sabendo que afinal lhe falta fazer um poema sobre a obscenidade de ganhar a vários “carrinhos” imoralmente, na prática de uma política do salve-se quem puder. E querem ser ou são estes paspalhos presidentes da República… E os portugueses até votam neles…

Como estes dois, outros hão. Muitos outros hão. Em “benesses” iguais. Até mais escandalosas.

Mas eis que finalmente os mastins do poder, neste caso “socialista”, ouviram o que vimos “ladrando” há imensos anos e ultimamente com maior incidência. Pudera, até nos estão a morder nas canelas.

A notícia está em baixo. Escutada logo de manhã nos noticiários da TSF e certamente de outros órgãos de comunicação social. Finalmente!

Curioso que da fase de surpresa pela medida decente tomada apesar de tardia os pensamentos de muitos viajaram quase de imediato para a incredulidade de que se mantenha por muito tempo o “corte” anunciado. Digamos que os atuais e os vindouros deputados já devem estar a pensar num subsídios para cada passo que dão nos Passos Perdidos ou num prémio avultado por cada vez que não disserem merda.

Não se pense que com Passos Coelho no poder vai mudar alguma coisa de substantivo porque isso é voltar ao mesmo de sempre e ter esperanças em promessas e atitudes anunciadas que nunca se concretizarão. Pelo menos se os portugueses continuarem quase amorfos perante os abusos dos sabujos da classe política que nos tem conduzido para este fosso do presente que já vem sendo por eles cavado desde há muitos anos do passado.

Sem mais, aqui fica a notícia do fim de uma “benesse” que engordou ainda mais a chularia. Outras inventarão para indecente e abusivamente se beneficiarem. Já agora: quando acabam com a "benesse" de os deputados terem direito à reforma em tão pouco tempo de exercicio de mandatos? Isso, descaradões, vamos lá a ser decentes e acabar com esse regime tão especial e parasitário!

Governo vai proibir acumulação de pensões com salários na Função Pública

ANA CATARINA SANTOS – TSF – 04 novembro 2010 - às 07:42

Depois de alguns avanços e recuos, o Governo decidiu proibir a acumulação de pensões com salários na Função Pública. A medida terá também efeitos sobre quem está reformado.

A medida, já aprovada em Conselho de Ministros, aplica-se não apenas a antigos políticos, mas a todos os que desempenharam funções públicas e recebam uma pensão por essas funções, suportada pela Caixa Geral de Aposentações, por Fundos de Pensões ou pela Segurança Social.

Vão ser abrangidos por esta medida, deputados, autarcas, ministros, políticos, gestores de empresas públicas, mas também médicos, magistrados e todos os outros profissionais que estejam a acumular uma, pelo menos uma, pensão de reforma e um salário na Função Pública.

Inicialmente, o Governo ponderou aplicar esta medida apenas em casos futuros, receando que pudesse ser inconstitucional por ser aplicada retroactivamente a direitos adquiridos, porém o Ministério das Finanças garante que há suporte jurídico e, de acordo com o jornal Público e o Jornal de Negócios, decidiu aplicar a medida já a partir de Janeiro do próximo ano.

Os titulares de cargos políticos têm de prescindir da subvenção vitalícia. São os casos, por exemplo, da actual deputada Manuela Ferreira Leite, do actual Provedor de Justiça Alfredo de Sousa e do actual Presidente da República.

Cavaco Silva que agora recebe a remuneração na totalidade enquanto Presidente, acumula ainda um terço do valor total das pensões a que tem direito, entre elas, uma pensão pelo Banco de Portugal e uma reforma enquanto Professor Universitário, já que abdicou da subvenção vitalícia a que tinha direito pelas funções que desempenhou enquanto primeiro-ministro.

Actualmente, a lei em vigor determina que todas as pessoas que já exerceram funções públicas e voltem a trabalhar para o Estado têm de escolher umas de duas opções: a totalidade do salário actual com um terço da pensão ou vice-versa, um terço do salário actual e a totalidade do valor da reforma, ou conjunto de reformas.

Contudo, o Ministério das Finanças não sabe ao certo quantas pessoas estão actualmente a acumular salários e pensões. Certo é que a partir de Janeiro acaba essa acumulação.
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domingo, 31 de outubro de 2010

A OBSESSÃO RACISTA DE JULIA GILLARD

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PORQUÊ TIMOR LESTE?

De há tempos para cá quase todos os dias vimos a primeira ministra australiana e os racistas do seu governo ou fora dele a fazerem publicar em manchetes a obsessão racista de afastar da Austrália refugiados de outros países bastante longínquos, que se arriscam a enfrentar mares medonhos para conseguirem a liberdade que julgam existir na Austrália. Navegam milhares de milhas em cascas de nozes, algumas vezes naufragando e encontrando a morte, para mendigarem umas réstias de humanidade e da tão propalada liberdade, justiça e democracia que julgam existir na Austrália.

Só pela comprovada coragem e afoiteza de que estão a dar a própria vida para conseguirem um pouco de paz e de humanidade deviam de ser recebidos com pompa e circunstância e não serem vitimas de políticos australianos mesquinhos que se encontram no poder e que os querem longe do seu enorme país por razões egoístas e racistas, para além de outras que se julgavam não existir em psicopatas considerados anglófonos de segunda, súbditos de uma rainha de Inglaterra e de sua família bolorenta, que parasita o país não se sabe porque onda de estupidez dos cidadãos australianos que teimam em pertencer a um Reino Unido de glórias passadas e que agora não são mais que um reino paradoxo que galhardamente sustenta os vícios de paranóicos reais de uma das famílias mais poderosas e ricas do mundo, os da coroa inglesa.

De todo este mar de desumanidade lá para os lados da Austrália fica-nos a memória passada da hospitalidade de imensos daquele povo e de muitas provas dadas ao mundo. Seria injusto não fazer constar. Aliás, no presente vimos bastantes com esse culto e que são contra a obsessão Gillard.



Voltando a Gillard - uma matrona primeira ministra, ela própria imigrada, dita trabalhista de partido, mas indubitavelmente racista - vimos que ela e os de seu governo viajam por aqui e por acolá, por países limítrofes e nem por isso, querendo vender a ideia de que os que enfrentam mares revoltos e a própria morte para se refugiarem na enganosa “democracia” australiana devem ser encaminhados para um campo de concentração em Timor-Leste. E porquê em Timor Leste?

Como a menstruação, que regularmente lhe deve aparecer todos os meses, Gillard e os racistas de sua linha “trabalhista” não se calam, não se coíbem de fazer todas as “demarches” para convencerem os dirigentes políticos da região a construírem um campo de concentração em Timor Leste. E porquê em Timor Leste?

Que se saiba a Austrália guarda no seu continente alguns milhares de refugiados sem que lhes dê liberdade e decência enquanto cidadãos válidos para ocuparem imensas áreas desertas do país e aí construírem oásis. Perguntem aos israelitas como isso é possível, se não sabem – não aos das ocupações fascistas e racistas na pátria palestiniana, que mais não são que extremistas judeus.

Refugiados presos em ilhas de sua soberania também já tem a Austrália, como no exemplo de Xmas. Outros há.



Mas agora quer alargar o seu espectro racista e pôr seres humanos que considera de terceira ou quarta categoria em países que também considera de terceira ou quarta categoria e que vê como o seu quintal e depósito de “lixo”. E porquê em Timor Leste?

A pergunta repete-se e a resposta deverá conter algo simples na sua aparente complexidade. Mas o quê? Será só por razões racistas ou pelo complexo de também os australianos serem considerados anglófonos de segunda aos olhos da bolorenta Albion? Resquícios do passado (e do presente) nada brilhante em relação aos verdadeiros australianos, os aborígenes? Razões economicistas? O que alimenta a obsessão de Gillard e de seus pares?

Obsessão assim por puro racismo é triste admitir. Lamentável é os países soberanos não serem peremptórios e dizerem a Gillard que “acabou a conversa”, que receba quem solicita ajuda e dá às suas costas marítimas depois de correrem tantos riscos. E que nem se lembre de afundar embarcações de refugiados como já o fez no passado. Não dá para esquecer essa nódoa criminosa e desumana.

Bem sepultada no fundo do mar deve ficar a obsessão de Gillard.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rumores de A a V

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Está historicamente provado que em Timor Leste os rumores de que alguns se queixam, tomam por exageros e desvalorizam, quase sempre contêm verdades, falhando por vezes no rigor de pormenores.

Mais tempo, menos tempo, mais coisa, menos coisa. Regra geral os rumores correspondem à verdade. Até numa dolorosa realidade acabou por se concretizar o rumor: a invasão de Timor pela Indonésia. Esse rumor predominava havia bastantes anos, muito antes do ano de 1975. Nos anos 60 vasos de guerra da marinha indonésia ancoraram ostensivamente na Baía de Díli e passearam-se à vista de quem os quis ver, de um lado para o outro, entre Díli e o Ataúro. Então era Sukarno o ditador de serviço na Indonésia. Os rumores da invasão já existiam muito antes e continuaram a existir, até que se confirmou a hedionda verdade.

A

PSD ESTÁ A CRESCER À CUSTA DO PD E DO CNRT

Já em Julho deste ano foi do conhecimento geral que mais de cem militantes abandonaram o Partido Democrático, de Fernando Lasama Araújo, assim como do partido de Xanana Gusmão, o CNRT. Os mais de cem que renegaram aqueles partidos foram filiar-se de seguida no PSD.

Desde então quase outros cem militantes voltaram a fazer o mesmo a “conta gotas”. Desta vez não o fizeram em bloco.

As razões que alegam é pela enorme desilusão que os partidos em que estavam filiados lhes vinham a causar - PD e CNRT.

Ex-militantes de ambos os partidos salientaram “a falsidade que tem vindo a ser demonstrada por Xanana e Lasama. O primeiro ministro tem-se revelado uma enorme fraude. Ele próprio tem tirado da boca do povo para dar à sua família e aos seus amigos de conveniência”, disseram sobre o CNRT de Gusmão. “Lasama está em absoluta sintonia com Gusmão, quer boa vida, boas mulheres, boas bebidas e viver no luxo à custa do povo. Tem sido um dos que em esbanjamentos de sua iniciativa muito tem tirado ao povo para dar aos que são de sua preferência. Também é um elemento com a mania das grandezas. Nunca eles pensaram vir a viver tão bem à custa do povo que quase nada tem.” Assim se referiram ao líder do Partido Democrático.

Sobre a decisão de quase duas centenas de ex-militantes daqueles partidos políticos terem preferido o PSD alegam que aquele partido tem-se esforçado e conseguido “denunciar os roubos e corrupções dos amigos de Xanana e de Lasama”, principalmente Mário Carrascalão "quando era vice primeiro ministro”.

Um dos envolvidos nesta “transfega” político-partidária salientou: “Sabemos que no próprio PSD há elementos que fazem parte do governo e que são pessoas envolvidas em KKN (corrupção, conluio e nepotismo), mas essas já nem deviam ser consideradas do PSD porque o que têm feito tem sido em beneficios para elas, para os aliados de Xanana e de Lasama. Contamos que o PSD tenha coragem de os expulsar quando for provado que são uns corruptos, uns ladrões.”

Outros, das quase duas centenas de novos militantes, referem que os seus objetivos ao aderirem ao PSD foi porque consideraram que o partido tem bons programas e planos para o desenvolvimento do país e demonstram ter honestidade bastante e vontade para fazer o que se propõem.

B

RUMOR CONFIRMADO… E MAIS

Há imenso tempo que se vinha falando da prática de KKN, abuso de poder, por parte de funcionários superiores e outros que pertencem ao gabinete do primeiro ministro Xanana Gusmão. Agora, a comunicação social veio dar conta de que foi decidido um processo de investigação àqueles funcionários e a certas práticas tidas por ilegais no gabinete do PM.

A “rusga” ficou com data marcada, pelo se veio a saber. Em 30 de Outubro os executores da acção de fiscalização e inquérito iniciam o seu trabalho no gabinete do PM. Em Díli diz-se que a farsa é mais que evidente porque os faltosos terão mais que tempo para “limpar” tudo que contenha irregularidades, até mesmo as praticadas pelo PM que pudessem ser constatadas através daquela acção de investigação, fiscalização e inquérito.

“Onde se viu dizerem a um ladrão que no dia tal às tantas horas vão a sua casa verificar se lá está o produto do roubo de que vem sendo acusado para assim o incriminar?” Perguntam.

C

CATÓLICOS “ATIÇADOS” FORAM AGRESSORES E INCENDIÁRIOS

Em meados deste mês, em localidade do distrito de Bobonaro, uma turba de católicos, avaliada em mais de mil pessoas, apedrejaram várias casas da população, pertencentes a timorenses de outra religião, e incendiaram um armazém na aldeia de Simata, do suco de Ritabou, subdistrito de Maliana, do distrito de Bobonaro.

A acção violenta e conflituosa resultou do facto de algumas famílias, timorenses da localidade, terem aderido à religião evangélica, oferecendo um lugar para construir uma igreja evangélica.

Instado pela comunicação social, o comandante da polícia local informou que continuam a investigar a situação, dizendo que já identificaram o suspeito, que irá ser submetido brevemente julgamento. Contudo, os rumores alastram em relação a quem instigou a acção e mobilizou a turba de católicos: um padre.

Pessoas próximas das vitimas afirmam que até hoje a igreja católica timorense se tem remetido ao silêncio em vez de chamar à responsabilidade o eclesiástico que instigou timorenses contra timorenses com o objetivo de evitar que uma outra religião se instalasse no local onde tem prevalecido o monopólio da igreja católica timorense.

Conscientes das regras democráticas e constitucionais, cidadãos timorenses da região, lamentam e criticam a igreja agressora pela violação das garantias constitucionais e pela impunidade de que elementos clericais gozam apesar de por imensas ocasiões serem o rastilho de actos de violência que causam mortes, ferimentos e destruição a muitas famílias.

Até à data não é conhecida reação de decência e responsabilidade por parte das autoridades eclesiásticas e a própria polícia parece querer culpabilizar somente um ou dois dos agressores e incendiários, ignorando o padre que, segundo na população é afirmado, tem todas as responsabilidades por ter “atiçado” a turba contra os timorenses que optaram por pertencer a outra religião.

D

QUEM QUER VAI, QUEM NÃO QUER IGNORA

A Procuradora Geral de Timor Leste, Ana Pessoa Pinto, tem agido e denunciado a sua vontade de pôr cobro à corrupção, conluio e nepotismo, de que o governo AMP e o próprio Xanana Gusmão vêm sendo acusados. Ressalve-se aqui que continua a não se ter conhecimento de que a PGR esteja realmente interessada em averiguar e proceder segundo as leis no que diz respeito às violações alegadamente cometidas e de domínio público. Juristas garantem que se o fizer tudo indica que encontraria provas bastantes para levar o primeiro ministro a tribunal.

Seja como for, pelo menos aparentemente, comprovadamente em casos de menor monta, a PGR demonstra estar agir numa tentativa de levar a legalidade e o Estado de Direito a melhor porto.

Rumores dão sugestões que não serão difíceis de comprovar e que poderiam levar dignidade e prova de dever cumprido à PGR. Para isso dizem que será bastante a PGR se decidir por começar a investigar quem do governo e ou pessoas amigas e familiares estão a comprar casas na Austrália, na Indonésia e em Singapura.

Este rumor já tem tempo de sobra para ser levado a sério. Até é dado adquirido para muitos que Xanana Gusmão ou família possui uma habitação de luxo, descrita como “apalaçada”, em Melbourne, onde a esposa e os filhos por vezes passam as suas férias. De certo que é do conhecimento da PGR. O que os timorenses perguntam é como é possível o PM ou alguém de sua família ter adquirido tal habitação de luxo em Melbourne, já que sabem que não poderá ser com o que aufere na qualidade de primeiro ministro e anteriormente não possuía bens que lhe permitissem ter agora valores que lhe dessem acesso à referida aquisição “palaciana” no sul da Austrália.

Fala-se igualmente em aquisições em Singapura, por outros protagonistas que usam inclusive nomes de familiares e pessoas de confiança.

Saliente-se que quem quiser comprar casa em Singapura e provenha do estrangeiro fica obrigado a depositar 200 mil dólares a fundo perdido que reverte para o estado singapurense e que só depois disso poderá proceder à aquisição da casa. Casa que, como se deve saber, terá por custo cerca do dobro dos 200 mil dólares. Isto para corresponder à dignidade de ministros ou alegados empresários timorenses sedentos de exuberar os seu novo riquismo.

Porque razão Ana Pessoa Pinto não toma em consideração este rumor? Devia. É que, como ela bem sabe, os rumores têm sempre alguma razão de verdade. Ou será que afinal a PGR continua a ser uma figura decorativa ao serviço dos que dominando a justiça cometem crimes na maior das impunidades?

Investigar não custa e é através dessa prática que sempre se concluiu que os rumores muitas vezes contêm verdades, ou seja: não há fumo sem fogo. Quem quer vai, quem não quer desculpa-se dizendo que são só “rumores” desvaloriza-os e ignora.
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*Continua e o abecedário não deve de chegar
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

FANTASMA DE SUHARTO CONTINUA A PAIRAR NA INDONÉSIA

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Suharto, a pose do assassino indonésio

COMO PODE UM ASSASSINO SER DECLARADO HERÓI?

Um dos maiores assassinos asiáticoS está a ser agente da polémica sobre se deve ser considerado herói nacional. Este descalabro está a acontecer na Indonésia à volta do nome do ditador Suharto.

Os povos têm tendência a esquecer facilmente os atos dos tiranos, fruto dos branqueamentos das máquinas infernais de doutos historiadores, jornalistas e outros novelistas a soldo de regimes repressores, decrépitos, desumanos e assassinos. Agora é na Indonésia sobre um enorme monstro comparável a Pol Poth, a Mao Tse Tung, a Ferdinando Marcus e tantos outros por aqueles lados do mundo.

Anis Matta, do partido PKS, um indonésio da elite, peça da máquina de branqueamento sobre o assassino Suharto, diz hoje no Jakarta Post que a julgar pela “contribuição de Suharto a este país durante o seu reinado de 32 anos, nós acreditamos que ele merece ser chamado como um herói nacional.” Salientando ainda o fato de que “A contribuição mais significativa de Suharto é o desenvolvimento do nosso país.”

Anis Matta disse muitas outras baboseiras sobre o ditador, como se ele não fosse a personificação do verdadeiro assassino de imensos milhares de indonésios, de cerca de duas centenas de milhares de timorenses e de mais que viessem sempre que tivessem oportunidade.

O que este branqueador do passado do ladrão e assassino indonésio Suharto omite é isso mesmo: que o monstro e o regime que impôs reprimiu milhões e assassinou milhares de indonésios e que em Timor Leste centenas de milhares perderam a vida por via da sanha assassina do tal “herói” nacional a quem agora somente apontam o desprimor de ter endividado o país no exterior. Não refere que a família Suharto é a mais poderosa da Indonésia por ter usufruído dos escandalosos roubos praticados à sombra de Suharto durante o seu “reinado de 32 anos”.

Que Suharto contribuiu significativamente para o desenvolvimento da Indonésia, disse aos jornalistas Anis Matta. Pois se não tivesse roubado tanto, para ele, para a família, para os amigos, para os generais, para todos que eram suporte do seu regime criminoso, decerto que os indonésios atualmente beneficiariam de muito mais desenvolvimento, e além disso existiriam mais umas largas dezenas ou centenas de milhares de cidadãos indonésios, perspetivando que os assassinados pelo regime se reproduziriam.

Vimos então que mais um regime que continua decrépito e periclitante quer guindar para o panteão nacional indonésio um severo praticante de crimes contra a humanidade, Suharto, de seu nojento e triste nome.

Como quase sempre, prevê-se que os cidadãos indonésios consintam a concretização desta aberração em país que, como imensos, só aparentemente é democrático. Pese a consciência da ONU e outras organizações ditas defensoras dos Direitos Humanos por nada fazerem para declarar postumamente o ditador Shuarto como um verdadeiro responsável e praticante de imensos crimes contra a humanidade nas pessoas de cidadãos indonésios e timorenses.
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domingo, 24 de outubro de 2010

À PROCURA DA VIRGINDADE

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VEJO-VOS A TRABALHAR O DIA INTEIRO

Camões, o Luíz Vaz de, era um pândego, um boémio, um bom garfo e melhor copo, um namoradeiro, um faz filhos a eito, aventureiro, esbanjador, critica severo da realeza, das elites saqueadoras, seus seguidores e políticos da época. Camões era português. Homem de letras que, como quase todos os portugueses, merecia o desprezo dos do poder e das elites. Afinal, descendentes dessas mesmas elites, os filhos, os netos, os bisnetos, souberam devolver a importância merecida ao escritor, poeta, ao homem dos Cantos.

Não se diga que Camões não tenha falecido virgem. Virgem foi-se. O que lhe negaram foi a dignidade, na vida e na morte. Morte que o surpreendeu na miséria. O que acontecia e acontece com a maioria dos portugueses desassossegados que escrevem ou falam sem peias, sem atender a donos. Grandes obras literárias recheiam a literatura antiga e actual de Portugal, fruto de autores desassossegados, críticos dos políticos e das elites de então e de agora. Quase todos encontraram a virgindade.

Neste caso a virgindade corresponde à honestidade e justeza com que escrevem. Sem atender a donos das suas prosas ou dos seus poemas. Olhando, capturando e transmitindo a realidade pura e dura sem se preocuparem com o Politicamente Correto, sempre tão conveniente para alguns. E se temos bons escritores a vender as suas prosas ao Diabo! Caramba! Considerando os jornalistas como oficiais da prosa e por isso escritores… De certeza que esses jamais encontrarão a virgindade. Substituem-na pela Voz do Dono.

As razões porque assim é devem-se às suas sobrevivências e de suas famílias. Encostaram-nos à parede e a auto-censura, até em pequenas coisas, é uma constante que os penetra e esburaca como violador desumano que sente prazer no ato de magoar, de tornar submissos os que pensam e sabem estar errados. Digamos que nada de especial acontece, afinal são violadores “democráticos” que possuem grupos de comunicação social que sempre que lhes convém fazem das mentiras verdades e das verdades mentiras. E os atores estão sempre submissos, atentos e venerandos, obrigados. Jamais se rebelam e partem para a miséria como Camões, como outros. Como contemporâneos do estilo de tantos bons escritores e poetas, bons jornalistas, que não passam de incógnitos, de “assunto arrumado”, por via de serem desassossegados. Virgens.

Não é difícil imaginar que são imensos os e as que nas áreas supra citadas gostariam de manter ou recuperar a virgindade. Mas qual o quê, logo de seguida a miséria espera-os (as)…

Como vos compreendo, apesar de não resistir a criticar-vos. Desculpem-me.

QUE FORÇA É ESSA? - ouvir
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COMEÇAR DE NOVO

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CHEGA DE MEDITAÇÃO, AO TRABALHO!

Está na hora de começar a fazer alguma coisa nesta máquina infernal que quase milagrosamente nos permite comunicarmos. Máquina diabólica que me surpreende e ultrapassa, que me deixa a falar com os ruídos que faz… Pudera, esta coisa aqui no Monte funciona a gasóleo!

Olha a admiração!

Ao trabalho!

Confesso sem rebuço que acho que aqui mais em baixo havia lixo demais. Optei por deitar fora alguns “bonecos” e espécie de prosas. Outros, deixei, apesar de conterem algumas indecências…

Não é falso pudor, não. Deu-me práki.

Desculpem-me.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

DEIXÓS POUSAR!

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CAVACO CHEGOU À PRAIA – QUEM TEM TERRA NO CU?

Diz-nos a Agência Lusa que Cavaco Silva chegou à Praia e inaugurou sala VIP. Fui ver. Ah! Cá está o homem! Ali, bem com o cu na areia… Não se vê o outro. O que na história está sentado na terra e lhe pergunta quem tem terra no cu. Cavaco não, de certeza. Está sentado na areia.

Pergunto aos meus botões se aquilo é uma sala VIP inovadora. Não respondem. Também, para que serve uma sala VIP? Diz o outro, que não está na fotografia: essa é a prova de que esses gajos precisam de tudo à parte que é para não se misturarem com o povinho, que é para não padecerem como nós padecemos quando viajamos, naquelas filas infindas. Esses gajos são uns finórios e depois de tão bons tratos e mordomias à conta do Zé Pagante tentam sempre voltar porque nunca ficam satisfeitos.

O outro, o que tem terra no cu, também não tem papas na língua e respondeu: Como posso ter papas na língua se ando a viver sob o espectro da miséria, do desabrigo, do desemprego e da fome?

Mas não se fala assim do presidente, disse-lhe.

Respondeu eriçado: Pois, o melhor é nem falar desse coiso. Afinal ele foi eleito à rasquinha e agora até nem seria eleito. Veio à mama. Sempre é mais uma reforma que vai pertencer-lhe, para a colecção. Ficará com quatro ou com cinco reformas acumuladas?

Patriotas… Deixós pousar!
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

FODA-SE!

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Milôr Fernandes (adaptado)

1

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.

Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?

O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.

Reorganiza as coisas. Liberta-me.

"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"

"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?

"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

2

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!

O Sol está quente comó caralho!

O universo é antigo comó caralho!

Eu gosto do meu clube comó caralho!

O gajo é parvo comó caralho!

Entendes?

No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".

Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.

O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.

Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.

Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.

Solta logo um definitivo:

"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".

O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.

Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.

Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?

Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:

"Chega! Vai levar no olho do cu!"?

3

Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.

Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".

Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"

Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”

Então:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:

Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”

Atente no que lhe digo!

**Remessa: LB
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sábado, 19 de junho de 2010

ADEUS SARAMAGO! ATÉ BREVE SARAMAGO!

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Dizem que morreste, jovem idoso provocador e rompe convenções, machado de razões que abres cabeças sem lhes retirar os escalpes, que lhes mostras para a eternidade e enquanto existirem letras outras visões e questões, também elas cheias de razões porque essas são tantas que nem as sabemos contar. Dizem por aí que morreste, claro que nos estão a querer enganar.

Tu vives, estás aqui mesmo à minha frente, em pessoa, na primeira pessoa que és de livros nas prateleiras que de tantos serem já só cabem no chão e ficam a meus pés. E lá estás tu, junto a tantos que prezo. São os meus melhores amigos, alguns já velhos e carcomidos. Não importa, as letras estão lá e tu também.

Vejo-te a sorrir à socapa, estendido e marmóreo, no disfarce perfeito, para que te deixem em paz e se atrevam a pensar dizer “Aqui Jaz”, se atrevam a elogiar-te quando por anos e anos a única coisa que souberam e fizeram foi criticar-te, reprovar-te, até odiar-te. E tu a vê-los passar… Sacanas, com cara de enterro, julgando que morreste. Mas que bem estás a enganá-los.

Dizem que são milhares, os que estão a passar por ti nesse salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa, a maioria sem pensar, sem ser por mal, sem hipocrisia. A maioria é povo, sem pensar, julgando que morreste, quando afinal podem encontrar-te nas letras que também tu és. E as letras nunca morrem, são eternas. E outros passam, engravatados, hipócritas, a pensar que talvez fiquem iluminados com um bafejo do teu Nobel da Literatura. Os sacanas, que em nome da democracia participam numa ditadura. E lá vai o Cavaco em espirito e cinzento, o José Sócrates… outros. Tantos. Agora são mais que antes, nos malvados tempos salazarentos.

Não vomites homem, deixa-te estar quieto, disfarça. Faz de conta que estás morto. Aproveita. Repara nos semblantes de fingimento. Ena! Tanta hipocrisia… O Cavaco, esse, se leu três páginas de algum livro teu foi demais; o Sócrates, esse, sempre foi um tumba, nem os livros de engenharia leu quanto mais estudá-los. Sabemos bem como conseguiu o diploma. Aguenta. Deixa-os desfilar e esfregarem-se na hipocrisia que até lhes sai pelos poros. Deixa-os aproveitar a tua aparente morte para serem vistos com ar de lamento com o intuito de ocultarem, cérebro por cérebro, o pensar e agir lamacento, fétido e filho de puta. Tão que nos lixa e nos obriga à incessante luta de pensar e agir qual o melhor modo de os fazer sumir.

Já vou ter contigo. Estás também ali na minha mesa-de-cabeceira. Levantado do Chão. Até já. Até breve Saramago!

Maior bandeira de Portugal na capital não está a meia-haste

Lisboa, 19 jun (Lusa) – A maior bandeira de Portugal hasteada em Lisboa, no alto do Parque Eduardo VII, não está a meia-haste, no dia em que chegou à capital o corpo de José Saramago, falecido na sexta feira.

José Saramago morreu aos 87 anos na casa onde residia em Lanzarote, Espanha. O corpo foi transportado num avião da Força Aérea Portuguesa para Lisboa e está em câmara ardente nos Paços do Concelho.

O funeral sairá no domingo, às 12:00, para o cemitério do Alto de S. João, onde será feita a cremação.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de Junho - DIA DO PORTUGAL CINZENTO

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ELES COMEMORAM O “DIA DA RAÇA”

O dia nacional de um país deve ter a participação do seu povo e a manifesta alegria por existir, deve ser colorido e comemorar justiça, paz, liberdade… Essas coisas que uns quantos estão sistematicamente a querer ter só para eles e para os seus acólitos, apoiantes com planos estratégicos para retirar disso vantagens, etc.

Actualmente o 10 de Junho é o dia de Portugal cinzento, como antes. É o dia dos discursos enfáticos e quase dislexos do actual presidente da república, Cavaco Silva, que ainda o ano passado mostrou o que vai dentro dele dos saudosistas dias salazarentos referindo-se ao dia da raça, tal qual os fascistas lhe chamavam e queriam que fosse. E era. E agora já é. Cinzento, triste, enfadonho. Sem a participação dos portugueses mas sim de uns quantos senhores cinzentões que se perdem em cerimónias oficiais, semi-oficiais, comeretes e beberetes, sem festa nem alegria, sem comemorações populares, sem manifestações de regozijo. Uma tristeza, cinzenta, como outrora.

Falta a tribuna engalanada na Praça do Comercio, em Lisboa e a chamada dos heróis de guerras sempre injustas destinadas a guardar as vantagens de uns quantos em prejuízo de maiorias, de povos. Falta só a tribuna porque os cinzentos estão aí e já contagiaram com a sua cor deslavada o país e a bandeira, já o afundaram e bradam ao patriotismo dos portugueses trouxas que como antes se deixem enganar por esses enfáticos, dislexos sujeitos. Manhosos que progressivamente nos coarctaram a alegria e nos levaram as cores de uma comemoração que pertence ao povo e não aos doutos enfatuados que comemoram dias de raça, a raça deles, que sempre tudo faz para nos enganar, explorar e subjugar. Hoje é o dia do Portugal cinzento, nada mais que isso. À espera que as cores regressem. Um dia hão-de voltar, sabemos isso. Também sabemos que é o que mais temem...
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COINCIDÊNCIAS ESPANTÁSTICAS À ESPERA QUE A VACA TUSSA

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Vaca a caminho do tussadouro

BURKINA FASO E PORTUGAL DE MÃOS DADAS

Fui alertado pela TSF para o facto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social ter deliberado hoje, quarta-feira, véspera de 10 de Junho - “Dia da Raça” dos Cavacos Silvas, Motas Amarais e outros – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que o director do Jornal de Notícias, Leite Pereira, “não exorbitou as suas competências, quando decidiu não publicar a crónica de Mário Crespo, destinada à edição de 1 de Fevereiro passado”, e estou a citar o constante no mesmo Jornal de Notícias de ontem, quarta-feira, 9, às 19:37 horas.

Segundo lá consta “A crónica aludia a uma conversa do primeiro-ministro, ocorrida num restaurante. Nessa medida, determinou o arquivamento da queixa apresentada pelo jornalista da SIC.

As reservas colocadas à publicação da crónica em questão não configuram uma utilização abusiva do poder genérico de orientação do jornal”, sustenta a ERC, considerando que assumem “contornos de razoabilidade e adequação”. Isto é, José Leite Pereira tinha o direito de questionar o jornalista sobre aspectos da crónica que lhe suscitavam “reservas do ponto de vista deontológico e de prática habitual do seu jornal”. A saber: a reprodução de uma conversa privada e a ausência de audição das partes atendíveis.”

E ainda, para terminar, no JN: “A ERC, que sublinha o facto de ter sido Mário Crespo quem tomou a iniciativa de cessar a sua colaboração com o JN, atribui “especial relevo” à posição do Conselho de Redacção do jornal, que por unanimidade exprimiu concordância com a posição da Direcção.”

Pois bem, a ERC, uma iluminada Entidade Reguladora para a Comunicação Social – provavelmente futura Comissão de Censura e de perseguição aos malandros dos jornalistas politicamente incorrectos, digo: partidariamente incorrectos – chegou a esta conclusão quase à mesma hora de uma conclusão idêntica de uma congénere no Burkina Faso. Espantástica coincidência!

Antes de abordar o ocorrido no Burkina Faso compreendo que deve ser aqui referido que pelo mesmo caso o Sindicato dos Jornalistas tornou público que considerava acto censório a decisão do director do JN ao se recusar a publicar a habitual crónica de Mário Crespo onde referia conversa passada num restaurante chiquérrimo de Lisboa entre o primeiro José Sócrates e outros sentados à sua mesa que dava a entender que Crespo era incomodo e que por tal seria bem que fosse “abatido” (no desempenho das suas funções profissionais”). Pelo menos foi assim que entendemos e, cá prá gente, nem será de admirar, nem seria o primeiro jornalista ou pessoa que mete a boca no trombone a ser “eliminado”, metido na prateleira.

Temos assim que os profissionais do jornalismo concluíram que Leite Pereira foi censor. Porque esses mesmos profissionais não percebem nada disso sobre censura lá veio a ERC corrigir e dizer que não senhor. “Censura? Nem pó!” Gostava de saber quanto ganham os da ERC para chegarem a conclusões deste tipo, mas isso é uma bisbilhotice e um aparte de um blogueiro por enquanto livre da Comissão de Censura, digo: ERC. Esta sigla parece um arroto sócio-profissional de mau agoiro. Muitos RIP para a ERC. Assunto quase arrumado.

Resta fazer notar que cá para a rapaziada, talvez mais ainda para os que já guardam uma certa idade e conhecimentos dos processos salazar-marcelistas, o que Leite Pereira fez foi claramente um acto censório e se acaso dorme de consciência tranquila, não se considerando um censor, naquele caso, está muito bem no lugar e até pode continuar a exercê-lo enquanto a vaca não tossir. Já o mesmo não direi depois. Olhem que ela um dia vai tossir. Acontece sempre que Leites e Pereiras e mais do antigamente desenterram o lápis azul da censura. Sim. Sim.

TU TAMBÉM, BURKINA FASO?

Por uma questão de sanidade mental gosto muito de terminar o dia, a noite, indo ler o Alto Hama, do jornalista Orlando Castro. Espanto dos espantos quando deparo com caso similar ao anteriormente referido e ocorrido nesta Porcalhota – parafraseando o Gaspar - mas o caso do Alto Hama é no Burkina Faso, com um jornalista que não era Crespo mas Zonzo, digo, Zongo. Jornalistas, Crespos e Zonzos, que querem meter nas prateleiras ou reeducá-los à moda do Burkina e, pelos vistos, de cá.

É na realidade espantástico encontrar tal coincidência. Por essa razão trago aqui a talhe de foice o que Orlando Castro publicou no Alto Hama, caso passado no Burkina, onde sabemos que os governantes são uns malandros da pior espécie, os dirigentes políticos idem, os jornais completamente controlados pelo poder económico e político-partidário dos que estão na mó de cima. Uma lástima de país. Um vómito. Salva-se o povinho, que tarda em se resolver a deixar de estar à espera que a vaca tussa…

Espantástica coincidência, só visto. Vede.

O QUE DIZ A ERC DO BURKINA FASO

Por ORLANDO CASTRO – Alto Hama

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social do Burkina Faso decidiu arquivar o processo referente à queixa do jornalista Blaise Zongo por não publicação de uma crónica sua no L’ Observateur Paalga.

“O Conselho Regulador deliberou, por unanimidade, determinar o arquivamento do processo referente à queixa do jornalista Blaise Zongo, relativa à recusa de publicação de uma crónica de sua autoria no L’ Observateur Paalga”, refere um comunicado divulgado hoje em Ouagadougou.

Blaise Zongo alegava que a não publicação da crónica é um acto de censura, mas a entidade do Burkina Faso assinala que “as dúvidas do director do L’ Observateur Paalga” são inquestionáveis.

Blaise Zongo já disse ter um entendimento diferente, frisando que não tem dúvidas de que “houve um acto de censura” e que “é alarmante que tenha ocorrido em 2010”.

“É manifesto que não concordo com a decisão de arquivamento”, disse Blaise Zongo explicando que apresentou igual queixa ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas do Burkina Faso e que este classificou o caso como um acto censório.

No seu parecer, recorde-se, o Conselho Deontológico considerou que, do ponto de vista “da liberdade de expressão constitucionalmente consagrada", o director do L’ Observateur Paalga optou "por uma atitude censória".

*Orlando Castro é jornalista angolano-português. Carteira Profissional nº 925. Mais pormenores em www.orlandopressroom.com

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altohama@clix.pt - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.
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domingo, 6 de junho de 2010

FERNANDO NOBRE, PORQUE NÃO?

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Fernando Nobre, candidato presidencial

NOBRE VEREMOS, ALEGRE TRISTE, CAVACO BAFIOSO

As Presidenciais já “mexem” e vêm ainda tão longe no tempo. Dois dos candidatos tiveram pressa em se anunciar e o actual presidente, Cavaco Silva, segue no seu passo a contar com o ovo no cu da galinha. Até hoje não tivemos PR que não fosse reeleito. Quem não acredita que isso vai voltar a acontecer? Os portugueses estão obtusos, alienados, masoquistas, conservadores, asnos, assimilados na aparente dualidade do sistema PS-PSD, sem pensar sequer que existem “mais mundos”, mais alternativas. Os do sistema sabem isso e dominam a comunicação social. Se um povo, os eleitores, não souberem decidir o que lhes convém só resta ver o próprio país a afundar-se. Um país é o seu povo, não é os políticos nem as suas javardas convenções e egoísmos, se o povo for de merda o país é igualmente de merda. Não posso acreditar que faço parte de um povo de merda. Resta demonstrar em eleições que também sabemos subverter o sistema implantado por esta democracia de faz-de-conta, dita de alternância entre dois partidos políticos mafiosos, malandros, sistematicamente prejudiciais aos portugueses. Obviamente que Alegre e Cavaco fazem parte dessa seita politicamente malévola. O que nos resta então por alternativa e fora do sistema até hoje vigente e que tem dado mais que provas de não prestar?

FERNANDO NOBRE, VEREMOS

Fernando Nobre, ou outros que se proponham a varar este atavismo e dislexia que está a atingir o seu nível máximo com os tatebitates de Cavaco Silva – um Salazar do século XXI - são bem aparecidos. Fernando Nobre já deu provas do seu rigor em coisa pequena que se fez grande, a AMI – Assistência Médica Internacional, uma ONG portuguesa. Se perguntarem a quem conhece a AMI e os da AMI, terão por resposta honesta que é ele, Nobre, o elemento mais rigoroso e justo da ONG. Salvo um ou outro desonesto que por lá existe, por ainda não terem sido descobertos, a AMI é uma grande obra. Acreditem que aos desonestos ser-lhes-à apontada a Porta Larga da Porta Amiga. Sei o que estou a fazer aqui constar. Os desonestos na AMI têm sempre os dias contados.

É exactamente isso que pretendemos para Portugal. Resta-nos perguntar se acaso Nobre seja eleito leva para a política da Presidência da República exactamente os mesmos critérios ou se irá aquiescer perante a podridão e pressões dos políticos que dominam este país. Não sabemos. Só podemos futurar com base nas suas práticas anteriores em outros locais. De quem se fará rodear em Belém se for eleito? Recorrerá aos vícios e viciados dos seus antecessores? É que se o fizer nem vale estar para aqui a postar palavras. Palhaços por palhaços que fiquem os do costume. Ao menos não temos a despesa suplementar das maquilhagens. É que estes de agora, e bem conhecidos, estão sempre maquilhados para as palhaçadas. Nem precisam de vestimenta nova. Sempre se poupa alguma coisa. Mais que não seja para eles terem mais para gastar com as suas mordomias.

Fernando Nobre deu hoje uma entrevista à TSF. Podem ouvi-la naquela Rádio Jornal. No site ressalta que “Fernando Nobre acredita na vitória das presidenciais”. Também eu, se os portugueses abandonarem o amorfismo, o transe em que se encontram.

Diz o site da TSF que “O candidato a Belém disse, em entrevista ao programa Discurso Directo, acreditar na vitória nas eleições presidenciais por considerar que é uma alternativa ao actual sistema.” Evidentemente que é essa alternativa. Mas só se não se fizer rodear dos calaceiros, egoístas e mais adjectivos de causar vómitos dos do costume, com vícios de há quase três dezenas de anos. Esta pode ser a incógnita que virá a prejudicar a eleição de Nobre. Terá de explicitar muito bem de quem se fará rodear e se não virá com o papão da instabilidade porque falará verdade, honestamente, se vier a ser eleito. É que precisamos de um presidente sem papas na língua, que desmascare sem dó nem piedade a bandidagem que se acoita nos partidos políticos, em seu redor, assim como em muitas outras corporações de nefastos exercícios. Exactamente os que nos têm levado para o prejuízo.

Nobre é nobre quando diz na entrevista que “Muitos dos descrentes, dos desmotivados, dos esquecidos do sistema, que possivelmente são maioritários no nosso país, acho que vão ter possibilidade de escolha. O meu discurso vai ser muito frontal: se quiserem continuar com o sistema tal qual vigorou até hoje, vão ter esses candidatos”, sublinhou Fernando Nobre.” Se vai ser frontal… talvez seja possível reunir as condições para não dar azo à prossecução que já se adivinha com a continuidade das práticas desonestas do PS e do PSD. Sabendo nós que Passos Coelho é o futuro primeiro-ministro do PSD, refém dos seus maiorais, dos mandantes pardos e baronados, que em bastidores se entendem com os seus iguais do PS, sempre na mira de tirarem vantagens para si e seus séquitos corporativos de Portugal e de além-fronteiras.

Na entrevista Nobre elogiou Passos Coelho dizendo “Sobre o momento político que o país atravessa, o candidato a Belém elogiou o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, por este ter pedido desculpa aos portugueses pelo apoio ao pacote de medidas de austeridade.” E depois: “Gostei que ele [Passos Coelho] tivesse pedido desculpas. Acho que um líder quanto tem que adoptar medidas que não tinha programadas, só lhe fica bem pedir desculpa”. Ver-ouvir na TSF.

Está a começar mal. Se o elogia por uma normalidade, se o faz por uma estratégia política, então pode nem sequer se candidatar. Desses há montes de aldrabões e de interesseiros em Portugal. Chega. Ademais, como é possível elogiar-se a atitude que deve ser obrigatória em mentes sãs, decentes? Temos de elogiar um carpinteiro por cumprir a sua função e pregar pregos? Então também não tem cabimento elogiar um político por ser honesto (se é que o pedido de desculpas foi honesto e não uma autêntica hipocrisia com vista a recolha de dividendos eleitorais). Os políticos devem de ser honestos, os cidadãos devem de ser honestos. Uma república ou uma monarquia honesta é que é um país. O resto é bagunça e o salve-se quem puder. Como actualmente. O resto é sacanagem.

Nobre merece o benefício da dúvida, mas se quer realmente ser e estar fora do sistema não deve de ambicionar apoios político partidários, pelo menos dos habituais sacanas (PS-PSD) e dos emergentes sacanas (BE). Se é para ser candidato fora do sistema e contra ele não deve comprometer-se com forças partidárias apoiantes. De contrário não vale. Ponto final.

MANUEL ALEGRE, TRISTE

Alegre? Que tristeza. Manuel tem tudo a perder e chega à velhice a impor-se na babuja a um partido com maioria de práticas de direita e desonestas, como a direita sabe ser e a esquerda exacerbada e oportunista também. Como os do sistema sabem ser. Alegre está a espezinhar o seu passado são. Só não é crime de lesa-Alegre porque também guarda alguns podres do passado logo ali ao lado, mas parece que tudo se está a misturar e o apodrecimento completo é eminente. Alegre está a suicidar-se, nada mais. Ou então está tantam. Alegre tem uma reforma da RDP e pouco ou nada fez parte da RDP (rádio oficial). O quê? Um ano? Hem? E a consciência Alegre? É sempre a somar. Sempre o egoísmo. Não? E recebe-a. E até aprovou legislação nesse sentido há uma caterva de anos. Que triste, Alegre. O sistema apanhou em definitivo este antifascista. Que triste, Alegre. Essa de dar uma no cravo e outra na ferradura já não resulta, traíste Alegre. Pára, homem de um digno passado e de cada vez mais um triste presente. Pára! Ou então avança… mas expurga-te completamente e fala disso de uma vez por todas, honestamente, sem meias palavras, sem dar uma no cravo e outra na ferradura, como é costume. Depois chamam a isso moderação. Sacanagem política, é o que é!

ANÍBAL CAVACO SILVA, BAFIOSO

Aníbal, e os elefantes que os que votaram nele já tiveram de engolir, está a contar com o ovo no cu da galinha. Na verdade, até agora, todos os presidentes que se propuseram a serem reeleitos têm sido reeleitos. Eanes, Soares, Sampaio, falta Cavaco. Quebre-se o enguiço.

Este tem sido o pior presidente da República que Portugal alguma vez teve no pós-25 de Abril. Titubeante, massarongo, histérico, alarmista por nada ou quase nada. O tipo de indivíduo que só vê números e fala com base em números, até mesmo quando quer referir pessoas. Cavaco é dislexo e deslocado na nossa sociedade e na nossa realidade quotidiana. Está a leste e nem dá uma para caixa. Para muitos é um daqueles mistérios nas razões porque votam nele. Aliás, só uma justificação tem cabimento: métodos salazaristas à moda do actual século que oferecem estabilidade e segurança com base nos números de mentira, em visões falsas e falsos alarmes, na falsa fama de super quando foi primeiro-ministro, quando daquele tipo de super seria qualquer um ao receber oceanos de milhões da CEE. Milhões gastos em alcatrão e betão que agora não podemos comer. Milhões que voaram para os grandes empresários em obras gigantes que pagavam à míngua aos trabalhadores que na realidade as construíram. E agora não podemos comer o alcatrão nem o betão. E a piscina que mandou construir na sua residência de São Bento quando primeiro-ministro? Que visão de justiça e de poupado ascético. Lorpas são os que acreditam nesta dislexia presidencial com o mesmo cheiro a bafio, intenso, da velha primeiro-ministridade. Como Alegre, Cavaco tem no seu currículo colecções de reformas. Mas, afinal, destes políticos desonestos da nossa praça qual será o que não tem currículo semelhante? Justiça e sobriedade, decência e honestidade, para quando? Não vos incomoda receberem injustamente pipas de massa? Pelos vistos não. E até querem sempre mais. É o sistema que criaram para eles próprios e para os que se lhes agregam. Bafio do pior.
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OH GASPAR, ESTÁS A ABUSAR!

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PASSE AS FÉRIAS CÁ DENTRO? ONDE?

O presidente da Porcalhota *, Cavaco Silva, apelou aos portugueses para fazerem férias “cá dentro”, para “ajudar a inverter e ultrapassar a difícil situação em que o país se encontra”, em baixo, segundo o jornal Público.

Já não se pode ir tomar o café a seguir ao jantar, pelo menos em estabelecimento onde estiver o velho Gaspar. É que o Gaspar ficou escandalizado quando ouviu Cavaco Silva, no Algarve, fazer estas declarações “patrióticas aos pares dele, uma minoria abastada que passa a vida em férias lá fora”, dizia e espumava o Gaspar, mostrando as ceroulas por debaixo das calças puídas e rotas no cú. “Até a merda dos bancos dos jardins são ásperos, como a puta da vida, o resultado é calças rotas”, explicou ele há muito tempo quando lhe disse que tinha as calças rotas.

“Mas este Cavaco é presidente da Porcalhota e não conhece a realidade?” Perguntava a espumar de danado. “O tipo é presidente de um país que não é este ou quê? Mas quem é que vai de férias para o estrangeiro? Só pode ser quem rouba e se orienta com o alheio! Ai, estás muito longe da realidade, seu dono de um porrada de reformas!” E olhava para o monitor da televisão do café da tia Ermelinda. Calar é que não se calava.

“Gaspar, estás a abusar. Deixa os clientes beberem a bica em paz, vai lá para fora.” Dizia-lhe a Ermelinda a olhar para os outros clientes que davam toda a razão ao Gaspar mas queriam lugar no balcão para tomar o café que arrefecia, ali, à espera e a levar com os gafanhotos saídos da boca do velhote. E ele falava. E as bicas até já estavam mais cheias com tanto gafanhoto a pousar.

“Vou lá para fora? Nada! Ainda agora aquele marmanjo, coleccionador de reformas e sabe-se lá de que mais, disse para fazer férias “cá dentro”. Ora se eu estou de férias prolongadas e compulsivas, com uma reforma de fome, não posso ir lá para fora. A ti Ermelinda não está a ver o que quero dizer? Não sabe que sou obediente? Ora eu vou obedecer ao presidente da Porcalhota, que é este país de heróis do mar que marcham contra os canhões para se suicidar.”

“Oh Gaspar, estás a abusar!” Dizia-lhe a Ermelinda.

“Nada disso, ti Ermelinda. O que digo é que aquele marmanjo está longe da realidade ou então está a falar para uma minoria muito minoria, os de que ele é presidente. Ora quem vai de férias lá para fora sem dinheiro? Tomáramos ter dinheiro para irmos às nossas terras e ficarmos nas casotas dos nossos familiares, só para mudar de ares. Montanhas de desempregados, de reformados miseráveis, de gente que ganha mal, sem cheta, fechados em casa ou a passear nos jardins e pouco mais… Vá lá uma praia, e calotes. Os suicídios estão a aumentar. Mas aquele marmanjo de Belém sabe o que diz?”

“Oh Gaspar estás a abusar, não vais para fora mas vai-te sentar. Dá o lugar aqui no balcão, não o estejas a ocupar. “ Pediu já bem séria a tia Ermelinda pouco antes de ter amaldiçoado a máquina do café com um “Porra escaldei o dedo.”

“Está bem, eu dou o lugar. Vou-me sentar é na sanita, a largar o ar que me alimentou hoje todo o dia, mais a sopinha que me deu.”

Afastou-se. Parou. “Mas o presidente da Porcalhota deve estar a viver e a falar de outro país que não este em que vivemos. Ele nem sabe o que é não precisar de limpar o cu porque não se come. Olha o marmanjo.” E foi, fechou-se na retrete… a largar gases de modo bem audível.

“É da sopa de couves que lhe dei. Hoje ainda não tinha comido nada. Coitado, tem uma reforma de miséria e vai quase tudo para a farmácia.” Disse Ermelinda, à laia de desculpar o Gaspar.

*Porcalhota, é o que o Gaspar chama a Portugal.

Cavaco Silva apela aos portugueses para que façam férias “cá dentro”

Público – 05 junho 2010 – 20:00, Lisboa

O Presidente da República manifestou-se hoje preocupado com a “grave” situação económica de Portugal, e apelou aos portugueses para que façam férias “cá dentro”, para ajudar a inverter e ultrapassar a difícil situação em que o país se encontra.

“Neste tempo difícil que atravessamos, os portugueses devem fazer turismo no seu próprio país, pois é uma ajuda preciosa para ultrapassar a situação difícil em que o país se encontra”, disse Cavaco Silva, em Albufeira, onde inaugurou o pavilhão desportivo local.

“Se não estivesse preocupado com a situação geral do país, não teria feito um apelo forte e veemente para que os portugueses passem férias no seu próprio país”, sublinhou o Presidente.

“Aqueles que podem passar férias, devem fazê-lo cá dentro para ajudar Portugal a vencer as dificuldades actuais, pois passar férias cá, é criar emprego, combater o desemprego e ajudar à melhoria das condições de vida dos portugueses”, destacou Cavaco Silva.

“Ajudar é reduzir o sofrimento daqueles que não conseguem entrar no mercado de trabalho ou que perderam o seu posto de emprego e encontram dificuldade em recuperar um outro”, sublinhou.

Segundo o chefe de Estado, o turismo é uma das actividades “mais importantes do nosso país, pelo emprego que cria, pela riqueza que permite acumular – mais de dez por cento da produção nacional – e também pelo seu baixo conteúdo de importações” .

Cavaco Silva recordou que fazer turismo no estrangeiro, significa importações de serviços e consequentemente o agravamento da divida externa de Portugal que “é um dos nossos maiores problemas”.

“Cada um de nós deve pensar no contributo que pode dar para inverter esta situação, e iniciar um movimento sustentável de recuperação económica e parar o agravamento do desemprego”, disse Cavaco Silva.

Segundo o Presidente da República, “passar férias cá dentro, nesta altura difícil, é também uma atitude patriótica”.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

JORNALISTAS, UMA PROFISSÃO EM EXTINÇÃO

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A FORÇA DA RAZÃO, SEMPRE ACIMA DA RAZÃO DA FORÇA

É sempre chocante saber que o desemprego invade centenas de milhares de lares portugueses, em números oficias. Mais chocante é sabermos que há imensos portugueses que nem se inscrevem nos Centros de Emprego e que por isso não contam para as estatísticas.

Há ainda centenas de milhares em regime de subemprego, a receber remunerações de miséria. Esta realidade significa que talvez existam mais de milhão e meio de portugueses em regime de desemprego - porque trabalhar 2 ou 3 horas por dia e receber uma miséria é nada, é desemprego.

Cada vez mais este flagelo do desemprego toca a todos, a todos menos aos políticos, aos deputados e/ou ex-deputados, ex-ministros e secretários (as) de estado, autarcas, etc. Seres “superiores” com filiações partidárias nos partidos do poder que saibam tomar posição, não tomando posição, mas tomando posição, favorável aos seus líderes e aos interesses de quem eles saibam ou pressintam que é ou vai ser ganhador em eleições ou no que quer que seja. O desemprego toca menos os que conseguem descartar-se da coluna vertebral e mais os que ainda a mantém e não rastejam, não se sujeitam a serem subhumanos de pensamento e atitudes. Os indivíduos que são diretos, apesar de assertivos, têm cada vez menos lugar nesta sociedade de lobbies, de partidos políticos, de corporações, de seitas, de máfias. Mais que outros, esses, estão no desemprego. Podem alegar que assim e que assado, que não senhor, por isto e por aquilo… Podem alegar, mas não corresponde à realidade. Aliás, os que podem alegar são sempre os mesmos. Os políticos que se governam e governam amigos e aliados, desgovernando-nos e arrasando países e povos. É aquilo que o PS e o PSD andam a fazer, e o CDS também, menos, mas também. Se chegasse a oportunidade, provavelmente, também seria o que fariam os outros partidos que se têm mantido afastados do Poder político maior.

A classe dos jornalistas, dos trabalhadores dos órgãos de comunicação social, também é uma das que vem sendo visada sistematicamente para ser a Voz dos Donos e produzir “produto branco” intoxicante mas de pleno interesse dos “senhores do país”, dos “senhores do mundo”. Porque isto é o que acontece globalmente. Em vez de trabalhos jornalísticos, estamos cada vez mais a assistir a trabalhos redactoriais de escribas enfeudados ao topo da pirâmide social, aos políticos desta ou daquela cor, aos que decidem, aos grupos económicos, a toda essa seita. Escribas, tal e qual como ocorriam na pirâmide social do milenar Egipto, por exemplo. Mesmo os profissionais (nem só no jornalismo) conscientes de quanto os estão a subjugar e a desvirtuar a sua profissão, concluem que têm de aquiescer para garantirem as suas sobrevivências e das suas famílias. Há os que não aquiescem, os sem preço. Há, esses, há muitos anos que já não são jornalistas. Redactores? Há também os que já não são jornalistas mas sim assessores. Oh, esses, os da mama!

Saber que há jornalistas, repetindo: JORNALISTAS, no desemprego e que são os escribas que ocupam os lugares destes profissionais, substituindo-os para produzirem produto domado, das conveniências de grupos financeiros e/ou seus executantes político-partidários, deixam siderado e indignado qualquer individuo consciente da realidade.

A prova? Eis aqui, já a seguir, uma. Muitas mais existem. Razão para acabarmos os dias indignados e tristes, mas sempre com a verdade afiada e a chama da luta acesa.

ORLANDO CASTRO – A FORÇA DA RAZÃO ACIMA DA RAZÃO DA FORÇA

Jornalista desempregado…

Depois de 36 anos de profissão, 18 dos quais ao serviço do Jornal de Notícias (Porto – Portugal), estou há mais de um ano a tentar aprender a viver sem comer (desemprego). Antes que se descubra que é uma missão impossível, preciso de trabalho.

Se alguém tiver por aí uma vaga, faça o favor de me avisar (orlando.s.castro@gmail.com).
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Obrigado!

Orlando Castro
Jornalista (CP 925)

A força da razão acima da razão da força

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