domingo, 14 de dezembro de 2008

AINDA COM OS OLHOS FECHADOS MAS COM A LÍNGUA DEVIDAMENTE AFIADA

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AQUI TAILÂNDIA…

NÃO, AQUI PORTUGAL MISERÁVEL!

Depois de uma noite de borga, até às duas da matina, na Gala Prémios Precariedade, que aconteceu de ontem para hoje no velho mas sempre bom Ateneu Comercial de Lisboa, só podia acordar mais tarde e rejuvenescido pelos excessos da noite lisboeta que naquele cantinho das Portas de Santo Antão tão bem me acolheu, principalmente a juventude que lá estava para nos injectar a seiva que lhes sobra e que aos mais rodados já anda a fazer falta. É a vida.

Sobre a gala posso dizer que foi superior às minhas expectativas. Os merdosos da política nacional e o grande empresariado foi ali chamado pelos nomes que devemos chamar-lhes, mafiosos e chulos. Que é aquilo que são. Abençoada iniciativa. Principalmente por ficar a saber que quando tocar ao reviralho aqueles merdas vão borrar-se todos, como é costume em qualquer revolução. Nem duvidem que mais tarde ou mais cedo ela vai acontecer – que eu seja vivo – porque “não há machado que corte a raiz ao pensamento”, nem às vicissitudes por que estamos a passar enquanto a corja de chulos continua com a sua vida cor-de-rosa, de ostentação, de esbanjamento, a comerem tudo e não deixarem nada. Dizem-nos eles que partilhemos a miséria, a nós, os milhões que eles chulam sempre mais, agora com o pretexto da crise. Crise para nós, porque para eles não existe.

Até o Cavaco fala da crise práqui e prácolá, que vêm lá dias difíceis em 2009. Mas que PR com tanta falta de consciência da realidade do país. A crise para nós nunca acaba e está constantemente a ser agravada, exactamente porque os políticos estão do lado errado, não estão do lado da justiça social nem da democracia prometida e devida. PR de todos os portugueses é que ele não é. Meu não. De muitos outros também não e muito menos daqueles desgraçados e desgraçadas que ontem vi, na madrugada lisboeta. Que vi a mendigarem algo que comer e beber numa carrinha de beneméritos que lhes estavam a dar uma tijela de sopa quente. A seguir esperava-os um cantinho da esquina na rua da desgraça, uns papelões e um cobertor que faz que tapa o frio. E lá em Belém, em S. Bento, nos palácios e moradias opulentas… os causadores todos refastelados, alheios, indiferentes. Pró caraças!

INTERREGNO

Não tinha vindo aqui para isto. Até porque ainda nem lavei as trombas, nem abri bem os olhos – ver a realidade deste país só dá para ficar de trombas, mas não cego, nem mudo. Vinha sim para fazer uma referência ao blogue de um amigo destas andanças. Português longínquo mas talvez ainda mais português, José Martins, na Tailândia. A doce Tailândia que guardo na minha recordação e sentir, que já não vou ver por ter ganho um medo do caraças a voar. Claro, não tenho asas.

Pois foi. Num dos blogues deste emérito português – Aqui Tailândia - deparei com o seguinte:

Saturday, December 13, 2008

INTERREGNO

Dado que este blogue vai estar interrompido até 25 do corrente mês. Sairá no seguinte, 26, com a história, ainda, por contar sobre o trágico acontecimento "Tsunami", no sul da Tailândia. Peço o favor aos interessados na minha prosa de clicar http://maquiavelencias.blogspot.com/ relato o dia-a-dia, da viagem que efectuo, presentemente, no centro e norte da Tailândia. - José Martins

ACEITEM A SUGESTÃO

Pois então aceitem a sugestão, as viagens descritas pelo autor são sempre algo a não perder, principalmente para aqueles que gostam de olhar para onde passam com olhos de gente, como Martins o faz.

Afinal vim aqui só por isto e, principalmente, para desejar uma boa viagem ao José Martins e família nesta viagem pela Tailândia profunda. Aproveito para recomendar ao José para ter cuidado com as curvas, eu tenho, tenho de ter… pois.

E porque não, antes que se torne tarde, desejar a todos um natal o melhor possível.

Saúde para todos.
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