sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eleições no domingo: VIRA O DISCO E TOCA O MESMO. ATÉ QUANDO?


A apanha eleitoral termina hoje em Portugal, como é requerido por lei. Mas ela continua sempre. O que acontece é que neste período, dito legalmente de Campanha Eleitoral e que mais não é que o período de apanha votantes crentes em desespero, ingénuos e incautos. Também os que se identificam com as mentiras e promessas sistematicamente incumpridas são apanhados. Mas esses com agrado, presume-se.

É neste período eleitoral que mais mentiras e tricas escutamos entre os candidatos. Em cerca de duas semanas vimos um desfiar de rosários que em quantidade talvez superem os milhentos santinhos promovidos pelo Vaticano. É um fartar de mentir e de prometer o impossível que sabemos ser assim. Mas o curioso é que os que são apanhados, os eleitores, caem sistematicamente na esparrela. E lá vão votar nos mentirosos de sempre, que falam como se não tivessem responsabilidades absolutamente nenhumas em todos os prejuízos que trazem aos portugueses e em todos os benefícios que obtém para si próprios, para as clientelas partidárias, para os familiares e amigos. A maioria dos eleitores quer parecer que caminham para as urnas de voto absolutamente hipnotizados. Fazem-no desde sempre e votam sempre nos mesmos, nos hipnotizadores mais evidentes e insistentes. Aqueles que ao longo de 37 anos detém alternadamente o poder. O PS e o PSD. Solução para isso não se vislumbra. Daí ser certo e sabido que este é um país a prazo, até não ter salvação. E depois não venha o povinho dizer – que é quem vota – que não tem responsabilidades nenhumas pelo descalabro a que chegámos. Têm e não é pouca. Sabem muito bem que estão a eleger gatunos, a eleger corruptos, a eleger incompetentes, a eleger indivíduos que quando é necessário e oportuno são promíscuos nas suas relações com as grandes companhias e lobbies privados. É vê-los, depois de serem ministros e mais ou menos abaixo disso, a serem contratados com vencimentos inconcebíveis, imorais, que nada têm que ver com as suas competências. Pelos lindos olhos deles e delas também não é. Porque será?

Domingo, vota-se. Na segunda-feira saberemos pela certa que vamos ter mais do mesmo. Que não mudam as moscas nem as defecações do costume. Será mais do mesmo estrume, até ao afogamento final. Até lá a carestia da vida será ampliada. As carências vão invadir muitas mais famílias. O desemprego é certo. A miséria vai ser ainda mais estonteante em qualidade e quantidade. Com olhos anémicos, os portugueses eleitores vão ver aqueles que voltaram a eleger pela enésima vez fazerem fortunas. Os então subalimentados e esqueléticos eleitores terão uma vez mais oportunidade de ver e ouvir falar até à saciedade os gordos e anafados políticos dizendo mentiras e vulgaridades costumeiras. A técnica deles é sempre a mesma e os trouxas até parece que são sempre os mesmos, hipnotizados, amorfos, estúpidos, masoquistas, temerosos nas mudanças, cobardes. Talvez à espera de D. Sebastião. Assim é e assim será. Até quando?

Já cansa. Este vira o disco e toca o mesmo. Aliás, sinaliza o voto e elege os mesmos.

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