domingo, 27 de fevereiro de 2011

Generais sentados e à babuja de políticos com a mania das grandezas

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Que lhes irá na cabeça?

A Wikileaks divulgou e o Expresso trouxe até nós parte ínfima do que se relaciona com Portugal. Mesmo que continue com algumas divulgações serão sempre só algumas porque de novidade nada se vislumbra neste diz que disse ontem publicado e que até mereceu da parte do ministro Santos Silva, dito da pasta da Defesa e dito do PS, reprovação pela intenção de divulgar “coisas secretas”. Mas onde está o secretismo daquilo que o Expresso divulgou nesta última semana?

Repetindo: Mas onde está o secretismo daquilo que o Expresso divulgou nesta última semana?

Não é novidade que as nossas forças armadas estão repletas de generais sentados e mais ainda. Também à babuja dos políticos citados ou não citados, de todos os quadrantes políticos, desde que sejam poder, para se manterem no dolce fare niente. Não precisamos de ir muito longe. Basta visitar o Estado-Maior do Exército, em Lisboa, e percebemos perfeitamente a boa vida que generais "quase miúdos" levam. E são imensos. Generais mais generais ou menos generais, dependendo das estrelas. Para não falar dos que estão imediatamente antes na escala hierárquica. Fazendo as contas saberemos que são uma esgotante e inútil fonte de gastos de recursos provindos dos contribuintes. Assiste-se, inclusive, a motoristas civis às ordens dos referidos estrelados. E não devem de ganhar pouco. Mas adiante, que nos militares não se mexe nem se provocam… Não vá o diabo tecê-las ao contrário do espírito dos abnegados militares da geração de Abril. É que estes agora o que querem é poleiro e uma guerrazita distante até faz jeito. Os de Abril queriam paz e progresso para o país, queriam justiça, quiseram e ofereceram-nos a liberdade ao encarnar a luta que as gerações de antifascistas vinham enveredando havia décadas. Em vez disso, agora, temos nas forças armadas Barbies e Ken’s estrelados… Entre muitos deles e dos políticos da atualidade podemos dizer que são farinha do mesmo saco. Uns sacam daqui, outros dali, outros dacolá. Importa é encherem o bandulho, orientarem-se à custa da miséria que cresce no país.

O telegrama do embaixador norte-americano, em que diz verdades sobre Portugal e alguns portugueses de topo, merece ser considerado correto. Isto apesar de o dito embaixador ser má rês e já o ter provado inúmeras vezes. Claro que ele comporta-se como um observador ativo que presencia o descalabro que vai neste país do terceiro mundo e que enganadoramente se quer mostrar dos tais em vias de desenvolvimento… O tanas!

Por outras palavras diz o mais que absoluto conservador embaixador gringo que os políticos em Portugal, as elites na generalidade, têm a mania das grandezas. Ah pois têm! Por isso mesmo é que nós estamos na miséria!

Isso não é só notório no gasto de milhões em submarinos ou em blindados. Blindados que servem para nos dar no focinho se não estivermos quietinhos. Vimos o mesmo nos empresários. Mal têm uns cobres aqui del-rei que se sentem os maiores, e compram, e trocam, e adquirem casas luxuosas, mais que uma, que dificilmente conseguem manter se acaso não enveredarem pela exploração desenfreada dos que para eles trabalham, pela vigarice dos que com eles negoceiam, pela fuga aos impostos devidos, etc, etc. Maior será o seu sucesso se tiverem relações com o ou os partidos políticos dos governos ou quem de suas relações apertadas.

Concluímos daqui, ou dali, do telegrama caçado pelo Wikileaks e divulgado pelo Expresso, que Portugal está a abarrotar de sacanagem militar, política, empresarial… Recordemos e rediga-se: Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão. O mar é a super inflacionada cambada de chulos, de parasitas, de vigaristas, de ladrões que este país, que o povo trabalhador deste país, está a sustentar. Imagine-se que até Cavaco Silva, antes considerado impoluto, nos presenteou com um cambalacho sobre sisas e falta de siso numa casa que adquiriu na Coelha, em Albufeira, por troca com a sua anterior e famosíssima Vivenda Mariani… No melhor pano cai a nódoa. Assim, podemos confiar nestes oportunistas, nestes abusadores, nesta corja de desonestos que nem nos permitem vislumbrar os que são na realidade honestos? Se ainda os houver…

Perante todo este descalabro os portugueses parecem optar por continuar a apascentarem-se com pasto de fel. Que lhes irá na cabeça?
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

PIA ABAIXO PARA AS DESGRAÇAS DA HUMANIDADE

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O Silva

O ministro da defesa é contra a liberdade de informação, refira-se que é o ministro da defesa de Portugal, Santos Silva. Ele afirma exatamente isto sobre documentos classificados que nos devem chegar ao conhecimento através do jornal Expresso, via Wikileaks.

Diz o sujeito que não concorda nada com a divulgação daqueles documentos, telegramas que envolvem a embaixada norte-americana em Portugal. Diz que a confidencialidade “é necessária para assegurar a liberdade e a segurança das populações”. Pois é. Só que nessa confidencialidade podemos tomar conhecimento de muita sacanice de certos e governantes. Pois. Isso não convém aos “responsáveis" e doutos ministros Silvas, Santos e o que mais se queira. O que está em causa é que não confiamos na honestidade destes indivíduos, que se julgam deuses e que por vezes não passam de falácias humanas, de seres abaixo de cão, de ladrões, de assassinos… O ministro propõe que só tomemos conhecimento disso após os prazos regulares para os documentos que eles classificam de confidenciais e secretos. Passado décadas. Se... Quando é. Pois. Os povos não devem de saber na hora que estão a ser desgovernados por indivíduos sem escrúpulos, doentios, que passam a vida a aldrabar, a vigarizar, a demonstrar publicamente uma coisa e a serem os maiores filhos de megeras da história. Ora, o cidadão comum deve sempre ter o direito de saber na hora quem são os filhos dessas megeras que os pariram e não passadas décadas. Ele há os que até recebem prémios Nobel da Paz… Os conluios são enormes e assustadores.

O senhor Silva, este, dito da defesa, está já à defesa. O que virá dali ele saberá. Vamos esperar para ver. Isto se o Expresso também não nos vigarizar e somente mostrar coisa ínfima, sem a importância que julgamos possa vir a ter tal revelação.

Aos Silvas, assim, devemos mandá-los catar. No mínimo. Salazar, Kissinger, Bushs, Barrosos, Blair's e muitos outros malvados revivem neles. São as desgraças da humanidade. Pia abaixo.

A notícia. Pode ser que seja “nada” porque o “tudo” não é para conhecermos. Nem “alguma coisa”. Estamos desconfiados, pois claro que estamos desconfiados. Com gente do jaez destes Silvas no topo das hierarquias dos países o que se espera? Impossivel inspirarem-nos confiança e respeito. Pior. Por vezes paga o justo pelo pecador. Pois.

Ministro da Defesa condena divulgação de documentos do Wikileaks

JORNAL DE NOTÍCIAS

O ministro português da Defesa condenou esta sexta-feira a anunciada divulgação pelo jornal "Expresso" de telegramas envolvendo a embaixada norte-americana em Portugal, considerando que a confidencialidade é necessária para assegurar a liberdade e a segurança das populações.

"A minha posição é de condenação da divulgação desses documentos", disse Augusto Santos Silva citado pela Agência Lusa, sublinhando que esses documentos são confidenciais "para que os países assegurem a liberdade e segurança das suas populações".

O "Expresso" anunciou que vai divulgar, a partir de sábado, alguns dos 722 telegramas envolvendo a embaixada norte-americana em Portugal, ao abrigo de um acordo com o jornal dinamarquês "Politiken" e o norueguês "Aftenposten".

Um dos temas dos primeiros telegramas incidirá sobre Defesa, anunciou o director do jornal durante a apresentação da edição número 2000 do "Expresso", que vai para as bancas este sábado.

O ministro da Defesa escusou-se a comentar o conteúdo dos telegramas, referindo que esses documentos foram, "seleccionados e (que), portanto, nem sequer é possível saber o que é que o conjunto de documentos diz".

Para Santos Silva, o procedimento a seguir deve ser o legal. "As democracias publicitam informação, incluindo informação secreta, mas passados vários anos, passado o prazo necessário para que os motivos que levaram à classificação de informação como secreta, confidencial ou reservada tenham deixado de existir", concluiu.
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FORA CACHORROS!

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O GOVERNO DÁ CONTAS. DÁ?

Neste momento José Sócrates fala no parlamento. Fala? O governo dá contas. Dá? O governo está sentado no parlamento, frente aos deputados… e fala. Fala? Os líderes dos partidos políticos representados no parlamento, frente aos membros do governo do Partido Socialista, falam no parlamento. Falam? Todos os deputados manifestam discordar do que é afirmado e anunciado pelo governo, excepto os do Partido Socialista. Discordam? Eles falam e dizem. Dizem? Paulo Portas, do partido CDS-PP, critica fortemente o governo. Critica? O PSD também. Também? O Bloco de Esquerda acusa o governo do PS disto e daquilo. Acusa? Louçã fala. Fala? O Partido Comunista está na mesma onda opositora. Sempre coerente consigo próprio, discordante das políticas do governo, tece criticas avultadas, talvez objetivas e muito simples, acessíveis ao entendimento dos que estão na penúria, sem folclore. Folclore? O governo é ouvido todos os quinze dias do mês no parlamento. É? Rádios e TVs oferecem em direto da Assembleia da República o espetáculo. Espetáculo? Incidente? Acidente? Trinta e Um de Boca? Circo das Misérias? Lavandaria das Roupas Sujas? Fossa dos Parasitas Nacionais? Os portugueses ouvem. Ouvem? Consta que tapam o nariz por via dos péssimos odores. Péssimos? Também por via disso corre petição a favor de transferirem aquele aglomerado de dejetos humanoides falantes para a estações de tratamento de esgotos e similares, a causa são os maus odores (já dito) os cheiros nauseabundos que perigam a saúde pública. Saúde? Hoje Sócrates fala dos jovens, da juventude à rasca. Quem? Sócrates à rasca? A juventude? Sócrates é da juventude rasca? Sócrates é dessa juventude, disso mesmo: Juventude Rasca? E Coelho não? E os outros e principais parasitas? Não? E Gama? Quem? Sócrates? Não. Jaime Gama. Aquele que anda em dois BMWs ao mesmo tempo comprados por todos nós a preço de ouro. E os Gama gamam. Gamam? Usam. Abusam. Quantos são? Quem? O quê? Os desse uso e abuso. Praticamente todos. Há ladrões no Parlamento? Não. Só abusadores. Oportunistas. Dejetos nauseabundos que devem ser tratados para bem da saúde pública. E, neste momento, Sócrates continua no Parlamento Nacional de Portugal. E fala? Fala? E diz? Diz? Que diz? Mentiras. A oposição opõem. Opõem-se? Tem de ser, o espetáculo assim exige. Daqui a pouco saem todos para o almoço e democraticamente vão tratar de negociatas políticas e de outras que lhes tragam pessoais vantagens. Nem dão por que cheiram mal e que já não suportamos por muito mais tempo as putrefações de São Bento e de Belém, do Caldas e do Rato, da Lapa e de mais zonas da capital e do país por onde andam a espalhar a putrefação, a poluição. Abramos os olhos e os ouvidos, tapemos os narizes, preparemo-nos para abrir as bocas depois de pôr máscaras protetoras e saibamos gritar, exigir: fora cachorros!
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Timor-Leste: CULTOS MACABROS COM CADÁVERES NÃO, OBRIGADO!

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CADÁVER DE HOMEM SANTO PASSEIA POR TIMOR-LESTE

Não temos de clicar em demasia para saber um pouco sobre João Melchior Bosco, aqui podemos esclarecer-nos quase que satisfatoriamente. Foi este João, aparentemente bondoso e dado a proporcionar sabedoria pelo ensino, que mais tarde foi reconhecido e canonizado. Até aqui tudo bem. Homem de valor humano impar, bondoso e incansável na promoção de bem-fazer, porque não santo? Já basta os que o foram e são sem serem reconhecidos. Isto para os que se encontram identificados com esse patamar espiritual, claro.

Para além da Wikipedia e afins, o desejo de saber mais sobre este santo homem assaltou-me quando tive a sensação de que uma foto relacionada com a chegada do santo a Dili, Timor-Leste, me revelava que ali, naquilo a que chamavam urna, jazia o cadáver conservado de Bosco…

“Não, não pode ser.” Disse de mim para mim. Deixei para trás a macabra impressão até ao momento em que não resisti a perguntar aos amigos mais sabedores destas coisas espirituais-religiosas, se aquilo era mesmo o cadáver do dito e merecido santo. Que sim, responderam-me. Bem conservado.

Fiquei com as minhas dúvidas ainda. “Não pode ser”, pensei. “Mas que raio de fanatismos dão direito a pessoas ou entidades terrenas para se atreverem a tão macabra “cerimónia”, passeando pelo mundo o cadáver de um individuo santo ou mau como as cobras?” Interroguei-me.

Recebi vários esclarecimentos que procurei sobre o assunto. Afinal o que vi e poderei ver se quiser, em fotos e em vídeos ou ao vivo, é mesmo o cadáver de João Melchior Bosco, nascido em Itália, em Castelnuovo d'Asti no dia 16 de Agosto de 1815 e falecido em Turim a 31 de Janeiro de 1888. Concluamos que há 196 anos que o santo é cadáver. Por ignorância minha, desculpem, não faço ideia desde quando o cadáver anda a viajar pelo mundo.

Chegamos então à parte em que me surpreendo estupefacto. Sob o patrocínio da igreja católica apostólica romana andam cadáveres a viajar pelo mundo para desse modo os homenagearem, pelas suas espiritualidades assim estarem consonantes… Mas, cadáveres?

Considerando a possibilidade de me encontrar em estado senil e ver estranheza ou aberração neste espetáculo que considerei e considero mórbido, no mínimo, procurei saber outras opiniões, inclusive de católicos praticantes. “Não, não é comum e nem se devia fazer tal”. Ouvi por resposta de quem é insuspeito nestas coisas de entrega à igreja católica. “Esse triste espetáculo não é mais que uma acção de radicais, de extremistas, fundamentalistas. Eles existem em todas as religiões. No caso de Dom Bosco aproveitam-se para exultarem o divino, tocarem as pessoas. Um exagero a que já é mais que tempo de Roma pôr cobro.”

Nestas coisas espirituais faço questão de guardar todo o respeito aos meus semelhantes, desde que essas espiritualidades e doutrinas não tragam prejuizos ou manipulações adversas aos interesses da humanidade. Por acaso, como não existe bela sem senão, as manipulações de multidões até usam imenso as espiritualidades por base para daí uns quantos cobrarem vantagens. Quem? As elites dessas seitas e todos que se lhe estão associados.

Penso compreender que é exatamente o que está a acontecer com o cadáver de João Bosco. Ele é um santo. Pode sempre ser homenageado espiritualmente sem que a presença do seu cadáver tenha de correr Seca e Meca. Então porque razão o macabro acontecimento em Dili? A resposta já está dada mais atrás. Quer parecer que afinal a igreja católica timorense é radical, extremista, retrógada, fundamentalista. Já se suspeitava mas, pelo entendido daquilo que me explicaram sabedores destas coisas, ficamos agora com a certeza.

Num vídeo que consta mais em baixo em ligação, reportagem do Tempo Semanal, podemos ver o “alarido” da chegada do cadáver de João e todo o "folclore" que abunda à sua volta. É a festa da chegada do cadáver de um individuo que faleceu duzentos anos atrás e que está a ser usado para exaltar a morbidez dos que até nem disso se apercebem mas participam. Que João Bosco foi individuo bondoso e útil à humanidade está fora de questão. Que se enalteça o seu exemplo também. Que se procure levar, divulgando, a sua obra em beneficio da humanidade nunca será demais. Passear o seu cadáver é atroz, ridículo, estúpido como qualquer outro extremismo.

Que se venere o santo através de imagens que o simbolizem, como em muitos outros casos, é o que João Bosco merece e provavelmente aceitaria.

É de esperar que se venere o santo e que se abomine os que, ainda vivos, fazem do invólucro que comportou as suas boas acções, o seu cadáver, veículo de tenebroso espectáculo. Apesar de tudo aqui dito e que me disseram confesso que guardo a esperança de que alguém mais sabedor me venha esclarecer que “o que está na urna não é o cadáver de João Bosco…”. Coisas.

Ver vídeo - Reportagem Tempo Semanal
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DEPOIS DE ESCRITO
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Felizmente aconteceu o que guardava em réstia de esperança. Informaram-me que "a urna contem apenas uma réplica do corpo de Dom Bosco (Estátua) e dentro desta um pedaço do braço direito do Santo Católico. A peregrinação da urna faz parte da comemoração dos 200 anos de nascimento do italiano João Bosco, que será comemorada em 2015". Podemos ainda obter mais e melhor informação em Dom Bosco no Brasil, com pormenores sobre a imagem e a urna, entre mais. Sempre a aprender.
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Mesmo assim, apesar de todos os esclarecimentos, devido à aparente autenticidade do conteúdo da urna somos induzidos em erro. Católicos praticantes estão convencidos que a imagem é o cadáver de João Bosco em excelente estado de conservação (por ser santo?), como deu para me aperceber e narrei. Porquê na urna? Porque não a imagem como a de outro santo? E porque, mesmo assim, ainda contém um braço de João Bosco? A morbidez mantém-se, nem que fosse um simples dedo. Opiniões.
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Além de que para se venerar quem quer que seja basta que consideremos que merece e nem sequer precisamos de imagens. O espírito é superior a toda e qualquer imagem. Mas isso não interessa a quem das venerações pretende tirar lucros. Os departamentos de marketing e das finanças do Vaticano lá sabem. Negócios.
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Aos amigos que me esclareceram quero deixar aqui os meus mais veementes agradecimentos e cumprimentá-los.
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MAIS
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

QUEM TEM CU TEM MEDO!

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“O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse hoje que, apesar da atual conjuntura de crise, o Governo continua a apostar no reforço das forças de segurança, referindo-se ao recrutamento de dois mil efetivos para a GNR e PSP.” LER AQUI

Até que nem ando para escrever muito, nada! Quase nada! Contudo não posso deixar passar em branco esta notícia do reforço das polícias do governo e dos de sua laia. Quem tem cu tem medo e pelo sim pelo não eles já se estão a aviar em terra porque sabem que vão embarcar numa aventura danada se continuam a esmagar a plebe como o têm feito até aqui. A revolta vai acontecer mais cedo que tarde. A história é o que nos ensina.

Não por acaso os parasitas cobardolas compraram blindados por milhões com destino às polícias. Blindados para nós? Mas os portugueses até são de brandos costumes! Blindados para a criminalidade? Mas onde há criminalidade em Portugal que justifique por agora adquirirem blindados de milhões? Pois, claro, está na cara que os blindados são o indicativo de que especialistas da segurança vêm avisando que mais cedo que tarde os plebeus vão aborrecer-se de tanta fome, tanto desemprego, tanta miséria, tanta vigarice, tanta exploração, tanta corrupção, tanto roubo, tanta falcatrua nas eleições, tanta malandragem nos partidos políticos e consequentemente nos poderes… E aí, eles precavêm-se e adquirem as melhores condições para reprimirem aqueles que os têm sustentado nas grandes vidas e grandes roubos: o povinho.

Pois então, o Pereira, aquele que é da Administração Interna, lá veio anunciar que vão reforçar os contingentes da PSP e da GNR. O Salazar fazia o mesmo. O Caetano também. Todos os regimes que têm défices democráticos agem assim. Não importa o que ele, o Pereira, alega. Importa que quando os plebeus se juntarem a exigir que isto mude mesmo e que os sacanas agora no poder o larguem de uma vez por todas e se ponham a andar, a reação vai ser igual à de qualquer ditadura. Porrada, se refilares. Por isso mais policias, por isso mais viaturas blindadas…

Mete dó, depois de todas as possibilidades que os portugueses criaram para que este país fosse livre e democrático, ver uma súcias de parasitas, de ladrões, de gananciosos, de seitas, roubarem-nos o que tanto custou a conquistar. Atravessamos um momento histórico repugnante, por via destes javardos que se apossaram dos poderes. Esperemos que os elementos das polícias e das forças armadas, igualmente plebeus, saibam comportar-se como devem perante os protestos do povo. E que aconteça um novo 25 de Abril para depurar os gangrenosos da elite de agora, que ciclicamente teimam em impor-se.

Constata-se que as polícias já estão a subir de tom na repressão a sindicalistas e a manifestantes (duas dezenas) espontâneos, a quem agrediram e roubaram material de contestação (megafones e panfletos). Há outros exemplos.

Alarmismo? Que se dê tempo ao tempo. As elites protegem-se, porque são as elites que mais beneficiam com este estado de podridão. A experiência é o que nos dita. Esperar para ver não é a solução. Quem tem cu tem medo, apesar de os portugueses ainda estarem a comportarem-se como um bando de carneiros. Até um dia. Quanto maior for a repressão, maior será a explosão. Não é o que se deseja.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

A PSP COWBOY, SEM RISCO DE VIDA, PODE DISPARAR?

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POLICIAS QUE MATAM SEM MOTIVO
SÃO BANDIDOS E NÃO PRESERVAM A SEGURANÇA PÚBLICA

Notícia atrasada mas de muitos dias. De volta e meia aquilo acontece e a sensação do cidadão comum é a de que temos polícias na PSP e também na GNR que extrapolam as suas funções e cometem ilegalidades e desumanidades que, para mal de todos nós, ficam impunes ou quase.

A Agência Lusa dava conta em 31 de Janeiro último de um individuo que foi assassinado pela PSP numa perseguição automóvel em que não se vislumbra no relato que os perseguidos tenham usado armas de fogo que fizessem perigar a segurança dos policias perseguidores ou de transeuntes. Assim sendo devemos deduzir que na matilha de perseguidores iam por lá cowboys, o que já nem é novidade. Isto está a repetir-se demasiado.

Pergunta-se: para quando ficar claro para os agentes da PSP que uma arma de fogo, letal, só deve ser usada em última instância, se o oponente fizer perigar vidas? Para quando assistirmos a qualificação de assassinos aos agentes que não observem as regras de humanidade que é suposto deverem cumprir?

Os cidadãos querem ver a polícia realmente atuante e a proteger a sociedade com rigor mas nunca que sem razões usem e abusem das armas de fogo ou da qualquer espécie de violência excessiva e injustificada. Mas não é o que vimos da PSP ou na GNR. Não é nos casos em que só os conhecemos restritamente ou naqueles que vêm a público. E, a público, os que casos aparecem é logo para dar a saber que cidadãos foram espancados ou assassinados por agentes desumanos, cobardes, malfeitores e conspurcantes da policia que nos deve garantir segurança e não insegurança.

Todos sabemos sobre o aumento da criminalidade. Quanto mais e maiores dificuldades o povo de um país atravessar maior é a criminalidade, isso é comprovado pelas estatísticas. Para isso a PSP tem de estar preparada. Mas não significa que desate a matar por dá cá aquela palha. A palha, neste caso, era uma viatura furtada e nada mais. É o que está na notícia e é o que já aconteceu em reprise por mais de uma vez. Não apanham a viatura para a interceptar e vai daí tiro e queda. Ou seja: tiro de assassino e queda de um cidadão que estava na posse de algo indevido… mas que não pôs os agentes em risco, nem, pelo que se percebe, pôs em risco outros cidadãos.

O que precisamos é, defacto, de uma PSP (Policia de Segurança) e não de uma PB (Polícia de Bandidos). Acreditamos que na maioria dos casos os agentes se esforçam por pertencerem e merecerem a primeira, mas há muitos que pertencem há segunda e isso é inadmissível. Fruto da impunidade e de brandos costumes nas punições dos prevaricadores, de cumplicidades ao mais alto nível Eis o resultado: polícias cowboys e tão bandidos ou mais que os tais marginais que perseguem. Exigir uma depuração não é demais. Se calhar a começar pelos topos das hierarquias, na PSP e na GNR. Até nos ministros da tutela.

Queremos segurança e bons polícias. Bandidos e impunidades são adversos ao Portugal justo e democrático que as gerações mais antigas conseguiram implementar após décadas de luta contra a injustiça e a ditadura. Bandidos nas polícias, não obrigado!

Segue-se a notícia e um comentário na mesma da fonte de compilação.

Homem morre baleado pela PSP no Lumiar após perseguição policial

MSN - LUSA

Lisboa, 31 jan (Lusa) - Um homem que circulava numa "viatura furtada" morreu hoje ao ser baleado pela PSP no âmbito de uma perseguição policial na freguesia do Lumiar, em Lisboa, disse à Lusa fonte daquela força de segurança.

"Elementos da PSP perseguiram uma viatura furtada com dois homens e um deles acabou por ser atingido mortalmente pela PSP. O outro está detido", avançou a mesma fonte, referindo que o incidente ocorreu na Azinhaga da Cidade, em Telheiras.

"A viatura policial foi acidentada e um polícia ficou com ferimentos ligeiros", acrescentou. A Polícia Judiciária já esteve no local e durante a tarde será divulgado um comunicado sobre a ocorrência.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) revelou ter recebido a chamada sobre o incidente cerca das 13:00, hora em que foram mobilizadas para o local uma ambulância e uma viatura médica de emergência e reanimação do Hospital Curry Cabral.

HÁ QUEIMA-ROUPA

terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

SOMOS POLÍCIAS OU SOMOS CAÇADORES DE PRÉMIOS?

Não sei como é, mas talvez nada como fazer um treino com a polícia americana. Perseguições diabólicas e apanham sempre o ladrão vivo, para ser julgado. Aqui o ordenado é baixo e atira-se a matar - é mais fácil e gasta-se menos dinheiro em gasolina.

Isto nem de perto nem de longe se pode comparar com a América. Lá compram armas topo de gama nos supermercados. Lá, os polícias, trabalham mais com a massa cinzenta, ou cérebro, e não metem as viaturas todas ao mesmo tempo na revisão mas sim uma de cada vez. Para mais é um país rico ou faz de conta. Ah, mas nós aqui ganhamos 1.200 euros. Está bem, e andam fardados e armados. Então vão para uma empresa produzir e ganhar 600 euros por mês. E, ainda desse dinheiro, com um pouco de “sorte” serem assaltados por marginais ou pelo radar, que é mais fácil para apresentar serviço. O governo agradece, o importante fica por fazer.

Somos assim e não me venham dizer que os ladrões chegam primeiro a casa porque o dever como policia, sempre que os apanham em flagrante delito, é levá-los a tribunal novamente - porque numa empresa todos os dias os trabalhadores vão fazer a mesma coisa, cada qual na sua missâo.

MAS COM TODOS ESTES DEFEITOS TEMOS UMA “EXCELENTE POLÍCIA”! (…)
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

REDUÇÃO DE DEPUTADOS SERIA O DUM-DUM DOS PARASITAS

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CAVACO PAGOU SISA DE UMA CASA MENOR, QUE NÃO HABITA

São tantos os temas que há para comentar sobre acontecimentos políticos, ladroeiras, vigarices, cinismos e hipocrisias, que o cidadão comum fica todo baralhado e mesmo aqui isso se reflete. Não basta andarmos baralhados com a carestia da vida, com o desemprego e as dificuldades que políticos e empresários corruptos nos criam, com políticos parasitas e falsos, desonestos, sinuosos e “ranhosos” – e este termo é comum entre a populaça quando a eles se refere – e ainda assistimos a catadupas de acontecimentos que nos enchem as medidas e nos põem a moleirinha em efervescência.

O número de deputados e a polémica à volta de se dever ou não reduzir a sua quantidade na Assembleia da República tem sido tema nos últimos dias. Jorge Lacão, do PS, ministro dos Assuntos Parlamentares, veio à liça dizer que concordava com a petição e perspectiva de redução dos deputados a sentarem-se na AR e optar-se pelo mínimo constitucional de 180. Atiraríamos para a lixeira 50 parasitas. Lacão disse e foi o bom o bonito. O PS não concorda. Quero dizer, os que mais se perfilam na direita do PS, os que mais mamam, não estão de acordo. Sócrates também disse que não senhor, não está de acordo, reconhecendo o direito a Lacão de emitir as suas opiniões (era o que faltava que não).

À boleia de tudo e mais alguma coisa, mesmo que não concorde mas sirva de pretexto para “brilhar” o chefe do PSD, Passos Coelho disse-se concordante com a tal redução. Mais uns quantos se pronunciaram. Uns a favor e outros contra. Próprio da democracia. Assis, chefe de bancada do PS na AR, esse vislumbre de democrata que devia de estar no CDS-PP ou no PSD, veio logo dizer que não. Não senhor, nada de reduzir os parasitas. Isso seria limitar a democracia e criar vastos problemas no Parlamento. Mais coisa, menos coisa, foi o que quis dizer. E até deu o assunto por encerrado. Que Lacão falava a título pessoal e que o PS não alinhava nisso.

Cabe perguntar que PS é que não alinha em reduzir o número de deputados. Qual? O PS de Assis e da ala direitista que nada tem que ver com os estatutos e propósitos ideológicos do enganador PS? Pois já se vê que sim. A esses não convém nada perder as mordomias, os tachos, as reformas obtidas em período reduzido de “serviço”, e a que se chamam há muito reformas de um ápice para chulos. Desde quando é que os parasitas aprovam a aplicação do DDT, do Sheltox ou do Dum-Dum?

Fica claro que esses safados do PS (e de outros partidos políticos) com assento na AR vão estrebuchar, vociferar e usar o papão de ataque à democracia aos que defendem a redução de deputados. Esquecem-se que quase todos os cidadãos não ignoram que os que mais se insurgem são os que, eles próprios, mais têm atacado a democracia naquela casa que devia ser assento de representantes dos eleitores, da maioria dos eleitores e não de uns quantos que subvencionam de modos esquisitos os partidos políticos. Os empresários, as empresas… Enfim, aqueles dinheiros que aparecem não se sabe bem de onde mas que dá para que se perceba durante as campanhas eleitorais que por ali são movimentadas avultadas importâncias sem que a transparência seja regra. E como se não chegue, ainda o erário público larga milhões para as arruadas campanhas dos aldrabões. Esses, os aldrabões, os vigaristas, os opacos, os cínicos, são os que detêm o poder político e mais atacam a democracia. Portugal há muito que não vive em democracia, o que acontece é que sobrevive através de alguns laivos de democracia.

Olhemos para a AR, para os partidos políticos, etc. Atentemos ouvidos e olhos para os políticos na generalidade, para a Justiça, para os Tribunais, para as polícias, para os que mais altos cargos desempenham e que ficam a braços com “broncas” do estilo Freeport ou Aldeamento da Não Sei Quantos… da Coelha, no Algarve, Albufeira, e vimos a quem está entregue a democracia. Sem justiça não há democracia. Mas sim “democracia”. Sem se cumprir a Constituição da República a democracia é uma falácia. Entre grupos de interesses dúbios e egoístas eles decidem e depois aprovam isto e aquilo em nosso prejuízo e em prejuízo da verdadeira democracia. O cidadão assim comenta por ser isso o que sente quotidianamente. Pena que vá consentindo e passe a vida a labutar, quase sem tempo para pensar - o que convém a estes políticos parasitas.

A boa fé dos deputados que se sentam na AR seria provada com uma discussão profunda da redução do seu número naquela “casa”, na AR. Mas no PS e em mais uns quantos já deixaram claro que não é o que desejam debater. Muito menos que se pronunciem a favor da redução dos parasitas. Compreende-se, defendem a classe pendura e sorvedora e consideram-se naquele Parlamento ad eternum em pleno direito, intocáveis, colados aos seus lugares com Araldite, até aos 12 anos de serviço e sequente reforma… E mais umas quantas reformas acumuladas, e mais uns quantos biscates… E mais umas nomeações para grandes grupos económicos – decerto por paga de “favores” anteriormente praticados e, até, posteriormente prestados. É assim que pensamos porque o sentimos e vamos vendo. Há que dizê-lo.

CAVACO HONESTO?

Honesto? Não. O sujeito perdeu de vez a auréola de honesto, para os que ainda isso lhe dispensavam. Veio explicar que pagou a SISA de uma casa que não existe. A SISA que pagou não corresponde à casa onde habita e passa as férias no Algarve. Pelos vistos pagou SISA de uma casa no projecto. Pequena. Aquela onde habita e veio substituir a vivenda Mariani é três vezes maior que a que estava no projecto, e é noutro local, mais valiosa por ser muito maior e mais perto da praia. Interessante que o amigo de infância, da Empresa que lhe “vendeu” a casa passou a ter ligação ao BPN….

Cavaco Silva manipulou, ou deixou que manipulassem a situação. É legal? Poderá ser. As leis são feitas para os privilegiar, porque em algum item “escondido” encontram sempre a salvação… Isso não invalida que com legitimidade passemos a considerar Cavaco Silva desonesto. A populaça não tem dúvidas disso. Nem é parva. Tem sido é extremamente consentânea com estes oportunistas… e o que mais deles se diz. É fartar, vilanagem!
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GALO DE BARCELOS "CANTA" SOBRE O EMPLASTRO DE BOLIQUEIME

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PROSA GULOSA

Os portugueses têm o presidente da república que não escolheram. Nas eleições presidenciais de há dias atrás os eleitores deixaram claro que estão fartos de tanto do mesmo, que estão fartos destes pulhas políticos que oferecem como alternativa à trampa que representam, diarreia, em vez de caca sólida e compactada, ou vice-versa. Mas merda, indiscutivelmente, é o que resulta sempre. Desse pivete já estamos fartos e deixámos bem explicito isso mesmo nestas eleições em que proclamaram "democráticamente" a eleição de um PR que representa um quinto ou menos da população eleitora de Portugal.

Mesmo retirando a carga negativa que representa a eleição do presidente de uns quantos portugueses, poucos, decerto que vamos passar os próximos cinco anos de vigência do mandato de Cavaco a retorcer-nos por afinal não escutarem a vontade dos que por desprezo às propostas eleitorais assumiram a responsabilidade de expressar a vontade de repudiar mais do mesmo, tanto do mesmo. Mas a Máfia Democrática dos partidos políticos e afins está de pedra e cal para se servir do povo e do país e fazer valer esta democracia aparente que lhe traz imensas vantagens e que cada vez mais tem tendência a globalizar-se e a ter no seio a presença e aderência de ditadores disfarçados de defensores da democracia. Isto, assim, não é nenhuma democracia. Ponham as mãos na consciência. Por essa razão as maiorias optam por não votar. É semelhante a darem a escolher entre Al Capone e Barone (Barão), Salvatore Lo Picolo, o padrinho da “Cosa Nostra”, da Sicilia.

Regionalmente as prosas de opinião trazem o ridículo de Portugal ter um PR que foi eleito por 23 por cento dos eleitores, com “maioria” – dos eleitores que votaram, cerca de 4 milhões em quase 10 milhões. Prosas gulosas que referem os caciques dessas regiões. Bem à moda salazarenta. O que condiz com Cavaco Silva, o filho do “Teodoro da Bomba”, de Boliqueime.

Aqui vai a prosa, como canto do Galo de Barcelos, coisa do povo.

Política à nossa moda
Do Emplastro de Boliqueime ao Araújo de Barcelos

AVENTAR – 3 de Fevereiro de 2011

Muita coisa se tem dito e escrito sobre Cavaco Silva. Que para ser Salazar só lhe faltavam as botas, creio que terá sido um chiste atribuído à elegância linguística de Mário Soares. Que os seus governos, com Oliveira e Costa e Dias Loureiro, não passavam de uma espécie de gruta de Ali Babá e os 40 ladrões, não será mais que uma alegoria com pouco sentido. Que Cavaco pouco percebe de finanças e tirou o curso de Economia “numa embalagem de farinha Amparo” é apenas um paradoxo do Inimigo Público.

E quando, parafraseando Kennedy, Cavaco poderia dizer “não perguntem como seria eu sem o país, perguntem como seria o país sem eu”, pensar-se-ia que, sem o conservadorismo paroquial da personagem, Boliqueime poderia muito bem ter, por exemplo, o maior bordel da Europa e deixar de ser conhecida como a terra do Aníbal, o filho do Teodoro da bomba. Mas o nosso homem é rigidamente casto. Venera a mulher, se ela é económica e virtuosa. Chama-se Maria, “a sua senhora”. Maria! E nada mais sugestivo que o tom levemente lânguido com que Aníbal pronunciaria um conhecido slogan adaptado ao quotidiano da vivenda Mariani: “Maria, lembra-te disto, quero em casa Bom Petisco”. E a Maria, presa a uma miserável reforma de 800 euros mensais, economicamente dependente do marido excelso, que remédio tinha senão colocar a proletária conserva ao dispor da frugalidade puritana do seu amado Aníbal. Oh! quanta ternura neste quadro familiar!

Uns pormenorezitos apenas destoavam nesta figura hierática e solene, que o aproximavam do comum dos mortais – mastigava de boca aberta e, em público, exibia um esgar de dentes ostensivamente à mostra, garantindo que “branco mais branco não há”. A fazer lembrar o Emplastro, depois que apareceu na TV com uma dentadura nova. E daí que os maledicentes do costume o designassem metaforicamente e com desdém como “o Emplastro de Boliqueime”.

Ora, o nosso “herói” acaba de ganhar as eleições presidenciais com uma maioria absoluta de 23% de eleitores! E logo choveram hossanas analíticas das luminárias do costume perante tão espantosa vitória. Do PSD de Barcelos de imediato, em comunicado assinado por Domingos Araújo, “la crème de la crème” da política concelhia. Assim e para começar: “No dia de hoje, o povo de Barcelos (…) deu uma lição de civismo democrático”. Ora, até aqui, dizia-se que nunca este politólogo da paróquia se dignara conceder aos “indígenas” a esmola de uma ideia que fosse. Mas há sempre uma primeira vez.

E esta imagem, fecunda e sólida, do povo de Barcelos a “dar uma lição de civismo democrático”, ter-lhe-á saído espontaneamente, assim a modos de um ataque de tosse, quiçá de um arroto. Com a naturalidade das coisas simples. Ou, se preferirem, com a simplicidade das coisas naturais. Mas sempre possuído da sublime ambição de “só produzir verdades absolutamente definitivas, por meio de formas absolutamente belas.” Como foi o caso. Que bonito! Mesmo assim, ainda há quem diga, que o cérebro de Domingos Araújo estava admiravelmente construído e mobilado. Só lhe faltava uma ideia, uma ideia apenas que o alugasse para viver e governar lá dentro. Ora, se faltava, já não falta. Porque a ideia jorrou, torrencial e incontrolável, galgando as margens do cérebro e espraiando-se numa escrita jucunda. Leia-se e reflicta-se. A votação concelhia de Cavaco permite notar, diz ele, “um claro desencanto com a acção da actual Câmara PS e do seu Presidente (…). Isto porque nas Autárquicas, foi possível passar a mentira da redução do preço da água em 50%, mas agora não foi possível passar as muitas mentiras que se criaram sobre o candidato presidencial apoiado pelo PSD”.

Só agora e ao reflectir sobre isto, me dei conta que este homem tem sido ignobilmente vítima da incompreensão dos génios. E agora, que se abriu a todos nós na plenitude das funções da sua inteligência superior, atrever-me-ia mesmo a dizer que, até aqui, nunca homem algum traduzira um pensamento tão original com o mais calmo e soberbo desassombro. Lembro-me vagamente de, quando adolescente, ter visto um filme chamado “Camões” onde, às tantas, o épico apanha uma flechada num olho e continua a matar mouros como se nada fosse enquanto, alegre e contente, gritava: “Não faz mal, é por Portugal”. E pareceu-me ouvir, vindo do fundo da alma como do fundo de uma treva, o grito irreprimível: “Só é cego quem não vê. É pelo PSD”. Com a intensidade e o brilho de que só os génios são capazes. E nem todos.

**Luís Manuel Cunha. Publicado originalmente no Jornal de Barcelos de 2 de Fevereiro de 2011.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ANIBAL E OS ELEFANTES.... OU ANIBAL E OS BARRETES?

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EU SOU MUITO HONESTO!

Lido em diagonal, sem pachorra e à pressa, dá para perceber que esta “permuta” que Aníbal Cavaco Silva fez sobre uma casa em Albufeira, no Algarve, deixa muito a desejar. Por agora sem grandes considerações por aqui a constar devido a razões de falta de tempo. Fica para mais logo ou para amanhã, com maior disponibilidade.

Isso não invalida que a estória seja já aqui incluída. Nem invalida que dê para perceber que um amigo de Aníbal Cavaco Silva permutou com ele uma casa de valor muito mais elevado como quem dá dois euros a um daqueles sem-abrigo arrumadores de carros… Mais de 80 mil euros é obra. Mas sim, os amigos são para as ocasiões. Não por acaso, certamente devido à amizade, depois o Aníbal arranjou ao amigo uma “calha” direitinha ao BPN. Sim, àquele banco que dizem ser de negociatas e de trafulhas. Onde Cavaco tinha "aplicações". Cujo responsável foi preso mas agora anda por aí com uma coleira eletrónica… e não ladra. Anda de coleira? Oh, pode lá ser. E como fará quando vai a Belém? Os alarmes devem de disparar todos!

Ainda em relação à “permuta” parece que devemos concluir que numa delas foi considerada uma área reduzida, como consta num documento, e que depois “cresceu” noutro documento, ou avaliação… Ou “engenharia das tangas”. Tangas? Pode lá ser. Eu sou muito honesto!

Recomendo a mim próprio que em tempo breve me debruce atentamente sobre o assunto, não vá estar errado e a ver disparidades onde não existem. Pois é. Se assim for retiro o barrete… que está tão enterrado. Para já, aqui está, no jornal Público:

Casa de férias de Cavaco afinal valia mais 81 mil euros do que a antiga

José António Cerejo, Público, 2 de Fevereiro de 2011

Os dados ontem divulgados por Belém permitem concluir que o valor das casas trocadas de Cavaco Silva não é igual, levando ao pagamento de 8133 euros de sisa.

A Presidência da República divulgou ontem um comunicado em que afirma que Cavaco Silva pagou 8133 euros (1630 contos) de imposto de sisa, devido pela permuta, realizada em 1998, entre a sua antiga casa de férias de Montechoro, a vivenda Mariani, e a que actualmente possui na aldeia da Coelha, ambas no concelho de Albufeira. O comunicado não diz quando é que o pagamento foi feito, nem quais os valores das avaliações feitas pelas Finanças a ambas as moradias e que serviram de base à determinação do imposto pago.

Mas, fazendo as contas, conclui-se que, na avaliação do fisco, a casa que o actual Presidente recebeu valia mais 81.330 euros do que aquela que deu em troca. A permuta foi, no entanto, feita, conforme consta da escritura do negócio, como se os dois prédios urbanos tivessem o mesmo valor comercial, sem que Cavaco Silva tivesse pago qualquer outra compensação.

O PÚBLICO tentou esclarecer há oito dias e ontem, junto da assessoria de imprensa de Belém, quais os valores das avaliações das Finanças, qual a data do pagamento da sisa e qual o motivo de as partes envolvidas na permuta terem atribuído o mesmo valor de 135 mil euros (27 mil contos) às duas casas. Até hoje, não obteve resposta.

Tudo o que Cavaco Silva entendeu divulgar sobre o assunto é o que consta do comunicado de ontem, onde se lê que os 8133 euros por si pagos correspondem a 10 por cento "da diferença entre os valores patrimoniais dos bens permutados, definidos pela própria Administração Fiscal".

Quer isto dizer que, das avaliações feitas à vivenda Mariani e à Gaivota Azul, nome dado à nova casa da aldeia da Coelha, resultou uma diferença de 81.330 euros. Como a sisa foi paga por Cavaco Silva, fica-se a saber - porque a lei diz que o imposto é pago por quem, na permuta, fica com o bem mais valioso - que é a Gaivota Azul que vale mais 81.330 euros do que a Mariani.

O comunicado divulgado no site da presidência diz que se tratou de "uma transacção perfeitamente legítima e transparente" e que "o facto de as partes terem na permuta considerado, correctamente, que os prédios permutados tinham sensivelmente o mesmo valor não implica o não pagamento do imposto da sisa".

Em Junho de 1998, um mês antes da escritura, Cavaco Silva declarou às Finanças, para efeitos de sisa, que os dois prédios foram trocados um por outro, sem referir qualquer pagamento adicional. Nessa altura, o valor patrimonial da vivenda Mariani foi fixado em 1575 contos (7876 euros), mas a propriedade da Coelha, que tinha então os toscos da casa já concluídos, estava omissa na matriz, o que significa que não tinha sido nunca avaliada pelo fisco como um prédio único. Perante essa situação - valores iguais atribuídos pelos donos e inexistência de valores patrimoniais que permitissem o cálculo da sisa -, as Finanças instauraram em 2000 um processo de avaliação, nos termos da lei. Foi esse processo, concretizado já depois de as obras da Gaivota Azul serem concluídas em 1999, que levou à atribuição à propriedade de um valor superior em 81.330 euros ao da Mariani.

De acordo com a caderneta predial do prédio da Coelha, a avaliação das Finanças teve em conta a existência, no local, de uma moradia com a área coberta de 252 m2. O projecto, arquivado na Câmara de Albufeira, indica, contudo, que essa área é de 464 m2. O valor patrimonial é aquele sobre o qual incide o Imposto Municipal sobre Imóveis e é por regra muito inferior ao valor comercial dos prédios.

O actual valor patrimonial da Gaivota Azul, atribuído em 2009, é de 199.460 euros, enquanto o da Mariani é de 39.798. Para as Finanças, o primeiro prédio vale agora cinco vezes mais do que o outro.

A propriedade da Coelha resulta da junção de dois lotes que a empresa Constralmada comprou à Galvana, dona do loteamento, seis meses antes de a permutar com Cavaco Silva. A compra foi declarada por 80 mil euros (16 mil contos), quando a obra da casa estava embargada ao nível da cave e os dois lotes tinham um valor patrimonial de 85.625 euros (17.125 contos). A Constralmada tinha como sócio o empresário Fernando Fantasia, amigo de infância de Cavaco Silva que mais tarde se tornou administrador de empresas ligadas ao BPN. A Galvana tinha como gerente Teófilo Carapeto, amigo de infância e antigo assessor de Cavaco Silva, quando este era primeiro-ministro.
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