segunda-feira, 28 de julho de 2008

O HOMEM QUE VISITOU A MORTE ESTÁ EM PORTUGAL

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Horta: “ASSASSINADO” EM TIMOR, APAPARICADO EM PORTUGAL

Ramos Horta continua por Portugal depois de um périplo pela Austrália, onde se avistou com o Papa e participou nas Jornadas da Juventude, rumando posteriormente à Europa e estabelecendo contactos com os mais altos dignitários europeus que comandam os destinos da EU.

Em Portugal teve o propósito e a oportunidade de participar na Cimeira de Chefes de Estado da CPLP e de se avistar com imensos portugueses amigos assim como familiares.
Ramos Horta tem sido extremamente apaparicado, há que dizê-lo. E merece.
Merece, principalmente, porque foi o homem que visitou a morte em 11 de Fevereiro e dias seguintes, até ver a sua situação declarada estabilizada pelos médicos australianos que fizeram parte do imenso grupo anónimo que propiciou a sua ressurreição. A começar pela GNR e respectiva equipa do INEM, portugueses em Timor, os médicos militares australianos e, posteriormente, os médicos do hospital de Darwin.
Escapou de boa!

“Não sou herói; até tenho pavor de armas”, replicou Horta durante a sua visita a Ovar, como nos descreve o Diário de Ovar.
Pudera. Ele nunca gostou de armas desde a mais tenra idade e agora muito menos. Foram elas que lhe proporcionaram visitar a morte ainda nem passaram seis meses.
Mas se assim acontece com ele - esta sua genética e visceral aversão a armas e respeito pela vida – o mesmo não se pode dizer de muitos em Timor-Leste. Tanto assim que encomendaram a sua morte.
É verdade. Lá voltamos nós ao mesmo, à vaca fria e desagradável reprise. Tudo porque nunca mais alguém se digna escalpelizar e responsabilizar os autores assassinos, morais e de facto.

Actualmente já não restam dúvidas sobre a realidade timorense de Fevereiro deste ano e a verdade é que os principais responsáveis pelo atentado a Ramos Horta, Presidente da República de Timor-Leste, continuam impunemente a passear-se e a decidir sobre os destinos da Nação… e dos seus recursos. Depauperando os seus recursos em proveito próprio, provavelmente. Muito provavelmente. Isso é o que indiciam negociatas autorizadas pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão vindas a público há cerca de uma semana.

Repare-se que Ramos Horta quase não refere – ou não refere mesmo – o suposto atentado que “vitimou” Xanana Gusmão.
Disse ele em declarações veiculadas pela Lusa: “A tragédia de Fevereiro só me aconteceu a mim e não ao Povo e hoje Timor-Leste está num processo de estabilização".
Mas também em entrevista ao Expresso, publicada sábado passado, à pergunta de Micael Pereira se ”o seu plano incluía eleições parlamentares antecipadas?” o presidente de Timor-Leste responde que “era um calendário a muito curto prazo: acordo político entre a Fretilin e a AMP (a Associação para uma Maioria Parlamentar, de Xanana Gusmão) para se criar mecanismos em que a Fretilin daria o seu contributo para a solução dos casos de Alfredo Reinado, dos peticionários, dos deslocados, da reforma do sector da Defesa e Segurança, da reforma da Justiça e da Administração Pública. A Fretilin passaria a participar na estabilização do país.”

Isso queria dizer que Horta queria emendar aquilo que reconhecera de errado ter feito ao aceder às pressões de Xanana Gusmão para entregar a governação a uma manhosa AMP saída de uma capoeira em que o galináceo-mor inventou um poleiro chamado CNRT, adesivando-se a uma sigla histórica que baralhou inúmeros eleitores.
Os pintos e pintas rodearam o galarucho. Foi uma verdadeira concentração de vigaristas e desonestos timorenses… e deles continua rodeado, até mesmo pelos que disseram que muitos desses pintos estão contaminados com a “gripes das aves”, que não prestam. Agora já deve estar tudo contaminado – a maioria com a gripe da corrupção. Até os que antes falaram… estão calados, caso de Mário Carrascalão, do PSD de Timor.

Na entrevista ao Expresso percebe-se que o “Presidente fala sobre a relação tensa com Xanana antes do atentado” porque concordava com novas eleições, concordava e concorda.
Diz Horta: “Concordo, desde que não haja uma data rígida. Contrapus que os partidos dessem a prorrogativa de fazer consultas em 2009 para saber da oportunidade de eleições antecipadas. Perdendo a confiança do Parlamento, o primeiro-ministro resignaria, mas não teria de haver necessariamente novas eleições. Eu poderia convidar a Fretilin a formar governo.”

Quer queiramos quer não temos o dever de admitir muitas suspeitibilidades sobre a possibilidade de a linha que fabricou Xanana Gusmão primeiro-ministro ter ficado em desespero e tentado o que ninguém jamais admitiria: livrar-se de José Ramos Horta, Presidente da República.
Claramente que a dupla Xanana-Lasama será mais cordata para os que há muito se vêm apoderando de Timor-Leste com intuitos de piratear e saquear os bens naturais do país. Pelo menos desde 2006 que essa dupla tem vindo a demonstrar de que lado do campo está a jogar. Decisões e atitudes assim o têm comprovado.

Em toda a política que tem estado em evidência sobre Timor-Leste e que ao mundo tem vindo a ser revelada sobressai a complexidade da personalidade de Xanana Gusmão, até há pouco tempo um herói nacional. Que agora tem vindo a ser cada vez mais pómio de discórdias e divisões entre os timorenses e causador principal de mortes e destruições no ano de 2006, segundo as evidências e também alguns dos seus apaniguados entretanto com ele desiludidos, caso de Alfredo Reinado, entre outros que certamente irão aparecer… vivos ou mortos, nunca se sabe.

Este é um assunto envolvente e que dificilmente poderá ser “descascado” em prosa curta – e esta já vai longa.
Para terminar somente alguns telegráficos parágrafos.
Disse a Lusa: “Ramos Horta elogia Xanana e diz que há condições e confiança no governo”.
Pois, pudera. Não será desejável outro 11 de Fevereiro e o que é facto é que Horta disse muito pouco na entrevista ao Expresso mas o bastante para compreendermos que está condicionado pela consciência que já tem de quem é Xanana Gusmão, os que o rodeiam e aquilo de que são capazes. Tudo o resto é conversa para não “acordar o monstro e manter-lhe a cama quente até que passe o inverno”.

Para o Expresso perguntou Micael Pereira: “Há uma tese defendida publicamente pela Fretilin de que Xanana estará por detrás do atentado”
A que Ramos Horta respondeu: ”Eu sei, mas não acredito. Xanana nunca faria tamanha injustiça, tamanho absurdo. Imagine como a esposa e os filhos reagiriam, sendo amigos íntimos meus. A família toda, aliás.”
Até parece que Ramos Horta nunca viu filmes como “O Padrinho”, ou pelo menos não leu Mário Puzzo e outros autores que demonstram quão fácil é para algumas pessoas chorarem até perante os filhos e viúvas das vítimas. Aliás, há pessoas que choram por tudo e por nada… ou fazem que choram? Que dizem que não usam telemóvel… mas usam? Cuidado com eles, muito cuidado!
Não se pense que Ramos Horta não sabe cuidar-se, pelo menos a partir de 11 de Fevereiro, data em que visitou a morte.
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

NÃO SE CONFUNDA O MIJO COM A ÁGUA-DE-CHEIRO

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A impotência com que fomos sempre assistindo aos acontecimentos em Timor-Leste desde a sua “revolução de 1974/75” - que culminou com a declaração de auto-determinação e independência - tem ainda em nós, os que se interessam por Timor e pelos timorenses, o sabor amargo de milhentas decisões mal tomadas e milhentas atitudes reprovadas.

Foi tudo isso que conduziu à apressada invasão timorense porque de contrário Timor-Leste ainda seria integrado na Indonésia com a concordância dos políticos e militares conservadores de Portugal, caso de Ramalho Eanes entre muitos mais. Tal panorama condicionou os jovens e inexperientes líderes timorenses de então e apressou todo o processo das décadas de terror naquele país.
Portugal, os chefes militares e os políticos portugueses jamais poderão esquecer as suas responsabilidades na morte de duas ou três centenas de milhares de timorenses e deviam até retratar-se perante os timorenses de hoje para que os do passado lhes pudessem perdoar.
Em vez disso assistimos à costumeira hipocrisia dos chefes militares de então e dos políticos de ontem e de hoje, que acabaram por ter de vir a reboque em 1999 quando os portugueses disseram basta!
Disseram-no e vieram para a rua exigir que algo de decisivo se fizesse para apoiar a luta dos timorenses.
O mérito da diplomacia portuguesa, post-morten, só é de realçar porque de alguma forma foi decisiva e consequente, mas principalmente pela sempre presente luta pela libertação, excepto quando o próprio Xanana Gusmão deu mostras de pretender desistir e também ele teve de ir a reboque dos que não abdicavam da independência. Todos tiveram de ir a reboque, incluindo os governos de Portugal.

Após tanta luta e tanto sofrimento dos timorenses que nunca abandonaram o seu país – os que lutaram no terreno e os do exílio – eis que as responsabilidades por tantas mortes, tantas sevicias, tantos sofrimentos, caem em “saco roto” com a concordância dos “democráticos” presidente da República e governo de Timor-Leste, eventualmente alguns dos próprios deputados do PN.

Urge perguntar se consultaram os timorenses sobre o que fazer. Como sabemos a resposta urge ainda voltar a perguntar com que legitimidade democrática decidem o contrário da vontade da maioria dos timorenses?
Evidentemente que os mandatos que lhes foram conferidos nas últimas eleições não incluíam a legitimidade de decidirem como decidiram. Isto porque nas campanhas eleitorais nunca se pronunciaram sobre irem decidir pela total impunidade dos assassinos e torcionários de centenas de milhares de timorenses. Não foi só em 1999 que foram cometidos crimes atrozes. As atrocidades vêm desde 1975, desde a fatídica invasão por parte dos militares indonésios chefiados pelo ditador Suharto ao serviço dos USA e da Austrália.

Pode deduzir-se que por não existir um mandato específico dos parentes e amigos dos timorenses assassinados – ao menos esses – as decisões dos “chefes” timorenses ao concordar com a impunidade dos crimes praticados corresponde a decisões ditatoriais e ilegítimas. A comprovar ouvimos os coros de vozes que interna e externamente contestam José Ramos Horta e Xanana Gusmão, pelo menos, nesta acção de compadres hipocritamente mascarada de bom-samaritanismo mas que mais não é do que um acto anti-democrático, obstrutivo da justiça, criminoso e ditatorial. Por isso revoltante.

Não importam as palavras “santas” de Ramos Horta ou outros quando falam de que também perderam os seus familiares e que estão dispostos a perdoar. Esse é o seu caso pessoal, façam como bem entenderem.
O que não podem é exigir que os timorenses reajam como eles. Muito menos impor, ditatorialmente.
Podem todos os timorenses estar dispostos a perdoar, certamente que sim, mas por certo que a maioria exige justiça independentemente do perdão.
Justiça, senhores, perante tão horrendos crimes, mais nada há para exigir.
É mais que tempo de pararem com os cumprimentos e abraços aos carrascos e assassinos das centenas de milhares de timorenses e ouvirem os que vos elegeram mas não vos mandataram para serem obstrutores da justiça que deve reger este planeta… ou que pelo menos devia reger… não fosse existir pessoas como vós.

Não se trata de hostilizar a Indonésia, os indonésios, mas, pelo contrário, libertá-los do jugo dos criminosos do seu país que – não satisfeitos – ainda foram praticar crimes no vizinho Timor-Leste.
Não se confundam os povos com os carrascos, tal como não se deve confundir o mijo com a água-de-cheiro.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

MÃOS AO AR? VAMOS MAS É GRITAR ÀS ARMAS!

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As notícias de hoje nos jornais cá do burgo luso são imensas, como de costume, mas ressaltaram à minha atenção umas quantas que me apetece aqui trazer numa prosa que prevejo vir a sair uma grande salada para não destoar do país.

Não só não destoar do país como também dos políticos desta lusa nação maltratada e vilipendiada sempre pelos mesmos que há décadas nos arrastam para a miséria e que com um enorme descaramento continuam alapados às cadeiras do poder político, para só de lá saírem para o poder económico e financeiro, mostrando que a promiscuidade para eles é benéfica independentemente de para todos nós ser prejudicial.
É o país que temos porque este é o país que queremos – senão não votariam sempre nos mesmos.

Quero ser breve. Eles não merecem muita prosa.
Hoje de manhã fomos alertados para o facto de que existem cerca de um milhão e meio de armas ilegais mas a PSP desmentiu, como ainda se pode ler no site da TSF:
“A PSP desmentiu categoricamente a existência de 1,4 milhões de armas ilegais em Portugal. O director do departamento de armas e explosivos da PSP explicou à TSF que não é possível dizer quantas armas ilegais há no país, mas garante que este número é completamente utópico.”
Eles dizem que não, que são só umas novecentas e tal mil. Está bem.
Como isto é possível é que estamos para saber. Somos um barril de armas, de pólvora e de chumbo.

Certamente não ignorando o facto o PR Cavaco Silva foi viajar para visitar os “deprimidos” desempregados no Vale de Tâmega. Claro, se ele fosse visitar todos os deprimidos só por falta de empregos nunca mais parava.
O PR falou, falou… É o que sabe fazer, mesmo assim mal, é dislexo ou coisa parecida.
Também no site da TSF dá para perceber que:
“Cavaco pede ânimo aos portugueses perante previsões económicas «preocupantes»
E dizem mais: “O Presidente da República mostrou-se, esta quinta-feira, preocupado com previsões do Banco de Portugal sobre a economia nos próximos tempos, mas pediu aos portugueses para não baixarem os braços e aos autarcas para fixarem jovens.”

O Presidente preocupado… ai, ai.
Na verdade Vítor Constâncio, actual Governador do Banco de Portugal foi ao Parlamento falar do mau estado da nação dois dias depois de Sócrates e o seu governo estar a falar do bom estado da nação. E não estavam combinados, nada disso.
Vai um diz que isto não está assim tão mau e o outro só dois dias depois – três ou quatro – foi dizer que realmente estamos na “fossa”.
Não estavam combinados. Nada disso. Eles são tão honestos… Coitados!
Por isso o Presidente está preocupado… Coitado!

Se bem repararam, não admira que Cavaco Silva tenha recomendado para que não baixemos os braços.
Pudera, com tantas armas, ladrões e vigaristas à solta temos de ter os braços bem no ar.
Porra, estão a assaltar-nos há uma porção de tempo. Mãos ao ar é que é, mas qual baixar os braços.

Quem está a ficar farto desta jigajoga são os jovens. Estão a pirar-se do país à força toda. Livra, não estão para sustentar chulos!
Talvez por isso Cavaco tenha pedido “aos autarcas para fixarem jovens.”
Não se admirem se começarem a ver a juventude colada ao chão, bem fixa com Araldite ou cola similar. É que esses cidadãos ainda não foram devidamente chulados e também está reservada uma boa dose para eles.
O melhor ainda será gritarmos às armas.
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segunda-feira, 14 de julho de 2008

VEM LÁ O ESCALDÃO, ADEUS VIAGRA!

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TUDO ISTO SÓ PARA NÃO OS F.......

Num país de poupança, de aperto de cinto, de contenção por causa do défice, por causa dos gastos exagerados dos governantes socialistas, por causa dos péssimos gestores da coisa pública que de mãos dadas aos grandes grupos da alta finança vão fazendo-lhes todas as vontades para mais tarde serem recompensados com um alto cargo de destaque e alta remuneração...
Por tudo isso e muito mais eles tiram-nos o Viagra e escaldam-nos, e inutizam-nos o ariete que é para um dia não os f.......
Ai os filhos da mãe!
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Texto AV - Fornecedor Luís Baptista
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domingo, 13 de julho de 2008

Xanana Show: SALADA DE FRUTOS PODRES ONDE FALTAM TOMATES

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Quase na abertura da Fábrica dos Blogs - consequentemente do TLN - o meu companheiro destas lides, Gonçalo Tilman Gusmão, escreveu sobre Xanana e o seu maquiavelismo. Achei exagerado, mas afinal estava errado.

Para quem se disponha a considerar hilariante o Banana Show anunciado pelo governo de Xanana – Lasama (onde andará o PSD e Mário Carrascalão?) garanto-lhe que esta iniciativa é muito séria, traz água no bico, e só lembraria aos mais maquiavélicos pensadores da Acção Psico Social dos tempos colonialistas mais racistas e radicais. Evidentemente que a ideia não partiu de ninguém deste governo e foi “soprada” por quem sabe bem como manipular as populações. É algo abominável que em democracia não tem cabimento. Inadmissível.

Aquilo que é proposto é esvaziar o conteúdo sério e evidente de comportamentos anti-democráticos e desonestos de uma clique que se apoderou do Poder Político para isso transformar numa brincadeira, num jogo, numa diversão que se sabe que irá teoricamente demonstrar que os “governantes” estão a “governar” de acordo com os intervenientes no jogo, os eleitores. Mas os intervenientes no jogo nunca serão representativos do eleitorado. Isso é certo e sabido.

Este Xanana Show será uma salada de frutas podres onde faltam os tomates para assumir essa podridão. É um golpe baixo, vil, sujo, que irá enganar muitos, iludir ingénuos e dar falsos argumentos a quem já não tem como argumentar honestamente.
Tal iniciativa, a ser aprovada e praticada por elementos governamentais, revelará a fuga para a frente de vendilhões de fruta podre que consideram estar a governar uma cambada de estúpidos, julgando que os conseguirão sempre ludibriar, esquecendo-se de que ao subestimá-los estão a criar as condições ideais para serem inequivocamente derrotados.
O Xanana Show não é uma palhaçada mas sim algo muito mal intencionado posto em prática por quem tem por principio fazer grandes saladas, grandes confusões, para sair beneficiado.
O Xanana Show já cheira muito mal e não é dos Durians.
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sábado, 12 de julho de 2008

DEMOCRACIA DA TRETA VOLTA À CHINA COM AS OLIMPÍADAS

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NÃO HÁ CÃO? ASSIM NÃO VOU!
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Imaginem que para meu grande desgosto fiquei a saber que a China decidiu proibir venda de carne de cachorro durante as Olimpíadas. Assim, sem mais nem menos, deixando os apreciadores daquele belo acepipe tramados e impossibilitados de satisfazerem os seus gastronómicos desejos.
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Diz Pequim que é para não ofender os turistas estrangeiros, pelo que os 112 restaurantes oficiais dos jogos terão de excluir o prato de seus cardápios e sugerir "pacientemente" outras opções aos clientes.
O restaurante que for encontrado a desrespeitar a norma será incluído numa lista negra, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, o que deve significar que da lista negra vão para o degredo. Livra!
Dizem eles que se um dos clientes pedir carne de cachorro, os funcionários do restaurante deverão pacientemente sugerir outra opção", informou Xiong Yumei, director do Centro de Turismo de Pequim à Xinhua, acrescentando que “a medida foi implementada para respeitar os hábitos de muitos países e nacionalidades”.
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Mas qual quê! Quem não gosta não come e mais nada!
Sempre no sul da China, em Yunnan ou Guizhou, o cãozinho é como as sardinhas assadas ou o bacalhau em Portugal e agora dizem que não senhor?
Além de proibir a carne de cachorro, as autoridades pedem aos cidadãos que respeitem as filas, que não cuspam no chão e que sorriam.
Lá se vão as liberdades na Nova China Democrática.
Então, cão não há. Não se pode depositar uma boa e enorme escarreta no passeio. Não se pode ludibriar os nossos concorrentes em filas de espera e ainda têm de sorrir de uma orelha à outra?! Chiça!
Afinal que liberdade é aquela? É uma democracia da treta, é o que é.
Não é por nada, mas cá para mim anda ali mão do Xanana Gusmão e do Lasma. Quase aposto. Oh, sim, sim!
Se não há cão também já não vou ver as olimpíadas, era o que me levava lá! Ao menos assim poupo uns euros e não tenho de andar tantas horas de avião, borrado de medo. Há males que vêm por bem.
Obrigado, camaradas fin-to-chui !
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

O ESTADO DO BOM IMBRÓGLIO DA NAÇÃO TIMORENSE

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Justamente hoje que eu estava com disposição para abordar assuntos de Portugal e o tão badalado Estado da Nação que esteve em debate na Assembleia da República é que deparo que uma "guerra" das do costume no Timor Lorosae Nação. Pronto, tenho de mandar às urtigas o mau Estado da Nação, Portugal, para abordar o Bom Imbróglio da Nação que é Timor.
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A minha alma fica completamente disposta a sair disparada para o céu de cada vez que Xanana Gusmão escreve aqueles "recados-lençóis", ele ou alguém por ele.
Quando deixei estas lides, hoje pelo fim da manhã, vi que havia um "recado-lençol" nos comentários do TLN - até fugi porque nunca leio aquelas coisas por serem tão sorumbáticas e monocórdicas.
Pois se vi um "recado-lençol" também é verdade que há pouco deparei com uns dez. Dez postagens nos comentários todas igualzinhas...
Oh pessoal, para que fazem isso? Mas se fosse convosco, num blogue sustentado por vós, não ficariam danados? Por causa do Xanana?
Mas, a isso já lá vamos.
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E depois, estive a ver se percebia, mandam um email com o "recado-lençol" de Xanana às 15:19 de Portugal com referência a publicação no Umalulik, e depois quem o recebeu julgou que tivesse vindo do Umalulik mas não... Quem enviou foi alguém com email que refere "...entro..." - claro que aqui não vou citar na real por não estar autorizado - e depois diz a autoria de Umalulik que não mandou email nenhum, e depois diz o nosso companheiro da Fábrica, em emenda no post, que Umalulik mandou email dizendo que não tinha mandado email com o "texto-lençol-recado"... mas sim posto nos comentários (tudo verdadinha) e agora o companheiro que fez toda esta confusão disse-me que a páginas tantas já nem sabia se "aquilo" eram comentários ou emails porque eram demais...
Eh, eh, eh, mas que grande confusão! Puseram o meu companheiro a apanhar bonés com tanta descarga de comentários e de emails.
Eu acho graça a toda esta confusão de alguém que faz o favor de procurar integrar-se neste ritmo da Fábrica para me aliviar um pouco. Teve azar com o dia. Foi o dia do "recado-lençol" e das declarações bombásticas da primeiro-ministro de fato e gravata Xanana Gusmão.
Eh, eh, eh, isto é um fartote de rir.
Desculpa, meu querido Kláudio Berek, apanhaste um mau dia para "praticar" neste afamado blogue.
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Pensando melhor, calmamente, acho que para além da confusão de alguém inexperiente que esteve a postar e BEM... Acho, dizia, que estão todos ou pelo menos muitos a dar demasiada importância a estes blogues e ao que neles vem escrito.
É essa excessiva importância que depois faz com que as pessoas "rebentem" e se ponham a barafustar sem razão e a defender o indefensável e a inundar os comentários com imensos textos iguais só para dar trabalho e nada mais.
Então mas não sabem os amigos do TLN que aqui o contraditório também tem lugar? Dêem tempo. As pessoas que fazem parte da Fábrica têm outras ocupações e não estão sempre disponíveis para postar o que chega. Calma!
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AS ALEGADAS IRREGULARIDADES FORAM SONEGADAS PORQUÊ?
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Sobre o "recado-lençol" até tenho medo de dar palavra. É que pela minha parte já estou farto de dar crédito a Xanana Gusmão e depois sai patranha.
O Kláudio escreveu em preâmbulo, no post do TLN "XANANA GUSMÃO ESCLARECE" que a história de "Pedro e o Lobo" já a conhecemos, e escreveu muito bem, é verdade.
A credibilidade de Xanana Gusmão finou-se. Actualmente, mesmo que ele tenha muita razão e fale ou escreva muito verdade já muito poucos acreditam...
A responsabilidade por assim acontecer é exclusivamente dele.
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Quanto a mim, sobre o que se passou em relação aos "arrozes" e às decisões de favorecimento ou de corrupção, considero que ele, Xanana, pulou a cerca da honestidade, transparência e correcção. Agora não há volta a dar.
Aposto que nenhum dos seus apoiantes tem dúvidas disto.
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Sobre todos os outros "podres" em que ele no "recado-lençol" cita a Fretilin, o governo de Mari Alkatiri, é tudo muito grave a confirmar-se.
Deve ser o mais rápido e devidamente esclarecido.
Mas, em tudo há pelo menos um mas, porque só agora é que Xanana Gusmão denuncia factos tão graves? Porque os manteve em "carteira" até lhe parecer favorável o timing?
Porque ocultou tais "barbaridades", a serem verdadeiras, para só as divulgar quando foi apanhado em procedimentos corruptos?
Porque sonegou à Justiça estas irregularidades agora convenientemente declaradas para atirar com a poeira para os nossos olhos? Ainda há mais? Saem quando a Xanana convier? É alguma telenovela de prostituto?
Mas perante tais afirmações do primeiro-ministro no "recado-lençol" o que faz o PRG Monteiro? E em relação ao negócio dos "arrozes" dos "Três Amigos" da onça?
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Pois se bem pensarmos aqui há gatos, muitos gatos, e nada me admira que sempre que Xanana se sinta apertado não venha com estas manobras de diversão - que fazem exultar os incautos apoiantes - mas que depois a montanha nem venha a parir um ratinho.
Estes métodos são conhecidos e aplicados ainda por países de maus políticos que aquilo que querem é estar o mais possível no Poder, com as rédeas do Poder. São indivíduos sujos que só reparam neles, na sua sombra e no seu reflexo e se estão borrifando para o país e para a população que sofre.
É pena que assim seja, mas Timor-Leste não será o primeiro país a ter este mau destino, este "Bom Imbróglio".
Vamos esperar para ver.
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

LACRIMOGÉNEO EM DÍLI PÕE ESTUDANTES A CHORAR

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FALTA SABER SE TAMBÉM CHORAM NAS INSTALAÇÕES DA PNTL

Muito custa saber que os desacatos voltaram a Timor-Leste e que a discórdia se deve aos milhões que o governo quer gastar na compra de viaturas para os deputados. Um fartote.
Segundo as noticias, foram feitas vinte detenções de estudantes que se encontravam no protesto condenatório da desbunda que, tanto quanto dizem, tem assinatura de Fernando Araújo, presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste e dos deputados da AMP.
Os estudantes, alegadamente, atiraram pedras aos Task Force da PNTL, que dizem ser a polícia privada da Xanana Gusmão e de mais uns quantos proeminentes colaboradores daquele primeiro-ministro de fato… e gravata.
Se é verdade ou má-língua para aqui, agora, não interessa nada. O que interessa é saber se os estudantes não estão agora a chorar e a servir de sacos de porrada nas instalações da PNTL ou quando saírem e forem apanhados nas sombras da capital. Para o sabermos vamos ter de esperar mais umas quantas horas ou dias e, já agora, fazer figas para que tal não aconteça.

LÁGRIMAS ROLANTES EM PROL DA VERDADE

As manias de grandeza de Araújo estão a vir à transparência – o que é para admirar em pessoa tão “caladinha” e que as faz pela surra.
Tanto dinheiro e tantos carros para quê?
Num país que está com uma mão atrás e outra à frente - pelo menos essa a verdade encontrada por turistas, jornalistas e humanistas – e na maior das sem-vergonha atira com “carradas” de dólares para viaturas cuja necessidade e uso são tão questionáveis…
Não dá para entender…
A não ser que existam uns “envelopes” para receber, além das viaturas.
Sabe-se lá. Já vimos tanta coisa.

Entretanto fala-se de 109 viaturas “desaparecidas”, e mais não sei o quê, e mais não sei quantos.
Tantas viaturas e os responsáveis do governo anterior não dão conta delas?
Se são pertença do Estado e não aparecem é caso de polícia, nada mais. É de esperar que o caso se esclareça devidamente e não aconteça como de costume… com todos os outros “casos”.
Neste, das viaturas “desaparecidas”, a responsabilidades é do governo Fretilin, mas será de bom-tom que também os outros “casos” sejam esclarecidos.
Como nada disso está a acontecer e já lá vai tanto tempo, presume-se que a PGR de Lombinhos tenha tomada nota nas pedras de gelo que posteriormente usou para refrescar uísques e “coqueteiles”. Nunca se sabe
Mas que era bom esclarecer tudo… lá isso era. A começar pelas actividades de Lombinhos…
Podem crer que se a verdade sobre tudo, ou quase tudo, fosse do conhecimento geral muita lágrima rolante haveria em Díli e arredores.
Seria a verdade lacrimogénea.
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HUMOR NEGRO COM OVO ESTRELADO

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ANEDOTA PREMIADA
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George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca. Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:
- De que é que estão conversando de forma tão animada?
- Estamos fazendo planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
- Uau!... exclama o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e um dentista, responde Bush.
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O convidado parece confuso e pergunta:
-Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama: - Não te disse? Ninguém vai perguntar pelos muçulmanos!
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Fornecedor: Luís Baptista
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

ATÉ QUE UM DIA SE FAÇA JUSTIÇA E O SOL VOLTE A BRILHAR

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Apesar do aparente estado de calma em que Timor-Leste parece viver há quem diga que forças ocultas se preparam para mais uma saga de ataques à democracia e seus suportes naturais e imprescindiveis, sendo a Presidência da República, a justiça, as forças de segurança, assim como o próprio parlamentarismo os próximos visados.
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Os rumores são o que são e valem o que valem, umas vezes valem muito e outras só servem para baralhar. Mas, aprendi eu, não devemos desconsiderar os rumores timorenses. Quase sempre contêm algo que corresponde à realidade.
Sem suportes que me auxiliem a ser exacto nos pormenores escreverei de cor e despretensiosamente sobre o que está a acontecer naquele país e que para as mentalidades ocidentais, democráticas e civilizadas, é considerado muito estranho.
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PODEM SAIR QUE EU PERDOO-VOS
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O presidente José Ramos Horta deu uma ampla e generosa amnistia a imensos indivíduos condenados pelos tribunais pela prática de acções terríveis durante o ano de 1999. Eram milícias que chacinaram a torto e a direito pobres e indefesos timorenses. Criminosos que agora estão em liberdade.
Esta atitude não lembraria nem ao diabo quanto mais a um individuo de religiosidade exacerbada como Ramos Horta.
Se, eventualmente, Ramos Horta queria encontrar justificação para libertar Rogério Lobato podia muito bem resolver o assunto de outro modo e não como fez: libertar quase tudo e todos até conseguir chegar à vez de Lobato. Quando afinal o presidente, só tinha de tomar uma posição perante o escândalo de amnistiar completamente o ex-ministro da Fretilin: ser frontal e directo com Xanana Gusmão e os seus pares, que são os opositores da libertação deste ex-ministro.
Ramos Horta devia afirmar-lhes categoricamente que se Rogério Lobato merecia estar na prisão de Becora também ele, Xanana, merecia. Assim como muitos dos seus cúmplices e homens de mão.
Isso estaria certíssimo, era a vontade e opinião do PR baseada na verdade de factos sobejamente afirmados e constatados, mas nunca dilatar os "perdões" a assassinos pró-indonésios em 1999.
Não se trata de concordar ou discordar da amnistia a Rogério Lobato.
Aquilo que se pode desde já depreender é que muitos são de opinião que Xanana Gusmão, a exemplo de Rogério, também devia ter sido julgado e provavelmente estar na prisão, para agora ser amnistiado como Rogério. Xanana e muitos dos que participaram no golpe de Estado, nas chacinas de 2006 e 2007, nas queimas, nas violências organizadas pelos apoiantes de Lasama e Xanana, sendo estes os autores morais de muito o que de mau aconteceu durante a "crise".
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ATÉ QUE UM DIA SE FAÇA JUSTIÇA
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Todos os dias assistimos ao grande silêncio imposto sobre os acontecimentos de 11 de Fevereiro e ao assassinato de Alfredo Reinado e tentativa de assassinato do Presidente da República, Ramos Horta.
A teatralização do atentado ao primeiro-ministro foi evidente e nele só crêem aqueles que ainda se mantêm enganados acerca do personagem Xanana Gusmão, poucos.
A chamada de investigadores amigos, da Austrália e dos USA, que Lasama fez demonstrou imediatamente a vontade de ser conseguida uma "lavagem" dos acontecimentos. Cinco meses volvidos as conclusões pendem para que os golpistas de 2006 estão envolvidos no golpe de 11 de Fevereiro e que se em 2006 tiveram o apoio da Austrália e dos USA, naturalmente que também o tiveram em 11 de Fevereiro passado.
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Falta apurar muito sobre a verdade das implicações de altas individualidades timorenses, as mesmas que impossibilitaram que uma investigação independente fosse realizada, apesar de tal medida ter sido aprovada e recomendada pelo Parlamento.
Falta apurar porque as forças da ONU se comportaram tão ineficientemente, como é afirmado por muitos e também por familiares e amigos do presidente Horta.
Quem da ONU também esperava que Ramos Horta desse o último suspiro frente ao portão de sua casa? Porque se apressou a equipa de Kahre a divulgar um relatório "manhoso" tão rapidamente sem demais consequências? Quem da ONU, em Timor, estará ao exclusivo serviço dos interesses australianos e norte-americanos?
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Perguntar não ofende. Muitas das vezes o que parece é. Só faltam algumas certezas. Sabemos que Atul Kahre é uma figura não desejada em Timor-Leste, essa é uma grande certeza.
Igualmente certo é que o silêncio sobre o 11 de Fevereiro é impressionante. Certo é que os mentores continuam em liberdade e a governarem-se. Certo é que Ramos Horta tem muitas razões para estar temeroso. Certo é que os golpistas governam.
Exactamente por via de tantas certezas é que também é certo que há sempre quem pugne pela verdade e pela justiça e não deixe cair no esquecimento a podridão imposta por Xanana Gusmão e cúmplices... até que um dia se faça justiça e que o sol brilhe para todos os timorenses comprovadamente patriotas, honestos.
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