sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sócrates ao pé-coxinho - ADEUS, OH VAI TIMBORA!

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TABU EVITA MENTIRA NO AR?

A notícia quase não teria importância se o gabinete de Sócrates não fizesse tabu para dar contas de como foi que ele regressou a Portugal depois de ter participado no comício do PSOE com Zapatero em Espanha, claro está que para os portugueses isso já não interessa nada, a não ser que Sócrates tivesse regressado ao pé-coxinho, a saltitar. Isso teria sido em tempo recorde e então seria digno de constar no Guinness, a par com o recorde de mentiras em tempo eleitoral e de governação. Mentiras não, inverdades, inexactidões, assim é mais à hipócrita do Parlamento.

Evidentemente que o tabu feito pelo gabinete do PM nesta tão pequena informação, que não quer dar, significa para os portugueses o mesmo que uma grande manchete dizendo: SÓCRATES USA FALCON PORTUGUÊS EM COMÍCIOS ELEITORAIS DO PS NO PAÍS E NA EUROPA!

Esquece-se o gabinete que isto já nem redunda em bronca, que já nos estamos nas tintas para notícias dessas, já não nos importamos se ele voa em Falcon ou com pares de asas compradas no AKI com verbas do OGE; nós já estamos quase por tudo e destes parasitas já esperamos mais que tudo e mais alguma coisa. Importa lá se ele fez tudo direitinho na sua licenciatura de engenheiro, importa lá que esteja envolvido no caso do Freeport e que a imprensa internacional lhe aponte o dedo, importa lá que ele fale ou não fale…

Para muitos de nós já é indiferente o que de Sócrates e deste PS possa vir a público. Aplica-se a história do lobo: já não acreditamos em nada!

Por isso, senhores do gabinete, façam o tabu que quiserem sobre o regresso do PM a Portugal quando participou no comício em Espanha, porque para muitos dos portugueses já nos é indiferente. Na realidade o que nos interessava era que o sujeito não tivesse regressado. Essa é que era uma boa notícia, a verificar-se. Se fosse alargada a muitos mais destes políticos desonestos que se misturam com os honestos, confundindo-nos, ainda melhor notícia seria!

Adeus, oh vai timbora!

FALCON EMBARAÇA SÓCRATES E ZAPATERO

Por Helena Pereira – SOL – 29 Maio 2009

O gabinete de José Sócrates recusa esclarecer como regressou o líder do PS a Portugal depois de ter participado num congresso do PSOE em Valência, no último sábado

José Luís Zapatero, que retribuiu a presença de Sócrates ao participar ao fim da tarde no comício do PS em Coimbra, viajou até Portugal num Falcon das Forças Armadas espanholas.

Contactado pelo SOL, o gabinete de José Sócrates não quis esclarecer se o primeiro-ministro e líder do PS viajou no Falcon de Zapatero, nem de que forma regressou a Portugal nesse dia, repetindo apenas que Sócrates «não usou nenhum meio do Estado português nas suas deslocações» entre Portugal e Espanha. Quanto ao gabinete de imprensa do PS, também nada acrescentou.

A única informação prestada ao SOL foi a de que o secretário-geral socialista viajou para Madrid em voo da TAP, no final do dia de sexta-feira, para, no sábado de manhã, comparecer ao lado de Zapatero no comício de Valência.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

ESTAMOS TRAMADOS!

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Podemos ler e ouvir na TSF que “Portugal é dos países europeus com pior qualidade de emprego”. Para isso são avançadas explicações: “A explicação para Portugal ser dos países europeus com pior qualidade de emprego pode estar na ausência de diálogo entre os trabalhadores e as respectivas chefias, assim como, na má organização das empresas”.

Lá voltamos nós sempre à mesma vaca fria. Portugal é praticamente o pior em tudo nos índices europeus. Pior nas condições que oferece aos seus cidadãos, à maioria dos seus cidadãos, aos que em conjunto mais contribuem em impostos, os que trabalham. Isso deve-se ao facto de existirem elites que não olham a meios para atingirem as suas metas egoístas e até usarem práticas de autênticos Al Capones. Os empresários olham para os de cima, os governantes, os políticos, os para-políticos, e seguem-lhes o exemplo. O mau exemplo. Atropelar tudo e todos é a prática. Estamos tramados!

Começando pelo topo ouvimos Cavaco Silva falar sobre os altos ordenados dos gestores nacionais… Contudo não se sabe que Cavaco dê o exemplo e deixe de receber aquilo que recebe por reformas avultadas e mordomias que a todos nós saiu e sai do bolso e das entranhas. Vamos aos do Governo e a situação é a mesma. Vamos à Assembleia da República e é um fartote, vamos às empresas estatais e estatizadas, ou semi-estatizadas e é igualmente um ver-se-te-avias, olhamos para o Banco de Portugal e lá estão uns nababos a fazerem-nos sangrar. Se isto não é uma súcia de malfeitores o que é? Se isto não representa um magote muito bem seleccionado de parasitas, de desavergonhados, que guardam, para si e para as suas classes, avultadas quantias em ordenados, em despesas, em reformas acumuladas, em mordomias, o que representa?

Parece que os portugueses já consideram inútil combater esta ausência de vergonha e de acelerado estado de descaramento dos nossos políticos, gestores e famílias agregadas. É o deixa andar submisso, do “deixa lá ver se me safo em alguma coisita”.

Para os detentores dos poderes já é tão normal sustentarem-se do Estado e darem oportunidades das mil e uma noites a amigos e comparsas de negociatas e de outros interesses político-partidários, que já nem se apercebem de que o correcto não é assim como é sua prática…

As esperanças são nulas. Após o 25 de Abril, instalaram-se nos Poderes autênticas seitas que estão a passar o testemunho à tal geração rasca de que Pulido Valente falou há dezenas de anos. Por isso vamos de mal a pior. Não temos nos Poderes as gerações que tiveram de tragar o pão que o diabo amassou. Os que por lá restam desse tempo, caquécticos, são os que logo no primeiro minuto começaram a trair os ideais de Abril, e que afinal, até no governo fascista de Salazar se safaram muito bem na vida. Estou a lembrar-me de Almeida Santos, mas há mais uns quantos.

Múmias do passado, bem passado por eles, que fazem recordar o nosso mal passado, que nem se envergonham, ao fim de tantos anos de viverem debaixo da teta do Poder, de vivermos nesta ausência de democracia e de justiças… E assim continuam. Que passem bem, para que todos nós, a maioria, cada vez passemos pior.

Como um militar de Abril disse há cerca de um mês, ele, agora General, que na rua do Arsenal, em 25 de Abril de 1974, foi agredido por um oficial salazarista e fascista… “Já não se pode fazer um segundo 25 de Abril…”.

Pois não, Homem, estamos tramados! Até estamos a assistir ao descrédito dos honestos por via dos políticos, para-políticos e empresários vigaristas que se apossaram do país!
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os intocáveis - JUSTIÇA À BABUJA DA POLÍTICA E DOS TACHOS

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DESTA “CORJA” NEM O INSPECTOR VARATOJO NOS SALVAVA

O cidadão comum está cada vez mais baralhado e já nem sabe em quem acreditar. Uma coisa parece evidente “a corja está instalada nos Poderes e não há meio de arredar pé, cada vez vamos para pior”.

A “corja”, segundo as vozes de rua, são os que se instalaram na política, são os que se instalaram nos vários Poderes que dominam a economia e as finanças, a política, as polícias, os tribunais, a justiça que devia ser igual para todos se de facto vivessemos numa sociedade democrática.

A “corja”, uma parte dela, considerou seu interesse voltar a ouvir José Oliveira e Costa, do BPN. Ficámos então a saber o que já se falava à boca cheia, que Dias Loureiro está metido numa grande embrulhada e tem culpas no cartório. A plebe é assim, estúpida e bruta como as barracas onde habita, incrimina até mesmo sem provas. Dizem que têm um dedo que adivinha. Provavelmente.

Verdade foi que Oliveira e Costa, que já chegou a ser secretário de estado de um governo qualquer, foi novamente ouvido numa Comissão Parlamentar e desta vez pôs a boca no trombone, “descascando” em Dias Loureiro, PSD, ex-ministro de vários governos, homem de confiança do presidente Cavaco Silva e, imagine-se, Conselheiro de Estado!

Oliveira e Costa disse que Loureiro mentiu e que é uma nódoa negra que tem culpas no cartório em vários aspectos de todo este malfadado processo do BPN. Quer queiramos quer não existiram autênticos roubos ou falcatruas e se Loureiro já antes era apontado pela plebe à boca cheia, neste momento já devia estar a caminhar para o patíbulo, preparando-se para ser pendurado numa corda. Mas não, ele já desmentiu. Afirmou que não retira uma única palavra àquilo que declarou anteriormente. Ele lá sabe. Presume-se inocente, de direito, mas a plebe não vai nessa e quer ver tudo em pratos limpos. Quer, mas não vai ver tal.

Em toda esta embrulhada vimos o PR a não se demarcar de Dias Loureiro, fazendo tabu sobre a questão. Foi o PM dos tabus, é o PR dos mesmos. Cavaco, no lugar de ser peremptório e de se pronunciar com transparência, continua a preferir o silêncio e a possibilitar que Dias Loureiro continue em Conselheiro de Estado protegido por imunidade, sem ao menos lhe sugerir que se demita.

Culpado ou inocente, no caso BPN, no mínimo ele é culpado por não se demitir nem abdicar da conselheira imunidade. O PR também é culpado por não se declarar avesso à sua continuidade no cargo para que o nomeou mas de que não pode demiti-lo, só por isso um contra-senso. Mas eles lá sabem o que fazem… para nos lixar.

Dos tribunais, da Justiça com letra maiúscula, os portugueses já sabem o que esperar. Existem vários exemplos que envolvem “colarinhos brancos” e que são recebidos com enormes furores pela plebe mas que depois são travados pela morosidade de uma justiça, de tribunais, de juízes, à babuja da política e das corporações… Sabemos lá nós por quem são travados, ou se são realmente travados. Certo é que ao fim de uma série de anos ainda andam as “coisas” empancadas nos tribunais – caso Casa Pia – e até já nem há quem ligue ao assunto, preferindo dizer que “eles são todos farinha do mesmo saco” ou “são cães que não se mordem uns aos outros, só nos mordem a nós”… ou ditos semelhantes que espelham bem quanto é o descrédito com que “eles” são brindados.

Haja pachorra, já que não há transparência nem honestidade naqueles que deviam dar o exemplo mas que não dão e até são intocáveis. Desta “corja” nem Varatojo nos salvava.
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ZÉ TANGAS CAPTURADO NO BAIRRO DO CRIME DE COLARINHOS BRANCOS

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Momento fulcral da captura do Zé Tangas

MIJO TEME QUE JUSTIÇA CÚMPLICE LIBERTE ZÉ TANGAS

Sua Excelência o Senhor Ministro do Interior, Jardins e Ortas - MIJO - do governo que se vai governando, dá conhecimento, em comunicado dirigido à população, que o tão procurado Zé Tangas, também conhecido por Trinta e Um de Boca, aliás Zé Alçapão Vigarista, aliás Matraca Falsária, foi capturado pelos gendarmes e agentes da CIATICA – Comandos de Intervenção Anti-Terrorista de Indecentes Corruptos e Aldrabões – numa espectacular operação levada a cabo no Bairro do Crime de Colarinhos Brancos.

O ZAV, Zé Alçapão Vigarista, foi vítima de denúncia, por vingança, de um dos seus amantes e proxeneta, que fugiu de casa indignado com as mentiras do faltoso parceiro para justificar porque chegara a casa a horas tardias, quando o proxeneta até sabia muito bem que o Matraca Falsária tinha um caso no Freeportas – um bar de alterne nas imediações da Ponte Asco da Dama, no Monte Ijo.

Segundo esclarece o comunicado do MIJO, a operação de captura desenrolou-se sem o disparo de tiros e a única violência está patente na fotografia em que se vê que os agentes tiraram a camisa ao Zé por causa dos colarinhos brancos e que lhe pressionaram as bochechas com muita determinação, "mas sem o magoar".

Segundo o MIJO faz constar, a acção de comprimir as bochechas teve por intuito impedir o criminoso de falar, não fosse ainda assim conseguir ludibriar os agentes, mentindo-lhes com a sua conhecida arte ou até querendo fazer-se passar por Primeiro-Ministro ou coisa do género organizado e prejudicial aos Zés Pagantes Otários e Zumbis do Voto.

O comunicado do MIJO termina prometendo mais e maiores revelações em posterior acção de esclarecimento.

“A seu tempo e em torrente final o MIJO esclarecerá em pormenor todos os passos da operação levada a cabo no Bairro do Crime de Colarinhos Brancos, sendo agora nossa principal prioridade encontrar um agente da Justiça que não esteja sob controlo do Tangas, para que não o ponha em liberdade sob a desculpa de que ele tem as unhas encravadas”, afirma o MIJO no comunicado, terminando.

Constatamos para já que a população começa a respirar de alívio por se imaginar livre do Matraca Falsária e das suas operações de colarinhos brancos. Tão brancos que até encadeavam.

Em Sete-Rios, os animais do Jardim Zoológico também confraternizaram quando souberam sobre a captura do Zé Tangas, tendo afirmado que finalmente se viam livres de um tipo doentiamente persistente e chatamente vigarista que lhes andava a querer impingir uns bichos chamados Mangalhães apesar de em reunião geral toda a bicharada residente no Jardim ter expressado à Direcção do espaço que não estavam dispostos a ter de disputar ainda mais a comida por via de novas admissões animalescas. “Fome já todos nós passamos, quanto mais…”, disseram, com trombas e focinhos de aliviados.
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domingo, 24 de maio de 2009

ELES ANDAM POR AÍ NA CACA, EM PORTUGUÊS E EM ESPANHOL

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LOS HABLANTES PSIBÉRIKUS HABLAM DE MIERDA QUE SE FARTAM

Abriu a caça aos patos. Perdão. Abriu a campanha eleitoral para as eleições ao parlamento europeu. Sócrates habla espanhiol e foi a Valência participar num comício de Zapatero, ontem, de manhã. Zapatero hai venido a Portugalo, a Coimbra, participar num comício do maior aldrabão de sempre em Portugal, Sócrates, foi ontem, à noche.

El-Rei D. Afonso Henriques não participou, preferiu ficar no túmulo, ali bem perto, em Coimbra. O rei falido português, D. Duarte, também não. Saberá ele, o rei Duarte, que se aderisse ao PS de Sócrates já não estaria falido mas talvez com umas lojitas no Freeport? Francamente, Majestade!

A caca aos patos cheira mal. Eles andam aí. Dizendo isto e aquilo. Mas turbando-se através das palavras. Até parecem mouros de tão depressa que falam e por tanto que gritam, nos ditos comícios. Num frenesim enorme. Indigno de se lhes chamar vendedores de banha da cobra porque lhes falta em cena a mala de onde sairia a “cobra”.

É o PS num lado e noutro, o PSD por todo o lado, o CDS só lhe faltando o bigodinho à la Hitler, e o Bloco bloqueado e esperando ser ainda mais votado para mais um mandato digno de um partido dito de esquerda mas que não se sabe bem o que é, a não ser uma barraca de tachos como as que existiam na Feira Popular de Lisboa – a tal que os gajos Santanas Lopes fecharam porque não era “chique”.

A caca dos patos cheira mal. A do Rangel a ranger, com a tétrica senhora acabada de sair do museu da cera da Lapa, onde dizem que é a sede do PSD, a caca do Rato com enormes caganitas mal cheirosas, a caca do Caldas com suástica escondida na direita baixa, e a caca do PCP que não ata nem desata e lá fica estático apesar de dezenas de milhares terem participado na sua manifestação-concentração, também ontem em Lisboa. Sucesso, o ajuntamento… Mas depois parece que tudo engarrafa na Soeiro Pereira Gomes e não se inova, não se muda o discurso, não se cativa, não se avança, não se é capaz de mostrar que vale a pena votar em quem possa livrar-nos um pouco mais desta miséria franciscana – excepto para o padre Malícias que tem um jakepote do camando numa reforma que só Deus sabe porquê… Caca para o PCP!

Mas se é caca para o PCP, para os outros serão sacos e sacos de mierda. Vão cacar para outro lado porque emierdados à farta estamos todos nós, os plebeus!
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Contradisoens - O “LADRÃO” COMOVEU-SE E FEZ QUESTÃO DE “ROUBAR”

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Timor-Leste comemorou ontem, 20 de Maio, o sétimo aniversário da sua independência. Mais um ano se passou do seu caminho ligeiramente atribulado e próprio de um país que está a dar os primeiros passos a procurar governar-se a si próprio o mais possível com a “prata da casa” – com os seus quadros e os seus filhos.

Não cabe agora aqui tomar considerações de índole situacional mas antes referir o facto positivo que foi o povo timorense atingir a sua primordial meta, a independência, depois de séculos de colonialismo português e 25 anos de ocupação pelo regime indonésio, liderado pelo ditador Suharto. Almejar o desenvolvimento, a justiça e a democracia de facto para os timorenses é o que agora importa.

Numa breve viagem pela imprensa e pela blogosfera, procurámos indícios de notas que fizessem ressaltar o momento importante que Timor-Leste viveu ontem e concluímos que aquilo que existia era muito semelhante de publicação para publicação, dificultando a possibilidade de “roubar” um texto diferente do que fizéramos e que sinalizasse o acontecimento.

Perante o deserto de originalidade em prosa, o “ladrão” estava prestes a desistir quando desembocou numa prosa pequena, simples, que fazia todo o sentido e que injustamente se considerava “lamechas”, pedindo por isso desculpa. Ao ler aquele texto o “ladrão” comoveu-se e “roubou-o”, trazendo para aqui o produto da sua ânsia blogo-cleptómana, sentindo-se confortado ao ver-se compensado pelo tempo de busca com aquele texto e imaginando que nas circunstâncias ele próprio poderia ser a pessoa “louca” que choraria por Timor a muitas dezenas de milhar de quilómetros de distância sobre um pedaço de terra esparramada numas desactualizadas páginas de jornal, recordando-se ele próprio de quantas lágrimas de alegria lhe correram pela face em 20 de Maio de 2002 ao ver em directo na televisão portuguesa o evento – lágrimas de alegria e de tristeza por não estar in loco a assistir e a dar as mãos aos seus irmãos timorenses, ali, em Taci-Tolo. Também por isso, volvidos estes sete anos, o “ladrão” fez questão de “roubar” o pequeno texto que se segue e que encontrou em “O Livro das Contradisoens”. Lamechas uma ova! Quem sente é gente!

Vivam os timorenses! Viva Timor-Leste!

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

7 aninhos!...

Parabéns, Timor Leste!...

Ainda parece que foi ontem!... Sim! Parece que foi ontem que estendi um jornal no chão da minha sala, sobre ele derramei um frasco com terra que tinha trazido de Dili uns meses antes e... em pé sobre terra de Timor chorei, chorei, chorei ao ver a bandeira nacional de Timor Leste (linda, não é?!...) subir no mastro em Taci Tolu!...

Que o sonho se cumpra!

PS - desculpem o tom deste testemunho mais pessoal e lamechas que o habitual...

Publicada por Malais em 17:58
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sábado, 16 de maio de 2009

LETRAS DE VERGONHA APONTAM DEDO AOS DEJECTOS DO NOSSO KARMA

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Raramente aqui venho e raramente escrevo a enaltecer e elogiar algo. Exactamente por isso me aborrece vir para aqui postar postas de linguado letrado.

Não é que não possa ou não consiga agarrar em algo bonito, agradável, positivo, e escrever sobre isso, mas é facto que acabo sempre por ficar possesso ao deparar com notícias escabrosas que regra geral vêm destes mastuços que os portugueses e outros povos escolhem para os representar e supostamente governarem, quando sabem que o que eles querem é “mamar”, querem apanhar os ascensores que os fazem subir na vida à custa de nos pisotearem e muitas vezes até de nos esmagarem.

Pergunto a mim próprio porque carga de água os povos embicam a votar em favor dos que melhor os enganam e assim os elegerem, muitas vezes com maiorias absolutas. Não encontro resposta satisfatória e recuso-me a aceitar a óbvia e que tantas vezes me é dada por sabedores: “porque são estúpidos”!

Continuo a preferir pensar que as pessoas são enganadas e que são os políticos que sabem mentir muito bem. Que são os políticos que são subgente, subespécie dos seres humanos e que por isso são preferidos por corporações que lhes pagam, a eles e aos partidos, para que sejam eleitos e assim sirvam os seus interesses, apertando a corda à matula, aos plebeus. Alargando-a um pouco de vez em quando para os trazer na ilusão de que esta coisa de “democracia” a seu modo é que é o melhor que existe. Claro que é e sempre foi a democracia o melhor, a verdadeira, não a “democracia” vigente, a deles. Interessa à mole imensa, à populaça, a democracia que defende os direitos e interesses da maioria e não das minorias instaladas nos poderes através de artes mágicas da família do charlatanismo, engendrada por vígaros, exercida por paspalhos vendidos por dez reis de um pote de merda, uns colarinhos brancos e umas gravatas.

Trago-vos hoje mais um malabarismo dos “Anjos do Zé Sócrates” e de outros Sócrates que anteriormente já primeiro-ministraram os governos da lusa pátria borrada por estas gerações de jagunços.

A retórica nem merece mais palavras desta besta - que sou eu - por, como vós, contribuir - ainda que minimamente – para “deixar andar” Portugal nas mãos erradas. Há tempos que precisamos de um segundo 25 de Abril…

Antes de terminar este arrazoado exposto à vossa consideração e paciência só quero deixar aqui ilibados, dos meus corteses adjectivos, os políticos honestos e que continuam a remar contra a maré, recordando-lhes que devem afastar-se da merda que os rodeia para que não se salpiquem e sejam confundidos com os dignos do esgoto, que um dia hão-de ir numa descarga dos nossos autoclismos. Considero que não é por acaso que o Terreiro do Paço está todo esburacado e se preparam para canalizar os esgotos para uma estação de tratamento… Certamente que será para desse modo ver se se salvam com o tratamento, reciclagem, o que for.

Esquecem os dejectáveis maganos que nem com tratamento se livrarão do nauseabundo cheiro que já lhes pertence do ego às pontas das unhas.

Olhai e calcorreai as letras de vergonha que se seguem.

ONG denunciam
Portugal usa verbas de ajuda ao desenvolvimento para promover economia

Por ROMANA BORJA SANTOS – Público - 14.05.2009

Promoção da economia nacional, perdão de dívidas, acolhimento de estudantes estrangeiros e repatriação de refugiados. Estas são quatro das despesas que Portugal está a incluir nas verbas que disponibiliza para a ajuda pública ao desenvolvimento (APD) e que estão a inflacionar a sua contribuição. Dos 425 milhões de euros que Portugal deu em 2008, só 386 foram reais, o que corresponde a 0,24 por cento do Rendimento Nacional Bruto (RNB) do país, denunciam as ONG num relatório hoje apresentado.

Os autores do documento da Concord – Confederação Europeia das Plataformas Nacionais de ONGD (organizações não governamentais de desenvolvimento) não colocam Portugal na lista dos países com objectivos mais ambiciosos (Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido), mas também reconhecem que não está no grupo que reduziu os seus compromissos (Estónia, Grécia e Letónia).

Quanto aos dados apresentados pelos portugueses, os autores deixam uma crítica: “A informação sobre a ajuda não está centralizada e a informação detalhada só pode ser obtida através de cada um dos gabinetes ou ministérios”.

Por outro lado, a confederação que integra as plataformas nacionais representantes de cerca de 1600 organizações não-governamentais de desenvolvimento da Europa considera que, “com a presente falta de entendimento sobre cooperação para o desenvolvimento dentro do Governo, a situação não irá melhorar e poderá ter tendência para piorar” — isto numa altura em que a União Europeia, que traçou como objectivo atingir uma média de 0,56 por cento do RNB já em 2010, também se ficou pelos 0,34 por cento, já que 0,06 por cento dos valores apresentados também estavam inflacionados. Isto é, as verbas são direccionadas para sectores não prioritários para as ONG, deixando por resolver problemas como a fome.

Depois, muitos dos empréstimos e exportações de créditos a países como Angola, Marrocos, Tunísia ou Cabo Verde “estão ligados à obtenção de bens e serviços por parte de empresas portuguesas, e foram aprovados com o objectivo de aumentar as exportações nacionais, promover os interesses das empresas portuguesas e aumentar os valores de APD”, acusam as ONG, no relatório intitulado “Aliviar a carga: numa altura de crise, a ajuda europeia nunca foi tão importante”.

No que diz respeito aos temas em que Portugal está a falhar a aposta, o relatório refere a questão da igualdade de género e acrescenta que o país “não tem uma política de elaboração de avaliações regulares e independentes das suas políticas públicas”.

Como factor positivo, sublinham “o facto de o Governo ter demonstrado um compromisso significativo quando solicitado pelos Estados parceiros e ter sido envolvido na iniciativa Odamoz — uma base de dados alargada que contém todos os projectos de ajuda em Moçambique” e de, apesar de tudo, as verbas de 2008 representarem um aumento de 21 por cento face ao ano anterior. Mesmo assim, para cumprir as metas seriam necessários 84 por cento.

Pedidos das ONG

Perante este cenário, as ONG pedem que Portugal “evite misturar iniciativas económicas que pretendem atingir a internacionalização e o fortalecimento da economia nacional com os objectivos subjacentes à APD” e que reforce a transparência, independência dos programas bem como dê mais autonomia às organizações não governamentais.

Mas se olharmos para a ajuda total fornecida pelos governos europeus, também há discrepâncias. Foi reportada oficialmente este ano uma verba de 50 mil milhões de euros de APD, mais quatro que no ano passado, o que corresponde a um aumento de oito por cento. Contudo, segundo o relatório, apenas 42 dos 50 mil milhões são ajuda genuína (menos 16 por cento), contra os 38 do ano passado (que correspondiam a menos 17 por cento).

O relatório é demolidor: a Europa está a falhar no compromisso de minorar a pobreza utilizando o argumento da crise económica e está 40 mil milhões de euros aquém das promessas para 2010. Pior do que isso, ainda faz uma camuflagem da ajuda real, ao integrar, nesse capítulo, outros itens, como o perdão de dívidas ou a assistência a refugiados, que não constituem apoios directos às populações desfavorecidas, numa altura em que há 100 milhões de pessoas com fome.

Ajudas à banca

Isto ao mesmo tempo que disponibiliza avultadas verbas para salvar a banca e que reduz drasticamente o investimento nos países em desenvolvimento, denuncia o relatório. O objectivo traçado pela UE não vai ser atingido, a não ser que haja uma rápida e expressiva inversão das prioridades dos governos, recorda-se. Se o ritmo se mantiver, na melhor das hipóteses a percentagem pretendida será obtida em 2012.

Olhando para os 27 Estados-membros, Portugal fica em 12.º lugar nas contribuições, numa lista que é encabeçada pelo Luxemburgo, seguido pela Suécia, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Bélgica, Finlândia, Espanha, Reino Unido, França e Alemanha.

Em 13.º lugar, depois de Portugal, surge a Áustria, Grécia, Itália, Lituânia, Eslovénia, Eslováquia, Letónia e Roménia. Os autores separam Chipre, Malta, Estónia, Hungria, Polónia e Bulgária por as informações disponíveis limitarem a análise das verbas inflacionadas.

Quanto ao cumprimento de metas, a Concord só diz “sim” à Holanda e Finlândia, acrescentando que é “provável” que Luxemburgo, Espanha, Reino Unido, Lituânia e Chipre também consigam. O “não” é dado à Bélgica, França, Alemanha, Áustria, Grécia, Itália, Eslovénia, Eslováquia, Letónia, Roménia, Polónia e Bulgária. Os restantes países, tal como Portugal, ficam com “improvável”.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

BOM FIM-DE-SEMANA, APESAR DOS AL CAPONES DA POLÍTICA

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Faz tempo que aqui não venho. Quase imperdoável. A meia-dúzia de amigos que aqui vinha já nem se lembra que este blogue existe, digo eu. Pela minha parte confesso que na maior parte dos dias me esqueço da sua existência, o que não é nada por aí além neste meu estado decrépito em que me esqueço de tudo e baralho-me ao ponto de ferver de raiva.

Um dia destes fui dar com a caixa da graxa no congelador e um frango podre dentro da máquina de lavar loiça, pior ainda aconteceu quando dei por mim a lavar a cara no bidé e só disso me apercebi porque estava a ficar com umas dores na coluna que davam para ver estrelas. Pois claro, estava quase de gatas. Outras vezes esqueço-me de lavar a cara. Pensando bem, hoje é um dia desses. Confirmei agora mesmo pelas ramelas que tenho nos olhos. É muito triste decrepitar. Até parece que tenho cem anos. Olhem, desculpem lá estes meus esquecimentos de vir aqui prosar. Desculpem lá, oh meia-dúzia.

Como o tempo está mais para chover do que para ser solarengo não vou ao Monte da Francisca. Chateia-me este cinzentão, sem sol e mais para o inverno que outra coisa. Aproveitarei para pôr a escrita em dia, postar umas quantas alarvidades no Facebook e nos blogues, assim como responder a uns imensos mails que para aqui estão em atraso. Também haverá mais tempo para a família. Ver um filme… Vai ser um bom fim-de-semana. Olaré!

Se estavam à espera de que aqui postasse sobre as misérias de Timor-Leste, de Portugal ou do mundo podem tirar o cavalinho da chuva. Hoje não me apetece falar de associações criminosas que dominam os países, o mundo e os povos. É de facto uma tristeza existir indivíduos que se prestam para fazer o trabalho sujo segundo as conveniências das grandes corporações que dominam o globo mas é aquilo que temos. Se há os que duvidam de que o “esquema” está bem montado é problema deles. Pena que também seja problema nosso por existirem palermas que votam à toa levados por loas e máquinas eleitorais e de promoção de imagens de autênticos Al Capones na política. É assim que os vejo, caso de Durão Barroso, caso de Sócrates, caso de Horta, de Xanana, de Eduardo dos Santos, de Blair, de Bush, talvez de Obama, e de tantos mais. Deprimente.

Apesar de tudo sorriam e passem um bom fim-de-semana com a família e com os amigos. Não há nada melhor do que isso.
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