terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eleições - SÓ METADE DE PORTUGAL PASSOU PROCURAÇÕES AOS VIGARISTAS

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Eles assobiam para o lado
METADE DOS ELEITORES PORTUGUESES NÃO QUEREM VIGARISTAS NA AR

O Sócrates ganhou? Não vi nada disso. Todos perderam apoios eleitorais em número, excepto o BE e o CDS, o PCP também, acho. Este método de Hondt é mesmo para baralhar e ficarem os “convenientes” por lá.

Pergunto onde está a democracia? Onde está na AR a representação dos Abstencionistas? E dos que optaram por votar em branco ou nulo inutilizando o voto? Esses lugares não deviam ficar vazios? Os que assim fizeram foi por opção política, não querem lá aldrabões e sacanagem, porque não ficam as cadeiras vazias? Eram quase 50 por cento dos lugares...

Não lhes convém, nem sequer enfrentam essa realidade. Porque havemos de ver os lugares que praticamente representam metade dos eleitores portugueses serem ocupados na mesma pelos aldrabões do costume? Democracia onde? Democracia porque adoptaram um método vígaro? Ora, e não são vigaristas? Há os que não são? Quais, quem, onde? Que se revelem tomando atitudes sem ambiguidades. Onde estão esses?

Também, se não fosse para lá o Sócrates ainda seria pior se fosse a Dama de Lata. O PSD também é o que se sabe, não interessa. Mas quais são os que interessam? Já vimos algum daqueles deputados propor para que lhes reduzam as mordomias, que lhes reduzam o que recebem, que lhes aumentem o tempo de reforma para a lei geral, como nós... Já vimos algum fazê-lo? Não aceitar as mordomias? Vimos algum destes deputados ser sério nisso, honesto, consciente, e fazer isso?

Não tenho ideia de tal.

Por opção, quem vota em branco, quem se abstém, ou quem inutiliza o voto, é porque não quer ser representado pela actual sacanagem, não lhes reconhece qualidades para que sejam eleitos. Porque razão é que esses lugares não são suprimidos e as cadeiras ficam vazias? Porque é que as acções de rejeição e de declarada desconfiança revertem para toda aquela escumalha? Democracia?
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domingo, 27 de setembro de 2009

QUE SE SUMAM!

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Prémio bosta dourada para os políticos portugueses hoje em sufrágio

Hoje é dia muito importante na minha primeira Pátria, Portugal, a segunda é Timor-Leste e a terceira a Lusofonia. Agora, hoje, é nesta primeira Pátria que mais centro os meus votos e apreensões. É um dia importante: eleições legislativas.

O principal problema de hoje para os portugueses é não acreditarem nos políticos que representam os variados espectros partidários. Na verdade são demais os que não nos merecem confiança, são demais os que nos mentem descaradamente e tomam o nosso voto como algo de seu para daí retirarem benefícios para si, seus familiares, amigos de partido ou não e para o trocarem por benefícios futuros que lhes asseguram vidas de nababos à custa das esperanças e da ingenuidade dos portugueses, dos eleitores que lhes passam procuração, o voto, esperando que dêem o seu melhor, pelo bem comum, pelo país. Mas qual quê? Como Eça de Queiroz e outros de antanho retratavam tão bem: estes políticos são uns merdas, não nos merecem confiança. À esquerda, direita ou no centro, os odiosos falsários misturam-se entre alguns honestos, olhando simplesmente para os seus umbigos e daqueles que lhes ofereçam maiores contrapartidas.

Uma lástima.

Por isso não lhes dou a minha procuração, por isso voto em branco. Afinal estou a contestá-los, a pedir-lhes para que dêem lugar aos honestos, que se sumam!
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domingo, 20 de setembro de 2009

A CAMPANHA ELEITORAL DOS PRODUTOS BRANCOS

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MUDAM AS MOSCAS…

Há muito que os políticos portugueses nos vinham ameaçando de se tornarem em produtos brancos de um supermercado nacional e global que serve os interesses dos que se governam em vez dos eleitores que deviam de ser bem governados e não espoliados. Se antes ameaçavam tornarem-se produtos brancos e descaracterizados nesta campanha já o são e assumem-se como tal, Manuela Ferreira Leite e José Sócrates consolidaram o facto.

Depois de um produto branco na presidência da República os dois líderes dos principais partidos de Portugal deram a machadada final na diferença e existência de oportunidade de os eleitores disporem de um leque de opções que incluísse aqueles partidos. Aliás, os outros partidos diferenciam-se cada vez menos desta febre de adesão ao produto branco. Apresentam-se diferentes nos blá-blá mas acabam por serem mais do mesmo. Produtos aderentes à descaracterização, ao vazio de ideias e de ideais em prol da defesa da democracia de facto, da justiça, da justiça social, do equilíbrio justo entre classes, da própria democracia que praticam no quotidiano e na casa do povo que devia ser respeitada mas que não é, o Parlamento.

Nesta campanha eleitoral que vai a meio, os metem-nojo do PS e do PSD falam e desacertam com os ideais e conveniências do país e dos portugueses. São vãos de ideais e revelam-se desprovidos de decência inovadora que respeite as carências do país e dos portugueses. Entre Manuela e Sócrates que venha o diabo e escolha.

Dizia Manuel Alegre, ainda ontem, que apoia a “esquerda possível”. Fê-lo para justificar o seu apoio a Sócrates. Mas qual esquerda Manel? Mas desde quando é que o PS ainda é de esquerda? Ou o PSD social-democrata? O que é isso de “esquerda” ou de “direita”?

Se “esquerda” é implantar democracia de facto e justiça social, então há muito que o PS não é de esquerda, nem da possível nem da impossível. Aliás, parece que quase todos os PS que têm usufruído da oportunidade de governar o que nos têm feito é tramarem-nos e beneficiarem-se dos currículos para depois serem recrutados por paga de bons serviços para grandes empresas nacionais e internacionais, ou outros “tachos” do mesmo cariz a que com uma grande lata dizem terem aceite por ser um prestígio para o país. Trapaceiros, isso sim. Veja-se o mãos sujas de sangue do Iraque, Durão Barroso, e outros, na ONU e sei lá mais onde. Estamos mesmo a ver que vai chegar a vez de Manuela Leite e de Cavaco, e Sócrates. Tantos outros…

Creio que é nesta mira que eles se fixam. Cagando e andando para Portugal e para os portugueses. Infelizmente não sou o único a admitir essa realidade.

Se há algo interessante nesta campanha eleitoral podemos encontrá-la em pequenos partidos que estão a concorrer e a suportar todo o tipo de descriminações de cara-alegre, persistentes. Descriminações que sempre lhes são feitas porque a comunicação social pertence a interesses antagónicos aos nossos interesses e traz os profissionais que a sustentam com a corda ao pescoço. Afinal, os partidos pequenos, até se manifestam com “coisas giras”, quase sempre dizem as verdade, seja a essa coisa de “esquerda” ou de “direita”.

“Esquerda” e “direita”? Mas que é isso? Quantos actos, palavras ou declarações de intenções de “direita” querem que cite sobre o Bloco de Esquerda? E ao contrário do CDS?

O que dizem em campanhas não importa. Não importa porque todos sabemos que são desonestos, vigaristas, oportunistas, servidores de corporações secretas ou semi-secretas, malfeitores de uma sociedade que se queria transparente e justa. Importa o que põem em prática… Isso temos visto, por parte do PS e do PSD, sempre em uníssono a tramarem-nos.

Na verdade, o que já sabemos é que depois das eleições a merda vai ser a mesma e o que pode mudar são as moscas. Porque muda, porque os ministros de agora saem para dar lugar a outros parasitas, do PS ou do PSD, ou “independentes”, já sabemos que vai ficar tudo na mesma, que nos vão continuar a tramar. Também sabemos que estes ministros, agora de Sócrates, já têm tachos garantidos em grandes empresas, ou as suas empresas têm ganhos garantidos por paga dos “favores” realizados enquanto estiveram no poleiro governativo…

São quase todos iguais, produtos brancos, marionetas de grandes e ocultos interesses.
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