domingo, 22 de junho de 2008

UMA QUESTÃO DE ATRIBUIR CORRECTAMENTE O SEU A SEU DONO

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Há alguns dias atrás um amigo timorense que prezo deixou na caixa dos comentários do texto ACORDAI!, que encontrarão mais em baixo, várias considerações relacionadas com as posturas de Xanana Gusmão, actualmente primeiro-ministro, e Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro.

Sakunar Sacana, esse amigo, tece críticas ao governo do passado, chefiado por Alkatiri, e elogia os curtos oito meses de governação de Xanana Gusmão.
Pessoalmente, em diversos pontos de vista não estou absolutamente nada de acordo com ele, com Sakunar, mas num ou noutro até poderei concordar.
De qualquer modo tenho para mim que este ponto de vista de Sakunar Sacana merece todo o respeito e consideração, não só pela limpidez com que o transmitiu na prosa como também pela força da defesa das suas convicções.

Não será agora, mas espero, mais tarde, ter a oportunidade de rebater algumas das afirmações a seguir expostas pelo autor para que se assista na realidade à entrega dos “pertences” ao seu “dono”. Então sim, será “o seu a seu dono” também na minha óptica. Agora é tempo de o autor defender as suas “cores”.
Escreve Sakunar Sacana (nome fictício):
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XANANA GUSMÃO versus MARI ALKATIRI
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Ao ler o seu texto, aliás muito bem "esgalhado", lembrei-me de um comentário meu que como o seu também fala de "O SEU A SEU DONO" e envio-lho como uma achega para construção de idéias e "desidéias" sobre Timor.
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“XANANA ESTÁ A GOVERNAR O PAÍS COM UM ORÇAMENTO EQUIVALENTE A QUATRO ANOS DE ORÇAMENTO DE ESTADO DO MEU TEMPO”. (Mari Alkatiri)
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Alkatiri ainda não percebeu que o dinheiro do petróleo de Timor pertence ao povo e não a ele, à sua família, e à Fretilin?

Um povo que sofreu durante séculos a pobreza que uma colonização pobre, que nada lhe deu, e que ansiava pela sua independência, tanto política como económica, principalmente para poderem usufruir dos bens a que tem direito, não pode sem um sentimento de revolta, compreender que enquanto alguns governantes ficam ricos, eles, os efectivos donos do pais, continuam pobres.
Os orçamentos rigorosos do Mari Alkatiri, foram rigorosos mas curtos, pois que para ele apenas contavam aqueles que giravam à sua volta, e os que possuíam os tais cartões mágicos de sócios da Fretilin.

Quando o Primeiro Ministro Xanana que ele coloca agora ao nível de estúpido, começou a governar, determinou como objectivo primeiríssimo o povo, o tal povo que durante quatro longos anos de Independência tinha visto ao longe o brilho da riqueza na mão daqueles que o governava.
O que o Xanana está a fazer é dar um pouco do SEU A SEU DONO, pois que em 8 meses de governação, onde foi de todo o modo destabilizado pela acção dos patriotas Fretilianos, que como sempre põem o Partido acima da Nação, pouco poderia fazer sobre reformas e implementações de raiz.

Os problemas deixados pelo governo anterior, como os desalojados e os principalmente os peticionários e também os atentados contra o PRESIDENTE e PRIMEIRO-MINISTRO, surgidos, estou certo, da necessidade de destabilizar, foram obstáculos de grande relevo no panorama político da Nação.

Quando o doente está a morrer, PRIMEIRO USAM-SE OS REMÉDIOS E SÓ DEPOIS SE PERGUNTA QUEM OS VAI PAGAR.
O Orçamento de Xanana é isso mesmo, era urgente salvar o doente, o povo, e por isso o orçamento teria que ser maior do que o de Alkatiri, E AINDA BEM!
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... A CRIAÇÃO DE UM FUNDO QUE JÁ ULTRAPASSOU EM MUITO AS EXPECTATIVAS, QUE JÁ ATINGIU O VALOR QUE ERA ESPERADO TER EM 2019
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Claro que o fundo referido é mesmo, esse que nós sabemos, e que determina, a urgência que o Mari põe nas eleições antecipadas. O dinheirão que está guardado em nome de Timor, e que pertence a todos os Timorenses, faz cócegas nas mãos do senhor Alkatiri, pois que ainda por cima o Xanana está a dividi-lo pelos seus donos (o povo) em subsídios para a terceira idade, e outros benefícios a que o povo tem direito.

Já surgem reclamações de que os subsídios que o governo está a dar para compensar o aumento do preço dos artigos de primeira necessidade, mata a agricultura, pois que esses artigos ficam mais baratos do que podem ser produzidos. Demagogias de quem nunca se preocupou com a agricultura, deixando áreas como as de Suai e outras entregues a pessoas que apenas davam assistência àqueles que eram das suas cores.

Como disse o meu amigo A. Veríssimo de que no tempo de Mari Alkatiri “Mais importante que regular a intromissão da igreja no ensino oficial, ou os efectivos militares, seria desenvolver as pescas, a agricultura, a indústria, o comércio e cativar investimento… Isso não foi feito com a paixão devida”.
Concordo e subscrevo.
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VAMOS FAZER UM TRABALHO POLÍTICO MAIS PROFUNDO COM A POPULAÇÃO PARA ESTA ENTENDER A SITUAÇÃO E VER A DIFERENÇA ENTRE ESTES DOIS GOVERNOS". (Mari Alkatiri)
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O trabalho profundo que Mari terá que fazer é explicar ao povo que aquilo que Xanana faz é mau para o País porque esses subsídios que o governo está a dar facilitando a vida difícil dos Timorenses, os vai tornar preguiçosos e dependentes desses benefícios.

Que a Fretilin vai fazer orçamentos pequenos, fáceis de executar e vai criar estruturas nacionais para aumentar a riqueza do País, e que daqui a 20 ou 30 anos o povo já pode começar a usufruir da riqueza Nacional. Antes, subsídios e outros benefícios para o povo, NADA.
Que todos aqueles que quiserem ser Timorenses de “gema” terão que ter o cartãozinho e cotas em dia, e esses sim podem ter todas as benesses de Timorenses.

Mari tem de pensar que esse trabalho político mais profundo já está feito pois que o povo de Timor, é, mercê de muitas mentiras do passado, desde dos tempos de “hori uluk”, um politico atento a todas as nuances da governação.
Mari que não se esqueça que a força da Fretilin é uma força de “suku”, que se encontra no Leste do País, e que essa força são essencialmente os 29% da votação que encontrou nas últimas eleições. Eles votaram na Fretilin de Luolo e não na Fretilin de Alkatiri, cujo “suku” se situa no Yémen, e em Maputo.

Não se esqueça que o trabalho profundo com a população, fez ele próprio durante os quatro anos de governação, e mais, que o Luolo está à espreita para um dia ser o Secretário-Geral.
Quem o avisa amigo (?) é. Amigo? Conhecido e de longe.

SAKUNAR SACANA
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JACKIE CHAN E A MENSAGEM DAS TRÊS PALAVRAS

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“DISCIPLINA, RESPEITO E UNIDADE”

Ficámos a saber que o actor de origem asiática Jackie Chan, produto cinematográfico norte-americano e embaixador da boa vontade da UNICEF, vai visitar Timor-Leste e contactar crianças em idade escolar de Timor explicando “aos meninos como as artes marciais também podem ser usadas para colocar fim aos conflitos, e lhes transmitirá uma mensagem de "disciplina, respeito e unidade".
Diz ainda na notícia da Folha Online que a agenda de Chan “também inclui reuniões com os principais líderes do Timor Leste, entre eles o presidente e prémio Nobel da Paz, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.”

Não faço ideia se Chan sabe português e se lê o TLN mas mesmo assim avanço com uma “cunha” para que ele não só transmita aos meninos a tal mensagem "disciplina, respeito e unidade", mas também que aproveite o facto de se encontrar com o primeiro-ministro-à-força, Xanana Gusmão para lhe passar essa mesma mensagem. Aliás, devia ser extensiva a todos os que incorporam, por dentro e por fora, a AMP. Isto porque até há aqueles que nem por eles estão a ter respeito e que apesar de considerarem que o CNRT é uma associação de malandragem continuam aliados e a esforçarem-se por dar cobertura a essa malandragem, aparentemente desprezando a sua auto-estima e pondo em causa a sua credibilidade.

“Disciplina, respeito e unidade” é exactamente aquilo que falta em Timor-Leste e o exemplo vem de cima, da elite que se impôs através do golpe de Estado patrocinado pela Igreja, pelos USA e pela Austrália… pelo menos.
Saberá Chan que vai encontrara-se com o mentor do adverso ao que ela propala?
Saberá a UNICEF que devem ser os adultos a dar o exemplo? Saberá que o exemplo dado por Xanana Gusmão e seus comparsas foi a antítese daquilo que Chan vai dar por prelecção às crianças?

Pelo sim pelo não vou traduzir isto para inglês e enviar para a UNICEF, sugerindo a Chan que primeiro dê a sessão sobre “Disciplina, respeito e unidade” a Xanana Gusmão de modo intenso e que depois se faça acompanhar por Xanana até junto das crianças para que lhes comunique que tem sido um mau exemplo naquilo que diz respeito a estas três palavras tão importantes: “Disciplina, respeito e unidade”.
Um adulto que após errar faça “mea culpa” é meio caminho andado para que as crianças compreendam que não devem cometer os mesmos erros.
Afinal, se o primeiro-ministro-à-força aplicar o critério das três palavras não lhe vai custar absolutamente nada enfrentar as crianças, algumas delas certamente que até perderam familiares – ou pelo menos viram-nos feridos – no golpe de 2006.
Já agora, mister Chan, aproveite e inclua também Fernando Lasama e grande parte dos políticos timorenses que nada mais fazem do que serem indisciplinados, desrespeitarem e dividirem os timorenses.
Ah, e não poderá falar um pouco sobre autismo e egocentrismo? Não é por nada, mas eles padecem dessas “doenças”… entre outras.
Muito obrigado.
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sábado, 21 de junho de 2008

GANHAM SEMPRE OS MESMOS



Se vos contar - coisa que vou fazer - acho que vão cair de traseiro no chão e para vos poupar a maiores dores recomendo-vos que leiam isto bem posicionados numa cadeira de confiança, se é que ainda existem coisas de confiança nos tempos que correm.
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Fui à bruxa!
Alguém caiu? Espero que não.
Pela primeira vez na minha vida recorri a esses serviços para saber do nosso futuro neste país à beira Espanha plantado - sim, porque agora estamos de costas voltadas para o mar e abanando a árvore das patacas da Europa.
A bruxa, que afinal é uma mulher igual às outras e conduz um automóvel, não uma vassoura, levou-me os olhos da cara para atentar no "trabalho" que lhe "encomendei".
"Meu senhor", disse-me ela, "este serviço tem de ser mais caro porque vou interferir com forças muito malignas que me vão afectar o trabalho por dois ou três dias. São almas do diabo, meu senhor".
Olhem, fiquei estupefacto. Disse cá para mim: "Esta Xica Esperta está a querer enganar-me. Ainda é pior que a Encomenda".
Mas a bruxa insistia: "Tem de ser mais caro, meu senhor, quem se mete com Sócrates fica sempre a perder. Eu pensei que o meu senhor já soubesse disso."
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Olhei para a bruxa e até senti pena dela. Realmente Sócrates é de apavorar quem quer que seja e como nada sei dessas coisas de espíritos tenho mesmo de acreditar que nem uma bruxa se sente segura com gente daquela laia. Maus espíritos são maus espíritos e sempre ouvi dizer que o feitiço pode voltar-se contra o feiticeiro.
"Está bem, senhora dona Bruxa, pago-lhe com duas galinhas vivas e poedeiras e uma outra com viroses porque é para matar e fazer o seu trabalho de vidente", disse-lhe, a ver se concordava.
Concordou e lá lhe dei os galináceos.
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Aquilo que eu tinha pedido à bruxa todos também querem perguntar: Quem vai ganhar as próximas eleições, em 2009?
Coisa simples cá para a minha óptica, mas como nada sei de bruxarias, de videntes e feitiços, tive de me contentar em sentar-me e ver a bruxa cortar o pescoço à galinha da gripe das aves, deitar o sangue num pote cheio de formigas e atirar para lá para dentro um sapo vivo e saltitante, que ali dentro desapareceu num ápice e nem mais se ouviu. Uma enorme nojeira.
Fosse como fosse, o que eu queria era o veredicto. Quem seria o vencedor das próximas eleições?
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Depois de rezas, transes, fumaças e imensas coisas pestilentas a bruxa lá serenou e ficou de cabeça pendida, mais a dormir que outra coisa.
Foi despertando e deu-me uma resposta que eu julguei não estar a compreender por a bruxa falar tão baixo devido ao aparente cansaço.
"Salazar", parecia ela sussurrar.
"O quê!?", exclamei a interrogá-la. E ela novamente a dizer: "Salazar"...
Diabos, mas podia lá ser. "Oh senhora dona bruxa explique lá melhor o que quer dizer com isso", tive de lhe pedir.
"Meu senhor", disse ela, "quem vai ganhar é o mesmo que antes ganhou e que já nessa altura ganhava sempre", explicou-me.
"Especifique, dona bruxa, faça-me lá esse favorzinho", tive de lhe pedir.
Solicita, a bruxa esclareceu-me de uma vez: "Olhe, quem vai ganhar é quem sempre ganhou. Vejo três caras a a preponderante é a cara de Salazar..."
"Três caras, dona Bruxa, mas como pode isso ser? Uma é de Salazar e as outras duas de quem são?", tive de voltar a perguntar.
"Então, uma é de Sócrates e outra de uma mulher que não sei o nome mas que é muito parecida com o Salazar. São todos!"
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Bolas, fiquei a saber o mesmo. Optei por vir embora acompanhado pela ignorância que lá me tinha levado. A bruxa afinal só me disse uma parte do desfecho e não me esclareceu quem era aquela tal mulher que também aparecia.
Descidas as escadas abri a porta que dava para a rua e dei-lhe um pontapé por tão danado estar. Da porta saltou a placa que a bruxa ali pespegara como fazem os médicos e os advogados nas entradas dos prédios.
Peguei a placa e li: Manuela Ferreira Leite - Bruxa Todos os Dias - Encartada pela Faculdade de Economia.
Ora, ora, compreendi quem era a tal mulher que a bruxa não me quis dizer.
Enquanto ganhar sempre o mesmo estamos tramados. Não importa o nome mas sim para quem vão governar.
Está certo, ganham sempre os mesmos.
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quinta-feira, 19 de junho de 2008

PORTUGAL PERDEU... E A CULPA VAI SER DE SCOLARI E DO CHELSEA

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O brasileiro Luís Felipe Scolari disputou hoje o último jogo no comando técnico da selecção portuguesa de futebol, ao perder com a Alemanha por 3-2, nos quartos-de-final do Euro2008, falhando a conquista de um grande título internacional. - Lusa
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Não é por nada, mas não tarda que Scolari seja responsabilizado por todo o fracasso desta selecção de Portugal. Responsabilizado por não ter acautelado o anúncio de que ia treinar o Chelsea após este Euro. Tal anúncio nunca devia ter sido durante o Euro mas sim depois, dirão, "e por isso perdemos".
Escrevo assim porque foi aquilo que já percebi em entre-linhas ou entre-palavras de reporteres desportivos da rádio.
Ora se esses profissionais deixam o mote será certo e sabido que amanhã ou depois as coisas tomarão a dimensão adequada a encontrarmos um bode expiatório à medida da frustração dos portugueses.
Oxalá me engane... mas acho que não.
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VIVAM OS RAPAZES E SCOLARI TAMBÉM!
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Seria muito bom que deixassem estes rapazes e o seleccionador em paz - que não os imolassem por não terem ido mais longe.
Não queiramos imolar quem não merece e admiremo-nos de já termos ido tão longe quanto fomos, nestas coisas do futebol.
Lembremo-nos que vivemos num país de trampa, o último em tudo que há de bom na UE e o primeiro, ou lá próximo, naquilo que há de mau.
Deixemos-nos de palpites sobre os jogadores e o seleccionador e atentemos na nossa falta de tino a escolher os políticos que nos (des) governam. Portugal é o reflexo das más escolhas que há tantos anos vem fazendo.
Temos escolhido trampa, temos um país de trampa!
Estarmos frustrados por isso, não nos dá o direito de descarregar as frustrações nos que até já nos deram muitas alegrias, caso da selecção nacional de futebol nestes últimos anos.
O contrário têm sido as tristezas que os trampas de políticos que escohemos sempre nos dão. Tristezas, muitas tristezas!
Viva a Selecção!
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DILEMAS DE RAMOS HORTA E MAUS PALPITES MEUS

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RAMOS HORTA NA ONU?
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A notícia já tinha sido ventilada mas agora caiu nas redacções pura e dura. Ramos Horta pode muito bem vir a aceitar o cargo de alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. É uma tentação a que Horta poderá não resistir por motivos vários e um deles prende-se com a sua sobrevivência enquanto pessoa. É que se teimar em ficar em Timor-Leste e se se dispuser a fazer muitas "flores" podem voltar a "limpar-lhe o sebo", desta sem falhar, mas qual é dúvida?
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Primeiro a Notícia:
ALTO CARGO NA ONU DEIXA RAMOS HORTA EM "GRANDE DILEMA"
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O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, admitiu hoje em Díli que a candidatura ao cargo de alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos o deixou num "grande dilema".
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"Estou relutante porque fui eleito por cinco anos para chefe de Estado e porque gosto de estar aqui no meu país", afirmou hoje José Ramos Horta em conferência de imprensa.
"Mas se aceitar o cargo, posso ajudar outros países e Timor-Leste poderia ter uma contribuição para a comunidade internacional", acrescentou.
O nome de José Ramos Horta está entre a lista restrita de candidatos ao lugar de alto comissário de Direitos Humanos, conforme a agência Lusa noticiou a 20 de Maio.
O presidente timorense explicou hoje que a sua escolha seria mais fácil "se o país estivesse cem por cento estável e (o Presidente da República) não fizesse tanta falta". O chefe de Estado timorense remeteu a sua decisão para depois de uma conversa telefónica que terá nos próximos dias com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e que poderá levá-lo a aceitar ser entrevistado pelo painel de selecção do alto comissário.
"É uma decisão muito difícil de tomar e que tenho ponderado muito. Tenho consultado com várias entidades timorenses e com amigos internacionais", acrescentou.
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José Ramos Horta referiu ter ouvido o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, a ex-ministra da Administração Estatal e sua primeira mulher, a deputada Ana Pessoa, e o presidente do Partido Social Democrata (PSD) e ex-governador sob a ocupação indonésia, Mário Viegas Carrascalão.
O chefe de Estado timorense afirmou hoje que, após uma abordagem inicial de vários países, rejeitou a ideia de se candidatar, em favor de permanecer em Timor-Leste e cumprir o mandato de cinco anos para o qual foi eleito em Maio de 2007. No entanto, "perante a insistência desses países", José Ramos Horta reconsiderou a ida para Genebra (Suíça), sede do Alto Comissariado, e ainda não abandonou a corrida.
"É um lugar muito difícil que não deve ser ocupado por alguém que seja apenas jurista. Deve ser ocupado por alguém com experiência política e diplomática", perfil que o próprio Ramos Horta diz possuir.
"Alguns países comunicaram-me que apoiavam a minha candidatura porque eu correspondo ao perfil do cargo, que exige alguém capaz de criar pontes e de estar à-vontade entre as super potências ou os países em desenvolvimento", adiantou.
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Na hipótese de se candidatar ao cargo e de vir a ser escolhido, Ramos Horta poderia ser substituído por eleições presidenciais antecipadas ou por uma escolha do Parlamento entre os seus deputados, explicou hoje o chefe de Estado.
"Esta seria a opção mais inteligente num cenário da minha saída", defendeu o Presidente da República. José Ramos Horta confirmou ter proposto a ideia, ainda que de forma preliminar, à Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) e ao maior partido da oposição, a Fretilin.
"O benefício para Timor-Leste, como tal, não seria nenhum se eu ocupar o cargo, mas seria um timorense a ocupar um dos cargos mais importantes das Nações Unidas", respondeu o presidente timorense quando questionado pela Lusa sobre o impacto pessoal e político da sua candidatura. - Notícias Lusófonas
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AQUI PODE HAVER GATO...
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Horta tem razão, na realidade é um grande dilema. Será para ele e para qualquer individuo que pelo menos tenha dois amores: a vida e Timor-Leste. Abstraindo-nos do facto de este convite poder constituir um dilema para o Nobel PR dos timorenses, há ainda a considerar que em tudo isto pode haver "gato" ou "muitos gatos". É que se Horta for para a ONU será da conveniência de todos os intervenientes excepto de Timor-Leste e dos timorenses.
Essa é a verdade e ninguém me convence do contrário mesmo que a vaca tussa!
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Para Horta interessa o desempenho do cargo porque gosta, julga poder vir a ser útil, passará a viver num mundo melhor, mais requintado, passará a ter melhores condições de trabalho, melhor vencimento e sobretudo... a sua vida não correrá os riscos que corre em Timor.
Só por isso já valia a pena ter-se decidido.
É que Horta pouco ou quase nada pode fazer para que não o abatam. Lembremo-nos que aquilo que anteriormente aconteceu não foi por acaso e é muito provável que nada tivesse a ver com Alfredo Reinado. Os que quiseram assassinar Ramos Horta continuam em liberdade, com poderes... e a vida de Horta em Timor depende de estar "quietinho ou leva no focinho".
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Sem pôr muito mais na escrita - também quero ir ver o Portugal x Alemanha - mas procurando concluir parcialmente este raciocínio, vejamos:
Que Horta saia de Timor-Leste interessa à Austrália porque será ele, agora, o único obstáculo a abusos ainda mais despudorados que quer cometer, para além dos que já cometeu e aqueles que tem em marcha.
Interessa à Indonésia porque Horta se lhe oporá de igual modo em certos abusos.
Interessa a Lasama porque já está na calha para o ir substituir e está confiante na super ajuda da Igreja e do satânico padreca Martinho Gusmão de má memória. Lembram-se?
Interessa a Xanana Gusmão porque sem mais esforços passará a ser o "Rei Sakarov das Liberdades", agindo e pensando que em terra de cegos quem tem olho é rei.
Todos os outros da AMP são folclore... Verdade seja dita que Mário Carrascalão vai andando com um toque daqui e outro dali, características híbridas de um partido tal qual o PSD de Timor.
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Resta a actual oposição, a Fretilin. O plano é acabar com ela. Assim vai ser muito mais fácil... teoricamente.
Mas, se os militares australianos tomarem as rédeas do país - o que não custa nada - e derem a protecção há tanto tempo disponibilizada especificamente para os "operativos oficiais"...
Oh, pá! Vai ser uma grande treta e lá vai ter de haver novamente resistência no mato, ou talvez não... se "eles" forem fazendo tudo muito devagarinho.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Vamos ver. Ramos Horta sabe muito bem aquilo que está em causa e também que sozinho quase nada pode fazer. Talvez por isso deixe os timorenses entregues aos bicho e de fora, na ONU, possa de algum modo intervir para "aliviar" o tormento timorense que se desenha.
Oxalá me engane... mas aqui pode haver "muitos gatos". Ou serei eu que hoje estou pessimista? Também estou convencido que Portugal vai perder com a Alemanha... Palpites, maus palpites que infelizmente podem estar certos.
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terça-feira, 17 de junho de 2008

ACORDAI!

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Evidentemente que quem envereda por se expor está a partir desse momento a habilitar-se a sofrer críticas. É natural. Não importa se são construtivas ou destrutivas, importa que são críticas que reflectem pontos de vista de quem reage à nossa opinião ou comportamento, seja onde for.

Pode ser no cinema, rádio, televisão, política, jornais, etc. Coisa pública é assim e pior ainda quando se dá a cara, porque nos toca directamente. É normal. Nesta coisa dos blogues também é assim e se houver quem diga que não é saudável ficarei muito espantado.
Após as críticas a que se sujeita quem se expõe podemos fazer duas de muitas coisas: responder ou não responder e fazer que ignoramos. Claro que ainda podemos nem sequer tomar delas conhecimento, bastando para isso, neste caso, no caso dos blogues, não as ler e pura e simplesmente atirá-las para o lixo electrónico se chegarem por mail, ou não ler os comentários de for o caso.
Cá por mim as críticas são para tomar em consideração, exceptuando as que vêm recheadas de palavras imprópria para consumo saudável.

Sei, porque sei, que no caso daquilo que está inserido no Timor Lorosae Nação, nos comentários, as críticas são provenientes, na maior parte dos casos de gente jovem, mas também de meia-idade, algumas até de organismos estatais de TL, vulgo funcionários públicos… ou lá próximo. Só por esse facto, pela falta de conhecimentos, pela falta de vivências, predisponho-me sempre a ser complacente e didáctico tanto quanto posso e sei, sem saber se realmente o consigo.
Sobre Timor-Leste, no Timor Lorosae Nação, principalmente, tenho procurado fazer sentir com toda a honestidade os meus receios relativamente à situação política do país e se algumas vezes exagero faço-o conscientemente, considerando esse exagero como se fosse um safanão que temos de dar a quem é mais dorminhoco e não quer acordar.
Evidentemente que me podem mandar bugiar – que é aquilo que alguns fazem – e dizer-me que não tenho nada de lhes interromper o sono. Tudo bem. Mas isso não invalida que de vez em quando até indirectamente o safanão lhes toque.
Ensinou-me a vida que há os que acordam e aqueles que preferem viver na sonolência para não perderem lugar no colchão. Nem sabem eles que o melhor é estarmos despertos. Esse é um dos principais estádios do ser humano livre e é aquilo que nos diferencia de toda a outra bicharada.
Mas há quem não pense assim e eu vou ter de respeitar. Eu quero respeitar. Eu consigo respeitar. Eu sei respeitar.
O simples facto de muitas das pessoas que me criticam serem timorenses e às vezes parecerem estar zangadas comigo incomoda-me, desconforta-me. Como me desconforta ter sabido desde sempre que houve timorenses que traíram os irmãos antes e depois da ocupação indonésia, tendo-o feito voluntariamente e a cobrar benefícios. É que eu nem conseguia imaginar timorenses a trair os seus próprios irmãos, tal como o fizeram certos portugueses durante a ocupação espanhola ou durante as invasões francesas, nada disso.
Evidentemente que nesse aspecto era eu que estava a dormir e tive de acordar para a realidade dolorosa.
Timorense, para mim, até determinada altura, era algo de puro, de transcendente, por ter sido aquilo que vi e senti nos anos em que acordava e adormecia com timorenses à minha volta, com eles todo o dia vivia. E se vivia!
Mas está bem (mal), pronto, no melhor pano cai a nódoa… e em Timor também passou a existir traidores.
Afinal, tal qual as baratas, há por todo o lado e na maior parte das vezes nem os vimos.

Exactamente porque agora (e de há tempos para cá) já admito a existência de traidores de origem timorense é que imponho a mim próprio muitas cautelas nas análises que faço e nas pesquisas que me podem ou não pôr de sobreaviso sobre certas pessoas e situações.
Não me importam sobremaneira as pessoas do povo que possam ou não trair um amigo, um vizinho, apesar de as reprovar seriamente. Aquilo que me importa é os traidores da elite. Os que detêm as rédeas do Poder Militar e Político, os que se esforçam denodadamente por segurarem também as rédeas do Poder Judicial. São esses que me importam e me preocupam bastante.
É contra esses que estou… e não me importa de que partidos políticos sejam ou venham a ser. Esses são os verdadeiros inimigos dos timorenses, os verdadeiros inimigos de Timor-Leste!

Evidentemente que quando se fala e se comprovam “negociatas” de cedências de terrenos que abrangem áreas enormes de um país tão pequeno, quando se fala em processos contratuais de muitas dezenas de anos ou até uma centena ou mais…
Quando se fala de deixar para outros os controles de regulação da exploração do Mar de Timor…
Quando não se fala, nem quase nada se faz, para resolver os problemas dos desalojados, da Lei da Terra e das Propriedades…
Quando se fala em despender quase dois milhões de dólares americanos em viaturas para deputados e nem um milhão se despende para construção de casas…
Quando se abraçam impavidamente generais torcionários de centenas de milhares de timorenses ou se vai ao funeral de um ditador - principal responsável por essas centenas de milhares, quando podem para o efeito da manutenção de boas relações diplomáticas enviar um Secretário de Estado…
Quando se nomeiam mulheres e familiares de ministros e detentores de outros cargos de Estado para negócios que por vezes envolvem milhões de dólares…
Quando a “vox populi” e a oposição falam em corrupção acentuada e a reacção é a esfarrapada frase “os rumores em Timor…” em busca do esvaziamento dos “zunzuns” e/ou do que é apontado como indícios…
Quando se prometeu roupas, calçado, computadores nas escolas… mas as crianças continuam esfarrapadas, mal vestidas, descalças, sem frequentar as aulas pedindo e vagueando pelas ruas…
Quando essas mesmas crianças apedrejam a viatura do primeiro-ministro e lhe chamam traidor e ainda isso pincham nas paredes…
Mas, afinal, quem não quer um safanão e acordar deste pesadelo?

Certo e sabido é que mais uma vez virão para os comentários dizer que esta é uma operação Fretilin, patati-patatá…
Ora, meus caros, eu quero que a Fretilin, e todos os partidos que não respeitem as regras democráticas vão prá… (isso)!
Quem poderia acusar de traição os que não agissem como mais acima reza e me parece ser incontestável?
Se, na realidade, conforme o prometido, as prioridades fossem para a reconstrução de casas e realojamento das pessoas…
Se as crianças andassem TODAS a frequentar o ensino OBRIGATÓRIO e não a vadiar, a esmolar… (é que andando uma na rua nessas circunstâncias em horário escolar já é demais).
Se os negócios e medidas anunciadas para esses negócios não existissem e em vez disso se notasse uma forte aposta no desenvolvimento das pescas, da indústria, da agricultura dirigida para produtos necessários às populações de forma a fomentar a auto-sustentabilidade…
Assim, quem poderia chamar-lhes traidores?
Assim, quem poderia reprovar as decisões e as medidas postas em prática?
Não seria assim que não se deixaria lugar a dúvidas de que o “regime” anterior não prestava ou pelo menos que este governo era melhor?

Seria, seria, mas não é aquilo que infelizmente acontece, antes pelo contrário. Como tal, porque tudo se está a desenhar para um apressado e violento saque das riquezas do país, pertencentes ao seu povo e para ele disso beneficiar desde JÁ, porque os traidores e criminosos saqueadores sabem muito bem aquilo que estão a fazer e tementes requerem com veemência que militares estrangeiros os protejam…

Acordem, aproveitem os safanões e procurem alternativas que devolvam o seu a seu dono, aos timorenses, porque os saqueadores já roubaram demais até este momento. Já assim o estão a fazer desde o princípio deste século, antes da proclamação da independência reconhecida pela comunidade internacional!
Chega! ACORDAI!
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UMA QUESTÃO DE DENTADURA

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Raramente passo a manhã sem saudar Agripinino “Rio Grande” e o seu grande sorriso matinal quando me trás a torrada, o galão e o café a escaldar – para ficar logo despachado.

Agripino é um pai de família vindo do Brasil, do Rio Grande do Sul, que chegou a Portugal “mesmo duro” (teso) e que singrou em Portugal. “Chamou” então a família para cá e agora já tem mais uma menina “que é portuga”, como ele gosta de dizer.
Agripino conseguiu comprar o café existente no prédio ao lado de onde vivo e fez de um estabelecimento deserto, “sem jeito”, o melhor café e restaurante da zona com a vantagem de nos sentirmos em família. Todos ganhamos com isso e Iricema, a filhota “portuga”, ainda mais, já que tem a atenção de todos os clientes que a vêem todos os dias e também dos que vão aparecendo quando descobrem o lugar aprazível em tudo, até nos bifes de “krok”, uma especialidade da casa que é importada em cru directamente do Brasil. Um espanto… e mais não digo… porque é para os amigos e “pessoal seguro”.

Agora, que apresentei minimamente Agripino, acho que já dá para avançar na prosa.
Esta manhã fui dar com Agripino sem sorriso. Macambúzio e a expressar-se por monossílabos e grunhidos. Mal disposto, mal-humorado, triste.

- Oh Agripino, o que é que tens hoje?
Perguntei-lhe, sorrindo-lhe sem dentes, porque me tinha esquecido da prótese dentária ao sair à pressa para beber o cafezinho.
- Tenho o mesmo de todos os dias, galão, torrada e café.
Mas que resposta treslouca era aquela? O Agripino estava mesmo mal.
- Oh rapaz, o que pergunto é o que tens de tão incomodativo que te ponha assim tão trombudo, tão triste!
Quase que tive de fazer o desenho na parede para ele perceber e olhar para mim.
- Ora, estou assim porque estamos a assistir ao fim do mundo. Este mundo está maluco, ainda acaba à dentada. Não vê o que se passa à nossa volta?
Já era qualquer coisa. O Agripino estava a responder e a fazer-me uma pergunta.
- Fim do mundo, maluco, à dentada, à nossa volta?! Ora, e por isso estás triste? O que é que hoje se passa de diferente dos outros dias?
- Ah, hoje está pior!
O Agripino estava mesmo a ver as coisas mal paradas. Estava já a ver o fim do mundo a acabar à dentada. Livra.
E foi saindo do balcão com o jornal em riste, pousando-o na mesa, com um gesto largo de mãos a varrer o espaço imediatamente acima do jornal indicando as parangonas e mais uma pequena notícia em caixinha, pedindo-me:
- Olha lá, assome-se e veja.
E eu vi, e li. Dizia a notícia:

CADELA FICA SEM PARTE DE FORTUNA HERDADA DE DONA

Nova Iorque, 17 Jun (Lusa) - "Trouble (Aborrecimento)", uma cadela que recebeu 7,7 milhões de euros de herança da sua dona, foi despojada de uma grande parte da fortuna por um tribunal de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
Uma juíza de Manhattan decidiu retirar 6,4 milhões de euros ao bicho para os atribuir a uma associação de caridade, noticiou segunda-feira o jornal New York Post.
Em contrapartida, Renée Roth deliberou que dois netos deserdados pela mesma mulher, falecida em Agosto de 2007 com 87 anos, receberiam 3,8 milhões de euros.
Segundo a magistrada, Leona Helmsley, viúva do magnata do imobiliário Harry Helmsley, não estaria em pleno uso de todas as suas faculdades mentais quando redigiu o testamento.
A sua fortuna estava avaliada em 1,6 mil milhões de euros, de acordo com a revista norte-americana Forbes, e incluía o famoso edifício Empire State Building. - ER -Lusa/Fim

Percebi. Não era caso para menos. Depois de uma notícia destas dá para ficar mesmo mal disposto. O Agripino tinha muita razão em estar a dizer que era o fim do mundo.
Então, uma ricaça maluca deixa em testamento milhões de euros a uma cadela e não estamos no fim do mundo?
Com a fome que vai por este mundo ela faz uma destas?
Teve razão a juíza em deliberar como deliberou, retirar o “bolo” da fortuna à cadela (certamente acautelou o bem-estar da cadela). Pena foi que também a juíza padecesse um pouco de loucura e decidisse reforçar ainda mais as contas bancárias dos dois netos com uns milhões. É que os netos certamente já tinham mais do que o suficiente para viverem à tripa forra, como a maluca da avó, e provavelmente também vão deixar a fortuna aos cães.
- Tens razão Agripino, vou mas é pôr os dentes antes que este mundo acabe à dentada!
Gritei-lhe já na porta, enquanto me encaminhava apressado para reaver a minha dentadura.
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segunda-feira, 16 de junho de 2008

SE PARARAM OS OUTROS… QUEM PÁRA OS SAQUEADORES DE AGORA?

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Quero acreditar que há timorenses a defender as acções e as políticas empreendidas por Xanana Gusmão porque não conseguem perceber que os reflexos negativos só serão declaradamente vislumbrados daqui por uma década ou pouco menos. Será nesse tempo que os incondicionais ingénuos perceberão e se arrependerão, mas será tarde. Demasiadamente tarde.

Torna-se difícil para mim ignorar o que se passa em Timor-Leste devido às más notícias que sempre chegam, aos indícios de corrupções por parte de indivíduos que despertaram para a política quando viram a porta aberta por Xanana Gusmão e aparentemente o apoiaram com o intuito de se implantarem no Poder Governativo, Político e Partidário, para desse modo poderem facilmente chegarem ao gigantesco monte de dólares que o Mar de Timor representa assim como o próprio espaço terreno do país.
Mário Carrascalão falou de oportunistas e eles lá continuam… ao lado de Mário Carrascalão e do PSD que se diz impoluto e de quem se devia esperar actos fiscais dos abusos que se constatam e dos que se pressentem.

Diz quem conhece Lasama que “ele faz sempre tudo pela calada, é o seu género” e ainda que “é discreto, determinado e muito ambicioso na carreira política que para si preconizou e que vai muito para além do imaginável, é perigoso.”
Se assim fala de Fernando Lasama Araújo, quem diz conhecê-lo, perguntar se Ramos Horta quando o citou como pessoa indicada para o substituir como PR não é mais do que preocupante, será legítimo?
Na verdade é personalidade de quem muito pouco sei, tirando o facto de que esteve juntamente em Cipinang com Xanana e mais uma ou outra peripécia, não podendo arriscar alvitres sobre o seu passado. Mas que é discreto é. Que está a levar a água ao seu moinho também. Que se está a encostar excessivamente a Xanana – para não se sabe bem o quê – também não deixa de ser um facto bem visivel… Mas, e que mais?
Fiquemos à espera. Não demais, para que depois não concluamos que já é tarde.

Se é verdade que Lasama quase sempre esteve ligado a iniciativas políticas, o mesmo não se pode dizer de outros que agora, só agora, rodeiam Xanana, principalmente indivíduos amorfos integracionistas a quem nada lhes custa que Timor-Leste seja efectiva pertença da Indonésia, da Austrália ou de quem lhes der maiores contrapartidas pessoais, familiares, etc. Eles querem é viver à grande e estão-se nas “tintas” para os outros!
Curiosamente, é principalmente essa raça que rodeia Xanana Gusmão no seu CNRT. Foi dito por Mário Carrascalão e dá para perceber exactamente isso.
Timor-Leste está a saque, em saldos… Aquilo que quiserem!
Quando será que os meus amigos abrem os olhos? Quando será que para justificarem acções criticáveis destes “saqueadores” se socorrem das reprovações e más acções de Alkatiri e da Fretilin?
É que, pelo que me apercebo, Timor-Leste está a ser saqueado agora e isso tem de parar, mais que não seja como pararam os que dizem que também saquearam anteriormente.
Mas, então, quem pára estes saqueadores, os de agora?
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Portugal – Suíça: ORA, TOMEM LÁ!

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DOIS NA PÁ… E A CULPA FOI DO ÁRBITRO, DO ÁRBITRO?

Scolari é um excepcional seleccionador mas notou-se ontem porque é que Portugal esteve vai e não vai para não ser apurado neste Euro 2008: as vedetas amuam e são individualistas. Resumindo e concluindo: as vedetas prejudicam a nossa selecção e a sabedoria do seleccionador. Se Scolari ficasse… teria de fazer uma “limpeza” ao vedetismo e amuos de uns quantos.

O jogo foi o que foi. O árbitro era o que era. Mas os jogadores, alguns, foram do piorio. Sobressaiu o individualismo e escuso-me a citar nomes. Todos sabemos quem são e todos nos perguntamos porque é que meninos destes estão na selecção.
Cá para mim está relacionado com o facto de Scolari já saber há uns tempos que vai de abalada. Justifica-se, por parte dele. Foi do melhor que tivemos… Que ainda temos.
Muitos “obrigados” a este irmão brasileiro que chegou, viu e venceu. Saravah!

Para quem ouviu as palavras de certos jogadores intervenientes, principalmente de uns quantos “vedetas amuados”, ficou no “ar” que a culpa foi do árbitro. Perdemos porque o árbitro facilitou a vida à selecção suíça para que assim saísse de cabeça erguida.
Ora o que aqueles “meninos” precisam é de “levar na cabeça” e de verem em reprise a bodega de jogo que fizeram por se terem “agarrado” à bola quando não deviam, por não “irem” à bola quando deviam, por vermos uns quantos esforçarem-se a valer e outros nem tanto assim, preferindo “amuar”.
Sabem certamente dos que estou a falar.

Disto se conclui quais as razões porque estes “meninos”, alguns, fazem parte da equipa B e só por mal dos nossos pecados entram em campo, assim, tantos ao mesmo tempo, tão juntinhos.
Não perdemos com dignidade e isso ficou-se a dever a uns quantos “meninos” e à vontade dos jogadores suíços.
O árbitro pode ter-se enganado ou “enganado”, mas se os “meninos” jogassem o que sabem, como sabem, sem “amuos” nem vedetismos e individualismos, não haveria “enganos” ou enganos de árbitro que valessem à equipa adversária.
Esperemos que a Scolari tenha ficado por lição a experiência e que não ponha a alinhar os “meninos” nem que seja num campeonato a “feijões”, aliás, assim nada estão a fazer na selecção, a não ser prejudicá-la.
Todos sabemos quem são os jogadores que rendem e os que não rendem.
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Euro 2008: PORTUGAL CONHECE HOJE ADVERSÁRIO PARA OS QUARTOS

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Terminada a participação na fase de grupos com uma inesperada derrota, por 0-2, frente à Suíça, Portugal fica hoje a saber o nome do adversário nos quartos-de-final do Euro2008, surgindo a Alemanha, que hoje defronta a Áustria, como o possível opositor.
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Depois de duas vitórias e uma derrota na primeira etapa da competição, resultados que permitiram a Portugal terminar no primeiro lugar do Grupo A, a equipa das quinas aguarda agora os desfechos das partidas da última ronda no Grupo B, onde a Mannschaft surge como o adversário mais difícil.
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Recorde-se que, neste grupo, Alemanha, com três pontos, e Áustria, com um, são as duas equipas, neste momento, melhor posicionadas para passarem à fase seguinte, embora também a Polónia ainda não esteja totalmente fora-de-jogo. Basta, apenas, que a Áustria vença a Alemanha e que os polacos consigam mais dois golos do que os apontados pelos austríacos...
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Diário Digital/Lusa
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sábado, 14 de junho de 2008

MUITA GENEROSIDADE A VOSSA!

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Como é sabido por alguns amigos/as que aqui vêm (muito poucos), faço parte da equipa da Fábrica dos Blogs, que publica o Timor Lorosae Nação e o Página Um. Até aqui tudo normal... mas agora vem o resto, o mais difícil.
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Agradecer, não é nem nunca foi difícil para mim, antes pelo contrário. Ao agradecer sinto-me bem, muito bem, porque significa que alguém foi bondoso, atencioso ou simpático comigo. Mas neste caso, se bem que queira agradecer, considere importante agradecer, sinto-me ínfimo perante aqueles a quem devo agradecer... desculpem estar tão baralhado e titubeante.
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Quero esclarecer que nunca disse que ia abandonar a equipa da Fábrica. Manifestei apenas a vontade de "abrandar" a minha colaboração por motivos de cansaço e alguma frustração relativamente a não conseguir "controlar" certos amigos que participam nos comentários. Foi uma reacção que até a mim me surpreendeu quando pensei melhor e que deduzo dever-se à saturação causada por muitas horas a "apoiar" os blogues, quando posso - e posso mais que os outros porque estou reformado e só tenho uns biscates para fazer.
Espero que tudo esteja esclarecido e me desculpem a reacção estranha, se bem que para mim compreendida.
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Ora, na verdade abrandei o meu ritmo relativamente à colaboração prestada nos blogues da Fábrica e já nem dou resposta às dezenas de mails que aparecem todos os dias, dá outro colega. Estou de férias por uns tempos.
Apesar disso, importa não descurar a importância que todos os amigos/as têm para mim e considero importante dizer-lhes aqui isso mesmo. Muito obrigado.
Muito obrigado ainda por tantas e boas palavras (mas exageradas) que me dirigiram, por mail e nos comentários do Timor Lorosae Nação. Desculpem, mas creio que exageraram o meu desempenho e importância na Fábrica e nestas bloguisses. Como se não bastasse a sobrevalorização que os amigos deram ainda "levei" com os elogios e enaltecidos "óscares" dos meus colegas da Fábrica.
Puxa, fiquei mesmo encabelado! Mas que exagerados! Se me babasse, um lençol não chegava.
Só fiz aquilo que me deu gozo e também me cansou um pouco. Descansarei e voltarei em pleno. Por agora vou "pairando" e compondo isto ou aquilo nos blogues mas sem obrigação quotidiana.
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Considero que não tenho jeito para estas coisas tão elogiosas, por isso resta-me agradecer a todos, todos mesmo, os que se manifestaram e aqueles que não se manifestando acabaram por sentir o mesmo.
Sou merecedor da vossa amizade mas não desses elogios enormes e que devem ser dirigidos a quem faz coisas mesmo importantes.
Pois, aquilo que quero mesmo fazer é agradecer-vos... e não gostaria de ver isto publicado no TLN porque para mim dá ares de que sou uma pessoa importante nesta gingajoga e não é o caso.
Claro que é bom que saibam da minha gratidão... mas quem aqui vier que passe a palavra e venham até cá se acharem bem.
Acho que o TLN deve ser ocupado pelas coisas importantes e não pelas minhas coisas. Eu sou só mais um de uma equipa bestial, de muito boas pessoas.
Muito obrigado a todos, pela vossa generosidade, fiquem com um grande abraço e com a certeza de que nos encontramos aqui ou nos blogues da Fábrica.
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"Dia da Raça": PR CAVACO SILVA NÃO SE DESCOSE

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Cavaco Silva, de visita a Espanha para participar na inauguração da Expo2008, voltou a rodear a questão relacionada com as suas declarações sobre o termo "Dia da Raça" que proferiu no passado 10 de Junho. Explicações sobre a expressão que utilizou... NADA, é tabu.
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Cavaco faz-me lembrar cada vez mais o primeiro-ministro Cavaco Silva de há uns anos, que fazia tabu por tudo e por nada. Era o que diziam, mas para muitos não era uma questão de tabu e sim o perigoso "eu é que sei", "deixem-me trabalhar" e outras mais que ficaram para a história... Está bem diferente dos primeiros tempos de Presidência, em que parecia mais humanizado, democratizado, mais solto, menos com o aspecto de ter engolido um garfo...
Julgo concluir bem que afinal agora está a ser coerente e honesto consigo próprio e menos com os que eventualmente com ele se possam ter iludido, sendo destes a responsabilidade de se terem iludido.
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Na tentativa de obter uma explicação para o "Dia da Raça", os partidos com representação parlamentar na AR, BE e PCP, solicitaram uma explicação ao Presidente da República. Disso nos deu hoje conta a TSF:
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ESQUERDA EXIGE EXPLICAÇÕES
A CAVACO POR USAR EXPRESSÃO "DIA DA RAÇA"
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O BE exigiu, esta segunda-feira, explicações ao Presidente da República por ter-se referido ao 10 de Junho como «dia da raça», recuperando uma expressão conotada com o Antigo Regime. A posição bloquista foi entretanto partilhada pelo PCP.
O deputado bloquista Fernando Rosas exigiu, esta segunda-feira, uma explicação ao Presidente da República pelo facto de ter usado a designação «dia da raça» ao referir-se ao 10 de Junho.
«Tudo isto é paradoxal, anacrónico e faz-nos ecoar os termos de outrora. Nesse sentido, acho que o Presidente da República deve uma explicação ao país acerca da recuperação para o dia 10 de Junho das designações de raça e de dia da raça», disse à TSF.
O historiador lembrou que a expressão já caiu em desuso e está claramente conotada com o Antigo Regime.
«O dia da raça é um dia que foi posto na época do fascismo e que trabalha com a ideia absurda de que há uma raça portuguesa com características, que não sei quais são», afirmou.
Ao ser questionado esta segunda-feira em Viana do Castelo sobre a paralisação dos camionistas, Cavaco Silva escusou-se a fazer qualquer outro comentário sobre o assunto sobretudo por tratar-se do "dia da raça".
«A acompanhar sim, mas não a fazer comentários no dia de hoje», referiu no final da inauguração de uma exposição colectiva de artistas plásticos portugueses radicados no estrangeiro, um acto inserido nas comemorações do 10 de Junho.
«Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas», acrescentou Cavaco Silva.
Entretanto, o dirigente do PCP Jorge Cordeiro disse à TSF que «a concepção de dia de raça é uma afirmação pouco compatível com os valores de Abril e do regime democrático», considerando no entanto que o chefe de Estado deve tê-la dito «num equivoco ou num lamentável erro de linguagem».
Até ao momento, a TSF ainda não conseguiu obter reacções de outros partidos às declarações de Cavaco Silva, com excepção do PS que escusou-se a tecer qualquer comentário.
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HÁ EXPLICAÇÃO OU NÃO?
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Também muitos de nós enquanto cidadãos despartidarizados mas interventivos e conscientes do perigo que pode representar termos entre nós um Presidente da República de Antigamente gostaríamos de compreender aquilo que o PR pensa sobre o que disse e porque o disse.
Há explicação ou não? Claro que queremos e precisamos de uma explicação!
Contudo o PR parece não entender esta necessidade e exigência dos portugueses, querendo, aparentemente, desvalorizar tão traumática expressão por ele pronunciada.
À laia de tabu, hoje, em Espanha, sobre o assunto, respondeu - não respondendo - uma vez mais aos jornalistas que «aqui não faço comentários sobre política interna, politiquices, nem sobre “fait-divers”, como nos dá conta a TSF Online:
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CAVACO RECUSA COMENTAR "POLITIQUICES" NO ESTRANGEIRO
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O Presidente da República recusou-se a falar de politica interna no estrangeiro, quando questionado sobre a expressão “dia de raça” que usou ao referir-se ao 10 de Junho. No entanto, Cavaco Silva mostrou-se satisfeito com o final da paralisação das transportadoras.
O Presidente da República desdramatizou, este sábado, a polémica que se criou depois de se ter referido ao 10 de Junho como o “dia da raça”, uma designação conotada com o Estado Novo, recusando fazer comentários sobre política interna no estrangeiro.
«Aqui não faço comentários sobre política interna, politiquices, nem sobre “fait-divers”. Toda essa matéria fica para o nosso próprio país», respondeu aos jornalistas à margem da inauguração do Pavilhão de Portugal na Expo2008, em Saragoça, Espanha.
No entanto, na mesma ocasião, Cavaco Silva mostrou-se satisfeito com o fim da greve das transportadoras em Portugal e o regresso da «ordem pública» e da «legalidade» ao país.
«Fico satisfeito pelos portugueses puderem novamente viver o seu dia-a-dia com alguma tranquilidade», afirmou o Chefe de Estado, referindo-se ao fim da paralisação de camiões.
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FICAMOS À ESPERA
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Compreende-se que o PR não fale de política interna no estrangeiro. Até se compreende que o seu "Dia da Raça" tenha sido uma gafe reflectora da sua vivência e da sua ainda forma antiga de pensar e que jamais evoluirá, mas aquilo que não se compreende é que não se sinta com à-vontade suficiente para nos explicar o que disse e porque o disse.
Evidentemente que o mais grave de tudo isto é o Presidente da República sentir que não tem de nos dar conta sobre a utilização daquela expressão. Uma expressão fascista que já foi cientificamente desmentida e que deve ser abolida do nosso vocabulário para efeitos de definir nacionalidades e seres humanos.
O Presidente está a fazer disto tabu... mas nós, portugueses, ficamos à espera.
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

PORREIRO, PÁ! E AGORA, PÁ?

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SUCESSO GORADO, ORGULHO POR NADA

A famosa frase exclamada por Sócrates no final da Cimeira da UE que aprovou o Tratado de Lisboa, “Porreiro, pá”, dirigindo-se a Durão Barroso e abraçando-o ufano, foi derrotada na intenção e no entusiasmo pelos irlandeses que hoje disseram por maioria “Não Porreiro, Pá!”

Também o Presidente da República, Cavaco Silva, que amiúde falava no sucesso da Cimeira e da aprovação do Tratado de Lisboa, referenciando a “nossa” competência e galhardia, caiu por terra. Malvados irlandeses!
Afinal, nem o PR nos disse que o Tratado é gato escondido com rabo de fora. Não disse e enaltecia o Tratado!
Se realmente o Tratado é assim tão das nossa conveniências porque terá acontecido que ao único povo que perguntaram se o aprovavam ele respondeu com um rotundo NÃO?!
Se nos perguntassem, em referendo, o que responderíamos? Porque não nos perguntaram? Que temiam? Que esconde o Tratado?
Com tanto entusiasmo do lado do Poder mas com temor de referendar, e após o NÃO dos únicos a quem perguntaram, não será legítimo desconfiar que os nossos políticos nos escondem algo?
É que se assim acontecer podemos pôr em dúvida se na realidade o PR e os políticos portugueses na generalidade – os que “escondem” o Tratado – estarão a agir nos reais interesses de Portugal e dos portugueses.

A resposta foi NÃO aos únicos a quem perguntaram e desse modo não foi “Porreiro, Pá!” mas sim um sucesso gorado e um orgulho por nada. Foi um fracasso que anteriormente sustentou a imagem de competência de Sócrates, até referida pelo PR Cavaco Silva, mas que disso não passou. Sustentou até agora, mas acabou-se.
E agora, o que poderá dizer mais Cavaco Silva em abono de Sócrates? E agora, o que vão inventar para dar prossecução ao Tratado “Não Porreiro, Pá!”?
E agora, mentes de iluminados europeístas que temem referendos como o diabo teme a cruz?
Evidentemente que se nos conseguissem transmitir jogo limpo, se os povos tivessem confiança nos políticos, se os políticos fossem sempre honestos não seriam necessários referendos, nem temermos as suas decisões - que muitas das vezes lhes interessam, mas não nos interessam. Se ao menos cumprissem as promessas, se fossem políticamente honestos...
Como não o são… certamente por isso temem os referendos, preferindo entender-se nos bastidores uns e outros, sempre procurando levar avante aquilo que nos querem impingir e que comprovadamente muitas das vezes não queremos. Está provado. Que deslealdade, meus senhores!
Orgulho? Em vós? Orgulho por nada!
E agora, pá?
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IRLANDESES CHUMBAM TRATADO DE LISBOA EM REFERENDO

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A Irlanda rejeitou em referendo o Tratado de Lisboa, que carece da ratificação de todos os membros da UE para vigorar. Agiganta-se no horizonte dos 27 o fantasma de novo impasse institucional.
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Segundo os resultados definitivos e oficiais, anunciados ao fim da tarde de sexta-feira, o eleitorado da República da Irlanda rejeitou o Tratado de Lisboa com 53,4 por cento dos votos contra 46,6 por cento.
O não venceu em 32 das 43 circunscrições que na quinta-feira acolheram, durante 15 horas, os eleitores irlandeses (perto de três milhões).
A taxa de participação fixou-se em 53,13 por cento, de acordo com os números avançados pelo Governo irlandês.
Para o primeiro-ministro irlandês, na ponte de comando do campo derrotado, os resultados do referendo constituem não só uma “imensa desilusão”, mas também um “potencial revés” para a União Europeia.
“O resultado acarreta consigo uma incerteza considerável e uma situação difícil”, afirmou Brian Cowen pouco depois da divulgação dos resultados finais do escrutínio.
“Não há uma solução rápida”, frisou. “Isto não vai ser resolvido facilmente. Não vamos precipitar-nos para qualquer acção em particular neste momento. Precisamos de parar para observar o que aconteceu e porquê e fazer consultas abrangentes em casa e com os nossos parceiros europeus”.
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Ao início da tarde, as primeiras projecções de resultados do referendo apontavam já para a vitória do não.
Isso mesmo era reconhecido, então, pelo ministro irlandês dos Assuntos Europeus, Dick Rohe, que afirmava em declarações à France Presse que a situação para o campo do sim não parecia “estar muito boa”.
O não, sustentava o governante irlandês, teria encontrado mais adeptos nas regiões rurais e em zonas urbanas operárias, ao passo que o sim teria sido a opção dominante entre a classe média urbana.
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DURÃO BARROSO DEFENDE QUE TRATADO "AINDA ESTÁ VIVO"
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Antecipando-se ao anúncio dos resultados oficiais definitivos do referendo irlandês, o presidente da Comissão Europeia subiu ao púlpito, em Bruxelas, para sustentar que o Tratado de Lisboa “ainda está vivo”, apesar da vitória do não no único referendo realizado no seio da União.



Durão Barroso defendeu que o processo de ratificação deve ser levado até ao fim. “Dezoito [países-membros] já aprovaram [o Tratado de Lisboa]. Um votou contra. Devemos continuar o processo de ratificação e encontrar uma resposta colectiva”, afirmou o presidente da Comissão Europeia.
O presidente do Executivo comunitário frisou, de imediato, que os dirigentes europeus se reúnem na próxima semana em Bruxelas, em Cimeira marcada para os dias 19 e 20 de Junho.
Para Durão Barroso, esse é o melhor ensejo para que os líderes dos 27 se debrucem sobre o real significado do não irlandês.
“O voto pelo não na Irlanda não resolveu os problemas que o Tratado de Lisboa está desenhado para resolver. A Comissão Europeia acredita que as restantes ratificações devem seguir o seu curso”, declarou Durão Barroso.
“Pelo que pude compreender, também pela conversa que mantive com o primeiro-ministro [irlandês Brian] Cowen, também ele acredita que o Tratado não está morto. Eu acredito que o Tratado está vivo e devemos agora encontrar uma solução”, vincou.
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DIRIGENTES EUROPEUS REPERCUTEM DECLARAÇÕES DE DURÃO
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A maior parte dos líderes europeus enveredam por uma posição idêntica à do presidente da Comissão Europeia, do Presidente francês Nicolas Sarkozy e da chanceler alemã Angela Merkel, que optaram por uma reacção conjunta, ao primeiro-ministro esloveno Janez Jansa, cujo país preside actualmente ao Conselho Europeu.
França e Alemanha “lamentam” a vitória do não no referendo da Irlanda e esperam agora que o processo de ratificação prossiga.
“Tomámos conhecimento da decisão democrática dos cidadãos irlandeses com todo o respeito que lhes é devido, apesar de a lamentarmos”, lê-se numa declaração conjunta de franceses e alemães.
“O Tratado de Lisboa foi assinado pelos chefes de Estado ou de governo dos 27 Estados-membros e o processo de ratificação foi já concluído por 18 países. Esperamos por isso que os outros Estados-membros continuem com o processo de ratificação”, acrescenta o documento.
“O primeiro-ministro irlandês informou-nos hoje mesmo do resultado do referendo e fará a sua análise das razões dessa votação no Conselho Europeu de 19 e 20 de Junho. Caberá ao Conselho Europeu tirar as desejáveis conclusões”, referem Paris e Berlim.
Por sua vez, o primeiro-ministro esloveno defendeu o Tratado de Lisboa enquanto instrumento “necessário para tornar a Europa mais eficaz, mais democrática e transparente”.
A presidência eslovena da UE, disse ainda Janez Jansa, “lamenta profundamente o resultado” do escrutínio na Irlanda.
De Londres surge a garantia, pela voz do ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, de que a Grã-Bretanha vai prosseguir na via da ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa.
“O Governo irlandês deixou claro que acredita ser correcto que países como a Grã-Bretanha continuem o processo de ratificação, pois há que ter uma perspectiva britânica, bem como uma perspectiva irlandesa”, declarou David Miliband. “Assim, acredito que é correcto continuar com o nosso próprio processo e aceder à oferta irlandesa para mais discussões sobre os próximos passos”, concluiu.
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O QUE ESTÁ EM CAUSA COM O NÃO IRLANDÊS
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Três anos depois do chumbo do anterior Tratado Constitucional nos referendos de França e Holanda, a União Europeia volta a acercar-se da crise com os resultados da consulta popular de quinta-feira na República da Irlanda – o único referendo entre os 27 países-membros, ditado por imperativos constitucionais.
Em causa está agora um Tratado que constituiu, em si mesmo, um plano B para que a UE possa sair do impasse institucional semeado em 2005.
O Tratado de Lisboa, como ficou denominado depois da sua assinatura na capital portuguesa, a 13 de Dezembro de 2007, destina-se a adaptar as instituições da UE a um espaço comunitário alargado a 27 membros e de portas abertas a futuras adesões.
Abandona algumas das disposições mais polémicas que estavam consagradas no Tratado Constitucional.
Porém, recupera muita da substância do extinto projecto constitucional. Não há, por exemplo, quaisquer referências ao termo Constituição ou a símbolos da União Europeia - hino, bandeira ou divisa. É também suprimido o capítulo do Tratado Constitucional sobre o mercado interno.
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Carlos Santos Neves, RTP (extração parcial)

SÓCRATES DESAPONTADO COM VITÓRIA DO NÃO EM REFERENDO
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O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira que a vitória do não no referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa constitui um “profundo desapontamento” para todos os dirigentes europeus e uma "derrota pessoal". José Sócrates recusa a ideia de que o Tratado Reformador da União Europeia esteja “morto” e diz que a Europa deve agora procurar uma solução para o “problema irlandês”.

Numa primeira reacção aos resultados do referendo na República da Irlanda, José Sócrates não escondeu o seu “profundo desapontamento”. Um estado de alma que o primeiro-ministro português diz ser extensível aos seus homólogos europeus. “Isto é naturalmente para todos nós um profundo desapontamento”, declarou o chefe do Governo. "Tenho a certeza de que não apenas para mim, mas para Sarkozy, para Merkel, para Zapatero, para Brown, para Durão Barroso. Todos eles estão neste momento tão desapontados como eu estou".

O primeiro-ministro admitiu mesmo tratar-se de uma "derrota pessoal": "Com certeza é uma derrota pessoal para mim. É uma derrota para mim e para todos aqueles que se empenharam no Tratado de Lisboa e no projecto europeu".

Sócrates fez, depois, a defesa do Tratado assinado a 13 de Dezembro de 2007 em Lisboa enquanto solução para o impasse institucional da União Europeia a 27, apesar do chumbo na consulta popular da Irlanda.

“O Tratado de Lisboa permite enfrentar os problemas que neste momento a Europa tem: uma Europa que precisa de ter uma voz mais forte no Mundo, porque o Tratado de Lisboa não é apenas importante para os europeus, é importante para o Mundo”.

Para o primeiro-ministro português, o Tratado rejeitado pelo eleitorado irlandês “permite uma Europa mais forte, mais actuante nas relações internacionais e capaz de responder aos problemas que a economia europeia enfrenta”.
“A Europa tem de responder, por exemplo, ao desafio dos combustíveis e precisa, para responder a este como a outros, de ter instituições mais bem preparadas para dar uma resposta à altura daquilo que os europeus esperam que a Europa possa dar”, advogou Sócrates.
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Às questões sobre a viabilidade de um Tratado vetado no único referendo realizado no conjunto dos 27, o primeiro-ministro responde com o argumento de que ”o consenso político que foi firmado em Lisboa deve continuar”. “Acho exactamente o contrário. A base política e o consenso político que foram firmados em Lisboa devem continuar.
Devemos arranjar uma solução para responder ao problema irlandês. É assim que eu encaro esta situação”, disse.
Na quinta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro havia afirmado que a sorte do Tratado de Lisboa era "fundamental" para a sua carreira política. "Eu considero que o Tratado de Lisboa foi um dos momentos mais significativos da minha carreira", explicou esta sexta-feira o primeiro-ministro.
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Carlos Santos Neves, RTP
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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Timor-Leste: COM GENTE ASSIM SÓ AO ESTALO!

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Lasama também quer carro novo pago pelos desalojados e esfomeados
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O QUE DIZER?!
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Nos tempos que correm considero indecoroso da minha parte dispensar muitas palavras ao evidente, ao saque que está a acontecer em Timor, mas está claro que não resisto a abordar mais uma das originais medidas deste "governaço" AMP-Xamama.
Um povo com fome, sem casas, sem eira nem beira às dezenas de milhares, centenas de milhares, enfim.... Esses, os estudantes timorenses, apercebem-se que os que loas lhes cantaram ainda o ano que passou, nas eleições, para que neles votassem, estão, antes, agora e depois, marimbando-se para a sua fome, para as suas faltas de uma casa, para a sua miséria, para que qualquer dia estejam a delapidar interesses de quase cadáveres em vez de pessoas.
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Quer o Governo AMP gastar mais de um milhão de euros em viaturas para todos os deputados. E para os cães dos deputados? Para as amantes? E para quem mais?
O que dizer?!
Ladrões! Velhacos!
O que perguntar ao PR Horta?
Então mas foi isto que prometeu, meu caro dominado ao tiro e à chantagem? Ou será que também é pela "dignificação" do cargo de deputados? Dignificação? Dignificação quando ainda nem tiveram a dignidade de solucionar os problema dos deslocados? E dos que silenciam a fome?
Meu caro Nobel, deixe-se de fitas e tome as posições que deve de tomar... ou saia desse país antes que o matem!
Afinal, quanto lhe está a custar o seu silêncio? E aos que não têm voz mas acreditaram em si?
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Santos Populares - MARCHEMOS, ÀS ORDENS DAS FERAS

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Susana Leitão escrevia no Diário de Notícias de há dias atrás que "O último dia de desfiles no Pavilhão Atlântico (domingo) ficou manchado pelos confrontos entre vários adeptos da bancada do Beato. Os desacatos começaram cedo, com um dos apoiantes a discutir com uma mulher por esta estar a assistir ao espectáculo de pé. Mais tarde, ainda o Lumiar (terceira marcha a desfilar) não tinha abandonado o recinto, instalou-se a confusão. Estalos para um lado, murros para o outro, os apoiantes de duas bancadas misturaram-se... Outros fugiram com as crianças, uma grávida levou um estalo. E mesmo com intervenção policial os ânimos custaram a acalmar."
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Esta é a Lisboa que eu amo!
Uns murros e uns estalos para defender os bairrismos tão característicos que eram já lá vão umas décadas. Afinal ainda há lisboetas que se prezam e defendem com unhas e dentes as cores dos seus bairros ao murro e ao estalo. Que maravilha.
A articulista explicita que quando tudo parecia sanado, afinal só parecia.
"Mas a confusão não terminou ali. Poucos minutos depois, um dos adeptos voltou à bancada (depois de ter sido retirado pela PSP) e continuou o que não tinha terminado. Voltou a instalar-se o caos. Desta vez, veio a polícia de intervenção rápida. Resultado: pelo menos um detido. Valeu para acalmar os ânimos de vez até porque o Beato, entretanto, entrou no recinto. E o que minutos antes parecia uma batalha campal transformou-se num grupo uníssono a gritar pelo seu bairro."
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Ora bem. Pois está de ver que só podia ter acontecido assim. E vá lá, antigamente havia desforras de semanas e umas vezes iam uns a um bairro (ofendido) e outras vezes ao outro (igualmente ofendido). Era a Lisboa antiga, castiça, do murro e do estalo e pouco mais. Aliás, como acaba por se concluir da narração de Susana Leitão.
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Eram estas picardias que acabavam por dar mais ganas aos marchantes, que em ar de desafio e provocação caprichavam para marchar melhor e ter melhores trajes, assim como melhores letras e músicas. Era o aprimorar do espectáculo e realização de cada um nestas pequenas-grandes coisas. Era o despique.
Despique esse que posteriormente se podia reflectir em fados, ee desgarradas nas tascas de uns e outros bairros. Muitas vezes era essa a "luta" e não a porrada, os estalos e os murros ou as violas a fazer de "cachecol", enfiadas "cornos abaixo" - como se dizia.
Castiço e praticamente inofensivo nos padrões da época... e realmente.
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Actualmente tudo está "macdonaldizado". É tudo igual e tudo hipocritamente pacifico... Reino de cínicos e sacanas como nunca antes houve.
O padrão global continua a preferir dominantes e dominados e são estes últimos que passam a vida a levar estalos de três em pipa e a marchar ao som das hipocrisias dos dominadores. Espanta-me é que ainda existam tantos marchantes dispostos a levar estalo e nem lhes passe pela cabeça que podem retribuir. Isso... qual quê!
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Vimos agora, nesta pequena agitação dos patrões camionistas que à socapa estiveram a apoiar a Antram numa paralização inconstitucional - os patrões não podem fazer greve! Vimos agora, disse, como se comportou este governo feroz para nós e dócil para os que querem e têm sempre mais. Ou não fosse este o governo deles e o nosso desgoverno!
Imaginemos que eram simples perrapados trabalhadores que procuravam paralisar uma ínfima parte do que os mascarados da Antram paralizaram. Se tal ocorresse não faltaria a policia de intervenção e todos os cães ao serviço dos que nos dominam.
E não era ao murro e ao estalo que havíamos de marchar mas sim à bala se preciso fosse. Pelo menos à chinfalhada seria.
Lá em cima, olhem para a cara dele e vejam como esconde mais uma fera!
Marchemos, às ordens das feras.
Hoje é noite de Santo António. Pelo menos que andemos ao estalo uns com os outros para defender as cores dos nossos bairros já que não estamos a ser capazes de nos defender, aos nossos filhos e aos nosso netos!
Bom Santo António!
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terça-feira, 10 de junho de 2008

SÓCRATES VAIADO PELA POPULAÇÃO

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Primeiro-ministro teve de passar por entre milhares de pessoas que lhe demonstraram o seu desagrado pelas políticas do seu Governo.

José Sócrates foi esta terça-feira vaiado por milhares de populares que acorreram às celebrações oficiais do Dia de Portugal, que se realizam em Viana do Castelo, no Terreiro da Senhora da Agonia.
Depois da parada militar habitual nestas celebrações, o primeiro-ministro teve de se deslocar, por entre os populares, cerca de 300 metros, entre o palanque e o pavilhão de exposições, o local da entrega das condecorações.
Durante este percurso, as palavras que mais se ouviram não foram «vivas» ao Dia de Portugal ou ao governante, mas sim «rua, rua» com o primeiro-ministro. Mas também se ouviram palmas.
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Nesta passagem, o chefe do Governo não desarmou na sua pose, tendo respondido à população que o vaiava com acenos e sorrisos. Entre o grupo que o vaiou, estavam cerca de duas dezenas de trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, envergando t-shirts pretas com a frase «Também... somos Portugal».
Na sua passagem por entre estes trabalhadores, José Sócrates ignorou as suas palavras de ordem, postura que, logo de seguida, não o fez Cavaco Silva.
O Presidente da República, que só recebeu vivas da população, parou junto aos manifestantes do sindicato e recebeu deles um dossier com a lista de reivindicações do STAL.



CAVACO E A REFORMA MILITAR
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Antes deste momento, no seu discurso no âmbito das cerimónias militares, Cavaco Silva defendeu que, no âmbito dessas reformas, «a reestruturação em curso das carreiras militares deve ser suficientemente apelativa para garantir a permanência de quadros altamente especializados na instituição e a captação de novos voluntários para preenchimento das necessidades do Sistema de Forças».
Igualmente importante, sublinhou, «é a disponibilização do investimento necessário para assegurar a operacionalidade da força militar». Neste ponto, Cavaco Silva quis realçar que «no cenário de contenção orçamental em que vivemos, o melhor aproveitamento das valências e capacidades existentes nas Forças Armadas, ao evitar a duplicação de estruturas e meios, permitirá libertar recursos indispensáveis à defesa nacional».
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Já antes Cavaco Silva havia dito que «uma política de defesa nacional adequada, moderna e eficiente implica organizar melhor as diferentes responsabilidades, clarificando e ordenando competências evitando duplicações e buscando eficácia, racionalidade e economia de meios».
«Necessário será, de resto, dar continuidade aos esforços do reequipamento, melhorando o nível de realização dos planos de aquisição e manutenção de equipamentos previstos na Lei de Programação Militar», acrescentou.
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Filipe Caetano /Portugal Diário


OS FILHOS DA MÃE JÁ NEM AS MOSCAS MUDAM!
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Ao longo de tantos anos de comemorações do 10 de Junho já deu para ficar farto desta palhaçada.
Ainda adolescente, via as mães e as viúvas dos que morriam na mais que injusta guerra colonial serem condecoradas pelo fascista Salazar, pelos cães fardados, de batina e à civil, que compunham o seu séquito.
Actualmente quase nada mudou, excepto que os "heróis" fazem agora parte das camarilhas instaladas no Poder e vão condecorando-se uns aos outros, quais trates bolorentos dignos do velho de Santa Comba.
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Sócrates foi vaiado e com o seu ar de vendedor intrujão acenou, sorrindo, aos que o vaiavam - talvez pensando na melhor maneira de mais tarde ainda mais os tramar.
"Deixem que logo vos digo", provavelmente pensou e melhor o fará.
"Rua", disseram os manifestantes. Mas qual rua?
Então isso não compete ao Presidente da República que lhe vai aprovando as suas políticas sem quase o contestar e ser a voz institucional em defesa dos portugueses?
O Presidente pouco pode fazer, dirão. Não, o Presidente da República pode e deve criticar e exigir outras políticas ao governo - primeiro em privado, depois publicamente, caso o governo faça ouvidos de mercador. Um PR é para se assumir e nos representar e não para cortar fitas e dizer palavras e tomar atitudes de conveniência!
Portugal está nas ruas da amargura, com fome, maior e mais pobreza, com rotura de produtos nos supermercados, com postos de abastecimento sem combustível, com paralisações laborais, com marchas lentas, com greves aqui e acolá...
Centenas de milhares saem às ruas, contestam, exigem melhores políticas, apelam ao PR e ele... vai sorrindo e desempenha o papel institucional de banana da república?
Por favor, mais do mesmo, não.
É que estes filhos da mãe estão tão descarados que já nem mudam as moscas!
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