terça-feira, 7 de junho de 2011

TUDO COMO ANTES, QUARTEL-GENERAL EM ABRANTES!




Todos sabem que esta prosa já era. Quase que nem merece existir. Há tanta coisa por aí sobre o resultado das eleições em Portugal. Para algum atrasado na atualidade é que ainda poderá ser útil: o PSD foi o partido mais votado nas eleições legislativas em Portugal.

Sobre o assunto têm imenso por onde escolher ainda hoje, na imprensa portuguesa e estrangeira. Os títulos soam a novidade, pelo menos parece que pretendem ser. Ao fim e ao cabo não é novidade alguma. Já sabíamos que seria o PSD o partido mais votado, com menos de 39 por cento dos votantes, e logo a seguir foi o PS com 28 por cento, depois o CDS com pouco menos de 12 por cento. E assim, aliando-se, formam uma maioria com 51 por cento dos votos, praticamente o mesmo que foi conseguido por Cavaco Silva ainda há meses na eleição para presidente da República.

O resultado desta aliança PSD-CDS, em termos de deputados, é que lhes dá mesmo uma maioria bastante significativa em número, 129 contra 97 da chamada esquerda. Faltam por aqui uns míseros resultados de deputados pela emigração que não irão mudar nada.

E então? Onde está a novidade? Estes foram os resultados que todos esperavam. Sabíamos que ia ser assim. Os mesmos, no mesmo sítio, com as mesmas políticas. Que dizem ser de direita. Mas então as políticas de Sócrates e do PS não são, não eram, de direita? Pois claro que eram. Há décadas que é assim!

Quererão dizer que agora, com Passos Coelho e com esta aliança PSD-CDS as políticas vão ser mais à direita? Que vão governar para o grande capital? Pois vão. Mas isso não é mudança nenhuma. Sócrates do PS era o que vinha fazendo. E foi ele que assinou, com a concordância do PSD e do CDS, que quem passa a governar em Portugal são as eminências pardas do FMI às ordens dos grande interesses dos empórios financeiros e dos interesses colonialistas da Alemanha, da França, da Holanda e da Inglaterra. Principalmente a Alemanha está a fazer da Europa sua refém. Refém da banca alemã. É assim na Grécia e em Portugal, mais descaradamente. Por isso a Merkel, arraçada de Hitler, da família xenófoba de Sarkosi, manda os povos do sul trabalharem mais. Surpresa que se chegou à conclusão, em estudo devidamente credenciado e credível, que em Portugal se trabalha mais trezentas e muitas horas por ano do que na Alemanha, na França etc. O sul da Europa, que a xenófoba e racista Merkel substima, achincalha e está colonizar, anda a trabalhar para que a Alemanha viva à grande à custa da miséria que Merkel e seus antecedentes têm vindo imposto.

Resumindo: este novo governo PSD-CDS não trará nada de novo. Vai governar-se em Portugal às ordens do FMI e do FE, que são a mesma coisa. Eles vão governar-se e o povinho vai ter de trabalhar muito mais e ingerir menos calorias, a gozar de fome, de imensas carências e privações. Além do mais o Parlamento quase não tem deputados novos. Talvez uns 10 naquelas mais de duas centenas. Ficam lá os mesmos, as mesmas caras conhecidas, esbanjadoras, oportunistas, parasitas e quase sempre bem falantes – como convém para nos enganarem.

Por mais cruel que seja, fato é que quem voltou a vencer foi a abstenção com mais de 41 por cento. Se contarmos com os votos em branco e nulos (daqueles onde chamam nomes feios aos políticos com inscrições “memoráveis”), mais de metade dos eleitores portugueses não votaram. Mostraram uma vez mais que não confiam no presidente da República, nos partidos políticos atuais, nos que têm governado – que se têm governado - ou se preparam para fazê-lo. Os eleitores portugueses não confiam nestes políticos. Ponto final.

Mais demonstrado isso mesmo, a falta de confiança, mudou alguma coisa? Não. Tudo na mesma. O que é novo para uns quantos, que acreditam em milagres, são as caras do governo que vem aí. Algumas caras, provavelmente. Mas todas do mesmo “aviário” pestilento destes partidos políticos do arco governativo. Que agora até vão governar para os deles e mais intensamente para a Alemanha e associados, para o FMI.

Importa que os objetivos de Cavaco Silva - o maluquinho dos números de coça para dentro da alta finança e dos grandes empresários – e dos partidos associados àqueles objetivos, vão poder manobrar ainda mais à vontade e encostar o povinho muito mais à parede. Tudo como antes, quartel em Abrantes, como é dito pelos de mais idade para expressar que está tudo na mesma, que não devemos esperar nada de novo, a não ser mais miséria e exploração.

Mas nem tudo é negativo. Livrámo-nos de José Sócrates para daqui por uns tempos assistirmos aos dizeres de muitos que vão propalar saudades dele. Masoquismos.

Apesar de muita vontade que possamos ter para proporcionar o benefício da dúvida ao futuro governo PSD-Cavaco-CDS é fácil futurar que nem as bostas nem as moscas mudara.

Resta deixar aqui umas palavras para a “esquerda” do BE. Aquela que desde que se sentou nas cadeiras do parlamento tem vindo a perder a audição e outros sentidos, que se engravatou e se submeteu aos colarinhos brancos. Perdeu metade dos votos, metade dos deputados. Sinónimo de que quase não há diferença entre o BE e os outros partidos do arco governativo. A “esquerda histórica e empedernida” do PCP, aliado aos verdes para fazer a CDU, cresceu. Lá vai, desta vez, com mais um ou dois deputados. Igual a si próprio, a dizer muitas verdades, não mentindo nem enganando, o PCP só cresceu porque houve uns quantos abstencionistas sistemáticos que antes votavam nele, e que no domingo se deram ao trabalho de lá ir ser fiéis aos seus princípios ideológicos. Sabendo que nada iam alterar. Foram votar mais pelas suas consciências do que acreditando que iam mudar alguma coisa. Votaram e o PCP até merece. É honesto e fiável. Sabemos com aquilo que podemos contar. Talvez um dia os portugueses voltem a reconhecer isso mesmo. E estaria o PCP disposto a exercer uma Verdadeira Democracia, reformando esta democracia de fantochada? Só experimentando saberemos. Os partidos políticos assim que crescem embriagam-se com os poderes…

sábado, 4 de junho de 2011

BORRIFEM-SE PARA O QUE CAVACO DIZ COM “ARES” DE “ANTIGAMENTE”




TENHA DÓ, SENHOR CAVACO!

Apesar de querer não fazer pronunciamentos políticos no dia de hoje, por ser período de reflexão para os que ainda não refletiram, violo este propósito porque as declarações de Cavaco Silva no Facebook não me deixam calar o susto que considero que aquele sujeito nos pode causar. Cavaco encarna vezes demais declarações que nos transportam ao “antigamente”. Que ele seja um homem do “antigamente” é uma coisa, mas que usando-se dos seus cargos graças à democracia nos assuste com declarações com “ares” dos “velhos tempos” salazaristas é que é de repudiar.

Segundo a notícia, transcrita já aqui em baixo, Cavaco vai fazer uma comunicação ao país alusiva ao dia de amanhã, dia de eleições. Será “uma comunicação onde vai apelar ao voto nas eleições legislativas de amanhã, domingo, referindo que quem se abstiver perde a legitimidade para criticar o próximo Governo.”

A seguir, noutro parágrafo afirma que “é um dever de todos os cidadãos manifestarem a sua vontade” atendendo à situação do país. Claramente está escrito que “O Presidente da República considera que “quem não votar perde a legitimidade para depois criticar as políticas do Governo" que será eleito nas legislativas de domingo.” Ora se primeiro é um dever dos cidadãos manifestarem a sua vontade a abstenção é legíma e não nos coarta direitos constitucionais. Ou não é assim?

Não quis acreditar que Cavaco tivesse afirmado isto. Mas afirmou. E pelos vistos é aquilo que vai afirmar na sua comunicação ao país a ser veiculado nas televisões e nas rádios.

Os tiques salazaristas deste sujeito impressionam-me. E, pelo menos, assustam os que já penaram desde que nasceram, por décadas, os “velhos tempos” salazaristas.

Mas quem é Cavaco Silva para afirmar que quem não votar “perde a legitimidade para criticar o próximo Governo”? Desde quando? Qual é a lei que retira essa legitimidade aos cidadãos portugueses? Das três uma: ou Cavaco não sabe falar, ou não sabe pensar, ou pensa e diz o que quer e arraça-se de salazarista chapado neste tipo de declarações!

Não votar é uma opção e um direito constitucional igual à opção de votar. Temos todo o direito de nos abstermos e temos todo o direito de criticar os governos e políticos que sob suas ações mereçam ser criticados. Não existem portugueses assim e outros assado como nos tempos do Salazar, ou pelo menos não deviam existir. Tudo indica que na cabeça de Cavaco eles existem mesmo.

Imagine-se que entre vários pratos de sopa um individuo se abstém de comer sopa. Não toca em nenhuma das cinco ou seis sopas diferentes que lhe oferecem para escolher porque as conhece e sabe que não quer, que não gosta de nenhuma. E então esse individuo não tem o direito de se pronunciar e de criticar as sopas que não quis, porque não gostava ou porque em sua opinião não prestavam?

Uma era sopa de mijo, outra de diarreia, outra de peles de rato, outra couro de chulos, outra de parasitas, outra de corruptos, outra de grandes fugas de impostos (SISA), etc. O individuo sabe perfeitamente os sabores das sopas, não gosta, não quer aquelas e não tem mais para escolher… Abstém-se e é livre de as criticar. De dizer que a de mijo é um nojo, que a de diarreia é asquerosa, que a de fugas de impostos é vergonhosa… E assim sucessivamente. Mas para Cavaco não. Há que votar. Provavelmente se pudesse ia-nos buscar a casa e votaríamos à força. Ou se calhar até o melhor era serem só uns quantos dótores a votarem, que ele escolheria. Ou colégio eleitoral… Qualquer coisa assim. O senhor Cavaco é um susto e é também aqui nestas aparentes pequenas coisas que o vai demonstrando.

Este sujeito, eleito PR à rasquinha, para quem sabe um pouco daquilo que foi o “antigamente” e que experimentou penar, assusta. Os seus tiques de ditador, ou pelo menos antidemocráticos, parecem multiplicar-se com a idade… Ou então sente-se mais autorizado e revelar-se. O que seja é preocupante. Ainda mais se tivermos um governo na mesma linha. Resta-nos ficar atentos e não nos calarmos, criticarmos quando considerarmos que o devemos fazer e assim nos garante a Constituição. Não nos calarmos. Borrifarmo-nos para o que Cavaco quer e diz. No mínimo poderá ser impensado mas é sempre desonesto. Como em política não existem acasos…

Parece evidente que os atuais políticos estão com um medo enorme de que os portugueses abram de vez os olhos e usem a arma da abstenção para os destituir. E Cavaco é um dos que está com imenso medo disso. A abstenção nas eleições presidenciais foi retumbante, cerca de 60 por cento.

Ora se nos põem trampa à frente, que até já conhecemos há imensos anos e nos tem feito infelizes e miseráveis, devemos continuara a escolher essa trampa? Podemos fazê-lo ou não. Mas essa é opção nossa, sem mais consequências. Até porque quem vai governar Portugal nos próximos anos vai fazê-lo às ordens do exterior, mais do mesmo mas a falar outras línguas, o que parece agradar a Cavaco. Tenha dó, senhor Cavaco!
 
Original em PÁGINA GLOBAL

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eleições no domingo: VIRA O DISCO E TOCA O MESMO. ATÉ QUANDO?


A apanha eleitoral termina hoje em Portugal, como é requerido por lei. Mas ela continua sempre. O que acontece é que neste período, dito legalmente de Campanha Eleitoral e que mais não é que o período de apanha votantes crentes em desespero, ingénuos e incautos. Também os que se identificam com as mentiras e promessas sistematicamente incumpridas são apanhados. Mas esses com agrado, presume-se.

É neste período eleitoral que mais mentiras e tricas escutamos entre os candidatos. Em cerca de duas semanas vimos um desfiar de rosários que em quantidade talvez superem os milhentos santinhos promovidos pelo Vaticano. É um fartar de mentir e de prometer o impossível que sabemos ser assim. Mas o curioso é que os que são apanhados, os eleitores, caem sistematicamente na esparrela. E lá vão votar nos mentirosos de sempre, que falam como se não tivessem responsabilidades absolutamente nenhumas em todos os prejuízos que trazem aos portugueses e em todos os benefícios que obtém para si próprios, para as clientelas partidárias, para os familiares e amigos. A maioria dos eleitores quer parecer que caminham para as urnas de voto absolutamente hipnotizados. Fazem-no desde sempre e votam sempre nos mesmos, nos hipnotizadores mais evidentes e insistentes. Aqueles que ao longo de 37 anos detém alternadamente o poder. O PS e o PSD. Solução para isso não se vislumbra. Daí ser certo e sabido que este é um país a prazo, até não ter salvação. E depois não venha o povinho dizer – que é quem vota – que não tem responsabilidades nenhumas pelo descalabro a que chegámos. Têm e não é pouca. Sabem muito bem que estão a eleger gatunos, a eleger corruptos, a eleger incompetentes, a eleger indivíduos que quando é necessário e oportuno são promíscuos nas suas relações com as grandes companhias e lobbies privados. É vê-los, depois de serem ministros e mais ou menos abaixo disso, a serem contratados com vencimentos inconcebíveis, imorais, que nada têm que ver com as suas competências. Pelos lindos olhos deles e delas também não é. Porque será?

Domingo, vota-se. Na segunda-feira saberemos pela certa que vamos ter mais do mesmo. Que não mudam as moscas nem as defecações do costume. Será mais do mesmo estrume, até ao afogamento final. Até lá a carestia da vida será ampliada. As carências vão invadir muitas mais famílias. O desemprego é certo. A miséria vai ser ainda mais estonteante em qualidade e quantidade. Com olhos anémicos, os portugueses eleitores vão ver aqueles que voltaram a eleger pela enésima vez fazerem fortunas. Os então subalimentados e esqueléticos eleitores terão uma vez mais oportunidade de ver e ouvir falar até à saciedade os gordos e anafados políticos dizendo mentiras e vulgaridades costumeiras. A técnica deles é sempre a mesma e os trouxas até parece que são sempre os mesmos, hipnotizados, amorfos, estúpidos, masoquistas, temerosos nas mudanças, cobardes. Talvez à espera de D. Sebastião. Assim é e assim será. Até quando?

Já cansa. Este vira o disco e toca o mesmo. Aliás, sinaliza o voto e elege os mesmos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

UNMIT pede desculpas e FRETILIN justifica-se perante “ditador Gusmão”





AS OPOSIÇÕES HONESTAS TÊM DE SER TRANSPARENTES, SEM TEMORES NEM COMPLEXOS

Hoje é Dia Mundial da Criança. E depois? O que é que isso contribui para a felicidade das minorias das elites? O que é que isso contribui para as crianças maltratadas e famintas que existem pelo mundo fora? O que é que isso contribui para julgar e condenar os que fomentam a fome ao apropriarem-se indevidamente dos recursos naturais e mais valias produzidas pelos povos? Este é mais um dia em que crianças morrem de fome e também em que famílias vendem filhos para conseguirem mitigar a fome dos que ainda restam lá em casa. É o caso de Timor Leste. É ver mais em baixo a notícia da Lusa. Mas não é realidade somente encontrada em Timor Leste. Por todo o mundo acontece. Daí saem escravos e escravas sexuais, por exemplo. Escravos de todo o tipo. Há muita fome e todo o tipo de carências em Timor Leste e em contrapartida esvaem-se milhões não se sabe bem em quê. Compete às oposições serem honestas e usarem de toda a frontalidade e transparência para defenderem os interesses prementes do povo timorense já tão massacrado.

Em Timor Leste esta realidade é de há anos. Na primeira edição do Timor Lorosae Nação foi divulgada por imensas vezes a venda de crianças como único meio encontrado para a restante família ir subsistindo. Mal, mas sobrevivendo subalimentada. Não é por acaso que crianças descem à capital, vindas das montanhas, para se prostituírem, venderem fruta, peixe e o que mais seja vendável, em vez de cumprirem as suas vidas escolares, de lazeres e de brincadeiras, convenientemente vestidas e alimentadas. Em contrapartida vimos os filhos das elites a viverem muito acima dos recursos legais obtidos pelos pais ou outros familiares. E se assim vivem é porque são filhos de gentes sem escrúpulos, de hipócritas que se dizem laborar para o bem-estar e para a justiça social mas que esbanjam o que não lhes pertence, sabendo-se que também por isso são contribuintes das carências das imensas famílias timorenses.

Às verdades sobre as realidades timorenses que uma vez por outra surpreendem a opinião pública vimos de seguida, quem nelas interfere e as vincula na divulgação sobre o ditador encapotado (para alguns) Xanana Gusmão e a sua governação, apresentarem desculpas ou sacudirem as responsabilidades de terem sido os veículos da causa de transparência.

Isso mesmo é hoje notícia. A UNMIT, através do expoente máximo seu representante em Timor Leste, Ameerah Haq, apresentou desculpas esfarrapadas sobre notícia de um relatório da ONU em que Xanana Gusmão é apontado como um perigo para o exercício da democracia (ver relacionados em baixo). Foi por uma vez oficialmente mostrado ao mundo o que na ONU consta sobre as práticas de Xanana Gusmão e seus métodos de governação. Outros relatórios existem e até muito mais contundentes e conclusivos. A cobardia da ONU para enfrentar as realidades sempre existiu. Neste caso já existe há tempo demais e se nada fizer de útil, de concreto, os timorenses vão ter muito que penar. É a própria ONU, em África, como em todo o lado, que apoia monstros corruptos e sanguinários, escolhendo o que considera ser o menos monstro (às vezes não) e depois quem sofre são os povos. Isso mesmo é o que se passa em Timor Leste. O futuro o dirá.

E lá foi Haq, em nome da ONU, negar o inegável. Desculpar-se indevidamente, vergonhosamente, submetendo-se à mascarada de democracia e de justiça que existe em Timor Leste quando devia manter a sua posição e até libertar mais um ou outro relatório dos que possui em modo confidencial para sustentar ainda mais o que foi divulgado. Devia fazê-lo em forma de antídoto. Sem receios de provocar o conclusivo inimigo da democracia timorense. Assim, mostrou os seus receios em o provocar e que dessa provocação resultasse algo de mais violento, despoletado por ele e seus obedientes executores. A ONU lembrou-se de 2005, de 2006 e de 2007. Do golpe de estado e consecutiva violência e destruições ocorridas. É a paz podre em Timor Leste, acarinhada pela ONU. Ali como em muitos outros países em que intervém. A própria ONU se transforma em adubo das injustiças ao não enfrentar os ditadores logo que os deteta e são corretamente mencionados nos seus relatórios. Preferindo refundi-los e deixar andar. Contribuindo imenso para o crescente sofrimento dos povos e dos défices de honestidade, de justiça e de democracia. Neste caso é isso que se passa em Timor Leste.

Também a FRETILIN negou ter sido catapulta para a divulgação do referido relatório em que Xanana Gusmão é referido como um inimigo da democracia. Pouco importa se foi ou não foi. Se não foi devia de ter sido. Essa é sua obrigação perante o povo timorense, perante os imensos amigos de Timor Leste espalhados pelo mundo, perante a opinião pública timorense e mundial. Neste aspeto, a FRETILIN ou qualquer outro partido político não têm de se justificar perante Xanana Gusmão e menos ainda perante o seu partido CNRT, fabricado para se apossar do poder na sequência do golpe de estado em 2006, de mãos dadas com Ramos Horta, a igreja de métodos retrógrados e egoístas timorenses, figuras referenciadas como integracionistas do país na Indonésia – à revelia do resultado democrático do referendo. A escória timorense aderiu ao CNRT, à mistura com uns quantos bons filhos de TL. Isso mesmo afirmou Mário Carrascalão por esse tempo. Isso mesmo tem sido demonstrado. Isso mesmo sabiam muitos timorenses e agora ainda o sabem melhor.

Os abespinhados com a divulgação do relatório da ONU, feito por entendidos da ONU que in loco analisaram o que se passava no país e quem é quem nas suas práticas, fazem lembrar as prostitutas que sabendo sê-lo aparentam indignação. Nada mais que isso. Se acaso as inteligências australiana e portuguesa divulgassem publicamente o que têm em “carteira” sobre Timor Leste, Xanana Gusmão caía num ápice do poder de que argutamente se apossou. Era completamente desmistificado. O que o salva é não ter oposições transparentes e a sério. Nada mais que isso. Gusmão não é nenhum papão. Apesar de ter todos os poderes com ele - as forças armadas, a polícia, a igreja romana, empresários desonestos, etc., não é mais poderoso que a Indonésia de Shuarto quando ocupou Timor Leste, e essa caiu.

As responsabilidades de Ramos Horta em toda esta triste realidade timorense vão aumentando. Se não quer ser igualmente trucidado pela indignação do povo tem de deixar de andar enlevado em caridadezinhas e pugnar por que aos timorenses seja proporcionado o que o país possui e lhes pertence de direito próprio e não somente às elites que o rodeiam e que cada vez mais se apoderam daquilo que a todos pertence mas que atualmente é só de alguns, indevida e ilegalmente. A cerca de 80 por cento dos timorenses sobra somente a miséria. Que mau cristão.

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*Também publicado em PÁGINA GLOBAL

OS GENERAIS DA NATO, ESPANHA REVOLTADA E O PORTUGAL COBARDE




NUCLEAR? NÃO, OBRIGADO!

Desfiando a conversa da semana e dos acontecimentos que durante ela ocorreram comecemos pela NATO e os seus generais assassinos, até ao Portugal borreguista e cobarde. Pelo entre temas sobressai a valentia e o exercício da cidadania em defesa da verdadeira democracia em Espanha. Um outro tema estava para ser incluído, abordando a energia nuclear e o perigo que pode representar a eleição para primeiro-ministro de Passos Coelho, que juntamente com Cavaco Silva – um mini presidente da República – já há muito se denunciaram como apoiantes de uma central nuclear em Portugal. Não nos admiremos se, depois de eleito, Passos Coelho emparelhar com Cavaco Silva para que optemos por tão perigosa e devastadora fonte energética. Em caso de acidente com proporções médias veremos mais de metade de Portugal inabitável e impróprio para produzir ou até para simplesmente servir de lazer, para além das mortes e doenças inacabáveis. O trato desse assunto e do perigo que ambas as personalidades atómicas representam não foi aqui incluído por suscitar significativo aumento da prosa. Futuramente será abordado e razoavelmente documentado. Importa é não esquecer que aqueles amigos do nuclear são dois presunçosos desonestos que nem em campanhas eleitorais abordam o assunto de suas convicções. Entretanto pensemos seriamente no que poderá acontecer se aqueles desfrutarem em simultâneo do controle total dos poderes políticos. Irão pugnar pela construção de uma central nuclear em Portugal por questões economicistas sem tomarem em consideração que já na Europa se está a abandonar aquele perigosíssima fonte de energia. Miremos o Japão neste seu último acidente. Coisa que o liberalismo selvagem de Cavaco e de Passos Coelho minimizam. Preferindo olhar para as vantagens economicistas. Se existem todas as razões sensatas para dizermos NUCLEAR? NÃO, OBRIGADO! - também faz sentido agirmos de acordo com CAVACO – PASSOS COELHO? NÃO, OBRIGADO! Não fosse a cobardia e o nacional borreguismo e assim aconteceria. Assunto a abordar em breve.

NATO - GENERAIS ASSASSINOS

Podemos dizer que vai de vento em popa a matança de civis inocentes e inofensivos de qualquer idade ou sexo lá pelo Afeganistão, o mesmo podemos dizer sobre a matança de civis líbios e em outras partes do mundo onde a NATO, os EUA e os aliados – incluindo Portugal – se arrogam no direito e na impunidade de assassinar indiscriminadamente as populações que os generais assassinos apontem. Escusado será dizer que os militares robotizados, a bordo de seus tanques e aviões ou navios, obedecem cegamente, em cumplicidade absoluta, aos generais assassinos, que por sua vez vêm obedecendo aos políticos assassinos que obedecem às grandes corporações e complexos interesses económicos – que vão desde o petróleo à produção e compra-venda de armamento. “Negócios” em que os políticos debicam e lhes rendem milhões além de mordomias futuras.

A estes generais, políticos, empresários, corporações e demais associados dos crimes contra a humanidade - que envolvem a NATO e os exércitos das principais potências, EUA, Inglaterra, França, Alemanha, etc. – ninguém lhes imputa os crimes que praticam, que ordenam, que estudam e traçam estratégia ao pormenor. Aos crimes praticados classificam-no como danos colaterais… É esta a democracia e o humanismo dos EUA e da Europa. É onde cada vez mais assenta a selvajaria do chamado mundo ocidental, sem que na realidade os europeus ou os norte-americanos escorracem de uma vez por todas os políticos criminosos que têm eleito e que por esta hora já deviam estar a ser julgados num tribunal internacional por práticas de crimes contra a humanidade, a par de assassinos sérvios, de Kadafi e de tantos outros que servem de pretexto para os crimes da NATO.

A propósito, neste dia, como em tantos outros, é notícia que “Afeganistão: Pelo menos 14 civis morreram em ataque das forças da NATO”. Estes são aqueles de que vamos tendo conhecimento mas ninguém duvide de que as atrocidades e matança e em muito maior escala.

A REVOLUÇÃO EM ESPANHA E OS ARRUACEIROS DO FUTEBOL

Espanha está em efervescência. Quer verdadeira democracia. Quer controlar os políticos. Quer criminalizá-los e acabar de vez com as suas impunidades em roubos categóricos e evidentes ao considerarmos as suas fortunas após alguns anos de atividade política. O povo, principalmente a juventude espanhola, ocupa há duas semanas ruas e praças de Espanha em contestação aos políticos e políticas atuais. Conscientes das realidades, pacificamente, manifestam-se e gizam modos democráticos de pôr cobro aos esvair dos bens públicos para as contas bancárias de uns quantos criminosos a gozar de impunidades absolutas. São centenas de milhares por toda a Espanha, em praticamente todas as cidades, vilas e aldeias que manifestam e mostram apoio, solidariedade, com os protagonistas das maiores manifestações e resistências, em Madrid e em Barcelona.

Ontem, em Barcelona registou-se uma feroz tentativa do governo para desocupar a praça principal da cidade, onde muitos milhares decidiram acampar e protestar contra as atuais políticas e contra os atuais políticos e suas metodologias do engano. A repressão e violência sobre os jovens contestatários, levada a cabo pela polícia catalã às ordens dos governantes, foi vista por todo o mundo. Foi vista por todos os espanhóis. Em poucas horas Espanha saiu à rua protestando contra a polícia e suas acções em Barcelona, contra que desalojassem os jovens acampados na praça, e a favor dos protestos. Foi assim que vimos o recuo do governo, da polícia selvática, e o restabalecer da ocupação da praça em Barcelona. Assistiu-se ao apoio de pais, avós e amigos dos jovens, gentes de mais idade, que os foram apoiar na praça, pelas ruas, e até ajudá-los a reconstruírem tendas e outros equipamentos destruídos pelos mastins de polícia de choque, a que chamam “mossos”.

A acção do governo em Barcelona era o ensaio para depois desalojarem os jovens manifestantes em Madrid, nas Puertas del Sol. Não resultou. Foram às centenas de milhares que se multiplicaram os acampamentos por toda a Espanha. Multiplicaram-se aos milhares os espanhóis que disseram NÃO À REPRESSÃO e que exigiram VERDADEIRA DEMOCRACIA. Por esta hora o movimento organiza-se e cresce em todos os recantos do país. Pacificamente, democraticamente. Contra os que usam a palavra democracia falsamente com o objetivo de iludirem, vigarizarem e espoliarem os povos em proveito próprio e de seus cúmplices, familiares, amigos e associados.

Mas ontem em Barcelona a polícia, os “mossos”, acabaram por satisfazer as suas vontades de bater sem dó nem piedade, desta feita talvez com alguma razão. Foi contra os desordeiros e alienados do futebol. Antes, contra os manifestantes pacíficos, vimos quão cobardes e nojentos são determinados elementos das polícias… O que impressiona é que umas centenas ou milhares se deixem alienar tão gravosamente pelo futebol e sejam indiferentes aos interesses coletivos que garantam justiça, transparência e verdadeira democracia. Se acaso os “mossos” não malharam em excesso,foi pena as porradas que se perderam no chão e no ar, em legitima defesa física e da ordem democrática que a vasta maioria dos espanhóis desejam e por que combatem segurando a paz e a não violência.

PORTUGAL COBARDE, BORREGUISTA E ALIENADO

Em contraste com Espanha e seu povo sedento de verdadeira democracia, assistimos ao nacional borreguismo em Portugal. No Rossio, em Lisboa, três a quatro dezenas de jovens ocupam um pouco do espaço junto à estátua da principal e emblemática praça. Cartazes e mini-colóquios falam em VERDADEIRA DEMOCRACIA, a exemplo de Espanha e de outras partes da Europa. São trinta ou quarenta voluntariosos e valorosos jovens que ali estão há duas semanas, acampados e mal.

Pior que Espanha, Portugal encontra nos políticos nacionais os mais nojentos mentirosos e os maiores gatunos. Os incumpridores com fugas aos impostos devidos (caso de Cavaco Silva) e uso e abuso de outros métodos de “inteligências” em proveito próprio ou de associados, vão desde o presidente (mini, porque pouco votado) da República (dos borregos) até já nem sabemos quem, dos que se sentam nas várias cadeiras dos poderes. Mas nada. Os portugueses… NADA! Uns quantos até andam a borregar e a berrar pelas campanhas eleitorais com vista à eleição daqueles que mais não têm feito senão vigarizarem-nos. Roubarem-nos, incluindo a dignidade. A maioria esconde-se no “salve-se quem puder”. Outros vão exercendo “caridadezinhas” com um ou mais pacotes de arroz para o Banco Alimentar sem mais fazer. Sem se defenderem e solidarizarem-se com os poucos mas resistentes jovens que se mantêm no Rossio à espera que a cobardia nacional – legado salazarista – termine e dê lugar a um povo que saiba usar dos métodos democráticos e pacíficos para escorraçar as políticas e os políticos que nos conduziram ao atual descalabro nacional.

Em vez disso vimos os portugueses alienados e a voltarem a cair nos engodos dos desonestos que descaradamente ocupam todos os poderes – de Belém a São Bento e um pouco por todo o país. Alienados, levados e estupidamente enlevados em loas. “Levados, levados sim…” Como diz o hino. Levados, porque são cobardes e o que mais seja esta terrível “doença” tão nacional-borreguista que permite a continuação “ad eternum” da posse do poder a velhacos como os que andam sempre por aí pelo país e pela Europa, em nosso nome, a tirar proveitos indevidos na maior das impunidades.

*Também publicado em PÁGINA GLOBAL e em DEBATES CULTURAIS

Regime ditatorial de Angola reprime manifestantes contra a pobreza extrema




A POBREZA TAMBÉM É FRUTO DOS GRANDES ROUBOS DAS ELITES

Enquanto o ditador José Eduardo dos Santos cumpre a sua “jornada de campo no Cazenga”, como nos dá notícia a RNA ao serviço do ditador e dos mais influentes dirigentes do MPLA e do governo, em Luanda reprimem os que se insurgem contra a miséria e extrema pobreza.

O ditador no Cazenga, enquanto que em Luanda se previa a realização de mais uma manifestação a denunciar os efeitos perniciosos da governação do ditador e do seu partido, que se apossaram de Angola em pleno há muitas décadas. Eduardo dos Santos já permanece como PR de Angola há 32 anos sem nunca ter sido eleito.

A manifestação era contra a pobreza extrema que ensombra o quotidiano angolano há tanto tempo quanto aquele que o MPLA está no poder. Exatamente nesse lapso de tempo muitos generais e outros afetos ao MPLA têm enriquecido ilegalmente, extorquindo aquilo que pertence ao país. Disso mesmo nos é dada conta por variadas formas na imprensa internacional. Isso mesmo é o que temos visto relativamente aos familiares de José Eduardo dos Santos. Ele próprio é senhor de uma fortuna incalculável que é citada por todo o mundo.

Não precisamos de ter formação universitária para entender as razões da extrema pobreza existente em Angola. Os roubos são por demais e cai sempre sobre os plebeus o ónus desses mesmos roubos, desse esvair de riqueza para as contas bancárias de uns quantos. A fome e a miséria existente em Angola é fruto disso. Muita da corrupção que se sabe existir é alancada por conta do mau exemplo das elites Eduardistas e Emepelistas. Quadros menores concluem que se as lideranças são corruptas e apossam-se de fortunas também eles têm o direito de o fazer, ou pelo menos tentarem. E se assim o pensam mais depressa e melhor o fazem.

Também por isso, se não principalmente por isso, assistimos à corrupção generalizada no aparelho de estado. É o salve-se quem puder desde as polícias, o exército, as repartições, o empresariado e os grande “tubarões”- os governantes.

A pobreza extrema em Angola, como em outras partes do mundo, aponta para esta dura realidade. Ainda mais num país extremamente rico que tem que chegue e sobre para todo o seu povo.

Mas que apontem e protestem contra a realidade que encerra a fome, as carências injustificadas dos angolanos, o défice de justiça e democracia, o MPLA de Eduardo dos Santos não gosta. Por isso começou à priori a deter organizadores da manifestação para hoje anunciada em Luanda contra a pobreza extrema. E foi impedir a sua realização, dispersando e detendo manifestantes.

Decerto que os servidores do soba Santos vão alegar que a manifestação não estava autorizada… Desde quando é que a miséria e a fome precisam de autorização para se manifestar? Só precisam porque esse é um requisito de um regime ditatorial como o da Angola de Eduardo dos Santos e da súcia que o rodeia.

*Também publicado em PÁGINA GLOBAL

sábado, 28 de maio de 2011

Acordo FMI - PASSOS E PORTAS NÃO SABIAM? ENTÃO, ASSINARAM DE CRUZ?




“Os atestados de estupidez, muitas vezes merecidos, que estes políticos mafiosos passam descaradamente aos portugueses já chegaram a um limite insuportável.”

COMO NOS VENDERAM? QUEM NÃO SABE SOMOS NÓS!

Por aí andam eles a ladroar e a ladrar na apanha eleitoral, já cansa. Cansa tanta hipocrisia, tanta mentira, tanta conversa de engano, cansa ver sempre os mesmos a lutarem entre eles para conseguirem o poleiro que lhes permite melhor governarem-se e respetivas clientelas, suas corporações, suas ambições e egoísmos. Tudo na impunidade. Sem que os responsabilizemos e insistamos para que sofram as consequências merecidas política e judicialmente. São estes os crápulas de sempre, de há décadas, que andam por aí agora mesmo e por mais uma semana na apanha eleitoral, a parlar com argumentos recheados de hipocrisia, de mentiras, de afirmações para “serrar presuntos” e cativar sempre os mesmos, os lorpas que hão-de voltar a votar neles para que façam ainda mais e pior, para que nos ponham à mesa ainda mais fome e miséria.

Desde ontem que assistimos a uma “novela” entre os do costume, Passos, Portas e Sócrates – PSD, CDS e PS - sobre o acordo assinado com o FMI-EU. Claro que é um item para tramar quem trabalha, e que agora disse Sócrates que foi antecipado. Assim como viremos a descobrir que muitas outras cláusulas constantes no acordo serão para nos tramarem muito mais cedo que têm vindo a afirmar. A isto disse Passos que de nada sabia. Tal como megera que quer passar por virgem faz-se indignado. Portas também disse desconhecer a antecipação referida - que vai bulir com os direitos fundamentais das leis laborais, remetendo os portugueses para a condição de ainda mais escravos. Mas então eles assinaram o acordo, juntamente com o governo, o PS, sem conhecer aquilo que ali constava e consta? Assinaram de cruz, confiantes em Sócrates? O tal Sócrates que eles já dizem há imenso tempo não ser digno de confiança, que é isto e aquilo do piorio, e mesmo assim assinaram? Ás cegas? Acredite quem quiser. Sejam lorpas à vontade… De preferência longe de Portugal.

Os atestados de estupidez, muitas vezes merecidos, que estes políticos mafiosos passam descaradamente aos portugueses, já chegaram a um limite insuportável. Falta saber se desta vez os portugueses vão voltar a demonstrar que são aquilo que os mafiosos julgam e aquilo que realmente parecem ser: cobardes e estúpidos num grau inqualificável. A acreditar nas sondagens os portugueses são isso mesmo. Para isso há duas soluções, a saber: agarrarmo-nos à esperança de que um dia os portugueses irão “acordar” ou mudarmos de país, abandonando-o definitivamente, repudiando-o, esquecendo-o. Vivendo com o desgosto e consequências de se ter tomado uma opção dolorosa mas corajosa e recomendável, óbvia. Venha o que vier… decerto será muito melhor.
 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O ABORTO DE PASSOS COELHO NA APANHA ELEITORAL




A apanha eleitoral vai quase numa semana em Portugal, oficialmente. Sim, porque as campanhas político partidárias são permanentes. Era o que faltava passar um dia sem que os políticos lusos não pronunciassem umas loas para se sentirem compensados pela profissão que escolheram ou para que foram empurrados como reféns agradados de suas nababas vidas custeadas por um povo faminto mas que a eles sabe não faltar nada e que a abundância e a estragação estão garantidas.

Passa uma semana da apanha eleitoral, a que dão a definição de campanha, que significa o mesmo. O objetivo é apanhar incautos e ingénuos crentes nas mentiras pronunciadas pelos agora sofisticados vendedores da banha da cobra que resolve tudo, que se afirma ser a ponte entre a miséria e o Éden e o próprio extreminador implacável da fome e miséria. Os da banha da cobra pegam no cinzentão mísero e feioso que têm para distribuir e pintam-no ilusoriamente das cores vivas e enganadoras dos seus partidos políticos. Prometem vidas cor de laranja, de rosa, azul, verde, vermelho e o mais que vier das cores do arco-íris. É a apanha eleitoral, ninguém pode levar a mal.

Talvez por ser um estreante a candidato a primeiro-ministro percebemos que Passos Coelho, o da cor laranja que se vê e encobre o cinzentão, ainda não se refinou o suficiente para falar, opinar, prometer e não lhe encontrarmos enormes inconsistências. Este Coelho ainda é um aborto nas artes de prestidigitações e promessas ilusórias da política em Portugal. Ele é quem se denuncia ao ajustar o discurso, as promessas, as opiniões, em conformidade com as audiências. Hoje supôs estar a falar para uma maioria católica e contra o aborto na Rádio Renascença, emissora católica. Foi assim que achou por bem afirmar que será pertinente rever a lei do aborto, instigando à realização de um novo referendo. Isso porque, segundo ele, acredita que a lei foi mais além do que devia. E pronto, os que são contra pularam de convicção em votar PSD-Passos Coelho, o laranja para ele e uns quantos, cinzentão para a maioria. Um aborto de pigmentação, é o que é.

Que sim. Os cidadãos devem exigir novo referendo, instigou Passos, tão ao agrado de ciclópicos radicais antiaborto legal e a favor das fortunas conseguidas através do aborto ilegal. A favor igualmente das imensas vítimas ginecológicas, às vezes mortais, que depois dos abortos ilegais pagos a peso de ouro mas sem as devidas condições recorrem ao sistema de saúde por se encontrarem gravemente doentes.

Mas sobre isso Passos não sabe nem quer falar. Passos falava para a Rádio renascença, supostamente para uma audiência da igreja que é radicalmente anti-aborto legal. E disse o que queriam ouvir de sua parte que lhe garanta mais votos nas eleições em 5 de Junho. O resto pouco importa. Na apanha eleitoral vale tudo. Vale até falar em abortar a lei do aborto.

Passos falou para os radicais da igreja que julgou que o estavam a escutar. Foi a apanha eleitoral. Foi conversa de aborto.
Na apanha eleitoral vale tudo. Por acaso ainda não votam as vacas leiteiras, quando não Passos garantiria às mesmas que mais ninguém lhes tocaria nas tetas, fosse com as mãos ou com os apetrechos de ordenha. Isso, se acaso considerasse que tiraria vantagem na apanha eleitoral. E o mesmo faria às cabras e a outros animais ou pessoas. Se Passos Coelho tiver a possibilidade de ir a uma emissora ou a um outro fórum eminentemente de esquerda acreditem que dirá que não disse nada daquilo de que o acusam, que até é social-democrata como Karl Marx, que é contra a exploração do homem pelo homem, que é contra o capitalismo desbragado e sem ser desbragado. Passos dirá “especificamente e de forma vaga” (vá-se lá saber o que isso é) aquilo que considerar que apanha mais votos a esta ou àquela audiência, mantendo tudo num limbo abortivo, digno de um aborto sofista levado ao colo pelos barões do PSD e pupilo de platina de Ângelo Correia, que há tanto tempo que o anda a preparar. Mal, ao que parece. Mas para a apanha eleitoral deve servir… Servir, aos que estão desesperados por se servirem, como Sócrates e tantos outros do PS, do PSD e… Quase mais ninguém.

*Também publicado em PÁGINA GLOBAL

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Timor: ONU SÓ REVELA DITADOR NO NONO ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA




No passado dia 20 foi dia da festa nacional de comemoração de 9 anos de independência de Timor Leste. Já lá vai o dia 20 e estas são as primeiras horas, os primeiros dias, do caminho a percorrer para o décimo aniversário da independência do país, sacramentada e reconhecida por toda a comunidade internacional. Em Maio de 2012 Timor-Leste estará em efervescência e à beira do período eleitoral para as Presidenciais e Legislativas. Será ano de grande rebuliço, ao contrário deste, em que as comemorações decorreram sem “casos”, para além dos ditos e mexericos provocados por um relatório da ONU que, segundo parece, pela primeira vez faz constar a verdade acerca do caráter de Xanana Gusmão. Não que para os responsáveis de topo da ONU em Timor-Leste e na sede isso fosse novidade. Porém, ao que julgamos nunca tinha sido registado preto no branco em relatório que deve ser tomado em consideração, ao menos desta vez. Agora, que nem Hasegawa nem Atul Kahre estão para encobrir o golpista e ditador que quase sempre se alapa em máscaras que sabe serem do agrado dos que o escutam e vêem. Xanana Gusmão além de bom ator é um bom executante e mestre do disfarce. O que convém nos políticos inescrupulosos quando se formam e que nele é inato.

Para quem se recusa a aceitar verdades afirmadas por vários elementos do coletivo da Fábrica dos Blogues, no Timor Lorosae Nação, principalmente no blogue que pertencia à primeira edição, de 2006 a 2010, talvez o relatório “secreto” da ONU possa agora contribuir um pouco mais para dissipar dúvidas e até doentios refúgios na negação. Obviamente que Xanana Gusmão representa desde a independência do país até à atualidade uma enorme desilusão. Foi exatamente isso que viemos sempre afirmando e demonstrando, baseados em exemplos bastante reais e proporcionados pelo próprio Xanana Gusmão publicamente. Assim, de repente, podemos recordar a ameaça direta e intempestiva que ele fez aos jornalistas que convocou porque haviam reportado as palavras do major Alfredo Reinado em que o responsabilizava ser mentor e principal responsável pelos acontecimentos que visaram a queda do governo legítimo de Mari Alkatiri, quando era então Gusmão PR e Comandante Supremo das Forças Armadas. O golpe de estado de 2006. Ora só um ditador, um anticonstitucionalista, teria o pejo de ameaçar profissionais da comunicação social com prisão sumária. E só profissionais temerosos se calariam. Na época, em Timor-Leste, houve os que realmente se calaram e a partir daí tudo passou a ser tratado de “pantufas” no que estava relacionado com Alfredo Reinado, o major que declarou que se fosse julgado e condenado, Xanana seria condenado por mais tempo.

A Alfredo Reinado, como ao militar de confiança que sempre o acompanhava, Leopoldino Exposto, o atrevimento valeu-lhes a execução no jardim da casa de Ramos Horta - onde foram atraídos em flagrante emboscada na manhã de 11 de Fevereiro de 2008. Provas que constavam na autópsia que o coletivo de juízes do Tribunal de Díli tudo fez para ignorar, como habitualmente acontece em regimes em que se temem ditadores e anti-constitucionalistas. Sobre isto muito haveria a repetir mas já foi dito durante vários anos e será por muitos mais, até deixar de cair em saco roto e em aparente esquecimento…

O que nos diz o relatório da ONU, agora divulgado, é que Xanana Gusmão é um elemento perigoso que ameaça as liberdades, a justiça e a democracia em Timor-Leste. Não sendo novidade, sendo aquilo que repetidamente tem sido afirmado por nós com alguma veemência, assim como por outros – quase sempre em circulo fechado – que não sendo seus opositores, mas sim indivíduos entendidos e experientes, acabam por “reconhecer os defeitos perniciosos para a democracia” do atual PM timorense.

Ficou demonstrado uma vez mais o que é e quem é Xanana Gusmão quando respondeu ao constante no polémico mas correto e pertinente relatório. Espontaneamente o praticante e adepto de inconstitucionalidades disse que os da ONU “Façam as malas e vão para o Iraque ou Afeganistão”. E lá usou dos argumentos e prosápias que podem verificar, manipulando com base numa ou noutra verdade, sendo inexato, usando inverdades e pretendendo, com ingratidão, que se ignorem os fatores positivos que a presença da ONU teve para com Timor-Leste. É agora que são todos uns malandros e parasitas, sem ressalvas. Porque houve quem não lhe aparasse os golpes e tornasse oficial a enfermidade de caráter de Gusmão. Como já devia há muito ter sido feito, porque ao não o fazerem corremos o risco de estar a “fabricar monstros”. Sabemos que isso não acontece pela primeira vez. Antes pelo contrário, de volta meia repete~se em África e noutras partes do mundo. Ora se há coisa que deve aborrecer a comunidade internacional, representada pela ONU, em Timor-Leste como noutras partes do mundo, é contribuir para o “fabrico” de monstros políticos que mais cedo que tarde acabam por subjugar povos, atropelar as legalidades nacionais e internacionais, cometer atrocidades imensuráveis.

Pelo constante no relatório Xanana Gusmão devia de ter tido uma atitude de reconhecimento às constatações relatadas e tomá-las por críticas objetivas, merecedoras da sua atenção e empenho em se corrigir, praticando e demonstrando o contrário a partir deste momento – auto-analisando-se e auto-criticando-se. Fazendo psicanálise. Porque não? Porque os ditadores, os dos entraves às legalidades, aos preceitos constitucionais, à justiça elaborada democraticamente, não possuem a peculiaridade de assim proceder. São absolutos, julgam-se deuses, julgam-se sempre justos, infalíveis, detentores da razão perpétua, mais sabedores, omnipotentes e omnipresentes através de informadores e de outros indivíduos, manipulados, subjugados e quase sempre ao seu serviço.

Como devia, politicamente, Ramos Horta, na qualidade de PR, veio a terreiro em defesa do PM Xanana Gusmão. Ora Ramos Horta não é estúpido e sabe que no relatório estão inscritas verdades. Pese embora que o próprio também tem no seu “cadastro” o cometimento de algumas inconstitucionalidades. Conhecidas e pelos nossos blogues e imprensa domada descritas. Para não provocar um alongamento exagerado da prosa é melhor ficar por aqui.

Em “Presidente indignado com documento da missão da ONU que aponta PM como obstáculo” podemos ler em lauda da Lusa que Horta manifesta "indignação com a inaceitável pseudo-análise inventada por um burocrata da UNMIT referindo-se à liderança do primeiro-ministro Xanana Gusmão". E que mais à frente afirma que "Ninguém neste país, ou na região, está mais empenhado do que o primeiro-ministro Xanana Gusmão na democracia, no primado da lei e na paz". Não é verdade. E Horta sabe isso. Houve fase em que ele próprio “pulou a cerca” da legalidade e implantaram “esquemas paralelos”, caso do MUNJ, de que já nem se ouve falar, sendo argumentado que foi criado para “torpedear” Alfredo Reinado e… E conseguiram. E os do MUNJ na atualidade onde estão? Como vivem? O que fazem? Que bens possuem? Cadê o MUNJ?

Temos assim que aos 9 anos de independência Timor-Leste já tem umas quantas histórias sujas para contar e que também por razão dessas práticas é que existe o relatório que aponta Xanana Gusmão como individuo “considerado obstáculo para a democracia em relatório da ONU”. O ideal era que, pelo menos, fosse reconhecida alguma razão de existir ao constante no relatório e que PR e PM procedessem às devidas correções nas suas práticas de se armarem em todos-poderosos, como já por várias vezes aconteceu e assistimos. Incluindo Ramos Horta.

Sendo verdade que o parasitarismo e flagrante oportunismo está colado à pele e às entranhas de certos elementos da ONU, na UNMIT e noutras partes do mundo, temos de saber reconhecer que nem tudo tem sido negativo e que no seu quadro de colaboradores existiram e existem elementos valiosos que têm contribuído para melhorar a situação de Timor-Leste e dos timorenses. Só o indivíduo descrito no polémico relatório é que se enquadra no perfil de agora declarar que “vão para o Iraque e Afeganistão”. Como o peixe, Xanana Gusmão “morre pela boca” vezes demais. Revela-se, também por palavras, o que na realidade é. E que pretende esconder por saber ser reprovável por muitos que ainda o admiram e pelos anónimos ou não que lhe guardam desilusão. Não fosse conhecermos-lhe a falsa modéstia, a arte de bem representar, e talvez um dia ainda voltássemos a acreditar nele por razões e por atos que demonstrasse honestamente. Difícil, mas não impossível. Ainda agora o país é uma “criança”, nem chegou à adolescência. Chegará com o próximo governo, que governará até 2017. Então teremos oportunidade de saber se o crescimento do jovem é promissor e se se funda em alicerces de justiça, empregos, paz, pão, democracia e liberdade. Se assim acontecer será um país a sério e a Pátria que os timorenses merecem.

*Do autor do blogue com original em PÁGINA GLOBAL – Aqui com adaptação atualizada relativamente às datas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

MODELO “DEMOCRÁTICO” HORTA-XANANA PARA PORTUGAL, JÁ!




VIAGEM AO INTERIOR DO CAVAQUISMO COM A VOZ DO RIBEIRO

Pelo que sei anda tudo às cabeçadas no meu grupo restrito de bloguistas, A Fábrica dos Blogues. Foi inventado mais um blogue porque o novo editor da Blogger só dava salganhada nos blogues antigos da Fábrica. Daí resultou o Página Global – cá para nós, pediram-me ajuda e eu criei aquilo ditatorialmente. Agora andam às cabeçadas com o novo blogue, o Página Global, por causa da confusão gerada pelo Blogger… Olhem, eu já lá andei e aquilo é uma grande porcaria! Cá por mim não ando para me ralar. Ka se lixe!

Vai daí, cheguei agora aqui e “encontrei# o Ribeiro e Castro, que também deve ser doutor ou engenheiro da mula ruça. Pois. E diz coisa interessante. Vamos ter o modelo Horta-Xanana cá em Portugal. E então o Ribeiro, que seria Mota em Timor porque em tétum um ribeiro é mota… Recapitulo: O Ribeiro, esse do CDS honesto porque… Enfim. O Ribeiro foi buscar o modelo XPTGolpada e vai daí cito o Xanana que apesar de não ter sido o vencedor das eleições engenheirou com o Horta uma aliança de pechisbeque para tomar o poder. Depois de um golpe de estado um ano antes…

Bem, resumindo. A mentalidade golpista assolou o Ribeiro. Falta agora escolher os mais corruptos duma aliança engenheirada por Cavaco e pelos seus boys Pássaro Coelho e mais o que vier e der jeitinho. A direita assoladora do Salazar Sofisticado bota faladura e zás. Sai destas bacoradas. Até seria aceitável se não tivesse o carimbo das ânsias destes oportunistas cavaquistas, banquistas, economistas, gestoristas e outros istas que andam peladinhos para se montar no poder total de uma fórmula há tanto desejada: um presidente, uma AR, um governo… Espertos.

É muito provável que seja isso que aconteça. Os portugueses são uns vegetais murchos e para o apodrecido que até merecem porrada no pêlo e fominha de estalar. O Salazar é que a sabia toda e dava ao povinho aquilo que ele queria. À laia de Rui Mingas… “porrada se refilares”. É o estilo destes que agora estão a concorrer há tanto tempo para assaltar o poder.

Não que o PS e Sócrates seja o desejado. Nada disso. Mas o PSD e associados cavaquistas também não interessam. Os portugueses eleitores já alguma vez se aperceberam que existem outros partidos políticos? Pois. Parece que não. São como os bois. Marram a direito. Neste caso, sempre para a direita. E o PS é direita. Basta ter consciência das medidas e políticas que há tantos anos vem praticando.

Eu acho. Mas obviamente que estamos numa espécie de democracia. E então terei de admitir o Ribeiro, o Cavaco, o Sócrates, o Pássaro Coelho e essa trupe toda que já faz fila para se candidatarem a boys e vacas, digo, girls. Que coisa! A prosa até parece uma viagem ao interior do Cavaquismo com os pés num Ribeiro.

A notícia está aqui. Parece com cabimento – o dizer do Ribeiro – mas sabemos que ele sabe muito já desde o antigamente quando novito. Coisas. Memórias.

Não escrevo mais. Tenho aqui a zunzar o raio de uma melga que me grita: “Oh Cavaco, vai pagar a SISA como deves e deixa-te de golpadas. Olha que quem faz um cesto faz um cento. Nós é que nem fazemos ideia.” Credo! Raios parta a melga!

Ribeiro e Castro
defende que Cavaco deve nomear para Governo quem tiver maioria parlamentar

Lusa - 18 de Maio de 2011, 19:53

Porto, 18 mai (Lusa) -- O cabeça-de-lista do CDS pelo Porto, Ribeiro e Castro, defendeu hoje que após as eleições o Presidente da República tem de "cumprir a Constituição" e nomear para governo quem tiver maioria parlamentar, mesmo em coligação.

"O Presidente da República não pode fazer outra coisa senão cumprir a Constituição e havendo uma maioria parlamentar, tenha a composição que tiver, é essa que indicará o governo e é do partido maior dessa coligação que sairá o primeiro ministro", afirmou à Lusa.

Ribeiro e Castro lembrou que "o engenheiro Sócrates disse que quem ganhar as eleições deve governar", o que "é verdade".

Frisou porém que "não ganha as eleições o partido mais votado" mas sim "quem dispuser de uma maioria parlamentar" conseguida "sozinho ou em coligação".

"Fico espantado e de boca aberta com a declaração que ouvi ao primeiro-ministro e que se fosse levada a sério seria autenticamente um golpe de estado constitucional", salientou o candidato, para quem a "declaração hábil" de Sócrates "é um pouco de 'com a verdade me enganas'".

Lembrando o caso de Timor, em que Xanana Gusmão foi escolhido para primeiro-ministro apesar de não pertencer ao partido mais votado e sim ao segundo, o candidato do CDS-PP realçou que "o que é indispensável num sistema político em que a formação de um governo depende da confiança política da Assembleia da República" como o caso de Portugal, "é que o governo resulte da maioria" no parlamento.

"O critério é que o Governo tem de dispor de uma maioria parlamentar. As eleições são para a AR, vamos eleger deputados, vamos votar em partidos e depois é da maioria que exista no parlamento que resultará o governo", sublinhou.

LYL

Depois de escrito:

Esta ideia fabulosa de Ribeiro e Castro vai ser toda aproveitada até ao tutano por Cavaco Silva, o tal que é presidente eleito por uma minoria de portugueses. Ele representa o descrédito que os políticos portugueses significam para os eleitores. Também está certo. Passamos a ter um presidente minoritário e um governo maioritário de golpada tipo AMP do Horta e do Gusmão do Timor AMP. Olha ki giro! Vá, ao assalto. É fartar vilanagem!

*Revisto em Página Lusófona por Blá Blá Blá Blá

sábado, 14 de maio de 2011

GENERAIS DA NATO PERSONIFICAM A HIPOCRISIA EM ESTADO DE PODRIDÃO




Mais um crime contra a humanidade praticado pela NATO na Líbia. Praticamente todos os dias os generais da NATO e os militares robotizados que cumprem ordens dos generais empedernidos em desumanidade procedem à matança de civis. Depois dizem que lamentam. Obviamente que não lamentam coisa alguma. Ficam é com mais um labor de postar marcas nas suas coronhas por cada vida humana de civis inocentes que roubam, que assassinam.

Os generais da NATO e os seus pares, políticos coadjuvantes e mentores, personificam a hipocrisia em estado de podridão avançada e absoluta. Nada têm que ver com seres humanos deste século. É impossível. Decerto que se tratam de híbridos fabricados em algumas instalações secretas dos EUA, de Inglaterra, França ou Alemanha. Em algum destes países deverá ser. Ou então são fruto de processos de produção extraterrestre que secretamente foram obtidos pelos EUA em relações que muitos afirmam existir entre aquele país e alienígenas de qualquer parte do universo. Usar de tanta desumanidade, por tantas vezes, sistematicamente, e depois virem dizer que lamentam… Só seres do outro mundo terão tanto descaramento e capacidades tão excepcionais de hipocrisia. Mentes criminosas que eventualmente em outro planeta são a elite e o certo, que apontou aos líderes do planeta Terra que humanidade é coisa ultrapassada e errada. Daí a miscenização que deu origem a estes híbridos generais, outras patentes militares, e políticos que se estão a propagar e a apoderar do nosso planeta.

Fica a notícia, por registo e para que em caso de dúvida testemunhem. O pretexto é imbecil. Porque existiam umas “maçãs podres” entre centenas sãs eles bombardearam o “pomar” todo… Depois dizem que lamentam… Extraterrestres, assassinos, hipócritas, desumanos e ridículos.

Nato confirma ataque na cidade de Brega e lamenta possíveis vítimas civis

Margarida Cotrim - Lusa

Bruxelas, 14 mai (Lusa) - A NATO confirmou hoje que atacou na sexta-feira um edifício na cidade líbia de Brega, leste, e lamentou as possíveis vítimas civis, que a televisão líbia quantificou em 16 mortos.

Num comunicado, a Aliança assegurou não poder confirmar a acusação de baixas civis, mas também não a desmentiu.

"Lamentamos a perda de vidas civis inocentes quando ocorrem", sublinhou a organização, que referiu que o objetivo atacado "estava identificado claramente como um centro de comando" utilizado pelas forças de Muammar Kadhafi para "coordenar ataques" contra a população.

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