domingo, 28 de junho de 2009

FELIZES DOS POBRES DE ESPÍRITO

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A IGNORÂNCIA CONTRIBUI PARA A FELICIDADE?

Afinal a maioria dos portugueses é feliz, pensei que não. Compreendi agora porque reagem assim e tantos são felizes, apesar de serem roubados, levarem tareia a torto e a direito pelas dificuldades com que lidam quotidianamente, eles sorriem e parece que andam nas nuvens, no céu, no paraíso à beira-mar plantado Eles são quase analfabetos, vêem futebol e telenovelas, embriagam-se e pouco mais fazem, até fazem muito menos meninos…

Sendo assim quero ir-me embora. Não quero partilhar o meu dia-a-dia com seres que não pensam ou se pensam devem pensar noutra dimensão, numa alucinada. Qual será a dimensão dos analfabetos ou quase? Mesmo apesar de uns quantos até serem licenciados… Bem, isso não quer dizer nada, o meu cão é licenciado pela CML e não sabe ler. Pois, deve ser isso. São canudos à la Sócrates. Mas o meu cão é feliz, vê-se. É feliz porque o tratamos bem, é da família. Não é o caso dos donos deste país, tratam quase todos mal, menos a família e os amigos.

Então, e mesmo a serem maltratados são felizes?

Mas que merda de estudo foi este? O estudo não terá sido feito por licenciados analfabetos, ou quase? Felizes, uma ova! Só se responderam assim para não os chatearem e não se sentirem ainda mais infelizes!

Vede, com os vossos próprios olhos.

Estudo é apresentado em Lisboa

Portugueses são pobres
estão desmobilizados mas consideram-se felizes

Público - 28.06.2009 - 20h10 - António Marujo

Pobres, desmobilizados mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses? No final do estudo Necessidades em Portugal – Tradição e Tendências Emergentes, os investigadores viram-se perante um país socialmente muito frágil, pouco capaz de se mobilizar individual e socialmente. Mas, apesar disso, com altos níveis de satisfação e felicidade.

Há dados conhecidos que o estudo confirma – os que se relacionam com níveis de desigualdades sociais ou taxas de pobreza, por exemplo. Mas Teresa Costa Pinto, socióloga do Centro de Estudos Territoriais, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), diz que a investigação trouxe novidades: “Algumas dimensões da privação alargam-se a outros grupos que não estariam nos 20 por cento de pobres.”

Cerca de um terço da população vive “um contexto de precariedade” e está preocupado “com a sua sobrevivência”, indicam os resultados. A impossibilidade de pagar uma semana de férias fora, manter a casa aquecida (32,6 por cento não o conseguem) ou não usufruir da baixa médica total por razões económicas ultrapassam em muito os 20 por cento de pobres. O índice resultante do inquérito diz que 35 por cento dos portugueses têm uma privação alta ou média. Mais de metade (57 por cento) tem um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.

Confirmam-se ainda outros dados conhecidos: o universo dos mais vulneráveis (que revelam mais sentimentos negativos) coincide com os idosos, as famílias monoparentais, os menos instruídos. Há aqui duas novidades: os mais jovens começam a enfrentar situações de vulnerabilidade; e as qualificações superiores também já não garantem emprego seguro.

Estas condições deficientes ou más coincidem com o nível de satisfação com a vida: em Portugal, ele é dos mais baixos, comparado com outros países da União Europeia. Mas o grau de satisfação (6,6 numa escala de 1 a 10) está claramente acima do ponto médio da escala, tal como o da felicidade (que chega aos 7,3 em 10).
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Corrupção: QUE PAI FAZ ISTO À FILHA? OU SERÁ, QUE FILHA FAZ ISTO AO PAI?

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QUE LÍDER CORRUPTO NÃO QUER PASSAR POR IMPOLUTO?

Os escândalos estão por aí para quem quiser vê-los. Só não se apercebe quem não quer e não aceita que muitas vezes o que parece é. Depois desta revelação qual é a dúvida da falta de honestidade de Xanana Gusmão? Quem se permitirá não lhe assacar imensas responsabilidades nas operações e alegações sobre corrupção e muito mais alegados crimes que fazem parte do recheio dos “rumores” em Timor-Leste, em Portugal e um pouco por todo o mundo, na Austrália também.

Apesar de tudo, com boa vontade, ainda agora lhe chamaram “o pai da Nação Timorense”, como podemos ler num jornal australiano. Nada mais errado, promoveram-no injustificadamente assim mas a verdade é que o pai da Nação Timorense é o povo timorense. Estará agora suficientemente claro para todos nós que este homem nem padrasto é da Nação Timorense? Estamos perante um artista que sempre ziguezagueou ao longo da vida e que agarrou a oportunidade de ouro quando lhe a ofereceram de bandeja. Se uma vezes aquilo que parece é outras ocorre exactamente ao contrário. A maquilhagem está caindo há muito tempo ao patinho feio e não adianta fazerem reparações cosméticas o tempo todo, porque os espelhos já se recusam a reflectir a imagem que enganadoramente construíram, preferindo mostrar a realidade, a verdade da dimensão da figura e da prosápia do figurão. Alguns de nós tiveram a capacidade de vislumbrar aquilo que outros rejeitaram e por certo que ainda haverá uns quantos que assim continuarão a reagir. Sabe-se lá até quando. A desilusão é sempre desagradável.

Perante este escandaloso anúncio e confirmação da imprensa australiana ficámos a saber sobre as vantagens, trocas e baldrocas do arroz, que ocorrem há imenso tempo, que envolvem amigos e familiares de elementos do governo da AMP. Agora foi a gota de água suja que se atreveu a transbordar: a filha de Xanana Gusmão, Zenilde, está metida na embrulhada.

Perguntas e mais perguntas, estamos todos nós a fazer sem que até agora existam respostas. Nem do presidente da República José Ramos Horta, que já disse que não tem nada que ver com “o negócio”. Querendo que esqueçamos que é PR, que é um dos que tem levado ao colo Xanana Gusmão e lhe tem substituído as “pilhas” sempre que estão gastas. Mais que não seja tem tudo que ver com a situação porque é a ele que lhe compete pedir esclarecimentos e – como se confirma o facto de o governo de Xanana ter aceite a empresa de Zenilde no cambalhacho – demitir este governo e convocar novas eleições. Aliás, Ramos Horta se fosse um indivíduo suficientemente honesto para com os timorenses e para com a comunidade internacional devia igualmente demitir-se, no mínimo pela responsabilidade que tem na existência deste status quo miserável para que tem contribuído, voluntária ou involuntariamente – pensemos o que quisermos.

Que explicações tem Xanana Gusmão para dar? E a filha? Quem conduziu esta operação? Ambos, o pai, a filha? Que pai faz isto à filha, expondo-a às más-línguas e à vergonha? Que filha faz isto ao pai? Ou será que são os dois da mesma e péssima estirpe? Responda quem souber, ou eles próprios. Como já deviam de ter feito.

Quererá esta evidência dizer que Xanana Gusmão é corrupto? Isso nunca veremos ele admitir e certamente que em Timor-Leste não haverá quem na Justiça do país seja suficientemente independente e valoroso para o provar. Mesmo que fosse encontrado com o produto das falcatruas dentro dum saco, seria dito que só estava de posse daquilo para ajudar a velhinha que não podia com o saco. Que corrupto não quer passar por impoluto? Há sempre aqueles que nascem com o rabiosque virado para a lua. Até uma noite!

Tudo que está a acontecer em Timor-Leste não é motivo para gáudio de ninguém mas sim para reforçar a tristeza que aquele país nos faz carregar. Resta-nos ainda e sempre a esperança.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DE MOÇAMBIQUE – UMA PALAVRA

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Foi duro para portugueses e moçambicanos o percurso que culminou com a independência de Moçambique, muitos tombaram pelo caminho, de ambos os países os considero heróis e aqui, antes de tudo, rendo-lhes homenagem.

Dos meus amigos “terroristas” nada sei há muito mais de uma década mas recordo-os como se fosse hoje. Eu, muito jovem e do contra. Com uma grande “sede” de beber nas fontes africanas, moçambicanas. Atrevido, vestido à civil logo nas duas horas seguintes a ter chegado a Nampula, ao QG, e passear-me nas ruas da pequena cidade cumprimentando quem não conhecia, para conhecer. Parece que não era muito comum um “colonial das tropas ocupantes” ser tão extrovertido. Ainda menos em tempos de “Nó Górdio”. Os olhares inseguros e de desconfiança contemplavam o meu sorriso descarado e as minhas palavras amistosas e ininterruptas. “Mas quem é este”, inquiriam-se.

“Em tempos achei que eras maluco.” Disse o Cato das Couves meses passados, depois de o conquistar e à sua família. “Eras muito descarado e agora vais embora”, disseram numa noite de farra os meus amigos conquistados e que por uns meros meses se empenharam em conhecer-me, compreender-me, aceitar-me e até proteger-me.

E o Dédé, o Caniço, o Bula Mula, o Amed, o Laco Sempi, o Noca, a dona Tela, a Faca, o Natário… Tantos, tantos outros. Moçambicanos e meus irmãos. Preocupados com os meus desgarros. “Escreve lá isso e ainda vais preso, olha a Pide.” Qual quê!

Quase todos acabaram por se ficar na luta por aquilo em que acreditavam. Deu tempo para saber que o Cato das Couves morreu em combate a leste de Moeda, era “turra”, era meu irmão. Muitos dos outros ficaram-se na guerra posterior, fratricida. Meus irmãos. Foi o preço pago pela luta pelas liberdades em que acreditaram, que queriam conseguir, que conseguiram e de que ainda hoje decerto a usufruem até nos ossos e nas carnes comidas pelas terras moçambicanas, demonstrando-nos que em cada um dos torrões daquela terra está lá um herói, alguns são portugueses.

Dos que restaram na ceifa das vidas nada sei, a não ser que estão vivos e assim irão ficar. Vivos no meu coração e no meu pensamento. Ainda agora estão mesmo aqui. Olhai para eles. Não os vêem? Eu vejo-os, a sorrirem, vitoriosos.

Parabéns moçambicanos, bons dias de independência!
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terça-feira, 23 de junho de 2009

A EMBAIXADORA DA TANGA E O BRANQUEMENTO DA IMAGEM NO EXTERIOR

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PIVETE DO BANANA SHOW ENTROU PELO AEROPORTO DA PORTELA

Faz tempo que Ramos Horta sugeriu nomear a mulher do actual primeiro-ministro timorense Embaixadora da Boa-Vontade. Na época certamente que muitos pensaram que aquilo não passava de um “rodriginho”, de uma inutilidade, de um mimo entre amigos e comparsas em muito que de opaco aconteceu e está a acontecer em Timor-Leste, até antes de ter sido conseguida a independência. Agora já devem existir muitos que assim não pensam, não se trata de uma nomeação à toa.

A nomeação serve para juntar à presidência de uma Fundação que se devia considerar meritória mas que não passa de outro complemento político, talvez mais isso do que com índole humanitário e promocional da melhoria da condição feminina e infantil timorenses, de que se arroga.

Diziam-me há tempos que os partidários de Xanana Gusmão estavam a planear uma operação de charme e branqueamento da imagem de Xanana Gusmão em Portugal, junto dos políticos e dos portugueses em geral. Acreditei. Não era difícil acreditar ao verificar que a imagem deste personagem político viera caindo dos píncaros da popularidade e de certa adulação por parte dos portugueses, descaindo redondinho na lama dos que agem indiferentes aos valores da vida, da democracia e do respeito pela constituição que rege o país que tanto sofreu para que aquela lei geral e básica existisse.

A operação de charme e de bem dizer injustificado está agora visível e até é declarada oficialmente pela média. Operação que começou antes no Brasil e viajou para Portugal aos poucos, como lhe foi possível. Sendo agora que se declara abertamente ter entrado pela porta do aeroporto da Portela na bagagem de uma mulher que com as suas palavras, em 2006, também incendiou injustificadamente ânimos em Timor-Leste com suas declarações nas agitações populares em que participou, juntamente com o seu marido, então presidente da República timorense, para além de declarações avulso que nesse período foi fazendo no estrangeiro, principalmente na Austrália, sua casa. Afinal também esta dita embaixadora tem as mãos manchadas de sangue pelas mortes que ocorreram em 2006, 2007, a par do marido, Xanana Gusmão, e outros. As suas imagens são essas em Portugal e é isso que querem branquear. Não a imagem de Timor-Leste porque essa é dos timorenses e está incólume, tão incólume quanto quando combatiam pela libertação do país do jugo indonésio, australiano e norte-americano.

Vimos comummente certa comunicação social dar por adquirido e certo que Alfredo Reinado atentou em 11 de Fevereiro contra a vida do já primeiro-ministro Xanana Gusmão e que até a sua própria família foi atacada na sua residência em Balibar. Certa comunicação social já assim o afirma no Brasil vai tempos e em Portugal isso também está a acontecer. Acontece que não está devidamente esclarecido que essa versão corresponda à realidade, os indícios em 11 de Fevereiro e posteriormente nunca foram nesse sentido mas sim no sentido de uma grandiosa encenação. Foi nisso que os portugueses acreditaram por via de tantas contradições, por via do espectáculo apressado e forçado que esta própria mulher-embaixadora fez questão de dar ao agradecer à GNR, em Díli, por lhe ter salvo a vida, quando sabemos que a GNR que se deslocou a Balibar fê-lo a ouvir os passarinhos cantarem e a trouxe normalmente porque nem vislumbre existia dos pseudo-atacantes do grupo Salsinha-Reinado. Ir a Balibar foi “um passeio”, dito por quem o fez.

O que vimos em Portugal foi a dita embaixadora reavivar a “salvação” ao voltar a ir agradecer aos mesmos homens terem-lhe salvo a vida e à sua família num espectáculo de trapaça que o Comando da GNR teve de engolir sabemos lá porquê… Ou sabemos porquê mas até temos vergonha de admitir que existem políticos no Poder que estão novamente a fazer dos militares portugueses gato-sapato. A embaixadora até se deu ao desplante de incluir no “salvamento” o seu marido, primeiro-ministro – quando este na realidade nem estava em Balibar mas sim em Díli, nessa hora com uma conferência de imprensa já “papada”, porque de manhã é que se começa o dia. Conferência titubeante, onde surgiram contradições mas… A boa-vontade faz de reles baratas carochas lindas, elegantes e luzidias. A comunicação social também serve para isso.

Pelo espectáculo proporcionado por Ana Gomes e pelas mulheres do PS, presume-se, ao convidarem esta embaixadora do Banana Show para Portugal, podemos aquilatar quanto estão empenhados os verdadeiros algozes da democracia e dos atropelos da Constituição timorense, em fazerem perdurar no Poder, através de processos ínvios, o domínio de uns quantos sobre um milhão, fazendo perdurar uma democracia de fachada.

A embaixadora do Banana Show, referiu que agora os timorenses andam pelas ruas à noite, cantam e dançam… Saberá ela que quem canta seus males espanta? E antes, não cantavam? Deixaram de cantar quando? Em 2006, 2007? Pois, naturalmente, o marido e ela própria cortou-lhes o pio com tanta agitação que provocaram, juntamente com os de sua clique. Não se julgue que Ramos Horta está inocente em tudo isto. Muitos também assim não consideram.

O medo impera em Timor, excepto para os que vão beneficiando de migalhas amepistas. Os funcionários públicos têm medo de falar sobre a realidade contra “quem lhes paga”, todos os que dependem de “subsídios” têm medo. O medo é a arma desta democracia timorense. Medo, que a embaixadora deste Banana Show veio pretender lavar em Portugal.

Aquilo que a fiel representante da república do medo, Kirsty Gusmão, não referiu nem refere nas suas “homilias de sabonária” é que esse medo existe de facto – prova disso foram já ameaças de prisão ouvidas por palavras de Xanana aos jornalistas e aos timorenses que se manifestem contra o seu governo. Há de facto “estabilidade” em Timor, à custa do medo da latente repressão. A execução de Alfredo Reinado foi a última mensagem bem clara. Execução, porque assim reza no relatório da autopsia que veio a público, mas que também está sendo branqueada.

O que a embaixadora e presidente fundacional não explica é as razões de existirem pessoas em Timor-Leste que se se relacionarem com simples simpatizantes da Fretilin, ou impartidários opositores, são saneadas e atiradas para o “passa-fome” que existe no país. Nem fala de verbas devidas pelo Estado, por trabalhos prestados ao Estado, que não são pagas por este governo a militantes ou simpatizantes da Fretilin, até a simples cooperantes portugueses, ou de outras nacionalidades esse tipo de pressões é exercido. Claro que disso a embaixadora não fala. A operação de lavagem não resultará se em vez de usar o detergente da ignomínia de um Banana Show mal amanhado passar a esfregar o encardido daquela democracia com a trampa da casa. E no regime de Xanana-Horta-Lasama a trampa já fede e o cheiro viajou com Kirsty Gusmão. Que pivete!

Afinal, concluímos, os que sabem daquilo que realmente se passa em Timor-Leste, que ouvem, vêem e lêem, que a verdade timorense é outra e muito diferente do que está a ser propalado pela embaixadora. Sabe-se que a realidade só não aparece relatada pela pena, voz ou imagem dos midia portugueses e outros porque seriam habilmente irradiados das funções por chefias ou por auto-defeso (onde anda Pedro Rosa Mendes?), havendo ainda a possibilidade de os seus despachos jornalísticos serem atirados para os cestos dos papeis ou similares. Lixo.

Conclui-se que anda por Portugal uma Embaixadora da Tanga que sob o pretexto de defender a condição feminina e outros interesses culturais e históricos timorenses (parcialmente está a fazê-lo) é uma das caras da operação de branqueamento de um governo convivente com a corrupção, com criminosos como Hércules Marçal, com atropelos aos agentes e órgãos de justiça timorenses, com ameaças de prisão a jornalistas timorenses e a eventuais manifestantes que reprovem o mau estado da Nação por via do mau desempenho do governo.

Depreende-se facilmente que aquilo que querem é lavar as suas próprias imagens no exterior e não as do país. Só têm necessidade de proceder a essas operações os que conspurcam a democracia, a justiça, a liberdade e o respeito pela Constituição nos seus próprios países.

Perguntando: a República Portuguesa está a suportar financeiramente esta operação de “branqueamento”? Este moribundo governo de Sócrates também já investe em Banana Shows?

Breve nota do passado:

As declarações de Kirsty Sword-Gusmão

Como são lidas pelos timorenses as declarações de Kirsty Sword-Gusmão ao diário "The Australian", referidas na edição de hoje do PÚBLICO?

Num país europeu seriam vistas como uma ingerência inadmissível na esfera governativa, um factor de perturbação numa situação complexa a pedir ponderação. Este tipo de intervenção é frequente (em Portugal penso ser a segunda vez que algo do género é noticiado)? É visto como normal? Kirsty Sword-Gusmão é vista como representando o pensamento do presidente Xanana Gusmão?

José Vítor Malheiros - Quarta-feira, Maio 31, 2006 “

In Timor, blogue do Público, de Ângela Carrascalão
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

VOZES DE BURRA NÃO CHEGARAM AOS CÉUS

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SE NÃO FOSSE AQUELA LAMBISGÓIA!

O fim-de-semana passado lá fui cobrar as minhas necessidades ao Monte da Francisca. As faltas em casa já eram imensas, até o estrume se tinha acabado e aqui pela cidade capital estrume é coisa que não há. Trampa, sim, há muita, mas o belo estrume dos Franciscos e da população da vacaria… nem pensar. Até as flores estavam a murchar por sentirem a falta de adubo nos vasos cá de casa, da varanda e da escada de acesso. Resumindo, fui suprir as faltas.

O Monte da Francisca está na mesma. Sempre bem tratado. A represa ainda leva mais água mas a chuva nega-se a cair. Se não veio a sério também já não aparece a não ser lá para as chuvadas de Setembro. É costume, mas também não vai dar para quase nada. Sempre refresca.

Na estrada do Monte andava a minha Francisca. O que ela zurrou de contentamento assim que viu a minha carripana! “Ah linda, já está outra vez grávida!” Disse-lhe assim que a vi. Ela ajeitou os brincos e sorriu com ar maroto. “Que culpa tenho de ser tão sexi-asna?” Nenhuma, ela não tem nenhuma culpa. A natureza “grita” em determinados momentos e pronto!

Num pedaço do serão vim até à estrebaria ver todos os Franciscos. Estavam a cear. A Francisca já tinha acabado e sentou-se comigo junto ao muro do poço a falar da vida.

A conversa virou para Timor em dado momento. “Pois, eu agora era primeira-dama se aquela lambisgóia não se tivesse intrometido na minha relação com o Che-Xanana…”. Fiquei olhando para aquela burra com ar triste. “O que é que é lá isso? Mas que história é essa?” Perguntei.

Foi então que a Francisca me explicou que se tinha correspondido com Xanana quando aquele estivera em Cipinang e que estava em vias de viajar até lá quando uma australiana se intrometeu no namorico e deu-lhe o que ele queria, e precisava muito, sem se fazer rogada, conforme vinha nas instruções.

“Ora foi claro que a partir dali ficou em vantagem”, disse desgostosa a Francisca. “Que interessava que eu lhe mandasse cartas perfumadas se ela lhe dava coisa melhor, perfumada ou a cheirar a bacalhau! Mas era o que ele queria! Isso para ele é que interessava!”

Grande confidência me estava a Francisca a fazer. Ao fim de tantos anos é que se descoseu! Magana! Eu estava embasbacado! Ela lá continuou.

“Não fosse isso e era eu agora a primeira-dama de Timor. Só tinha de parir três até agora e assim já vou em meia-dúzia. Se não fosse aquela lambisgóia australiana, gorda, cavalona, tudo na vida seria diferente. Para mim e para os timorenses.”

“Não fiques assim. Porque achas que seria diferente?” Perguntei, mais para lhe dar alento do que por querer saber. Eram águas passadas e disso não se pode esperar que os moinhos se movam.

“Claro que era tudo diferente. Se ele quisesse fazer um golpe de Estado eu dava-lhe tamanho coice que nem as montanhas de lá o aparavam. Além disso, percebi que ele não era assim tão maniento e velhaco como é agora. Aquela lambisgóia é que o pôs assim. Com a mania das grandezas e de se pavonear. Ainda agora ela anda por cá por Lisboa e arredores armada em perua, quer é saber de brilhar e ter palermas à sua volta para lhe sustentar o ego. A viver à custa do orçamento. Então os timorenses não mereceriam melhor! Ah, se não fosse aquela lambisgóia!”

“Deixa lá Francisca, está na hora da deita. Esquece essas coisas. Fico contente por saber que afinal aqui tens uma vida bem melhor, mais pacata. Afinal nem tens muito trabalho, a não ser criar os teus filhos, dar-lhes indicações de qual o melhor prado e coisas dessas…”, disse-lhe optimista.

A Francisca olhou-me com os olhos a brilhar e foi dizendo: “Ah, sim! Eu sou feliz! O meu Francisco é um garanhão e trata-me muito bem. Cata-me e coça-me amiúde. O que quero eu mais? Aqui no Monte vivo na paz dos senhores, sinto-me muito bem. Levo uma vida de burra num Monte sem corrupção, com saneamento básico, com veterinário, boa alimentação e tudo que é necessário. Uma vida como os timorenses não conseguem levar. Coitados, vivem tão mal…

“Até amanhã.” Fui dizendo, enquanto me afastava, olhava a lua cheia e entrava em casa. Quem diria, a Francisca em primeira-dama… Claro! Tinha sido muito melhor para Timor! Não quis Deus que assim fosse. O que vem provar que vozes de burra não chegam aos céus. Imaginem, Francisca Gusmão… primeira-dama. Quem diria. Nunca podemos dizer que sabemos tudo. Estamos sempre a aprender.
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sábado, 20 de junho de 2009

DEFENDER O TEJO É DEFENDER LISBOA

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A apatia da maioria dos portugueses relativamente ao que se passa no outro lado da fronteira, quanto à poluição dos rios que também são parte de Portugal e que comummente partilhamos, tem os dias contados.

Hoje, ainda agora, está a ser bem claro que portugueses e espanhóis estão a ficar bastante atentos às políticas implementadas pelos governos dos dois países e ao facilitismo que têm dado às empresas poluidoras desses mesmo rios, concretamente, o rio Minho, o rio Douro, o rio Tejo e o rio Guadiana.

Se não são os grandes empresários que compram os ministros quando instalam as suas empresas poluidoras sem atentarem para todos os requisitos de preservação do ambiente e também dos efluentes criminosos que despejam nos cursos de água, são os ministros que se estão borrifando para a preservação do ambiente. Tanto uma como outra hipótese são bastante graves e parece que mais nenhuma resta, a não que os ministros sejam uns tatans incompetentes que nem sabem da importância que as medidas ambientais de defesa do ambiente devem ser cumpridas e que urge implementar leis nesse sentido, que devem ser escrupulosamente observadas, com punições judiciais suficientemente gravosas para que desincentivem os empresários de lucro fácil a não cometerem os crimes ambientais que por todo o lado se vêem. Não só aos empresários se devem cingir essas pesadas punições mas também às autarquias, aos cidadãos em geral.

Na verdade os cidadãos estão-se a dar conta de que resta muito pouco tempo para pôr cobro aos abusos e crimes ecológicos, prova disso temos na notícia que se segue e que refere a grande quantidade de defensores do ambiente que se juntaram em defesa do Tejo na parte de lá da fronteira, em Espanha. Mais espanhóis que portugueses, é certo, mas também com um número bastante razoável de portugueses que tiveram interesse de irem manifestar-se. Afinal o Tejo também é nosso e se os lisboetas se esquecerem disso, que desfrutam do seu estuário quotidianamente, não o defendendo, não participando na sua defesa, bem podem contar com um estuário de água choca daqui por mais alguns anos.

A apatia dos portugueses e, neste caso do Tejo, dos lisboetas, não pode continuar. Afinal, defender o Tejo é defender Lisboa

Portugueses e espanhóis manifestam-se em defesa do rio Tejo

Lusa

Dezenas de tractores e inúmeros caiaques deram cor aos mais de 30 mil manifestantes que hoje se concentraram na localidade de Talavera de La Reina (Espanha), em defesa do rio Tejo e de uma nova cultura da água.

Meia centena de organizações, de Portugal e de Espanha, participaram no protesto que contesta o actual transvase do Tejo para o Segura e rejeita mais desvios de água do rio que afirmam estar a "morrer" e a "secar".

"Temos aqui uma garrafa da água que vai para o Segura, recolhida da barragem de Entrepeñas. Esta é a água limpa que se desvia e que deveria passar por aqui", disse aos manifestante Miguel Mendez, um dos promotores do protesto.

Convocada pela "Plataforma em Defesa do Tejo e do Alberche", a manifestação representou uma ampla unidade de praticamente todas as forças sociais, culturais e políticas da região. De forma algo insólita, o protesto caracterizou-se pela presença de bandeiras dos principais partidos espanhóis - PSOE, PP e IU - bem como de organizações empresariais e sindicais, e de representantes de organizações agrícolas e ambientais.

"Este é o princípio da mudança, um antes e um depois na defesa do Tejo, que está a secar e a morrer", disse à Lusa, José Francisco Ribas, presidente da autarquia local. "A sensibilidade plural da sociedade de Castela la Mancha e destas terras uniu-se para, com uma só voz, explicar que isto não pode continuar", disse.

Um dos momentos mais aplaudidos do protesto ocorreu quando duas dezenas de tractores agrícolas, em representação da Comunidade de Regantes, se uniram à manifestação. "O nosso rio, e as nossas águas, não são de ninguém. Mas nós, povos ribeirinhos, somos do Tejo. Somos o seu espelho, e lutamos pela sua dignidade e sobrevivência. Sem ele perdemos a nossa identidade", sublinhou.

Presente no protesto esteve o município de Vila Nova da Barquinha, que como explicou o presidente da autarquia, Miguel Pombeiro, "tinha que se associar" a este protesto. "Estamos a falar de um rio internacional, um património comum. O Tejo é tão importante para Espanha como para Portugal", disse.

Considerando "prioridade das prioridades" evitar que se aprovem mais transvazes do Tejo, o autarca aponta crescentes problemas no rio. "As pessoas que vivem o Tejo todos os dias notam que os caudais estão a diminuir. Temos estruturas fluviais construídas há poucos anos que em alguns períodos ficam secas. Temos que lutar por um Tejo vivo e com os seus caudais naturais", frisou.

Sob o lema "Pelos nossos rios, pelo nosso futuro", o manifesto aposta na unidade em defesa do Tejo, para defesa dos recursos naturais ribeirinhos.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

KIRSTY SWORD, EM NOME DAS SUAS CONVENIÊNCIAS

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VEIO PARA SE SERVIR E NÃO PARA SERVIR AS TIMORENSES?

A visita de Kirsty Sword a Portugal tem dado origem a comentários favoráveis pela sua presença e desempenho naquilo em que tem participado mas, obviamente, a muitas reacções desfavoráveis, considero no entanto que o mais importante não foi dito e quase nem palavra se tem dedicado à pessoa que a puxou para esta oportunidade de tentar vender a sua “marca” aos portugueses. Refiro-me à sua amiga Ana Gomes, deputada do PS e pessoa sobejamente conhecida pelo seu cíclico fala-fala que nunca dá em nada mais do que promover a sua imagem de “inconsolável cidadã pela justiça e democracia”, porém, pelo visto, com essa senhora temos de “levar”. Outros há bem piores que ela e já estão no “poleiro do faz-de-conta” há muitos mais anos.

Seria louvável que os propósitos e práticas da visitante Kirsty Sword tivessem única e exclusivamente que ver com a defesa dos interesses dos timorenses na generalidade e, por ser sua função, principalmente promover a mulher timorense, sensibilizar mecenas de Portugal para que contribuam para a evolução das timorenses abandonadas à sua má sorte até por uma igreja timorense reaccionária, machista, discriminatória, egocêntrica e, muitas vezes, desumana sobre as condições e carências da mulher timorense. A não ser que ela também considere que em nome da “estabilidade” do governo para que concorreu e concorre as verdades não devem ser ditas, nem combatidas se for o caso, e é!

Inicialmente não pareceu que à sua chegada fosse esse o seu espírito. Em entrevista divulgada pela Lusa julguei perceber que Kirsty seria alguém que estaria a pugnar pelas mulheres timorenses relativamente ao planeamento familiar, ao direito à interrupção da gravidez e do combate a determinadas culturas ancestrais que só prejudicam as timorenses. Se assim fosse Kirsty estaria contra determinadas imposições desumanas e que violam os direitos humanos, implementadas e defendidas pelo clérigo timorense. Infelizmente constatei que me enganei.

Quanto mais dias passam a tentar acompanhar a estadia de Kirsty Sword mais parece claro que aquilo que veio fazer a Portugal foi, de facto, auto-promover-se, reabilitar a figura do seu marido perante os portugueses, fazer política em prol do regime corrupto da AMP… Nada me admiraria que nesta visita não ficasse alinhado para futuro relativamente próximo um doutoramento “honoris causa”, daqueles que certas universidades dão quase como os prémios da Farinha Amparo.

Mesmo que a distracção e boa vontade não me permitissem observar e concluir o que menciono, a atitude de Kirsty e respectiva notícia do Correio da Manha – aqui publicado mais em baixo – abrir-me-iam os olhos. A senhora contrariou a lei dos impossíveis ao voltar a reacender o teatro de 11 de Fevereiro em sua casa, indo novamente agradecer, desta vez ao Comando da GNR em Portugal, pelo desempenho dos para-militares portugueses no fatídico dia “em que a salvaram”.

Concretamente foi dito e está escrito no CM: “Kirsty Sword-Gusmão recordou como a GNR a salvou, ao marido e aos três filhos da morte certa a 11 de Fevereiro de 2008”.

Possivelmente esta senhora está convencida que está a falar para analfabetos e/ou para pessoas que não pensam pela sua própria cabeça, que não sabem apanhar mais depressa um mentiroso do que um coxo. Assim, acabou por borrar a pintura toda, quero dizer, a visita e os seus verdadeiros objectivos, indiciados egoístas, de mau gosto e reveladores de má formação – por se aproveitar das carências dos desamparados para promover os seus interesses, da família e afins.

Em primeiro lugar, sabemos que a GNR quando chegou ao local do alegado “ataque” já Xanana Gusmão não estava na estrada em que, também alegadamente, fora “atacado”, mas sim em Díli. Então, como é que a GNR o salvou? Está a agradecer por nada? Exagerando?

Em segundo lugar, se efectivamente a família de Xanana Gusmão estivesse a correr riscos ele não voltaria atrás para os defender? Não estava ele pertíssimo de casa? Terá deixado a família a ser atacada para rumar a Díli? É um mau chefe-de-família? Cada um por si?

Em terceiro lugar, seria bom que mais não dissesse sobre toda esta fantochada em que não há vivalma com os cinco alqueires bem medidos que possa acreditar. Aliás, as dúvidas são devidas às contradições declaradas por Kirsty e Xanana quase logo na primeira hora. Primeiro não havia telemóveis, depois já havia, a segurança tinha fugido, depois já não tinha, etc. Certamente que não é por acaso que quase um ano e meio depois tudo está no limbo das gavetas da “justiça” timorense. Não tem sido por acaso que temos assistido às confrontações e saneamentos com determinados juízes. Nada está a acontecer por acaso relativamente ao teatro de 11 de Fevereiro de 2008. As visitas a Salsinha também não serão por acaso, nem a morte de Alfredo Reinado, nem a considerada figura bode-expiatório Angelita Pires, etc., etc., etc.

Sim, senhores, e senhoras, a Embaixadora da Boa Vontade, Kirsty Sword, veio uma vez mais demonstrar que nela não podemos acreditar, pese nisto a sua falta de bom-senso ao prestar-se a desenterrar os “cadáveres” do 11 de Fevereiro… que têm sempre jogado contra si e seu marido, e assim será até que a verdade venha a público e prove o contrário, se um dia vier. Seja como for, o evidente é evidente. Também Ana Gomes devia saber isso e não inventar mais despesas para os pategos dos portugueses terem de pagar, se é o caso.

Quando quisermos ir ao teatro pagamos o bilhete e vamos. Na nossa praça há bons actores e até nem nos desiludem, como Kirsty ou como Xanana Gusmão o têm feito, já nos bastam os políticos portugueses.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

“ESPELHOS” E MAGALHÃES CHEGARAM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

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Foto José Sérgio - SOL

Só um breve apontamento. Nem mais de que aquilo que merece esta “inovação” da Assembleia da República de Portugal.

Pelo que se percebe na fotografia, os deputados passam a usufruir de “Magalhães” para o seu “trabalho” de fazerem de conta que deputam e nos representam, defendendo os nossos interesses, os da maioria dos portugueses, respeitando ao máximo as minorias. Na realidade existe uma minoria que têm sempre respeitado: os da sua laia!

Também receberam dois “espelhos” caríssimos onde poderão ver na hora os seus tristes espectáculos, a sua inércia, o seu faz-de-conta e a sua gula… se os ecrãs conseguirem reproduzir tais particularidades.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

SÓCRATES, OS POLÍTICOS, SÃO VIGARISTAS? NÃO! MAS QUE IDEIA TÃO INCONCEBÍBEL!

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Aparentemente os portugueses estão a ficar deprimidos com as perseguições que os jornalistas de investigação e outros agentes estão a fazer a alguns políticos, vindo para os jornais, rádios e televisões, levantar suspeitas sobre desonestidades da classe política em Portugal. Está a chegar a altura de dizer basta!

Hoje, no Sol Online, descobri esta notícia assinada por Felícia Cabrita – uma chatérrima da informação – e que nos diz que uns papeis desaparecidos, relacionados com o primeiro-ministro Sócrates, a sua mãe, blá, blá, blá, foram recuperados. A notícia está mais em baixo para que vejam e não duvidem desta minha prosa de cidadão preocupado.

Lá porque uns papeizitos desapareceram do cartório notarial e que por azar são relativos à senhora mãe de José Sócrates lá vem esta jornalista escrever sobre isto. Mas qual é o interesse?

Agora recuperaram-nos, aos papéis. Até descobriram que a mãe de Sócrates comprou uma casinha junto à que o seu filho também comprou. Tudo por umas centenas de milhares de contos. Que ridicularia. Até um sem abrigo perde esse valor nos forros dos bolsos. Francamente!

Estes jornalistas são inconcebíveis. Vêem mal em tudo. Ou porque são as coincidências da mãe de Sócrates, do tio, do primo, etc… Aqui del-rei que há gato. Outras vezes não é com Sócrates mas sim com outros honestos e laboriosos nossos concidadãos que se sacrificam pelo nosso bem-estar. Ainda falam do caso do Nobre Guedes do CDS e que quando foi ministro deu umas abébias para o abate de uns milhares de sobreiros – espécie protegida – numa herdade do Ribatejo. E falam de que a justiça nunca mais resolve o assunto… Há até os que insinuam que a justiça está comprada e que Nobre Guedes usou e abusou da sua qualidade de ministro em favorecimentos… Que provavelmente receberam algum por fora, e tal. Mas que ideia! Aquele pacato e honesto cidadão?

É isto. Este país é isto. Falam por Cavaco Silva ter interesses de milhares nestes bancos das falcatruas, Dias Loureiro, Sócrates, Nobre Guedes e tantos outros que acusam de cambalhachos e suspeições. Mas onde é que isto vai parar?

Não vêem estes jornalistas e o povo má-língua que estamos perantes honestos cidadãos que se sacrificam a ocupar cargos que só lhes trazem prejuízos pessoais e que se não fosse por isso estavam riquíssimos, em vez de estarem pobres por receberem tão pouco pelo seu desempenho?

Mas que vergonha de país! Quer uma mãe ir morar para junto filho e é isto. Desaparecem uns papeis e é isto, este alarde. O PR tem umas poupançazitas nuns bancos de falcatruas e é isto. O Conselheiro de Estado Dias Loureiro coiso e é isto. Dias Loureiro, por coincidência dirigiu sociedades onde o PR tem interesses e onde há falcatruas… e é isto.

Bolas que é demais! Deixem lá de querer envolver estes grandes portugueses nestas irregularidades. Nem se atrevam a afirmar ou dizer que se diz que há juízes e outros da Justiça que também são uns mafiosos e que é tudo farinha do mesmo saco, porque não é!

Coitados, que se fartam de trabalhar para terem tão pouco e se verem envolvidos em coincidências, em obras do acaso que acabam por nunca os envolver de modo a se provar o que quer que seja porque na realidade as polícias e os tribunais funcionam neste país tão democrático e justo.

Deixem-se de usar os maus fígados contra aqueles para quem estamos em dívida perpétua, os PRs, os PMs, os Ministros, os Deputados, os Juízes, os PGRs… Esses incansáveis trabalhadores, paupérrimos, que se sacrificam por Portugal e por todos nós!

José Sócrates é um vigarista? E os outros? Jamais!

Aleluia Portugal! Votemos sempre nestes para que continuemos a viver cada vez melhor!

Há meses desaparecidos do notário
Documentos do Heron foram recuperados

Por Felícia Cabrita – Sol - 12 Junho 2009

O SOL recuperou os documentos de identificação da sociedade offshore que em 1998 vendeu um apartamento no Edifício Heron Castilho a Maria Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro, e que desapareceram do 21.º Cartório Notarial de Lisboa, onde foi feita a escritura de compra e venda

Os documentos da Stoldberg Investiments Limited mostram que esta offshore, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, tem como procuradora uma portuguesa que vive com o líder de um grupo imobiliário perseguido em França por ligações à Camorra e que reside agora no Algarve.

O desaparecimento dos documentos tinha sido participado pela Ordem dos Notários, tendo o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa instaurado já um inquérito. O SOL encontrou cópias autenticadas desses documentos no 2.º Cartório Notarial de Lisboa – onde, quatro anos antes, a Stoldberg comprara o apartamento em causa à Heron Internacional (outra sociedade offshore, proprietária da maioria deste edifício situado na rua Castilho, em Lisboa, onde o primeiro-ministro também comprou um apartamento dois meses antes da mãe, por 47 mil contos).

Continue a ler esta notícia na edição impressa disponível nas bancas espalhadas por Portugal e Angola
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

TENHA VERGONHA! AO MENOS TRATE ESSE CORPO!

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O QUE ELES FAZEM À DESGRAÇADINHA

Um dos inconvenientes de cair em desgraça está bem exemplificado na fotografia de cima. Reparem bem naquilo que fazem à desgraçadinha da ministra da educação do governo socretino. Mas que indecência.

Já não pode uma ministra esforçar-se por melhorar o ensino e complicar a vida aos estudantes, aos pais e aos professores, que despem-na de imediato e pespegam-na na capa da Play Boy. Muitas partidas indecorosas já lhe fizeram mas nesta excederam-se. Para mais com um corpo daqueles, horrível, parecendo que sofre de elefantíase… Francamente!

Espero que a decência seja reposta e que os malandros que fizeram esta foto circular na internet sejam devidamente admoestados. Também não compreendo como é que a ministra se deixou assim fotografar em trajes menores. A mostrar as intimidades à populaça deste mundo velhaco, povoado por internautas que só estão bem a invadir a privacidade de cada um.

Pensando melhor, considerando as “manias” provadas pela fotografia e na revista que é, tenho cá para mim que a partir de hoje não deixo os meus filhos em idade escolar, muito menos os meus netos, frequentarem escolas ministeriadas por alguém que não sabe recatar-se na privacidade do lar e se expõe publicamente no ridículo de tamanhas banhas e pneus abdominais, para além de coxas carregadas de celulose, celulite... ou lá o que é essa coisa. Se ao menos fosse uma “brasa”… sempre poderia ser educativo, para além de agradável de ver.

Até o bom senso obriga a dizer: Tenha vergonha! Ao menos trate esse corpo!

Foto cedida por José Martins - 22/237 Soi Phrom Wat 1/11 – 10150 - Bangkok – Thailand - http://maquiavelices.blogspot.com - http://portugalnatailandia.blogspot.com
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Dia de Portugal - QUASE TUDO COMO ANTES CONDUZIDO POR UM CAVACO MARCELISTA

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PARA QUANDO O PEDIDO DE DESCULPAS
PELO ESCLAVAGISMO E PELO PASSADO COLONIAL INDIGNO?

Raramente os portugueses se recordam do passado-próximo, preferem o passado longínquo disfarçado de cor-de-rosa velho. Por essas e por outras estamos como estamos, na fossa. Não é caso para menos com governos saudosistas da autoridade salazar-marcelista e até de um PR que por essas bandas anda. Pelo menos tomar posturas marcelistas fazendo que faz mas não faz é aquilo que temos visto. Um reformador “ma non tropo”. Um reformador para o antigamente, parece.

Foi o ano passado em 10 de Junho que Cavaco largou uma bacorada qualquer a propósito do Dia da Raça – um termo e práticas salazar-marcelistas – e este ano voltou a tomar a postura do costume nas cerimónias do costume e até discursou. Tanto que só tive pachorra de ler na diagonal. As baboseiras foram as mesmas mas por palavras escolhidas, nada de novo. O saudosismo está ali bem patenteado. O bolor ocupou Belém. Outra coisa não seria de esperar. Falta agora o PSD vencer as eleições legislativas, talvez com uma maioria, e então sim, com Cavaco e Manuela Ferreira Leite vai ser o regresso ao passado, declaradamente. Ainda vamos ouvir chamar a José Sócrates “um santo”.

Afinal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, não passa de mais uma treta dos que vivem com todas as comodidades e mordomias… e lá vão botando umas faladuras à antigamente para português ouvir e se ir habituando ao bacoco palavreado que nos mostra o rumo que Portugal está a tomar. A direita está em força na Europa e em Portugal assentou arraiais já faz uns tempos largos. Eles avançam e tolhem-nos como as cadeias de correntes dos escravos que Portugal usou e comercializou em seu proveito.

Neste Dia dito de Portugal – mas por certo de um Portugal de uns quantos “antigamentes” – seria o ideal para que o PR, associado aos que se encontram no governo, tivessem a coragem de apresentar desculpas aos africanos pelo esclavagismo que praticaram e que encheram as bolsas de imensos esclavagistas desta então Real Nação. Mas não, nem Cavaco, nem Soares, nem Sampaio, alguma vez tiveram a coragem e a decência disso fazer. Com este PR de direita, mais conservador que as conservas do Tenório, nem será de esperar outra coisa e o futuro ainda é mais negro, mas fico sempre à espera de alguma decência da parte destes chamados “altos responsáveis da Nação” e o que acontece é “Moita Carrasco”, nada. Palavras do passado adaptado minimamente ao presente escalavrado de um Portugal sempre a virar à direita, ao mafiosismo dos partidos políticos, dos actuais políticos, em beneficio dos que andam a encher os “alforges” bancários à custa dos do costume, os plebeus, os explorados e cada vez mais oprimidos, com um SIS e sucursais que nem sequer sabemos o que anda a fazer apesar de suspeitarmos.

Vão-se catar e lamber sabão da Nacional porque “o que é nacional é bom” em vez de virem apregoar nacionalismo bacocos do passado não assim tão longínquo… e que milhares combateram, alguns perdendo a sua própria vida às garras da PIDE e da GNR, nefastas organizações repressivas e fascistas de então.
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domingo, 7 de junho de 2009

Eleições PE - NÃO HÁ MORAL NEM COMEM TODOS, A PALHAÇADA CONTINUA

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EM PORTUGAL DEPUTADOS ELEITOS REPRESENTAM UM TERÇO DOS ELEITORES

NO PE OS DEPUTADOS REPRESENTAM MENOS DE METADE DOS ELEITORES EUROPEUS


Os resultados do PS foram os que eram esperados, caiu redondo. Vital Moreira foi eleito, está aviado. Vamos ver se continua a lamber as botas aos que lhe possibilitaram regressar às actividades político partidárias como “independente” ou se continua a contribuir para a queda do PS a todos os níveis, até na credibilidade dos discursos, ainda piores que os de Sócrates. Nesta campanha fez lembrar uma rameira, o que, para nefasto regresso, foi terrível.

O PSD considera-se vitorioso. Será, pelas suas contas, comparativamente a resultados anteriores e, principalmente, porque o PS foi “punido”. Na generalidade todos se continuarão a “governar” bem.

O desencanto e desconfiança dos eleitores nos actuais políticos europeus foi mais uma vez comprovado, mais de metade dos europeus demonstrou com a abstenção a sua reprovação à generalidade dos políticos que compõem a fantochada daquele Parlamento Europeu e dos partidos políticos que a que pertencem.

Em Portugal ainda foi pior. Quase dois terços dos portugueses optaram pela abstenção. Se forem somadas as expressões nulas dos votos manifestados é provável que um pouco mais de dois terços dos portugueses tenha explicitado a sua repugnância nos actuais políticos e partidos em que se acoitam.

Os resultados foram redundantes na expressa reprovação de quase todos os concorrentes a estas eleições, a nível nacional e nos restantes países que compõem a Europa, contudo se ouvirmos e virmos os políticos falarem ficamos com a sensação de que todos saíram vencedores e que todos tiveram resultados espectacularmente positivos, o que não corresponde à verdade porque não se viu que os eleitores nacionais ou os seus parceiros europeus tivessem participado em número representativo e democrático nas eleições. Se uma minoria votou como podem os partidos considerar-se representantes dos europeus. E em Portugal? Como podem os partidos e os políticos que os integram considerar-se satisfeitos com os resultados, sabendo que na totalidade estão a representar somente dois terços dos eleitores?

Só se compreende que celebrem vitórias porque são as vitórias deles próprios, das suas vidas e bem-estar, das suas impunidades, das continuidades, dos compadrios e promiscuidades - que nos fazem supor estarmos perante gigantescas associações mafiosas onde se lhes convier fazem pactos entre elas por forma a perpetuarem-se no Poder sob o modelo de alternância ou outros.

Estes resultados eleitorais vêm novamente recordar que para estes políticos não há vergonha, não há moral, nem comem todos. Só comem eles e as corporações a quem servem. Os desavergonhados por lá continuarão no PE, no seu reino de hipocrisias e enganos. Alguma decência não lhes faria mal nenhum. Talvez assim não fosse tão flagrante a certeza de que a palhaçada vai continuar. Até quando?

Europeias
Portugal volta a registar taxa de abstenção superior à média da UE

Bruxelas, 07 Jun (Lusa) -- Portugal voltou a registar nas eleições europeias de hoje uma taxa de participação (cerca de 36,5 por cento) inferior à média comunitária (43,4 por cento), mesmo perante um novo recorde de abstenção na União Europeia, segundo dados provisórios.

Nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu realizadas a 27, os dados avançados pelos serviços da assembleia apontam para a mais elevada taxa de abstenção de sempre em eleições europeias (cerca de 56,6 por cento), já que, num universo de aproximadamente 375 milhões de eleitores, apenas 161 milhões terão participado nas eleições de hoje.

Mesmo neste cenário, Portugal volta a registar uma taxa de participação ainda menor que a média da UE, "confirmando" uma tendência que se verifica desde 1989, data das primeiras eleições europeias realizadas em Portugal em simultâneo com os restantes Estados-membros.
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DEIXEM A KIRSTY FALAR, CONFERENCIAR E APRENDER, GAITA!

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Constata-se alguma polémica relacionada com uma visita que Kirsty Sword fará a Portugal ainda este mês. Como se sabe ela é casada com Xanana Gusmão, ex-presidente da República e actual primeiro-ministro, de fato ou de cuecas – se as usar – porque pouco importa o que veste e como veste mas sim o que faz ao país, no país, pelo país.

Não será propriamente a visita de Kirsty a Portugal que deu origem à polémica mas sim a sua participação numa conferência sobre “O PAPEL DAS MULHERES NA RESISTÊNCIA E NA RECONSTRUÇÃO DE TIMOR-LESTE”. A conferência realiza-se em Portugal por iniciativa do Grupo Parlamentar das Mulheres Socialistas, de Ana Gomes, amiga de Kirsty Sword, e vai acontecer em 26 deste mês no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República. O tal edifício que custou uma pipa de massa, que era perfeitamente dispensável, que vem provar uma outra vez que as dificuldades são só para os governados porque os governantes governam-se bem com o que deveria ser de todos os portugueses. Assim é neste país e em Timor-Leste também. Em todo o mundo… mais país, menos país. Paguemos e não bufemos porque os parasitas precisam de ser bem tratados e ter instalações de acordo com a sua estatura imoral. Fim do aparte.

No TLN têm aparecido comentários para todos os gostos e também Ana Loro Metan e Gonçalo Tilman Gusmão dedicaram algumas letras sobre o evento. Não consigo estar de acordo com nenhum na totalidade do que argumentam mas parcialmente concordo com algumas das opiniões. (Para saberem o que dizem nos seus textos cliquem nas respectivas hiperligações ou procurem mais em baixo)

Precisamos de entender que a liberdade de expressão é, não só no nosso país, um bem adquirido de que não devemos abdicar. Liberdade de expressão para todos, obviamente. É por isso que não faz sentido, quanto a mim, considerarem abusivo a australiana Kirsty vir conferenciar com as amigas de um dos partidos alegados das práticas de corrupção, ou algo semelhante - na pessoa do seu chefe maior, Sócrates.

Também o PM timorense Xanana Gusmão anda enleado no mesmo drama. Até têm coisas em comum e isso deve solidificar amizades. Se eles ou elementos dos seus governos estiverem inocentes ainda mais em comum terão de proximidades e comunhões: o trato e desconsiderações injustas. Pobrezitos, até nutro dó por eles.

Se bem percebi, não é reconhecido a Kirsty o direito de falar em nome das mulheres da Resistência timorense. Mas porquê? Será que se esquecem de que ela foi uma resistente no tempo, ao fazer sistemáticas visitas a Xanana Gusmão na prisão de Cipinang? Pouco importa se ela era espia australiana ou não, o que importa é que a senhora resistiu ao longo de anos à espera que Gusmão saísse e cumprisse o seu compromisso em Timor-Leste livre e independente, para alguns. Olhem que não é brincadeira nenhuma esperar por um noivo durante décadas. Muitos que eu conheci levaram com uns chavelhos enormes ao fim de uns meses de terem embarcado para o então ultramar. Há ainda os que nem precisam de embarcar… Vão embarcando! Claro que a senhora é uma resistente. Têm de compreender que o amor até serra grades de prisões. É algo muito forte!

Por isso, não considero inapropriado que seja ela a “embaixadora” das mulheres timorenses da Resistência, cada uma com a sua experiência. Claro que dou de barato que a experiência de Kirty foi e é bem melhor que a das mulheres timorenses da Resistência; muitas sofreram torturas, morreram assassinadas, morreram por dentro com as desilusões dos actuais tempos… e ela foi fazendo umas visitinhas e uns recaditos provavelmente aprovados pelo governo australiano – que tinha um pé nos ocupantes indonésios e outro na Resistência, com os bolsos bem abertos nos poços de petróleo explorados ilegalmente, assim considerado pela ONU e pela comunidade internacional. A vida é assim, ao vigarista e ao borracho põe deus a mão por baixo. Não é?

Pois que venha a dona Kirsty, ex-dama de topo, agora dama de tudo, conferenciar com as mulheres autoproclamadas socialistas. Que fale da Resistência valorosa das mulheres de Timor e também da Recuperação do país Timor. Que exerça a sua liberdade de expressão sem que com isso venha a sofrer represálias futuras de energúmenos como uns quantos da AMP que saneiam e coarctam as possibilidades a algumas mulheres da Resistência de exercerem as suas válidas capacidades e assim garantirem a sua subsistência só porque são da oposição.

Já agora, incluído na conferência, a dona Kirsty podia abranger estas particularidades antidemocráticas de gente das suas proximidades e lamentar-se de que Timor está a desperdiçar valores humanos, intelectuais e de competências profissionais só porque não têm a mesma cor partidária ou, ainda, porque se opõem ao Estado Corrupto chefiado pelo seu querido prisioneiro voluntário, que acordou a sua entrega com as chefias indonésias, conforme propalam os mais desbocados. Eu cá não acredito, mas um dia ainda hei-de perguntar de caras a Abílio Araújo.

Bem vinda a Portugal do Magalhães e à Conferência, Kirsty Soward!

Apesar de em Portugal o exercício da democracia ser cada vez mais deficitário, valha-nos que a liberdade de expressão e de opinião ainda está a ser razoavelmente respeitada, o que poderá ser uma lição a levar para Timor-Leste. Nada tema, nem pense que será muita fruta para levar. É boa fruta e não provoca diarreia mental como o Banana Show.
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Europa - HOJE AINDA HÁ ELEIÇÕES, AMANHÃ NÃO SABEMOS!

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ELEJAMOS OS BANDIDOS PARA O CIRCO E SEJAMOS NÓS OS PALHAÇOS

Hoje, em Portugal e na Europa, é o dia europeu de eleger os senhores “superiores” e escolhidos a dedo pelos partidos ou “associações” que nos dominam. Não se sabe muito bem quem são… mas isso também não é preciso. Precisamos somente de alinhar na fantochada, ou não, e votar, ou não, nos que alegadamente vão representar os nossos interesses num circo chamado Parlamento Europeu. Curiosamente, os ditos parlamentares europeus é que vão lá estar, na arena do circo, mas nós é que somos os eternos palhaços. Vicissitudes da vida e da pseudo-democracia que esta corja de políticos aldrabões conseguiu instalar, desvirtuando a Democracia que em tempos começou a desenhar-se na Europa, pelo menos na Europa.

Mas se em Portugal e na UE é dia de eleições para garantir a continuidade da fantochada desta “democracia”, noutros locais do mundo não é dia de eleições – em alguns nem nunca é dia de eleições – o que não significa que os ditadores não se arroguem também de democratas e encontrem as mais estapafúrdias razões para alegarem que ainda não estão reunidas as condições para convocarem eleições. Conversas da treta, sabemos isso, mas ao menos também sabemos que são categóricos e afamados ditadores e que não estão escondidos atrás de biombos de pseudo-democracias.

O que será melhor não sei, mas sei que perante um ditador e um regime ditatorial é mais fácil mobilizar as populações para darem a volta ao texto e o derrubarem, enquanto que nestas pseudo-democracias, em que se vota estupidamente no menos mau, mais parece que a populaça anda anestesiada.

Não restam dúvidas de que esta democracia de fachada não nos serve, nem nos servem as cliques destes partidos miscigenados com corporações estranhas aos interesses e bem-estar dos que geram riqueza produzindo. Produzindo mais valia que vai direitinha e em exclusivo para usufruto de uns quantos, em prejuízo da maioria dos cidadãos. Obviamente que a classe política da actualidade também beneficia dessa mais valia sob máscaras variadas e que até são legais porque são esses mesmos políticos que acabam por legalizar os crimes que eles próprios cometem, a par dos que lhes pagam em reconhecimento dos seus bons serviços às corporações. Não é à toa que vimos constantemente indícios inequívocos da promiscuidade existente entre a alta finança e os políticos, europeus e do mundo.

Mas hoje é dia de eleições, na Europa, afinal estou a escrever sobre isto porquê? Em dia de eleições devíamos andar felizes? Talvez, se estivéssemos a concorrer para uma verdadeira democracia e não para eleger bandidos, nem participar em algo em que não acreditamos, que usamos por “descargo de consciência”, o voto, que usamos “porque a esperança é a última a morrer”.

Já se sabe, a abstenção vai vencer e os “eleitos” vão rejubilar com o “civismo” dos eleitores. Civismo? Não será antes “servilismo” dos zumbis eleitores ou da carneirada eleitora? Que dia triste, acordarmos para a realidade desta Europa nas mãos de meia-dúzia!
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

TERRORISTAS, SÃO TODOS FARINHA DO MESMO SACO

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ABRAM OS OLHOS, MULAS!

Sabemos através dos jornais que mais um refém foi assassinado pela Al Kaeda, Al-Qaida… ou chamem-lhe lá como quiserem. Na realidade não passam de terroristas. Tão bons terroristas ou piores que certos governos e Estados – estou a lembrar-me do norte-americano com os seus cowboys assassinos na presidência, ladeados pelos seus generais, pares semelhantes a Bin Ladens mas sem turbantes nem barbichas e com umas quantas estrelas de metal ou serigrafadas.

Na Agência Lusa podemos ler:

Terrorismo: Assassinado refém britânico da Al-Qaida do Magrebe Islâmico

Dubai, 03 Jun (Lusa) - Um turista britânico sequestrado no Mali pela Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI) foi assassinado, segundo um comunicado colocado num "site" islâmico e hoje divulgado por um centro norte-americano de vigilância de "sites" (SITE).

O comunicado não dá pormenores sobre o modo como o refém, Edwen Dyer, foi morto, referindo apenas que os seus sequestradores o assassinaram a 31 de Maio porque o Governo britânico não respondeu às suas exigências.

O braço magrebino da rede Al-Qaida exigia que Londres libertasse Abu Qatada "Al-Filistini" (o Palestiniano), um homem apresentado pelas autoridades britânicas como um dos mais perigosos membros do "Londonistan", a corrente islâmica radical implantada em Londres.
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SATISFEITOS? QUE JUSTIÇA FIZERAM? ANORMAIS!
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A cambada de assassinos e imbecis que decide e pratica estas nefastas acções de rapto, tortura e assassinatos de pacatos turistas, sejam eles de que nacionalidade forem, não pode na realidade esperar que alguém de bom senso e humano aprove as suas atitudes inumanas em nome de uma paranóia levada a extremos que retiram todas as razões de luta de uma causa, seja ela qual for. Não estamos propriamente no tempo da pedra lascada nem podem existir religiões que advoguem tais acções cobardes, hediondas, fanáticas, estúpidas, dignas de irracionais em nome de um qualquer assassino que esses tarados consideram que encontraram no Alcorão. Não está lá nenhum Deus desses – porque se estivesse era um grandessíssimo assassino, não era um deus – nem Alá o aprovaria.

Assim, recomendo a essa cambada de bestas assassinas para aprenderem a ler e saberem interpretar o que consta no Alcorão. Não queiram continuar a ser considerados, e bem, uns sem valores humanos, uns escórias da humanidade, tal como muitos daqueles que alegam combater - os governantes, militares, políticos, polícias secretas norte-americanas e europeias. Afinal acabam por ser todos farinha do mesmo saco, com a diferença de que uns fazem-nas às escondidas e outros às claras. O resultado acaba por ser o mesmo e redunda na desumana arte de assassinar os nossos semelhantes.

Porque não vão direitinhos a Bush e lhe mijam em cima? Ou nos generais malucos e inumanos, ou em Blair, ou em Aznar, ou em Barroso, ou em Bin Laden e seus seguidores de topo. A sacanagem é toda igual, uns mais hipócritas que outros… mas são esses os assassinos, inimigos da humanidade e das culturas, e do aniquilamento dos fracos, explorados e oprimidos. Não há culpas nos pacatos turistas… Nem nos que estavam nos aviões ou no WTC em 11 de Setembro.

Como querem que se dê validade absoluta à vossa luta e razões? Estúpidos!

Com ou sem turbantes, abram os olhos, mulas!
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

DIA INTERNACIONAL DE…

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Convencionou-se que este seria o Dia Internacional da Criança, ontem foi o Dia Internacional Antitabágico, amanhã será o Dia Internacional Contra os Gastos Milionários dos Profissionais da ONU e das suas Agências, dos governos, que muito pouco ou nada fazem mas que querem aparentar muito fazer, enganando-nos? Não, todos os dias são Dia Internacional da Hipocrisia!

É muito bom sermos crianças, ingénuos e inocentes, ignorantes da existência destas pandilhas e destes esquemas maquiavélicos com potencialidades desperdiçadas porque a miséria e o mal-estar dos povos é um negócio para uns quantos e também para as emergentes ONGs.

Depois de alguma vivência chegamos ao conhecimento destas tristes realidades. É então que o mal-estar se instala nas crianças que somos sempre. É esse o momento em que muitos consideram ter de escolher entre “atropelar” ou serem “atropelados”, esquecendo-se ou ignorando que ainda têm a opção de combater os que atropelam. Mas não, em vez disso, de optarem pela opção correcta e que traria bem-estar a todas as crianças, acabam por também irem engrossar as fileiras dos que “atropelam” e dão ainda maior dimensão ao “salve-se quem puder”. Ao fazerem essas opções é quando deixam de ser crianças, pelo menos saudáveis, não porque a idade lhes tire essa faculdade mas sim pela sua opção.

Quem quer ir brincar comigo? Quem quer cantar a Loja do Mestre André? Quem quer jogar ao peão e ao berlinde, jogar à carica, ao Rei Coxo, correr com arco e gancheta, fazer púrrias, brincar à apanhada, à cabra-cega, ao picócu, à Linda Falua, ao lenço, à Roda aos Cinco Cantinhos… Aos polícias e ladrões não brinco, não quero perder a criança que há em mim com coisas chatas e inúteis, repressoras e desrespeitosas das crianças de todo o mundo. Muito menos quererei brincar àqueles senhores que vivem da política, quase sempre desonestos, que tramam as nossas crianças, a todos nós.
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