terça-feira, 16 de agosto de 2011

ESTÁ TUDO A CAIR AOS PORTUGUESES! ATÉ VAMOS FICAR EUNUCOS!




EXPORTEMOS AS PEDRAS, PARA PORTUGAL NÃO SE AFUNDAR TÃO DEPRESSA

Em notícia dos órgãos de comunicação social de Portugal “O Produto Interno Bruto português diminuiu 0,9% em volume no segundo trimestre, face igual período de 2010, e teve uma variação nula em relação aos primeiros três meses do ano, divulgou, esta terça-feira, o Instituto Nacional de Estatística”. Podemos ler, neste exemplo, no Jornal de Notícias. E ainda: “No primeiro trimestre deste ano, a economia portuguesa tinha caído 0,6%, quer face ao período anterior quer em relação ao mesmo trimestre de 2010, divulgou o INE a 9 de Jnho, revendo a primeira estimativa que apontava para uma queda de 0,7%.” Ou seja: A economia portuguesa caiu. Está tudo em queda em Portugal excepto os aumentos dos impostos e os preços dos bens de consumo vitais e não vitais. A descrença nos políticos também cresceu. Idem para a fuga de capitais que... cresceu, idem para o clientelismo político-prostituto-partidário, idem para a corrupção e fugas ao fisco por parte dos que são detentores de riquezas imensuráveis. Mas nisso também temos um PR que, como foi dado a entender e ele não soube explicar convenientemente, fez a sua “perninha” num ludibrio ao fisco por via de uma SISA sobre casa adquirida em condomínio privado lá para os lados dos Algarves. Ora se temos um PR assim, que até se dizia dele ser honesto, o que não devemos esperar da maioria dos políticos profissionais em Portugal? Portugal está em queda, porque será? Também será por isso? Mas que pergunta tão parva!

Por essa razão, porque tudo está em queda excepto aquilo que nos inferniza e trama o povo, o pagante, podemos concluir que tudo nos está a cair. Há até aqueles pessimistas que temem que os portugueses percam o pirilau e os tomates. Que caiam de maduros ou de podridão, a exemplo do resto que neste país está a cair.

No caso concreto dos pirilaus e dos tintins os portugueses não devem temer que aconteça. Vão ser só vantagens. Podemos e devemos a partir daí aproveitar para produzir riqueza exportando para os países ricos o “material” que for caindo. Sempre são para aí uns seis milhões de pirilaus e o dobro de tintins, mesmo dando desconto àqueles que presentemente já só têm um. É muito material. E também podemos acabar com a preocupação de educar filhos, de os alimentar e vestir. Sem o “material” acabam-se os filhos. Progressivamente acaba-se com a fatura onerosa da educação, dos abonos de família de pouco mais de 20 euros por mês – quem o recebe. Acaba-se com tanta coisa malvada!

Finalmente acaba-se com o país depois de umas dezenas de anos sem o “material”. Além disso, porque já há portugueses habituados a não comer e que vão finar-se, talvez Portugal exista somente por mais uns 30 anos. Se calhar nem isso. O que é um bem adquirido, uma mais-valia, e uma felicidade para os que neste país estão a sofrer. Imaginem a delícia que será não ter de ouvir aldrabões como Sócrates ou como Passos Coelho. Nem ter-mos de andar a pensar que se calhar o PR andou nas negociatas com os Oliveiras e Costas banqueiros e cadeireiros que até lhe compraram acções por dois chavos quando elas só valiam um chavo… Honestidades sui generis.

Vamos ficar limpinhos. Sem “material” ficaremos eunucos. Não vamos ter de nos preocupar com coisa alguma… A não ser com os funerais, que estão caríssimos. Mas os recursos financeiros para isso também existem (por enquanto): Vamos apanhar as pedras do país e exportá-las pelo melhor preço. Com a vantagem de que assim o país fica mais leve e não se afundará com tanta rapidez. O que nos dará tempo de planificar tudo muito bem até ao último português a finar-se. Quem será o último… logo ele saberá.

E depois? Perguntam. Depois salvam-se os Sem-Pátria e os da Pátria do Cifrão. E isso que nos interessa? Não são portugueses! Sem dúvidas! Veja-se o que eles têm feito em Belém, em São Bento e nos abrigos esconsos dos seus partidos políticos e nos quartéis-generais dos que são cada vez mais ricos por via de enganarem milhões!

sábado, 13 de agosto de 2011

O MINISTRO VÍTOR GASPAR TOMA CALMANTES?




O ministro Gaspar, das finanças, veio anunciar o aumento do gás, da eletricidade e aquilo que mais lhe apeteceu anunciar sobre roubos. Calmamente ele disse o que sabia sobre a penúria lusa e das razões porque nos sentencia a mais penúria. O ministro anuncia tudo calmamente, esclarece tudo calmamente, fala calmamente, move-se calmamente, também massacra os portugueses debilitados muito calmamente. Demasiado calmamente, quase em câmara lenta.

Perante tanta calma já há quem insinue que o ministro Gaspar anda a toque de caixas de calmantes, que parece que está “drunfado” e que mais dia, menos dia, ainda se lixa com uma overdose. Não vou por aí. Não toma calmantes nenhuns, nem sequer chá de tília ou de tripas secas de preguiça amazónica. O que acontece com toda aquela calma é que ele se está lixando para que as medidas que anuncia e vão anunciando - sobre nos vir ao bolso e sobrecarregar com impostos e aumentos de tudo baixando ordenados, enquanto aos mais ricos e grande empresariado não o fazem e ainda lhes dão vantagens – lhe é completamente indiferente. Ele está ali exatamente para isso, para cumprir o exigido pela Alemanha, pela França, Inglaterra, Países Baixos, etc., pelos que na Europa ao norte se esqueceram do projeto europeu e consideram que os do sul não são tão europeus quanto eles mas sim pretos ou brancos de segunda. Tanto faz porque vai dar ao mesmo.

Afinal consideram que somos inferiores e como tal não merecemos a solidariedade nem a igualdade europeia sonhada, proposta e escrita pelos que fundaram a EU. Vai daí carregam nos juros do dinheiro que emprestam a tão curto prazo. Vai daí põem-nos a canga em cima como fizeram nas suas colónias. Por certo que Portugal é uma colónia da Alemanha. Só pode. O ministro Gaspar é simplesmente um executor obediente e venerando da Ângela Merkel. O seu chefe, o Passos, é outro. O chefe dos chefes, o Cavaco, nem podia ter escolhido melhor o momento para ser PR (apesar de eleito por uma ínfima quantidade de votos – um quarto dos portugueses eleitores). Este é o momento deles.

Aos plebeus portugueses resta sofrer e vê-los delapidar aquilo que desde 1974 foi consolidado em prol dos direitos liberdades e garantias democráticas. Para isso, para Portugal estar como está, PS e PSD fizeram todos os esforços por o conseguir. Agora é tempo do PSD e do CDS – que nestas coisas anda sempre por ali à babuja. Logo voltará o tempo do PS… E assim sucessivamente.

Cavaco morrerá e outros Cavacos se erguerão. Assim será, porque os responsáveis por isso são aqueles que neles votam, como se não existissem alternativas. Uns poucos elegem-nos porque sabem que são os que lhes defendem os interesses, outros, a maioria, porque são preguiçosos e nem querem pensar sobre o assunto. Até porque depois é muito mais divertido andarem a criticar as medidas que os vitimam, a chamar ao Passos Coelho aldrabão, andarem afobados a cravar os familiares e amigos ainda com alguns fundos, andarem a não comer para comprar gasolina e outras inutilidades consumistas. E sempre podem dizer para o parceiro do lado que os políticos são todos “farinha do mesmo saco”. Muitos são, sim, mas não por acaso os que mais são contam com os votos da maioria preguiçosa no pensar e que dizem que de política nem sabem nada, nem querem saber. Então porque se queixam? Porque não olham para o espelho e se chamam borregos? Porque é aquilo que mais são.

Vão atrás uns dos outros a balir, direitinhos às mesas de voto, e até votam sempre no mesmo partido por tradição. Há desses! Pois agora não se queixem. Sustentem os malandros que elegeram. Ao menos que se assumam. Podiam nem ter votado em ninguém! Sempre seria interessante ver os políticos que nos têm afundado com voto zero nas urnas. O que inventariam a seguir para nos enganar? Iriam tomar calmantes, como o ministro Gaspar? Mas, o ministro Gaspar toma calmantes? Acreditam nisso? É que a vida corre-lhe bem, porque havia de andar stressado, preocupado ou inquieto?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

KIRSTY GUSMÃO ESCLARECE - AUSÊNCIA DE ATAQUE À LÍNGUA PORTUGUESA?




Embaixadora Edukasaun esclarece em comentário:

É de lamentar o facto do autor deste artigo ("Timor-Leste: REFORMA NO ENSINO BÁSICO PRETENDE ABOLIR LÍNGUA PORTUGUESA") não ter estudado bem a matéria. A “Política da Educação Multilingue Baseada na Língua Materna” pretende ajudar o estado timorense a alcançar os seguintes objectivos, em conformidade com as normas e a boa prática internacionais:

Objectivos da aprendizagem através da facilitação de maior acesso às matérias curriculares, incluindo cognitivamente a busca de informação e capacidades abstractas. Todos os alunos poderão ser multilingues (falando fluentemente todas as línguas visadas) e multiliterados (aptos a ler e escrever todas as línguas visadas) a fim de maximizar os benefícios cognitivos e comunicativos.

Objectivos Linguísticos através do ensino da literacia inicial na primeira língua dos aprendizes, provendo bases de competências que prontamente possam ser transferidas para as línguas adicionais (Tetun, Português, etc.)

Objectivos sociais económicos através da optimização da conexão casa-escola, criando maior coesão da família, maior taxa de participação nas escolas, melhorias nas taxas de sucesso em todas as escolas, e realização mais equitativa em toda a linha divisória de género, regional, rural e da classe social.

Pode-se ler o texto completo da Política e o seu Plano de Implementação aqui:

http://www.scribd.com/collections/3046404/Education-Policy-Law-and-Research

*Nota PL: Ver Timor-Leste: REFORMA NO ENSINO BÁSICO PRETENDE ABOLIR LÍNGUA PORTUGUESA, em Página Global. Recomendado especial atenção aos respetivos comentários naquela página.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

LÍNGUA PORTUGUESA - QUO VADIS TIMOR-LESTE?




MAIS DEPRESSA APANHAMOS MENTIROSOS QUE COXOS

A notícia é de ontem mas os propósitos dos protagonistas são antigos, tão antigos quanto a ligação de Kirsty Sword Gusmão à luta de libertação de Timor-Leste, assim dizem e assim deve ser. A língua portuguesa em Timor-Leste nem sequer tem os dias contados porque muito poucos são os que a sabem e utilizam naquele país. Agora, ontem, em despacho da PNN e referenciado em Sapo TL deparamos com o título Timor-Leste: REFORMA NO ENSINO BÁSICO PRETENDE ABOLIR LÍNGUA PORTUGUESA, que o Página Global transcreveu.

Por lá podemos aperceber-nos que Xanana Gusmão e a sua mulher, Kirsty Sword Gusmão, são os principais mentores da ideia de em Timor-Leste a língua portuguesa ir pelo esgoto abaixo. E isso não é novidade! Só por uma questão de estratégia Xanana Gusmão dava ares de não concordar com a mulher em reuniões – até em sua casa em Balibar – em que a sua consorte se mostrava adversa ao português ser língua oficial em Timor-Leste. A estratégia devia-se a iludir certos e incertos ingénuos e até desse modo receberem as contrapartidas de milhões de dólares que os contribuintes portugueses com todo o prazer (mas ludibriados) destinavam a Timor-Leste.

Manifesta falta de tempo não permitem que neste momento a abordagem ao assunto seja completa, a pesquisa a fazer sobre este “historial” será morosa. Por esse motivo importa para já que aqui conste o seguinte:

- No ano de 2009 ( a confirmar documentalmente) o Timor Lorosae Nação  na sua primeira edição anunciava que Kirsty Sword Gusmão era mentora ativa e paladina fervorosa de que o português devia ser banido do ensino timorense e da Constituição da República. Facilmente se conclui que a sua intenção é anglofonizar Timor-Leste, porque esse sempre foi o propósito da Austrália, de Inglaterra e dos EUA, mesmo antes da independência se concretizar. Não por acaso Kirsty conheceu Xanana Gusmão na prisão indonésia. Quem não percebe isso? E tal não invalida que não se tivesse apaixonado. E disso nada nem ninguém tem direito de pôr em dúvida ou desrespeitar. Aliás, fruto desse amor estão à vista os lindos filhos que vimos!

- Dias após a publicação sobre o tema, no Timor Lorosae Nação foi feita transcrição pela PNN, salvo erro no Jornal Digital (a pesquisar). Kristy Sword Gusmão escreveu à PNN a desmentir, afirmando-se uma acérrima defensora da língua portuguesa em TL. A PNN publicou o desmentido. O Timor Lorosae Nação compilou esse desmentido. Mas manteve a afirmação de veracidade daquilo que havia publicado.

Porque então, na época e nesse blogue, o mais ativo membro da equipa redatorial e de colaboradores era António Veríssimo, Kirsty Gusmão escreveu ao bloguista afirmando-se paladina da defesa da língua portuguesa no país em que já então o seu marido era PM…

Muito mais há para abordar sobre o assunto. E nada melhor que seja devidamente documentado. Só falta tempo para pesquisar e trazer à saciedade o máximo de conhecimento que possa contribuir para o esclarecimento sobre o assunto. Irá acontecer dentro do possivel.

Conste que os timorenses são livres de optar pelo ensino que quiserem. Devem ser eles a regular a sua soberania no país que lhes pertence por direito próprio e à custa de muitos sacrifícios e de muitas vidas perdidas nessa luta de libertação. Conste também que ninguém tem o direito de ser tão cínico ao perseguir um objetivo que visa impor o que quer que seja aos timorenses. Eles não merecem mais deslealdades para além daquelas de que já foram vítimas pelos que lhes têm ocupado o país e até por políticos seus. Que sejam os timorenses a escolher o caminho será o justo. Em último caso talvez um referendo sobre o tema da língua portuguesa ou não em TL fosse uma razoável solução. Mas sem sofismas. Devidamente fiscalizado pela UNICEF, pela ONU, por exemplo.

Por último, por agora, um reparo: A Lusa não sentirá necessidade de informar em português sobre o que se passa? Ou não será politicamente correto perguntar aos cínicos defensores do escorraço do português em TL sobre o que andam há tanto tempo a arquitetar? É que a Lusa ainda não deixou sair uma palavra que fosse sobre o tema, tanto quando resulta das pesquisas online.

Assunto com pano para mangas e a carecer de maior precisão, em breve, seguramente.

ZENILDA GUSMÃO CASOU – UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ




O tema é irresistível e a abordagem impõem-se: Zenilda Gusmão casou. Não fosse o caso de ser filha de Xanana Gusmão, atual PM de Timor-Leste, e seria somente mais um casal de pombinhos que dera o nó. Mas assim não é defacto. A filha de Gusmão, certamente por via de ser filha de quem é, tem dado pelas barbas ao povo timorense, como é de algum modo público e como por lá se diz e é notório.

“Era uma rapariga simples que vivia sempre com algumas dificuldades financeiras, apesar de um pouco melhor que a maioria dos timorenses, e agora, desde que o pai é PM, enriqueceu num ápice – pelo menos dá mostras disso nas exibições públicas.” Comenta a quem é feita a pergunta sobre Zenilda Gusmão e aquilo que dela dizem os timorenses.

Mas é assim tão evidente que esta personagem que ainda há uns poucos de anos era quase uma desconhecida, merece agora que falem dela e sobre o seu enriquecimento “relâmpago”? O que estará na base de tudo isto?

Dizem portugueses cooperantes ao serviço da ONU em Díli, e que conheceram “a miúda do Xanana”, que ela era uma “tesa” e até uma “crava”, que andava sempre na “pendura”, porque não tinha dinheiro para restaurantes, para discotecas, para se divertir. “Era quase como uma “mascote” para nós. Havia sempre alguém que lhe pagava o que consumia”, afirmam ao recordar os anos de 2002 e até cerca de 2007. E não é só um ou dois cooperantes que estiveram em Timor-Leste que o afirmam. “A miúda era simpática, simples, mas era uma “tesa”, não tinha nada.” É o consenso descritivo dos inquiridos.

Sendo assim, com toda a legitimidade, pergunta-se: Como é possível Zenilda Gusmão ter uma vida de fausto a partir do momento em que o pai Gusmão ascende a PM? Como enriqueceu Zenilda Gusmão? Enriqueceu por obra e graça do Espírito Santo? É realmente rica como dizem e ela demonstra?

O NEGÓCIO DO ARROZ “MAL COZINHADO” 

Timorenses melhor informados também recordam que Zenilda Gusmão começou a “ter posses depois de Xanana Gusmão passar a exercer o cargo de primeiro-ministro. Principalmente a partir do momento em que o pai cometeu a irregularidade mais que conhecida de a introduzir no negócio do arroz.” Referem-se concretamente a “negócios de empresas criadas a propósito para comercializarem arroz que o Estado Timorense adquiria posteriormente para regular e dar acesso do alimento à população, algo do género. Ora Zenilda surge como sócia de uma empresa por formas que redundam ilegais – uma vez que o pai, na qualidade de PM, não podia legalmente entregar o negócio àquela empresa devido ao facto de ter lá uma familiar na estrutura principal.” Saliente-se que esses “negócios do arroz” já eram apontados como “falcatruas” apadrinhadas pelo PM Gusmão antes de serem despoletadas as acusações (comprovadas) de conluio com a empresa de Zenilda. Na época já haviam “nebulosos propósitos” e procedimentos em que amigos do PM Gusmão “eram beneficiados, uns até criaram uma empresa chamada Três Amigos, que praticamente, durante algum tempo, tiveram o monopólio da comercialização do arroz que depois o governo lhes comprava. A ponto de Xanana Gusmão sentir necessidade de ir desmentir à TVTL que estivesse a fazer “falcatruas” com esses negócios de arroz "mal cozinhado".

A “JUSTIÇA” TIMORENSE

Como sempre acontece em Timor-Leste, a justiça, o Poder Judicial, nunca atua nestes casos. Quando atua tudo cai no esquecimento dos inquéritos ou afirma descaradamente que nada de irregular detetou. Saliente-se a subserviência do Poder Judicial ao poder de Xanana Gusmão, de Ramos Horta, de empresários próximos daqueles - os tais que antes “quase nada tinham de seu”. Ainda hoje está por ser tirado da gaveta as conclusões às ilegalidades cometidas pelos responsáveis da libertação total e rocambolesca de Martenus Bere, referenciado por crimes contra a humanidade pelas Nações Unidas. Ilegalidades em que Xanana Gusmão (PM), Ramos Horta (PR), Lúcia Lobato (Ministra da Justiça), Comando da PNTL e outros estiveram envolvidos. A esse propósito o presidente do Conselho Superior de Magistratura Judicial e do Tribunal de Recurso de Timor-Leste anunciou ter ordenado averiguações ao "caso Bere" e, "a verificar-se que houve libertação ilegal, desencadeará a acção penal e disciplinar correspondente". Esse tal presidente da “justiça-mor”, Cláudio Ximenes, assim declarou nos primeiros dias de Setembro de 2009. As conclusões a que chegou, a que o órgão máximo da “justiça” timorense chegou estão por conhecer. Aqui ficou a prova, se dúvidas existissem, de que a justiça timorense comporta-se à maneira dos animais amestrados de um circo e nada mais que isso. Julga e condena timorenses de baixo estrato social enquanto oferece a impunidade aos do poder político-governamental e aos seus aliados no empresariado. Isto para não referir práticas denunciadas de crimes de eclesiásticos que a própria PGR tem medo de proceder em conformidade com as determinações da lei.

É por tudo isso que podemos considerar inútil as denuncias de práticas ilegais dos que detém os poderes em Timor-Leste. A corrupção é rainha e senhora naquele país, o conluio é descarado, do nepotismo nem se fala por ser tão doentio. A exibição de riqueza obtida por “mistérios” é prática quotidiana. Atualmente já existe uma elite poderosa que se construiu ao abrigo de Gusmão e de Horta, entre outros. Os sonhos de justiça, democracia, liberdade, estado de direito, etc. foram só isso mesmo: sonhos. A realidade é dolorosa e agora já não existe modo de retornar ao passado e começar de novo, com justiça. País sem justiça, ou com uma “justiça” como aquela que existe em Timor-Leste, não é país realmente democrático. A Democracia é incompatível com a violência, a injustiça, a corrupção, a fome… Tudo isso é aquilo que existe demasiado em Timor-Leste.

O CASAMENTO DA “MIÚDA DO XANANA”

Não esquecendo a razão da prosa, o casamento faustoso de Zenilda Gusmão, será útil recorrer ao Timor Hau Nian Doben, blogue timorense, que anuncia o casório, autoria de Zizi Timor Oan,  e mostra muitas fotografias sobre “o luxo asiático” em que decorreu, vertendo toda a sua indignação por aquilo que considera o casamento da “… PRINCESA DO ARROZ FRAUDULENTO – ZENILDA GUSMÃO”, apesar da miséria em que muitissimos timorenses mal sobrevivem.

Curiosamente, ou talvez não, Zenilda Gusmão passou de “Miúda do Xanana”, termo carinhoso, a vários epítetos demonstrativos do asco que suscita, um deles é “Princesa do Arroz”. Tudo tem que ver com aquilo que os timorenses vêem em Zenilda, uma oportunista e alguém que fica indiferente às realidades do país e aos erros e crimes que são apontados à “nata” da elite timorense de que ela demonstra fazer parte. O casamento de Zenilda, segundo afirmam e é credível pelo demonstrado, valeu um despesa de trezentos mil dólares… Quem ofereceu aquela boda aos “distintos” presentes foi Zenilda? Foi Xanana? Foi o Xá da Pérsia? A "dádiva" é pertença dos timorenses esfomeados? Como sempre, tudo fica pela penumbra. À vista temos a fome e a miséria em Timor-Leste.

Se na verdade os timorenses têm razão (e devem de ter) ao dizerem que enquanto eram esbanjados recursos escandalosamente excessivos na boda por entre os corruptos amigos e familiares do poder, logo ali ao lado e não muito longe, ou no interior montanhoso do país, a miséria perdura e a fome é facto, é ameaça e companheira no quotidiano, quem põe cobro a isto e a outros acontecimentos similares que denunciam capacidades financeiras imensas e que dificilmente terão sido conseguidas honestamente? 

Xanana Gusmão… e Ramos Horta, os ditos “pais da nação”, mostram que nem maus padrastos sabem ser. A fome para os timorenses, a vergonha para eles – ao menos recomendada aqui nesta prosa. Este casamento, a boda, o que o rodeia e antecede, pode ser só mais uma mostra de podridão a que alguns (muitos) da elite timorense se aliaram. Outras mostras já se viram, outras haverá.

Depois desta aceitação e vivência com as injustiças da realidade timorense – implícita no fausto do casamento -  nem fará sentido desejar felicidades aos noivos, o que é lamentável, porque um casamento deveria ser sempre pautado pela transparência, pela dignidade, pela solidariedade, pela honestidade, pela paz e pelo amor. Assim, pelo visto, de certeza que não é o caso.

Zenilda Gusmão casou-se e mostrou os poderes adquiridos… Uma desgraça nunca vem só. O império da família Gusmão será alargado, a exemplo de Eduardo dos Santos ou de Obiang, esse bandido dono da Guiné-Equatiorial.

*Original em PÁGINA GLOBAL, publicação onde o autor colabora

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"MAIS UM ALDRABÃO PARA A COLEÇÃO, OUTRO TRAFULHA" - diz Evaristo




"Oh Evaristo, tens cá disto?" Expressão popular que o grande ator Vasco Santana criou e popularizou num filme dos tempos áureos da cinematografia portuguesa. Mas Evaristos há muitos, ainda hoje. Quer a sorte ou o acaso que num banco de jardim perto de mim também haja um Evaristo, um daqueles cidadãos de Portugal tratados como lixo pelos políticos, aldrabões e ladrões licenciados da atualidade que ocupam os topos dos topos do país.

Será inútil perguntarmos ao Evaristo o que ele tem, ou se tem "isto ou aquilo", porque sabemos perfeitamente aquilo que ele tem com toda a certeza: fome, frio, miséria, e todo o leque de abundância de sujidade, pulgas e até piolhos - se acaso ele não se acautela.

O mais que o Evaristo tem... é NADA! 

Mas, o Evaristo, tem presença de espírito, inteligência, experiência e conhecimentos sobre coisas deste Portugal e desta sociedade globalizada que muitos universitários, formados, licenciados, com batota e sem batota, não têm nem querem ter.

É conversas e peripécias desse Evaristo que em breve aqui se vão perpetuar registos e talvez umas fotos, testemunhos da miséria e desprezo que profusamente estes políticos, agiotas e outros parasitas distribuem aos seus concidadãos porque optaram por fazer parte de máfias político-partidárias e outras, que subjugam os imensos Evaristos deste Portugal a afundar-se.

Será assim que o primeiro tema a abordar comporta as políticas deste governo de Cavaco-Portas-Passos Coelho - como o Evaristo diz. "Vamos fazer o filme ao contrário, da frente para trás, de agora até aos tempos da minha adolescência. Do malandro deste Passos Coelho - mais um aldrabão para a coleção, outro trafulha - até ao bandido do Salazar." Evaristo propõe, exige. "Se for assim pode contar comigo e com toda a minha lucidez nas memórias, até com os gozos e as dores que elas me causam", diz.

De acordo Evaristo. Vamos nessa.

Nota: Somente a partir de 29 de Agosto será possivel publicar "Crónicas do Evaristo".

domingo, 31 de julho de 2011

PORTUGAL, PAÍS CONDENADO À FORCA… PELA MISÉRIA




Ainda agora cheguei e já decidi tirar mais umas férias da internete. Estar online significa depararmos com realidades dolorosas sobre os males que afetam e assassinam a humanidade. Sobre imensos políticos ao serviço da alta finança e corporações criminosas, com poderes enormes a nível nacional ou global, que desprezam os valores pela vida, pela dignidade, pela justiça, pela democracia real (e não a deles)… Enfim, tudo que sabemos e nos transporta para a tristeza que nos é transmitida pelas atualidades noticiosas. Em Portugal e no mundo.

Em Portugal, a exemplo da chusma de mafiosos globais, sabemos (vamos sabendo) que espera aos portugueses dias muito mais negros que os do presente. Pouco mais de metade dos portugueses com direito a voto elegeram nas últimas eleições legislativas os de sua preferência. Uns ínfimos números deram para encontrar uma maioria parlamentar nos partidos de direita (se é que sabemos na atualidade o que é isso da “direita”). Outro resultado não seria de esperar visto que não existe uma opção de esquerda no país (se é que sabemos o que é isso de “esquerda” na atualidade). Os que assim se dizem estão velhos mesmo que novos de idade, ancilosados, cheios de bolor e de teias de aranhas, a viver num passado que já ninguém sabe o que significa, desatualizados quanto ao que os rodeia – apesar de realmente estarem a abarrotar de razões e verdades. Mas daí não passam e por resultado o povo foge deles, os eleitores olham-nos de soslaio ao ouvirem as suas mensagens com linguagem verdadeira mas, na realidade, que não lhes toca e ainda lhes provoca mais dúvidas. Vai daí votam na dita “direita”. Elegem os seus carrascos e alargam o espaço do seu cadafalso, da forca. Do nosso cadafalso. Foi assim que vimos Cavaco Silva – fiel executor da alta finança – ser eleito PR por uns míseros números de eleitores calculados em um quarto dos votantes em Portugal, salvo erro. Foi assim que vimos outro fiel executor da alta finança ser eleito pelo PSD, Passos Coelho, e aninhar-se no governo com o CDS de Paulo Portas para garantir uma maioria absoluta no parlamento. E agora vai ser como eles quiserem. E agora de nada vale barafustarmos. E agora mantém-se a teoria do carneirismo luso. Nada vale a pena quando a consciência é pequena.

Na atualidade, como se pode ver na notícia em baixo transcrita, fala-se entre os absolutos do PSD e do CDS sobre as alterações ao Código de Trabalho. O blá-blá do PS é de bradar aos céus. Até parece que agora é daquela “esquerda” e que não tem nada de responsabilidades sobre a armadilha para que conduziu os espoliados e desgraçados que os sustentam e que neles estupidamente votaram. O PCP diz as verdades tipo cassete mas dali não sai. É incapaz de arrastar para os seus pontos de vista e para as suas propostas políticas os que querem clarividência e uma solução justa e quase indolor para a crise que vivemos em permanência e que agora se agravou. Falta ali qualquer coisa… Está lá a honestidade mas a credibilidade da mensagem e dos discursos é tão reduzida que dão cabo de tudo e nos trama. Dos Verdes… Ora, quem? O BE, Bloco de Esquerda, usa o blá-blá do costume e anda aos zigue-zagues. Os “meninos” que vieram do PSR e da UDP ou de outras bandas acomodam-se e apanham tiques altaneiros que lhes dão direito a penalizações do eleitorado que se sentiu traído.  Mas lá vão ficando alguns. “Também tu, Louçã? Também tu Fazenda? Também tu Farinha? Também Vocês?” Não devemos por isso experimentar desilusão. Sabemos que acontece quase sempre assim. Nem se trata de traição mas sim de opções tomadas depois das conquistas dos “poleiros”, das gravatas e dos colarinhos engomados e alvos. Afinal é a democracia existente e imposta por uma minoria de parladores, representantes de interesses que não são os da maioria. Democracia que nos desilude… Enquanto não soubermos exigir que tudo mude: as moscas e a merda!

Na Assembleia da República legisla-se por encomenda de interesses de grandes grupos económicos. Os legisladores trabalharam, trabalham ou vão trabalhar e receber muitos milhares ou milhões de euros dos seus “patrões”, diria donos. O resto é folclore. Isso mesmo tem sido dito e redito por imensas personalidades, incluindo o bastonário da Ordem dos Advogados. Aliás, a maioria dos deputados portugueses são personagens vindas do Direito. E até falam em “alçapões” nas leis, criados para proteger corruptos e outros interesses dúbios, desonestos, dos tais donos de certos legisladores. E o financiamentos dos Partidos Políticos? Que fumarada para ocultações! Melhor nem falar, que a prosa vai ficar ainda maior e mais “chata”.

Por corrupção: Passos Coelho, o agora PM, já falou disso e do combate que deveria encetar, visto que o Sócrates do PS nada fez? Não. O Coelho quer lá saber daquilo que é razão da putrefação do sistema democrático e do país!

NADA VALE A PENA, QUANDO A CONSCIÊNCIA É PESADA E PEQUENA

Portugal, os portugueses, podem ver notícias como a constante em baixo, do Destak com a Lusa. A notícia está lá e aqui também… Mas só vale o que vale. Nada! Nada porque o Parlamento vai serrar presunto e mais nada. As alterações são para valer, ditatorialmente, porque o FMI já decidiu há meses como devíamos ser explorados. Aplaudidos por Cavaco Silva e pelo PSD que contestava os PEC de Sócrates mas que agora os adota e até agrava. Tudo farinha do mesmo saco. No Brasil denominam de sacanagem.

Assim sendo, que se espera que o Parlamento discuta? Vai discutir o que já está decidido? Vai fazer chover no molhado? Àquele circo falta maquilhagens coloridas para os atores. Mais cores de rosas, vermelhos, verdes, azuis, amarelos, laranjas… até nas fatiotas. Sempre mostravam o que na realidade são, porque ali estão e para onde nos levam. De resto, nada vale a pena, quando a consciência está pesada e fica pequena.

Por lá fala-se dos portugueses famintos que aumentaram as inscrições no Banco da Fome ou Sopa do Sidónio (à laia de Movimento Nacional Feminino do Salazar-Caetano)? Por lá fala-se do aumento de utentes nas Misericórdias (da laia do MNF)? Por lá fala-se de roubarem a nossa dignidade? Por lá fala-se sobre criar e agilizar toda a legislação contra a corrupção? Por lá fala-se na realidade do quotidiano dos portugueses miseráveis que são espoliados das conquistas justas e legítimas que conseguiram após Abril da 1974? Não. Dos famintos de emprego, de comida, de habitação, de saúde, de educação, de protecção à família, etc. não se fala. E se falarem, quando falarem, será só encenação, para iludir trouxa, será só alguma parra e nenhuma uva. Somos um país condenado à forca… da miséria. Voltamos ao cinzento Salazarista. Dos Cavacos, Coelhos e Portas não seria de esperar outra atitude, nem outras políticas. A diferença é que somos mais a ser explorados por mais famílias “eleitas” e dominantes. Coisa de meia-dúzia nos tempos salazaristas.

Disse. E agora vou de férias, à espera de transporte para o alto-forno – coisa que também encareceu. Bela perspetiva, visto que neste presente o fedor é imenso e insuportável e o curto futuro é bastante negro.

Parlamento discute hoje 2ª alteração ao Código do Trabalho

28 | 07 | 2011   08.17H

O Parlamento discute hoje a segunda alteração ao Código do Trabalho que estabelece um novo sistema de compensação em diversas modalidades de cessação ao contrato, aplicável apenas aos novos contratos de trabalho.


A proposta de lei do Governo para reduzir as indemnizações por cessação do contrato de trabalho, limitando-as ao máximo de 12 salários, entrou no Parlamento a 21 de julho e deverá ser hoje aprovada na generalidade.

A iniciativa legislativa governamental (proposta de lei n.º2) reduz o valor das indemnizações por cessação dos contratos de trabalho, com e sem termo, dos atuais 30 dias para 20 dias por cada ano de trabalho.

De acordo com a proposta de lei, o novo regime será aplicado aos contratos de trabalho celebrados após a data da entrada em vigor da nova legislação.

A proposta do Governo dá cumprimento ao que já tinha sido acordado em concertação social em março e ao memorando estabelecido com a 'troika' em maio.

Assim, o Executivo propõe que o Código do Trabalho seja alterado em vários artigos de modo a que os trabalhadores cujos contratos cessem recebam o equivalente a 10 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade, mais 10 dias adicionais suportados por um fundo, de base empresarial, financiado pelos empregadores.

A proposta de lei elimina a imposição de um limite mínimo para as indemnizações, correspondente a três meses de retribuição.

O documento, que será sujeito a discussão pública durante o mês de agosto para entrar em vigor em setembro, refere que "parte das alterações previstas no presente diploma apenas entrará em vigor no momento do início da vigência da legislação do fundo de compensação pela cessação de contrato de trabalho, sem prejuízo da entrada em vigor imediata dos critérios de fixação da compensação".

Assim, o pagamento das indemnizações ficará a cargo dos empregadores, tal como é atualmente.

*Publicado originalmente em PÁGINA GLOBAL

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PÁTRIAS DA LUSOFONIA SEM PORTUGUÊS NA COMUNICAÇÃO EM TIMOR-LESTE




Andar afastado destas andanças da blogosfera é isto mesmo, é o que está a acontecer neste blogue. Não acontece por falta de vontade mas sim por falta de tempo. Lamento e apresento desculpas à meia-dúzia de amigos que aqui têm vindo e vêem sempre os mesmos rabiscos e fotos há algum tempo.

Não será desta vez que sustentarei o meu apetite em abordar a política timorense dos últimos tempos, nem falarei dos “banhos” nas eleições em São Tomé e Príncipe – onde se compram votos e as consciências na cara da legalidade e dos políticos asquerosos que não legislam aquele preceito incorreto, imoral, antidemocrático e revelador de que o país vive em outro século, quase no esclavagismo colonialista. São Tomé saiu da trampa do colonialismo português para ser colonizado por políticos sem escrúpulos que pegam em “tradições” que lhes dêem vantagens e fazem daquelas “legalidade”. Comprar e vender votos, os ditos “banhos”, é inadmissível!

Também agora aqui não abordarei como é merecido Angola. Angola de umas quantas famílias e empresas. “Tá-se melhor em Angola” – dizem-me amigos. Pois, talvez. Mas o que se sabe é que as “negociatas” continuam, a repressão continua à socapa e sem ser à socapa. Os desonestos, abrigados no MPLA e no governo, mantém as suas posições vantajosas… Quem acredita que foi agora que pararam de roubar? Estão a oferecer migalhas ao povinho que afinal é o resto daquilo que lhe pertence na totalidade. Isso sim. “Tá-se melhor”?

Moçambique é aquilo que se sabe e o que não se sabe. Quem se mantém à distância até pode acreditar que tudo vai a caminho de muitas melhorias para as populações. Ilusão. A corrupção impera em Moçambique. As carências do povo são enormes. Nem PR, nem governantes, conseguem esconder ou colmatar as enormes injustiças sociais e de enorme atraso que semearam e agora têm estado a colher. A colher o povo mais fragilizado, quem havia de ser?

Guiné-Bissau… À espera de nova borrasca política. Para quê pôr mais na escrita? A plataforma da droga continua por lá. A fome, a miséria, a ingovernabilidade, o banditismo comum e político, a excisão nas meninas guineenses… Tudo isso continua. Lá iremos.

Cabo Verde já teve melhores dias e melhores perspetivas. Mesmo assim é o pequeno país lusófono que vai melhorzinho. Em breve irá a eleições. Veremos.

O Brasil de Dilma podia estar bem melhor mas por vezes o ótimo é inimigo do bom. Aguardemos que as evoluções e involuções nos mostrem com clareza quanto vale, ou não, a presidente Dilma. A criminalidade cresce, a corrupção também. Para muitos esses “fenómenos” são como o samba, são coisa brasileira. Mas não deve ser assim. O samba não leva a fome e a tristeza a ninguém, antes pelo contrário: é alegria, é povão a vibrar. O crime e a corrupção fazem o contrário do samba, são sinónimo de tristeza e de muitas carências para os mais fragilizados. Está nas mãos de Dilma corrigir o que é da conveniência dos que ela disse defender. Esperemos sentados pra não cansar. E acreditando que melhor virá. Não tem mal possuirmos um certa dose de ingenuidade.

Oh, meus amigos! De Portugal nem é bom falar! Mas Portugal ainda existe? E a União Europeia vai existir até quando? O euro está a finar-se? O projeto europeu foi lançado na fossa pela direita europeia em conluio? Ângela Merkel está a conseguir os seus intentos de aniquilar a EU nos moldes em que tem existido? Parece que sim. Até Helmut Kholl, o alemão que fez de Merkel sua Delfina e que contribuiu para que ela agora estivesse a desenvolver as políticas fascistoides e egoístas que caracterizam o grande capital, diz que Merkel personifica uma “coisa” impensável e que o desilude. Que ela está a destruir o projeto europeu todos sabemos. Que se pode esperar de uma gaja daquelas?

Não quero nada acabar esta voltinha que consegui dar – melhor ou pior – pelos países da CPLP sem deixar um lamento sobre Timor-Leste. Notícias em português sobre Timor-Leste e vindas de Timor-Leste não há? Não existe uma única publicação, diária ou semanal, vinda de Timor-Leste e que nos chegue a Portugal e ao mundo lusófono? Não! E porquê? Porque não! Porque parece que todos se estão borrando para o português! Porque deste modo, sem publicação em português, aqueles que não entendem tétum ficam a “apanhar bonés” sobre o que se passa lá no burgo do soba Xanana e lêem o que é publicado no SAPO TL em português, ou o que a Lusa acha por bem divulgar, sem grandes pormenores e quase sempre até muito afastada da realidade timorense. Ele há carências alimentares e de muitas outras coisas de que só muito raramente se fazem eco em português. Ele há tiroteios de marginais ou de alegados marginais e nada é dito em português que nos chegue ao olhar e soletração, ele há acusações de corrupção, de roubos, de “desvios”, de clientelismos económicos, políticos e na justiça… Mas pouco ou mesmo nada passa para fora de Timor-Leste em português. Que raio, continuam todos com medo? Esse é o mesmo medo de há anos? Se é, que trampa de liberdade e de democracia há naquele país? Prevalece a “verdade” oficial em detrimento da verdade de facto sem que haja resistência a isso. É impressionante.

Em qualquer outro país lusófono podemos recorrer à internet e encontramos online publicações-notícias em português. Até São Tomé e Príncipe e Macau! Mas em Timor-Leste não! Há blogues… Na maioria em tétum. Mas blogues não são um jornal online (ao menos isso). Sai assim tão dispendioso? Não! Voluntários da lusofonia em Timor-Leste, que comuniquem em português, que noticiem o quotidiano timorense em português é que parece que não há. Ou haverá… se lhes pagarem uma pipa de massa! Mas então teremos algo do género da Lusa: a verdade oficial a que os seus profissionais ali destacados se têm de acomodar, quietinhos, que é para não levarem no “focinho” e passarem as estopinhas do Algarve.

Mas, falando de blogues sobre Timor-Leste, falando no online existente, podemos chegar ao Timor Hau Nian Doben e reparar que também ali prevalece o tétum. E lá ficam os desconhecedores do tétum, mas lusófonos, a maioria, a “apanhar bonés”. E acreditem que ali podemos ler algumas das tristes realidades sobre a governança e a miséria implantada pelos do soba Xanana com o assentimento de Ramos Horta e de muitos outros que cumprem o dito “é fartar vilanagem”. Falta saber se algum dia eles, os vilões, se fartam e deixam alguma coisinha para o povo timorense. Basta perguntar: afinal quem poderia traduzir do tétum para português as notícias das várias publicações timorenses? E, melhor, ainda, quem poderia viajar por Timor-Leste (coisa pequena) e mostrar-nos a realidade expressa em português?

Ah, nós somos defensores do português em Timor! Dizem uns e outros, timorenses. Balelas. Publicação assídua em português, online, com rigor e profissionalismo, com independência, sendo alternativa à “verdade” oficial, não vimos. Até nos partidos políticos, nas páginas online que têm, o que vimos é expresso em tétum e… (imaginem!) em inglês. A própria FRETILIN (dos outros partidos já nem se fala) comete essa prática – apesar de sabermos que é séria apologista do português como língua oficial em Timor-Leste. As razões porque assim acontece – comunicar excepto em português - não dão para entender. Laxismo? Falta de domínio do idioma? O quê? Como diria o outro: “Oh pás, desculpem lá!”

Muito mais haveria a acrescentar sobre esta afinal longa prosa (uf!) mas o melhor é dar aqui o nó e deixar o “chouriço” cheio como está. Terminando, sem mais delongas, apenas com o acrescento de que esta (como outras) não é prosa de ataques pessoais mas sim contra realidades que sabemos erradas e que muitos gostariam de ver corrigidas antes de embarcarem para o alto-forno.

Pergunta final: Timor-Leste quer realmente que o idioma português faça parte do seu quotidiano?

Nota: Este texto não foi revisto, o autor lamenta os erros ortográficos ou outros que possa conter.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PORTUGAL FEDE, TEM LIXO QUE TRESANDA




AS MOODY´S SÃO TERRORISTAS… ABENÇOADAS

Temos o Cavaco no lixo. Temos o Portas no lixo. Temos o Coelho no lixo (estragação, porque é recomendável estar na panela depois de levar umas chumbadas ou uma cacetada atrás das orelhas e ir pra vinha d‘alhos). O novo governo está no lixo. Portugal e os portugueses estão no lixo. Foi a Moody’s que nos condenou. Que odores pestilentos. Nem se fala de outra coisa!

A notícia é contundente e surgiu ontem quase no final do dia em Portugal. Apanhou todos de surpresa e até eu tive dificuldades em encontrar um computador mais ou menos asseado nesta lixeira onde viemos parar. Mas encontrei depois de tanto porfiar. Por essa razão só agora consegui ficar online e vir com compreensível atraso aqui escoicear e zurrar. Tanto quanto sugere a Moody’s a trampa invade Belém do Cavaco, São Bento do Coelho, a Lapa do PSD, o Rato do PS, e o Caldas do CDS, para além de outros locais que já antes lançavam odores mal cheirosos a podridão e que agora já são problema de saúde pública. Tanto assim que esta manhã deparamos com imensos portugueses de mola da roupa no nariz em vez do tradicional “pircing” de argola à borrego.

Para quem anda a leste desta esterqueira lusa criada pela Moody’s e seitas congéneres o melhor é ler Economia: MOODY’S CORTA RATING DE PORTUGAL PARA LIXO , no Página Global, compilado da Agência Financeira. Ou então liguem a rádio na TSF ou nas tevês porque por lá não se fala noutra coisa. É um fartum de faladragem de doutores e dótores que vão dizendo de suas sabedorias sobre o caso. Alguns até falam com alguma dificuldade porque o lixo é demais. Ainda agora deu para ver um dótor com cascas de ovo e outras nhanhas na cabeça e restos de uma lasanha repleta de moscas varejeiras acabadas de nascer. Coitados dos operadores de câmaras que tiveram de ir para as esterqueiras para colher imagens e opiniões. O mesmo não se pode lamentar sobre os repórteres jornalistas. É que há muitos que até merecem morar nas esterqueiras, junto com os dótores. Aliás, os próprios também são dótores.

E então que tal é estar no lixo? Perguntamos com pertinência entre os portugueses. Não respondem, estão tão incomodados com o cheirete que nem abrem as bocas. Até parece que fecharam todos os orifícios do corpo. Estão estáticos no meio da trampa. Tal e qual quanto os seus cérebros em determinados dias, principalmente nos dias em que vão votar. Para não referir os dias em que deviam saber dizer basta, que são quase todos os do ano. Mal que não é só de Portugal mas sim da população mundial, enquanto não conseguir discernir o que é manipulação dos políticos e o que não é.

Há cerca de uma hora a Lusa de notícias fez sair da esterqueira de luxo (porque até no lixo existem diferenças de classe) uma declaração de Mira Amaral, um ex-ministro lixado, dizendo que “Decisão de descer 'rating' de Portugal para 'lixo' é “terrorista”. Pois é. Claro que aquilo que estes dótores das agências financeiras são é terroristas com ordens para matar a população mundial à fome, às mínguas, aos trabalhos esforçados e forçados… E o que couber no panelão global que o capital selvagem domina e vai cozinhando a seu modo e conveniência. Terroristas. Olha a grande verdade e novidade do Mira Amaral! Também ele dos tais que nos fazem passar as estopinhas para dar de barato aos que nos exploram.

Pois são terroristas… abençoadas, as agências Moody’s. Isso já foi dito e redito em outras prosas por milhentos. Mas só o são por causa dos dótores prostitutos que servem as agências, os monstruosos lobbies da exploração e etc. Os que até são capazes de ser traidores das classes que lhes pagaram os estudos e os sustentaram. Os filhos de uns quantos operários, jardineiros, escriturários e mais ralé que se esmifrou a trabalhar para conseguir proporcionar um canudo universitário aos filhos. E vai daí os gajos, os prostitutos, apanham-se dótores e vendem a alma aos diabos das finanças, aos grandes exploradores globais, aos novos negreiros deste e de outros séculos de lixo. Alguns destes dótores até renegam as suas raízes e se necessário abandonam os pais, a família, os amigos de infância e de adolescência. Incham e transformam-se em monstros de colarinhos brancos. Uns nojos que na realidade e com justiça merecem ser atirados para o lixo. Eles sim. Só esta parte da converseta dava pano para mangas. Mas chega de trazer para aqui estes mal cheirosos. Ainda mais os que se vendem na política e que nos parasitam através dos cargos que desempenham nesta democracia de lixo para o povão e de luxo para eles, para associados e seus donos. Bem podem usar os melhores perfumes que nunca deixam de cheirar à trampa que fazem e que representam sem rebuço.

Pois são terroristas. Todos eles. Até os que consciente ou “inconscientemente” nos têm vindo a aterrorizar ao longo da vida, ao longo dos séculos, ao longo dos milénios. E agora a ONU, a OTAN - NATO, vai invadir as agências financeiras tipo Moody’s? E vai bombardeá-las? Vai levá-las (aos seus responsáveis) ao Tribunal Internacional sob a acusação da prática de crimes contra a humanidade? Ou vão enforcar certos gajos extremistas do capitalismo como fez a Sadam? Executá-los como fez a Bin Laden? Irá bombardear certos palácios desses negreiros com napalm? E aos seus opulentos e lindos jardins vai regar com desfolhante como os USA fez, por exemplo, no Vietname?

Claro que não vai. Este é um crime consentido contra a humanidade. Consentido por altos lixos e até pela ONU do serviçal Ki-moon, como outros crimes que têm a sua concordância ou autismo. É que a estes terroristas nem uma sombra de “danos colaterais” lhes vai tocar. Eles são a origem das crises, são donos das crises, aplicam-nas com maior ou menor intensidade onde querem, afortunam-se cada vez mais e mais, são terroristas de facto, mas com todo o direito à impunidade e até à reverência dos políticos que eles próprios manuseiam como boas e bons prostitutos que são. Uma esterqueira de luxo mas sempre uma imensa esterqueira fedorenta. E muito graças aos dótores prostitutos e traidores, muitas vezes, das suas próprias origens. É bom não esquecer. Traidores de carências e sacrifícios que certos pais e famílias passaram para que eles pudessem agora faladrar, prostituírem-se a troco das suas colunas vertebrais, umas casaronas, uns bólides, umas piscinas, etc. Tudo lixo. Assim, parece que este mundo e a humanidade está um lixo. Afinal não é só Portugal que está lixo, até lá estão os que estão no luxo-lixo de Belém, de São Bento e de muitas outras lixeiras. Que fedor insuportável!

sábado, 2 de julho de 2011

GOVERNO DO COELHO MERECE BENEFÍCIO DA DÚVIDA, SEM DÚVIDAS…




Provavelmente a maioria ignora qual é o ano chinês em que estamos, se do cão, se do gato, se do rato ou de outro bichano qualquer. O que não ignora é que em Portugal chegou o governo aparentemente do Coelho. Era o que nos faltava, termos governos com nomes de bicharada. É agora que com toda a propriedade podemos dizer que os do governo são uma cambada de animais. Se são todos ou não está por ser comprovado, mas olhando para o passado sabemos que têm sido animais finórios que vão para lá engordar-se e engordar os que fazem parte das cáfilas, dos rebanhos, dos bandos, dos cardumes, das coelheiras… Enfim.

Também sabemos que quando saem dos governos já têm à sua espera colocações de manjedouras douradas e até se diz que saem com mais apetite e que os repastos são paga de favores que fizeram quando nos governos. Se não é assim… parece. Que engordam desmedidamente ninguém põe dúvidas. Alimentam-se de promiscuidade, de corrupções, de ludíbrios fiscais, de prática de crimes morais e até por atropelos à transparência e à legalidade. Mas safam-se sempre. Tudo é abafado. Tudo é esquecido e silenciado. E mesmo que sejam vigaristas, mafiosos, seguem caminho incólumes, impunes, sempre com um apetite devorador. Facilmente se prevê que é o que vai acontecer aos da coelheira deste novo governo do Coelho. Uma vez mais vamos ficar de olhos em bico – para não esquecer esta novidade similar aos anos chineses dedicados aos animais. Portugal não tem anos dos animais mas aguenta com imensos anos de políticos animais, de governos animalescos em apetites imensuráveis. Haja esperança e que seja proporcionado o benefício da dúvida, sem dúvidas, a esta coelhada que se diz nova, jovem, patriótica…

Coelho, novo (?) primeiro-ministro desta quintarola chamada (por enquanto) Portugal veio dizendo ao longo de todo o PREC – Processo de Recuperação da Exploração e Capitalismo – que o Estado tinha de emagrecer, que tinha de perder a obesidade, que a despesa devia ser contida e que os portugueses não devia ser mais vítimas de uma “máquina” tão gastadora. Que era aí que ele (uma vez eleito) iria procurar o equilíbrio das contas públicas… Pois disse. Pois prometeu. Até referiu que mais impostos não, que os portugueses estavam saturados de tanta espoliação – não o fez por estas palavras mas disse-o com este sentido.

Surpresa das surpresas: Coelho toma posse, vai apresentar o programa do seu governo no Parlamento e anuncia um imposto extraordinário que vai espoliar os portugueses em metade do seu subsídio de Natal. Extraordinário!

Também disse que as outras medidas… vai estudar. Devem ser as medidas para conter a obesidade do Estado, aquelas que prometeu. Mentiu, para já. Se vai estudar e recuperar a economia através, principalmente, do emagrecimento da despesa porque razão anuncia e decreta que vai roubar metade do subsídio de Natal a quase todos os portugueses assalariados? Porque é fácil. Porque não se quer dar ao trabalho de fazer aquilo que prometeu. Porque tem apensos imensos parasitas que das cores partidárias que ele e Paulo Portas representam para mamarem nas tetas da “vaca leiteira” que é sustentada pelos paupérrimos portugueses. Não teve de estudar para fazer isso. Assim sendo até podíamos continuar com José Sócrates, já conhecemos o aldrabão. Olhem agora o trabalho que vamos de novamente ter para perceber um aldrabão de novos tiques e novas “artes da falácia”. Pensando melhor até não vai ser assim tão difícil… Porque, como já alguém disse na apresentação dos “novos” que se vão governar, “isto é mais do vira o disco e toca o mesmo”.

Falou Cavaco, o protetor da Coelhada e ator de ludíbrio ao Fisco relativamente a imposto de SISA – tanto quanto ele não consegue explicar que assim não é – sobre fazermos sacrifícios justos… Pois, dizer disse, mas aquilo que vem logo de rompante e sem “estudo” foi roubar dos bolsos dos assalariados com um imposto “extraordinário que pode muito bem passar a definitivo. É só uma questão de aguço dos apetites daqueles que incorporam o despesismo do Estado se manter ou até aumentar. E lá vamos nós, portugueses paupérrimos sustentar a gula de mais outros parasitas sacadores, desta vez não são cor-de-rosa mas sim laranja e azuis… Para os portugueses isso é indiferente.

Além destas medidas de espoliação dos Sempre os Mesmos a Pagar para a Cambada, que outras nos irá apresentar o “novo” Governo do Coelho? O seu grupo parlamentar vai propor a redução do número de deputados na Assembleia da República? Parece que sim. Pelo menos falou disso… Veremos. E vão propor que o tempo de atingir as reformas dos deputados passe ao regime geral? E vão propor que aqueles deputados que se reformaram com 8 anos de mandatos, ou com 12, vão ser taxados de forma a recuperar minimamente a vilania de uma disposição que a máfia parlamentar decidiu imoral e indevidamente? E vão propor que as imensas mordomias dos deputados e afins que se lhes “colam” passem a portugueses normais, de vencimentos normais e sem mordomias escandalosas? E vão retirar os direitos que implicam gastarios em viaturas de luxo por sistema? E vão conter todos subsídios que são verdadeiras golpadas e assaltos escabrosos ao erário público? E vão fazer o mesmo nos ministérios, nas secretarias de estado e afins? Vão mesmo reduzir as despesas “à séria” e acabar com a chularia der que temos sido vítimas, praticada por uma classe política sem escrúpulos? E a corrupção? O que fará este Coelho sobre a corrupção? Alguma vez falou sobre esse nefasto “fenómeno” que abunda nas máquinas partidárias e consequentemente nos antros da política e das grandes empresas que vão financiando os partidos? E a legislação para conter estas sangrias vai ser contemplada pela coelhada? E mais, muito mais… dúvidas e certezas.

Se vai não parece, porque se atiraram logo de cabeça a sacar ao povinho, sem contemplações e fornecendo prova evidente de que sai Sócrates Aldrabão e entra um governo Coelho do mesmo jaez mas com algumas clientelas diferentes. Provavelmnte ainda com mais clientelas.

Mas então o “novo” Governo Coelho não merece o benefício da dúvida e até o Estado de Graça dos primeiros cem dias de governação? Sem dúvida que merece, sem dúvidas. Sem dúvidas de que vamos ter mais do mesmo. A República Portuguesa, os portugueses, são cordatos, pacíficos, serenos, aborregados, perfeitos apaixonados pelos seus umbigos e muito medrosos. Preferem a fome e a miséria a juntarem-se e mostrarem o seu repúdio pela corja que há imensas décadas se estabeleceu nesta República pós 25 de Abril. Os outros que avancem que é para depois também beneficiarmos das melhorias. Talvez por isso é que ninguém toma a iniciativa de dizer e demonstrar BASTA! Queremos novas políticas, queremos justiça, transparência e democracia real. Queremos que os responsáveis políticos corruptos e os corruptores sejam punidos. Queremos o fim da promiscuidade entre políticos e os agentes económicos do empresariado, dos banqueiros e afins, que têm vindo a afortunar-se através dos conluios. Queremos um Portugal Decente. Queremos respeito pela restauração da dignidade.

Benefício da dúvida para os novos animais da coelheira. Sem dúvidas. Parvos não somos. Só contidos e até cobardes. E eles sabem muito bem isso. Não foi por acaso que os portugueses aguentaram uma ditadura por meio século, num borreganço de temores vergonhoso e inadmissíveis!

Mas esta Coelhada merece ou não o benefício da dúvida? Sem dúvidas... de que sabemos aquilo com que podemos contar. Logo à primeira viu-se!

terça-feira, 21 de junho de 2011

CAVACO VAI HOJE EMPOSSAR UM MINISTRO ALDRABÃO, PELO MENOS




“NOVO” GOVERNO EM PORTUGAL – CARAS “NOVAS” MAS A PANDILHA É A MESMA
 
É costume desejar felicidades por algo ou alguém que começa de novo. Em Portugal o governo saído das eleições de 05 de Junho toma hoje posse. Para que não se verifiquem desmaios, como já tem acontecido em outras posses de governo no tradicional Palácio da Ajuda, foram instalados montanhas de aparelhos de ar condicionado. Há pouco alguém disse que aquilo mais parece o Pólo Norte. Mas assim é bom, para que Cavaco não desmaie ao dar posse a “novas” caras da mesma pandilha. Principalmente que não desmaie por dar posse a um comprovado ministro aldrabão, Paulo Portas.
 
É isso mesmo que nos recorda o general Pezarat Correia em artigo que foi censurado pelo Diário de Notícia mas que afinal acaba por vir a ser conhecido de muitos mais portugueses através deste veículo a que chamam internete, que não se compadece com os interesses censórios instalados naquele jornal e nos vários canais de informação da Controlinveste, proprietária de imensa comunicação social censurada e sensaborona.
 
Para Cavaco Silva tanto faz ministro aldrabão como não. Na maior das canduras ele nem vai desmaiar graças ao Pólo Norte no Palácio e até vai tecer os desejos das maiores venturas àqueles que nos vão proporcionar fome e porrada. Mais ministro aldrabão, menos ministro aldrabão, para Cavaco tanto faz. Cumpre-se o sonho: Um presidente, um governo, uma maioria parlamentar. É isso que importa ao presidente Cavaco. Ele também não conseguiu esclarecer os portugueses sobre o seu envolvimento ou não nas falcatruas bancárias, nem da SISA que devia ter pago mas não pagou por investimento numa casa na Coelha, no Algarve, como se percebeu pelo divulgado até por ele próprio, que para se “limpar” se “sujou mais”. Foi mais ou menos essa a expressão usada por comentadores num programa da TSF – Governo Sombra?

Seja como for, que ninguém estranhe por um comprovado aldrabão ser hoje empossado ministro. Tanta vez que isso tem acontecido! Algumas caras podem ser novas mas a pandilha continua a ser a mesma. Fica a prosa de Pezarat Correia, que nunca será demais repescar, para que não esqueçamos a censura e o descaramento dos que se apoderam dos poderes para se servirem.

PAULO PORTAS MINISTRO?

Ana Gomes provocou uma tempestade mediática com as suas declarações sobre Paulo Portas. Considero muito Ana Gomes, uma mulher de causas, frontal, corajosa, diplomata com muito relevantes serviços prestados a Portugal e à Humanidade. Confesso que me escapa alguma da sua argumentação contra Paulo Portas e não alcanço a invocação do exemplo de Strauss-Kahn. Mas estou com ela na sua conclusão: Paulo Portas não deve ser ministro na República Portuguesa. Partilho inteiramente a conclusão ainda que através de diferentes premissas.

Paulo Portas, enquanto ministro da Defesa Nacional de anterior governo, mentiu deliberadamente aos portugueses sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque, que serviram de pretexto para a guerra de agressão anglo-americana desencadeada em 2003. Sublinho o deliberadamente porque, não há muito tempo, num frente-a-frente televisivo, salvo erro na SICNotícias, a deputada do CDS Teresa Caeiro mostrou-se muito ofendida por Alfredo Barroso se ter referido a este caso exactamente nesses termos. A verdade é que Paulo Portas, regressado de uma visita de Estado aos EUA, declarou à comunicação social que “vira provas insofismáveis da existência de armas de destruição maciça no Iraque” (cito de cor mas as palavras foram muito aproximadamente estas). Ele não afirmou que lhe tinham dito que essas provas existiam. Não. Garantiu que vira as provas. Ora, como as armas não existiam logo as provas também não, Portas mentiu deliberadamente. E mentiu com dolo, visto que a mentira visava justificar o envolvimento de Portugal naquela guerra perversa e que se traduziu num desastre estratégico. A tese de que afinal Portas foi enganado não colhe. É a segunda mentira. Portas não foi enganado, enganou. Um político que usa assim, fraudulentamente, o seu cargo de Estado, não deve voltar a ser ministro. Mas já não é a primeira vez que esgrimo argumentos pelo seu impedimento para funções ministeriais. Em 12 de Abril de 2002 publiquei um artigo no Diário de Notícias em que denunciava o insulto de Paulo Portas à Instituição Militar, quando classificou a morte em combate de Jonas Savimbi como um “assassinato”. Note-se que a UNITA assumiu claramente – e como tal fazendo o elogio do seu líder –, a sua morte em combate. Portas viria pouco depois dessas declarações a ser nomeado ministro e, por isso, escrevi naquele texto: «O que se estranha, porque é grave, é que o autor de tal disparate tenha sido, posteriormente, nomeado ministro da Defesa Nacional, que tutela as Forças Armadas. Para o actual ministro da Defesa Nacional, baixas em combate, de elementos combatentes, particularmente de chefes destacados, fardados e militarmente enquadrados, num cenário e teatro de guerra, em confronto com militares inimigos, também fardados e enquadrados, constituem assassinatos. Os militares portugueses sabem que, hoje, se forem enviados para cenários de guerra […] onde eventualmente se empenhem em acções que provoquem baixas, podem vir a ser considerados, pelo ministro de que dependem, como tendo participado em assassinatos. Os militares portugueses sabem que hoje, o ministro da tutela, considera as Forças Armadas uma instituição de assassinos potenciais». Mantenho integralmente o que então escrevi.

Um homem que, com tanta leviandade, mente e aborda assuntos fundamentais de Estado, carece de dimensão ética para ser ministro da República. Lamentavelmente já o foi uma vez. Se voltar a sê-lo, como cidadão sentir-me-ei ofendido. Como militar participante no 25 de Abril, acto fundador do regime democrático vigente, sentir-me-ei traído.

Junho de 2011-06-13

PEDRO DE PEZARAT CORREIA

*original em PÁGINA GLOBAL

sábado, 18 de junho de 2011

A VIOLÊNCIA DEMOCRÁTICA DO SISTEMA POLÍTICO GLOBAL VISTA EM ESPANHA




CÃES DE VISEIRA QUE MALHAM NO POVO INDEFESO
DE ARMAS E BASTÃO EM PUNHO AGRIDEM TRABALHADORES
QUE NOS ACOSSAM E NOS MORDEM APESAR DO DESPREZO
TRAIDORES SABUJOS DE POVOS DE MIL RAÇAS E MIL DORES  


Cães de viseira sem nacionalidade. Estes estão em Espanha mas são mercenários em qualquer outra parte do mundo. Perante as imagens vimos como agem os defensores do sistema caduco e corrupto europeu e para que servem aqueles subhumanos equipados pra reprimirem os que contribuiram para as suas fardas, pra o seu armamento, para eles e para as suas famílias sem equacionarem que afinal também são vítimas do sistema repressivo que servem com toda a dedicação e vilania. É assim em Espanha, na Grécia, assim será em Portugal, por todo o mundo. Democracia? Mas que democracia?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

600 MIL EUROS PARA 5 DEPUTADOS “DESEMPREGADOS”... E VÊM LÁ MAIS!




É FARTAR VILANAGEM!

A notícia passou de raspão pelos tímpanos de uns quantos que ouviram a TSF ontem ou anteontem. Foi um ar que lhe deu mas sempre se percebeu que cinco deputados vão receber cerca de 600 mil euros de indemnização por saírem do parlamento sem que tenham cumprido 12 anos de “trabalho” e por isso não terem direito à repimpada reforma, independentemente da idade e de terem ou não terem mais que bens ao luar, negócios e outros. Uma fartura, esta coisa de se ser deputado a viver em grande à custa da miséria de imensos.

Conclui-se que destes 5 cada ex-deputado, decerto a saírem por não terem sido eleitos ou por oção, vai receber de “compensação” mais de 100 mil euros… por não reunirem condições para levarem a reforma supimpa só com 12 anos como deputados. E então vá: “Toma lá 100 mil que é para te desenrascares, e desculpa ser tão pouco.” Devem dizer-lhes.

Mas então, se estes sujeitos ficaram “desempregados”, porque não recorrem ao Centro de Emprego da sua área de residência? E porque não passam a receber o tão abastado subsídio de desemprego que os pares deles destinaram aos infortunados desempregados? Porque razão existem sempre condições de excepção para estas autênticas “esponjas” do quase nenhum eurozito que Portugal tem? Até, se fossem para o “desemprego” a receber o subsídio estavam cheios de sorte em relação à maioria porque lhes caberia a majoração máxima de subsídio e isso dar-lhes-ia mais de mil euros por mês, durante o tempo estipulado na lei.

“Ah! Mas isso era uma miséria!” Diria Almeida Santos, os imensos Almeidas Santos e aparentados que sacaram e sacam até às entranhas estes país e o povinho deste país. O que sabemos é que os chulos do Cais do Sodré, do Intendente, do Bairro Alto, da Banharia e de outras regiões não conseguem chular tanto em tão pouco tempo. Isso é certo.

E este governo, a maioria no parlamento PSD-CDS, vai pôr cobro a esta rebaldaria? Vão reduzir o número de deputados de 250 para 180… Mas esses 70 da redução vão embolsar fortunas, não? Sem fazerem nadinha ou quase nadinha lá sacam o povinho e cá fomentam mais miséria. Isto é mesmo uma grande rebaldaria. Não há moralidade nem comem todos. Só alguns, incluindo os deputados.

A maioria no parlamento PSD-CDS, vai pôr cobro ao período de 12 anos para a reforma e nivelar esse tempo para o prazo normal, de pelo menos 20 anos (5 mandatos)? Não acreditamos? Desde quando é que os chulos mimam e poupam dificuldades às suas fontes de rendimento?

De deputados destes estamos fartos e cansados de sustentar. Que lástima… Repare-se que do apreendido na notícia audio e acima reportado para aquilo que consta neste curto apontamento de A Bola há uma grande diferença de interpretação. Até é muito possível que tenha sido minha a interpretação incorreta, no entanto numa descrição ou noutra sobressai a rebaldaria, o saca-tudo sem escrúpulos absolutamente nenhuns. Inqualificáveis, aqueles mamões! A crítica é legitimada pelo desaforo de ganância e abuso daqueles mamíferos. Os de antes, os de há pouco, os de agora… E os de futuro? Vamos continuar a permitir esta enorme rebaldaria?

Vejam-se algumas “pornografias” dos eleitos e como eles nos “coiso” sem preservativo: