quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fome - SÓCRATES REÚNE COM IRMÃO GÉMEO E DECIDEM O ESPERADO

.

Passos Coelho, recém eleito dirigente do PSD, reuniu com José Sócrates, primeiro-ministro e dirigente do PS. Partidos irmãos, sujeitos irmãos. Decidiram avançar antecipadamente com algumas medidas do PEC, as que englobam cortes no subsídio de desemprego (que certamente vai baixar) e noutras que têm mantido a ralé dos portugueses a sobreviver apesar do desemprego e das doenças.

São cortes e mais cortes que vêm aí. As igrejas e os Bancos Alimentares podem começar a preparar-se para mitigar a fome de mais uns imensos milhares. Um milhão ou mais.

Passos Coelho, aparentemente irmão gémeo de Sócrates, no pensar e decidir, não se fez rogado a também exigir o mais fácil: os pobres que paguem a crise. Nem poderia ter sido eleito no seu partido se acaso fosse de opinião que devem ser os ricos a pagar a crise. Mantém-se por certo dito: os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E lá temos mais um sujeito que vai “carregar” sobre os que trabalham com salários de miséria, ou estão no desemprego, ou completamente desamparados por vicissitudes muitas vezes criadas por estes políticos e empresários de pacotilha que unicamente olham para os seus umbigos. Lá vem mais um merdas! Como se não bastassem os que existem e que dizem que a política até lhes traz prejuízo mas que têm uma vocação para servir. Como se acreditássemos. Não é por acaso que eles vão e voltam sempre à política, que são profissionais em depauperar-nos no pouco que nos resta, para se encherem.

Já diz Portas que discorda se aumentarem os impostos. Pois, deviam de aumentar os impostos aos que recebem vencimentos e bónus escandalosos, de milhões. Aos que especulam. Pois deviam de aumentar os impostos aos que fogem a pagá-los como devem, ludibriando o sistema, pois deviam eles próprios, os políticos, prescindir das mordomias e de fazerem despesas enormes em viaturas, em carpetes (Jaime Gama gastou 5 mil euros numa para o seu gabinete), nas reformas chorudas e etc, à conta dos contribuintes. E contribuintes somos todos nós, que compramos batatas, arroz e esparguete…

Claro está que para uns terem vidas de nababos outros, a maioria, tem de “apertar o cinto” ou até a corda se decidirem enforcar-se em situação de desespero. Como Sócrates, o irmão gémeo, Passos Coelho, tudo fará para que isso acontece. Ele é o senhor que se segue… em S. Bento. Sabemos que sim. Os portugueses são suficientemente parvos para irem nas suas loas. Mais um.

Pelo que dizem, Portugal caminha para insolvência. Não se responsabiliza os que nos conduziram para esta insolvência? Temos de viver mal porque houve quem mentisse para ser eleito? Temos de viver mal porque os incompetentes se apossaram dos poderes? Temos de viver mal porque os políticos aumentam os seus patrimónios à conta dos portugueses e conduzem-nos para a insolvência?

Vergonhosa impunidade!

E agora lá temos, mais um “salvador”. Pedro Passos Coelho. “Salvadores” e “Vendilhões dos Templos” é aquilo que mais temos visto… Mais um. A culpa é da crise internacional, nunca é deles. Mais um. Pedro Passos Coelho. Mas alguém esperava que fosse diferente? Já está visto, vai ser lindo, vai!

Governo antecipa 'cortes' nas prestações sociais
CE: apoio à Grécia deve estar pronto "nos próximos dias"
Zona euro tem de ajudar Grécia "muito rapidamente", diz OCDE
António Guterres acusa Europa de falta de clareza
Governo alemão garante que parceiros europeus não deixarão cair Grécia
Espanha quer aumentar ajuda à Grécia para cobrir todo o ajuste orçamental
Risco de Portugal é o segundo mais alto da Europa
.

domingo, 25 de abril de 2010

REGRESSO AO PASSADO

.

E AGORA O QUE É DIFERENTE?

Ouvimos discursos nesta manhã de Abril que roçam o passado nas palavras enganadoras de Salazar, falta a voz esganiçada do tratante fascista que por mais de quatro décadas fez do país refém, um país de que se arrogava pai, mas era órfão de mãe – a Liberdade.

E era a PIDE-DGS, e era a guerra colonial, e era a Igreja fascista que de mãos dadas com Salazar segurava as rédeas do nosso querer e saber levando-nos por caminhos de penar. E era a fome e a miséria, era o que tínhamos para partilhar. Por uns míseros tostões tínhamos de trabalhar, enchendo a pança a patrões que só nos sabiam explorar. Melos, Espírito Santos, Quinas, Vinhas, Chapalimous… Puta que os pariu mais quem os pôs!

E agora o que é diferente? Digam-me lá, minha gente!

Temos liberdade? Alguma. Pouca. Sim, é verdade! Liberdade de ver e saber sobre os políticos corruptos, trapaceiros, doutores e engenheiros, que se governam dizendo que nos governam. Mentindo e sorrindo em permanente campanha eleitoral. De mãos dadas aos do grande capital.

Agora ministros, de seguida maiorais de empresas dos que servem enquanto estão nos governos em que se governam. Putas promíscuas que vimos sorrir no bordel do parlamento, dos governos, de Belém… Prometer ou vociferar para nos enganar e dar a parecer que nos querem aliviar o sofrimento. Mas isso já os outros faziam sem tanto descaramento.

E agora o que é diferente, digam lá minha gente?

Diferente é isto (por enquanto). Podemos aqui denunciar quase sem correr risco… de irmos parar ao Tarrafal.

É diferente? Melhor? E que tal?
.
Todos e tudo está amansado, no caminho do regresso ao passado.

Até quando vamos suportar aquelas grandes putas deste Portugal?
.

CRAVOS? SÃO CACTOS SENHORES!

.

SÃO CACTOS SENHORES

Antes foram cravos, antes foi liberdade, antes foi o povo quem mais ordenou, antes vieram pé ante pé e foram segurando a revolução pacífica mas constante que se ia fazendo todos os dias, antes foi uma Assembleia Constituinte que pariu uma das Constituições mais justas do Mundo, das mais democráticas ao considerar os interesses da maioria da população. Antes eles vieram pé ante pé…

Antes foram cravos agora são espinhos piores que os das rosas. Antes vieram pé ante pé… Mas agora já estão confiantes e tolhem-nos a liberdade, e corroem-nos a democracia, a justiça… Eis que os corruptos e ladrões se pavoneiam por todo lado e até em Belém, e em São Bento e em Portugal inteiro. Apossaram-se dos tribunais, dos jornais e das televisões, do país inteiro…

Agora uns quantos exibem uns cravos da hipocrisia… Afinal são cactos senhores!
.
VAMOS DEIXAR QUE SEJA SEMPRE ASSIM, EM CADA DIA QUE PASSA AINDA PIOR?
.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cavaco Silva: FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO

.

POUPEM, PORQUE PARA GASTAR ESTAMOS CÁ NÓS

Sempre tive simpatia pela monarquia, em determinados aspectos. Porque tomei adubos da cultura dita de esquerda acabo por ser um republicano atento que não deve ignorar evidências. Parece um contra censo. Parece mas, pensando bem, não é.

Na notícia mais em baixo é referido quanto custa aos portugueses o Palácio de Belém e a Presidência da República. Nem refiro os números porque terão oportunidade de se inteirarem. Refiro sim o abusado que é este PR e os anteriores ao esbanjarem em seu benefício e dos amigos (porque nem acredito que partilhem com opositores as mordomias) milhões inutilmente e com as doentias manias das grandezas, quando passam a vida a exigirem-nos sacrifícios, contenção, paciência, compreensão, etc. Se estes comportamentos não são reveladores de pulhas que nos usam e abusam, expliquem-me, por favor, como os devemos classificar e que respeito nos merecem.

Particularmente este senhor Cavaco Silva, aparentemente um ascético e poupadinho, alegadamente sabedor das engenharias económico-financeiras, um exemplo de correcção, etc., é frontalmente acusado de viver que nem um nababo – comparativamente à monarquia espanhola - à custa da miséria causada aos outros, aos que o elegeram, à maioria dos portugueses. Maioria que é pé rapado e que embarca nas loas destes grandessíssimos aldrabões da política nacional.

Evidentemente que acredito muito mais no senhor D. Duarte Pio do que em Cavaco Silva, sem sombra de dúvidas.

Aqui é referido quanto nos custa mais do que em Espanha o Palácio de Belém. É uma diferença abismal. E se compararmos quanto custa a Portugal e aos portugueses a Assembleia da República? E os ministros? E todos os outros penduras que vão de Secretários de Estado aos Assessores e por aí além? E os boys? E as vacas? E se os mandássemos catar piolhos em vez de nos estarem as esmiuçar o quase nada que resta?

São mesmo uns sem-vergonha.

Evidentemente que a Monarquia, como a República, tem os seus grandes “podres” e inconvenientes, contudo, o exemplo trazido pelo rei apeado, Duarte de nome, faz-nos meditar e indignar. Direi que nos abre os olhos para os comportamentos indignos destes políticos queirosianos, por ele descritos já há cem anos, que continuam a existir e a sugarem-nos indevidamente, alimentando o prazer da pequenez das suas estaturas morais. Quem pode olhar para Cavaco Silva com bons olhos? Nem para ele nem para a maioria dos que se governam alegando governar-nos. Políticos honestos, precisam-se! Existirão?

Presidência da República portuguesa
custa 5 vezes mais do que a casa Real espanhola

TSF – 16 Abril 2010

A Presidência da República portuguesa custa cinco vezes mais do que a Casa Real espanhola, em valores absolutos e 18 vezes mais por habitante, revelou quinta-feira à noite, na Figueira da Foz, D. Duarte Pio de Bragança.

Aludindo a diferenças entre os custos dos sistemas monárquico e republicano, o pretendente ao trono nacional frisou que o Presidente da República português, anualmente, «custa cerca de 2,9 euros por habitante» enquanto os encargos por habitante do Rei de Espanha representam «uns cêntimos por ano» aos cidadãos espanhóis.

«Em valores absolutos é cinco para um, por habitante é 18 vezes mais. O palácio de Belém sai muito mais caro do que o palácio real espanhol», disse D. Duarte.

Acrescentou que a monarquia inglesa, a mais cara do Mundo, é «a única» que é mais cara do que a República Portuguesa.

«Mas [os ingleses] são reis de uma dúzia de países, entre os quais o Canadá, Austrália e Nova Zelândia», argumentou.

Outra diferença entre o sistema monárquico e republicano espelha-se, segundo D. Duarte Pio, nas visitas de Estado.

«O Rei de Espanha, quando viaja, ou vai num aviãozinho militar pequenino ou vai num avião de carreira. Nunca ninguém viu o Rei de Espanha requisitar um avião inteiro de uma companhia aérea para fazer uma viagem de visita oficial», sustentou.
.

terça-feira, 6 de abril de 2010

QUEREMOS SER ESPANHOIS SAUDÁVEIS OU PORTUGUESES MORIBUNDOS?

.

“INCOMODAM-SE COM AS BANDEIRAS MAS NÃO COM A MERDA QUE FAZEM”

O Prates mora em Valença, do Minho, claro. Veio à Lisboa e cá bateu à porta. Traz na lapela um emblema… Uma bandeira de Espanha e outra de Portugal com um X. A conversa foi para durar e o petisco estava bom, acompanhado de verde caseiro que esteve no congelador por meia hora “…porque o carro está muito quente. Faz calor em Lisboa”, dizia ele a olhar para a imensa roupa que achou que eu tinha vestido. Expliquei que há mínimas de 10 graus e que o sol engana. Lá porque no calendário é Primavera não quer dizer que o seja de facto. Não é. Pelo menos para mim. “E depois lá vem a constipação que pode virar broncopneumonia”, fui dizendo para ele perceber os meus cuidados… Não resisti e perguntei-lhe: “Então essas bandeiras aí na lapela… Queremos ser espanhóis, é?” O Prates trouxe também um Folar da Páscoa, enorme.

Respondeu-me de pronto que devia antes perguntar se “queremos ser espanhóis saudáveis ou portugueses doentes e moribundos…” A conversa nunca mais parou, naquele tema e “nas vergonhas que se passam neste país” por via dos tratantes que se “incomodam com as bandeiras mas não com a merda que fazem”. E veio a pergunta: “Sabes mesmo o que se passa com o sistema de saúde deste país?”

Estes tipos julgam que em Lisboa temos tudo. Que somos uns privilegiados na saúde e no mais que acham. Lá lhe expliquei que há cinco anos que cá em casa não temos médico de família, que o serviço de atendimento de urgência fechou há mais de dois anos – se queremos um médico até por coisa simples temos de ir ao hospital - que ir ao Centro de Saúde até dá para ficarmos mais doentes porque as carradas de nervos são imensas e o mais certo é virmos embora sem ser vistos por um médico e ter de ir ao hospital por causa de quase nada mas que queremos tratar.

“Ora vejam. Então a merda também chegou a Lisboa”, disse o Prates. “Pois, pelos vistos vamos pelos caminhos que não queremos e ao contrário do que prometem por sistema nas campanhas eleitorais”, disse e sorriu o Prates, a mostrar aqueles dentes todos certinhos e sãos.

E a conversa continuou. Falou-se alto, sério, com muitos impropérios votados aos “megeros que estão na política e nos sangram mais que vampiros no tempo de Salazar”. As mães do Correia de Campos (ex-ministro da Saúde), do José Sócrates e de outros não foram nada beneficiadas na conversa, antes pelo contrário. Se fossem minhas mães, palavra que preferia ter tido uma lambisgóia que andasse no Intendente. Pobres senhoras… Mas minhoto é assim, de verbo fácil e nem por mal. E segue: “Mas o outros, os da Assembleia dos Porcos são a mesma merda”, dizia o Prates, referindo-se aos deputados…

Queixou-se que em Valença do Minho andam a tirar anotações das casas que têm bandeiras espanholas à janela. “Uns gajos à civil, devem ser da nova PIDE destes merdosos cá de Lisboa, estão lixados, porque Valença inteira tem bandeiras espanholas içadas. E nos carros e onde achamos que devemos hasteá-las. Estamos muito gratos a Espanha”.

Eh lá, o que é que é isso? “Merdosos de Lisboa?” Riu-se. “Sabes bem que estou a falar destes filhos da puta da política.” Ena! Minhoto não pára quando está danado.

Não dá para continuar a reproduzir aqui o meu querido amigo e ex-camarada de armas, Prates, o “Camando” de alcunha. Mas qualquer que tenha lido isto perceberá que aqui só foi reproduzido o melhorzinho das palavras menos “chocantes” proferidas pelo Prates.

O petisco esteve bom. O vinho verde ainda melhor. O Folar da Páscoa também está a ser comido. Era grande. Quase tão grande quanto a indignação dos de Valença. E os do resto do país não fazem nada? Nem contestam? Disse o Prates: “Cambada de carneiros!” Concordo.

Protestos - GNR VAI TRAVAR HASTEAR DE BANDEIRAS

Por PAULO JULIÃO, Viana do Castelo – Diário de Notícias – 06 Abril 2010

População colocou símbolo espanhol nas janelas. Autoridades vão agir se o fizerem em edifícios públicos.

A GNR vai hoje reforçar o dispositivo de segurança em Valença para evitar que alguma bandeira espanhola seja hasteada em edifícios públicos pela população em protesto contra o encerramento nocturno das urgências do centro de saúde. Um "ultraje aos símbolos nacionais" punido com dois anos de prisão. Já contra as bandeiras do país vizinho que ontem surgiram nas janelas de casas particulares a GNR nada pode fazer.

"Isso tem a ver com a decisão de cada um e não encontramos nada na lei que proíba o hastear da bandeira na varanda da casa ou na janela do carro. Nos edifícios públicos ou monumentos nacionais é que não é permitido", garantiu ao DN fonte do Comando Distrital da GNR de Viana do Castelo.

Ontem os habitantes de Valença voltaram aos protestos com a colocação de dezenas de bandeiras espanholas nas varandas e janelas. Uma forma de agradecimento ao país vizinho onde passaram a recorrer nos episódios de urgência: à noite vão ao centro de Tui (a cerca de um quilómetro) e em casos mais graves em vez de fazerem 50 quilómetros até ao Hospital de Viana do Castelo, recorrem a um dos hospitais públicos de Vigo (a 25 quilómetros).

A maior preocupação da GNR é o hastear da bandeira de Espanha em edifícios públicos. Quem o fizer arrisca uma pena de prisão até dois anos ou até 240 dias de multa. Em causa está o o artigo 332 do Código Penal, onde está consagrado o "Ultraje de símbolos nacionais", nomeadamente a "falta de respeito" pela bandeira nacional. "Se identificarmos alguém a praticar uma ilegalidade vamos agir", garante a mesma fonte.

As miniférias da Páscoa complicaram a missão da Comissão de Utentes, que promove a acção. "Foi difícil de as arranjar, não havia stock", disse o porta-voz, Carlos Natal. A comissão começou ontem a distribuir mil bandeiras espanholas para serem colocadas em casas junto do centro de saúde e no interior da fortaleza, monumento nacional classificado.
.