quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O QUE IMPLICA RECEBER OS “PRISIONEIROS DE GUANTANAMO”?

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OS CRIMINOSOS QUE SEJAM JULGADOS

O Natal é bom momento para abordar este assunto, mais ainda por se tratar de um caso de solidariedade, de direitos humanos, de deitarmos cá para fora o que nos resta de humanismo. Receber os prisioneiros de Guantanamo, muito bem, louvável. Mas o que é que isso implica?

Luís Amado espraia-se nos elogios do Tio Sam ao seu altruísmo quando declarou que Portugal está disposto a receber “prisioneiros de Guantanamo”. Foi ele que o declarou mas sem perguntar aos portugueses se estão na realidade dispostos a isso, a suportar o seu “altruísmo” à conta dos outros e demais consequências que daí possam advir. O sujeito é bom a oferecer o que não lhe pertence só para lavar as trombas e a alma suja de W. Bush, de Aznar, de Blair e de Diurão Barroso. Provavelmente as dele próprio e de elementos do governo Sócrates por nos andarem a ocultar a verdade sobre os voos da CIA em território português.

Estando fora de questão que os “prisioneiros de Guantanamo” têm de ser objecto de uma operação humanitária internacional não podemos esquecer as razões porque este triste quadro existe e quem contribuiu para existência do referido quadro. Temos assim que apurar de quem são as responsabilidades pela existência dos “prisioneiros de Guantanamo”, que ilegalidades e violações aos direitos humanos foram cometidas e quem são os responsáveis.

Sabemos que a administração norte-americana de George W. Bush é responsável, a principal responsável, porém, sabemos que existem outros estados e outras entidades responsáveis pelo descontrolo da situação, pelas ilegalidades e violações, pelas ocultações, pelos crimes cometidos, material e moralmente. Esses devem ser responsabilizados e devidamente criminalizados por um tribunal internacional, independentemente de o serem nos seus próprios países. Neste capítulo, a mais indelével colaboração com a administração Bush deve ser objecto de responsabilização e respectiva punição. Devem inclusive suportar todas as despesas feitas pela operação de índole humanitária.

Cá por nós e para nós: quem sabe quantos portugueses também devem pagar parte da factura? A começar por um senhor chamado Durão Burroso podemos vir a admitir que sejam muitos outros. E o nosso SIS, não? Tanto quanto se sabe andam muito de mão dada com a CIA. Coisas.

Considerando que Portugal e os portugueses são bons anfitriões, alguns “prisioneiros de Guantanamo” podem e devem vir para Portugal se essa for a alternativa que lhes convenha, mas essa operação não pode ser considerada como uma “lavagem” das responsabilidades a apurar nacional e internacionalmente. Não são os portugueses, nem os cidadãos de outros países acolhedores, que devem pagar a factura de um W. Bush assassino tresloucado, nem de um Blair inconsequente, muito menos de um Aznar recheado de sacanice ou de um Burroso subserviente e à babuja de um cargo proeminente por paga de “bons serviços prestados”. Deixemo-nos de hipocrisias. As merdas que fizeram devem ser eles a pagá-la. Que a justiça seja justa, coisa que raramente se vê.

Antes de tudo devemos saber muito bem aquilo que implica receber os “prisioneiros de Guantanamo” em Portugal. Sermos informados de tudo que este governo e o anterior ocultaram para que os responsáveis pela situação sejam responsabilizados até ao último, mesmo a um qualquer que nos Açores tenha limpo o rabo ao Bush. Talvez Burroso, não? Sócrates não esteve lá, pois não?
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3 comentários:

Jose Martins disse...

Absolutamente terão que ser julgados os quatro vilões pela morte de milhares de inocentes na guerra do Iraque.

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lol,so nice

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